16/07/2011

Fraternidade Franciscana São Boaventura

Fraternidade Franciscana São BoaventuraRondinha 02

RONDINHA – PR
Rodovia do Café – BR 277, Km 112
Rondinha
CEP. 83607-000
Caixa Postal 721 – Cep. 83600-970
Tel. (41) 3291-6000
Fax (41) 3291-6000
Arquidiocese de Curitiba

Site: www.franciscanosrondinha.com.br
E-mail: fradesrondinha@gmail.com

A FRATERNIDADE

Frei Jean Carlos Ajluni Oliveira, guardião, vice-mestre, animador do SAV local e regional, e ecônomo
Frei Valdir Laurentino, vigário casa e vice-mestre
Frei Ary Estevão Pintarelli, atendente conventual
Frei Aldeci de Arcízio Miranda, serviço fraterno
Frei Estevam Gomes Pereira, serviço fraterno
Frei Gamaliel Devigili, atendente conventual
Frei Gregório Martins, jardineiro e serviço fraterno
Frei Rodrigo da Silva Santos, mestre e coordenador da formação inicial
Frei Luiz Carlos Peloso

FRADES ESTUDANTES DE FILOSOFIA

III ANO DE FILOSOFIA
Frei Bruno Araújo dos Santos
Frei Danilo Santos Oliveira
Frei Felipe Medeiros Carretta
Frei Leandro Ferreira Silva
Frei Matheus José Borsoi
Frei Natanael José Barbosa
Frei Thiago da Silva Soares
Frei Vitor da Silva Amâncio

II ANO DE FILOSOFIA
Frei Francisco Dalilson Pereira Cabral
Frei Jonas Ribeiro da Silva
Frei Odilon Voss
Frei Lucas de Moura Justino Souza

I ANO DE FILOSOFIA
Frei Bruno Gonçalves Cezário
Frei Diego Martendal
Frei João Manoel Zechinatto
Frei Rodrigo José Silva
Frei Ruan Felipe Sguissardi

PADROEIRO
São Boaventura

MISSÃO

Numa visão atualizada e sob inspiração de seu patrono, São Francisco de Assis, a Faculdade de Filosofia São Boaventura, seguindo a tradição dos franciscanos e suas instituições, têm por missão produzir e difundir o conhecimento, libertar o ser humano pelo diálogo entre a ciência e a fé e promover fraternidade e solidariedade, mediante a prática do bem e a conseqüente construção da paz.

A herança franciscana está, assim, contida nos seus escritos. Estes revelam dimensões, atitudes e temas que compõem fundamentalmente o labor de educar numa perspectiva franciscana. Por isso, é possível falar de uma inspiração franciscana para a tarefa pedagógica. Essa mesma inspiração marcou gerações e chegou ao século XXI como um desafio que continua a questionar a todos os que se preocupam com o bem-estar do próximo.

Para a concretização de sua missão, propõe-se:

●  educar integralmente o ser humano;

● promover, por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, todas as formas de conhecimento, com abertura às variadas concepções pedagógicas;

●  prover-se de mecanismos que garantam o padrão de qualidade;

● formar profissionais competentes para as diferentes atividades científicas, tecnológicas, culturais, políticas e sociais, comprometidos com a construção de um mundo melhor;

● promover a integração entre os diversos campos do saber e o encontro entre a ciência e a fé, respeitando o direito de liberdade e consciência;

●  buscar resposta aos desafios que comprometem a vida;

● buscar intercâmbio e interação com instituições que promovem a educação, a ciência, a cultura e a arte, a fim de assegurar a universalidade de sua missão;

● estimular a formação continuada e criar condições para sua concretização; proclamar a fraternidade universal e o respeito a todas as criaturas.

HISTÓRIA

Rondinha, a caçula das casas de formação

Uma das decisões mais importantes do Capítulo Provincial de 1979 foi a aprovação da separação física dos cursos de Filosofia e Teologia, que eram integrados no Instituto Franciscano de Petrópolis (ITF). Para dar início a este ambicioso projeto, em 1980 foi constituída uma comissão, que elaborou o Projeto Educacional visando esta nova empreitada. Entre os possíveis locais para a instalação do Curso de Filosofia, a Comissão elencou: Guaratinguetá, São Paulo, Bragança Paulista, Curitiba, Blumenau e Lages. Numa consulta a todas as fraternidades, Curitiba venceu a escolha com 116 votos, contra 52 de Bragança Paulista.

Uma nova Comissão foi nomeada para dar continuidade aos trabalhos. As possibilidades seriam a reforma do Convento Bom Jesus e o aluguel um imóvel, a curto prazo; e uma nova construção, aproveitando a área do Convento e a aquisição de um terreno, possibilidades a longo prazo. Durante os contatos, a Comissão foi a Rondinha, no município de Campo Largo, onde a Associação Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus estava construindo um grandioso projeto, em área de 38 alqueires. Frei João Crisóstomo Arns, presidente desta Associação, apresentou à Comissão o projeto e manifestou interesse fraterno em doar parte da área para a instalação da nova casa de formação.

Reunida no dia 3 de setembro de 1980, a Comissão recebeu a confirmação oficial da doação do terreno (100.000 m2 ou quatro alqueires).

Aprovação

No dia 11 de novembro deste ano, o Definitório reuniu-se em São Paulo e aprovou por unanimidade a proposta com os seguintes itens:

1. Instalação do futuro Instituto de Filosofia da Província na localidade de Rondinha, em terreno que foi doado pela Associação Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus.
2. Dar início à segunda etapa do projeto, com dois passos:
– formalização dos atos jurídicos-canônicos da doação
– elaboração do projeto arquitetônico e paisagístico

No ano seguinte, em maio o Definitório escolheu o nome da nova casa: São Boaventura. Logo em seguida, no início de agosto, começou-se a construção da casa. Foram iniciadas três residências: 2 para estudantes e outra para a Comunidade permanente. Foi iniciado também o bloco central, com todos os serviços comunitários. Do total de 2.873,00 m2 que estavam sendo construídos nesta fase, 1.606,48 m2 foram pagos pela Província e 1.266,52 m2 pela Associação Bom Jesus.

A bênção e a inauguração

No dia 5 de novembro de 1981 foi feita a bênção das obras, com a participação do Arcebispo de Curitiba, Dom Pedro Fedalto. Nos dias 14, 15 e 16 de março, o Definitório Provincial se reuniu em Rondinha, colocando na pauta da reunião também os últimos detalhes para a festa de inauguração.

Frei José Fernando Eberhardt, ofm, que acompanhou de perto as obras, descreve assim a inauguração: “O dia 17 de março amanheceu claro e ensolarado, compartilhando a nossa alegria. Logo cedo foram chegando os primeiros confrades dos pontos mais distantes da Província. Mais tarde foram chegando os convidados dos locais mais próximos. Às 10 horas, começamos a celebração da Liturgia da Palavra, com a bênção das construções, presidida pelo Ministro Provincial Frei Basílio Prim: acolhida e ato penitencial, na entrada do terreno; procissão com cânticos e salmos e paradas em cada prédio, para bênçãos e leituras. Assim, após havermos percorridos as três residências (duas dos confrades estudantes e uma da comunidade formadora), as obras da capela, os pátios e jardins e as dependências do Centro Comunitário, detivemo-nos no salão, onde encerramos a Liturgia da Palavra, com a bênção da imagem de São Boaventura, seguida da homilia do Ministro Provincial e da alocução do Arcebispo Metropolitano Dom Pedro Fedalto. Coube também a este a presidência da liturgia eucarística, ladeado por Dom Jerônimo Mazarotto e Dom Carlos Schmidt. Pouco mais de 200 pessoas participaram da celebração – quase todos religiosos e religiosas – sendo que mais de 80 eram concelebrantes”.

A capela

Em outubro de 1982 foi iniciada a construção da capela para 150 pessoas. No dia 30 de dezembro foi concretada a primeira lage: o piso da capela, cobrindo toda a área do subsolo, com mais de 400 metros quadrados. Foi também iniciada a construção de mais três residências para confrades formandos. Posteriormente, por decisão do Capítulo Provincial, foi criada uma terceira, constituída pelo acabamento da capela e ampliação do refeitório e cozinha.

Conscientes da importância da participação de todos os confrades da Província nesta grande obra que é o Convento São Boaventura, os membros do Definitório Provincial programaram também uma festividade de inauguração da segunda etapa das obras de Rondinha. Foi escolhido o dia 12 de março de 1983, pois o Definitório ali se reuniria nos dias seguintes. Desta vez a celebração destinava-se apenas aos confrades. E estes vieram em bom número – aproximadamente 50, além de 70 confrades da casa.

Coube a parte decorativa da capela à empresa Arte Decorativa, do arquiteto Lorenz Johannes Heilmair, que teve o seu projeto aprovado pelo Definitório no dia 23 de maio de 1983.

Tradição franciscana

Com o novo instituto, a Província dava continuidade a uma tradição mantida no Brasil desde sua instituição no século XVI. Por essa escola franciscana foram formados não só grandes nomes da intelectualidade brasileira, como também renomados filósofos pesquisadores. Os professores Raimundo Vier (medievalista), Damião Berger (helenista), Constantino Koser (medievalista), Paulo Evaristo Arns (humanista), Arcângelo Buzzi (filósofo), Leonardo Boff (teólogo), Hermógenes Harada (franciscanólogo), Antonio Moser (teólogo), Fidélis Voering (medievalista), Ildefonso da Silveira (historiador), são alguns destes nomes.

Assim, essa escola franciscana torna-se a depositária de uma herança ímpar no ensino, na pesquisa e no saber filosóficos. A par do saber e da experiência acumulados, pode-se encontrar junto aos franciscanos um dos maiores acervos de obras das áreas de filosofia e ciências humanas do Estado do Paraná, sem mencionar as muitas obras raras. Com o objetivo de colocar à disposição da comunidade esta verdadeira riqueza, a Associação Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus solicitou o credenciamento da Faculdade de Filosofia São Boaventura, visando constituí-la como um centro de excelência no ensino da filosofia e da pesquisa em estudos medievais.

Credenciada pela Portaria Ministerial em março de 2002, no mês seguinte a Faculdade de Filosofia deu início a suas atividades, com a realização do primeiro processo seletivo e abertura do primeiro ano letivo. O curso de filosofia da Faculdade de Filosofia São Boaventura fundamenta-se, primeiramente, em uma necessidade intrínseca à própria natureza da instituição enquanto voltada à educação superior.