Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Meditação diária

abril/2021

  • O júbilo dos encontros

    No começo da vida dos irmãos de Francisco:

    Que caridade enorme abrasava os novos discípulos de Cristo! Quão forte era o laço que os unia no amor! Quando se reuniam em algum lugar, ou quando se encontravam em viagem, reascendia-se o fogo do amor espiritual, espargindo suas sementes de amizade verdadeira sobre todo o amor. E como? Com abraços fraternos, com afeto sincero, com ósculos santos, uma conversa amiga, sorrisos agradáveis, semblante alegre, olhar simples, ânimo suplicante, língua moderada, respostas afáveis, o mesmo desejo, pronto obséquio e disponibilidade.

    1Celano 38


    Organização: Frei Almir Guimarães

    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

  • O dom dos irmãos

    Assim escreveu o Poverello:

    Depois que o Senhor me deu irmãos ninguém me mostrou o que eu devia fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu devia viver sob a forma do Santo Evangelho. E eu o fiz escrever com poucas palavras e de modo simples e o Senhor Papa mo confirmou.

    Testamento 4


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Estar com os humildes

    A pobreza evangélica, para Francisco de Assis, era vivida menos como um exercício ascético do que como um mistério de comunhão. Renunciando-se a possuir, renunciava-se a estar acima dos outros, para estar com os mais humildes e mais desprovidos.


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Respeitar sempre o irmão

    Admoestação XXV de São Francisco:

    Bem-aventurado o servo que amaria e respeitaria seu irmão tanto quando estivesse longe como quando está com ele, e que não diria nas costas de seu irmão o que em toda caridade não poderia dizer na frente dele.


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Francisco encontra o leproso

    Um dia em que Francisco passeava pelos arredores de Assis ouviu o som abafado e bem conhecido de todos, que fazia fugir os mais valentes. Vinha em sua direção um leproso agitando seu badalo. Toda a natureza de Francisco se revoltou, mas uma força irresistível o fez descer do cavalo e andar direto para aquele portador do “terrível”. Não podemos imaginar aquele minuto porque não sabemos o que passa numa alma submetida a tamanha prova.

    Dizem-nos que Francisco se aproximou do leproso cujo rosto não passava de uma chaga, e deu um beijo sobre aquelas carnes apodrecendo. Então uma alegria imensa o invadiu. Voltando para seu cavalo,  quis dar um olhar em direção ao  leproso, não adiantou procurar de todos os lados, mas não viu ninguém. Com o coração batendo muito, Francisco começou a cantar.

    Julien Green, São Francisco de Assis, Ed. Francisco Alves, p. 59


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Fraternidade: fonte de felicidade

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Irmãos de  muitos jeitos e de muitos modos:

    Os irmãos não formam somente uma comunidade submissa às mesmas leis e praticando a vida em comum. Deus os reuniu para que formem uma fraternidade:  eles são irmãos na oração comum, no apoio mútuo, no acolhimento universal, no trabalho apostólico, no sacrifício.  Esse fraternismo visível é essencial  para a vida religiosa franciscana.  Ele é uma fonte de felicidade.


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • O que nos faz viver…

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    O que nos faz viver é esse propósito de nos desvencilharmo-nos de  nós mesmos, de abandonar o culto macabro de  nossos  pequenos interesses.  Sim, desvencilharmo-nos de   nós mesmos  e ter consciência de uma pobreza  que nos liberta e nos faz profunda e alegremente dependentes do  Senhor e dispostos a acompanhar respeitosamente  a vida dos que estão jogados à beira da estrada e   que carecem serem levados  à hospedaria da atenção e do amor.  Que  hospedarias temos a oferecer aos que vivem sem sentido, drogados, mal casados,  mal amados? Será que o peso das coisas,  que achamos que devem continuar, não  nos atrapalham?


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Que os irmãos se mostrem afáveis

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Onde quer  que os irmãos se encontrem,  mostrem-se familiares uns com os outros.  E confiadamente um ao outro manifeste as suas necessidades,  pois se um mãe  cria com tanto amor o seu filho  carnal,  com quanto mais solicitude  não deve cada um amar e ajudar o seu irmão espiritual.  E quando algum dos irmãos cair enfermo, os outros irmãos o devem servir como gostariam de ser servidos.

    Regra  Bulada VI


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Uma dupla fraternidade

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Para dentro e para fora:

    Os irmãos viviam, de fato, uma dupla fraternidade:  uma fraternidade entre eles, é claro, mas também com todos aqueles e aquelas que encontravam na sociedade, e mais particularmente com os mais pobres  e mais fracos.  Nenhum irmão devia exercer uma posição o cargo de mando e muito menos entre os próprios irmãos. Nunca devemos aspirar a sobrepor-nos  aos outros, mas antes sejamos  por amor a Deus  os servos e súditos de toda criatura  humana (cf.  Carta aos  Fiéis, 47).


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Irmãos Menores

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Foi  Francisco que assim batizou a família que dele estava a nascer:  Foi  ele,  com efeito, que fundou a Ordem dos  Irmãos Menores e   lhe conferiu esse  nome nas circunstâncias que seguidamente se referem:  Estavam a ser escritas na  Regra estas palavras:  ‘E  sejam menores’. Quando apenas as ouviu, exclamou de imediato:  ‘Quero que a  nossa Fraternidade se chame dos  Irmãos menores’  (1Celano 38).  Que quer dizer  menor? É mais uma das palavras que batem fundo.  Não se fica a nível de superfície:  humildade e comportamento, opção preferencial pelos pequeninos,  camada inferior na sociedade etc.

    São  Francisco  Fé e Vida, Frei David Azevedo, Ed. Franciscana   –  Braga, p. 165


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Fraternidade: imensa tarefa – I

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    A Fraternidade  Franciscana,  em sua pequenez e minoridade,  é uma grande tarefa, porque  nossa  vocação  pretende atingir metas que vão além do controlável.  Homens como os outros,   mas chamados a ser  irmãos;  frágeis e fracos como os outros,  mas  partindo da promessa do Onipotente;  enraizados  nesta terra, mas chamados à utopia do Reino  que é a história e a meta-história;  enraizados numa fraternidade concreta e, todavia,  abertos  à grande Fraternidade  constituída por todos os irmãos do mundo inteiro,  vivendo uma história simples  e, aos mesmo tempo abertos  à história da salvação que  Deus  quer realizar….

    Documento “ Todos  vós sois irmãos”,  OFM  p. 55


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Fraternidade: imensa tarefa – II

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Homens limitados como os outros pobres,  mas completados pela presença de tantos irmãos que tornam possível a Fraternidade;   prestando serviços por vezes, insignificantes e sendo ao mesmo tempo, luz e força do  Evangelho     para quantos contemplam esta comunhão de irmãos; desprovidos e despojados de força, mas com a intenção de ser fermento de Fraternidade  no mundo para os menos favorecidos;  enviados ao  mundo como  irmãos, mansos e pacíficos  diante das agressividades  e forças contrárias,  mas com objetivo de ser anúncio da paz messiânica  que o  Senhor  Jesus trouxe…

    Documento  “Todos vós sois irmãos”,   OFM, p. 55


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Sem superiores e inferiores

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Fraternidade sempre em construção… nela não há superiores e súditos.  Os que são colocados  à frente  dispõem de uma bacia e de uma toalha. São servos, empregados, ministros. Acolhem, respeitam, servem,  perscrutam, adivinham, fazem-se próximos, pedem respeito,  pedem colaboração para  um projeto de fraternidade  que é maior do  que seus interesses e desejos pessoais.  Na  Fraternidade não  há dominação  sobre  os mais simples.  Tudo é  livre.  A partir de dentro. Para Francisco, apropriar-se de bens e talentos dados pelo  Senhor  seria como que um sacrilégio.


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Autoridade como serviço

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Aquele que tem ofício para ser  obedecido, e que é tido maior em dignidade, seja como o menor e servo dos demais irmãos e use com eles de misericórdia  como quereria que com ele  usassem, se estivesse   no lugar deles.  Nem pelo pecado de um irmão, contra ele se irrite,  mas com toda paciência e humildade,  bondosamente o admoeste e encoraje.

    Carta de  Francisco a todos os fiéis  (2CF),  n.8


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Ainda o dom dos irmãos

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Quando  Francisco,  no fim de sua vida,  escreve seu  Testamento  há um momento decisivo no desenvolvimento de suas  ideias,  isto  é,  quando fala do dom dos irmãos que recebera do Senhor. O Poverello nada havia feito para atrair discípulos.  Os  homens que vieram ter com ele  foram acolhidos como  irmãos.  André  Vauchez  com muito acerto  assim se exprime:  “Francisco não fez proselitismo.  Não tinha intenção de fundar uma congregação religiosa,  mas se  alegrava com os  “irmãos” que e ele se juntavam e de ver  sua experiência pessoal   levar  à formação inesperada   de uma pequena comunidade”.  Francisco  vê na chegada dos irmãos o caminho de vida com irmãos.  Trata-se de ser e tornar-se irmãos.  A  fraternidade é  a vontade de Deus.


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Humildade na correção fraterna

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Bem-aventurado o servo que suporta de outrem a correção, acusação e repreensão,  com tanta calma,  como se de si mesmo as recebera.

    Bem-aventurado o servo  que repreendido,  com generosidade se submete,  com respeito obedece,  humildemente confessa a falta e de boa mente a repara.

    Bem-aventurado  o servo que  não procura logo escusar-se e humildemente suporta a afronta,  mesmo de  falta que não cometeu.

    Admoestação  de  São Francisco,  XXII]


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Coisas da vida franciscana

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Um coração generoso, terno, aberto, disponível que se deixe  traspassar pelo Amor de  Cristo e por aquele amor pelos próprios irmãos,  em particular  pelos mais sofredores: uma relação amorosa  com  Deus misericordioso,  que se perceba no frade  paz consigo mesmo e com  os próprios  irmãos.  A verdadeira paz que vem  de Deus, o irmão pode comunicá-la se ele mesmo é reconciliado.  Torna-se possível   promover, no Espírito de Assis,  uma cultura da não violência, da benevolência, da docilidade nas relações fraternas, do perdão e do respeito pela criação de acordo  com  o  Evangelho, um semeador e um artesão da paz.

    Documento  OFM “Ite, nuntiate…”


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Sempre o dom dos irmãos – I

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Para   São Francisco,   não  parece que a fraternidade,  como forma de vida, tenha sido uma meta a atingir. Ele não fundou uma ordem para viver em grupo, como se sentisse mal sozinho.  Não consta. Não criou uma fraternidade  por ser uma forma linda de viver a vocação evangélica que o  Senhor lhe dera, a ele e a mais alguns.  Não a instituiu  por ser uma maneira prática  de ocorrer à subsistência  quotidiana ou por ser uma  forma de deixar  alguns mais livres para o apostolado.  Não foi ele que procurou a fraternidade.  Foi a fraternidade que veio ter com ele.

    Frei  David de Azevedo, OFM, São  Francisco   Fé e Vida, Ed.  Franciscana,  Braga (Portugal),  p. 171-172


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Sempre o dom dos irmãos – II

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    A Fraternidade nasceu quando o  Senhor deu irmãos  a Francisco.  O que ele fez foi oferecer um coração entranhadamente fraterno e um espaço maravilhosamente preparado para acolher os irmãos, porque nele  já existia um sentir muito fraternal, nascido  quando  Deus se lhe revelou  como  Pai.  Depois, tudo foi crescendo  porque,  à medida que foi convivendo com eles,  foi descobrindo  como  é jucundo  viver como  irmãos;  foi descobrindo, nos acontecimentos, nas atitudes  e na vida  daqueles homens, o mistério de ternura divina de toda aquela história  que com ele começara.

    Frei David de Azevedo  OFM, São  Francisco  Fé e Vida, Ed.  Franciscana,  Braga  (Portugal), p. 172.


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Para mais agradar a Deus

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Francisco  não deixou  para a posteridade profundas reflexões sobre a  natureza da comunidade fraterna.  Talvez nem mesmo tenha pensado nisso e nem era necessário pelo fato de já viver com seus irmãos uma comunhão verdadeiramente  inspirada  em Cristo, bem como  Clara e suas irmãs.  Não é fácil  analisar as realidades que plenificam  uma existência.  Examinamo-las , isto sim,  quando aparece uma dúvida. Os primeiros frades menores e as primeiras senhoras pobres  estavam  tão impregnados  da caridade fraterna  e a colocavam na prática com  tal convicção cristã  que a única consideração  que os preocupava  era saber o que  podiam fazer  para  mais agradar  a  Deus.

    Esser e Grau


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Os capítulos dos frades

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Uma ou duas vezes por ano  todos os  frades se reúnem em capítulo. Esses encontros desempenham papel importantíssimo na vida da fraternidade.  Os capítulos não são somente um tempo  forte  durante o qual, os irmãos, na alegria do reencontro, se reabastecem  na oração e no louvor,  mas também ocasião de tomada de consciência comum: todos e cada se sentem  solidários  pela vida do grupo e por sua missão no mundo.

    Éloi  Leclerc, OFM, “Francisco de  Assis – O retorno ao evangelho”, Vozes,  p 60


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Confiança naquele que nos chamou

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Como  frades menores não vivemos juntos porque somos amigos.  Nosso relacionamento não se baseia na simpatia natural.  Entre nós há temperamentos e caracteres diferentes.  A maturidade de todos não está  sempre no mesmo nível.  A diferente formação e educação, os ritmos de  vida e as necessidades pessoais  são diferentes.  Isso dificulta a construção da vida fraterna,  mas nunca deve ser causa de rupturas.  Edificar a vida fraterna  em comum não é tarefa  fácil.   Requer  tempo e muita abertura  Àquele que nos chamou  para essa forma evangélica de vida.  Para Ele nada é  impossível  e sua graça não nos faltará.

    Todos vós sois irmãos  Documento OFM,  p. 46


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Irmãos de todos os horizontes

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Teria São  Francisco se preocupado em “gerir as diversidades”?  Não, e  por uma simples  razão:  a diversidade para ele era menos um  obstáculo que  uma facilitação  no caminho  rumo  à santidade que foi sempre foi sua  primeira preocupação,  a condição de estar associada  à noção  essencial para toda a família  franciscana,   de fraternidade.   Michel   Hubaut  resume assim essa combinação:   “A perfeição evangélica  é ideal tão elevado que  são  necessários vários para realizá-lo.  Ela só é possível comunitariamente.  É o contrário de uma ideologia. É a comunhão  fraterna  na diferença.  Um pouco como cada nota de música que só  tem seu valor  no interior de uma  partitura musical”.


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • O que aceitar no outro

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    • receber amorosamente a pessoa na sua singularidade única;
    • disponibilidade para valorizar positivamente seu modo de agir;
    • capacidade de perceber o que o outro sente na originalidade de seu mundo interior;
    • confiar vivamente na capacidade de crescimento da pessoa.

    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Traços do “frade perfeito”

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Nos escritos de Francisco encontramos  uma quantidade de  sinais que acentuam a necessidade e a importância  da maturidade humana.  Eis uma pequena amostra:

    • alegria (“não se mostrem hipocritamente carrancudos”);
    • compreensão (“não julguem a ninguém);
    • perdão mútuo e generoso;
    • equanimidade (“não se irritem…”);
    • amor como de uma mãe (“porque se uma mãe ama e cuida…”;
    • disponibilidade para com os outros;
    • evitar apego a cargo;
    • um texto  significativo  é  do  Espelho da  Perfeição  85, onde  Francisco  ressalta entre os traços do  irmão perfeito ( isto é, maduro)  qualidades como a cortesia, a delicadeza, a acolhida, o espírito de serviço etc.

    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Vida de gratuidade

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    A paz almejada por  Francisco não se limitava, porém, à solução de  conflitos ocasionais,  mas inseria-se numa nova lógica  de viver toda feita de  gratuidade, solidariedade e serviço;  de alguém  que está radicalmente imunizado, contra o vírus do poder, da violência, da dominação e do prestígio e encontra toda felicidade em fazer a felicidade dos outros.  Lógica que foi a de Jesus ao dizer:  “Não seja assim entre vós.  Porque  também o Filho do homem  não veio para  ser servido, mas para servir e dar a  sua vida  para resgatar a multidão”  (Mt  20, 28).

    Frei  David  Azevedo, OFM, São  Francisco  Fé e  Vida, Ed.  Franciscana,  Braga  (Portugal),  p.70


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  • Correção fraterna

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    A vida de penitência segundo o  Evangelho  estaria menos ameaçada se todas as comunidades tivessem  mútua e humilde solicitude  fraterna.  Animados de uma humildade sincera,  todos religiosamente haverão de   cuidar que  cada membro da  comunidade   não perca  o  espírito do  Senhor e se distancie do espírito da carne.


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Substância do ser franciscano

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Coerentemente com a verdade evangélica,  São  Francisco  não  chama aqueles que abraçaram  a sua mesma  forma de vida  com o  nome de discípulos ou súditos,  mas de irmãos.  É este  o  nome  que definirá a substância do ser franciscano:  o fundador será para todos sempre  Frei  Francisco;  os seus filhos terão em sua carta de identidade a denominação  frades, de irmãos. Com esse título serão chamados e reconhecidos pelo povo.  Todos os membros da  Ordem minorítica, sem distinção alguma   – ministros, súditos, clérigos, não clérigos – são  chamados de irmãos.


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Caridade fraterna

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Os irmãos se amavam  profundamente, serviam-se e alimentavam-se uns aos outros,  como a mãe alimenta seu filho único, ternamente amado.  Brilhava neles  tal caridade  que lhes parecia fácil exporem-se à morte, não só por amor de  Cristo, mas também para a salvação  da alma ou do corpo dos irmãos.  Um dia,  em que dois irmãos caminhavam juntos  encontram um doido  que se pôs a atirar-lhes pedras.  Um deles, vendo que atingiam  o seu companheiro, colocou-se à frente imediatamente  para  receber as pedras; preferia ser ferido a ver sofrer o seu irmão,   tal o amor do próximo que abrasava seu coração.  Assim estavam decididos a  arriscar a vida de um pelo outro.

    Legenda dos Três companheiros  41-42


    Organização: Frei Almir Guimarães

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  • Esboço do Reino

    Dia a dia com Francisco de  Assis

    Todo discípulo de  Cristo deveria ter esta paixão:  criar laços fraternos.  Toda fraternidade, todo grupo de cristãos  deveriam ser  esboço  modesto, mas real do  Reino de  Deu.  Através da qualidade dos relacionamentos é um pouco do Reino de Deus que emerge   lentamente das trevas deste mundo.  Nossa primeira conversão é de tornar-nos  um pouco mais cada dia irmãos de todos. Tal supõe amar  nosso mundo de hoje  tal como é com suas grandezas e misérias  É este mundo e não um mundo sonhado   que  Cristo ama e quer salvar.  Francisco nos convida a cultivar esse olhar lúcido, benévolo,  fraterno,  nunca repetitivo  para  toda a criação de  Deus  Quando  os irmãos ou as irmãos redescobrem         que não estão reunidos apenas por si sós  mas para acolher  e difundir  o dom de Deus, então muitos problemas internos se relativizam.

    Michel  Hubaut, Chemins d’interiorité  avec  Saint François d’Assise

    Ed.  Franciscaines,  p.  100


    Organização: Frei Almir Guimarães

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