Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Meditação diária

fevereiro/2020

  • Corações inquietos

    O amor de Deus e a nossa relação com Cristo vivo não nos impedem de sonhar, não nos pedem para restringir os nossos horizontes. Pelo contrário, esse amor instiga-nos, estimula-nos, lança-nos para uma vida melhor e mais bela. A palavra «inquietude» resume muitas das aspirações do coração dos jovens. Como dizia São Paulo VI, «precisamente nas insatisfações que vos atormentam (…) há um elemento de luz». A inquietude insatisfeita juntamente com a admiração pelas novidades que assomam ao horizonte abrem caminho à ousadia que os impele a tomar a sua vida nas próprias mãos e a tornar-se responsáveis por uma missão. Esta sã inquietude, que surge especialmente na juventude, continua a ser a caraterística de qualquer coração que permanece jovem, disponível, aberto. A verdadeira paz interior convive com esta profunda insatisfação. Dizia Santo Agostinho: «Senhor, criastes-nos para Vós e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em Vós».

    Papa Francisco, na Exortação Apostólica Pós-sinodal Christus Vivit

  • Caminho dos sonhos

    Devemos perseverar no caminho dos sonhos. Para isso, é preciso ter cuidado com uma tentação que muitas vezes nos engana: a ansiedade. Pode tornar-se uma grande inimiga, quando leva a render-nos, porque descobrimos que os resultados não são imediatos. Os sonhos mais belos conquistam-se com esperança, paciência e determinação, renunciando às pressas. Ao mesmo tempo, é preciso não se deixar bloquear pela insegurança: não se deve ter medo de arriscar e cometer erros; devemos, sim, ter medo de viver paralisados, como mortos ainda em vida, sujeitos que não vivem porque não querem arriscar, não perseveram nos seus compromissos ou têm medo de errar. Ainda que erres, poderás sempre levantar a cabeça e voltar a começar, porque ninguém tem o direito de te roubar a esperança.

    Papa Francisco, na Exortação Apostólica Pós-sinodal Christus Vivit

  • Perder que é ganhar

    «Se, para recuperar o que recuperei,
    tive de perder primeiro o que perdi,
    se, para obter o que obtive,
    tive de suportar o que suportei,
    se, para estar agora enamorado,
    tive que ser ferido,
    considero justo ter sofrido o que sofri,
    considero justo ter chorado o que chorei.
    Porque no fim constatei
    que não se goza bem do gozado
    senão depois de o ter padecido.
    Porque no fim compreendi
    que quanto a árvore tem de florido
    vive do que ela tem de enterrado».

    Francisco Luís Bernárdez, «Soneto»: Cielo de tierra (Buenos Aires 1937).

  • A arte de ouvir

    Somos eternos noviços na arte da oração. A oração amadurece aquele que busca o Altíssimo. Quem reza aprende a ouvir:

    A vida de oração é lugar de fidelidade, de espera, de silêncio. Lá experimentamos nossa pobreza e sentimos o Senhor como um Rochedo. A Palavra semeada leva tempo até encontrar a boa terra de nosso coração. Precisamos aprender a ouvir. No silêncio da oração é que o ouvido do discípulo se torna mais sensível para captar a vontade de Deus e lá é que ganham raízes a maturidade das decisões importantes. A oração, com efeito, leva à maturidade. Surpreendemo-nos degustando o silêncio, a domesticar nossa tagarelice, a ouvir o que de fato Deus diz. Na oração aprende-se , pouco a pouco, a ouvir os outros e chega-se a um melhor conhecimento de si mesmo, à luz de Deus., Pouco a pouco os salmos nos fazem passar de uma oração centrada em nos mesmos e a viver a oração de toda a Igreja.

    João, abade beneditino

  • A face desfigurada de Cristo

    De nada adiantará venerarmos belas imagens de Cristo, digo mais, nem bastará que paremos diante do Pobre e nele reconheçamos a face desfigurada do Salvador, se não identificarmos o Cristo na criatura humana a ser arrancada do subdesenvolvimento. Por estranho que a alguns pareça, afirmo que, no Nordeste, Cristo se chama Zé, Antônio, Severino…“Ecce Homo”: Eis o Cristo, Eis o Homem! Ele é o homem que precisa de justiça, que tem direito à justiça, que merece justiça”.

    Dom Hélder Câmara, primeira mensagem à Arquidiocese de Olinda e Recife

  • Meu Deus, perdão!

    Meu Deus, perdão, perdão, perdão por ser morno, perdão por minha covardia, perdão por minha dissipação, perdão por meu orgulho, perdão pelo apego à minha própria vontade, perdão por minha fraqueza e minha inconstância, perdão pelas desordens de meus pensamentos, perdão por tantas vezes me esquecer que estou em tua presença. Perdão por todas as minhas faltas, todas as faltas de minha vida, de modo particular as que cometi depois de minha conversão.

    Charles de Foucauld

  • Daquele que envelhece

    Obrigado, Senhor, de me conceder ainda alguns anos, na paz, para me colocar aqui na terra diante de tua face, esperando que venhas me tomar. Gostaria de ser como as avós de minha infância que desfiavam as contas do rosário e eram profundamente meigas para com seus netos. Dá que assim sejam as coisas, porque, afinal de contas conto somente com teu apoio. Dá-me a limpidez do homem idoso que nada busca para si e deixará uma lembrança de paz.

    Jacques Leclerc

  • O baixo-astral

    Enquanto dura o baixo-astral, perco tudo. As coisas caem dos meus bolsos e de minha memória: perco as chaves, canetas, dinheiro, documentos, nomes, palavras. Eu não sei se será mau-olhado. Pura casualidade, mas às vezes a depressão custa ir embora e eu ando de perda em perda, perco o que encontro, não encontro o que busco e tenho medo que numa dessas distrações acabe deixando a vida cair.

    Eduardo Galeano
    O livro dos abraços
    L&PM Pocket, p. 170

  • Súplicas apaixonadas

    As linhas abaixo, cheias de força, são de um sermão atribuído a Santo Anselmo.

    Ó meu Senhor, agora minha alma inteira deseja vossos abraços e beijos. Só o busco por vós, mesmo que nenhuma recompensa mês seja prometido. Não existem o paraíso e inferno, diante de vossa suave bondade, e unicamente por vós, ainda desejaria unir-me a vós. Vós sois o meu constante pensar, minha palavra, meu agir.

    Lecionário Monástico II, p. 454

  • A noite nunca é totalmente noite

    A noite nunca é total.
    Há sempre, afirmo, bem no fim
    de um sofrimento uma janela aberta,
    uma janela iluminada.

    Há sempre um sonho em estado de vigília,
    um desejo a ser atendido,
    uma fome a ser saciada,
    um coração generoso,
    dois olhos atentos,
    uma vida, sim uma vida a se partilhar.

    Paul Éluar, poeta francês

  • Oração a Nossa Senhora de Lourdes

    Dóceis ao convite de vossa voz maternal, Ó Virgem Imaculada de Lourdes, acorremos a vossos pés junto da humilde gruta onde vos dignastes aparecer para indicar aos que se extraviam o caminho da oração e da penitência, e para dispensar aos que sofrem, as graças e os prodígios da vossa soberana bondade. Recebei, Rainha compassiva, os louvores e as súplicas que os povos e as nações oprimidos pela amargura e pela angústia elevam confiantes a vós. Ó resplandecente visão do paraíso, expulsai dos espíritos – pela luz da fé – as trevas do erro. Ó místico rosário com o celeste perfume da esperança, aliviai as almas abatidas. Ó fonte inesgotável de água salutar com as ondas da divina caridade, reanimai os corações áridos. Fazei que todos nós, que somos vossos filhos por vós confortados em nossas penas, protegidos nos perigos, sustentados nas lutas, nos amemos uns aos outros e sirvamos tão bem ao vosso doce Jesus que mereçamos as alegrias eternas junto a vosso trono no céu. Amém.

    Pio XII

  • Estrela do mar

    A Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, é chamada estrela do mar. Com efeito, assim como aqueles que labutam navegando no meio do mar agitado se servem das estrelas, sob a guia de Deus, para chegar à tranquilidade do porto, também todo aquele que estiver em perigo de vida, seja alma, seja do corpo, arriscado a naufragar neste mundo sob a violência das ondas contrárias, deve voltar a sua mente para a contemplação desta estrela, certo de que por seu mérito e graça, pode salvar-se de qualquer perigo.

    Dos Sermões de Santo Odilão de Cluny, abade
    Lecionário Monástico II, p. 725

  • Vida contemplativa

    A vida contemplativa consiste em permanecer com toda a força da mente entregue ao amor de Deus e do próximo; tomando distância, porém, de todo movimento exterior e unindo-se unicamente ao desejo do Criador. Assim, a mente não terá prazer algum em fazer seja o que for, mas, havendo rejeitado todos os cuidados, poderá inflamar-se na expectativa de ver a face do Criador. E assim já saberá suportar com tristeza o peso da carne corruptível e, com todos os seus desejos, procurar participar da louvação dos coros angélicos, acompanhar os cidadãos do céu e rejubilar-se por sua eterna incorruptibilidade na visão de Deus.

    Homilia sobre Ezequiel, II, 2, 7-8

  • Vida espiritual, o que vem a ser?

    Viver espiritualmente se faz vivendo a vida de todos os dias. Deus e seu Espírito irrompem nesse cotidiano. Viver humanamente é tarefa delicada, uma verdadeira aventura: difícil, arriscada, dolorosa e alegre. Entre o nascimento e a morte, quanto acontecimentos, quanto amor, quantas dúvidas, quantas feridas, quantas curas, quantos fracassos e resoluções, conflitos, reconciliações e iluminações. Quanto trabalho a realizar, quanta luta, quanta busca pela verdade, quanta tentação de morrer. Mas também quanta coragem. Não seria a coragem de viver um fato dos mais difundidos no mundo? Ora, é nesse borbulhar humano que Deus resolve vir ao nosso encontro, para acompanhar e transfigurar a aventura de nossa vida.

    Inspirado em Régine du Charlat
    Comme de vivants reenus de la mort

  • Preparar e viver a própria morte

    A Igreja tem de colaborar para que o homem não perca o seu direito de presidir à sua própria morte de forma pessoal. A morte é uma experiência que pertence à pessoa e não à medicina. Cada enfermo tem o direito não só a uma assistência médica que alivie sua dor e faça com que ele viva com a melhor condição de vida possível, mas também receber a ajuda necessária para conhecer sua situação e preparar e viver a própria morte.

    José Antonio Pagola, Ide e Curai
    Paulus de Portugal, p. 100

  • Diálogo, sempre o diálogo

    Uma pastoral a caminho, uma tentativa de escutar as pessoas e de criar laços. Escutar, deixar as coisas se assentarem calmamente, sem irritação. Em matéria de pastoral, fundamental será renunciar a esquemas simplistas, contrapondo o bloco das dúvidas e indiferenças ao conjunto das afirmações religiosas. A experiência nos diz que por detrás de uma série de atitudes negativas com relação à fá cristã se escondem aspirações lícitas. Há críticas e incompreensões relativas à Igreja, seu ensinamento e ao comportamento de alguns de seus membros. Fica evidente a necessidade de um diálogo que não seja apenas de perguntas e respostas. O diálogo real supõe sempre gratuidade. Não consiste somente em transmitir aos outros o que não poderiam conhecer sem nossa comunicação. Realiza-se numa outra lógica; pede confiança mútua. Não se pode pensar no anuncio do Evangelho como se o outro nada tivesse a dar.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • Ver a morte com realismo

    Toda ação da Igreja se inspira na sua fé em Cristo ressuscitado e é por ela impelida. Ao prestar serviço aos homens ela tem que aparecer como sinal de esperança cristã. É a fé no mistério da morte e da ressurreição de Cristo que está em jogo nesta pastoral ao redor do ato de morrer e da morte. Não se trata da morte uma obsessão nem dos funerais o centro da pastoral, mas a convidar a comunidade cristã a ver a morte com realismo e com esperança como uma realidade aberta à comunhão com Deus que ressuscitou Jesus Cristo.

    José Antonio Pagola
    Ide e curai, Paulus de Portugal, p. 101

  • A paz de São Francisco

    A paz de São Francisco não se limitava a solução de conflitos ocasionais, mas inseria-se numa nova lógica de viver toda feita de gratuidade, solidariedade e serviço; de alguém que está imunizado contra o vírus do poder, da violência, da dominação e do prestigio e encontra toda sua felicidade em fazer a felicidade dos outros.

    David Azevedo, OFM

  • Transmissão ou doutrinamento?

    Os adultos de hoje parece que recusam a tarefa de transmitir porque confundem transmissão com doutrinamento. A diferença entre doutrinamento e transmissão situa-se na intenção de quem transmite mais do que no conteúdo da transmissão. Na doutrinação a intenção é de fazer o outro idêntico a si mesmo. A autêntica transmissão, por seu lado, é educação para a escolha respeitando da liberdade pessoal. Não impõe saberes nem crenças, embora mostre preferências. A transmissão é viva quando incita à apropriação da herança, quando se faz apelo à interpretação e à criatividade. O doutrinamento comporta a morte dos indivíduos e faz pesar sobre gerações seu destino de morte impedindo que a singularidade possa espocar.

    Nathalie Sartou-Lajus

  • Vida cristã e ambição

    A vida cristã estaria fadada ao fracasso se tivesse que ser privada de um tônus de ambição, se não fosse animada por um desejo de progresso e busca de bons resultados, de realização. É o que poderíamos chamar de desejo de santidade para a qual todos somos chamados. A santidade para a qual são convocados todos os batizados nada mais é do que a perfeição no amor. O mérito dos santos de nossa história é precisamente de testemunhar como esta ambição desmesurada pode se encarnar no dia a dia da vida ou no dia a dia da vida, na humilde fidelidade cotidiana, que acontece ali onde a vida nos colocou, no âmago de nossos compromissos, responsabilidades e relacionamentos.

    Robert Scholtus

  • O benfazejo sopro do Espírito

    Precisamos do impulso do Espírito para não sermos paralisados pelo medo e pelo calculismo, para não nos habituarmos a caminhar só dentro de confins seguro. Lembremo-nos disto: o que fica fechado acaba cheirando a mofo e criando um ambiente doentio. Quando os apóstolos sentiram a tentação de deixar-se paralisar pelos medos e perigos, puseram-se a rezar pedindo força “Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem e concede que os teus servos anunciem corajosamente a tua palavra (At 4,29). E a resposta foi esta: “Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a Palavra de Deus” (At 4,31).

    Papa Francisco
    Exortaçao Gaudete et Exsultate, n. 133

  • A oração, luz da alma

    A oração, esse colóquio familiar com Deus, é o supremo bem. Ela é comunicação com Deus e união com ele. Da mesma forma que os olhos do corpo são iluminados quando veem a luz, assim a alma voltada para Deus é iluminada pela claridade da oração.

    A oração não é resultado de uma atitude exterior, mas nasce do coração. Não se limita a horas e momentos determinados, mas desdobra sua ação incessantemente, dia e noite.

    Não basta somente que o pensamento se lance rapidamente na direção de Deus quando alguém se aplica à oração. Mesmo quando o pensamento está absorvido por outras atividades, como o cuidado dos pobres e o obras de caridade, convém alimentar o desejo e a lembrança de Deus para que tudo seja alimento saboroso, impregnado do mor de Deus.

    Antiga homilia do século V

  • Pobreza

    Eis o que significa a pobreza proclamada por Jesus: recostados em Deus, viver nossa terrível insignificância com jovialidade, sem escapismos e desculpas: mais não temos que ter senão aquilo que somos e o somos foi nos dado por Deus. As posses são para viabilizar a vida e não para absorvê-la.

    Frei Prudenre Nery, OFMCap

  • Onde estão os religiosos há alegria

    Religiosos de vida contemplativa e de vida apostólica, religiosos jovens e idosos, os que dão na cátedra de uma universidade ou que fazem curativos nas feridas dos corpos num ambulatório, esses que se levantam antes da aurora para cantar as loas ao Senhor, os que ficam ao lado dos desesperançados simplesmente presentes sem grandes discursos sociológicos ou teológicos. Pessoas boas que experimentam o céu na terra e provam que é possível ver a ventura do Evangelho.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • Formar seres íntegros

    Penso ser urgentemente necessário, que em todos os espaços de educação os temas da ética, afeto, respeito aos outros, tolerância, humildade, alegria, entusiasmo e gosto pela vida e seus desafios, a cidadania e a solidariedade sejam transmitidos não apenas como conteúdo, mas como experiências vivificantes, aquelas que permitem ao ser humano conhecer-se mais a si e aos outros e com todos tornar-se um grande agente de transformação social.

    Robson Santarém

  • Cinzas

    Mais um vez haveremos de começar nossa caminhada quaresmal. Nossas frontes são marcadas pelas cinzas, pela insignificância das cinzas. As cinzas são resultado do fogo que queima. Lembra-nos sempre as palavras da Escritura. O homem é pó e ao pó há de voltar. Um ser cheio de desejos e propósitos belos. Quer atingir as estrelas, mas é frágil. O tempo da quaresma pretende fazer com que nos coloquemos numa postura de alegre humildade. É um convite à conversão. No Antigo Testamento cobrir era sinal de conversão. Quaresma, tempo de contrição. Somente os corações contritos podem ser portas escancaradas para a chegada do Senhor. Quaresma tempo de penitência para viver na busca da Plenitude.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • Busca do Senhor

    Não é possível descobrir Deus na vida e nos acontecimentos. Não acontece a toque se mágica. É preciso gastar as sandálias dos pés e passar momentos longos de busca dele sem interesses pessoais, simplesmente por causa dele. Pode ajudar nesta tarefa: o coração simples como de uma criança, fazer nascer dentro de nós um desejo de estar com ele, mas um desejo de verdade. E esperar.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • Na profundidade de teu coração

    Apressa-te para entrar no aposento de teu coração. Lá encontrarás o aposento nupcial celeste. De fato, os dois aposentos constituem uma só e mesma coisa e através de uma e outra porta teu olhar penetra ambos. Todavia, a escada que sobe ao Reino está escondida a profundidade de teu coração.

    Isaque, o Sírio

  • Embelezar o interior

    Praticando a oração em sua pureza original, adorna tua casa de modéstia e humildade, torna-a resplandecente com a luz da justiça. Enfeita-a com boas obras, quais plaquetas de ouro, ornamenta-a de fé e magnanimidade em vez de paredes e mosaicos. Como cúpula e coroamento de todo o edifício, coloca a oração. Assim prepararás para o Senhor uma digna morada, assim terás um esplêndido palácio real para o receber, e poderás tê-lo contigo na tua alma, transformada, pela graça, em imagem e templo da sua presença.

    Homilia do Pseudo-Crisóstomo