Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Meditação diária

agosto/2022

  • Deixar-se levar pelo Senhor

    Cada ser humano tem sempre vontade de “arrumar” cuidadosamente sua vida segundo seus pequenos projetos e limitados horizontes. Não seria mais conveniente largar-se nas mãos do Senhor?

    Tomas Merton, Novas sementes de contemplação, 2001

  • O perdão que ‘gera paraíso’

    Que poderia o Pobrezinho de Assis pedir de mais belo do que o dom da salvação, da vida eterna com Deus e da alegria sem fim, que Jesus nos conquistou com a sua morte e ressurreição?

    O perdão, de que São Francisco se fez ‘canal’ aqui na Porciúncula, continua ainda a ‘gerar paraíso’.

    Papa Francisco, Assis, 2016

  • Maneiras de rezar

    Há duas maneiras de rezar.
    Será preciso praticar as duas.
    Há essa prece habitual que se faz pela manhã,
    à tarde, à mesa e a oração, digamos direta.
    Você pode se encontrar em situação difícil
    e sua oração nada mais será do que um suspiro,
    uma exclamação, um pensamento de gratidão.
    E há também esses gritos de dor,
    de arrependimento, de esperança,
    algo instantâneo, sem palavras, quase sem palavras.

    Karl Barth

  • Dia do Padre

    Gostaria de lembrar aqui um grande mestre de vida sacerdotal do meu país natal, o padre Lúcio Gera, que, dirigindo-se a um grupo de sacerdotes em tempos de muitas provações na América Latina, lhes dizia: “Sempre, mas sobretudo nas provações, devemos voltar àqueles momentos luminosos em que experimentamos a chamada do Senhor para consagrar toda a nossa vida ao seu serviço”. A isto, apraz-me chamar-lhe “a memória deuteronômica da vocação”, que nos permite retornar «àquele ponto incandescente em que a graça de Deus me tocou no início do caminho e com aquela centelha posso acender o fogo para o dia de hoje, para cada dia, e levar calor e luz aos meus irmãos e às minhas irmãs. Daquela centelha, acende-se uma alegria humilde, uma alegria que não ofende o sofrimento e o desespero, uma alegria boa e serena.

    Carta do Papa Francisco aos presbíteros

  • Tempo de parar

    Receio que no meio de tantas e inúmeras ocupações você chegue ao cansaço estressante e que seu coração venha a endurecer, sem se dar conta do perigo que isto representa. Um coração fechado ao amor de Deus e dos homens: eis o perigo que você está se expondo se se deixar absorver por louco trabalho, sem reservar nada para você mesmo. Tudo isso pode contribuir para atormentar seu espírito, fazer com que seu coração se esgote e você venha mesmo perder a graça.

    São Bernardo de Claraval ao Papa Eugênio III

  • Dar um passo adiante

    Peçamos ao Senhor a graça de não hesitar quando o Espírito nos exige que demos um passo em frente; peçamos a coragem apostólica de comunicar o Evangelho aos outros e fazer de nossa vida um museu de recordações. Em qualquer situação, deixemos que o Espirito Santo nos faça contemplar a história na perspectiva de Jesus ressuscitado. Assim a Igreja, em vez de cair cansada, poderá continuar em frente acolhendo as surpresas de Deus.

    Gaudete et Exultate, n. 139

  • Elogio à amizade

    Pelos amigos descobrimos a vastidão de um mundo interior, intacto e errante como a paisagem do fundo dos mares, e, desse modo também, primordial e delicado, escondido e sublime. Dos amigos recebemos o socorro, quando nos faltam palavras ( ou outra coisa que não sabemos bem, mas que talvez nem sejam palavras) para medir em nós altura da alegria ou da dor. O olhar deles é uma dádiva confiada à vida; é alento, sopro, energia pura; e tem para nós um inesgotável poder reparador. Os amigos sustentam conosco, e a nosso lado, o duro e ligeiríssimo mistério da existência. Mesmo quando os dias empalidecem ou se estilhaçam, a amizade tem a capacidade de religar, a partir do fundo, as pontas decepadas e dispersas, os opostos indivisíveis da alma: a noite e o dia, a dor e o riso, a ação e a contemplação, a vida e a morte.

    José Tolentino Mendonça, Nenhum caminho será longo, Paulinas 2013

  • Jesus, a água eterna

    Quanta graça tem a água junto de Deus e de seu Cristo na instituição do batismo! Jamais vemos o Cristo sem a água. Ele mesmo se deixa batizar na água. Chamado às núpcias, é com ela que inaugura a manifestação de seu poder. Quando prega, convida os que têm sede a beber da sua água eterna. Quando fala da caridade, aprova entre as obras do amor o copo d’água oferecido ao próximo. Junto a um poço restaura as suas forças. Caminha sobre a água, atravessando-a livremente. Serve-a aos discípulos. Até em sua paixão prossegue o testemunho do batismo: pois a água está presente – sabem-no as mãos de Pilatos – quando é condenado à cruz. E ao ser traspassado – bem o sabe a espada do soldado – jorra água de seu lado.

    Tertuliano, Lecionário Monástico I, p.512-513

  • Meus propósitos

    Com toda humildade haverei de me esforçar:
    em amar, ser verdadeiro, honesto e puro;
    em não possuir nada de que não tenha necessidade;
    em merecer o salário por meu trabalho;
    em prestar atenção ao que bebo e ao que como;
    em ser sempre corajoso,
    em respeitar as outras religiões e não somente a minha.
    Sempre procurarei ser bem bom para meu próximo;
    Batalhar pela libertação de todos e em todos os sentidos.
    Serei irmão para todos os meus irmãos.

    Texto atribuído a Gandhi

  • Onde Jesus se esconde?

    Jesus se identifica com os necessitados: famintos, sedentos, forasteiros, nus, enfermos, encarcerados, “Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequenino, a mim mesmo o fizestes “(Mt 25,40). Amor a Deus e amor ao próximo fundem-se num todos: no mais pequenino encontramos o próprio Jesus e, em Jesus, encontramos a Deus.

    Papa Bento XVI, “Deus caritas est”, n. 15

  • Clara de Assis

    “Viera vestida de noiva e trazia as suas joias de maior valor, para mais realçar o ato de heroica renúncia que ia fazer. Os frades começaram a entoar cânticos litúrgicos, enquanto Clara se despojava de seus ricos adornos e de seus vestidos e os lançava aos pés de Francisco, tal qual este havia feito outrora, quando atirou suas roupas aos pés de Pedro Bernardone. Em seguida, o santo patriarca cortou-lhe a vasta e linda cabeleira, deu-lhe um hábito grosseiro e cingiu com uma corda de junco. Sobre a cabeça raspada colocou-lhe um véu branco e outro preto, símbolos de pureza e de penitência. Depois a virgem do Senhor pronunciou com voz alta e firme os votos de obediência, pobreza e castidade. E Francisco inundado em júbilo acrescentou estas palavras: “Irma, se estas coisas observares, eu te prometo a vida eterna em nome de Jesus Cristo. Amém”

    Joaquim Capela, OFM, “Santa Clara de Assis”, Ed.Missões Franciscanas, Braga

  • Saber escutar

    Escutar significa acolher as preocupações mais secretas do outro sem estardalhaços, o que só é possível quando nos despimos de nossas inquietações e encontramos espaço na alma para abrigar a vida do outro. Às vezes, nesse ato de confidência, o receptor faz um acordo tácito de silêncio, de tal forma que ambos, tanto quem revela quanto quem acolhe, sabem que as palavras ditas não devem sair do pequeno círculo criado pelos dois.

    Francesc Torralba, “O valor de ter valores”, Vozes

  • Um grande amor

    Não é a ciência que redime o homem. O homem é redimido pelo amor. Isto vale no âmbito desse mundo interior. Quando alguém experimenta na sua vida um grande amor, conhece um momento de “redenção” que dá um sentido novo à sua vida. Mas rapidamente se dará conta também de que o amor que lhe foi da não resolve, por si só, o problema da sua vida. É um amor que permanece frágil. Pode ser destruído pela morte. O ser humano necessita do amor incondicionado. Precisa daquela certeza que o faz exclamar: “Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados”

    Papa Bento XVI, “Spes salvi”, n. 26

  • O próximo à nossa porta

    Jesus vincula o amor a Deus essencialmente com o amor ao próximo. E é justamente assim que ele o “ancora na terra”, é assim que ele se arraiga na realidade cotidiana da vida. Quando queremos nos perder na sentimentalidade romântica de um “amor celestial” encontramos um próximo à nossa porta. Às vezes, ele aparece na hora errada, como o homem assaltado na Parábola do Bom Samaritano, que incomoda os viajantes que passam por ele; que atrasa as pessoas que acabam se sair do templo onde cumpriram suas obrigações religiosas. Com esta parábola que, no evangelho de São Lucas, segue imediatamente ao mandamento duplo do amor e que o completa e explica, Jesus mostra um caminho cuja pressa religiosa nos leva a ignorar as dores e as necessidades do próximo e não pode levar a Deus.

    Tomás Halík, “Podemos acreditar no Deus do amor?”, Vozes

     

  • A beleza que vem de Deus

    A beleza consiste, precisamente, em deixar-se olhar por Deus. Quero lembrar aquele belo pensamento de uma poetisa franciscana
    secular chilena que sempre me fala muito: “Se tu, Deus me olhas, torno-me bela”. Esta é a beleza, esta é a contemplação, esta é a santidade. “Se
    tu, Deus, me olhas, torno-me bela”. Cada dia torno-me mais belo, porque me deixo olhar por Deus. Porém não posso deixar-me olhar por Deus, se
    não estou pacificado, se não deixo a Deus o espaço, o silêncio.

    Frei Giacomo Bini, OFM, Ex-Ministro Geral

  • Experiência original

    Por isso não devemos esquecer que a história da fé cristã é a história de uma experiência que se contagia e se transmite de uma geração a outra. Se não acontece a atualização contínua dessa experiência, introduz-se uma ruptura essencial. A pregação continua repetindo a doutrina; o magistério segue recordando a moral; mas a fé fica vazia da experiência original.

    José Antonio Pagola, “Recuperar o projeto de Jesus”, Editora Vozes

  • Crer em si mesmo

    Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo.

    Santo Agostinho

  • Comungar

    Eucaristia significa “ação de graças”. É o sacramento central da vida cristã. Entre os fiéis, não se costuma dizer: “Fiz a primeira Eucaristia”. O habitual é: “Fiz a Primeira Comunhão”. Quem vai à missa diz: “Vou comungar”. Quase nunca fala: “Vou receber a Eucaristia”. Comunhão – eis uma palavra abençoada. Expressa bem o que a Eucaristia significa. Comunhão vem da mesma raiz que a palavra comunicar. Comungar as mesmas ideias de uma pessoa significa sentir profunda afinidade. Ela diz o que penso e exprime o que sinto. Na Eucaristia comungamos: (1) com Jesus; (2) com os nossos semelhantes; (3) com a natureza; e (4) com a criação divina.

    Frei Betto “Fé e afeto”, Editora Vozes

  • Salvação

    Três coisas são necessárias para a salvação do homem: Saber o que deve crer, O que deve querer, O que deve fazer!
    Crer em Deus Pai…, Querer a Vida Eterna (Jesus Cristo) e, Fazer o bem.

    São Tomás de Aquino

  • O diálogo

    Amar é comunicar-se e revelar-se ao outro. O diálogo é uma porta que nos permite ingressar na vida daqueles a quem amamos. O ponto de partida para o diálogo é assumir uma atitude de abertura: abrir o coração um para o outro. Tornar-se receptivo, ser acolhedor, dispor-se para escutar e dar importância ao pensamento do interlocutor, valorizando suas idéias. Diálogo é encontro de pessoas, intercâmbio afetivo e troca de idéias. A prática do diálogo torna mais íntima a convivência e esta permite o crescimento do amor.

    Frei Anselmo Fracasso, “Família Feliz”, Editora Vozes

  • Vocação

    6-“O lugar de cada um de nós depende unicamente da nossa vocação. A vocação não se encontra simplesmente depois de ter refletido e examindado os vários caminhos: é uma resposta que se obtém com a oração”.

    Santa Edith Stein (Teresa Benedita da Cruz)

  • Fracasso e vitória

    Nós não nascemos para vencer; nascemos para crescer, para nos desenvolvermos, para nos tornarmos a melhor versão de nós mesmos e para aproveitar a vida. Não estamos aqui para transformar a vida em uma máquina de ganhar troféus. Em algum lugar, ao longo da vida, aprendemos que o segundo lugar não é bom o suficiente. Os atletas ganham medalhas de prata por milissegundos nas Olimpíadas e se consideram perdedores. Como alguns filósofos apócrifos ensinaram: “Ninguém se lembra de quem chegou em segundo lugar”. Bem, talvez não, mas poucas pessoas se lembram de quem chegou em primeiro.

    Não, a vida não se resume a ganhar. Trata-se de tentar, de participar, de fazer esforços, de nos tornarmos o melhor que podemos ser, e não o melhor pela régua de outra pessoa. Isso é o que o fracasso faz conosco- Ele nos ensina coisas sobre nós mesmos: o nosso nível de energia, o nosso nível de resistência, no que somos naturalmente bons e no que não somos, do que gostamos e do que não gostamos, o que significa fazer algo apenas por diversão. O fracasso não significa que não podemos competir; não significa que devemos não dar tudo para fazer o que fazemos. Significa que não precisamos vencer só porque estamos jogando. O que importa é o jogo.

    Joan Chittister, “Entre a escuridão e a luz do dia”. Editora Vozes.

  • Espírito de caridade

    Procuremos viver em união, em espírito de caridade, perdoando uns aos outros as nossas pequenas faltas e defeitos. É necessário saber desculpar para viver em paz e união.

    Santa Dulce dos Pobres

  • Entregar-se a Deus

    Por amor a Deus, devemos abrir mão também de Deus. Não podemos usar Deus para os nossos propósitos. As nossas imagens de Deus se dissolvem diante de nós. E, em algum momento, surgem então a vastidão e a infinitude, a incompreensibilidade de Deus, às quais nos entregamos. Na velhice, renunciamos também à riqueza da nossa espiritualidade. Tornamo-nos “pobres de espírito”. Nós redescobrimos modos muito simples de oração e silêncio. Na pobreza do nosso espírito, nós nos entregamos a Deus, o único capaz de preencher o nosso vazio.

    Anselm Grün, “Caderno de Espiritualidade – A sublime arte de envelhecer”, Editora Vozes

  • A nossa gota de água no mar

    Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.

    Madre Teresa de Calcutá

  • Salvar a alma

    Uma pessoa que gira somente em torno de si mesma e igualmente quer guardar tudo para si perde a vivacidade e o relacionamento com os outros. Quando estamos dispostos a entregar a nossa força e o nosso tempo em favor dos outros, salvamos a nossa vida ou, como diz o texto grego, a nossa psique; ou seja, a nossa alma. A entrega faz bem à alma; mediante a entrega, ela encontra a si mesma.

    Anselm Grün e Nikolaus Schneider, “Confiança, sinta sua força vital”, Editora Vozes.

  • Aspiração profunda

    A vida não pode ser
    simplesmente
    uma procura de riqueza,
    de bem-estar, de honrarias,
    mas constitui também
    uma aspiração mais profunda
    no interior de cada um,
    um desejo de vida interior
    e de encontro com o Senhor,
    que bate à porta do nosso coração
    para nos dar a sua vida e seu amor.

    São João Paulo II

  • O chamado para todos

    Uma vocação não é o privilégio exclusivo de monges, padres, freiras ou alguns leigos heroicos. Deus chama a todos que estejam escutando; não existe um indivíduo ou grupo exclusivo para qual o chamado de Deus esteja reservado. Mas para ser efetivo, um chamado deve ser ouvido, e para ouvi-lo devemos discernir continuamente a nossa vocação em meio as exigências que se acumulam nas nossas carreiras.

    Henri Nouwen, Donald P. McNeil, Douglas A. Morrison, “Compaixão, uma reflexão sobre a vida cristã”, EditoraVozes.

  • Cuidar do mundo e de nós mesmos

    Cuidar do mundo que nos rodeia e sustenta significa cuidar de nós mesmos. Mas precisamos de nos constituirmos como um “nós” que habita a casa comum. Um tal cuidado não interessa aos poderes econômicos que necessitam de um ganho rápido. Frequentemente as vozes que se levantam em defesa do ambiente são silenciadas ou ridicularizadas, disfarçando de racionalidade o que não passa de interesses particulares. Nesta cultura que estamos desenvolvendo, vazia, fixada no imediato e sem um projeto comum, “é previsível que, perante o esgotamento de alguns recursos, se vá criando um cenário favorável para novas guerras, disfarçadas sob nobres reivindicações”.

    Papa Francisco, Carta Encíclica Fratelli tutti.

  • Dinheiro e verdadeiro culto a Deus

    No tema da riqueza e de nossa relação com o dinheiro, o Evangelho é muito mais duro e exigente do que normalmente imaginamos, ou do que estamos acostumados a considerar. Para Jesus, quando se trata da relação com o dinheiro, o que cada um coloca em jogo é o verdadeiro culto a Deus. Além disso, coloca em jogo seu próprio ser (Mt 6,24)392. Ou seja, na relação com o dinheiro comprova-se o que cada um realmente é. Por isso compreende-se que os verdadeiros inimigos de Jesus fossem pessoas muito religiosas (fariseus), que pensavam e agiam como gente endinheirada. Pessoas tão religiosas quanto ricas (Lc 16,14; 11,39; 20,47)393. Sem dúvida essas são as pessoas que Deus despede de mãos vazias (Lc 1,53).

    Mas, atenção! Jesus não é inimigo da riqueza; é inimigo da má repartição da riqueza. O que Jesus não suporta é que haja indivíduos e famílias com riquezas sobrando, pessoas que só olham para os próprios interesses, ao passo que pobres, mendigos, desclassificados e marginalizados não dispõem do mínimo para suprir suas necessidades básicas. A Parábola do Rico e Lázaro (Lc 16,19-31) e a do Grande Banquete (Lc 14,15-24; Mt 22,1-10) são dois exemplos eloquentes da mentalidade de Jesus e da mensagem fundamental do Evangelho: a salvação que Deus oferece e a solução para o mundo pertencem apenas aos que se identificam com os pobres, pertence aos que não se identificam com essa sociedade que
    montamos e gerimos segundo os interesses, as conveniências e os benefícios de alguns.

    José M. Castillo, “O Evangelho marginalizado”, Editora Vozes

  • Religião e política

    Não se pode separar a atividade religiosa de Jesus do contexto político e econômico no qual vivia. O mesmo acontece, hoje, na vida de cada um de nós. Tudo está relacionado. É um equívoco “pinçar” Jesus de seu contexto na tentativa de resguardá-lo numa redoma religiosa. Isso faz parte do esforço de muitos biblistas, teólogos e, inclusive, Igrejas, para despolitizar a figura de Jesus.

    Frei Betto, “Jesus militante, Evangelho e projeto político do Reino de Deus”, Editora Vozes