Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Meditação diária

novembro/2019

  • O culto ao corpo

    A saúde está se convertendo para alguns em novo ídolo a quem se deve cultuar. Cada vez cresce o risco de se fazer do bem corporal ou psicológico o objetivo supremo da vida. K. Barth já falava que aqueles “que se põem a cultivar a saúde com tal paixão e entusiasmo que mostram até que ponto estão na realidade enfermos. Na comunidade cristã devemos aprender a cuidar da saúde não como o objetivo absoluto ao qual se deve subordinar tudo. Mas como a experiência que nos permite ser humanos. Não se trata de cultivar a saúde a qualquer preço, como seja, à custa de quem seja, mas de cuidar da saúde que nos torna humanos. Uma “saúde crucificada por amor” é o critério mais radical para julgar qualquer modelo de saúde desumanizada pelo egoísmo, a insolidariedade ou o medo.

    José Antonio Pagola, “Recuperar o projeto de Jesus”, Editora Vozes.

  • A experiência da perda

    O grau de felicidade de uma pessoa pode ser medido pela resposta que ela dá a esta pergunta: se a morte me surpreendesse hoje, estaria roubando o tempo que me resta viver ou já teria valido a pena ter vivido?

    Para quem consegue vivenciar seu aqui e agora, a morte não constitui uma invasão em seu espaço vital. Mas quando toda a nossa realização ainda reside em nosso futuro imaginário, sem que sejamos capazes de modificar à situação em que nos encontramos, ou dar a ela um novo sentido, então é doloroso viver a experiência da perda.

    Frei Betto, “Fé e afeto”, Editora Vozes

  • Caminhar na santidade

    O chamado à santidade, que é o chamado normal, é o chamado a viver como cristão, isto é, viver como cristão é o mesmo que dizer ‘viver como santo’. Tantas vezes nós pensamos na santidade como algo extraordinário, como ter visões ou orações elevadíssimas. Alguns pensam que ser santo significa ter uma cara de santinho. Não! Ser santos é outra coisa”.

    Para caminhar para a santidade, é necessário ser livres e sentir-se livres. Neste sentido, existem tantas coisas que escravizam. Por isso, Pedro exorta a não se conformar aos desejos do tempo da vossa ignorância.

    Também Paulo na Primeira Carta aos Romanos recomenda não cair nos esquemas do mundo, no modo de pensar e de julgar que o mundo oferece a você, porque isso tira sua liberdade. E para andar na santidade, devemos ser livres: a liberdade de andar olhando a luz, de seguir em frente. E quando voltamos, como diz aqui, ao modo de viver que tínhamos antes do encontro com Jesus Cristo ou quando nós voltamos aos padrões do mundo, perdemos a liberdade.

    Papa Francisco

  • Declarar amor a Deus

    A oração fundamental dos judeus, que eles recitam repetidas vezes durante seu culto, é o Shemá Israel: “Ouve, Israel! O SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás o SENHOR teu Deus com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças” (Dt 6,4). Sua essência religiosa é o ouvir, e isso não é uma declaração dogmática, mas uma declaração de amor: “Deus basta” – uma experiência judaica manifestada por Santa Teresa de Ávila. Deus é o nosso único amante; Ele é singular para nós; diante dele todo o resto desaparece. Mas isso é algo que precisamos declarar constantemente, pois facilmente outras coisas podem passar a ocupar o primeiro plano. Nesse ato de ouvir, Israel se abre constantemente ao fundamento da existência; para o Deus que é único, que é a única realidade pela qual vale a pena viver e morrer.

    Anselm Grün, “Pequena escola de oração”, Editora Vozes.

  • Sensibilidade

    “A linguagem do coração é universal, só é preciso sensibilidade para entendê-la” (Charles Duclos).

    Sensibilidade não é somente se comover com o que se ouve, com aquilo que se vê; sensibilidade é também falar com delicadeza sentindo a fragilidade do outro. É ter ouvidos apurados para acolher o amor de Deus em nós e ter a capacidade de compartilhar com as pessoas essa luz, esse amor e essa ternura que recebemos do próprio Deus.

    Um dos mais belos atributos que um ser humano pode possuir é a sensibilidade. Esta que nos dá a capacidade de conseguirmos olhar ao nosso redor e perceber a dor do outro com os olhos da alma, sentir o coração pulsar no compasso da com-paixão e perceber a necessidade… A sensibilidade passa pela ternura de se ver no próprio espelho e, nesta visão, perceber e ver o rosto da humanidade…

    Tenha um ótimo dia e uma abençoada semana!

    Frei Paulo Sérgio, ofm

  • A vida pelos olhos de Deus

    A mística nos faz apreender a vida pelos olhos de Deus. Nessa ótica o que normalmente é encarado como sofrimento passa a ser encarado como parte da conflitividade inerente a todos os seres vivos.

    Jesus, presença divina na história humana, encarnou-se em momento histórico e lugar geográfico altamente conflituosos. A Palestina do século I estava sob jugo do imperialismo romano. Jesus se inseriu nas camadas populares oprimidas. Através daquela conflitividade, nos revelou o rosto de Deus.

    Em Jesus, a divindade não nos é revelada pela negação ou fuga do conflito, mas pelo modo como se assume o conflito, buscando suas causas, sendo intransigente com os seus responsáveis e misericordioso com suas vítimas.

    O olho de Jesus não se fixava no que era tido como puro ou impuro, e sim no que trazia vida ou morte. O Deus de Jesus não habita as alturas. Habita o coração humano e o tecido do Universo. Seu dom maior é a vida.

    Frei Betto, “Fé e afeto”, Editora Vozes.

  • Não perca a esperança

    O desafio da desesperança é o de entrar na raça humana outra vez, de fazer a nossa parte, sabendo que é nossa responsabilidade moldar a vida e deixar que ela nos molde. Isso requer que entendamos que infortúnio não é fracasso. É, no máximo, simplesmente uma digressão da vida, destinada a nos fazer reavaliar nosso curso, nossos objetivos, nossas aspirações.

    O paradoxo da desesperança é que nela reside o convite para se reerguer e seguir em frente. Apesar das dificuldades, apesar da implacabilidade do exercício, apesar dos intervalos de calmaria da vida, a desesperança nos chama a tentar novamente, tentar algo diferente, se necessário, mas pelo menos tentar. A falta de esperança nos leva a ir além do que nós mesmos avaliamos ser nossa chance de sucesso.

    Afinal, quem não sabe intuitivamente que, se não tentarmos, não poderemos nem mesmo falhar?

    Joan Chittister, “Entre a escuridão e a luz do dia”, Editora Vozes.

  • Marta e Maria em nós

    Cada um de nós sente em si mesmo a Marta e a Maria. No entanto, a Maria em nós muitas vezes deixa a Marta em nós insegura. E, em consequência, reagimos de modo tão agressivo a ela quanto a Marta na narrativa de Lucas. Agora simplesmente não há tempo para refletir. Agora é hora de agir. A reflexão é um girar narcisista ao redor de si mesmo. Desvalorizamos a Maria em nós. No entanto, Jesus fortalece a Maria em nós. É que nos faz bem tomar um tempo para escutar atentamente o que Deus quer de nós, como o trabalho deve ser organizado significativamente a longo prazo e o que realmente fazemos pelos outros e como poderíamos melhor satisfazer suas necessidades.

    Anselm Grün, “Viver não apenas nos fins de semana”, Editora Vozes.

  • Mais vida aos nossos dias

    “Não podemos acrescentar dias à nossa vida, mas podemos acrescentar vida aos nossos dias” (Cora Coralina).

    Na experiência da vida que acontece no tempo, no espaço e na história aprendemos a “acumular” o próprio tempo, presos em experiências do passado (memórias, lembranças) ou em expectativas de futuro (metas, planejamentos)… Porém, a VIDA, é algo que transcende tudo isso e acontece na experiência única do AGORA! A VIDA flui nos momentos e transcende o próprio tempo: estou falando da VIDA enquanto manifestação de um projeto divino que acontece dentro de cada um de nós…

    Quando aprendemos a “acrescentar vida aos nossos dias”, passamos a saborear cada momento, estando totalmente inteiros e presentes no aqui e agora! O passado e o futuro são apenas maneiras que a mente aprendeu para tentar controlar o tempo… Mas este não pode ser controlado, pois ele passa de qualquer maneira. O melhor, mesmo, é experimentar, vivenciar e desfrutar a VIDA em cada momento… Simplesmente SER e estar presente!

    Tenha um abençoado dia e um excelente fim de semana!

    Frei Paulo Sérgio, OFM

  • Vida inteira de escuta

    A vida espiritual é algo muito pessoal. Toda a vida é o professor. Ninguém a tem por completo em um único momento e todos têm um pouco dela sempre. De fato, todos nós temos Deus, mas fundir-se na presença e no coração de Deus requer grande contemplação, esforço consciente, imersão total e disposição para abandonar nossas próprias ideias de Deus. O mais claro em tudo isso é o fato de que cada uma e todas as tradições, de todas as eras, e todas as pessoas que encontraremos sempre terão algo a nos ensinar. Isso leva uma vida inteira de escuta, de vivência, de sofrimento com a dor do processo e com a dor da distância.

    Eddie Cantor disse certa vez: “Demorei vinte anos para ser um sucesso repentino”. No final, certamente teremos sucesso.

    Joan Chittister, “Entre a escuridão e a luz do dia”, Editora Vozes.

  • Amor contra violência

    Na era do terrorismo, rompendo com todos os critérios humanos e desprezando inclusive o menor traço humanitário, a mensagem do amor fica parecendo uma fuga da realidade cruel de nosso mundo. No entanto, é justamente nessa situação
    que seria importante compenetrar-se da necessidade do amor. Sentimos frequentemente em nós a vontade de vingança, ao ouvirmos notícias de atentados bárbaros. Ao mesmo tempo, porém, sabemos que a violência não pode ser superada com violência. Violência sempre gera violência. Só poderá ser superada com amor.

    Anselm Grün, “Amar é a única revolução”, Editora Vozes.

  • Escolhas

    “Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar” (Cora Coralina).

    Procure acreditar mais em você mesmo, em seus valores, na ética e na fé que está dentro de você. Ninguém poderá realizar a sua missão, pois ela é sua. Cabe a você fazer suas escolhas e, a partir delas, seguir adiante sem as angústias inerentes à própria escolha: escolha e siga com disposição, confiança e alegria!

    Ninguém conhecerá as suas próprias capacidades enquanto você não as apresentar, enquanto não realizá-las… Lembre-se que o amor é algo que se demonstra: amo quando sirvo, quando proporciono, quando ajudo as pessoas a crescer… Amo quando rezo pelas pessoas, quando estendo a mão e as conduzo até o ponto onde elas deverão caminhar sozinhas…

    Tenha uma ótima e abençoada semana!
    Frei Paulo Sérgio, OFM

  • O silêncio da solidão

    A solidão nos familiariza com nós mesmos, com o que realmente pensamos e sentimos profundamente. Ou que, talvez, não sentimos. Ela nos dá tempo para nos perguntarmos se devemos ou não sentir ou pensar alguma coisa.

    Há aqueles, é claro, que temem o silêncio da solidão. Acham a solidão deprimente porque aprenderam a precisar de barulho para salvá-los de si mesmos. Para eles, a solidão se tornou um grande espaço vazio que não é preenchido por nada, que não oferece nada e nada promete. Mas, para aqueles que praticam o ócio que vem com a solidão, ela é um lugar de descanso para a alma. Traz uma pausa, repouso, quietude. Permite que exista o silêncio que o pensamento exige.

    Joan Chittister, “Entre a escuridão e a luz do dia”, Editora Vozes.

  • Encontro pessoal com Deus

    O desejo de experimentar Deus como pessoa, de ter um encontro pessoal com Ele está dentro de nós. Não é um sinal de infantilismo, mas corresponde à nossa natureza como seres humanos. A imagem dele sempre corresponde também à autoimagem. Experimentar Deus como pessoa é também a condição para experimentar a si mesmo como pessoa. Aquele que falar apenas do divino corre o risco de ignorar sua própria existência como pessoa. Ele se sente um com tudo, mas esquece que ele é, também, uma pessoa singular. E justamente como pessoa em seu próprio direito é que também posso entrar em um relacionamento com outras pessoas, posso me sentir um com a natureza e experimentar a união com Deus. Não se trata, porém, de uma fusão com Deus, mas de uma união como unidade de duas pessoas.

    Anselm Grün e Leonardo Boff, “O Divino em Nós”, Editora Vozes.

  • O Pantocrator e o Cristo da manjedoura

    Malraux escreveu magnificamente: “É à sombra da crucifixão, não na majestade do Pantocrator, que a Roma cristã descobre o olhar infantil que obsessionará Dostoievski, a visão franciscana do boi e do jumento”. É dum filósofo da arte esta reflexão. Sob a forma de uma imagem, exprime uma verdade histórica e existencial. A esplêndida imagem do Cristo Pantocrator que fascinou a alma de Bizâncio e, em seguida, a do Ocidente cristão, refletia uma consciência religiosa imperial que mais dominava as coisas do que com elas comungava e fraternizava. Tal consciência se afastava dos humildes caminhos da Encarnação. Ignorava os fatos da infância de Cristo e de sua agonia.

    O Cântico das Criaturas inaugura uma nova visão das coisas. Não se pode separar esta visão admirada e fraterna duma certa imagem do Filho do Homem. Há em Francisco uma íntima relação entre o seu cântico do mundo e sua contemplação de Cristo. É Celano quem o diz: “Também em viagens, de tanto meditar em Jesus e cantá-lo, ele esquecia, muitas vezes, que devia caminhar e convidava todos os elementos a louvar a Jesus com ele”. Que é que Francisco contempla em Cristo? A humildade da transcendência que lhe revela o mistério do ágape. O altíssimo Filho de Deus, inserindo-se em nosso mundo, não somente em nossa carne, mas na própria trama das coisas mais humildes, das mais materiais, eis o que sempre causou admiração à alma de Francisco.

    Eloi Leclerc. “O Cântico das criaturas, os símbolos da união”, Editora Vozes.

  • A tentação do clericalismo

    Já aconteceu que a Igreja Católica, em seu aparelhamento institucional e particularmente entre alguns de seus responsáveis, cedesse à tentação do clericalismo e até mesmo do triunfalismo, que por vezes inclinam as “pessoas da Igreja” a apresentar-se como únicos detentores da verdade e a pretender que devem ser reconhecidos como tais. Mas isto não era derivado de Jesus; não foi uma missão recebida dele, portanto, merece sempre ser denunciada. É exatamente o que aconteceu, por exemplo, com São Francisco de Assis e Santa Catarina de Sena, que interpelaram o papa em suas respectivas épocas. É nesse sentido também que o conjunto da hierarquia católica pronunciou-se no Concílio Vaticano II (1962-1965). É isso ainda que sempre inspira a atitude e as intervenções feitas pelo Papa Francisco.

    Joseph Doré, “Jesus para Todos”, Editora Vozes

  • Estar do lado dos pobres é Evangelho, não comunismo

    Não se pode enfrentar o escândalo da pobreza promovendo estratégias de contenção que só tranquilizam e transformam os pobres em seres domesticados e inofensivos. Como é triste ver que, por detrás de presumíveis obras altruístas, o outro é reduzido à passividade, é negado ou, ainda pior, escondem-se negócios e ambições pessoais: Jesus defini-los-ia hipócritas. Mas como é agradável quando se vêem em movimento povos e sobretudo os seus membros mais pobres e os jovens. Então sim, sente-se o vento de promessa que reacende a esperança num mundo melhor. Que este vento se transforme em furacão de esperança. Eis o meu desejo.

    Este nosso encontro responde a um anseio muito concreto, a algo que qualquer pai, qualquer mãe, quer para os próprios filhos; um anseio que deveria estar ao alcance de todos, mas que hoje vemos com tristeza cada vez mais distante da maioria das pessoas: terra, casa e trabalho. É estranho, mas se falo disto para alguns o Papa é comunista. Não se compreende que o amor pelos pobres está no centro do Evangelho. Terra, casa e trabalho, aquilo pelo que lutais, são direitos sagrados. Exigi-lo não é estranho, é a doutrina social da Igreja. Medito sobre cada um deles, porque os escolhestes como palavra de ordem para este encontro.

    Papa Francisco, discurso aos participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, 28 de Outubro de 2014

  • Busca da felicidade

    Nós não podemos controlar a vida no nosso entorno, porém devemos controlar a vida dentro de nós, se queremos ter chance de sobreviver, e ainda mais florescer, na realidade em que nos encontramos. Se a felicidade é mais do que a mera acumulação de coisas – conforme as pesquisas sociais notoriamente indicam – então ser capaz de não apenas controlar nossas reações ao meio ambiente, mas também ser independente delas no nível espiritual e psicológico, torna-se crucial para a felicidade que buscamos.

    É este relacionamento entre nós e o mundo que nos rodeia que irá assombrar a nossa busca da felicidade em cada um dos aspectos da vida.

    Joan Chittister, monja beneditina, em “O livro da Felicidade”, lançamento da Editora Vozes.

  • Francisco, o reformador

    Não deixa de ser curioso que os fiéis do século treze tenham visto em Francisco o verdadeiro reformador. O sonho do Papa, vendo a ponto de cair as colunas da basílica lateranense, pode ter se originado na fantasia do povo. Em todo caso, não foi o Papa quem a escorou com os ombros. Que a Igreja conseguiu firmar-se de novo, foi obra de Francisco.

    A imagem é parcial; contudo, mostra claramente a simpatia para com o homem simples que foi capaz de enfrentar o poder da púrpura da mais alta autoridade. Mas não é só isso. Também homens de espírito crítico, não somente da época medieval, atribuem o verdadeiro despertar religioso a Francisco.

    Homens como Renan e Sabatier vão mais longe. Veem Francisco como o profeta que quis passar por cima de todas as estruturas, mas foi impedido pela Igreja oficial. Aqui relembramos a palavra acerba de Sabatier, ao descrever o encontro de Inocêncio e Francisco: “O profeta deixou que o sacerdote lhe atasse as mãos”. É o eterno problema da contradição entre a autoridade eclesiástica e a inspiração pessoal.

    N.G. Van Doornick, “Francisco de Assis, Profeta de nosso tempo”, Editora Vozes.

  • A verdadeira felicidade

    “Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a vossa recompensa nos céus”, disse Jesus.

    Esta é uma fórmula simples para a felicidade. São preceitos que demandam de nós viver com as mãos abertas para o restante do mundo. Que exigem de nós não oprimir ninguém; não ferir ninguém. Que nos pedem para cuidar daqueles que sofrem; socorrer os necessitados; ser gentil com todos; promover a paz; defender a justiça e o que é certo e suportar a perseguição dos que repelem tudo isto em nós sem que nos transformemos, nós mesmos, naquilo que condenamos.

    E, principalmente, essas proposições nos lembram que a felicidade plena não pode nunca ser encontrada no que é mundano. A felicidade requer mais do que sensações, mais do que prazeres. A verdadeira felicidade nos solicita que, a despeito de amar as coisas do mundo, sejamos capazes de transcendê-las a fim de nos tornarmos maiores do que somos para o bem do próprio mundo. Esta felicidade implica uma vida cheia de significado e de propósito, uma vida cuja razão de ser excede a si mesma.

    Joan Chittister, monja beneditina, em “O livro da Felicidade”, lançamento da Editora Vozes.

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