Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Meditação diária

outubro/2019

  • Ser primavera

    “Não se pode dizer para a primavera? ‘tomara que chegue logo e dure bastante’. Pode-se apenas dizer: ‘venha, me abençoe com sua esperança, e fique o máximo de tempo que puder’ (Paulo Coelho).

    Depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras… E nessas estações a vida vai acontecendo e se renovando, não apenas nas estações, mas a cada amanhecer. Para que o amanhecer possa nos transformar é preciso permissão: permitir que a luz possa entrar pelos olhos e o perfume pelo nariz… E, dentro de nós, acontecerá a mudança, a trans-forma-ação!

    Acredite! Existem muitas oportunidades: o amor é capaz de transformar todas as coisas, mas é preciso permissão para ele entrar! Convide o AMOR para entrar na sua casa e no seu coração… Permita que o AMOR entre e transforme, cure e ilumine! Permita-se ser mais leve e sereno (a), pois a VIDA está aí para ser vivida e experimentada em todas as suas manifestações: permita-se ser primavera!

    Tenha uma ótima e abençoada semana!
    Frei Paulo Sérgio, ofm

  • Gentileza do amor

    Quando uma criança cai e se fere é comum você ver a mãe correndo, abraçando a criança, soprando o joelho ralado, às vezes beija, tenta chamar a atenção para outras coisas. Trocando em miúdos, a mãe se identifica tanto com a criança a ponto de sentir a dor que não é sua. Esse milagre do amor não acontece apenas com as crianças, mas com os filhos em geral, com as pessoas que se amam.

    Quando a pessoa que amamos está sofrendo, os nossos dias ficam nublados, sentimo-nos sem lugar.

    Lembro-me de uma canção de Ivan Lins: “O amor tem feito coisas que até mesmo Deus duvida, já curou desenganados, já fechou tantas feridas”.

    O amor permite que eu me identifique com HUMA outra pessoa. Quando você acolhe isso de Jesus a sua vida ganha uma nova dimensão. Eu nunca estou sozinho neste mundo se tenho a consciência de que o amor me encontrou; fez morada em mim; caminha comigo. Nunca mais neste mundo somos os mesmos quando tocados na alma pela gentileza do amor.

    Enio Marcos de Oliveira “Crer no Deus do amor”, Editora Vozes.

  • Francisco, o amor ao cosmos

    Francisco teve amor ao cosmos não só no Cântico do Sol; continuamente fazia de todas as formas do cosmos um símbolo para exprimir o divino. “As crianças são muito mais sensíveis ao indizível do que os adultos”, diz H. Halbfass. Normalmente diminui este dom com os anos. Em Francisco aumentou este dom de modo extraordinário, ao mesmo tempo que a sua inclinação mística. Neste ponto ele é o contrário de figuras como São João da Cruz, por exemplo, que renunciou a tudo quanto representava valor terreno. Um “homem de fogo celeste e terrestre” (Buber), como Francisco, é muito raro entre os ascetas.

    N.G. Van Doornick, “Francisco de Assis, profeta de nosso tempo”, Editora Vozes

  • Admiração diante do belo e do bom

    Francisco de Assis era um homem capaz de admiração diante do belo e do bom, diante do amor, diante do seu “Altíssimo, Onipotente e Bom Senhor”. Onde ele se encontrasse diante do Deus Altíssimo, Onipotente e Bom, seu coração vibrava de admiração e de entusiasmo e prorrompia em ação de graças.

    Diante do Deus altíssimo, justo e santo, Francisco manifesta uma atitude de profunda reverência. Ele contempla, se prostra, adora, oferece o dom do seu coração ardente de amor. Com a reverência caminham a fascinação, o respeito e o entusiasmo.

    Frei Alberto Beckhäuser, ofm, “O jeito franciscano de celebrar”, Editora Vozes

  • Humanidade e dignidade

    É necessário nos colocarmos as perguntas que nos pouparão da dúvida que culpa e assombra a certeza daqueles que acreditam ser os eleitos ou os melhores.

    Será que essa religião, essa igreja, essa sociedade me torna mais inteligente, mais vivo, mais amoroso, mais livre? Em uma palavra: mais “feliz”, bem feliz, feliz no bem? Se assim for, vocês estão salvos e muitos serão salvos ao seu lado. Senão, ainda é tempo para ir buscar sua salvação em outro lugar – ou de não mais ir buscá-Ia. Ser, desde agora, feliz, bem feliz para o seu bem-estar e o bem-estar de todos.

    Isso não reduz os sofrimentos e os infortúnios do mundo, mas ao menos não acrescenta sofrimento ao sofrimento. Todos conhecem a história desse homem que, em Auschwitz, cuidava dos seus companheiros de infortúnio com simples gestos de humanidade: ele lhes dava um pouco de sopa, secava suas testas com sua camisa. “Eu sobrevivi, dizia ele, porque eu não me preocupei comigo mesmo, havia sofrimento demais a ser aliviado e para não envenenar meu coração e meu espírito (minha imunidade) com o ódio, eu orei pelos nossos carrascos: ‘Perdoai-os, eles não sabem o que fazem’. Se eu tivesse acrescentado ódio à minha dor, eu não teria aguentado. Nem sempre é o amor que nos salva, basta a justiça. Eu dei ao meu próximo, amigo ou inimigo, o que eu podia de humanidade e dignidade. É essa humanidade em mim, maior do que eu, que me salvou, é a Sabedoria que me salvou.

    Jean-Yves Leloup, “O Livro de Salomão”, Editora Vozes.

  • Postura diante de Deus

    Quando me sinto inquieto durante a meditação costumo dobrar as mãos e, assim, me acalmo. Mas não posso praticar esse gesto constantemente, pois isso o tornaria artificial. Em momentos especiais, porém, ele pode ser a postura mais adequada que posso ter diante de Deus. Assim, as mãos não me ajudam apenas em minha concentração, mas a voltar todo o meu espírito para Ele. Ao apontar os dedos para o alto, eles me remetem a Deus, que é o objetivo de minha vida. Quando me oriento por Ele torno-me exatamente aquilo que sou, e quando Deus se transforma em centro da minha vida encontro o meu próprio centro. Tudo isso me leva a tranquilizar todos os meus pensamentos. Deus, pelo qual me oriento, concentra tudo o que está disperso dentro de mim, unificando todos os meus pensamentos e sentimentos, organizando o meu caos. Portanto, esse gesto, além de ser uma adoração, passa a ter efeito curador em mim; ele me faz bem.

    Anselm Grün, “Pequena escola de oração”, Editora Vozes.

  • O tesouro no coração

    Jesus ensinava que o nosso verdadeiro tesouro reside lá onde se encontra o nosso coração. Assim, aquilo que somos não é exatamente o que pensamos que somos, mas sim aquilo que sentimos e que nos move. Enfim, o que constitui fonte e objeto do nosso desejo.

    Ensinam os budistas que basta um simples pensamento nocivo, ressentimento, mágoa, voto de vingança em relação a alguém, para imprimir na mente um sinal de morte. Isso é pecar contra si mesmo.

    O sábio predispõe sua mente a não receber energias negativas. Onde as religiões orientais dizem “mente”, o Evangelho diz “coração”.

    O real se sobrepõe à nossa capacidade de abarcá-lo. Então, como um botão de rosa, o coração se abre ao infinito.

    Frei Betto, “Fé e afeto”, Editora Vozes.

  • Fazer a estrada florida

    “A estrada da vida pode ser longa e áspera. Faça-a mais longa e suave. Caminhando e cantando com as mãos cheias de sementes” (Cora Coralina).

    São as escolhas que fazemos que faz a estrada mais leve ou pesada, mais florida ou mais áspera! E, para fazer escolhas, precisamos da luz da consciência, da sabedoria que está dentro de nós mesmos… Porém, não é fácil sair do domínio da mente ou do ego! A mente ansiosa está presa no tempo e no espaço: ou no passado ou no futuro! Ela, por ser dual, não consegue se entregar ao poder do agora!

    Quando começamos a fazer a experiência da consciência, vamos conseguir, ainda que por pequenos intervalos, estar na plenitude e na paz da consciência… Semear é fecundar a terra, o solo cultivado e preparado. Fazer a experiência da paz que vem da consciência é permissão e abertura para a própria VIDA! Não a vida enquanto experiência bio-psicológica, mas a VIDA enquanto manifestação do AMOR SAGRADO… E este fogo sagrado está dentro de cada um nós!

    Tenha uma ótima e abençoada semana!
    Frei Paulo Sérgio, OFM

  • As lições do fracasso

    Tememos a humilhação pública de não sermos os primeiros. Nós nos esquivamos de nos dispor a tentar e, por isso, nunca aprendemos que a realização não é uma questão pública. Realização é a consciência dentro de nós de que superamos os nossos próprios limites. Nós nos tornamos o melhor que poderíamos ser. E é o fracasso que nos ensina isso. O fracasso, na verdade, é uma parte necessária do processo de sucesso real e definitivo.

    Joan Chittister, “Entre a escuridão e a luz do dia”, Editora Vozes.

  • Na partilha e não na competitividade

    A globalização é a realidade de hoje. O mundo se tornou uma “pequena aldeia global” onde somos condenados a conhecer tudo, onde o que acontece num canto do mundo tem conseqüências em todo canto. Mas em lugar de facilitar o encontro entre as pessoas por maior justiça para todos, a globalização até o momento tem aumentado a divisão, cria novos conflitos e a miséria se instala em toda parte, inclusive nos países ricos e industrializados. Ricos sempre mais ricos, pobres sempre mais miseráveis.

    Isso não pode continuar. Não é justo. Não é humano! Ajudem a organizar o mundo de forma diferente. Na partilha e não na competitividade. Na solidariedade, não na busca incessante do interesse de uma minoria de privilegiados.

    Dom Hélder Câmara, Recife, 18/08/96

  • Imperfeições

    Uma das poucas coisas que podemos ter a certeza de que descobriremos à medida que a vida passa é que a perfeição é perfeitamente impossível; se não por outro motivo, porque ninguém sabe realmente o que isso significa. O que significa sermos perfeitamente honestos quando damos falsas esperanças a uma mãe que está morrendo? O que significa sermos perfeitamente obedientes quando matamos uma pessoa para salvar outra? O que significa ser perfeitamente amoroso e cuidar mais de um filho do que dos outros? O que significa acordar no meio da noite dizendo para nós mesmos: Por que eu sempre faço tudo errado?

    De fato, Santo Agostinho, o especialista em pecado, confissão e arrependimento, diz: “Essa é a nossa perfeição: descobrir nossas imperfeições”. A imperfeição que sempre teremos conosco, ao que parece. E a descoberta mais importante está dentro de nós mesmos.

    Joan Chittister, “Entre a escuridão e a luz do dia”, Editora Vozes.

  • Eternidade no aqui e agora

    “Hoje sei que dá pra renascer várias vezes nessa mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar!” (Martha Medeiros).

    O maravilhoso de tudo é que hoje amanheceu um novo dia. E com ele renasce a vida! E nesse símbolo do anoitecer-amanhecer vamos aprendendo a perceber a eternidade no aqui e agora, em cada momento onde a vida de se manifesta… Em cada giro da Terra em seu próprio eixo em torno do Sol, a luz e o calor vão se espalhando por todos os lugares, a vida vai amanhecendo e se renovando em todos os ligares.

    Tomara que a gente aprenda que a VIDA é um fluir infinito e que, em espirito de abertura e permissão, possamos crescer e amadurecer hoje, na experiência infinita deste tempo que chamamos PRESENTE… E que a gente consiga renascer quantas vezes forem necessárias para ser feliz e para fazer o outro feliz também!

    Tenha um excelente fim de semana!
    Frei Paulo Sérgio, ofm

  • Pai de muitos filhos

    Vivemos em um tempo onde muitas pessoas pensam ter o domínio sobre Deus, e o pior: chegam a dizer que os do grupo diferente não podem alcançar a salvação. O que Jesus nos ensina é que Deus é Pai de muitos filhos, cada um com seu jeito de ver o mundo, cada ser humano é único aos olhos de Deus e é totalmente especial por isso. Se os homens que são maus sabem dar coisas boas aos seus filhos, muito melhor nos dá o Pai do céu que nos permite tomar posse do seu Espírito Santo, e não é porque somos bons ou merecedores, mas é porque Ele nos ama.

    Pe. Enio Marcos de Oliveira, “Lucas, Luz de amor infinito”, Editora Vozes.

  • Igreja multiforme

    É admirável que Jesus tenha conseguido formar uma comunidade com esses homens tão diferentes (os apóstolos). Mas também é um quadro que nos dá esperança. A Igreja de hoje é composta de maneira tão multiforme quanto a pequena comunidade dos Doze. Também a uma empresa se aplica isto: há nela os tipos mais diversificados, que normalmente ninguém colocaria no mesmo grupo. No entanto, quando há uma figura de liderança que, a exemplo de Jesus, é capaz de unir e reconciliar entre si as mais diferentes pessoas, estas conseguem trabalhar umas com as outras. E elas têm dentro de si a capacidade de conquistar o mundo inteiro. A pequena comunidade dos Doze levou a mensagem de Jesus para o mundo inteiro e, desse modo, transformou o mundo inteiro. Quando as lideranças conseguem unir as mais diferentes pessoas, estas realizam algo grandioso. Elas criam uma cultura que, indo além da empresa, influencia a sociedade. No entanto, todos os evangelistas também nos contam que um integrante da equipe traiu Jesus: Judas. Isso também é realidade: até numa boa equipe alguém pode acabar se tornando traidor. Isso é doloroso, mas temos de contar com essa realidade. A longo prazo, o fato de alguém ter caído fora e traído Jesus não prejudicou a equipe dos apóstolos. Isso fez com que os demais se tornassem tanto mais unidos.

    Anselm Grün, “Viver não apenas nos fins de semana”, Editora Vozes

  • Solidariedade dá solidez

    A ciência calcula que, se fôssemos seres que vivessem isolados, sem cooperação ou solidariedade, como outros animais, seríamos 10 milhões de indivíduos, no máximo, no planeta todo. Hoje somos mais de 7 bilhões, e isso é possível porque juntamos forças. A regra está dita, tem de ser: “um por todos e todos por um”.

    Afinal de contas, vivemos em condomínio. Eu não vivo em um domínio, eu vivo em um “condomínio”. O domínio, meu lugar, aquilo de que eu sou proprietário, é só um pedaço conectado em outro. A solidariedade é decisiva para que nós não degrademos a nossa condição de vida coletiva. Ao contrário do que muita gente imagina, a palavra “solidariedade” vem de “sólido” e não de “solidão”. Enquanto solidão significa isolamento, solidariedade dá solidez à vida da comunidade.

    Mário Sergio Cortella, “Filosofia, e nós com isso”, Editora Vozes.

  • Espírito de gratidão

    “O vento é o mesmo. Mas sua resposta é diferente em cada folha. Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar par poder voltar sempre inteira” (Cecília Meireles).

    Deus lhe manda flores toda primavera e um nascer do sol a cada manhã. Sempre que você quiser conversar, Ele vai ouvir. Ele pode viver em qualquer lugar do Universo, mas também escolheu o seu coração para te encher de amor e de paz! Permita, pois, a Luz de Deus entrar na casa do seu SER. Permita que o amor de Deus possa plenificá-lo (a), assim serás um ser infinito…

    Que os teus caminhos sejam tão floridos quanto a primavera e que o teu mundo seja completo de tudo o que desejas. Sempre neste espirito de gratidão, você vai perceber que a vida flui em grande leveza, mesmo que a agitação da mente pareça mostrar coisas diferentes… Acredite no poder da VIDA que está dentro de você mesmo (a)!

    Tenha uma ótima e abençoada semana!
    Frei Paulo Sérgio, OFM

  • A nova identidade na aposentadoria

    A transição da atividade profissional para a aposentadoria só será bem-sucedida se encontrarmos uma nova identidade. Até esse momento nos definimos em grande medida por meio do trabalho. Tínhamos nosso valor. Tínhamos um papel claro.

    Éramos chefe de seção ou engenheiro, diretor de escola ou professora, éramos médico ou terapeuta. Era disso que nos chamavam. Isso constituiu nossa identidade e nos proporcionou auto confiança. Agora esses papéis se foram. Agora se trata de viver apenas como o homem ou a mulher que sou, sem poder me definir pelo meu trabalho. Isso requer uma despedida dolorosa de papéis antigos e da minha velha identidade. Tenho de encontrar uma nova identidade. Tenho de descobrir quem sou como esse ser humano singular. Já não vale mais o que realizei, mas quem sou. Não se trata mais do fazer, mas do ser.

    Anselm Grün, “Viver não apenas nos fins de semana”, Editora Vozes.

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