Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Liturgia diária

dezembro/2025

  • 2ª-feira da 1ª Semana do Advento

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 4,2-6

    2Naquele dia, o povo do Senhor terá esplendor e glória, e o fruto da terra será de grande alegria para os sobreviventes de Israel. 3Então, os que forem deixados em Sião, os sobreviventes de Jerusalém, serão chamados santos, a saber, todos os destinados à vida em Jerusalém. 4Quando o Senhor tiver lavado as imundícies das filhas de Sião e limpado as manchas de sangue dentro de Jerusalém com espírito de justiça e de purificação, 5ele criará, em todo o lugar do monte Sião e em suas assembleias, uma nuvem durante o dia, e fumaça e clarão de chamas durante a noite: e será proteção para toda a sua glória, 6uma tenda para dar sombra contra o calor do dia, abrigo e refúgio contra a ventania e a chuva.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 121(122)
    Que alegria quando me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!”

    1. Que alegria quando ouvi que me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!” /
    E agora nossos pés já se detêm, / Jerusalém, em tuas portas. – R.

    2. Jerusalém, cidade bem edificada / num conjunto harmonioso; /
    para lá sobem as tribos de Israel, / as tribos do Senhor. – R.

    3. Para louvar, segundo a lei de Israel, / o nome do Senhor. /
    A sede da justiça lá está / e o trono de Davi. – R.

    4. Rogai que viva em paz Jerusalém, / e em segurança os que te amam! /
    Que a paz habite dentro de teus muros, / tranquilidade em teus palácios! – R.

    5. Por amor a meus irmãos e meus amigos, / peço: “A paz esteja em ti!” /
    Pelo amor que tenho à casa do Senhor, / eu te desejo todo bem! – R.

    Mateus 8,5-11

    Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6 “Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7 Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8 O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”. 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos digo, nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11 Eu vos digo, muitos virão do oriente e do ocidente e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”.

    Palavra da salvação.

    “Senhor, eu não sou digno”

    Neste Evangelho, encontramos um Jesus que se aproxima dos que se sentem indignos. O centurião, homem estrangeiro e sem lugar no mundo religioso de Israel, se aproxima de Jesus com humildade e confiança: ‘Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa’. E é justamente essa atitude —de quem reconhece sua fragilidade e sua necessidade de Deus— que abre o espaço para o milagre. Jesus se admira da fé desse homem e o apresenta como exemplo para todos: a fé verdadeira nasce do reconhecimento da própria pequenez e da confiança no amor de Deus. O Reino de Deus se manifesta ali onde há humildade e abertura. Jesus cura os que o mundo rejeita, os que a religião considera impuros ou indignos. Ele se aproxima de todos, especialmente daqueles que acreditam que não merecem ser amados. Que nós também possamos acolher o olhar compassivo de Jesus e deixar que ele cure as partes de nossa vida que ainda se sentem indignas de amor.

    Reflexão feita pelos Noviços

  • 3ª-feira da 1ª Semana do Advento

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 11,1-10

    Naquele dia, 1nascerá uma haste do tronco de Jessé e, a partir da raiz, surgirá o rebento de uma flor. 2Sobre ele repousará o Espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; 3no temor do Senhor encontra ele seu prazer. Ele não julgará pelas aparências que vê nem decidirá somente por ouvir dizer, 4mas trará justiça para os humildes e uma ordem justa para os homens pacíficos; fustigará a terra com a força da sua palavra e destruirá o mau com o sopro dos lábios. 5Cingirá a cintura com a correia da justiça e as costas com a faixa da fidelidade. 6O lobo e o cordeiro viverão juntos, e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito; o bezerro e o leão comerão juntos, e até mesmo uma criança poderá tangê-los. 7A vaca e o urso pastarão lado a lado, enquanto suas crias descansam juntas; o leão comerá palha como o boi; 8a criança de peito vai brincar em cima do buraco da cobra venenosa; e o menino desmamado não temerá pôr a mão na toca da serpente. 9Não haverá danos nem mortes por todo o meu santo monte: a terra estará tão repleta do saber do Senhor quanto as águas que cobrem o mar. 10Naquele dia, a raiz de Jessé se erguerá como um sinal entre os povos; hão de buscá-la as nações, e gloriosa será a sua morada.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 71(72)
    Nos seus dias, a justiça florirá / e paz em abundância, para sempre.

    1. Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! /
    Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

    2. Nos seus dias, a justiça florirá / e grande paz, até que a lua perca o brilho! /
    De mar a mar estenderá o seu domínio, / e desde o rio até os confins de toda a terra! – R.

    3. Libertará o indigente que suplica / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. /
    Terá pena do indigente e do infeliz, / e a vida dos humildes salvará. – R.

    4. Seja bendito o seu nome para sempre! / E que dure como o sol sua memória! /
    Todos os povos serão nele abençoados, / todas as gentes cantarão o seu louvor! – R.

    Lucas 10,21-24

    21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo e não puderam ouvir”.

    Palavra da salvação.

    “Eu te louvo, Pai, porque escondeste essas coisas aos sábios e revelaste aos pequeninos”

    Neste Evangelho, Jesus nos revela o coração de Deus: um Pai que prefere os pequenos, os simples, os frágeis. Deus não se manifesta nos poderosos nem nos que se consideram sábios, mas nos que têm o coração aberto e humilde. É a lógica do Reino: o que é pequeno se torna grande, e o que é frágil se torna lugar da presença de Deus. Jesus, o Filho, é o maior testemunho dessa escolha divina. Ele mesmo se faz pequeno, humano, limitado, para mostrar que o amor de Deus se revela na fragilidade. Que possamos, como Jesus, alegrar-nos por esse modo surpreendente de Deus agir e reconhecer nos pequenos e nos frágeis o rosto do próprio Cristo.

    Reflexão feita pelos noviços

  • São Francisco Xavier

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 25,6-10

    Naquele dia, 6o Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos. 7Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações. 😯 Senhor Deus eliminará para sempre a morte, e enxugará as lágrimas de todas as faces, e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra; o Senhor o disse. 9Naquele dia se dirá: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado: vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvo”. 10E a mão do Senhor repousará sobre este monte.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 22(23)
    Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

    1. O Senhor é o pastor que me conduz; / não me falta coisa alguma. /
    Pelos prados e campinas verdejantes / ele me leva a descansar. /
    Para as águas repousantes me encaminha / e restaura as minhas forças. – R.

    2. Ele me guia no caminho mais seguro / pela honra do seu nome. /
    Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, / nenhum mal eu temerei. /
    Estais comigo com bastão e com cajado, / eles me dão a segurança! – R.

    3. Preparais à minha frente uma mesa, / bem à vista do inimigo; /
    com óleo vós ungis minha cabeça, / e o meu cálice transborda. – R.

    4. Felicidade e todo bem hão de seguir-me / por toda a minha vida; /
    e na casa do Senhor habitarei / pelos tempos infinitos. – R.

    Mateus 15,29-37

    Naquele tempo, 29Jesus foi para as margens do mar da Galileia, subiu a montanha e sentou-se. 30Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou. 31O povo ficou admirado quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel. 32Jesus chamou seus discípulos e disse: “Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho”. 33Os discípulos disseram: “Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?” 34Jesus perguntou: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete e alguns peixinhos”. 35E Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão. 36Depois pegou os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os e os dava aos discípulos, e os discípulos, às multidões. 37Todos comeram e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.

    Palavra da salvação.

    “Subiu ao monte e sentou-se ali”

    O Evangelho nos mostra novamente Jesus em caminho — desta vez, em direção às margens, aos lugares onde poucos queriam ir. Mateus conta que Jesus “subiu ao monte e sentou-se ali”, e que uma grande multidão se aproximou dele: coxos, cegos, aleijados, mudos… todos aqueles que o sistema religioso e social havia deixado de lado. Jesus não os rejeita, não os observa de longe: acolhe, cura, alimenta. Ele não foi aos centros de poder — foi às periferias. Lá onde a vida doía, onde a dignidade estava ferida, Jesus se fez presença. E o mais profundo deste texto é a compaixão de Jesus. Não é uma compaixão de pena, mas de compromisso. Jesus sente a fome do povo, o cansaço, a necessidade — e age. Não pergunta quem são nem se merecem: simplesmente ama. Este gesto é uma denúncia profética à nossa indiferença e um chamado para que a Igreja de hoje também vá às periferias, aos descartados, e tenha entranhas de compaixão. Porque é somente da compaixão que nasce o Reino de Deus.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 5ª-feira da 1ª Semana do Advento

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 26,1-6

    1Naquele dia, cantarão este canto em Judá: “Uma cidade fortificada é a nossa segurança; o Senhor cercou-a de muros e antemuro. 2Abri as suas portas, para que entre um povo justo, cumpridor da palavra, 3firme em seu propósito; e tu lhe conservarás a paz, porque confia em ti. 4Esperai no Senhor por todos os tempos, o Senhor é a rocha eterna. 5Ele derrubou os que habitam no alto, há de humilhar a cidade orgulhosa, deitando-a por terra até fazê-la beijar o chão. 6Hão de pisá-la os pés, os pés dos pobres, as passadas dos humildes”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 117(118)
    Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor!

    1. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! / “Eterna é a sua misericórdia!” /
    É melhor buscar refúgio no Senhor / do que pôr no ser humano a esperança; /
    é melhor buscar refúgio no Senhor / do que contar com os poderosos deste mundo! – R.

    2. Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; / quero entrar para dar graças ao Senhor! /
    “Sim, esta é a porta do Senhor, / por ela só os justos entrarão!” /
    Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes / e vos tornastes para mim o salvador! – R.

    3. “Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, / ó Senhor, dai-nos também prosperidade!” /
    Bendito seja, em nome do Senhor, / aquele que em seus átrios vai entrando! /
    Desta casa do Senhor vos bendizemos. / Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine! – R.

    Mateus 7,21.24-27

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”

    Palavra da salvação.

    “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus”

    Neste Evangelho, Jesus nos recorda algo essencial: não basta dizer ‘Senhor, Senhor’. As palavras não são suficientes, nem as orações, nem as aparências de fé. O que realmente importa é viver segundo a vontade de Deus, construir a vida sobre o Evangelho. Jesus usa uma imagem muito concreta: a casa construída sobre a rocha e a casa levantada sobre a areia. A diferença não está na aparência, mas nos alicerces. Quando chegam as tempestades —os conflitos, as dores, as crises—, só permanece de pé quem edificou a sua vida sobre a rocha firme do amor de Deus e da prática da justiça. Este texto é um forte chamado de atenção para nós, crentes de hoje. Podemos participar da vida religiosa, cumprir regras, até falar de Deus —e ainda assim ter o coração assentado sobre areias movediças: o ego, o dinheiro, o poder. Jesus não quer discípulos de fachada, mas homens e mulheres com fundamentos profundos, que vivam na verdade e façam da fé uma construção sólida. Porque o Evangelho não se prega apenas com palavras —ele se mostra na vida concreta, no amor que resiste às tempestades.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 6ª-feira da 1ª Semana do Advento

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 29,17-24

    Assim fala o Senhor Deus: 17“Dentro de pouco tempo, não se transformará o Líbano em jardim? E não poderá o jardim tornar-se floresta? 18Naquele dia, os surdos ouvirão as palavras do livro e os olhos dos cegos verão no meio das trevas e das sombras. 19Os humildes aumentarão sua alegria no Senhor, e os mais pobres dos homens se rejubilarão no Santo de Israel. 20Fracassou o prepotente, desapareceu o trapaceiro e sucumbiram todos os malfeitores precoces, 21os que faziam os outros pecar por palavras, e armavam ciladas ao juiz à porta da cidade, e atacavam o justo com palavras falsas”. 22Isto diz o Senhor à casa de Jacó, ele que libertou Abraão: “Agora, Jacó não mais terá que envergonhar-se nem seu rosto terá que enrubescer; 23quando contemplarem as obras de minhas mãos, hão de honrar meu nome no meio do povo, honrarão o Santo de Jacó e temerão o Deus de Israel; 24os homens de espírito inconstante conseguirão sabedoria e os maldizentes concordarão em aprender”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 26(27)
    O Senhor é minha luz e salvação.

    1. O Senhor é minha luz e salvação; / de quem eu terei medo? /
    O Senhor é a proteção da minha vida; / perante quem eu tremerei? – R.

    2. Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, / e é só isto que eu desejo: /
    habitar no santuário do Senhor / por toda a minha vida; /
    saborear a suavidade do Senhor / e contemplá-lo no seu templo. – R.

    3. Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver / na terra dos viventes. /
    Espera no Senhor e tem coragem, / espera no Senhor! – R.

    Mateus 9,27-31

    Naquele tempo, 27partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” 28Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então, Jesus perguntou-lhes: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?” Eles responderam: “Sim, Senhor”. 29Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé”. 30E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu severamente: “Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo”. 31Mas eles saíram e espalharam sua fama por toda aquela região.

    Palavra da salvação.

    “Vocês acreditam que eu posso fazer isso?”

    Neste evangelho, Jesus encontra dois cegos que o seguem gritando: “Tem compaixão de nós, Filho de Davi!”. Quando eles finalmente se aproximam, Jesus não os toca de imediato, não faz nenhum gesto extraordinário, mas lhes faz uma pergunta: “Vocês acreditam que eu posso fazer isso?” Jesus os convida a confiar, a descobrir dentro deles mesmos a fé que os pode curar. Não se trata de uma cura mágica, mas de uma experiência profunda de confiança. Jesus mostra que a fé é a porta por onde passa a salvação e que, muitas vezes, a verdadeira cura começa quando acreditamos que é possível sermos curados. Jesus não cura de fora para dentro, mas de dentro para fora. Ele não impõe a fé, ele a desperta. E talvez hoje nos faça a mesma pergunta: “Você acredita que eu posso fazer isso na sua vida?”. Jesus nos convida a confiar — não apenas nele, mas também na capacidade que temos, pela graça de Deus, de curar nossas feridas, reconciliar nossa história e abrir os olhos para ver a vida com uma luz nova. Que esta leitura nos ajude a voltar a acreditar na força transformadora da fé, que nos conecta ao Deus que continua agindo, curando e acreditando em nós.

    Reflexão feita pelos noviços

  • Sábado da 1ª Semana do Advento

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 30,19-21.23-26

    Assim fala o Senhor, o Santo de Israel: 19“Povo de Sião, que habitas em Jerusalém, não terás motivo algum para chorar: ele se comoverá à voz do teu clamor; logo que te ouvir, ele atenderá. 20O Senhor decerto dará a todos o pão da angústia e a água da aflição, não se apartará mais de ti o teu mestre; teus olhos poderão vê-lo 21e teus ouvidos poderão ouvir a palavra de aviso atrás de ti: ‘O caminho é este para todos, segui por ele, sem desviar-vos à direita ou à esquerda’. 23Ele te dará chuva para a semente que tiveres semeado na terra, e o fruto da terra será abundante e rico; nesse dia, o teu rebanho pastará em vastas pastagens, 24teus bois e os animais que lavram a terra comerão forragem salgada, limpa com pá e peneira. 25Haverá em toda montanha alta e em toda colina elevada arroios de água corrente, num dia em que muitos serão mortos com o desabamento de seus torreões. 26A lua brilhará como a luz do sol, e o sol brilhará sete vezes mais, como a luz de sete dias, no dia em que o Senhor curar a ferida de seu povo e fizer sarar a lesão de sua chaga”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 146(147A)
    Felizes são aqueles que esperam no Senhor!

    1. Louvai o Senhor Deus, porque ele é bom, † cantai ao nosso Deus, porque é suave: /
    ele é digno de louvor, ele o merece! / O Senhor reconstruiu Jerusalém /
    e os dispersos de Israel juntou de novo. – R.

    2. Ele conforta os corações despedaçados, / ele enfaixa suas feridas e as cura; /
    fixa o número de todas as estrelas / e chama a cada uma por seu nome. – R.

    3. É grande e onipotente o nosso Deus, / seu saber não tem medida nem limites. /
    O Senhor Deus é o amparo dos humildes, / mas dobra até o chão os que são ímpios. – R.

    Mateus 9,35-10,1.6-8

    Naquele tempo, 35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” 10,1E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. Enviou-os com as seguintes recomendações: 6“Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”

    Palavra da salvação.

    “De graça vocês receberam, de graça devem dar”

    O evangelho de hoje nos apresenta um Jesus profundamente compassivo. Ele percorre cidades e povoados, olha para as multidões cansadas e abatidas, e seu coração se comove. Jesus não observa de longe, não julga — ele se aproxima, se envolve, se deixa tocar pelo sofrimento das pessoas. Diante da dor, sua resposta não é teórica, mas concreta: envia seus discípulos para curar, libertar e anunciar que o Reino de Deus está próximo. Jesus quer que seus seguidores participem da sua missão, que não sejam espectadores do sofrimento do mundo, mas portadores de esperança e ternura. E ao enviá-los, Jesus lhes dá uma lição essencial: “De graça vocês receberam, de graça devem dar”. Tudo o que somos e temos —a fé, o amor, o perdão— é dom gratuito de Deus. Por isso, a missão cristã não pode nascer do interesse, do prestígio ou do cálculo, mas da gratuidade. O verdadeiro discípulo não retém, não cobra, não mede o amor: simplesmente se doa. Que esta Palavra nos recorde hoje que seguir Jesus é caminhar com um coração compassivo e generoso, espalhando vida onde o mundo vê apenas cansaço e desânimo.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 2º Domingo do Advento

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 11,1-10

    Naqueles dias, 1nascerá uma haste do tronco de Jessé e, a partir da raiz, surgirá o rebento de uma flor. 2Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; 3no temor do Senhor encontra ele seu prazer. Ele não julgará pelas aparências que vê nem decidirá somente por ouvir dizer, 4mas trará justiça para os humildes e uma ordem justa para os homens pacíficos; fustigará a terra com a força da sua palavra e destruirá o mau com o sopro dos lábios. 5Cingirá a cintura com a correia da justiça e as costas com a faixa da fidelidade. 6O lobo e o cordeiro viverão juntos, e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito; o bezerro e o leão comerão juntos e até mesmo uma criança poderá tangê-los. 7A vaca e o urso pastarão lado a lado, enquanto suas crias descansam juntas; o leão comerá palha como o boi; 8a criança de peito vai brincar em cima do buraco da cobra venenosa; e o menino desmamado não temerá pôr a mão na toca da serpente. 9Não haverá danos nem mortes por todo o meu santo monte: a terra estará tão repleta do saber do Senhor quanto as águas que cobrem o mar. 10Naquele dia, a raiz de Jessé se erguerá como um sinal entre os povos; hão de buscá-la as nações, e gloriosa será a sua morada.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 71(72)
    Nos seus dias, a justiça florirá.

    1. Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! /
    Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

    2. Nos seus dias, a justiça florirá / e grande paz, até que a lua perca o brilho! /
    De mar a mar estenderá o seu domínio, / e desde o rio até os confins de toda a terra! – R.

    3. Libertará o indigente que suplica / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. /
    Terá pena do indigente e do infeliz, / e a vida dos humildes salvará. – R.

    4. Seja bendito o seu nome para sempre! / E que dure como o sol sua memória! /
    Todos os povos serão nele abençoados, / todas as gentes cantarão o seu louvor! – R.

    Romanos 15,4-9

    Irmãos, 4tudo o que outrora foi escrito, foi escrito para nossa instrução, para que, pela nossa constância e pelo conforto espiritual das Escrituras, tenhamos firme esperança. 5O Deus que dá constância e conforto vos dê a graça da harmonia e concórdia uns com os outros, como ensina Cristo Jesus. 6Assim, tendo como que um só coração e a uma só voz, glorificareis o Deus e Pai do Senhor nosso, Jesus Cristo. 7Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo vos acolheu, para a glória de Deus. 8Pois eu digo: Cristo tornou-se servo dos que praticam a circuncisão para honrar a veracidade de Deus, confirmando as promessas feitas aos pais. 9Quanto aos pagãos, eles glorificam a Deus em razão da sua misericórdia, como está escrito: “Por isso, eu vos glorificarei entre os pagãos e cantarei louvores ao vosso nome”.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 3,1-12

    1Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judeia: 2“Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. 3João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!” 4João usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do campo. 5Os moradores de Jerusalém, de toda a Judeia e de todos os lugares em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João. 6Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão. 7Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: “Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou a fugir da ira que vai chegar? 8Produzi frutos que provem a vossa conversão. 9Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é nosso pai’, porque eu vos digo: até mesmo destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão. 10O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo. 11Eu vos batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de carregar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12Ele está com a pá na mão; ele vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro, mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”.

    Palavra da salvação.

    “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas”

    João Batista surge no deserto como uma voz que rompe o silêncio e desperta os corações adormecidos. Não fala do templo nem do centro do poder, mas das margens, do lugar onde poucos escutam. Sua mensagem é simples e radical: “Preparem o caminho do Senhor”. Não se trata de um caminho de pedras, mas de um caminho interior. João nos convida a derrubar as montanhas do orgulho, a endireitar as veredas do egoísmo e a preencher os vales da indiferença. Somente quem se deixa transformar por dentro pode perceber a presença de Deus que vem. Essa voz continua ecoando hoje. Também nós precisamos preparar o caminho: reconciliar o que está ferido, ouvir mais e julgar menos, aproximar quem está distante. A salvação de Deus —diz o evangelho— será vista por todos, sem exceções. É um convite para construir caminhos de encontro e fraternidade, onde todos caibam, onde o amor e a justiça sejam o sinal de que o Reino de Deus já está entre nós.

    Reflexão feita pelos noviços

  • Imaculada Conceição de Nossa Senhora

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gênesis 3,9-15.20

    9O Senhor Deus chamou Adão, dizendo: “Onde estás?” 10E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; e me escondi”. 11Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore de cujo fruto te proibi comer?” 12Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. 13Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me, e eu comi”. 14Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! 15Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. 20E Adão chamou à sua mulher Eva, porque ela é a mãe de todos os viventes.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 97(98)
    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios!

    1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! /
    Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

    2. O Senhor fez conhecer a salvação, / e às nações, sua justiça; /
    recordou o seu amor sempre fiel / pela casa de Israel. – R.

    3. Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. /
    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

    Efésios 1,3-6.11-12

    Leitura da carta de São Paulo aos Efésios – 3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. 4Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. 5Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, 6para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. 11Nele também nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados 12a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo. –

    Palavra do Senhor.

    Lucas 1,26-38

    Naquele tempo, 26no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

    Palavra da salvação.

     “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”

    No coração de uma pequena aldeia, longe dos centros de poder, uma jovem recebe uma visita inesperada. Maria não tem títulos nem prestígio; tem apenas um coração aberto. E é nesse coração simples que Deus encontra o espaço para fazer-se carne. Seu “sim” não é ingênuo nem fácil: é o sim de uma mulher que, ao aceitar ser mãe, se expõe à incompreensão, ao risco e à dor. Mas é também o sim de quem confia profundamente em um Deus que transforma a fragilidade em vida nova. Maria não é apenas a mãe de Jesus: é mãe de todos os que, como Ele, desejam que o Reino cresça no meio do mundo. Sua maternidade não se limita ao sangue, mas se estende à existência inteira: acolhe, acompanha, sustenta e ensina a confiar. Ser mãe, como Maria, é acreditar que a vida —mesmo em meio à incerteza— vale a pena ser acolhida. No seu “faça-se” revela-se a fé mais pura: a de quem se deixa habitar por Deus e, ao fazê-lo, torna-se fonte de vida para todos.

    Reflexão feita pelos noviços

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