Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Meditação diária

janeiro/2022

  • A Igreja é como Maria

    Nossa Senhora quer trazer também a nós, a todos nós, a dádiva grandiosa que é Jesus; e com Ele traz-nos o seu amor, a sua paz e a sua alegria. Assim a Igreja é como Maria: a Igreja não é uma loja, nem uma agência humanitária; a Igreja não é uma ONG, mas é enviada a levar a todos Cristo e o seu Evangelho; ela não leva a si mesma — seja ela pequena, grande, forte, ou frágil, a Igreja leva Jesus e deve ser como Maria, quando foi visitar Isabel. O que lhe levava Maria? Jesus. A Igreja leva Jesus: este é o centro da Igreja, levar Jesus! Se, por hipótese, uma vez acontecesse que a Igreja não levasse Jesus, ela seria uma Igreja morta! A Igreja deve levar a caridade de Jesus, o amor de Jesus, a caridade de Jesus.

    Papa Francisco, Solenidade da Mãe de Deus, 2013, primeiro ano de seu Pontificado

  • No coração de Deus

    A vida espiritual é algo muito pessoal. Toda a vida é o professor. Ninguém a tem por completo em um único momento e todos têm um pouco dela sempre. De fato, todos nós temos Deus, mas fundir-se na presença e no coração de Deus requer grande contemplação, esforço consciente, imersão total e disposição para abandonar nossas próprias ideias de Deus.

    Joan Chittister, “Entre a escuridão e a luz do dia”, Vozes.

  • O sustento de tudo

    Se o Ressuscitado não é o sustento de tudo, a experiência cristã fica descentralizada e desvirtuada; a Igreja corre o risco de se converter em ponto de referência principal de tudo; o vazio da experiência pascal é preenchido pela autoridade magisterial, a doutrina, a reflexão teológica e a estratégia pastoral. Falta a experiência radical que consiste, segundo Paulo, em “conhecer a Cristo e o poder de sua ressurreição”.

    José Antonio Pagola, “Recuperar o projeto de Jesus”, Vozes

  • Vocação do discípulo

    Muitas vezes, a vocação cristã desvia-se da verdade do Evangelho e afasta-se da cruz redentora. Defende a afirmação narcisista de que há eleições especiais envoltas em uma redoma de cargos, poderes e ritos. Convém insistir que a vocação do discípulo não ocorre em virtude de uma suposta superioridade, mas do amor abundante de Deus. Cada ministro é chamado por Ele porque é pecador, mais do que por exclusividades ou privilégios. A Salvação acontece por dentro de cada pessoa trabalhada pelo Espírito Santo. É sempre a partir do amor divino que o mundo se transforma e onde há pecado a graça superabunda (d. Rm 5,20).

    Fernando Altemeyer Junior, “Silhuetas de Deus”, Vozes.

  • O planeta não é propriedade nossa

    Nós, humanos, somos muito arrogantes em relação ao planeta. Como costumo mencionar, para cada pessoa no planeta existem 7 bilhões de insetos. Imagine se hoje à noite só os teus vêm te visitar. Batem na porta do teu quarto e falam: “Qual é? O que vocês acham que estão fazendo com o nosso planeta? Vocês acham que são proprietários dele?” Nenhum e nenhuma de nós pode ser arrogante a ponto de supor que o planeta é propriedade nossa para fazermos o que bem entendermos. Cada vez que nós afetamos qualquer elo de equilíbrio ecológico do nosso planeta, nós somos afetados. Cada vez que contaminamos a água, que desperdiçamos recursos, que destruímos uma floresta sem reposição, que dizimamos outra forma de vida de forma maléfica, encaminhamos o efeito desse desequilíbrio, que em algum momento irá se manifestar de forma mais contundente. A interdependência entre os seres é um princípio básico da existência!

    Mario Sérgio Cortella, “Filosofia. E nós com isso?”, Vozes.

  • Mistério inexplicável

    Quanto mais abandono minhas imagens sobre Deus, mais Deus se revela para mim como o mistério inexplicável. Mas o Deus inexplicável é, acima de tudo, Amor, um amor inexplicável, que está além de todas as minhas ideias sobre o amor.

    Anselm Grün, “Reconciliar-se com Deus”, Vozes.

  • Desacelere

    A hora da refeição é sagrada, e nós a temos esquecido. É um tempo valioso e restaurador na natureza. Você precisa desta pequena pausa na insanidade para navegar melhor durante o dia. Você precisa desta disciplina, se pretende ser o senhor do seu tempo. Seu corpo necessita de tempo para realizar suas funções. Desacelere e desfrute de suas refeições hoje.

    Pedram Shojai, “A arte de parar o tempo”, Editora Vozes.

  • Encontre a origem da sua solidão

    Sempre que se sentir solitário, você deve buscar a origem deste sentimento. Você tem a tendência de fugir da solidão, ou então de pensar nela de modo obsessivo. Quando você foge da solidão, na verdade ela não diminui; você apenas a expulsa da mente por algum tempo. Quando você pensa demais na solidão, seus sentimentos só se fortalecem, e você cai em depressão. A tarefa espiritual não consiste em escapar da solidão, ou permitir ser inundado por ela, mas em encontrar a origem dela. Isso não é fácil de fazer, mas quando você consegue de algum modo identificar o lugar de onde estes sentimentos emergem, eles perderão parte da força que exercem sobre você. Tal identificação não é uma tarefa intelectual; é uma tarefa do coração. Com o seu coração, e sem medo, você deve buscar este lugar.

    Henri Nouwen, “A voz interior do amor”, Editora Vozes.

  • Aberto para o novo

    Admirar-se é um requisito para que a cada dia possa ter início algo novo em nós, para que deixemos a antiga e inflexível maneira de perceber e de viver. Admirar-se significa estar aberto para o novo e reconhecer o milagre no cotidiano.

    Anselm Grün, “Admirar-se com os pequenos Milagres de cada dia”, Editora Vozes

  • Gratificação

    A sensação de amor-próprio não pode ser produzida pelo próprio eu. Para que ela aconteça, dependo da instância da gratificação pelo outro que me ama, elogia, reconhece e estima. O isolamento narcísico do ser humano, a instrumentalização do outro e a competição total de todos contra todos destroem o clima de gratificação.

    Byung-Chul Han, “Capitalismo e impulso de morte”, Editora Vozes.

  • Ninguém nasce líder

    No mundo das empresas, liderança é uma atitude e se distingue de chefia, que é uma posição na hierarquia. Por isso, empresas buscam líderes e se esforçam para formá-los. Há lideranças (que podem estar em posição de chefia)
    que são inspiradoras e há chefias que são expiradoras. É fácil fazer a distinção, pois um chefe inspirador é aquele que você admira. Quando ele te chama para a sala dele, mesmo que seja para uma crítica, uma desaprovação, você
    sabe que sairá melhor de lá. Outros chefes já não, são aqueles “expiradores”. Quando esse tipo de chefe te chama, você vai desanimado e, antes de chegar à sala dele, para e expira o ar. A diferença entre esses dois chefes é que aquele
    que inspira pode, com toda razão, ser chamado de líder, e aquele que não inspira é simplesmente o chefe. A chefia está sustentada na hierarquia, a liderança, não.

    Mario Sergio Cortella, “Filosofia e nós com isso?”, Editora Vozes.

  • Profundo ato de fé

    Chamar Deus de Pai constitui um profundo ato de fé, de esperança e de caridade. Jesus Cristo nos revela Deus como Pai. Não apenas como Senhor e Criador. A essência de ser pai é ser fonte de vida por amor. Deus é amor, Deus é vida, fonte de vida. Temos mais. Deus não é apenas alguém que gera a vida e a abandona, mas a acolhe, a nutre, a ama, a defende.

    Frei Alberto Beckhäuser, “Rezar a vida e viver a oração”, Editora Vozes.

  • Tempo perigoso para a fé

    Vivemos em um tempo muito perigoso para a fé, tempo de extremos e de fundamentalismos, uma tendência cada vez maior de os grupos se fecharem e até mesmo se acharem no direito de determinar quem é e quem não é de Deus.

    Pe. Enio Marcos de Oliveira, “Lucas, luz de amor infinito”, Editora Vozes.

  • Felicidade de dentro para fora

    Para os filósofos, a felicidade vem de dentro para fora, não o contrário. No final, o que conta é o que está dentro de nós. Depois que consigo enfrentar e lidar com a dor e as dificuldades que a vida nos impõe – divórcio, abandono, falência financeira, ruína da reputação, perda da saúde – somente eu, e eu apenas, tenho alguma chance de fazer com que o fator felicidade renasça em mim.

    Joan Chittister, “O livro da felicidade”, Editora Vozes.

  • Temor de novo caminho

    Às vezes é muito difícil se despedir de caminhos que seguimos durante muito tempo mas que agora não funcionam mais. Acredito que existem muitas pessoas que sentem suas formas de vida, seus rituais não funcionarem mais, mas que continuam seguindo aquele caminho porque temem e duvidam que um novo caminho possa sustentá-las.

    Zacharias Heyes, “Rituais para o encontro”, Editora Vozes.

  • Oração e perdão

    A oração que não desperta em nós o desejo de perdoar e de sermos melhores, não é verdadeira. Se depois de uma desavença você se recolher em oração e sentir desejo de perdoar e reconciliar-se, a oração foi autêntica porque despertou em você o desejo de ser melhor. Mas se depois de ter orado, ainda continua afastado do outro, sua oração foi falsa porque não desencadeou o desejo de tornar-se melhor. Toda oração bem feita nos torna mais humanos, mais fáceis para o perdão e mais generosos para o amor.

    Frei Anselmo Fracasso, “Família Feliz”, Vozes

  • Com raiva de Deus

    Deus ama por amor. Você pode ficar com raiva d’Ele, pois raiva honesta é uma forma de rezar. Ficar com raiva de Deus é sinal de que você quer dizer Àquele que muito lhe ama que sente algo forte e difícil dentro de você. Ele lhe escutará sempre, mesmo se suas palavras forem duras ou indelicadas. Mas saiba que Deus continuará sendo sempre seu rochedo e seu terapeuta. Certamente enviará seus anjos para lhe fazer companhia e cuidar espiritualmente de você. Aproveite para pedir perdão àqueles que ofendeu.

    Fernando Altemeyer Junior, “Silhuetas de Deus”, Vozes.

  • Cometer erros

    Aqueles que passam pela vida sendo menos do que árbitros de si mesmos, jamais conhecerão a felicidade de cometer os próprios erros, jamais conhecerão a glória de revertê-los, ou a alegria de crescer em virtude deles. Esses serão como uma sombra, como um fantasma de si mesmos: um filme revelado pela metade; um ramo de flores sem botões; um começo sem nenhum fim conhecido. Não tenha a menor dúvida: a pessoa que amadureceu até atingir a autonomia, a exemplo de uma sucessão de atletas olímpicos, tem razão ao afirmar: “Posso não ter vencido a corrida, porém não fracassei. Fiz o que fiz a caminho da glória e estou orgulhoso de haver tentado”.

    Joan Chittister, “O Livro da Felicidade”, Vozes

  • Amor

    O amor é a inspiração dos artistas, das crianças, das mães, dos sábios dos poetas e dos loucos. É o tesouro inestimável dos mais pobres. Sempre o mesmo e jamais igual. O amor simples que se exprime quanto tudo o mais se cala e que se conjuga em todos os tempos. Aquele que se espera antes que venha. Aquele que provoca lágrimas em nossos olhos quanto se vai e cuja lembrança nos nutre para sempre. Amor que pensávamos ter ‘perdido, na realidade está enterrado no mais fundo de nos mesmos, nos escombros das coisas que pensávamos fossem as mais sólidas’.

    Yves Duteil, Panorama, Paris Mars 2004

  • Prece por humildade

    “Ensina-me a aceitar uma humildade que, sem cessar, me faça ver que  sou um mentiroso e um fingido, e que mesmo assim, tenho a obrigação de procurar com esforço a verdade,  de ser tão verídico quanto me seja possível, ainda que tenha que achar, inevitavelmente, toda verdade de que sou capaz envenenada  pela duplicidade.  Eis o que terrível a respeito da humildade:  nunca tem pleno êxito. Se ao menos fosse possível ser inteiramente humilde  aqui na terra!  Mas não, aí está o problema. Tu, Senhor, foste humilde. Nossa humildade, porém, consiste em sermos  orgulhosos e termos plena consciência  disso e nos sentirmos esmagados  pelo peso insuportável  desse fato, sem nada podermos fazer para remediá-lo”

     Thomas Merton, Na liberdade da solidão, Vozes, p. 53-54

  • Deixar que Cristo viva em nós

    A última frase proferida por Thomas Merton, neste mundo, segundo testemunho do Padre F. de Grunne que falou com ele em Bangcoc, um pouco antes de sua trágica morte, foi a seguinte: “Aquilo que devemos fazer hoje não é tanto falar em Cristo, mas deixar que ele viva em nós, de tal modo que as pessoas possam encontra-lo ao sentir que ele vive em nós”

    Citação de Tomás Halik, Paciência com Deus, Paulinas, p. 47

  • Os que são escolhidos

                Quem é, de fato, escolhido para seguir Jesus de perto?  Ou para a vida consagrada?

                 “Ninguém é escolhido por ser melhor do que os outros, para fazer alguma coisa, mas todos somos escolhidos para alguma coisa. Todas as pessoas têm alguma disposição interior  que as capacitam para realizar  o que está reservado para elas, que as convocam para realizar isto,  que as confirmam nisso e que as determinam para tal serviço. Como as pessoas com tendência para a música, com habilidade natural para trabalho manual ou com sensibilidade artística  para a fotografia, há em algumas pessoas um sólido compromisso com as  dimensões  espirituais da luta humana e com as coisas de Deus única e prioritariamente. É esta elevada sensibilidade que convoca uma pessoa e que a leva a se concentrar exclusivamente no desenvolvimento da dimensão espiritual  da vida humana”.

    Joan  Chittister, OSB, Vozes

  • Futuro sem exclusão

    “O nosso futuro é aquele que desejarmos e criarmos e os líderes e formadores de opinião são responsáveis  por influenciar a  reflexão e inspirar os sonhos e fazê-los acontecer.  A visão do futuro, a utopia humana  há de ser aquela em que todos são incluídos, principalmente os mais pobres e excluídos sociais, pois eles têm a chave definitiva  para que se entender o que seja bem comum. Sem eles não se poderá falar de desenvolvimento, de paz, de democracia, de justiça. É diante deles que responderemos o que entendemos por ética”.

     Robson  Santarém, Precisa-se (de) ser humano – Valores humanos: educação e gestão, Vozes, p. 93

     

     

  • Linguagem doce, franca, sincera

    Que nossa linguagem seja doce, franca, sincera, leal, ingênua e fiel.  Guarda-te das duplicidades, artifícios e fingimentos:  ainda que não seja bom dizer sempre toda a verdade, também não é permitido transgredir a verdade. Acostuma-te a nunca mentir com pleno conhecimento, nem por escusa, nem por outro motivo, lembrando-te que  Deus é o Deus da verdade;  se dizes uma mentira por inadvertência e podes corrigi-la  imediatamente dando alguma explicação ou reparação, deves fazê-lo, pois uma escusa verdadeira tem muito mais graça e força para escusar do que a mentira.

     São  Francisco de Sales

  • Morrer no amor de Deus

    Lucas desenha outra imagem da cruz. Ele descreve Jesus como aquele que perdoa na cruz mesmo os seus algozes. Reza na cruz por seus algozes: Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem (Lc 23,34).

    Quando Jesus perdoa mesmo os seus algozes, podemos acreditar que não há nada em nós que Deus não perdoaria. No Evangelho de Lucas, Jesus diz ao criminoso que tinha uma grande culpa: Ainda hoje estarás comigo no paraíso (Lc 23,43). Eis algumas palavras de esperança. Quando imaginamos a cena da cruz com essas palavras cresce em nós a esperança de morrer, apesar de toda culpa, no amor de Deus.

    Anselm Grün, “Reconciliar-se com Deus”, Vozes

  • Francisco a todos cativa

    “Não existe santo a respeito do qual se tenha escrito tanto como São Francisco de Assis. As publicações dedicadas a ele ultrapassam o quadro da literatura devocional. E o cortejo de admiradores não é formado apenas de católicos, mas inclui protestantes, panteístas, racionalistas e pessoas nada devotas. A que se deve essa estima universal que o Poverello desfruta? (…) Como essas obras primas nas quais cada geração descobre novas riquezas, ela contém lições sempre atuais e fontes inesgotáveis de emoção. Francisco é dessas figuras das quais a humanidade sempre sentirá orgulho. Suas qualidades forçam a simpatia; seus defeitos, se os tem, são atraentes; sua santidade nada tem de esotérico, afetado ou ameaçador; seus dons naturais suscitam geral admiração; seus ensinamentos exalam tal frescor, poesia e serenidade, que mesmo os espíritos embotados, podem encontrar neles razões para amar a vida e para crer na bondade divina. A todos cativa por sua nobreza, seu desinteresse e sua bondade. Esse homem cavalheiresco avança sempre nobremente para os elevados objetivos a que se propôs. Ignora os pensamentos medíocres, as mentiras piedosas, os expedientes mesquinhos. Se respeita todas as elites, se obedece de boa vontade não apenas aos superiores, não é por nenhum servilismo lisonjeiro, próprio de aduladores e de escravos”.

    Omer Englebert

  • Beleza e fragilidade

    A rosa do jardim exala seu perfume como um sonho de amor. Ela é viva. Alimenta-se nos segredos da terra, desfalece com o sol e se recolhe com a confidência das abelhas. Ela é presença. É viva. Se, no entanto, debruçamo-nos sobre o destino das rosas sentimos que ele é frágil e efêmero. Vemos as rosas nascer e morrer no espaço de uma manhã. Vida intensa que morre diante de nossos olhos. Necessário saber morrer para viver intensamente. Necessário também viver para poder morrer.

    Jacques Leclerc, “Debout sur le soleil”

  • Coisas do amor

    Além da palavra, o amor precisa de gestos e de sinceridade.

    Os gestos do amor são feitos dessas pequenas atenções de todos os dias, das surpresas  que vive o coração quando os passos do amigo se aproximam, dos olhares que afastam as trevas e protegem o amor.

    Tais gestos são feitos de detalhes

    que nascem do serviço mútuo, da intimidade,

    do hálito e da fala da pele.

    A sinceridade do amor será tão humilde

    quanto o deixar-se olhar pela verdade

    e tão misericordiosa que vê sem condenar

    porque o amor antes de ser perfeito

    precisa ser sincero.

    Luigi Verdi

  • Fraternidade no mundo

    “A relação entre os irmãos aprofunda-se  com o passar do tempo e o laço de fraternidade que se forma na família entre os filhos, quando se verifica numa clima de educação para a abertura aos outros,  é uma grande escola de liberdade  e de paz.  Em família, entre irmãos aprendemos a convivência humana  (…).  Talvez nem sempre estejamos conscientes disto, mas é precisamente a família que introduz a fraternidade no mundo.  A partir desta primeira experiência de fraternidade, alimentada  pelos afetos e pela educação familiar, o estilo de fraternidade irradia-se como uma promessa sobre a  sociedade inteira” .

    Papa  Francisco, A alegria do amor, n. 194.

  • Sem esperança e sem fé não se educa

    “Somente pode ser chamado de educação o processo que incluir todas as dimensões humanas e somente serão educadores dignos desse título, aqueles que, pelo exemplo e determinação conseguirem, ao menos, atrapalhar o galope das bestas e fazer germinar nas pessoas a sua porção divina. Porção divina é aquela onde os valores humanos aparecem como centelha, como reflexo da Luz Infinita que ilumina o universo e cada ser humano. A esperança é que impulsiona. Ela é a mãe dos profetas. É quem dá vigor aos educadores. É ela que brilha nos olhos do entusiastas. Sem esperança e sem fé não se educa. E sem educação não se constrói valor e sem valor não há vida. E a vida, por si, já é o grande e principal valor”.

    Robson Santarém, Precisa-se (de) ser humano, Vozes, p. 14

  • Relacionamento com Jesus

                 Converter-nos a Jesus significa mais concretamente  viver uma qualidade de vida  nova em  nossa relação a ele.  Uma Igreja formada por comunidades que se relacionam  com  Jesus mal conhecido, confessado apenas de maneira abstrata, um Jesus mudo do qual não se escuta  nada de especial  para o mundo de  hoje, um Jesus apagado, que não seduz, que não chama, nem toca os corações… é uma Igreja que  corre o risco de ir se apagando, se extinguindo.

    José  Antônio Pagola