Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Meditação diária

dezembro/2019

  • A mesa de Jesus antecipa o Reino de Deus

    Jesus não considerava as críticas e insistia em comer com todos. Sua mesa estava aberta a todos. Ninguém devia sentir-se excluído. Podia compartilhar a sua mesa gente pouco respeitável, inclusive pecadores que viviam à margem da Aliança. Jesus não excluía ninguém. No projeto do Reino de Deus, a compaixão acolhedora substitui a santidade excludente. Sua mesa não é a “mesa santa” dos fariseus nem a “mesa pura” de Qumran, mas é a mesa que antecipa o Reino de Deus. A mesa onde se rompe o círculo diabólico da discriminação e abre-se um espaço novo e acolhedor onde todos podem preparar-se para o encontro amigável com Deus.

    José Antonio Pagola, “Recuperar o projeto de Jesus”, Editora Vozes

  • Aproximar uns dos outros

    Para sermos cidadãos do mundo em um mundo que se tornou uma aldeia global, devemos todos nos permitir ser chamados à vida pelo desconhecido. Então, talvez, nocauteados pela igualdade em nós, não mais perderemos o sono preocupados com o perigo da imigração, o perigo de religiões estranhas, o perigo que vem revestido em outros tons de pele, outros sotaques, outras maneiras de casar e enterrar e rezar e estar vivo, tudo em nome de uma única humanidade.

    Acima de tudo, todos nós entenderemos que a raça humana tem muito mais semelhanças do que diferenças. Então, o estranho, aquele totalmente desconhecido para nós, aquele que desperta essas percepções em nós, nos permitirá derreter na corrente da vida mais plenamente humanos. Mas primeiro, é claro, para acabar com o medo durante a noite, devemos nos aproximar uns dos outros. Devemos trazer para o nosso próprio lar pelo menos uma outra família ou uma outra pessoa que, por causa das diferenças, nos faça enxergar os caminhos de Deus no restante da criação.

    Joan Chittister, “Entre a escuridão e a luz do dia”, Editora Vozes.

  • Espera na certeza que Ele já veio

    “Advento: tempo de celebrarmos a espera na certeza que ele já veio” (Desconhecido).

    Estamos vivenciando o tempo do Advento que, para nós cristãos, deve ser uma oportunidade para fazermos memória do tempo em que o povo esperava ansiosamente o Salvador. Portanto, hoje, celebramos a espera na certeza que Ele já veio e está no meio de nós. É também o tempo da expectativa de Sua segunda vinda gloriosa!

    Precisamos praticar e oferecer a misericórdia divina em favor das pessoas. É tempo de restaurar as amizades, de visitar as pessoas, de enviar um cartão de natal… É tempo de preparar os corações para a grande festa da alegria e da esperança. Que haja espaço na sua vida para o bem, para a paz e a reconciliação…

    Tenha uma abençoada semana e um frutuoso tempo do Advento…
    Frei Paulo Sérgio, ofm

  • Firmeza na fé em Deus

    Na segunda carta aos Coríntios, São Paulo escreve: “O Filho de Deus, Jesus Cristo, não foi sim e depois não, mas sempre foi sim. Porque todas as promessas de Deus são sim em Jesus. Por isso, é por ele que dizemos ‘amém’ à glória de Deus em nós. Deus nos mantém firmes em Cristo” (2Cor 1,19-20). Em outras palavras, São Paulo acentua que Deus foi fiel a suas promessas, que Jesus é a plenitude da realização de todas as promessas de Deus. E que Jesus foi fiel à vontade do Pai. Portanto, podemos nos manter firmes na fé no Senhor Jesus. Nossa firmeza na fé no Senhor Jesus é também firmeza na fé em Deus nosso Pai. Por causa do “sim” de Deus, realizado em Jesus, por causa do “sim” de Jesus, que nos amou “até o extremo” (Jo 13,1) da morte e da ressurreição, também nós devemos ser “sim” para o Senhor, ou seja, o “amém” de Deus deve ser também
    nosso “amém”.

    Frei Clarêncio Neotti, “Creio, a identidade do cristão”, Editora Santuário.

  • Deus jamais desiste de nós

    “O verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14) porque Deus amou tanto o mundo que enviou seu Filho único para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). E esse amor encarnado em Jesus nos chegou de tal forma avassalador que convida o homem e a mulher de todos os tempos a olhar a vida e as pessoas a partir do seu olhar, uma prova inconteste de que Deus, ainda que diga ter se arrependido de criar o homem na face da terra (Gn 6,6), jamais desistiu de nós.

    Enio Marcos de Oliveira, “Crer no Deus do amor”, Editora Vozes.

  • Comungar

    Eucaristia significa “ação de graças”. É o sacramento central da vida cristã. Entre os fiéis, não se costuma dizer: “Fiz a Primeira Eucaristia”. O habitual é: “Fiz a Primeira Comunhão”. Quem vai à missa diz: “Vou comungar”. Quase nunca fala: “Vou receber a Eucaristia”.

    Comunhão – eis uma palavra abençoada. Expressa bem o que a Eucaristia significa. Comunhão vem da mesma raiz que a palavra comunicar. Comungar as mesmas ideias de uma pessoa significa sentir profunda afinidade. Ela diz o que penso e exprime o que sinto. Na Eucaristia comungamos: (1) com Jesus; (2) com os nossos semelhantes; (3) com a natureza; e (4) com a criação divina.

    Frei Betto, “Fé e afeto”, Editora Vozes.

  • Multidão em um

    William James, filósofo, psicólogo e médico norte-americano, é um dos pensadores mais importantes dentro do que se chama de pragmatismo contemporâneo na Filosofia; influenciou bastante a formação de intelectuais como, por exemplo, seu conterrâneo, o educador John Dewey, que, por sua vez, foi decisivo para algumas análises de Paulo Freire no Brasil, especialmente sobre o lugar da experiência, do saber-fazer, para a construção das ideias e conceitos.

    Filósofo arguto, James sugeriu que sempre podemos nos deparar com uma multidão mesmo quando há apenas uma ou duas pessoas reunidas. Como é possível?

    Disse ele que, “quando duas pessoas se encontram, há, na verdade, seis pessoas presentes; cada pessoa como vê a si mesma, cada pessoa como a outra a vê e cada pessoa como realmente é”. Por isso, nesse encontro, mesmo quando não se quer sair em turma, até sozinho, conforme William James, já estamos em dois ou mais …

    É uma percepção possível, e muito instigante.

    Mário Sergio Cortella, “Pensar bem nos faz bem”, Editora Vozes.

  • Aurora do novo mundo

    A Imaculada Conceição significa que Maria é a primeira a ser salva pela infinita misericórdia do Pai, como premissa de salvação que Deus quer doar a cada homem e mulher, em Cristo. Por isso, a Imaculada passou a ser ícone sublime da misericórdia divina que venceu o pecado. Na concepção imaculada de Maria somos convidados a reconhecer a aurora do novo mundo, transformado pela obra salvífica do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A aurora da nova criação feita pela divina misericórdia”, disse o Santo Padre antes de rezar a milhares de pessoas que estavam na Praça de São Pedro. Por isso, a Virgem Maria, jamais contaminada pelo pecado e sempre recoberta de Deus é mãe de uma nova humanidade. A festa da Imaculada se transforma, então, em festa de todos se, com os nossos “sim” cotidianos, conseguimos vencer o nosso egoísmo e tornar mais contente a vida de nossos irmãos, a doar-lhes esperança, secando algumas lágrimas e doando um pouco de alegria.

    Papa Francisco

  • Manipular o ambiente

    “É assim que eu sou”, não é uma resposta aceitável para aqueles que procuram nos ajudar a nos desvencilharmos da gangorra emocional. Não temos o direito de manipular o ambiente emocionalmente, de maneira que somente os nossos sentimentos importem. Se todo mundo ao nosso redor é obrigado a se sujeitar às nossas oscilações de humor – estados de ânimo que nos recusamos analisar – essas pessoas, apesar do quanto desejariam nos querer bem, podem acabar forçadas a se afastarem de nós, para preservar a própria saúde mental.

    Joan Chittister, “O livro da felicidade”, Editora Vozes.

  • Deus nos cria na liberdade

    “Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela” (Lc 1, 38).

    Na plenitude dos tempos, diz o Apóstolo Paulo, Deus enviou Seu Filho ao mundo nascido de uma mulher (Gl 4,4). No ponto central da história da salvação se dá um acontecimento ímpar em que entra em cena a figura de uma jovem-mulher, filha de Israel. Ela é convidada pelo Anjo a participar de uma grande história…

    Por mais que DEUS tenha escolhido Maria, ela mesma deve dar sua resposta: livre e soberana! Deus nos cria na liberdade e espera de cada um de nós uma resposta livre ao Seu projeto de Amor. Maria Imaculada é a mulher livre que prefere obedecer, disponibilizar-se aos planos de Deus… Somente quem é livre é capaz obedecer, de colocar-se nas mãos de Deus a acreditar nos Seus projetos… E, assim, Maria se fez mãe de Jesus e da humanidade!

    Tenha uma ótima e abençoada semana sob a proteção da Imaculada Conceição!
    Frei Paulo Sérgio, ofm

  • Responder aos apelos de Deus

    A espiritualidade cristã é uma resposta de fé, que abarca todas as dimensões da vida. É uma visão de Deus, do ser humano e do mundo. Nesta visão total, o ser humano sente-se implicado e envolvido, e procura responder de forma adequada aos apelos de Deus. O fundamento não está na necessidade do ser humano em se religar ao transcendente, mas na iniciativa de Deus. Enquanto na religião tudo começa no ser humano, na caminhada de fé tudo começa em Deus. Tem razão quem afirma que o cristianismo é a religião de saída das religiões. É Deus que se revela, que vem ao encontro. É Deus que desce, que busca, que fala, que convida, que desafia, que envia. Ao ser humano cabe acolher, escutar, aceitar os desafios de Deus e deixar a terra que o sustenta, e partir para outras periferias, outros projetos, outros sonhos. Ter fé é aprender a conjugar os verbos certos e sonhar os sonhos de Deus.

    Frei José António Correia Pereira, “Santa Clara de Assis, época, carisma e espiritualidade”, Editora Vozes (CFFB e Editorial Franciscana).

  • Desfrutar da tranquilidade

    O que podemos fazer para chegar a um equilíbrio interior entre trabalho, família e vida pessoal? Uma via importante para mim é escutar minha alma, meu coração e meus sentimentos. Se minha alma refletir a sensação de vazio, isso é um sinal de alerta de que estou prestes a perder minha alma. Então seria importante prestar atenção nos sinais emitidos pela alma. O que ela está querendo me dizer? O que ela gostaria de receber? Ao que ela me urge? Muitas vezes a alma sabe exatamente o que lhe faz bem. Ela nos convida a sentar ao piano e simplesmente tocar, sem a pressão de ter de tocar para alguém. Ela nos convida a pegar um livro e mergulhar de cabeça no mundo a que o livro quer nos levar. Ela nos convida a fazer um passeio com a família e passar um tempo juntos. E ela nos convida a simplesmente aquietar-nos e desfrutar da tranquilidade, desfrutar o fato de simplesmente existir sem ter de nos justificar por isso nem ter de ostentar algo.

  • Diversidade

    A tolerância é filha da democracia. Na sociedade autocrática predomina a versão do poder e é crime se contrapor ou discordar dela.

    A Modernidade se funda na diversidade. Contudo, o coração humano não tem idade. Em todos os lugares e épocas ele comporta o solidário, o altruísta, o generoso, e também o ditador, o fundamentalista, o fanático que se julga dono da verdade.

    Frei Betto, “Fé e afeto,”, Editora Vozes.

  • Aprender sempre

    Por que os líderes fracassam? Geralmente, os líderes fracassam devido ao isolamento e à incapacidade de aprender. Sim, você pode e deve aprender com livros e leitura em geral. Mas, além disso, você deve aprender a aprender com os outros. A construção de relacionamentos e as habilidades de facilitação de equipe melhorarão enormemente sua capacidade de buscar por feedback, aprender, identificar pontos cegos individualmente e para sua organização, e tornarão você mais eficiente em descobrir no que acredita e depois agir de forma a agregar valor para os outros. Isso capacita os membros da sua equipe a fazerem o mesmo.

    Robert Steven Kaplan, “Do que você realmente precisa para liderar”, Editora Vozes

  • Habitarei no meio deles

    A espiritualidade cristã deve estar consciente do estado atual do mundo e preocupada antes de tudo com o seu destino. A Igreja é sacramento de Deus no mundo e os cristãos são chamados a ser luz e fermento de toda a humanidade. Alguém sugeriu que em mosteiros monges leiam os jornais do dia. É uma boa imagem para o tipo de espiritualidade que, em qualquer circunstância, assume os acontecimentos que tecem a história, onde se realiza o diálogo entre Deus e o ser humano. É libertando o mundo do pecado e suas consequências, e fazendo avançar a história que o fiel se situa na perspectiva do Reino, cuja manifestação tornará realidade as palavras do Senhor:

    Habitarei no meio deles e caminharei entre eles;
    Serei o seu Deus,
    E eles serão o meu povo.
    Serei o Deus-com-eles.

  • Jesus e a vida de oração

    A vida terrena de Jesus foi essencialmente vida de oração, sua divindade jamais se afastou do seio do Pai. Seu colóquio com o Pai, contínuo e direto, flui de cada palavra, de cada discurso: desde que Maria com doçura o admoestou após tê-lo encontrado no templo, até que, morrendo na cruz, invoca o perdão para seus assassinos, seu alimento é fazer a vontade do Pai; a seus seguidores ordenará que sejam perfeitos como perfeito é o Pai; ao Pai dirige sua oração sacerdotal, que São João nos conservou; com a palavra Pai inicia a oraçâo que ensinou aos homens.

    Roberto Zavalloni, “Santa Clara de Assis, estudo psicológico,”, Editora FFB

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