Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Meditação diária

janeiro/2020

  • Toda bela, trazendo nos braços a luz

    “Ó santíssima Virgem, pomba pura, esposa celeste, Maria, céu, templo e trono da divindade! O Cristo, sol  que resplandece no céu e na terra, te pertence!  És a nuvem luminosa  que fizeste descer do céu o Cristo, raio brilhante  para iluminar o mundo  (…).

    Ó Virgem Santíssima, que encheste de espanto os exércitos angélicos!  Prodígio estupendo nos céus: uma mulher revestida de sol, trazendo nos braços a luz. Prodígio estupendo nos céus: o tálamo virginal acolhendo o Filho de Deus!    Prodígio estupendo nos céus:  o Senhor dos Anjos se tornou o filho da Virgem.  Os anjos acusavam Eva, agora cobrem Maria de glória, pois ela ergueu  Eva de sua queda e fez entrar no céu  Adão  que fora expulso do paraíso.  É ela a medianeira  do céu e da terra, nela se realizou a sua união”.

     Lecionário monástico  I, p. 562

     

  • Ser luz

    Quando olhares em torno e tudo parecer treva, escuridão, fantasma, antes de clamar contra a maldade dos tempos e dos homens examina se estás sendo a luz que deves ser.

    Dom Helder Câmara

  • Coisas novas estão a despontar…

    Isaías, o “evangelista” do Antigo Testamento, fala de coisa novas que o Senhor está para fazer:

    “Não fiqueis a lembrar  coisas passadas, não vos preocupeis com acontecimentos antigos.  Eis que eu vou fazer uma coisa nova, ela já vem despontando: não a percebeis?  Com efeito estabelecerei um caminho  no deserto, e rios em lugares de ermos.  Os animais selvagens me honrarão, os chacais e avestruzes, porque fiz jorrar água no deserto e rios  nos lugares ermos, a fim de dar de beber ao meu povo. O povo que formei para mim  proclamará meu louvor”.

     Isaías   43, 18ss

  • Deus traz salvação à luz do sol

    É  Guilherme de Saint-Thierry que no ajuda a viver este dia do tempo do Natal:

    “Senhor, vós nos amastes primeiro, para que vos amássemos.  Não  tínheis necessidade de ser amado por nós, mas não poderíamos atingir o fim para o qual fomos criados se não vos amássemos (…).  Para vós, falar por meio de vosso Filho não foi outra coisa senão  trazer à luz do sol, isto é, manifestar claramente o quando e como nos amastes, vós que não poupastes vosso próprio Filho, mas o entregaste por todos nós. E ele também nos amou e se entregou por nós”.

    Lecionário Monástico I, p.178

  • Se ele não tivesse nascido no tempo…

    Santo Agostinho  convida o homem a despertar do sono.  Deus vem visitá-lo:

    “Desperta, ó homem, por tua causa Deus se fez homem.  Desperta,  tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá  (Ef 5,14). Por tua causa, repito, Deus se fez homem.  Estarias morto para sempre, se ele não tivesse nascido no tempo. Jamais  te libertarias da carne do pecado se ele não tivesse assumido uma carne semelhante à carne do pecado. Estarias condenado a uma eterna miséria, se não fosse a sua misericórdia.  Não voltarias à vida, se ele não tivesse vindo ao encontro da tua morte. Terias perecido se ele não te socorresse. Estarias perdido se ele não viesse salvar-te”.

    Lecionário Monástico  I, p. 289-290

  • Os Magos chegam ao presépio

    Eles, esses Magos, vieram de longe, de muito longe à procura do Menino:

     “Aquele que quis nascer para nós  não quis ser ignorado por nós.  Por isso, manifestou-se num corpo humano  para que o grande mistério de seu amor  não desse ocasião a um grande erro.

    Hoje, os Magos que o procuravam resplandecente nas estrelas, o encontram num berço. Hoje, os Magos veem claramente, envolvido em panos, aquele que há muito tempo procurava de  modo obscuro nos astros.

    Hoje, os Magos contemplam maravilhados,  no presépio,  o céu na terra, a terra no céu, o homem em Deus, Deus no homem e, incluído no corpo  pequenino de uma criança, aquele que o  universo não pode conter. Vendo-o, proclamam sua fé e não discutem, oferecendo-lhe místicos presentes: incenso a Deus, ouro ao rei e mirra, ao que haveria de morrer”.

     São Pedro  Crisólogo,  Lecionário Monástico I, p. 457

     

     

  • Alegria de viver…

    Em poucas linhas Lya Luft fala do que é viver:

    “Nossa obsessão atual é, antes mesmo do dinheiro e posição social, a aparência física. Então viver não é avançar, mas consumir-se e definhar. No entanto, faz parte do crescer que na infância meus ossos se alonguem, que meu sapato não seja mais tamanho 25. Faz parte de crescer que na maturidade o corpo mude e siga se transformando mais. Faz parte de todo o processo da vida e não da morte, que aos 60, 70, 80 anos meu andar seja menos ágil, minha pele enrugada, meu corpo menos ereto, meus olhos menos brilhantes. Mas não faz parte que eu me considere descartável e me oculte na sombra sem direito a me movimentar, agir, participar ativamente – dentro de minhas naturais limitações. “Eu não vou à piscina há muitos anos, imagina se vou deixar alguém ver meu corpo do jeito que está”. Procurando-se tal como era vinte ou quarenta anos atrás, quem assim fala terá a sensação de que não existe mais. De que a pessoa do espelho é não uma continuação daquela anterior, mas uma traição da natureza”

    Perdas & Ganhos, Editora Record, 2003, p. 96-97

  • Felizes…

    Somos sempre convidados a palmilhar os caminhos na busca da felicidade. Que sendas haveremos de percorrer?

    “Felizes os que sabem ser pobres e compartilhar o pouco que têm com seus irmãos. Malditos os que só se preocupam com suas riquezas e seus interesses.

    Felizes os que conhecem a fome e a necessidade, porque não querem explorar, oprimir e pisotear os outros. Malditos os que são capazes de viver tranquilos e satisfeitos, sem preocupar-se com os necessitados.

    Felizes os que choram as injustiças e mortes, as torturas, os abusos e o sofrimento dos fracos. Malditos os que riem da dor do outros, enquanto desfrutam seu bem-estar”.

    José Antonio Pagola, O caminho aberto por Jesus – Lucas, Vozes, p. 106

  • Não existe amor sem dor

    “O amor não é uma alegria contínua. Não existe amor sem dor. No amor eu me abro para os outros e posso ter mágoas.  Sem esta abertura o amor  não é possível.  No amor mútuo conhecemos bem todas as mágoas que temos que experimentar na vida. O amor pode machucar. E o próprio amor possibilita a cura às mágoas”

    Anselm Grün, Pequeno tratado do verdadeiro amor, Vozes,  p.  20

     

     

  • Escute a voz de Deus

    “Amor é epifania. Mistério que se revela. Segredos partilhados. Mergulho que perscruta as profundezas do outro” (Hermes Fernandes).

    Certo dia em meus pensamentos tive uma epifania de que a razão ou a racionalidade não é (ou não deveria ser) a medida maior e mais importante da vida. Esta pode colaborar muito na tomada de decisões, porém, não podemos esquecer-nos de colocar o coração (intuição, emoção e sentimento) em nosso pensar e projetar. Devemos ter o cuidado necessário para que a RAZÃO não nos aprisione em nossas próprias cavernas…

    Procure criar suas metas, ideais, objetivos e buscas! Tudo isso é fundamental e necessário em nossa trajetória. Procure consultar também o seu coração, escutando-o em seu silêncio interior. Outro dado fundamental: escute a voz de Deus que te chama a amar, servir, cuidar e dar sentido mais profundo à sua vida e a de seus semelhantes…

    Tenha um ótimo fim de semana…
    Frei Paulo Sérgio, ofm

  • Em busca de Deus

    Onde encontrar Deus? Um tal empreendimento leva tempo. Santo Anselmo deseja animar os que buscam o Senhor:

    “Vamos, coragem, pobre homem! Foge um pouco de tuas ocupações. Esconde-te um instante do tumulto de teus pensamentos. Põe de parte dos cuidados que te absorvem e livra-te das preocupações que te afligem. Dá um pouco de tempo a Deus e repousa nele. Entra no íntimo de tua alma, afasta tudo de ti, exceto Deus e o que possa ajudar-te a procurá-lo; fecha a porta e põe-te à procura. Agora fala, meu coração, abre-te e diz a Deus: Busco a vossa face, é a vossa face que eu procuro (Sl 26,8). E agora, Senhor, meu Deus, ensinai a meu coração onde como vos procurar, onde e como vos encontrar”.

    Lecionário Monástico I, p. 121

  • Tempo novo

    “Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano” (Albert Einstein).

    No símbolo do tempo estamos começando um ano novo: na verdade todo dia é novo, pois é um presente de Deus para cada um de nós… Daí a necessidade que temos de desenvolver em nós o espírito de gratidão: a vida é dom, o tempo é dom, o trabalho é dom, as amizades é dom. Se estamos nesta abertura à luz e ao amor de Deus vamos experimentar a vida com muito mais leveza, alegria e felicidade!

    Faça deste ano novo um verdadeiro tempo novo! Procure traçar algumas metas possíveis, planeje bem o tempo; mas, acima de tudo, esteja aberto (a) a tudo aquilo que a graça de Deus te presenteia. Sempre que descobrimos este poder transformador que está dentro de cada um de nós, algo que antes era considerado impossível, se torna realidade… agora!

    Feliz tempo novo, feliz vida nova!

    Frei Paulo Sérgio, ofm

  • Francisco, uma obra de arte

    Joseph Lortz, historiador e mestre de Kaetan Esser assim fala de Francisco de Assis:

    “Francisco de Assis é como uma obra de arte. Acontece com ele o que se passa com as percepções elementares dos nossos sentidos. Uma obra de arte não pode ser entendida através da simples descrição: quem não a viu, ouviu ou tocou, não formará dela uma ideia adequada. Com toda explicação que se dê, não se poderá transmitir a um cego de nascença, a um surdo ou a um homem privado de olfato, um conceito adequado daquilo que significa cor, som ou perfume. Francisco foi tão original e único que dificilmente se pode encontrar um paralelo. Por isso era incomparável ao que tinha de mais pessoal e próprio”.

    Joseph Lortz, Francisco de Assis, o Santo Incomparável, p. 12

  • Sabedoria

    “Procure a sabedoria e aprenda a escrever os capítulos mais importantes de sua história nos momentos mais difíceis de sua vida” (Augusto Cury).

    É preciso entender que a sabedoria não vem naturalmente com o passar do tempo ou com a chegada da velhice… A sabedoria da vida é uma arte e, como tal, precisa ser buscada, cultivada, com o labor da própria vida! Sabedoria não é necessariamente conhecimento, pois este pode ser acumulado e não trazer desenvolvimento para as pessoas. Por sabedoria entendo a arte de tornar a vida mais agradável e feliz possível…

    Aquela pessoa que busca a sabedoria com intensidade tonar-se-á sua própria companheira de jornada, pois ela (sabedoria) dá-se a conhecer aos simples e aos humildes… E a humildade não caminha com a arrogância e o orgulho humano! Então, procure o conhecimento daquilo que ti conduzirá à sabedoria que transforma sua vida e a vida de muitas outras pessoas…

    Abraços terapêuticos e uma excelente semana!

    Frei Paulo Sérgio, ofm

  • Laços em fraternidade

    Toda fraternidade, todo grupo de cristãos deveria ser um esboço modesto, mas real do Reino de Deus. Através da qualidade dos relacionamentos é um pouco o Reino que emerge lentamente das trevas deste mundo. Não se deve esquecer que a qualidade dos relacionamentos dos irmãos e irmãs de Cristo na primeira comunidade cristã fazia com que os pagãos dissessem: “Vede como eles se amam!” A evangelização foi antes de tudo contágio de amor, maré alta de amor. Os laços vividos por nossas fraternidades deveriam convidar os homens a dizer uns aos outros: “É verdade, o amor se aproximou de nós!”

    Michel Hubaut, OFM

  • “Mariama”, por D. Hélder Câmara

    “Mariama, Nossa Senhora, mãe de Cristo e Mãe dos homens!
    Mariama, Mãe dos homens de todas as raças, de todas as cores, de todos os cantos da Terra.
    Pede ao teu filho que esta festa não termine aqui, a marcha final vai ser linda de viver.
    Mas é importante, Mariama, que a Igreja de teu Filho não fique em palavra, não fique em aplauso.
    Não basta pedir perdão pelos erros de ontem. É preciso acertar o passo de hoje sem ligar ao que disserem.
    Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão. É Evangelho de Cristo, Mariama.
    Claro que seremos intolerados.
    Mariama, Mãe querida, problema de negro acaba se ligando com todos os grande problemas humanos.
    Com todos os absurdos contra a humanidade, com todas as injustiças e opressões.
    Mariama, que se acabe, mas se acabe mesmo a maldita fabricação de armas. O mundo precisa fabricar é Paz.
    Basta de injustiça!
    Basta de uns sem saber o que fazer com tanta terra e milhões sem um palmo de terra onde morar.
    Basta de alguns tendo que vomitar para comer mais e 50 milhões morrendo de fome num só ano.
    Basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia.
    Mariama, Senhora Nossa, Mãe querida, nem precisa ir tão longe, como no teu hino. Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias e o pobres de mãos cheias. Nem pobre nem rico.
    Nada de escravo de hoje ser senhor de escravo de amanhã. Basta de escravos. Um mundo sem senhor e sem escravos. Um mundo de irmãos.
    De irmãos não só de nome e de mentira. De irmãos de verdade, Mariama”.

  • O amor é constante

    O amor pelos outros não pode ser reservado para momentos excepcionais, mas deve se tornar constante. É por isso que somos chamados, por exemplo, a proteger os idosos como um tesouro precioso e com amor, mesmo que criem problemas econômicos e inconvenientes, devemos protegê-los. É por isso que aos doentes, mesmo no último estágio, devemos prestar toda a assistência possível. É por isso que os nascituros devem ser sempre acolhidos. É por isso que, em última análise, a vida deve ser sempre protegida e amada desde a concepção até a morte natural. Isso é amor.

    Papa Francisco

  • A arte de amar

    “O amor é a lei de Deus. Vivemos para poder aprender a amar. Amamos para aprender a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem” (Mikhail Naimy).

    Na saga da vida de cada um de nós precisamos aprender a amar. Como se aprende esta arte tão fina, tão divina? Deus já nos deu um Anjo que nos recebeu no seu próprio ventre: é a nossa mãe! É ela que vai nos guiar e nos ajudar nesta arte de amar, pois ela é quem mais entende de amor nesta vida. Então vamos aprender com ela e permitir que todas as suas lições sejam absorvidas e entendidas por cada um de nós…

    Depois é o tempo de desenvolver amor pela vida, pelas pessoas, pela natureza, pela criação divina… Se estamos conscientes e seguros de que somos amados por Deus, somos curados de todas as carências que nos levavam em direção à pessoas na necessidade. Agora podemos ir na direção das pessoas para compartilhar o amor que está dentro de nós. Isso muda completamente as relações. Somos amados para amar, curados para curar!

    Tenha um excelente fim de semana!

    Frei Paulo Sérgio, ofm

  • Crise da vida espiritual

    Atualmente fala-se com frequência em crise. A Igreja está em crise, a vida religiosa está em crise, a vida espiritual está em crise. Ora, estar em crise não significa necessariamente estar em retrocesso, como creem alguns. A raiz sânscrita deste termo (Kri ou Kir) significa limpar, purificar. Daí derivam crisol, acrisolar, crítica. A crise é um processo crítico de purificação, melhora e avanço.

    Como todo o processo cujo dinamismo supõe a existência de contradições e exigência de rupturas, a crise da vida espiritual deve orientar-se pela busca do essencial, de uma espiritual idade enraizada na Palavra de Deus, centrada no mistério pascal, e profundamente encarnada na história.

    Há muitas maneiras de se situar frente à crise. A atitude mais cômoda é evitar encarar o futuro e fechar-se no que resta de passado. É a atitude contrária à fé. Conforme o exemplo de Abraão, a fé supõe confiança e risco. É possível também se refugiar no futuro, negando qualquer valor à experiência do passado ou do presente. Fica-se apegado a uma Igreja ideal ou imaginária que só existe nos estritos limites de uma subjetividade alienada.

    Outros preferem se isolar em sua comunidade e desconhecer o progresso que ocorre no mundo. São como o avestruz com a cabeça enfiada na areia. Querem uma Igreja à sua imagem e semelhança. Este isolamento revela profundo narcisismo espiritual.

    Os que temem qualquer crise como algo de anormal, inquietante ou catastrófico acabam se omitindo diante de novas tarefas que esse período de transição e descoberta impõe. Só os que aceitam o desafio da crise e prendem-se aos seus aspectos positivos e purificadores, apesar de seus lances dramáticos e dolorosos, são capazes de descobrir os desígnios de Deus e assumi-los.

    Frei Betto, “Fé e afeto”, Editora Vozes.

  • Animais de estimação

    Os animais de estimação nos ensinam a brincar, a viver mais livremente as nossas próprias vidas. Eles trazem o experimentar para onde havia apenas o pensar. Eles atormentam os homens e as mulheres de negócios e os fazem deixar os negócios um pouco de lado, por algum tempo, para arejarem suas almas e para aprenderem que há sempre mais de uma maneira de fazer as coisas.

    Joan Chittister, “Entre a escuridão e a luz do dia”, Editora Vozes.

  • Memória

    “Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir” (José Saramago).

    A memória fala da história, da construção de cada pessoa, daquilo que cada um edifica na sua história pessoal e deixa um legado para a história da humanidade. A memória nos ajuda a ser aquilo que somos destinados a ser, pois somos seres em potência, com possibilidades de crescimento e evolução… Daí a importância da história, da edificação de nossa vida, da construção de uma vida que deve ser grandiosa.

    A responsabilidade aponta para o compromisso que devemos ter com a ética pessoal, comunitária, social. A ética é a CASA do ser humano e ele se faz nesta casa! A ética é nosso senso do certo e do errado, daquilo que devemos ser e fazer e daquilo que devemos evitar. Memória e responsabilidade ajudam a fazer do ser humano um projeto que vai além da matéria e além daquilo que é finito…

    Tenha uma abençoada e iluminada semana!
    Frei Paulo Sérgio, ofm

  • Espiritualidade do amor

    A espiritualidade cristã é, antes de mais nada, uma espiritualidade do amor. O que a espiritualidade almeja é que nos deixemos impregnar cada vez mais pelo amor de Jesus. Teilhard de Chardin usa a expressão “diáfanos”, ou seja, transparente para o amor de Cristo. Este amor deve se manifestar em seguida no amor ao próximo, e também, justamente, no amor ao inimigo. O amor deve superar toda inimizade. Jesus compara o amor ao inimigo com o sol que brilha por igual para bons e maus. Nesse sentido, devemos fazer brilhar o sol de nossa consciência tanto sobre o bem como sobre o mal que estão dentro de nós. O sol é capaz de derreter também o que está gelado em nós e de arrebentar o que está petrificado.

    Anselm Grün, “Amar é a única revolução”, Editora Vozes.

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