Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Meditação diária

julho/2020

  • Sempre de novo a fraternidade

    Francisco de Assis foi pessoa profundamente marcado pela lição do lava-pés do evangelho de João. O Mestre e Senhor se ocupa de um singelo serviço, trabalho de empregados. Serve desinteressadamente. Assim a fraternidade que se inspira em São Francisco tem fortíssima conotação no campo do serviço. A fraternidade é prejudicada por toda postura de dominação. A experiência de Francisco, como líder da juventude, fez com que ele compreendesse que as relações humanas eram muitas vezes comandadas pela dialética do mestre-escravo, do forte-fraco, do superior-inferior. Todo homem possui a tendência da busca do poder. Ser o maior, o mais inteligente, o mais brilhante. Francisco queria para os seus a alegria do serviço, seguindo o exemplo do Filho amado que lava os pés dos apóstolos.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • Confiança interpessoal

    A confiança interpessoal é uma energia potencial ou um capital que se constrói no passado por uma história de riscos bem sucedidos ou que redundaram em fracasso, que marcam o presente. A qualidade do relacionamento confiante é que possibilita apostar no futuro.

    Vive-se com alguém e, assim, projetos são elaborados, batalhas e renúncias de ambas as partes enfrentadas. A confiança se constrói no passado. Ela é passaporte para novos planos e para a realização de projetos audaciosos sempre na confiança. Não é isso confiança interpessoal?

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • A oração comunitária

    A oração comunitária será sempre precedida por um tempo de silêncio, de escuta interior e de purificação dos sentidos. Tempo que venha a nos ajudar as superar as coisas barulhentas de nosso viver cotidiano. Será assim não porque queiramos fugir dos desafios e das tarefas do mundo, mas para que a zoada não venha a nos fazer vítimas da superficialidade e da mediocridade. Os que se dispõem a rezar em nome da Igreja permanecem um certo tempo na sala de espera do silêncio antes de cantar salmos.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • Para que somos chamados?

    Que devo realmente fazer na vida e como sabe-lo? Para que fui criado? O que o mundo espera que eu seja? A quem devo minha existência? São perguntas que necessitam ser feitas. Elas suplicam respostas. Podemos dizer que tais interrogações apontam para uma dimensão religiosa da existência. Para a fé cristã, que pretende ser a explicação mais radical daquilo que se esconde no mistério de cada pessoa, a vocação constitui um verdadeiro caminho de realização pessoal segundo Deus. Em termos cristãos, não há vida autêntica se não em relação a Deus. Todo cristão é chamado a viver sua vida como vocação, como abertura a Deus que vai lhe revelando a sua identidade missão no mundo. Ser crente é uma vocação e uma resposta a esse chamamento, a essa iniciativa amorosa da parte de Deus. Triste aquele que se diz cristão sem atinar com que o seja uma vocação.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • Acolher o mistério de Deus

    O homem contemporâneo está esquecendo do mistério. O Ocidente desenvolveu admiravelmente a razão técnica, mas está perdendo a capacidade de captar o Mistério. E, no entanto, o Mistério nos escruta e nos acompanha. Na vida não há apenas “enigmas” e “problemas”. A vida nos remete para um mistério último. O homem pode conhecer e dominar cientificamente a realidade, quase tudo… Mas não pode conhecer e dominar sua origem nem seu destino último. Nem tudo se reduz à razão. O mais razoável seria movermo-nos humildemente na direção do Mistério último.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • Na nudez da fé

    Viver com Deus, deixar que ele nasça e cresça em nós: isso para mim é a oração. Essa convicção da presença de Deus em si pode ser difícil, caótica. Com o passar do tempo ela purifica, corrige desvios, comanda nossa existência. Prece e precariedade : as duas palavras têm a mesma raiz. Estar numa situação de precariedade significa perder as seguranças, reconhecer sua dependência, aceitar de receber de um outro, na nudez da fé.

    Pe. Gérard Marle

  • Observações sobre a pastoral

    As observações que transcrevemos podem parecer um pouco duras, mas sábias. Damos a palavra a José Antonio Pagola:

    “Não é difícil apontar alguns aspectos mais generalizados de um espírito pouco saudável em termos de pastoral que devemos ir superando. Os psicodiagnósticos realizados por I. Baumgartner mostram o que segue: distanciamento dos conflitos e sofrimentos concretos que vivem as pessoas; tendências a evitar o encontro próximo com os fiéis; preocupação excessiva com o fracasso e a crítica dos outros; pouca capacidade para aceitar com franqueza as próprias sombras e fragilidades; construção de uma imagem do mundo e da vida alheia à realidade; atitudes de marcada superioridade e dogmatismo”.

    José Antonio Pagola
    Recuperar o projeto de Jesus
    Vozes, p. 134

  • O céu está em ti

    Senhor, por vezes, a nossa oração é apenas a necessidade de tua mão, a absoluta necessidade de sentir a tua mão funda, capaz de nos acolher tal qual somos dentro do teu silêncio; é apenas o desejo de sentir o roçar, mesmo que leve, da tua imensidão no precipitado, no incerto de nossas cotidianas rotas; é apenas esta necessidade de reconhecer que tu, estando, recebes esta espécie de fome e de desejo que nós somos.

    José Tolentino Mendonça
    Pai nosso que estais na terra
    Paulinas, p. 54

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