Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Liturgia diária

fevereiro/2024

  • 5ª-feira da 4ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 2,1-4.10-12

    1Aproximando-se o fim da sua vida, Davi deu estas instruções a seu filho Salomão: 2“Vou seguir o caminho de todos os mortais. Sê corajoso e porta-te como um homem. 3Observa os preceitos do Senhor, teu Deus, andando em seus caminhos, observando seus estatutos, seus mandamentos, seus preceitos e seus ensinamentos, como estão escritos na Lei de Moisés. E assim serás bem-sucedido em tudo o que fizeres e em todos os teus projetos. 4Então o Senhor cumprirá a promessa que me fez, dizendo: ‘Se teus filhos conservarem uma boa conduta, caminhando com lealdade diante de mim, com todo o seu coração e com toda a sua alma, jamais te faltará um sucessor no trono de Israel’”. 10E Davi adormeceu com seus pais e foi sepultado na cidade de Davi. 11O tempo que Davi reinou em Israel foi de quarenta anos: sete anos em Hebron e trinta e três em Jerusalém. 12Salomão sucedeu no trono a seu pai, Davi, e seu reino ficou solidamente estabelecido.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 1 Crônicas 29
    Dominais todos os povos, ó Senhor.

    Bendito sejais vós, ó Senhor Deus, † Senhor Deus de Israel, o nosso pai, /
    desde sempre e por toda a eternidade! – R.

    A vós pertencem a grandeza e o poder, / toda a glória, esplendor e majestade. – R.

    A vós, Senhor, também pertence a realeza, † pois sobre a terra, como rei, vos elevais! /
    Toda glória e riqueza vêm de vós! – R.

    Sois o Senhor e dominais o universo, † em vossa mão se encontra a força e o poder, /
    em vossa mão tudo se afirma e tudo cresce! – R.

    Marcos 6,7-13

    Naquele tempo, 7Jesus chamou os Doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés como testemunho contra eles!” 12Então os Doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

    Palavra da salvação.

    Começou a enviá-los.

    Neste evangelho Jesus envia os discípulos em missão para anunciar e proclamar o Reino de Deus,  por meio do testemunho e de ações concretas que manifestam Seu amor. Nesse envio nada que lhes dê segurança é levado, pois o caminho exige um total despojamento de si, para que toda a confiança esteja no Pai. A partir de suas qualidades, os discípulos expressam a presença de Deus, através de sinais de serviços que serão realizados em Seu nome. É chegada a hora do reinado de Jesus Cristo se manifestar perante os olhos do povo.

    Neste sentido, nossa confiança deve estar em Deus que, na sua gratuidade e simplicidade, permite que sejamos instrumentos da manifestação do Seu amor a nossos irmãos e irmãs. Não devemos temer a perseguição, nem a rejeição, pois é o projeto do Pai que anunciamos. Que o Espírito Santo nos guie em nossos dias, para que sejamos instrumentos de Deus.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Apresentação do Senhor

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Malaquias 3,1-4

    Assim diz o Senhor: 1Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; 2e quem poderá fazer-lhe frente no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; 3e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. 4Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos.

    Palavra do Senhor.

    OU

    Hebreus 2,14-18

    Leitura da carta aos Hebreus – Irmãos, 14visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17Por isso, devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 23(24)
    O rei da glória é o Senhor onipotente!

    “Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, /
    a fim de que o rei da glória possa entrar!” – R.

    Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” † “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, /
    o Senhor, o poderoso nas batalhas!” – R.

    “Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, /
    a fim de que o rei da glória possa entrar!” – R.

    Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” † “O rei da glória é o Senhor onipotente, /
    o rei da glória é o Senhor Deus do universo.” – R.

    Lucas 2,22-40 ou 22-32

    [22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor, 23conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos -, como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo, Israel”.] 33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. 36Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37Depois ficara viúva e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.

    Palavra da salvação.

    Meus olhos viram a tua salvação.

    No Evangelho de hoje relembramos a Festa da Apresentação do Senhor. Após quarenta dias do nascimento de Jesus, seus pais se dirigem ao templo para cumprir a obrigação de apresentar todo o filho primogênito ao templo a Deus. Neste mesmo movimento, a profetisa Ana e o velho Simeão, movidos pelo Espírito Santo, vão também ao templo. Ali se dá um encontro de fé e revelação da graça de Deus, encarnada no Menino de Belém. Os dois são sinais de devoção e dedicação ao Pai, devotando suas vidas a serviço da oração, jejum e do templo. Neste grandioso encontro os dois louvam a Deus pela graça de contemplar o Salvador. Ana e Simeão anunciam que o menino será um sinal de contradição e libertação.

    Maria, serva fiel do Deus vivo, se surpreende com tantas novidades que lhe são reveladas e a dor que lhe transpassará o coração, mas como humilde criatura e serva, acolhe em seu coração os mistérios da Salvação. Que ao celebrarmos hoje esta grande festa,  tenhamos o mesmo desejo de Ana e Simeão na contemplação  do Senhor Deus em nossas vidas, sendo servos fiéis, dedicados e comprometidos com a construção do Reino e o serviço aos irmãos e irmãs.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 4ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 3,4-13

    Naqueles dias, 4o rei Salomão foi a Gabaon para oferecer um sacrifício, porque esse era o lugar alto mais importante. Salomão ofereceu mil holocaustos naquele altar. 5Em Gabaon o Senhor apareceu a Salomão, em sonho, durante a noite, e lhe disse: “Pede o que desejas e eu to darei”. 6Salomão respondeu: “Tu mostraste grande benevolência para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou na tua presença com sinceridade, justiça e retidão de coração para contigo. Tu lhe conservaste essa grande benevolência e lhe deste um filho que hoje ocupa o seu trono. 7Portanto, Senhor meu Deus, tu fizeste reinar o teu servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar. 8Além disso, teu servo está no meio do teu povo eleito, povo tão numeroso, que não se pode contar ou calcular. 9Dá, pois, ao teu servo um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?” 10Essa oração de Salomão agradou ao Senhor. 11E Deus disse a Salomão: “Já que pediste estes dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, 12vou satisfazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti nem haverá depois de ti. 13Mas dou-te também o que não pediste, tanta riqueza e tanta glória como jamais haverá entre os reis, durante toda a tua vida”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119)
    Ó Senhor, ensinai-me os vossos mandamentos!

    Como um jovem poderá ter vida pura? / Observando, ó Senhor, vossa palavra. – R.

    De todo o coração eu vos procuro, / não deixeis que eu abandone a vossa lei! – R.

    Conservei no coração vossas palavras, / a fim de que eu não peque contra vós. – R.

    Ó Senhor, vós sois bendito para sempre; / os vossos mandamentos ensinai-me! – R.

    Com meus lábios, ó Senhor, eu enumero / os decretos que ditou a vossa boca. – R.

    Seguindo vossa lei, me rejubilo / muito mais do que em todas as riquezas. – R.

    Marcos 6,30-34

    Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo, que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

    Palavra da salvação.

    Eram como ovelhas sem pastor.

    Jesus se compadece do povo que tem sede e fome da Palavra. Eles procuram pelo filho de Deus e seus discípulos com tanta ênfase e desejo, a ponto de todos ficarem extenuados diante de tantos pedidos. Como narra o Evangelho, era tanta gente chegando e saindo que não havia nem tempo para comer.

    O Mestre propõe a seus discípulos que eles sigam para um lugar mais reservado para descansarem, comerem e rezarem. Porém, eram muitas necessidades  trazidas pelo povo de diferentes localidades, que queriam encontrar com  Jesus. Diante daquela multidão à sua espera, o coração do filho de Deus encheu-se de compaixão por aqueles homens e mulheres que estavam como ovelhas sem pastor.

    Desta forma,  também nós hoje vivemos o mesmo drama diante de tantas necessidades, desafios e dificuldades. Somos como ovelhas cansadas, que procuram o pastor para serem guiadas e conduzidas no caminho do espírito. Só Jesus é o bom pastor que nos conduz ao redil do amor e da paz. Busquemos cada dia, com todas as nossas forças e intensidade, ir ao encontro de Jesus manso e humilde coração.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jó 7,1-4.6-7

    Jó disse: 1“Não é acaso uma luta a vida do homem sobre a terra? Seus dias não são como dias de um mercenário? 2Como um escravo suspira pela sombra, como um assalariado aguarda sua paga, 3assim tive por ganho meses de decepção, e couberam-me noites de sofrimento. 4Se me deito, penso: quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde e me encho de sofrimentos até o anoitecer. 6Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear e se consomem sem esperança. 7Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade!”

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 146(147)
    Louvai a Deus, porque ele é bom e conforta os corações.

    Louvai o Senhor Deus, porque ele é bom, † cantai ao nosso Deus, porque é suave: /
    ele é digno de louvor, ele o merece! / O Senhor reconstruiu Jerusalém /
    e os dispersos de Israel juntou de novo. – R.

    Ele conforta os corações despedaçados, / ele enfaixa suas feridas e as cura; /
    fixa o número de todas as estrelas / e chama a cada uma por seu nome. – R.

    É grande e onipotente o nosso Deus, / seu saber não tem medida nem limites. /
    O Senhor Deus é o amparo dos humildes, / mas dobra até o chão os que são ímpios. – R.

    1 Coríntios 9,16-19.22-23

    Irmãos, 16pregar o Evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o Evangelho! 17Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. 18Em que consiste então o meu salário? Em pregar o Evangelho, oferecendo-o de graça, sem usar os direitos que o Evangelho me dá. 19Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 22Com os fracos, eu me fiz fraco, para ganhar os fracos. Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. 23Por causa do Evangelho eu faço tudo, para ter parte nele.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 1,29-39

    Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu, e ela começou a servi-los. 32À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

    Palavra da salvação.

    Curou muitas pessoas de diversas doenças.

    Neste Evangelho Jesus é o curador ferido que assume todas as nossas enfermidades. Ele estende a sua mão para levantar a sogra de Pedro e revelar a graça de Deus, que cura e liberta a humanidade de todos os males. Os doentes vêm ao seu encontro, porque creem no Filho de Deus.

    Aquele que abraça a fé, reconhece a necessidade de sermos curados de nosso egoísmo, de nossa indiferença, de nossa autossuficiência, do desejo de possuir e dominar. São as febres que hoje atingem o nosso coração e nos coloca prostrados diante da vida, sem que consigamos nos levantar e nos colocar a caminho.

    Roguemos ao Senhor Jesus que nos cure e liberte de toda paralisia espiritual e nos encha com o seu Espírito de vida plena.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Santa Águeda

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 8,1-7.9-13

    Naqueles dias, 1Salomão convocou, junto de si em Jerusalém, todos os anciãos de Israel, todos os chefes das tribos e príncipes das famílias dos filhos de Israel, a fim de transferir da cidade de Sião, que é Jerusalém, a arca da Aliança do Senhor. 2Todo Israel reuniu-se em torno de Salomão, no mês de Etanim, ou seja, no sétimo mês, durante a festa. 3Vieram todos os anciãos de Israel, e os sacerdotes tomaram a arca 4e carregaram-na junto com a tenda da reunião, como também todos os objetos sagrados que nela estavam; quem os carregava eram os sacerdotes e os levitas. 5O rei Salomão e toda a comunidade de Israel, reunida em torno dele, imolavam, diante da arca, ovelhas e bois em tal quantidade, que não se podia contar nem calcular. 6E os sacerdotes conduziram a arca da Aliança do Senhor ao seu lugar, no santuário do templo, ao Santo dos Santos, debaixo das asas dos querubins, 7pois os querubins estendiam suas asas sobre o lugar da arca, cobrindo a arca e seus varais por cima. 9Dentro da arca só havia as duas tábuas de pedra que Moisés ali tinha deposto no monte Horeb, quando o Senhor concluiu a aliança com os filhos de Israel, logo que saíram da terra do Egito. 10Ora, quando os sacerdotes deixaram o santuário, uma nuvem encheu o templo do Senhor, 11de modo que os sacerdotes não puderam continuar as funções porque a glória do Senhor tinha enchido o templo do Senhor. 12Então Salomão disse: “O Senhor disse que habitaria numa nuvem, 13e eu edifiquei uma casa para tua morada, um templo onde vivas para sempre”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 131(132)
    Subi, Senhor, para o lugar de vosso pouso!

    Nós soubemos que a arca estava em Éfrata / e nos campos de Iaar a encontramos. /
    Entremos no lugar em que ele habita, / ante o escabelo de seus pés o adoremos! – R.

    Subi, Senhor, para o lugar de vosso pouso, / subi vós, com vossa arca poderosa! /
    Que se vistam de alegria os vossos santos, / e os vossos sacerdotes, de justiça! / Por causa de

    Davi, o vosso servo, / não afasteis do vosso ungido a vossa face! – R.

    Marcos 6,53-56

    Naquele tempo, 53tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 56E, nos povoados, cidades e campos aonde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados.

    Palavra da salvação.

    E todos quantos o tocavam ficavam curados.

    Neste Evangelho Jesus e seus discípulos percorrem Genesarém passando por povoados e aldeias.  O povo saía de todas as regiões e cidades para serem curados apenas por tocarem a barra da túnica de Jesus. Aqui se vê a fé do povo que só em tocar no filho de Deus ficavam curados de suas enfermidades,

    Era a fé daquele povo que possibilitava a Graça de Deus revelada em Jesus Cristo, capaz de realizar inúmeros milagres e curas. Será que nós hoje temos essa mesma fé e desejo de irmos ao encontro de Jesus encarnado nos mais desvalidos do nosso tempo? Só através da fé é possível sermos curados de todas as enfermidades espirituais e matérias que nos afligem em nosso tempo. Por isso, temos que rogar a Deus todos os dias: Creio Senhor, mas aumentai a minha fé!!!

    Reflexão dos Noviços da Província

  • São Paulo Miki e Companheiros

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 8,22-23.27-30

    Naqueles dias, 22Salomão pôs-se de pé diante do altar do Senhor, na presença de toda a assembleia de Israel, estendeu as mãos para o céu e disse: 23“Ó Senhor, Deus de Israel, não há Deus igual a ti nem no mais alto dos céus nem aqui embaixo na terra; tu és fiel à tua misericordiosa aliança com teus servos, que andam na tua presença de todo o seu coração. 27Mas será que Deus pode realmente morar sobre a terra? Se os mais altos céus não te podem conter, muito menos esta casa que eu construí! 28Mas atende, Senhor meu Deus, à oração e à súplica do teu servo e ouve o clamor e a prece que ele faz hoje em tua presença. 29Teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre o lugar do qual disseste: ‘Aqui estará o meu nome!’ Ouve a oração que o teu servo te faz neste lugar. 30Ouve as súplicas de teu servo e de teu povo Israel quando aqui orarem. Escuta-os do alto da tua morada, no céu, escuta-os e perdoa!”

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 83(84)
    Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

    Minha alma desfalece de saudades / e anseia pelos átrios do Senhor! /
    Meu coração e minha carne rejubilam / e exultam de alegria no Deus vivo! – R.

    Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, † e a andorinha ali prepara o seu ninho, /
    para nele seus filhotes colocar: / vossos altares, ó Senhor Deus do universo! /
    Vossos altares, ó meu rei e meu Senhor! – R.

    Felizes os que habitam vossa casa; / para sempre haverão de vos louvar! /
    Olhai, ó Deus, que sois a nossa proteção, / vede a face do eleito, vosso ungido! – R.

    Na verdade, um só dia em vosso templo / vale mais do que milhares fora dele! /
    Prefiro estar no limiar de vossa casa / a hospedar-me na mansão dos pecadores! – R.

    Marcos 7,1-13

    Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus a fim de guardar as vossas tradições. 10Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, consagrado a Deus’. 12E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.

    Palavra da salvação.

    Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens.

    Neste Evangelho Jesus fala da hipocrisia dos fariseus e dos mestres da Lei, que se preocupavam mais com o cumprimento dos rituais e tradições do que em colocar em prática os mandamentos de Deus. O texto enfatiza a necessidade do cuidado para com o outro, em especial com os pais. A Lei do Senhor é o amor, e só no amor é possível crescer no serviço a Deus, na pessoa dos irmãos mais vulneráveis e necessitados.

    Que saibamos traduzir a nossa fé em missão, como cristãos no acolhimento de todos os que vem a nós, assim como Jesus que aponta para  o que dá fundamento e sentido ao Seu seguimento.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 5ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 10,1-10

    Naqueles dias, 1a rainha de Sabá, tendo ouvido falar – para a glória do Senhor – da fama de Salomão, veio prová-lo com enigmas. 2Chegou a Jerusalém com numerosa comitiva, com camelos carregados de aromas e enorme quantidade de ouro e pedras preciosas. Apresentou-se ao rei Salomão e expôs-lhe tudo o que tinha em seu pensamento. 3Salomão soube responder a todas as suas perguntas: para ele nada houve tão obscuro que não pudesse esclarecer. 4Quando a rainha de Sabá viu toda a sabedoria de Salomão, a casa que tinha construído, 5os manjares da sua mesa, os cortesãos sentados em ordem à mesa, as diversas classes dos que o serviam e suas vestes, os copeiros, os holocaustos que ele oferecia no templo do Senhor, ficou pasmada e disse ao rei: 6“Realmente era verdade o que eu ouvi no meu país a respeito de tuas palavras e de tua sabedoria! 7Eu não queria acreditar no que diziam, até que vim e vi com os meus próprios olhos, e reconheci que não me tinham dito nem a metade. Tua sabedoria e tua riqueza são muito maiores do que a fama que chegara aos meus ouvidos. 8Feliz a tua gente, felizes os teus servos, que gozam sempre da tua presença e que ouvem a tua sabedoria! 9Bendito seja o Senhor, teu Deus, a quem agradaste, que te colocou sobre o trono de Israel, porque o Senhor amou Israel para sempre e te constituiu rei para governares com justiça e equidade”. 10Depois ela deu ao rei cento e vinte talentos de ouro e grande quantidade de aromas e pedras preciosas. Nunca mais foi trazida tanta quantidade de aromas como a que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 36(37)
    O justo tem nos lábios o que é sábio.

    Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; / confia nele, e com certeza ele agirá. /
    Fará brilhar tua inocência como a luz / e o teu direito como o sol do meio-dia. – R.

    O justo tem nos lábios o que é sábio, / sua língua tem palavras de justiça; /
    traz a aliança do seu Deus no coração, / e seus passos não vacilam no caminho. – R.

    A salvação dos piedosos vem de Deus; / ele os protege nos momentos de aflição. /
    O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, † defende-os e protege-os contra os ímpios, /
    e os guarda porque nele confiaram. – R.

    Marcos 7,14-23

    Naquele tempo, 14Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai todos e compreendei: 15o que torna impuro o homem não é o que entra nele, vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 16Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 17Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os discípulos lhe perguntaram sobre essa parábola. 18Jesus lhes disse: “Será que nem vós compreendeis? Não entendeis que nada do que vem de fora e entra numa pessoa pode torná-la impura, 19porque não entra em seu coração, mas em seu estômago e vai para a fossa?” Assim Jesus declarava que todos os alimentos eram puros. 20Ele disse: “O que sai do homem, isso é que o torna impuro. 21Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23Todas essas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem”.

    Palavra da salvação.

    O que torna impuro o Homem é o que sai do seu interior.  

    Neste Evangelho Jesus  exorta-nos a perceber que não é o que comemos ou bebemos que nos torna impuros, mas sim o que produzimos em nosso coração fruto da inveja, do egoísmo, da avareza, do poder e do domínio. Pois só nos tornaremos filhos do bem e espirituais, se a palavra de Deus tocar o nosso coração e empreender mudanças substanciais em nosso íntimo, porque é no coração o nosso centro de decisão da nossa vida. Se Deus não ocupar o nosso coração, outras coisas ocuparão e aí ficaremos longe da graça e da retidão.

    Que o Senhor Jesus nos faça ter o desejo que movia São Francisco de Assis, ter o Espírito do Senhor e seu santo modo de operar.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 5ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 11,4-13

    4Quando Salomão ficou velho, suas mulheres desviaram o seu coração para outros deuses e seu coração já não pertencia inteiramente ao Senhor, seu Deus, como o do seu pai, Davi. 5Salomão prestou culto a Astarte, deusa dos sidônios, e a Melcom, ídolo dos amonitas. 6Ele fez o que desagrada ao Senhor e não lhe foi inteiramente fiel, como seu pai, Davi. 7Foi então que Salomão construiu um santuário para Camos, ídolo de Moab, no monte que está defronte de Jerusalém, e para Melcom, ídolo dos amonitas. 8Fez o mesmo para todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e ofereciam sacrifícios aos seus deuses. 9Então, o Senhor irritou-se contra Salomão, porque o seu coração tinha se desviado do Senhor, Deus de Israel, que lhe tinha aparecido duas vezes 10e lhe proibira expressamente seguir a outros deuses. Mas ele não obedeceu à ordem do Senhor. 11E o Senhor disse a Salomão: “Já que procedeste assim e não guardaste a minha aliança nem as leis que te prescrevi, vou tirar-te o reino e dá-lo a um teu servo. 12Mas, por amor de teu pai, Davi, não o farei durante a tua vida; é da mão de teu filho que o arrebatarei. 13Não te tirarei o reino todo, mas deixarei ao teu filho uma tribo, por consideração para com meu servo Davi e para com Jerusalém, que escolhi”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 105(106)
    Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, / segundo o amor que demonstrais ao vosso povo!

    Felizes os que guardam seus preceitos / e praticam a justiça em todo o tempo! /
    Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, / pelo amor que demonstrais ao vosso povo! – R.

    Misturaram-se, então, com os pagãos / e aprenderam seus costumes depravados. /
    Aos ídolos pagãos prestaram culto, / que se tornaram armadilha para eles. – R.

    Pois imolaram até mesmo os próprios filhos, / sacrificaram suas filhas aos demônios. /
    Acendeu-se a ira de Deus contra o seu povo, / e o Senhor abominou a sua herança. – R.

    Marcos 7,24-30

    Naquele tempo, 24Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido. 25Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. 26A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. 27Jesus disse: “Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos”. 28A mulher respondeu: “É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”. 29Então Jesus disse: “Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha”. 30Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela.

    Palavra da salvação.

    Os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair.

    Jesus desejava estar a sós, mas o ímpeto de uma mãe pagã desesperada, rompe sua tranquilidade. Ela lhe faz um pedido de intercessão por sua filha possuída por um demônio. Em sua compreensão judaica, Jesus veio para as ovelhas perdidas da casa de Israel e, por conta disso,  trata a mulher com certa indiferença, e lhe dá uma desculpa para não atender o seu pedido. Mas, a fé daquela mãe, sua palavra decidida e confiante o fazem perceber que, mesmo sendo uma descrente, apresentava uma fé imensa. Movido por esse testemunho, Jesus afirma que ela pode voltar para casa. Assim,  a menina ficou liberta do demônio.

    Peçamos essa graça para que também nós sejamos destemidos e perseverantes em nosso clamor e oração diante de Jesus, pois assim conseguiremos viver importantes experiências de fé e libertação.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 5ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 11,29-32; 12,19

    29Aconteceu, naquele tempo, que, tendo Jeroboão saído de Jerusalém, veio ao seu encontro o profeta Aías, de Silo, coberto com um manto novo. Os dois achavam-se sós no campo. 30Aías, tomando o manto novo que vestia, rasgou-o em doze pedaços 31e disse a Jeroboão: “Toma para ti dez pedaços. Pois assim fala o Senhor, Deus de Israel: Eis que vou arrancar o reino das mãos de Salomão e te darei dez tribos. 32Mas ele ficará com uma tribo, por consideração para com meu servo Davi e para com Jerusalém, cidade que escolhi dentre todas as tribos de Israel”. 12,19Israel rebelou-se contra a casa de Davi até o dia de hoje.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 80(81)
    Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

    Em teu meio não exista um deus estranho, / nem adores a um deus desconhecido! /
    Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, / que da terra do Egito te arranquei. – R.

    Mas meu povo não ouviu a minha voz, / Israel não quis saber de obedecer-me. /
    Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, / abandonei-os ao seu duro coração. – R.

    Quem me dera que meu povo me escutasse! / Que Israel andasse sempre em meus caminhos! /
    Seus inimigos, sem demora, humilharia / e voltaria minha mão contra o opressor. – R.

    Marcos 7,31-37

    Naquele tempo, 31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. 32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus afastou-se com o homem para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e, com a saliva, tocou a língua dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!” 35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.

    Palavra da salvação.

    Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar.

    No Evangelho de hoje Jesus realiza uma cura na Decápole, lugar pagão. Ele inclui pessoas não pertencentes ao povo de Israel, a partir da dignidade, ignorando nacionalidade, etnia ou religião. No Evangelho de Marcos, geralmente Jesus cura as pessoas afastando-se da multidão. O filho de Deus procura um momento de intimidade, um encontro pessoal. Desta forma,  evita toda vanglória que poderia alimentar, caso a multidão estivesse assistindo a cura. Como nos diz noutra passagem: “que a tua mão direita não saiba o que faz a esquerda” (Mt ).

    A cura em si é um momento cheio de gestos e tato. Representa uma espiritualidade encarnada e humana, não é um milagre que cai magicamente do céu. É interessante o que  Jesus diz ao homem surdo-mudo que desejava ser curado. Depois de tocá-lo, elevou os olhos para o céu e disse: “Abre-te!” As curas promovidas por Jesus, apresentadas no Evangelho, transpassam o aspecto físico, pois  também estão associadas às curas espirituais. Para ouvir a profundidade da Vida, para que a nossa fala seja canal da Palavra, precisamos de abertura. Abertura ao que Deus nos apresenta em cada momento, sem o filtro que  nossas experiências de vida ou preconceitos querem impor à realidade.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Santa Escolástica

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Reis 12,26-32; 13,33-34

    Naqueles dias, 26Jeroboão refletiu consigo mesmo: “Como estão as coisas, o reino vai voltar à casa de Davi. 27Se este povo continuar a subir ao templo do Senhor em Jerusalém para oferecer sacrifícios, seu coração se voltará para o seu soberano, Roboão, rei de Judá; eles me matarão e se voltarão para Roboão, rei de Judá”. 28Depois de ter refletido bem, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: “Não subais mais a Jerusalém! Eis aqui, Israel, os deuses que te tiraram da terra do Egito”. 29Colocou um bezerro em Betel e outro em Dã. 30Isso foi ocasião de pecado, pois o povo ia em procissão até Dã para adorar um dos bezerros. 31Jeroboão construiu também templos sobre lugares altos e designou como sacerdotes homens tirados do povo, que não eram filhos de Levi. 32E instituiu uma festa no dia quinze do oitavo mês, à semelhança da que era celebrada em Judá. E subiu ao altar. Fez a mesma coisa em Betel, para sacrificar aos bezerros que havia feito. E estabeleceu em Betel sacerdotes nos santuários que tinha construído nos lugares altos. 13,33Depois disso, Jeroboão não abandonou o seu mau caminho, mas continuou a tomar homens do meio do povo e a constituí-los sacerdotes dos santuários dos lugares altos. Todo aquele que queria era consagrado e se tornava sacerdote dos lugares altos. 34Esse modo de proceder fez cair em pecado a casa de Jeroboão e provocou a sua ruína e o seu extermínio da face da terra.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 105(106)
    Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, / segundo o amor que demonstrais ao vosso povo.

    Pecamos como outrora nossos pais, / praticamos a maldade e fomos ímpios; /
    no Egito nossos pais não se importaram / com os vossos admiráveis grandes feitos. – R.

    Construíram um bezerro no Horeb / e adoraram uma estátua de metal; /
    eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, / pela imagem de um boi que come feno. – R.

    Esqueceram-se do Deus que os salvara, / que fizera maravilhas no Egito; /
    no país de Cam fez tantas obras admiráveis, / no mar Vermelho, tantas coisas assombrosas. – R.

    Marcos 8,1-10

    1Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2“Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não tem nada para comer. 3Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe”. 4Os discípulos disseram: “Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?” 5Jesus perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete”. 6Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. 7Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 8Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. 9Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta.

    Palavra da salvação.

    Comeram e ficaram satisfeitos.

    Na primeira leitura deparamo-nos com a ruína e o fim de Jeroboão. Por causa de seus interesses, faz construir dois bezerros de ouro para substituir o Deus altíssimo. O povo cai no pecado e na profanação. O povo se afasta do Deus único.

    No Evangelho, encontra-se a multiplicação dos pães. Onde tem Deus presente, toda fartura acontece. Jesus invoca o Pai, rende a Ele o único culto e adoração, conseguindo testemunhar sua conexão através dos milagres. Aqui encontramos o banquete messiânico do Reino de Jesus.

    Hoje celebramos Santa Escolástica, irmã de São Bento, grande mística e sábia mulher. Muito amou a Deus e só a Ele rendeu seus louvores. Que Deus nos ajude a sempre o adorarmos como nosso único Senhor e Salvador.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Reis 5,9-14

    Naqueles dias, 9Naamã chegou com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu. 10Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo”. 11Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. 12Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?” Deu meia-volta e partiu indignado. 13Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: ‘Lava-te e ficarás limpo’”. 14Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado.
    Leitura opcional: Levítico 13,1-2.44-46.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 31(32)
    Sois, Senhor, para mim, alegria e refúgio.

    Feliz o homem que foi perdoado / e cuja falta já foi encoberta! /
    Feliz o homem a quem o Senhor † não olha mais como sendo culpado /
    e em cuja alma não há falsidade! – R.

    Eu confessei, afinal, meu pecado / e minha falta vos fiz conhecer. /
    Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” / E perdoastes, Senhor, minha falta. – R.

    Regozijai-vos, ó justos, em Deus † e no Senhor exultai de alegria! /
    Corações retos, cantai jubilosos! – R.

    1 Coríntios 10,31-11,1

    Irmãos, 31quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. 32Não escandalizeis ninguém, nem judeus, nem gregos, nem a Igreja de Deus. 33Fazei como eu, que procuro agradar a todos em tudo, não buscando o que é vantajoso para mim mesmo, mas o que é vantajoso para todos, a fim de que sejam salvos. 11,1Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 1,40-45

    Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 41Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero: fica curado!” 42No mesmo instante, a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

    Palavra da salvação.

    A lepra desapareceu e o homem ficou curado

    No Evangelho de hoje Jesus cura um leproso. A fé do leproso provoca essa cura. Seu confronto pessoal com Cristo plenifica sua vida. Existe também uma relação entre aquele que pede e Jesus que quer curar.

    Sabemos que na época de Jesus, a lepra era considerada uma das piores doenças, além de ser associada a algum pecado grave cometido pelos antepassados da pessoa. Aquele que tocasse em um leproso era considerado impuro no âmbito espiritual, social e econômico, além de ser banido do convívio em sociedade.

    Após a cura feita por Jesus, o leproso não guarda o caminho da graça só para si. Ele sai anunciando a todos sua cura e salvação. Agora, restabelecido, pode voltar a uma vida social. Pode voltar a ter afetos humanos. Volta a ter dignidade.

    A experiência do encontro com Cristo não pode engessar as relações, pelo contrário, impulsiona a fortificá-las.

    Jesus veio para restituir a dignidade daqueles que precisam, veio dar vida e plena salvação.  Que nosso encontro com Ele, seja na Palavra, na Eucaristia ou com os irmãos, seja sempre incentivo de mudança e de renovação.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 6ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Tiago 1,1-11

    1Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que vivem na dispersão: saudações. 2Meus irmãos, quando deveis passar por diversas provações, considerai isso motivo de grande alegria, 3por saberdes que a comprovação da fé produz em vós a perseverança. 4Mas é preciso que a perseverança gere uma obra de perfeição, para que vos torneis perfeitos e íntegros, sem falta ou deficiência alguma. 5Se a alguém de vós falta sabedoria, peça-a a Deus, que a concede generosamente a todos, sem impor condições; e ela lhe será dada. 6Mas peça com fé, sem duvidar, porque aquele que duvida é semelhante a uma onda do mar, impelida e agitada pelo vento. 7Não pense tal pessoa que receberá alguma coisa do Senhor: 8o homem de duas almas é inconstante em todos os seus caminhos. 9O irmão humilde pode ufanar-se de sua exaltação, 10mas o rico deve gloriar-se de sua humilhação. Pois há de passar como a flor da erva. 11Com efeito, basta que surja o sol com o seu calor, logo seca a erva, cai a sua flor e desaparece a beleza do seu aspecto. Assim também acabará por murchar o rico no meio de seus negócios.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119)
    Venha a mim o vosso amor e viverei.

    Antes de ser por vós provado, eu me perdera; / mas agora sigo firme em vossa lei! – R.

    Porque sois bom e realizais somente o bem, / ensinai-me a fazer vossa vontade! – R.

    Para mim foi muito bom ser humilhado, / porque assim eu aprendi vossa vontade! – R.

    A lei de vossa boca, para mim, / vale mais do que milhões em ouro e prata. – R.

    Sei que os vossos julgamentos são corretos, / e com justiça me provastes, ó Senhor! – R.

    Vosso amor seja um consolo para mim, / conforme a vosso servo prometestes. – R.

    Marcos 8,11-13

    Naquele tempo, 11os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”. 13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem.

    Palavra da salvação.

     Por que esta geração pede um sinal?

    Todo encontro e confronto pessoal com Jesus provoca e modifica a vida de qualquer pessoa. No Evangelho, os fariseus decidem testar Jesus e pedem a Ele que envie um sinal do céu. Mas, Ele deixa claro que nenhum sinal será dado para os incrédulos.

    Jesus é o próprio sinal enviado por Deus e os fariseus não quiseram perceber. A descrença daqueles homens foi a grande limitação para seus olhos. É preciso ter fé para ver  e sentir as graças que Deus proporciona em nossas vidas.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 6ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Tiago 1,12-18

    12Feliz o homem que suporta a provação. Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam. 13Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: “É Deus que me está tentando”, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e tampouco ele tenta a ninguém. 14Antes, cada qual é tentado por sua própria concupiscência, que o arrasta e seduz. 15Em seguida, a concupiscência concebe o pecado e o dá à luz, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16Meus queridos irmãos, não vos enganeis. 17Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto; descem do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação. 18De livre vontade ele nos gerou, pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 93(94)
    Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!

    É feliz, ó Senhor, quem formais † e educais nos caminhos da Lei, /
    para dar-lhe um alívio na angústia. – R.

    O Senhor não rejeita o seu povo / e não pode esquecer sua herança: /
    voltarão a juízo as sentenças; / quem é reto andará na justiça. – R.

    Quando eu penso: “Estou quase caindo!”, / vosso amor me sustenta, Senhor! /
    Quando o meu coração se angustia, / consolais e alegrais minha alma. – R.

    Marcos 8,14-21

    Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. 16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, vós não vedes e, tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: “E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E vós ainda não compreendeis?”

    Palavra da salvação.

    Tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes.

    No Evangelho de hoje deparamo-nos com os discípulos confusos e perdidos. Parece que são eles os desviados. Jesus manda-os tomarem cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes. Com as provocativas que incutiam nas pessoas.

    O fermento do ódio, da intolerância, do preconceito, da destruição, entre outros tão perecíveis a existência do povo. Deve-se estar atento e tomar cuidado para não cair nas propostas malignas. Elas são bonitas e tentadoras, mas  nada sólidas.

    Jesus é o bom-fermento, que solidifica a massa com harmonia e equilíbrio.  Aquele que segue seus mandamentos saberá o caminho certo a seguir.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira de Cinzas

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Joel 2,12-18

    2“Agora”, diz o Senhor, “voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; 13rasgai o coração, e não as vestes, e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo.” 14Quem sabe se ele se volta para vós e vos perdoa, e deixa atrás de si a bênção, oblação e libação para o Senhor, vosso Deus? 15Tocai trombeta em Sião, prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembleia; 16congregai o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e lactentes; deixe o esposo seu aposento, e a esposa seu leito. 17Chorem, postos entre o vestíbulo e o altar, os ministros sagrados do Senhor e digam: “Perdoa, Senhor, a teu povo e não deixes que esta tua herança sofra infâmia e que as nações a dominem”. Por que se haveria de dizer entre os povos: “Onde está o Deus deles?” 18Então, o Senhor encheu-se de zelo por sua terra e perdoou ao seu povo.
    Palavra do Senhor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 50(51)
    Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

    Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! /
    Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.

    Eu reconheço toda a minha iniquidade, / o meu pecado está sempre à minha frente. /
    Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, / pratiquei o que é mau aos vossos olhos! – R.

    Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. /
    Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R.

    Dai-me de novo a alegria de ser salvo / e confirmai-me com espírito generoso! /
    Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, / e minha boca anunciará vosso louvor! – R.

    2 Coríntios 5,20-6,2

    Irmãos, 20somos embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. 21Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus. 6,1Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, 2pois ele diz: “No momento favorável eu te ouvi, e no dia da salvação eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 6,1-6.16-18

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

    Palavra da salvação.

    E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.

    Querido irmão e irmã, paz e bem.

    Neste dia iniciamos mais uma vez o Tempo da Quaresma. Período próprio que a Igreja nos convida a refletir e interiorizar com mais fé a Palavra de Deus. Reservar momentos de maior conexão com o Pai. Este ciclo litúrgico nos prepara para celebrar as festas pascais que se aproximam.

    No Evangelho, Jesus pede aos discípulos que evitem praticar as  boas obras de misericórdia à vista dos outros, ou em troca de recompensa. De nada será válido essas práticas se forem para a vanglória individual. O que faz a mão direita não precisa a esquerda saber.  Essas parábolas ajudam na compreensão. O Pai que está oculto tudo sabe e tudo vê. Não precisamos nos preocupar.

    Aquele que pratica com amor, devoção e piedade receberá o cêntuplo da vida. A recompensa vinda de Deus é, sem dúvidas, a melhor que alguém poderá receber.

    Na primeira leitura, o profeta Joel também nos adverte a “rasgar os nossos corações e não somente as vestes”. Significa dizer que nossas atitudes devem estar em conformidade com ações vindas do coração e não com as externas. Deus vê constantemente o íntimo de cada um de nós.

    Neste ano, a Igreja do Brasil nos propõe refletir a partir do tema da Campanha da Fraternidade: Fraternidade e amizade social. Todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai e herdeiros do mesmo amor. Que possamos criar uma conscientização de igualdade entre todos. Deus nos ajude a alcançar a bondade e generosidade entre os povos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5ª-feira depois das Cinzas

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Deuteronômio 30,15-20

    Moisés falou ao povo, dizendo: 15“Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça. 16Se obedeceres aos preceitos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, amando ao Senhor teu Deus, seguindo seus caminhos e guardando seus mandamentos, suas leis e seus decretos, viverás e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que vais entrar para possuí-la. 17Se, porém, o teu coração se desviar e não quiseres escutar, e se, deixando-te levar pelo erro, adorares deuses estranhos e os servires, 18eu vos anuncio hoje que certamente perecereis. Não vivereis muito tempo na terra onde ides entrar, depois de atravessar o Jordão, para ocupá-la. 19Tomo hoje o céu e a terra como testemunhas contra vós de que vos propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus descendentes, 20amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz e apegando-te a ele – pois ele é a tua vida e prolonga os teus dias, a fim de que habites na terra que o Senhor jurou dar a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 1
    É feliz quem a Deus se confia!

    Feliz é todo aquele que não anda / conforme os conselhos dos perversos; /
    que não entra no caminho dos malvados / nem junto aos zombadores vai sentar-se, /
    mas encontra seu prazer na lei de Deus / e a medita, dia e noite, sem cessar. – R.

    Eis que ele é semelhante a uma árvore / que à beira da torrente está plantada; /
    ela sempre dá seus frutos a seu tempo, † e jamais as suas folhas vão murchar. /
    Eis que tudo o que ele faz vai prosperar. – R.

    Mas bem outra é a sorte dos perversos. † Ao contrário, são iguais à palha seca /
    espalhada e dispersada pelo vento. / Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, /
    mas a estrada dos malvados leva à morte. – R.

    Lucas 9,22-25

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 22“O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro se se perde e se destrói a si mesmo?”

    Palavra da salvação.

    Quem perder a sua vida por causa de mim, essa a salvará.

    Na liturgia de hoje Jesus  faz o primeiro anúncio sobre tudo  que irá passar. Sofrerá muito, será rejeitado por todos e, por fim, morto e humilhado. Antecipa aos discípulos os mistérios da paixão. Segui-lo, porém, exige consciência de tudo que terá que negar. Carregar também a própria cruz, sem olhar para trás, e seguir caminhando.

    Jesus ensina que para se salvar é preciso carregar as limitações, os pesos do dia a dia, as dificuldades da vida. Ninguém se salvará acumulando tesouros para si. Mas, no desgaste da caminhada árdua, no peso dos fardos e na alegria de continuar a caminhada encontraremos salvação.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira depois das Cinzas

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 58,1-9

    Assim fala o Senhor Deus: 1“Grita forte, sem cessar, levanta a voz como trombeta e denuncia os crimes do meu povo e os pecados da casa de Jacó. 2Buscam-me cada dia e desejam conhecer meus propósitos, como gente que pratica a justiça e não abandonou a lei de Deus. Exigem de mim julgamentos justos e querem estar na proximidade de Deus: 3‘Por que não te regozijaste quando jejuávamos e o ignoraste quando nos humilhávamos?’ É porque, no dia do vosso jejum, tratais de negócios e oprimis os vossos empregados. 4É porque, ao mesmo tempo que jejuais, fazeis litígios e brigas e agressões impiedosas. Não façais jejum com esse espírito, se quereis que vosso pedido seja ouvido no céu. 5Acaso é esse jejum que aprecio, o dia em que uma pessoa se mortifica? Trata-se talvez de curvar a cabeça como junco e de deitar-se em saco e sobre cinza? Acaso chamas a isso jejum, dia grato ao Senhor? 6Acaso o jejum que prefiro não é outro: quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição? 7Não é repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos? Quando encontrares um nu, cobre-o e não desprezes a tua carne. 8Então brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. 9Então invocarás o Senhor, e ele te atenderá, pedirás socorro e ele dirá: ‘Eis-me aqui’”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 50(51)
    Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!

    Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! /
    Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.

    Eu reconheço toda a minha iniquidade, / o meu pecado está sempre à minha frente. /
    Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei / e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! – R.

    Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. /
    Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

    Mateus 9,14-15

    Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”.

    Palavra da salvação.

    Dias virão em que o Noivo lhes será tirado, e então jejuarão.

    No Evangelho de Mateus, vemos a importância do jejum acompanhado do coração contrito. Jejuar sem desejo de conhecer-se para mudar, não tem fundamento e, logo, a pessoa não terá frutos. Deve sim ter a prática do jejum de alimentos e coisas semelhantes, mas que sejam por livre e espontânea vontade, acompanhado por um desejo profundo de conversão. Muitos santos faziam jejuns e davam aos pobres aquilo que jejuavam. Nesse caso, o ato era acompanhado pelo desejo de mudança.

    Jesus não nega a prática do jejum. Pelo contrário, diz que seus discípulos jejuariam quando o Noivo não estivesse entre eles. O Mestre quis dizer que quando seus servos seguidores estivessem preparados pela pregação e exemplos de Jesus, farão a parte deles. Que São Francisco os abençoe em Jesus Cristo. Amém!

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado depois das Cinzas

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 58,9-14

    Assim fala o Senhor: 9“Se destruíres teus instrumentos de opressão e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia. 11O Senhor te conduzirá sempre e saciará tua sede na aridez da vida, e renovará o vigor do teu corpo; serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas que jamais secarão. 12Teu povo reconstruirá as ruínas antigas; tu levantarás os fundamentos das gerações passadas: serás chamado reconstrutor de ruínas, restaurador de caminhos, nas terras a povoar. 13Se não puseres o pé fora de casa no sábado nem tratares de negócios em meu dia santo, se considerares o sábado teu dia favorito, o dia glorioso, consagrado ao Senhor, se o honrares, pondo de lado atividades, negócios e conversações, 14então te deleitarás no Senhor; eu te farei transportar sobre as alturas da terra e desfrutar a herança de Jacó, teu pai”. Falou a boca do Senhor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 85(86)
    Ensinai-me os vossos caminhos / e na vossa verdade andarei.

    Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, / escutai, pois sou pobre e infeliz! /
    Protegei-me, que sou vosso amigo, † e salvai vosso servo, meu Deus, / que espera e confia em vós! – R.

    Piedade de mim, ó Senhor, / porque clamo por vós todo o dia! /
    Animai e alegrai vosso servo, / pois a vós eu elevo a minha alma. – R.

    Ó Senhor, vós sois bom e clemente, / sois perdão para quem vos invoca. /
    Escutai, ó Senhor, minha prece, / o lamento da minha oração! – R.

    Lucas 5,27-32

    Naquele tempo, 27Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”. 28Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu. 29Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” 31Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. 32Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”.

    Palavra da salvação.

    Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores para a conversão.

    Importante notar na ação: levantou-se, Levi ouve a voz do Pastor e levanta-se. Deus nos tira das trevas para a Sua luz, nos levanta de onde estávamos e nos chama pelo nome. O coletor de impostos “deixou tudo”, pois para seguir Cristo é necessário abandonar o que nos impede de fazer o caminho seguindo Seus passos.

    Segundo o Evangelho de Lucas, Levi deu um grande banquete. Mas, podemos questionar o motivo daquele homem ter oferecido algo especial ao Senhor. Aquela foi a oportunidade para que Jesus se sentasse entre aqueles que estavam desprendidos do caminho de Deus, pois é entre esses que Ele  sempre fez questão de estar. Quando seguimos os passos de Jesus e largamos nossas amarras do julgamento e do preconceito, passamos a olhar para aqueles que encontram-se perdidos e sem rumo, como filhos e filhas de Deus que precisam de nós. Acolher por meio de atos de caridade, de solidariedade e compaixão também é evangelizar. Sejamos verdadeiros banquetes para todos que precisam saciar a sede e a fome, por meio dos exemplos de Jesus Cristo.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 1º Domingo da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gênesis 9,8-15

    8Disse Deus a Noé e a seus filhos: 9“Eis que vou estabelecer minha aliança convosco e com vossa descendência, 10com todos os seres vivos que estão convosco: aves, animais domésticos e selvagens, enfim, com todos os animais da terra, que saíram convosco da arca. 11Estabeleço convosco a minha aliança: nunca mais nenhuma criatura será exterminada pelas águas do dilúvio e não haverá mais dilúvio para devastar a terra”. 12E Deus disse: “Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas as gerações futuras: 13ponho meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra. 14Quando eu reunir as nuvens sobre a terra, aparecerá meu arco nas nuvens. 15Então eu me lembrarei de minha aliança convosco e com todas as espécies de seres vivos. E não tornará mais a haver dilúvio que faça perecer nas suas águas toda criatura”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 24(25)
    Verdade e amor são os caminhos do Senhor.

    Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos / e fazei-me conhecer a vossa estrada! /
    Vossa verdade me oriente e me conduza, / porque sois o Deus da minha salvação. – R.

    Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura / e a vossa compaixão, que são eternas! /
    De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia / e sois bondade sem limites, ó Senhor! – R.

    O Senhor é piedade e retidão / e reconduz ao bom caminho os pecadores. /
    Ele dirige os humildes na justiça, / e aos pobres ele ensina o seu caminho. – R.

    1 Pedro 3,18-22

    Caríssimos, 18Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito. 19No Espírito, ele foi também pregar aos espíritos na prisão, 20a saber, aos que foram desobedientes antigamente, quando Deus usava de longanimidade, nos dias em que Noé construía a arca. Nesta arca, umas poucas pessoas – oito – foram salvas por meio da água. 21À arca corresponde o batismo, que hoje é a vossa salvação. Pois o batismo não serve para limpar o corpo da imundície, mas é um pedido a Deus para obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo. 22Ele subiu ao céu e está à direita de Deus, submetendo-se a ele anjos, dominações e potestades.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 1,12-15

    Naquele tempo, 12o Espírito levou Jesus para o deserto. 13E ele ficou no deserto durante quarenta dias e aí foi tentado por satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. 14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”

    Palavra da salvação.

    Foi tentado por Satanás, e os anjos o serviam.

    O deserto tem sentido de confronto, busca. Quem está no deserto, está passando por uma dificuldade e procura uma solução para a sua sede e fome. Mas Jesus tem fome em fazer a vontade do Pai, e no deserto Ele nos ensina como devemos proceder diante das ilusões do pecado.

    O Evangelho de hoje não relata as sugestões do inimigo, mas sabemos que Jesus é tentado pela fome, pelas riquezas e pelo primeiro pecado de ser Deus. Jesus nos ensina que combatemos um bom combate sabendo que tudo é de Deus, e é Nele que devemos nos gloriar, pois assim será certa  a nossa vitória.

    Como colocar isso em prática em nossas vidas na atualidade? A cada dia basta o seu cuidado. Busquemos estar no seguimento de Jesus Cristo fazendo o correto, com pureza de coração em meio às dificuldades do dia a dia.  Lembremos que Deus virá ao nosso auxílio a todo momento de diferentes formas, podendo ser como uma palavra, um amigo ou até em seu silêncio.

    A vida é um deserto, mas quando se vive na esperança de Cristo,  aquilo que parece árido torna-se abundante em frutos e graças.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 1ª Semana da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Levítico 19,1-2.11-18

    O Senhor falou a Moisés, dizendo: 2“Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel e dize-lhes: Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo. 11Não furteis, não digais mentiras nem vos enganeis uns aos outros. 12Não jureis falso por meu nome, profanando o nome do Senhor teu Deus. Eu sou o Senhor. 13Não explores o teu próximo nem pratiques extorsão contra ele. Não retenhas contigo a diária do assalariado até o dia seguinte. 14Não amaldiçoes o surdo nem ponhas tropeço diante do cego, mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor. 15Não cometas injustiças no exercício da justiça; não favoreças o pobre nem prestigies o poderoso. Julga teu próximo conforme a justiça. 16Não sejas um maldizente entre o teu povo. Não conspires, caluniando-o, contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor. 17Não tenhas no coração ódio contra teu irmão. Repreende o teu próximo, para não te tornares culpado de pecado por causa dele. 18Não procures vingança nem guardes rancor aos teus compatriotas. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 18(19)
    Ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida!

    A lei do Senhor Deus é perfeita, / conforto para a alma! /
    O testemunho do Senhor é fiel, / sabedoria dos humildes. – R.

    Os preceitos do Senhor são precisos, / alegria ao coração. /
    O mandamento do Senhor é brilhante, / para os olhos é uma luz. – R.

    É puro o temor do Senhor, / imutável para sempre. /
    Os julgamentos do Senhor são corretos / e justos igualmente. – R.

    Que vos agrade o cantar dos meus lábios / e a voz da minha alma; /
    que ela chegue até vós, ó Senhor, / meu rochedo e redentor! – R.

    Mateus 25,31-46

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 31“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34Então o rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. 37Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? 38Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar?’ 40Então o rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo que, todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ 41Depois o rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. 44E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome ou com sede, como estrangeiro ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ 45Então o rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ 46Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”.

    Palavra da salvação.

    Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores
    de meus irmãos foi a mim que o fizestes.

    O Evangelho de hoje nos mostra o quanto devemos manter nossa fé sempre alimentada. Nossas atitudes e a forma como lidamos com as situações do nosso dia a dia, são como o óleo das virgens que foram ao encontro do esposo. Ao longo da nossa vida, devemos fazer tudo com o propósito de seguir os ensinamentos de Jesus e, se mesmo a vontade faltar, devemos nos colocar à disposição para servir a Deus.

    Dizia Santa Teresa d’Ávila: Senhor, não estou com vontade nenhuma de te adorar hoje, mas vou ficar aqui contando os tijolos da capela para ficar contigo. Observando essa serva de Deus, podemos perceber a importância de nos mantermos focados em nossa caminhada de fé, fazendo com que o  bem cresça em nós e nos outros. Tudo para a glória do Pai.

    Não nos enganemos, realmente é difícil fazer caridade, pois é difícil lutar contra si mesmo e deixar de se preocupar com os problemas, para acolher  as necessidades dos outros. Mas, mais difícil é não fazer sabendo que Cristo se doou sem medidas.  Busquemos a Deus na medida de nossas forças, para que, por sua graça, alcancemos o que Ele nos prometeu. Assim seja. Amém!

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 1ª Semana da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 55,10-11

    Isto diz o Senhor: 10“Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra e fazê-la germinar e dar semente para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi ao enviá-la”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 33(34)
    O Senhor liberta os justos de todas as angústias.

    Comigo engrandecei ao Senhor Deus, / exaltemos todos juntos o seu nome! /
    Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu / e de todos os temores me livrou. – R.

    Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! /
    Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia. – R.

    O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, / e seu ouvido está atento ao seu chamado; /
    mas ele volta a sua face contra os maus, / para da terra apagar sua lembrança. – R.

    Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta / e de todas as angústias os liberta. /
    Do coração atribulado ele está perto / e conforta os de espírito abatido. – R.

    Mateus 6,7-15

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.

    Palavra da salvação.

    Vós deveis rezar assim.

    É impossível dar perdão a quem não quer. Muitas vezes nos encontramos tão fechados em nós mesmos que não aceitamos nem damos perdão, por isso, Jesus deixa bem claro o que devemos fazer e como devemos rezar. A oração nos abre o caminho para o perdão, e  o coração se amolece à medida que as palavras de nosso Senhor penetram em nós.

    A oração do Pai-nosso nos ensina o caminho de Cristo com  Deus. Ele é o exemplo perfeito, no qual devemos mirar nossas atitudes e exemplos. Caminhemos com retidão, para que seja feita a Vossa vontade no céu e na Terra. Ele se faz alimento e o desejamos cada dia. Saibamos reconhecer nossas fraquezas e pedir perdão por nossas faltas,  na medida que também aprendemos perdoar. Assim, não nos cansaremos no meio do caminho. Que Deus não nos deixeis cair em tentação e nos livre dos perigos da alma e do corpo. Pai de bondade ilumine  nossas trevas e nos guie para a sua santa vontade.  Por Cristo nosso Senhor. Amém!.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 1ª Sem. da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jonas 3,1-10

    1A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas pela segunda vez: 2“Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive e anuncia-lhe a mensagem que eu te vou confiar”. 3Jonas pôs-se a caminho de Nínive, conforme a ordem do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande; eram necessários três dias para ser atravessada. 4Jonas entrou na cidade, percorrendo o caminho de um dia; pregava ao povo, dizendo: “Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída”. 5Os ninivitas acreditaram em Deus; aceitaram fazer jejum e vestiram sacos, desde o superior ao inferior. 6A pregação chegara aos ouvidos do rei de Nínive; ele levantou-se do trono e pôs de lado o manto real, vestiu-se de saco e sentou-se em cima de cinza. 7Em seguida, fez proclamar em Nínive, como decreto do rei e dos príncipes: “Homens e animais bovinos e ovinos não provarão nada! Não comerão e não beberão água. 8Homens e animais se cobrirão de sacos, e os homens rezarão a Deus com força; cada um deve afastar-se do mau caminho e de suas práticas perversas. 9Deus talvez volte atrás, para perdoar-nos e aplacar sua ira, e assim não venhamos a perecer”. 10Vendo Deus as suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-se e suspendeu o mal que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 50(51)
    Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!

    Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! /
    Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.

    Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. /
    Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R.

    Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. /
    Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

    Lucas 11,29-32

    Naquele tempo, 29quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. 30Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. 32No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”.

    Palavra da salvação.

    Nenhum sinal será dado a esta geração, a não ser o sinal de Jonas.

    No Evangelho de hoje Jesus começa a refletir e comparar a geração do seu tempo a uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhes será dado. Ele, o Filho do Homem, é o próprio sinal que rejeitam e não querem ver. Jesus ainda aponta que Jonas foi dado como um sinal aos ninivitas, como ele é dado a esta geração.

    Na primeira leitura, Jonas testemunha a fazerem penitência, se mortificarem e se converterem a Deus altíssimo de todo coração. Até o Rei escutou sua pregação e se cobriu de saco e sentou-se sobre cinzas.

    Jesus veio anunciar a conversão, a penitência e a mudança de vida a todos os povos. Eles não querem  ouví-lo, estão esgotados em si mesmos. Nenhum sinal será dado.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Cátedra de São Pedro

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Pedro 5,1-4

    Caríssimos, 1exorto aos presbíteros que estão entre vós, eu, presbítero como eles, testemunha dos sofrimentos de Cristo e participante da glória que será revelada: 2sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós; cuidai dele não por coação, mas de coração generoso; não por torpe ganância, mas livremente; 3não como dominadores daqueles que vos foram confiados, mas, antes, como modelos do rebanho. 4Assim, quando aparecer o pastor supremo, recebereis a coroa permanente da glória.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    l 22(23)
    O Senhor é o pastor que me conduz, / não me falta coisa alguma.

    O Senhor é o pastor que me conduz; / não me falta coisa alguma. /
    Pelos prados e campinas verdejantes, / ele me leva a descansar. /
    Para as águas repousantes me encaminha / e restaura as minhas forças. – R.

    Ele me guia no caminho mais seguro, / pela honra do seu nome. /
    Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, / nenhum mal eu temerei. /
    Estais comigo com bastão e com cajado, / eles me dão a segurança! – R.

    Preparais à minha frente uma mesa, / bem à vista do inimigo; /
    com óleo vós ungis minha cabeça, / e o meu cálice transborda. – R.

    Felicidade e todo bem hão de seguir-me / por toda a minha vida; /
    e na casa do Senhor habitarei / pelos tempos infinitos. – R.

    Mateus 16,13-19

    Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

    Palavra da salvação.

    Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo

    Hoje o Evangelho nos transmite a confissão de fé de Pedro: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Jesus pergunta aos seus discípulos quem dizem ele ser . Alguns respondem duvidosos, sem saberem ao certo. Dizem que é João Batistas, outros que és Elias, que seja Jeremias, etc. Porém, Pedro, inspirado por Deus, dá sua firme e forte afirmação.

    Em Pedro acontece a aliança entre Deus e a Igreja. Jesus lhe diz que tudo o que ele ligar na terra será ligado ao céu, assim como o que for desligado na terra será desligado do céu. Ele tem as chaves do Reino dos Céus. Por ele passam todos os benditos do Reino do Pai.

    Celebramos hoje a festa da Cátedra de São Pedro. Na pessoa do Papa, reafirmamos nosso compromisso e nossa fé em Jesus Cristo. Ele que tudo liga e desliga. Ele é o fundamento e a estabilidade da Igreja. Rezemos pelo nosso Papa, que ele goze de saúde e paz.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 1ª Sem. da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 18,21-28

    Assim fala o Senhor: 21“Se o ímpio se arrepender de todos os pecados cometidos, e guardar todas as minhas leis, e praticar o direito e a justiça, viverá com certeza e não morrerá. 22Nenhum dos pecados que cometeu será lembrado contra ele. Viverá por causa da justiça que praticou. 23Será que eu tenho prazer na morte do ímpio? – oráculo do Senhor Deus. Não desejo, antes, que mude de conduta e viva? 24Mas, se o justo se desviar de sua justiça e praticar o mal, imitando todas as práticas detestáveis feitas pelo ímpio, poderá fazer isso e viver? Da justiça que ele praticou, nada mais será lembrado. Por causa da infidelidade e do pecado que cometeu, por causa disso morrerá. 25Mas vós andais dizendo: ‘A conduta do Senhor não é correta’. Ouvi, vós da casa de Israel: é a minha conduta que não é correta ou, antes, é a vossa conduta que não é correta? 26Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre. 27Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. 28Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 129(130)
    Se levardes em conta nossas faltas, / quem haverá de subsistir?

    Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, / escutai a minha voz! /
    Vossos ouvidos estejam bem atentos / ao clamor da minha prece! – R.

    Se levardes em conta nossas faltas, / quem haverá de subsistir? /
    Mas em vós se encontra o perdão, / eu vos temo e em vós espero. – R.

    No Senhor ponho a minha esperança, / espero em sua palavra. /
    A minha alma espera no Senhor / mais que o vigia pela aurora. – R.

    Espere Israel pelo Senhor / mais que o vigia pela aurora! /
    Pois no Senhor se encontra toda graça / e copiosa redenção. /
    Ele vem libertar a Israel / de toda a sua culpa. – R.

    Mateus 5,20-26

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo, todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de tolo será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo, dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

    Palavra da salvação.

    Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão.

    No Evangelho de hoje Jesus adverte os discípulos dizendo que, se a justiça deles não for mais que as dos fariseus e dos mestres da Lei, não entrarão no Reino dos Céus. Diante do altar enquanto se leva a oferta deve estar de coração puro. Qualquer coisa ainda em desavença com o irmão deve ser reparada antes de ofertar ao Senhor.

    É preciso estar limpo de todas as ofensas e maledicências, de toda briga e desavença. Deve-se ter uma relação de amor mútuo entre os irmãos. A misericórdia com quem erra, o perdão ao necessitado, o socorro ao faminto e a compaixão com as viúvas e órfãos é essencial para a viver a vida em comunhão com Deus.

    Para ir ao encontro do Pai na entrega final, é preciso estar de coração puro e sem manchas.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 1ª Sem. da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Deuteronômio 26,16-19

    Moisés dirigiu a palavra ao povo de Israel e lhe disse: 16“Hoje, o Senhor teu Deus te manda cumprir esses preceitos e decretos. Guarda-os e observa-os com todo o teu coração e com toda a tua alma. 17Tu escolheste hoje o Senhor para ser o teu Deus, para seguires os seus caminhos e guardares seus preceitos, mandamentos e decretos, e para obedeceres à sua voz. 18E o Senhor te escolheu, hoje, para que sejas para ele um povo particular, como te prometeu, a fim de observares todos os seus mandamentos. 19Assim ele te fará ilustre entre todas as nações que criou e te tornará superior em honra e glória, a fim de que sejas o povo santo do Senhor teu Deus, como ele disse”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119)
    Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!

    Feliz o homem sem pecado em seu caminho, / que na lei do Senhor Deus vai progredindo! /
    Feliz o homem que observa seus preceitos / e de todo o coração procura a Deus! – R.

    Os vossos mandamentos vós nos destes / para serem fielmente observados. /
    Oxalá seja bem firme a minha vida / em cumprir vossa vontade e vossa lei! – R.

    Quero louvar-vos com sincero coração, / pois aprendi as vossas justas decisões. /
    Quero guardar vossa vontade e vossa lei; / Senhor, não me deixeis desamparado! – R.

    Mateus 5,43-48

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo, amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45Assim vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

    Palavra da salvação.

    Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.

    No Evangelho de hoje Jesus traz para os seus discípulos um ensinamento popular da época: amar o próximo e odiar o inimigo. Mas esse comportamento já está nos nossos impulsos. Jesus faz um convite de ir além dos mandatos culturais ou dos próprios impulsos: o de amar os nossos inimigos e rezar por aqueles que nos perseguem. Parece uma utopia.

    A fonte de inspiração de Jesus para falar assim é o próprio Deus. Ele tem um amor incondicional para com seus filhos e filhas, e não faz distinção. Dá sol e chuva a todos. O amor de Deus é o nosso horizonte. Devemos aspirar com paciência a ter esse amor incondicional, sabendo que a fonte é Deus. Não vamos alcançar essa capacidade pelas nossas forças. Precisamos nos deixar inspirar pelo seu Espírito.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2º Domingo da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gênesis 22,1-2.9-13.15-18

    Naqueles dias, 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá e oferece-o aí em holocausto sobre um monte que eu te indicar”. 9Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 12E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu 16e lhe disse: “Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor -, uma vez que agiste desse modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”.

    Palavra do Senhor.


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    Sl 115(116B)
    Andarei na presença de Deus, / junto a ele na terra dos vivos.

    Guardei a minha fé, mesmo dizendo: / “É demais o sofrimento em minha vida!” /
    É sentida por demais pelo Senhor / a morte de seus santos, seus amigos. – R.

    Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, † vosso servo que nasceu de vossa serva; /
    mas me quebrastes os grilhões da escravidão! / Por isso oferto um sacrifício de louvor, /
    invocando o nome santo do Senhor. – R.

    Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido; /
    nos átrios da casa do Senhor, / em teu meio, ó cidade de Sião! – R.

    Romanos 8,31-34

    Irmãos, 31se Deus é por nós, quem será contra nós? 32Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele? 33Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que os declara justos? 34Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou e está à direita de Deus, intercedendo por nós?

    Palavra do Senhor.

    Marcos 9,2-10

    Naquele tempo, 2Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou sozinhos a um lugar à parte sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. 3Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. 4Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. 5Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 6Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. 7Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” 8E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. 9Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. 10Eles observaram essa ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.

    Palavra da salvação.

    Este é o meu Filho amado

    Nos encontramos neste segundo Domingo da Quaresma em torno da Palavra de Deus. Tanto a primeira leitura como o Evangelho acontecem no alto da montanha. Na Bíblia, a montanha é o lugar de encontro com Deus e onde Ele fala. Fala para Abraão na primeira leitura, fala para os discípulos Pedro, Tiago e João e também para os outros dois profetas que aparecem no Evangelho, em outros momentos do Antigo Testamento. Com Moisés no Monte Sinai, quando lhe entrega a Lei, e com Elias, no Monte Carmelo. Por isso, o Evangelho de hoje representa uma experiência mística de encontro com Deus.

    Nesta experiência cheia de revelação sobre a pessoa de Jesus, os discípulos confirmam que Ele é um homem de Deus, e não só um sábio que anda pregando. Mas o sentimento é duplo: eles têm medo e, ao mesmo tempo, Pedro diz “é bom ficarmos aqui”. Esta Transfiguração de Jesus é uma antecipação da sua ressurreição, vivo no meio de nós. No entanto, ainda não é plena, pois os discípulos sentem medo e Jesus ordena para eles não contarem a ninguém o que tinham visto. Mas, quando Cristo ressuscitar, a certeza interior de que Ele vive será tão profunda, que ali os discípulos já não terão medo e se sentirão impulsionados por Jesus a anunciar essa Boa Nova.

    Assim também é o caminho da vida e o caminho espiritual: com medos, momentos de revelação de Deus e provocações por parte de Jesus. Peçamos a graça nesta Quaresma de deixar-nos tocar pelas palavras que Deus dirige aos discípulos e escutar o seu Filho amado.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 2ª Sem. da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Daniel 9,4-10

    4“Eu te suplico, Senhor, Deus grande e terrível, que preservas a aliança e a benevolência aos que te amam e cumprem teus mandamentos; 5temos pecado, temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes, afastando-nos de teus mandamentos e de tua lei; 6não temos prestado ouvidos a teus servos, os profetas, que, em teu nome, falaram a nossos reis e príncipes, a nossos antepassados e a todo o povo do país. 7A ti, Senhor, convém a justiça; e a nós, hoje, resta-nos ter vergonha no rosto: seja ao homem de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo Israel, seja aos que moram perto e aos que moram longe, de todos os países para onde os escorraçaste por causa das infidelidades cometidas contra ti. 8A nós, Senhor, resta-nos ter vergonha no rosto: a nossos reis e príncipes e a nossos antepassados, pois que pecamos contra ti; 9mas a ti, Senhor, nosso Deus, cabe misericórdia e perdão, pois nos temos rebelado contra ti 10e não ouvimos a voz do Senhor, nosso Deus, indicando-nos o caminho de sua lei, que nos propôs mediante seus servos, os profetas”.

    Palavra do Senhor.


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    Sl 78(79)
    O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas.

    Não lembreis as nossas culpas do passado, † mas venha logo sobre nós vossa bondade, /
    pois estamos humilhados em extremo. – R.

    Ajudai-nos, nosso Deus e salvador! † Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! /
    Por vosso nome, perdoai nossos pecados! – R.

    Até vós chegue o gemido dos cativos: † libertai com vosso braço poderoso /
    os que foram condenados a morrer! / Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo,
    † celebraremos vosso nome para sempre, / de geração em geração vos louvaremos. – R.

    Lucas 6,36-38

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque, com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

    Palavra da salvação.

    Perdoai e sereis perdoados.

    O Evangelho de hoje é de poucas palavras, mas com muita densidade se nos aproximamos a ele com o desejo de conversão da Quaresma. O Evangelho de Lucas é muitas vezes chamado como “o Evangelho da misericórdia” e, na passagem de hoje, isso está condensado de forma bem concreta. Jesus é radical na sua exortação: não julgar, não condenar e perdoar. Com que facilidade julgamos e condenamos. Em maior ou menor medida talvez conseguimos nos assegurar para não expressar em alta voz os nossos juízos, mas, a nossa mente tem um impulso natural para emitir juízos sobre os outros. Parece que ela busca autoafirmação ao desprezar outras pessoas. Detrás de todo juízo existe um sentimento de insegurança.

    Coloca também que se julgamos, “seremos julgados”; se perdoamos, “seremos perdoados”; a medida com que medimos, “seremos medidos”. Mais do que um juízo divino numa vida futura, está falando da recompensa que traz a própria vida. Como tratamos os outros é como os outros nos tratarão. Claro que nem sempre é uma relação matemática. Não se trata de perdoar esperando o perdão do outro. Mas, o bem sempre atrai bem. Deixemo-nos abraçar pela misericórdia de Deus para assim também ser canal da sua misericórdia.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 2ª Sem. da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 1,10.16-20

    10Ouvi a palavra do Senhor, magistrados de Sodoma, prestai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra. 16Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! 17Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva. 18Vinde, debatamos – diz o Senhor. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve. Se forem vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como lã. 19Se consentirdes em obedecer, comereis as coisas boas da terra. 20Mas se recusardes e vos rebelardes, pela espada sereis devorados, porque a boca do Senhor falou!

    Palavra do Senhor.


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    Sl49(50)
    A todos os que procedem retamente / eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

    “Eu não venho censurar teus sacrifícios, / pois sempre estão perante mim teus holocaustos; /
    não preciso dos novilhos de tua casa / nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos. – R.

    Como ousas repetir os meus preceitos / e trazer minha aliança em tua boca? /
    Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos / e deste as costas às palavras dos meus lábios! – R.

    Diante disso que fizeste, eu calarei? / Acaso pensas que eu sou igual a ti? /
    É disso que te acuso e repreendo, / e manifesto essas coisas aos teus olhos. – R.

    Quem me oferece um sacrifício de louvor, / este, sim, é que me honra de verdade. /
    A todo homem que procede retamente / eu mostrarei a salvação que vem de Deus.” – R.

    Mateus 23,1-12

    Naquele tempo, 1Jesus falou às multidões e aos seus discípulos e lhes disse: 2“Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. 3Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. 4Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los nem sequer com um dedo. 5Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços e põem na roupa longas franjas. 6Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas. 7Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de Mestre. 8Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de Mestre, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. 9Na terra, não chameis a ninguém de pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10Não deixeis que vos chamem de guias, pois um só é o vosso Guia, Cristo. 11Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. 12Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”.

    Palavra da salvação.

    Eles falam e não praticam.

    O Evangelho de hoje nos alerta para os exemplos que não devemos seguir na vida. Poderíamos fazer uma leitura eclesial desta passagem, justamente pelos casos de farisaísmo encontrados dentro da nossa Igreja. Muitas autoridades que predicam e não praticam, que carregam uma pesada moral sobre os fiéis, mas não a vivem. Mas, a Quaresma é um tempo para direcionar o olhar para o próprio interior, para nossas atitudes, com o objetivo de nos ajudar a crescer em humildade. Então, hoje é mais conveniente fazer uma leitura da própria vivência de fé à luz deste Evangelho.

    Somos expertos em ver as incoerências dos outros, mas ignorar as próprias. Olhemos para as nossas atitudes, que não batem com o que gostaríamos de viver. Mas, que não seja um olhar crítico que julga, condena e castiga,  que só consegue criar mais culpa dentro da gente. Tenhamos um olhar de ternura, como o Pai mesmo nos olha, capaz de receber tanto as nossas incoerências, como o nosso desejo de conversão. E, só depois de acolher o trigo e o joio que temos dentro, entreguemos tudo a Deus com a confiança de que Ele nos recebe como somos e tem a força para nos integrar.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 2ª Sem. da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 18,18-20

    Naqueles dias, 18disseram eles: “Vinde para conspirarmos juntos contra Jeremias; um sacerdote não deixará morrer a lei; nem um sábio, o conselho; nem um profeta, a palavra. Vinde para o atacarmos com a língua, e não vamos prestar atenção a todas as suas palavras”. 19Atende-me, Senhor, ouve o que dizem meus adversários. 20Acaso pode-se retribuir o bem com o mal? Pois eles cavaram uma cova para mim. Lembra-te de que fui à tua presença para interceder por eles e tentar afastar deles a tua ira.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 30(31)
    Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

    Retirai-me desta rede traiçoeira, / porque sois o meu refúgio protetor! /
    Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, / porque vós me salvareis, ó Deus fiel! – R.

    Ao redor, todas as coisas me apavoram; / ouço muitos cochichando contra mim; /
    todos juntos se reúnem, conspirando / e pensando como vão tirar-me a vida. – R.

    A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio / e afirmo que só vós sois o meu Deus! /
    Eu entrego em vossas mãos o meu destino; / libertai-me do inimigo e do opressor! – R.

    Mateus 20,17-28

    Naquele tempo, 17enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18“Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte 19e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará”. 20A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. 24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro seja vosso servo. 28Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

    Palavra da salvação.

    Eles o condenarão à morte.

    Podemos ver três momentos no Evangelho de hoje. O primeiro em que Jesus anuncia a sua paixão e ressurreição, depois o diálogo com Tiago, João e sua mãe, até o ensinamento aos discípulos. Esses três momentos devem ser lidos como um todo. Chegando a Jerusalém, Jesus começa falando para os discípulos que vai ser condenado à morte dum modo violento e traumático, mas, que depois ressuscitará. Imediatamente Tiago, João e sua mãe fazem um pedido de privilégio para Jesus. Parece que nem repararam o que Jesus havia dito. Estavam voltados sobre si, olhando para o seu benefício.

    Os outros discípulos ficaram com raiva de Tiago e João, mas não pela indelicadeza, pois eles também queriam um lugar privilegiado. Os ensinamentos que Jesus deixa são ainda horizontes que estamos longe de alcançar. Tendemos a andar atrás da busca pelo poder, que pode ser manifestado de muitas formas: riqueza, reconhecimento, dominação dos outros, etc. Mas, seguir a Jesus exige outro modo de agir: “entre vós não deverá ser assim”. No Reino, na dinâmica de Deus, o mais importante é quem está a serviço. Peçamos a Deus que nos permita crescer em humildade e serviço.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 2ª Sem. da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 17,5-10

    5Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; 6como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada. 7Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; 8é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde – não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos. 9Em tudo é enganador o coração, e isso é incurável; quem poderá conhecê-lo? 10Eu sou o Senhor, que perscruto o coração e provo os sentimentos, que dou a cada qual conforme o seu proceder e conforme o fruto de suas obras”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 1
    É feliz quem a Deus se confia!

    Feliz é todo aquele que não anda / conforme os conselhos dos perversos; /
    que não entra no caminho dos malvados / nem junto aos zombadores vai sentar-se; /
    mas encontra seu prazer na lei de Deus / e a medita, dia e noite, sem cessar. – R.

    Eis que ele é semelhante a uma árvore / que à beira da torrente está plantada; /
    ela sempre dá seus frutos a seu tempo, † e jamais as suas folhas vão murchar. /
    Eis que tudo o que ele faz vai prosperar. – R.

    Mas bem outra é a sorte dos perversos. † Ao contrário, são iguais à palha seca /
    espalhada e dispersada pelo vento. / Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, /
    mas a estrada dos malvados leva à morte. – R.

    Lucas 16,19-31

    Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 19“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. 20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. 22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. 25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós e nem os daí poderiam atravessar até nós’. 27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. 29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’ 30O rico insistiu: ‘Não, pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”.

    Palavra da salvação.

    Recebeste teus bens durante a vida e Lázaro os males.
    Agora ele encontra aqui consolo, e tu és atormentado.

    A Liturgia de hoje, tanto primeira leitura, salmo e Evangelho, nos apresenta duas atitudes de vida em relação a Deus que se contrapõem. A pessoa que deposita sua confiança no ser humano e se afasta de Deus, é como um cardo do deserto que não floresce, nos diz a primeira leitura. É semelhante à atitude do homem rico do Evangelho que parece ter tudo aos olhos da sociedade, mas, espiritualmente está vazio, seco, a sua vida interior ‘é um tormento’. Não pelo simples fato de ter, senão pela dureza do seu coração. Ele está tão cheio de si que não consegue ver o sofrimento de Lázaro que está à sua porta. Não consegue sair de si para atender aquele que é diferente. Seja Lázaro, seja Deus. A atitude é a mesma. “Quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4,20).

    Nesta perspectiva, não significa que Lázaro ganhou o céu simplesmente por não ter o necessário para viver. Ele está no chão esperando que alguém se compadeça e sacie sua fome, não por preguiça, pois está ‘cheio de feridas’. Não tem condição para se sustentar. Como totalmente necessitado, deposita sua confiança em Deus. Só n’Ele tem esperança. Quem reconhece sua necessidade e  confia no Senhor, ‘é como a árvore plantada junto às águas, que estende suas raízes em busca de umidade’.

    Reflexão dos Noviços da Província