Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Meditação diária

maio/2022

  • A importância da tristeza

    Algo parecido acontece com a tristeza. Em osso mundo, que nos diz que devemos ver tudo de maneira positiva, não existe lugar para a tristeza. Mas este é um sentimento importante, que deveríamos aceitar. Quando voltamos nossa atenção para a nossa risteza, percebemos, às vezes, que nós nos pegamos a ilusões. A tristeza nos convida a nos despedir delas. Quando analiso os meus sentimentos tristes e os atravesso, eles me conduzem até o fundo da minha alma. E lá eu encontro o meu eu verdadeiro. A tristeza é um bom caminho para chegar à profundeza da lma. Ela me mostra que minha vida não é só superficial e fácil.

    Anselm Grün, “Caderno de Espiritualidade”, Editora Vozes

  • O presente do silêncio

    O silêncio é o presente que nos lança de volta a nós mesmos. E é exatamente por isso que há tantos que não conseguem nem mesmo pensar sobre isso. Sem distrações externas, ficamos vulneráveis às vozes que exigem que nos envolvamos com todos os fragmentos do eu que tão cuidadosamente escondemos. Sob os sorrisos e as carrancas que usamos para nos proteger de qualquer um que possa se aproximar muito do tumulto dentro de nós, está o barulho da alma que não cessará até que finalmente concordemos em ouvi-lo. É o eu silencioso que nos chama para amortecer o barulho que nos persegue durante a noite, que nos chama à responsabilidade pela autenticidade do eu.

    Joan Chittister, “Entre a escuridão e a luz do dia”, Editora Vozes

  • A dinâmica da missão

    A experiência pascal desencadeia a missão. É o que enfatizam os relatos de encontros com o Ressuscitado. As comunidades de testemunhas se compreendem a si mesmas como fundadas na experiência pascal, mas enviadas ao mundo. A missão implica uma dinâmica de movimento. Exige “ir”, “mover-se em direção ao outro”, “sair de si mesmo”. Os textos insistem uma e outra vez: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”; “Ide e fazei discípulos a todos os pOVOS”; “Ide por todo o mundo e proclamai a Boa-nova a toda a criação”!”.

    José Antonio Pagola, “Recuperar o projeto de Jesus”, Editora Vozes

  • Velhos hábitos

    Cada ser humano é único. E cada pessoa precisa renunciar a uma coisa diferente para se tornar aquilo que já existe nele. Uma pessoa precisa abrir mão dos seus bens. Pois os bens também podem possuir o ser humano e torná-lo possuído. Quando isso acontece, a pessoa só se define por meio daquilo que ela tem. Outra pessoa precisa se livrar de um velho hábito. Alguns desperdiçam sua vida porque não conseguem imaginar viver em outro lugar ou abrir mão de velhos hábitos ou relacionamentos. Eles se agarram ao velho e então desperdiçam a vida, que sempre quer lhes trazer algo novo.

    Anselm Grün, “Caderno de Espiritualidade”, Editora Vozes

  • Relação com Deus

    A relação com Deus é uma relação a dois, na qual ambos têm iniciativas. É preciso estar aberto à solicitação do Outro. Muitas vezes não estamos predispostos a ela. Mas, de repente, um acontecimento abre o nosso coração. Pode ser que Ele nos fale através de um fato triste ou alegre, de perda ou conquista, ou de um simples gesto. É preciso ter olhos para ver. Ele atravessa o nosso caminho quando menos esperamos.

    Frei Betto, “Fé e afeto”, Editora Vozes

  • Justiça misericordiosa

    Francisco de Assis foi bastante sensível ao sofrimento do próximo e agia com justiça misericordiosa. Ele não se contentava com uma justiça que se reduzia a uma prática distributiva de bens materiais, mas com a justiça de oferecer a cada um o que era fundamental para a qualidade de sua vida. Sua justiça transcendia a dos escribas e fariseus, porque devolvia aos seres humanos a dignidade de seu ser. Essa justiça misericordiosa é alicerce para a construção de uma nova civilização, pois, enquanto não houver essa justiça originária de amor e misericórdia (justiça misericordiosa e empática), não haverá justiça distributiva, não haverá o encontro amoroso eu-tu-nós.

    Frei João Mannes, “Experiência e Pensamento Franciscano”, Editora Vozes

  • Atravessar as aflições

    Para os cristãos, o símbolo da árvore da vida e da árvore da sabedoria foi absorvido pela imagem da cruz. A cruz se torna o lugar em que entramos em contato com a vida verdadeira.
    A morte foi vencida na cruz. Foi na cruz que Deus reconciliou o céu com a terra. Aqui, todos os opostos deste mundo são preenchidos com o amor de Deus. E a cruz revela a sabedoria de Deus. Ela torna visível como podemos ter uma vida bem-sucedida, como podemos alcançar a vida verdadeira atravessando as muitas aflições.

    Anselm Grün, “Caderno de Espiritualidade”, Editora Vozes

  • Deixar-se levar pelo Senhor

    Cada ser humano tem sempre vontade de “arrumar” cuidadosamente sua vida segundo seus pequenos projetos e limitados horizontes. Não seria mais conveniente largar-se nas mãos do Senhor?

    Tenho que aprender a largar-me para poder me encontrar, entregando-me ao amor de Deus. Se eu estivesse à procura de Deus, cada acontecimento e cada momento haveriam de plantar em minha vontade sementes de sua vida que um dia dariam maravilhosa colheita.

    Tomas Merton, “Novas sementes de contemplação”, 2001

  • Um passo à frente

    Peçamos ao Senhor a graça de não hesitar quando o Espírito nos exige que demos um passo em frente; peçamos a coragem apostólica de comunicar o Evangelho aos outros e fazer de nossa vida um museu de recordações. Em qualquer situação, deixemos que o Espírito Santo nos faça contemplar a história na perspectiva de Jesus ressuscitado. Assim, a Igreja, em vez de cair cansada, poderá continuar em frente acolhendo as surpresas de Deus.

    Papa Francisco, Gaudete et Exultate, n. 139

  • A missão do profeta

    O profeta não é alguém que diverte. Não observa o voo dos pássaros e não lê nas linhas da mão ou na borra de café. Sua missão não consiste em anunciar o futuro, mas em compreender o presente. Porque para compreender um momento do tempo é indispensável a visão do tempo em sua totalidade. Como para entender uma palavra precisa-se da frase, e para um versículo, a Bíblia toda. O profeta, ao invés de divertir, dispersando como o prisma concentra toda a luz difusa num foco incandescente, na atualidade do acontecimento. Tudo quanto acontece é pleno de passado e de futuro. O profeta é o diário de Deus.

    Jean Sulivan, “Provocação ou a fraqueza de Deus”, Herder, p. 51

  • Acreditar no amor

    Nós, seguidores de Jesus, não deveríamos perder a confiança e o ânimo. Esta sociedade está necessitada de testemunhas vivas que nos ajudem a continuar acreditando no amor, porque não há porvir para o ser humano se acabar por perder a fé no amor.

    José Antonio Pagola, “O caminho aberto por Jesus -Lucas”, Editora Vozes

  • Deixar espaço para a surpresa

    A rotina pretende ser uma tentativa de dar regularidade aos vários planos da existência, um esforço, sem necessário dizer, que consiste em algo positivo. A vida seria impossível se eliminássemos de todo a rotina. Os hábitos têm benéfico efeito: transformam a “cotidianidade” numa cadeia de situações esperadas que nos permitem habitar com segurança o tempo. E, no entanto, aquilo que em princípio é bom esconde um perigo. De repente a rotina substitui a própria vida. Quando o futuro se torna óbvio e regulamentado não sobra mais espaço para a surpresa. Os dias não são simplesmente iguais uns aos outros (…) O grande desafio é olhar as coisas como se fossem pela primeira vez.

    José Tolentino Mendonça, “La mistica dell’istante”, La Rivista del Clero Italiano

  • Amadurecer os hábitos

    É necessário maturar os hábitos. Os próprios hábitos adquiridos em infância têm uma função positiva, ajudando a traduzir em comportamentos externos sadios e estáveis os grande valores interiorizados. Uma pessoa pode possuir sentimentos sociáveis e uma boa disposição para com os outros, mas se não foi habituado por muito tempo, por insistência dos adultos, a dizer “por favor”, “com licença”, “obrigado”, a tal boa disposição interior não se traduzirá facilmente nessas expressões. O fortalecimento da vontade e a repetição de determinada ações constroem a conduta moral; mas, sem a repetição consciente, livre, elogiada de determinados comportamentos bons, nunca se chega a educar a tal conduta. As motivações ou atração que sentimos por um determinado valor, não se tornam uma virtude sem estes atos adequadamente motivados.

    Papa Francisco, “A alegria do amor”, n. 266

  • Nossa maneira de viver a fé

    Precisamos sempre de novo examinar nossa maneira de viver a fé em Jesus na Igreja e no mundo.
    Precisamos aprender a viver de maneira diferente, não de acordo com as regras do jogo que nos impusemos uns aos outros em nossa sociedade egoísta, mas de acordo com valores novos, ouvindo as aspirações mais profundas do ser humano. A partir do beco sem saída a que chegou a sociedade do bem-estar. Precisamos ouvir a voz de Jesus: Se não vos converterdes todos vós perecereis.

    José Antonio Pagola

  • Luz nas trevas

    Quem se encontra nas trevas ao nascer do sol, recebe nos olhos a sua luz, começando a enxergar claramente coisas que até então não via. Assim também aquele que se tornou digno do Espírito Santo, recebe na alma a sua luz e, elevado acima da inteligência humana, começa a ver o que antes ignorava.

    São Basilio Magno, Liturgia das Horas II, p.688

  • O poder curativo do silêncio

    O silêncio, em um momento de tristeza, fala muito mais do que as palavras. Quando perdemos um ente querido, frases de condolência são de completa impotência. Queremos confortar o outro com nossa ternura e delicadeza, mas nossa tentativas serão em vão. Na melhor das hipóteses expressarão gentileza e afeto pessoal, mas não terão o poder curativo do silêncio. Nessas horas um abraço silencioso diz mais do que qualquer protocolo ou fórmula praticados na presença do corpo daquele que se foi”

    Francesc Torralba, “O valor de ter valores”, Vozes, p. 85

  • A paz pode vir do silêncio

    O fruto do silêncio é a oração
    o fruto da oração é a fé,
    o fruto da fé é o amor,
    o fruto do amor é o serviço,
    o fruto do serviço é a paz.

    Santa Teresa de Calcutá

  • Crise de espiritualidade

    “O fato é que não temos uma crise de vocações. Deus nunca deixa de confortar as pessoas. Não, não temos uma crise de vocações: temos uma crise de espiritualidade e de significado. Nenhum programa vocacional no mundo pode sobreviver a esta situação”

    Fogo sob as cinzas, Joan Chittister, OSB, Paulinas

  • Viver a profecia

    Os religiosos são profetas. São os que escolheram um seguimento de Jesus, que imitam a sua vida com obediência ao Pai, a pobreza, a vida de comunidade e a castidade. Nesse sentido os votos não podem cair em caricaturas. Nesse sentido, os votos não ser objeto de caricaturas; de outro modo, por exemplo, a vida comunitária torna-se um inferno e a castidade um modo de viver como solteirões. O voto de castidade deve ser um voto de fecundidade. Na Igreja, os religiosos são chamados em particular a ser profetas que testemunham como Jesus viveu nesta terra e anunciam como o Reino de Deus será na sua perfeição. Um religioso nunca deve renunciar à profecia.

    Papa Francisco

  • Renovação paroquial

    A renovação paroquial requer novas atitudes dos párocos e dos padres que atuam nas comunidades. Em primeiro lugar, o pároco precisa ser um homem de Deus que fez e faz uma profunda experiência de encontro com Jesus Cristo. Sem essa mística, toda renovação ficará comprometida. Essa vivência de discípulo fará o pároco ir ao encontro dos afastados de sua comunidade; caso contrário contentar-se-á com aspectos da administração e promoverá uma pastoral de conservação.

    Comunidade de Comunidades: uma nova Paróquia – Estudos da CNBB

  • Abra-se para o primeiro amor

    Você tem falado muito sobre libertar-se de velhos apegos para poder entrar no novo lugar, onde Deus está à sua espera. Porém, é possível dar um basta a uma série de “nãos”: o “não” à sua antiga maneira de pensar e sentir, o “não” às coisas que você costumava fazer e, sobretudo, o “não” aos relacionamentos humanos que você considerava preciosos e inspiradores. Você está criando uma batalha espiritual cheia de “nãos’, e entra em desespero quando percebe a dificuldade – ou até mesmo a impossibilidade – de desligar-se do passado.

    O amor que chegou até você por meio de amizades singulares e verdadeiras, que despertaram seu desejo latente de ser amado de uma maneira total e incondicional era real e autêntico. Ele não precisa ser negado e tido como perigoso ou marcado pela idolatria. Um amor que chegue até você por meio de seres humanos é verdadeiro, é dado por Deus, e precisa ser celebrado enquanto tal. Quando as amizades humanas se revelam intoleráveis porque você está exigindo de seus amigos que o amem de um modo que ultrapassa a capacidade humana, você não precisa negar a realidade do amor que recebeu. Ao tentar abandonar este amor a fim de encontrar o amor de Deus, você está fazendo algo que Deus não deseja. A tarefa não consiste em abandonar relacionamentos inspiradores, mas perceber que o amor que você recebeu por meio deles faz parte de um amor maior.

    Henri Nouwen, “A voz interior do amor”, Editora Vozes

  • Abuso de poder na Igreja

    Abuso de poder na Igreja ocorria e ainda ocorre hoje frequentemente com referência à lei eclesiástica. A lei eclesiástica pode ser uma bênção para a Igreja, pois uma comunidade precisa de preceitos legais para poder funcionar. Mas o importante é que a lei sirva às pessoas, e não vice-versa, O especialista em lei eclesiástica Georg May expressa isso da seguinte forma: “A lei não é capaz de criar vida, ela só pode preservar e proteger vida existente” (SM 11,
    p. 1242). Ele constata que todos os grandes movimentos de reforma na Igreja sempre tiveram algum efeito sobre a lei eclesiástica. O mais importante é que a lei sirva às pessoas e crie um ambiente para elas no qual elas possam viver bem.

    Anselm Grün, “Poder, uma força sedutora”, Editora Vozes

  • A hora dos leigos e das leigas

    Todo ministério é antes de tudo uma prática coerente, comunitária e reconhecida pela comunidade. Existem desafios para todos, homens e mulheres. Há pouco tempo, a Igreja reconheceu oficialmente Catarina de Sena, Teresa d’Avila e Teresa de Lisieux como doutoras. Por que não haveria outras mulheres hoje para animar nossa fé e nosso engajamento no mundo?
    Se houve uma diaconisa como Febe, atestada por Paulo em sua Epístola aos Romanos (Rm 16,1-2), por que não esperar e valorizar esse serviço entre as mulheres de hoje?

    Fernando Altemeyer Junior, “O Mistério do Tempo”, Editora Vozes

  • Recusa dos problemas

    A vida estreita e deselegante dos nossos dias é marcada pela incipiente e esbravejante recusa dos problemas: não há crise, não há pobreza, não há mal-estar, tudo está bem; ai dos profetas da desgraça – de fato, o problema lhes
    causa suas fantasias negativas. Divirtamo-nos. Estamos fartos dos virtuosos. Nós não somos santos. Com o grito dos gurus da nova tendência vem, menos barulhenta, a indiferença; aliás, infelizmente uma invejosa aprovação.
    Pairamos no absurdo de uma existência voltada para o lucro singular e individual. Parabéns para quem conseguiu, e basta.

    Cettina Militello, “Entre vícios e virtudes”, Editora Vozes

  • Coisas cotidianas do mundo

    O olhar atento para uma rosa revela que ela é mais do que uma planta; nela resplandece o mistério da beleza, do amor. Atividades corriqueiras se transformam em símbolo do mistério da nossa condição humana. Coisas comuns adquirem significado pleno quando as vemos em uma nova luz: ao vê-las nessa perspectiva, as coisas são mais do que parecem a um olhar desatento e superficial. Uma mesa ou um pão, bem como coisas que encontramos na natureza – como uma árvore ou uma flor -, podem abrir seu sentido para nós e, de repente, se tornar um símbolo e emitir um novo brilho. Tudo pode abrir para nós seu sentido mais profundo. Descobrimos esse encanto nas coisas cotidianas do mundo.

    Anselm Grün, “Admirar-se com os Pequenos Milagres de cada dia”, Editora Vozes

  • O Sermão da felicidade

    Na medida em que foram sendo mais numerosos meus contatos com verdadeiros cristãos compreendi que o Sermão da Montanha era todo o cristianismo, para aqueles que querem viver uma vida cristã. Este sermão me fez amar Jesus.

    Gandhi

  • Precisamos de pai e mãe

    Precisamos de pai e de mãe até quando adultos. Sua presença e apoio podem parecer menos essenciais com o correr do tempo, mas com eles, se relação for boa, somos mais completos – e para isso não há idade. Morta minha velha mãe, quando eu tinha mais de sessenta anos, dei-me conta que não tinha mais a quem chamar de “mãe” e foi uma dor estranha. Algo tinha mudado na minha condição. Eu nunca mais seria a mesma.

    Lya Luft, “Múltipla Escolha”, p.91

  • Onde Deus nos encontra

    Em todo ser humano há uma parte de solidão que nenhuma intimidade humana pode preencher. É lá que Deus nos encontra. É lá nesta profundidade que se situa a festa íntima do Cristo ressuscitado.

    Irmão Roger de Taizé

  • Prece de um monge

    Senhor,
    que continues a me dar
    para que eu possa partilhar,
    que continues a me perdoar,
    para que eu saiba ser indulgente.

    Que continues a interpelar,
    para que não venha eu a me fechar sobre mim mesmo.
    Que continues a me pedir,
    para que eu não capitalize para mim.

    Continua, Senhor, a me desarrumar,
    para que eu não venha a me instalar.
    Tem paciência com teu servo,
    para que ele não canse de te servir.

    Inspirada em São Gregório de Nazianzo

  • O mandamento maior

    O amor, como mandamento maior, não é uma questão de sentimento, devoção ou piedade. É uma questão de justiça, solidariedade e partilha. Toda religião, portanto, se resume em cuidar do ser humano e da natureza como seres sagrados. E toda espiritualidade consiste em deixar que o Espírito quebre as resistências de nosso egoísmo e nos mova na direção do ser supremo e de seu contorno ambiental, de modo a fazê-los transcender da injustiça à justiça, da opressão à libertação, da dor à felicidade, da morte à vida.

    Frei Betto, “Fé e afeto”, Editora Vozes

  • Prece a Maria

    Salve, ó cheia de graça!
    Acabou o tempo da maldição, a corrupção teve fim, a tristeza se diluiu, a alegria floresceu, a felicidade prometida antigamente se realizou.

    Falando pela língua de Isaías o Espírito Santo havia anunciado:
    “A Virgem acolherá um filho em seu seio e haverá de dá-lo à luz”.
    Tu és esta Virgem.
    Salve, ó cheia de graça
    Tu agradaste àquele que plasmou o universo, tiveste o beneplácito daquele que tudo fez, tu tiveste todo o agrado do Criador.

    São João Crisóstomo