Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Liturgia diária

janeiro/2020

  • 8º dia da Oitava do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria

    Números 6,22-27

    22 O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23 “Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24 ‘O Senhor te abençoe e te guarde! 25 O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti! 26 O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’ 27 Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 66 (67)

    Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

    Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, / e sua face resplandeça sobre nós! /
    Que na terra se conheça o seu caminho / e a sua salvação por entre os povos. – R.

    Exulte de alegria a terra inteira, / pois julgais o universo com justiça; /
    os povos governais com retidão / e guiais, em toda a terra, as nações. – R.

    Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, / que todas as nações vos glorifiquem! /
    Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, / e o respeitem os confins de toda a terra! – R.

    Gálatas 4,4-7

    Irmãos, 4 quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à lei, 5 a fim de resgatar os que eram sujeitos à lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6 E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá – ó Pai! 7 Assim, já não és escravo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro: tudo isso por graça de Deus.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 2,16-21

    Naquele tempo, 16 os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17 Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18 E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19 Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21 Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.

    Palavra da Salvação.

    “Encontraram Maria e José e o recém-nascido. E, oito dias depois, deram-lhe o nome de Jesus”.

    Depois de longa peregrinação pelo deserto, lá em Belém, os pastores encontram Maria e José com o Salvador recém-nascido, deitado na manjedoura. E bradam de alegria junto com toda a criação, pois o tão esperado momento aconteceu, nasceu O Criador da criatura. Todos se maravilham com aquilo que aquela humilíssima criatura posta na manjedoura viria a ser, Maria, serva e Mãe fiel medita os Mistérios de seu filho no coração e José, homem prudente, encontra no silêncio sua contemplação.

    Ainda hoje acompanhamos na liturgia a alegria do Natal de Jesus fazendo memória desse sagrado Mistério, por isso, no oitavo dia do seu nascimento, vamos nós também apresentar o menino que nasceu em nossos corações e escrever neles o nome dado pelo anjo, “Jesus, pois Ele vai salvar o seu povo do pecado”, para meditarmos e saborearmos esta alegria a todo o momento junto com Maria, serva fiel e Mãe de Deus.

    Reflexão feita pelos noviços da Província

  • 5ª feira do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de São Basílio Magno e Gregório Nazianzeno

    1 João 2,22-28

    Caríssimos, 22 quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? O anticristo é aquele que nega o Pai e o Filho. 23 Todo aquele que nega o Filho também não possui o Pai. Quem confessa o Filho possui também o Pai. 24 Permaneça dentro de vós aquilo que ouvistes desde o princípio. Se o que ouvistes desde o princípio permanecer em vós, permanecereis com o Filho e com o Pai. 25 E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. 26 Escrevo isso a respeito dos que procuram desencaminhar-vos. 27 Quanto a vós mesmos, a unção que recebestes da parte de Jesus permanece convosco, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. A sua unção vos ensina tudo, e ela é verdadeira e não mentirosa. Por isso, conforme a unção de Jesus vos ensinou, permanecei nele. 28 Então, agora, filhinhos, permanecei nele. Assim poderemos ter plena confiança quando ele se manifestar e não seremos vergonhosamente afastados dele quando da sua vinda.

    Palavra do Senhor.

    Sl 97 (98)

    Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! /
    Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

    O Senhor fez conhecer a salvação, / e às nações, sua justiça; /
    recordou o seu amor sempre fiel / pela casa de Israel. – R.

    Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. /
    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

    João 1,19-28

    19 Este foi o testemunho de João quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20 João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21 Eles perguntaram: “Quem és, então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22 Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” 23 João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’ – conforme disse o profeta Isaías”. 24 Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25 e perguntaram: “Por que então andas batizando se não és o Messias, nem Elias, nem o profeta?” 26 João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis 27 e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28 Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando.

    Palavra da Salvação

    “No meio de vós está aquele que vem após mim”

    João tem plena consciência de sua missão precursora, ele sabe exatamente quem ele é e, por isso, pode afirmar publicamente e com convicção que não é o Messias esperado, nem Elias e nem o Profeta. Ele não dá seu testemunho por si mesmo, mas pelo seu Senhor que há de vir, e isso porque ele tem uma profunda experiência de fé.

    A esperança de João fundamentada em sua fé é de que o hoje é o dia de conversão, porque, Deus quis estar no meio do seu povo, porém, nós não o conhecemos plenamente. Por isso, ele clama pelo deserto que todos façam a experiência de conversão a Deus, que cada um aplaine seus caminhos em direção a Deus para caminhar junto de Jesus, porque João batizou com agua, mas Jesus batizou com o Espírito Santo e, movidos por Ele, todos nós Cristãos, somos chamados a sermos precursores do Senhor por todos os desertos que passarmos.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 6ª feira do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 João 2,29-3,6

    Caríssimos, 29 já que sabeis que ele é justo, sabei também que todo aquele que pratica a justiça nasceu dele. 3,1 Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. 2 Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. 3 Todo o que espera nele purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. 4 Todo o que comete pecado comete também a iniquidade, porque o pecado é a iniquidade. 5 Vós sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados e que nele não há pecado. 6 Todo aquele que peca mostra que não o viu nem o conheceu.

    Palavra do Senhor.

    Sl 97(98)

    Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! /
    Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

    Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. /
    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

    Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa / e da cítara suave! /
    Aclamai, com os clarins e as trombetas, / ao Senhor, o nosso rei! – R.

    João 1,29-34

    29 No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30 Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31 Também eu não o conhecia, mas, se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. 32 E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba, do céu e permanecer sobre ele. 33 Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, esse é quem batiza com o Espírito Santo’. 34 Eu vi e dou testemunho: este é o Filho de Deus!”

    Palavra da Salvação.

    “Eis o cordeiro de Deus”

    O batismo de Jesus é o início de seu ministério, de sua missão e João Batista, aquele que preparava o seu caminho e O batiza, tem um papel fundamental para que Ele possa dar início à sua missão. Ele preparava os caminhos de Jesus pregando a conversão dos corações para Deus e batizando com agua como sinal de união com Deus e rejeição do pecado. Ele ainda era tido como um grande homem diante de Deus por causa de sua pregação e de seus exemplos de vida e de penitência, chegando até a ser considerado o próprio Messias.

    É esta boa índole de João que dá sentido às suas palavras e bem prepara o caminho para Jesus. Se João é o precursor, Jesus é aquele que vem depois dele e que já existia antes dele; se João prega a rejeição ao pecado, Jesus é aquele que tira o pecado do mundo; se João batiza a carne com água, Jesus batiza no espírito com o Espírito Santo; se João é um enviado de Deus para anunciar a salvação, Jesus é o próprio Filho de Deus que vem salvar.

    Reflexão feita pelos noviços da Província

  • Sábado do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 João 3,7-10

    7 Filhinhos, que ninguém vos desencaminhe. O que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. 8 Aquele que comete o pecado é do diabo, porque o diabo é pecador desde o princípio. Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo. 9 Todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado, porque a semente de Deus fica nele; ele não pode pecar, pois nasceu de Deus. 10 Nisto se revela quem é filho de Deus e quem é filho do diabo: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama o seu irmão.

    Palavra do Senhor.

    Sl 97(98)

    Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! /
    Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

    Aplauda o mar com todo ser que nele vive, / o mundo inteiro e toda gente! /
    As montanhas e os rios batam palmas / e exultem de alegria. – R.

    Na presença do Senhor, pois ele vem, / vem julgar a terra inteira. /
    Julgará o universo com justiça / e as nações com equidade. – R.

    João 1,35-42

    Naquele tempo, 35 João estava de novo com dois de seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” 37 Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38 Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer mestre), onde moras?” 39 Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram, pois, ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. 40 André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. 41 Ele foi logo encontrar seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer Cristo). 42 Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer pedra).

    Palavra da Salvação.

    “Encontramos o Messias”

    Todos precisam fazer seu encontro pessoal com o Cristo num determinado momento da vida, seja através de uma busca ou um despertar pessoal ou do intermédio de alguém. Mas o fato é que depois desse momento tudo muda na vida de quem faz esse encontro.

    Jesus está sempre esperando para acolher esse encontro no seu mais íntimo, por isso, é Ele quem se antecipa em querer saber nossa necessidade e, se nos permitimos conhecer o seu interior, Ele nos diz Vinde ver e nos convida a permanecermos com Ele até que chegue a hora de sair para anunciar a Alegria do encontro com o Senhor, porque, quem faz verdadeiramente este encontro muda de vida completamente e passa a ser chamado pelo nome de discípulo do Senhor.

    Reflexão feita pelos noviços da Província

  • Solenidade da Epifania do Senhor

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Isaías 60,1-6

    1 Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor. 2 Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. 3 Os povos caminham à tua luz, e os reis, ao clarão de tua aurora. 4 Levanta os olhos ao redor e vê, todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços. 5 Ao vê-los, ficarás radiante, com o coração vibrando e batendo forte, pois com eles virão as riquezas de além-mar e mostrarão o poderio de suas nações; 6 será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor.

    Palavra do Senhor.

    Sl 71(72)

    As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

    Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! /
    Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

    Nos seus dias, a justiça florirá / e grande paz, até que a lua perca o brilho! /
    De mar a mar estenderá o seu domínio, / e desde o rio até os confins de toda a terra! – R.

    Os reis de Társis e das ilhas hão de vir / e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; /
    e também os reis de Seba e de Sabá / hão de trazer-lhe oferendas e tributos. /
    Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, / e todas as nações hão de servi-lo. – R.

    Libertará o indigente que suplica / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. /
    Terá pena do indigente e do infeliz, / e a vida dos humildes salvará. – R.

    Efésios 3,2-3.5-6

    2 Irmãos, se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito 3 e como, por revelação, tive conhecimento do mistério. 5 Esse mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6 os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo por meio do evangelho.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 2,1-12

    1 Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2 perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. 3 Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. 4 Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5 Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6 ‘E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo’”. 7 Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8 Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. 9 Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10 Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. 11 Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. 12 Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

    Palavra da Salvação.

    “Viemos do Oriente adorar o Rei”.

    A manifestação do Senhor é uma luz que não tem fim, ela pode ser vista até mesmo no Oriente distante por aqueles que estão dispostos a buscá-la, enquanto aqueles que a ela se fazem indiferentes não conseguem vê-la, mesmo estando muito próximos dela.

    E Deus, que é infinitamente bom, quer nesta solenidade, abrir-se e manifestar à humanidade sua própria disponibilidade em permitir-se ser buscado e ser encontrado e, assim, acolher aquilo que a humanidade pode oferecer-lhe dentro de suas limitações, porque, seu primeiro objetivo não é cobrar algo da humanidade, mas oferecer-se gratuitamente para ela e oferecer aquilo que ela precisa, que a verdadeira Misericórdia, Humildade e Caridade cheguem aos seus corações, mesmo que sejam simples, porém são corações endurecidos.

    Reflexão feita pelos noviços da Província

  • 2ª feira do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 João 3,22-4,6

    Caríssimos, 22 qualquer coisa que pedimos recebemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. 23 Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu. 24 Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele. Que ele permanece conosco, sabemo-lo pelo Espírito que ele nos deu. 4,1 Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo. 2 Este é o critério para saber se uma inspiração vem de Deus: todo espírito que leva a professar que Jesus Cristo veio na carne é de Deus; 3 e todo espírito que não professa a fé em Jesus não é de Deus – é o espírito do anticristo. Ouvistes dizer que o anticristo virá; pois bem, ele já está no mundo. 4 Filhinhos, vós sois de Deus e vós vencestes o anticristo. Pois convosco está quem é maior do que aquele que está no mundo. 5 Os vossos adversários são do mundo; por isso, agem conforme o mundo, e o mundo lhes presta ouvidos. 6 Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus escuta-nos; quem não é de Deus não nos escuta. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.

    Palavra do Senhor.

    Sl 2

    Eu te darei por tua herança os povos todos.

    O decreto do Senhor promulgarei, † foi assim que me falou o Senhor Deus: /
    “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!” / Podes pedir-me, e em resposta eu te darei, †
    por tua herança, os povos todos e as nações, / e há de ser a terra inteira o teu domínio. – R.

    E agora, poderosos, entendei; / soberanos, aprendei esta lição: /
    com temor servi a Deus, rendei-lhe glória / e prestai-lhe homenagem com respeito! – R.

    Mateus 4, 12-17.23-25

    Naquele tempo, 12 ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13 Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14 no território de Zabulon e ­­Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15 “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16 O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17 Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo”. 23 Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. 24 E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levavam-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. 25 Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e da região além do Jordão.

    Palavra da Salvação.

    “O Reino dos Céus está próximo”.

    Agora que João Batista está preso, Jesus mergulha na sua missão de anunciar o Reino dos Céus pelos caminhos que João preparou para Ele. Como o povo já estava sendo preparado pela vinda do Messias através da pregação de João, Jesus dá continuidade à sua mensagem pregando a conversão, em vista da consumação dos tempos, e realizando os prodígios que eram anunciados para o Messias.

    Jesus leva uma luz capaz de clarear a mais densa treva, Ele mesmo é essa luz e seu brilho se manifestava nas suas boas obras, ensinando e pregando a todos, não apenas àqueles que podiam frequentar o templo, mas a qualquer um que quisesse segui-Lo, curando todo tipo de doença e enfermidade e atendendo às multidões que acorriam a Ele. Aos poucos os corações vão sendo moldados à realidade do Reino que primeiro foi pregado através das palavras de João Batista e agora através das obras de Jesus. Aos poucos, a conversão se torna busca de Deus e esperança viva.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 3ª feira do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de São Raimundo de Penyafort

    1 João 4,7-10

    7 Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8 Quem não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9 Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.

    Palavra do Senhor.

    Sl 71(72)

    Os reis de toda a terra / hão de adorar-vos, ó Senhor!

    Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! /
    Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

    Das montanhas venha a paz a todo o povo, / e desça das colinas a justiça! /
    Este rei defenderá os que são pobres, / os filhos dos humildes salvará. – R.

    Nos seus dias, a justiça florirá / e grande paz, até que a lua perca o brilho! /
    De mar a mar estenderá o seu domínio, / e desde o rio até os confins de toda a terra! – R.

    Marcos 6,34-44

    Naquele tempo, 34 Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. 36 Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. 37 Mas Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” 38 Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. 39 Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40 E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. 41 Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42 Todos comeram, ficaram satisfeitos 43 e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44 O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens.

    Palavra da Salvação.

     

    “Multiplicando os pães, Jesus se manifesta como profeta”.

    Este evangelho é repleto de compaixão e, do modo que deve ser uma boa comunidade, também tem partilha e união. No princípio, Jesus tem compaixão do povo que anda errante, desprovido de tudo como ovelhas sem pastor, ou seja, se alimentam com o que tem sem saber onde buscar novo alimento, não têm ninguém que cure suas feridas que acabam por se transformar em normalidade. O povo tem fome, mas não sabe de quê, sente dor, mas não sabe por quê.

    Em seguida, os discípulos manifestam terem sido motivados pela compaixão de Jesus quando se lembram do povo que não têm o que comer, bem como o povo que se une para partilhar o pão. A partilha do pão neste momento é tão importante quanto a multiplicação e é nisso que se manifesta a compaixão do povo consigo mesmo, porque tendo ouvido os ensinamentos do Mestre, reúnem-se conscientes de que a mensagem de Jesus não privilegia uns e ignora outros e é exatamente por isso que Ele diz aos discípulos: “Dai vós mesmos de comer a eles”, porque quem quer ser o primeiro deve servir os irmãos.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 4ª feira do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 João 4,11-18

    11 Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13 A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14 E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como salvador do mundo. 15 Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16 E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor permanece com Deus, e Deus permanece com ele. 17 Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em nós termos plena confiança no dia do julgamento, porque, tal como Jesus, nós somos neste mundo. 18 No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor.

    Palavra do Senhor.

    Sl 71(72)

    As nações de toda a terra / hão de adorar-vos, ó Senhor!

    Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! /
    Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

    Os reis de Társis e das ilhas hão de vir / e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; /
    e também os reis de Seba e de Sabá / hão de trazer-lhe oferendas e tributos. /
    Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, / e todas as nações hão de servi-lo. – R.

    Libertará o indigente que suplica / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. /
    Terá pena do indigente e do infeliz / e a vida dos humildes salvará. – R.

    Marcos 6,45-52

    Depois de saciar os cinco mil homens, 45 Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46 Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47 Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48 Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles, andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49 Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50 Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51 Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52 porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.

    Palavra da Salvação.

    “Viram Jesus andando sobre as águas”.

    Mesmo depois da multiplicação dos pães para os cinco mil homens, a fé dos discípulos ainda não está suficientemente desperta para compreender as manifestações de Jesus diante deles. A fé precisa alimentar-se pela oração. Quem não reza é como quem rema contra os ventos, porque sabe para onde tem que ir, mas não tem forças suficientes para enfrentar as contrariedades. O Evangelho nos mostra exatamente isso, enquanto os discípulos remam contra os ventos na noite escura de seus corações, Jesus põe-se a rezar.

    A oração é o começo e o final de cada ação de Jesus. Logo depois de despedir as multidões Ele põe-se a rezar, pois é preciso ouvir a Deus para saber fazer Sua vontade. Porém, mesmo em oração, Ele está atento às necessidades dos discípulos na barca, porque o confronto com Deus leva ao bem do próximo. Por isso, depois de ter alimentado sua fé no diálogo com Deus através da oração, Jesus passa pelo mesmo mar que os discípulos, caminhando, sem barco, sem ser afetado pelos ventos, e sem ter sua visão limitada pela escuridão. Portanto, confiemos em Jesus do mesmo modo que Ele confia em nós. Não tenhais medo!

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 5ª feira do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 João 4,19-5,4

    Caríssimos, 19 quanto a nós, amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. 20 Se alguém disser: “Amo a Deus”, entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. 21 E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus ame também o seu irmão. 5,1 Todo o que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2 Podemos saber que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3 Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4 pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.

    Palavra do Senhor.

    Sl 71 (72)

    As nações de toda a terra / hão de adorar-vos, ó Senhor!

    Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! /
    Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

    Há de livrá-los da violência e opressão, / pois vale muito o sangue deles a seus olhos! /
    Hão de rezar também por ele sem cessar, / bendizê-lo e honrá-lo cada dia. – R.

    Seja bendito o seu nome para sempre! / E que dure como o sol sua memória! /
    Todos os povos serão nele abençoados, / todas as gentes cantarão o seu louvor! – R.

    Lucas 4,14-22

    Naquele tempo, 14 Jesus voltou para a Galileia com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15 Ele ensinava nas suas sinagogas, e todos o elogiavam. E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado e levantou-se para fazer a leitura. 17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19 e para proclamar um ano da graça do Senhor”. 20 Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22 Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca.

    Palavra da Salvação.

    “Hoje se cumpriu esta palavra da escritura”.

    Segundo Lucas, Jesus inicia seu ministério ao ser batizado por João Batista (3,21ss), depois passa pelas tentações do demônio no deserto (4,1ss) e, então, volta com a força do Espírito para Nazaré na Galileia. O Evangelista ainda mostra Jesus muito próximo da humanidade, porque se tinha criado em Nazaré, onde tinha o costume de ir à sinagoga aos sábados, e ainda diz que Jesus é o filho de José (4,22b), ou seja, era conhecido pela descendência de seu Pai.

    Jesus tinha cerca de trinta anos (3,23) e até então tinha vivido uma vida comum e piedosa. Esse homem comum, praticante da lei e conhecedor da realidade e das necessidades de sua sociedade, proclama agora o tempo da graça do Senhor, porque se cumpriu a profecia e a palavra de Deus chegara também para os pobres e não apenas para os ricos, os cegos de espírito vão recuperar a compaixão e os presos e oprimidos pelo pecado serão por Ele libertos.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 6ª feira do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 João 5,5-13

    Caríssimos, 5 quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6 Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. (Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue.) E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. 7 Assim, são três que dão testemunho: 8 o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes. 9 Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior. Este é o testemunho de Deus, pois ele deu testemunho a respeito de seu Filho. 10 Aquele que crê no Filho de Deus tem esse testemunho dentro de si. Aquele que não crê em Deus faz dele um mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. 11 E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. 12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho não tem a vida. 13 Eu vos escrevo estas coisas, a vós que acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida eterna.

    Palavra do Senhor.

    Sl 147 (147B)

    Glorifica o Senhor, Jerusalém!

    Glorifica o Senhor, Jerusalém! / Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! /
    Pois reforçou com segurança as tuas portas, / e os teus filhos em teu seio abençoou. – R.

    A paz em teus limites garantiu / e te dá como alimento a flor do trigo. /
    Ele envia suas ordens para a terra, / e a palavra que ele diz corre veloz. – R.

    Anuncia a Jacó sua palavra, / seus preceitos, suas leis a Israel. /
    Nenhum povo recebeu tanto carinho, / a nenhum outro revelou os seus preceitos. – R.

    Lucas 5,12-16

    12 Aconteceu que Jesus estava numa cidade e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 13 Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica purificado”. E, imediatamente, a lepra o deixou. 14 E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”. 15 Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16 Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração.

    Palavra da Salvação.

    “De repente a lepra desapareceu”.

    Deus está sempre preparado para fazer o bem a todos indistintamente. Ele só aguarda o momento de pedirmos verdadeiramente para nos atender. É isso que acontece com o homem leproso que crê em Jesus e pede-lhe para ser curado, mas pede com muita confiança e humildade dizendo Senhor, se queres. Ele não diz isto porque duvida se Jesus pode fazer sua cura, mas porque crê tão fielmente que aceita que a Vontade de Deus seja feita.

    E vemos claramente que ele crê verdadeiramente em Jesus, na sua profissão de fé quando diz “Tu tens o poder de me purificar”, e Jesus não tem apenas poder de purificar da lepra, mas de purificar de todo o pecado, e o que é a lepra perto do pecado, que é muito maior? Por isso, imediatamente a lepra desapareceu.

    Todo desejo honesto pedido com o coração puro é atendido rapidamente por Deus, porque, é cumprimento do seu verdadeiro mandamento que é o Amor.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • Sábado do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 João 5,14-21

    Caríssimos, 14 esta é a confiança que temos no Filho de Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. 15 E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido. 16 Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida; isso se, de fato, o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se deve rezar. 17 Toda iniquidade é pecado, mas existe pecado que não conduz à morte. 18 Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele que é gerado por Deus o guarda, e o maligno não o pode atingir. 19 Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do maligno. 20 Nós sabemos que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos aquele que é o verdadeiro. E nós estamos com o verdadeiro, no seu Filho, Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e a vida eterna. 21 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.

    Palavra do Senhor.

    Sl 149

    O Senhor ama seu povo, de verdade.

    1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo / e o seu louvor na assembleia dos fiéis! /
    Alegre-se Israel em quem o fez, / e Sião se rejubile no seu rei! – R.

    2. Com danças glorifiquem o seu nome, / toquem harpa e tambor em sua honra! /
    Porque, de fato, o Senhor ama seu povo / e coroa com vitória os seus humildes. – R.

    3. Exultem os fiéis por sua glória / e, cantando, se levantem de seus leitos /
    com louvores do Senhor em sua boca. / Eis a glória para todos os seus santos. – R.

    João 3,22-30

    Naquele tempo, 22 Jesus foi com seus discípulos para a região da Judeia. Permaneceu aí com eles e batizava. 23 Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas. 24 João ainda não tinha sido posto no cárcere. 25 Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26 Foram a João e disseram: “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, e do qual tu deste testemunho, agora está batizando, e todos vão a ele”. 27 João respondeu: “Ninguém pode receber alguma coisa se não lhe for dada do céu. 28 Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele’. 29 É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. 30 É necessário que ele cresça e eu diminua”.

    Palavra da Salvação.

    “O amigo do esposo enche-se de alegria ao ouvir a voz do esposo”.

    Neste trecho do Evangelho fica evidente o apostolado exercido tanto por João Batista, quanto os discípulos de Jesus. João, o grande precursor do Messias, segue sua missão a qual foi confiado ao Pai, de preparar os caminhos do Salvador e Senhor Nosso, Jesus Cristo. Assumindo principalmente, em seu ministério, a conversão dos pecados pelo batismo de arrependimento, no qual o próprio Cristo se submeteu como primeiro passo na sua missão como redentor da humanidade. Por outro lado, vemos o ministério dos discípulos de Jesus crescendo por toda a Judéia, no anúncio da Boa-Nova evangélica de Cristo, como o Filho de Deus vivo.
    Nas duas situações, a de João e as dos discípulos de Cristo, pode parecer que há uma certa competição na Evangelização exercida por cada um. No entanto, o fim do trecho nos revela uma visão de muita humildade por parte de João e o verdadeiro sentido de seus ministérios: “É necessário que Ele cresça e eu diminua”. A origem e o fim último de todo trabalho evangelizador é o próprio Deus na figura de Cristo e é exatamente isso que João faz presente em seu serviço.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • Festa do Batismo do Senhor

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Isaías 42,1-4.6-7

    Assim fala o Senhor: 1 “Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minha alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2 Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3 Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega, mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4 Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos. 6 Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7 para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 28(29)

    Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

    Filhos de Deus, tributai ao Senhor, / tributai-lhe a glória e o poder! /
    Dai-lhe a glória devida ao seu nome, / adorai-o com santo ornamento! – R.

    Eis a voz do Senhor sobre as águas, / sua voz sobre as águas imensas! /
    Eis a voz do Senhor com poder! / Eis a voz do Senhor majestosa. – R.

    Sua voz no trovão reboando! / No seu templo, os fiéis bradam: “Glória!” /
    É o Senhor que domina os dilúvios, / o Senhor reinará para sempre! – R.

    Atos 10,34-38

    Naqueles dias, 34 Pedro tomou a palavra e disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. 35 Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença. 36 Deus enviou sua palavra aos israelitas e lhes anunciou a boa-nova da paz por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos. 37 Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: 38 como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio, porque Deus estava com ele”.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 3,13-17

    Naquele tempo, 13 Jesus veio da Galileia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. 14 Mas João protestou, dizendo: “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” 15 Jesus, porém, respondeu-lhe: “Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir toda a justiça!” E João concordou. 16 Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo pousar sobre ele. 17 E do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”.

    Palavra da Salvação.

    “Depois de ser batizado, Jesus viu o Espírito de Deus pousando sobre ele”.

    O encontro de João Batista com Jesus no Rio Jordão da Galileia marca o fim de uma longa jornada de preparação do Messias e o início de seu ministério do anúncio do Reino de Deus. Após 30 anos de preparação – vivendo de forma quase anônima, exercendo o trabalho humilde de carpinteiro em Belém, alimentando-se lentamente da Palavra de Deus nas sinagogas e peregrinações ao templo de Jerusalém – Jesus se sente preparado a assumir seu compromisso firmado com o Pai desde a origem do Universo, para a redenção de toda a humanidade imersa em seus pecados e infidelidades a aliança firmada com Deus no Paraíso.

    O Batismo de Jesus também marca bem o início de seu ministério, que irá culminar na sua entrega total no lenho sagrado da Cruz. Ao se encarnar no mundo, Jesus dedicou toda a sua vida em prol do Reino de Deus, para que todas as pessoas que o conhecessem vissem nele uma nova aliança firmada com Deus, passando pelo mundo só fez o bem, esvaziando-se totalmente de sua condição divina e sendo pobre até as últimas consequências.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 2ª feira da 1ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Samuel 1,1-8

    1 Havia um homem sufita, oriundo de Ramá, no monte Efraim, que se chamava Elcana, filho de Jeroam, filho de Eliú, filho de Tou, filho de Suf, efraimita. 2 Elcana tinha duas mulheres: uma chamava-se Ana e a outra Fenena. Fenena tinha filhos; Ana, porém, não tinha. 3 Todos os anos, esse homem subia da sua cidade para adorar e oferecer sacrifícios ao Senhor todo-poderoso em Silo. Os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, eram sacerdotes do Senhor naquele santuário. 4 Quando oferecia sacrifício, Elcana dava à sua mulher Fenena e a todos os seus filhos e filhas as porções que lhes cabiam. 5 A Ana, embora a amasse, dava apenas uma porção escolhida, pois o Senhor a tinha deixado estéril. 6 Sua rival também a magoava e atormentava, humilhando-a pelo fato de o Senhor a ter tornado estéril. 7 E isso acontecia todos os anos. Sempre que subiam à casa do Senhor, ela a provocava do mesmo modo. E Ana chorava e não comia. 8 Então, Elcana, seu marido, lhe disse: “Ana, por que estás chorando e não te alimentas? E por que se aflige o teu coração? Acaso não sou eu melhor para ti do que dez filhos?”

    Palavra do Senhor.

    Sl: 115 (116)

    Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.

    Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? /
    Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

    Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. /
    Por isso oferto um sacrifício de louvor, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

    Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido; /
    nos átrios da casa do Senhor, / em teu meio, ó cidade de Sião! – R

    Marcos 1,14-20

    14 Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no evangelho!” 16 E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17 Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. 18 E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19 Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20 e logo os chamou. Eles deixaram seu pai, Zebedeu, na barca com os empregados e partiram, seguindo Jesus.

    Palavra da Salvação.

    “Convertei-vos e crede no Evangelho!”.

    Jesus inaugura sua missão do anúncio do Reino de Deus. Logo após a prisão de João Batista, a missão redentora do Pai continua sem interrupção por seu Filho amado. Assim como João, a mensagem anunciada por Jesus não é diferente, mas tem em si um grande diferencial, agora é anunciada pelo próprio Filho do Deus vivo, o tão esperado Salvador de toda a descendência de Israel e todo o mundo. A própria luz que brilhará nas trevas se manifesta ao mundo como caminho seguro de remissão dos pecados e infidelidades cometidos ao longo da história. Não mais um profeta anuncia a palavra de Deus, mas, agora, o próprio Deus explica e revela sua palavra.
    Pedro, André, Tiago e João são quatro discípulos exemplares que se deixaram contagiar pela eloquência da mensagem divina proclamada por Jesus Cristo. Eles pertencem ao círculo íntimo de amizade de Jesus. São os pilares que sustentam a fé de numerosos fiéis ao longo de mais de dois milênios na história da salvação. Que Deus nos conceda contagiar nossas vidas de forma tão intensa como fizeram estes apóstolos da paz.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 3ª feira da 1ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Samuel 1,9-20

    Naqueles dias, 9 Ana levantou-se, depois de ter comido e bebido em Silo. Ora, o sacerdote Eli estava sentado em sua cadeira à porta do templo do Senhor. 10 Ana, com o coração cheio de amargura, orou ao Senhor, derramando copiosas lágrimas. 11 E fez a seguinte promessa, dizendo: “Senhor todo-poderoso, se olhares para a aflição de tua serva e te lembrares de mim, se não te esqueceres da tua escrava e lhe deres um filho homem, eu o oferecerei a ti por todos os dias de sua vida e não passará navalha sobre a sua cabeça”. 12 Como ela se demorasse nas preces diante do Senhor, Eli observava o movimento de seus lábios. 13 Ana, porém, apenas murmurava; os seus lábios se moviam, mas não se podia ouvir palavra alguma. Eli julgou que ela estivesse embriagada; 14 por isso lhe disse: “Até quando estarás bêbada? Vai tirar essa bebedeira!” 15 Ana, porém, respondeu: “Não é isso, meu senhor! Sou apenas uma mulher muito infeliz; não bebi vinho nem outra coisa que possa embebedar, mas desafoguei a minha alma na presença do Senhor. 16 Não julgues a tua serva como uma mulher perdida, pois foi pelo excesso da minha dor e da minha aflição que falei até agora”. 17 Eli então lhe disse: “Vai em paz e que o Deus de Israel te conceda o que lhe pediste”. 18 Ela respondeu: “Que tua serva encontre graça diante dos teus olhos”. E a mulher foi embora, comeu e o seu semblante não era mais o mesmo. 19 Na manhã seguinte, ela e seu marido levantaram-se muito cedo e, depois de terem adorado o Senhor, voltaram para sua casa em Ramá. Elcana uniu-se a Ana, sua mulher, e o Senhor lembrou-se dela. 20 Ana concebeu e, no devido tempo, deu à luz um filho e chamou-o Samuel, porque – disse ela – “eu o pedi ao Senhor”.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 1Sm 2

    Meu coração se alegrou em Deus, meu salvador.

    Exulta no Senhor meu coração, / e se eleva a minha fronte no meu Deus; /
    minha boca desafia os meus rivais / porque me alegro com a vossa salvação. – R.

    O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, / mas os fracos se vestiram de vigor. /
    Os saciados se empregaram por um pão, / mas os pobres e os famintos se fartaram. /
    Muitas vezes deu à luz a que era estéril, / mas a mãe de muitos filhos definhou. – R.

    É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, / faz descer à sepultura e faz voltar; /
    é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, / é o Senhor quem nos humilha e nos exalta. – R.

    O Senhor ergue do pó o homem fraco / e do lixo ele retira o indigente, /
    para fazê-los assentar-se com os nobres / num lugar de muita honra e distinção. – R.

    Marcos 1,21-28

    21 Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da lei. 23 Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24 “Que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o santo de Deus”. 25 Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26 Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27 E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isso? Um ensinamento novo, dado com autoridade: ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28 E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.

    Palavra da Salvação.

    “Ensinava como quem tem autoridade”.

    Jesus é sinal de bondade e misericórdia por onde passa, daí vem sua boa fama que corre rapidamente por toda a Galileia. Os gestos concretos de cura, misericórdia e de perdão são partes inseparáveis do anúncio do Reino de Deus assumidos por Jesus em sua pregação. Acolher os simples, humildes, aleijados e marginalizados é fundamental atitude de todo aquele que quer seguir radicalmente o Cristo pobre entre os pobres.

    A experiência de Deus não é um casulo que nos fecha a olharmos somente a nós mesmos, mas é uma lente poderosa que amplia o olhar e revela uma sensibilidade aguçada para as misérias que nos cercam, primordialmente a dos irmãos e irmãs que convivemos no dia a dia. Deus Pai onipotente nos conceda a graça de atingirmos uma tal sensibilidade em nosso olhar para que sejamos capazes de estarmos atentos as fraquezas de nossos irmãos e irmãs  e ajudá-los no quanto for possível.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 4ª feira da 1ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Samuel 3,1-10.19-20

    Naqueles dias, 1 o jovem Samuel servia ao Senhor na presença de Eli. Naquele tempo a palavra do Senhor era rara e as visões não eram frequentes. 2 Aconteceu que, um dia, Eli estava dormindo no seu quarto. Seus olhos começavam a enfraquecer, e já não conseguia enxergar. 3 A lâmpada de Deus ainda não se tinha apagado, e Samuel estava dormindo no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. 4 Então o Senhor chamou: “Samuel, Samuel!” Ele respondeu: “Estou aqui”. 5 E correu para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli respondeu: “Eu não te chamei. Volta a dormir!” E ele foi deitar-se. 6 O Senhor chamou de novo: “Samuel, Samuel!” E Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Ele respondeu: “Não te chamei, meu filho. Volta a dormir!” 7 Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois, até então, a palavra do Senhor não se lhe tinha manifestado. 8 O Senhor chamou pela terceira vez: “Samuel, Samuel!” Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli compreendeu que era o Senhor que estava chamando o menino. 9 Então disse a Samuel: “Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás: ‘Senhor, fala, que teu servo escuta!’” E Samuel voltou ao seu lugar para dormir. 10 O Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: “Samuel! Samuel!” E ele respondeu: “Fala, que teu servo escuta”. 19 Samuel crescia, e o Senhor estava com ele. E não deixava cair por terra nenhuma de suas palavras. 20 Todo Israel, desde Dã até Bersabeia, reconheceu que Samuel era um profeta do Senhor.

    Palavra do Senhor.

    Sl 39 (40)

    Eis que venho fazer, com prazer, / a vossa vontade, Senhor!

    Esperando, esperei no Senhor, / e, inclinando-se, ouviu meu clamor. /
    É feliz quem a Deus se confia, † quem não segue os que adoram os ídolos / e se perdem por falsos caminhos. – R.

    Sacrifício e oblação não quisestes, / mas abristes, Senhor, meus ouvidos; /
    não pedistes ofertas nem vítimas, † holocaustos por nossos pecados. / E então eu vos disse: “Eis que venho!” – R.

    Sobre mim está escrito no livro: † “Com prazer faço a vossa vontade, /
    guardo em meu coração vossa lei!” – R.

    Boas-novas de vossa justiça † anunciei numa grande assembleia; /
    vós sabeis: não fechei os meus lábios! – R.

    Marcos 1,29-39

    Naquele tempo, 29 Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30 A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31 E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então a febre desapareceu, e ela começou a servi-los. 32 À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33 A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34 Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35 De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36 Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37 Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38 Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39 E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

    Palavra da Salvação.

    “Curou muitas pessoas de diversas doenças”.

    A fama de Jesus só tende a aumentar mais e mais na Galileia até os confins da terra, como diz o salmista. A mensagem de paz, amor e concórdia que Jesus anuncia encanta as pessoas que o conhecem. Mas o que as encanta de forma tão fascinante não são as estruturas inteligentes, frases bem elaboradas ou discursos eloquentes de Jesus. Pelo contrário, se é isso que procuramos vemos que Jesus não profere discursos para os sábios, mas para os simples.

    Somente aquele que se faz menor e reconhece em sua vida uma sede profunda de Deus, é quem sabe reconhecer o verdadeiro mistério presente nas palavras proferidas pelo Filho do Homem. Quem corre para Jesus, corre porque necessita de algo que não consegue encontrar no mundo. Quem corre a Jesus é porque sabe que somente Deus é o caminho verdadeiro para a vida, é todo aquele que deseja encontrar e sentir no seu espírito pobre a riqueza da vida em plenitude.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 5ª feira da 1ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Samuel 4,1-11

    1 Naqueles dias, os filisteus reuniram-se para fazer guerra a Israel. Israel saiu ao encontro dos filisteus, acampando perto de Eben-Ezer, enquanto os filisteus, de sua parte, avançaram até Afec 2 e puseram-se em linha de combate diante de Israel. Travada a batalha, Israel foi derrotado pelos filisteus. E morreram naquele combate, em campo aberto, cerca de quatro mil homens. 3 O povo voltou ao acampamento e os anciãos de Israel disseram: “Por que fez o Senhor que hoje fôssemos vencidos pelos filisteus? Vamos a Silo buscar a arca da aliança do Senhor, para que ela esteja no meio de nós e nos salve das mãos dos nossos inimigos”. 4 Então o povo mandou trazer de Silo a arca da aliança do Senhor todo-poderoso, que se senta sobre querubins. Os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, acompanhavam a arca. 5 Quando a arca da aliança do Senhor chegou ao acampamento, todo Israel rompeu num grande clamor, que ressoou por toda a terra. 6 Os filisteus, ouvindo isso, diziam: “Que gritaria é essa tão grande no campo dos hebreus?” E souberam que a arca do Senhor tinha chegado ao acampamento. 7 Os filisteus tiveram medo e disseram: “Deus chegou ao acampamento!” E lamentavam-se: 8 “Ai de nós! Porque os hebreus não estavam com essa alegria nem ontem nem anteontem. Ai de nós! Quem nos salvará da mão desses deuses tão poderosos? Foram eles que afligiram o Egito com toda espécie de pragas no deserto. 9 Mas coragem, filisteus, portai-vos como homens, para que não vos torneis escravos dos hebreus como eles o foram de vós! Sede homens e combatei!” 10 Então, os filisteus lançaram-se à luta, Israel foi derrotado e cada um fugiu para a sua tenda. O massacre foi grande: do lado de Israel tombaram trinta mil homens. 11 A arca de Deus foi capturada e morreram os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 43 (44)

    Libertai-nos, Senhor, pela vossa compaixão!

    Porém agora nos deixastes e humilhastes, / já não saís com nossas tropas para a guerra! /
    Vós nos fizestes recuar ante o inimigo, / os adversários nos pilharam à vontade. – R.

    De nós fizestes o escárnio dos vizinhos, / zombaria e gozação dos que nos cercam; /
    para os pagãos somos motivo de anedotas, / zombam de nós a sacudir sua cabeça. – R.

    Levantai-vos, ó Senhor, por que dormis? / Despertai! Não nos deixeis eternamente! /
    Por que nos escondeis a vossa face / e esqueceis nossa opressão, nossa miséria? – R.

    Marcos 1,40-45

    Naquele tempo, 40 um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 41 Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero: fica curado!” 42 No mesmo instante, a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43 Então Jesus o mandou logo embora, 44 falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45 Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

    Palavra da Salvação.

    “A lepra desapareceu e o homem ficou curado”.

    Ser portador da lepra no tempo de Jesus era sinônimo evidente e certo de uma exclusão quase que irreversível da sociedade judaica. Não só por questões higiênicas, mas, sobretudo, religiosos que barravam qualquer contato com os leprosos, obrigando-os a viverem fora das cidades ou em áreas afastadas nas cidades. O entendimento era de que os portadores desta doença eram pessoas impuras e que se sofriam essa desgraça eram por simples consequência de seus pecados, ou seja, como forma de castigo imposto por Deus ao indivíduo.

    Contudo, diante da situação opressora que viviam os leprosos, Jesus não mostra qualquer atitude de desprezo para com este homem que o procura de boa vontade. Deus só tem olhos para sua fé e é justamente ela que o salva de sua marginalização e opressão social, dando a este rapaz a capacidade de viver uma nova vida, renovada pelo encontro com o amor sincero de um Deus que se compraz de sua miséria e pobreza.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 6ª feira da 1ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de Santo Antão

    1 Samuel 8,4-7.10-22

    Naqueles dias, 4 todos os anciãos de Israel se reuniram, foram procurar Samuel em Ramá 5 e disseram-lhe: “Olha, tu estás velho e teus filhos não seguem os teus caminhos. Por isso, estabelece sobre nós um rei, para que exerça a justiça entre nós, como se faz em todos os povos”. 6 Samuel não gostou quando lhe disseram: “Dá-nos um rei, para que nos julgue”. E invocou o Senhor. 7 O Senhor disse a Samuel: “Atende a tudo o que o povo te diz. Porque não é a ti que eles rejeitam, mas a mim, para que eu não reine mais sobre eles”. 10 Samuel transmitiu todas as palavras do Senhor ao povo, que lhe pedira um rei, 11 e disse: “Estes serão os direitos do rei que reinará sobre vós: tomará vossos filhos e os encarregará dos seus carros de guerra e dos seus cavalos e os fará correr à frente do seu carro. 12 Fará deles chefes de mil e de cinquenta homens e os empregará em suas lavouras e em suas colheitas, na fabricação de suas armas e de seus carros. 13 Fará de vossas filhas suas perfumistas, cozinheiras e padeiras. 14 Tirará os vossos melhores campos, vinhas e olivais e os dará aos seus funcionários. 15 Das vossas colheitas e das vossas vinhas ele cobrará o dízimo e o destinará aos seus eunucos e aos seus criados. 16 Tomará também vossos servos e servas, vossos melhores bois e jumentos, e os fará trabalhar para ele. 17 Exigirá o dízimo de vossos rebanhos, e vós sereis seus escravos. 18 Naquele dia, clamareis ao Senhor por causa do rei que vós mesmos escolhestes, mas o Senhor não vos ouvirá”. 19 Porém o povo não quis dar ouvidos às razões de Samuel e disse: “Não importa! Queremos um rei, 20 pois queremos ser como todas as outras nações. O nosso rei administrará a justiça, marchará à nossa frente e combaterá por nós em todas as guerras”. 21 Samuel ouviu todas as palavras do povo e repetiu-as aos ouvidos do Senhor. 22 Mas o Senhor disse-lhe: “Faze-lhes a vontade e dá-lhes um rei”.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 88(89)

    Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

    Quão feliz é aquele povo que conhece a alegria; / seguirá pelo caminho, sempre à luz de vossa face! /
    Exultará de alegria em vosso nome dia a dia / e, com grande entusiasmo, exaltará vossa justiça. – R.

    Pois sois vós, ó Senhor Deus, a sua força e sua glória, / é por vossa proteção que exaltais nossa cabeça. /
    Do Senhor é o nosso escudo, ele é nossa proteção, / ele reina sobre nós, é o santo de Israel! – R.

    Marcos 2,1-12

    1 Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2 E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3 Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4 Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5 Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 6 Ora, alguns mestres da lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7 “Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 8 Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 9 O que é mais fácil, dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 10 Pois bem, para que saibais que o Filho do homem tem, na terra, poder de perdoar pecados” – disse ele ao paralítico –, 11 “eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama e vai para tua casa!” 12 O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”.

    Palavra da Salvação.

    “O Filho do Homem tem na terra poder de perdoar pecados”.

    O perdão dos pecados só pode ser concedido por Deus, uma vez que a ofensa se dirige a Ele, somente o Pai pode reatar os laços perdidos da aliança com seus filhos. O paralítico se encontrava em grande desterro, sofrido principalmente pela enfermidade que o atormentava e o impedia de assumir uma vida de compromissos comuns a qualquer homem de seu tempo. Ao encontrar-se no meio daquela multidão que cercava o Filho de Deus, encantava-se com os belos prodígios e maravilhas que diziam sobre Jesus, o Nazareno.
    Para Deus, o que realmente importa nos homens é a fé que eles trazem em seu íntimo e só Deus pode conhecer tal realidade presente no coração de cada ser criado. A condição social, a enfermidade, o emprego que exerce são mínimos detalhes para aqueles que trazem em si uma fé inabalável e confiante na Trindade Santa. Deus nos permita adquirirmos uma fé tão pura e verdadeira quanto a deste paralítico, para um dia podermos felizes gozar da verdadeira alegria dos filhos de Deus.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • Sábado da 1ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Samuel 9,1-4.17-19; 10,1

    1 Havia um homem de Benjamim chamado Cis, filho de Abiel, filho de Seror, filho de Becorat, filho de Afia, um benjaminita, homem forte e valente. 2 Ele tinha um filho chamado Saul, de boa apresentação. Entre os filhos de Israel não havia outro melhor do que ele: dos ombros para cima sobressaía a todo o povo. 3 Ora, aconteceu que se perderam umas jumentas de Cis, pai de Saul. E Cis disse a seu filho Saul: “Toma contigo um dos criados, põe-te a caminho e vai procurar as jumentas”. Eles atravessaram a montanha de Efraim 4 e a região de Salisa, mas não as encontraram. Passaram também pela região de Salim, sem encontrar nada; e ainda pela terra de Benjamim, sem resultado algum. 17 Quando Samuel avistou Saul, o Senhor lhe disse: “Este é o homem de quem te falei. Ele reinará sobre o meu povo”. 18 Saul aproximou-se de Samuel, na soleira da porta, e disse-lhe: “Peço-te que me informes onde é a casa do vidente”. 19 Samuel respondeu a Saul: “Sou eu mesmo o vidente. Sobe na minha frente ao santuário da colina. Hoje comereis comigo e amanhã de manhã te deixarei partir, depois de te ter revelado tudo o que tens no coração”. 10,1 Na manhã seguinte, Samuel tomou um pequeno frasco de azeite, derramou-o sobre a cabeça de Saul e beijou-o, dizendo: “Com isto o Senhor te ungiu como chefe do seu povo, Israel. Tu governarás o povo do Senhor e o livrarás das mãos de seus inimigos, que estão ao seu redor”.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 20(21)

    Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra.

    Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra; / quanto exulta de alegria em vosso auxílio! /
    O que sonhou seu coração, lhe concedestes; / não recusastes os pedidos de seus lábios. – R.

    Com bênção generosa o preparastes; / de ouro puro coroastes sua fronte. /
    A vida ele pediu e vós lhe destes, / longos dias, vida longa pelos séculos. – R.

    É grande a sua glória em vosso auxílio; / de esplendor e majestade o revestistes. /
    Transformastes o seu nome numa bênção / e o cobristes de alegria em vossa face. – R.

    Marcos 2,13-17

    Naquele tempo, 13 Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia ao seu encontro e Jesus os ensinava. 14 Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu. 15 E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 16 Alguns doutores da lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com os cobradores de impostos e pecadores?” 17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

    Palavra da Salvação.

    “Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

    Entender hoje a vida de um coletor de impostos, nos nossos tempos atuais, fica difícil, uma vez que o advento da modernidade com seus meios eletrônicos facilitou o pagamento de contas e pendências com o governo. Como bem sabemos, nos tempos da antiga Galileia as coisas não eram tão modernas assim. Para receber a coleta de seus impostos, o estado necessitava de homens justos, honestos e de espírito firme para cobrar as dívidas de seus devedores, a fim de que se garantisse o recebimento desses valores.

    No Evangelho, vemos a importante presença de Mateus, uma dessas figuras representantes do Estado na coletoria de impostos. Levi, filho de Alfeu, exercia uma função que desagradava muito os mestres da lei e a comunidade judaica, uma vez que seu serviço lidava com o recebimento de juros e apoiava a dominação do governo romano sobre Israel.
    Podemos notar, no entanto, que Jesus é um judeu diferente, pois se faz amigo daquele que não merecia misericórdia. Em troca de preconceitos e julgamentos duros, Cristo prefere mostrar compaixão e ser médico de todo aquele que se vê contaminado pelo pecado.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 2º domingo do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Isaías 49,3.5-6

    3 O Senhor me disse: “Tu és o meu servo, Israel, em quem serei glorificado”. 5 E, agora, diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor, essa é a minha glória. 6 Disse ele: “Não basta seres meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra”.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 39 (40)

    Eu disse: Eis que venho, Senhor, / com prazer faço a vossa vontade!

    Esperando, esperei no Senhor, / e, inclinando-se, ouviu meu clamor. /
    Canto novo ele pôs em meus lábios, / um poema em louvor ao Senhor. – R.

    Sacrifício e oblação não quisestes, / mas abristes, Senhor, meus ouvidos. /
    Não pedistes ofertas nem vítimas, / holocaustos por nossos pecados. – R.

    E então eu vos disse: “Eis que venho!” / Sobre mim está escrito no livro: /
    “Com prazer faço a vossa vontade, / guardo em meu coração vossa lei!” – R.

    Boas-novas de vossa justiça † anunciei numa grande assembleia; /
    vós sabeis: não fechei os meus lábios! – R.

    1 Coríntios 1,1-3

    1 Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes 2 à Igreja de Deus que está em Corinto: aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos junto com todos os que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 3Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

    Palavra do Senhor.

    João 1,29-34

    Naquele tempo, 29 João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30 Dele é que eu disse: ‘Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim’. 31 Também eu não o conhecia, mas, se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. 32 E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba, do céu e permanecer sobre ele. 33 Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. 34 Eu vi e dou testemunho: este é o Filho de Deus!”

    Palavra da Salvação.

    “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.

    João Batista é o maior e último dos profetas, um marco que separa o Antigo e o Novo Testamento. Tudo isso graças a pregação que proferia ao povo por palavras e principalmente por seu testemunho simples e silencioso de uma vida votada inteiramente à aspereza da penitência no deserto, regada com jejum e oração.
    Neste Evangelho, podemos notar que João não porta em si uma mensagem própria, mas, como diz: “aquele que me enviou…”. O Pai e somente Ele poderia tê-lo confiado tamanho ministério divino, de preparar os corações daqueles que eram presos às antigas leis e tradições para a vinda de seu Filho Amado, o Messias. Jesus é o alvo de João, esse era o fim de seu batismo de conversão às margens do rio Jordão, preparar as almas de todos aqueles que aguardavam a vinda do Eleito de Deus.
    Deus nos conceda o dom de também receber o Cristo Senhor em nossas vidas. E, a exemplo de João, nos entregarmos total e fielmente a seus projetos, assumindo autenticamente nossos compromissos batismais.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 2ª feira da 2ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Samuel 15,16-23

    Naqueles dias, 16 Samuel disse a Saul: “Basta! Deixa-me dizer-te o que o Senhor me revelou esta noite”. Saul disse: “Fala!” 17 Então Samuel começou: “Por menor que sejas aos teus próprios olhos, acaso não és o chefe das tribos de Israel? O Senhor ungiu-te rei sobre Israel 18 e te enviou em expedição com a ordem de eliminar os amalecitas, esses malfeitores, combatendo-os até que fossem exterminados. 19 Por que não ouviste a voz do Senhor e te precipitaste sobre os despojos, e fizeste o que desagrada ao Senhor?” 20 Saul respondeu a Samuel: “Mas eu obedeci ao Senhor! Realizei a expedição a que ele me enviou. Trouxe Agag, rei de Amalec, para cá e exterminei os amalecitas. 21 Quanto aos despojos, o povo reteve, das ovelhas e dos bois, o melhor do que devia ser eliminado, para sacrificar ao Senhor teu Deus em Guilgal”. 22 Mas Samuel replicou: “O Senhor quer holocaustos e sacrifícios ou quer a obediência à sua palavra? A obediência vale mais que o sacrifício, a docilidade mais que oferecer gordura de carneiros. 23 A rebelião é um verdadeiro pecado de magia, um crime de idolatria, uma obstinação. Assim, porque rejeitaste a palavra do Senhor, ele te rejeitou: tu não és mais rei”.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 49 (50)

    A todo homem que procede retamente / eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

    Eu não venho censurar teus sacrifícios, / pois sempre estão perante mim teus holocaustos; /
    não preciso dos novilhos de tua casa / nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos. – R.

    Como ousas repetir os meus preceitos / e trazer minha aliança em tua boca? /
    Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos / e deste as costas às palavras dos meus lábios! – R.

    Diante disso que fizeste, eu calarei? / Acaso pensas que eu sou igual a ti? /
    É disso que te acuso e repreendo / e manifesto essas coisas aos teus olhos. – R.

    Quem me oferece um sacrifício de louvor, / este, sim, é que me honra de verdade. /
    A todo homem que procede retamente / eu mostrarei a salvação que vem de Deus. – R.

    Marcos 2,18-22

    Naquele tempo, 18 os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam e os teus discípulos não jejuam?” 19 Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20 Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí então eles vão jejuar. 21 Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha, porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos,­ porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.

    Palavra da Salvação.

    “O noivo está com eles”.

    Como é possível que odres velhos possam suportar conservar vinhos novos? Quem pode ver lógica em remendar peças novas de roupa com tecidos gastados e já ultrapassados? Essas são as indagações que Jesus nos revela no final do trecho evangélico. Ao relatar estes fatos, a intensão do divino mestre era ensinar aos fariseus que seu anúncio da Boa-Nova devia ser recebido em novos recipientes, almas renovadas e inteiramente novas é que podem entender completamente a mensagem de Jesus. Os fariseus e mestres da Lei, presos as antigas formas de culto e tradições, que mais dificultavam do que ajudavam na relação com Deus, precisam mudar-se completamente para compreender de fato a riqueza do tesouro evangélico de Jesus e seus discípulos. O convite, é claro, se estende aos nossos dias, como uma inquietação direta de Jesus aos seus ouvintes. Consigo identificar o que me prende a uma observância rígida da Lei? O que me impede de ainda não me entregar por inteiro a Jesus, Salvador? Será que sou capaz de me pautar pelos valores do Reino dos Céus ou deixo-me levar pelos reinos da terra?

    Reflexão feita pelos noviços

  • 3ª feira da 2ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de Santa Inês, virgem e mártir

    1 Samuel 16,1-13

    Naqueles dias, 1 o Senhor disse a Samuel: “Até quando ficarás chorando por causa de Saul se eu mesmo o rejeitei para que não reine mais sobre Israel? Enche o chifre de óleo e vem, para que eu te envie à casa de Jessé de Belém, pois escolhi um rei para mim entre os seus filhos”. 2 Samuel ponderou: “Como posso ir? Se Saul o souber, vai-me matar”. O Senhor respondeu: “Tomarás contigo uma novilha da manada e dirás: ‘Vim para oferecer um sacrifício ao Senhor’. 3 Convidarás Jessé para o sacrifício. Eu te mostrarei o que deves fazer, e tu ungirás a quem eu te designar”. 4 Samuel fez o que o Senhor lhe disse e foi a Belém. Os anciãos da cidade vieram-lhe ao encontro e perguntaram: “É de paz a tua vinda?” 5 “Sim, é de paz”, respondeu Samuel. “Vim para fazer um sacrifício ao Senhor. Purificai-vos e vinde comigo, para que eu ofereça a vítima”. Ele purificou então Jessé e seus filhos e convidou-os para o sacrifício. 6 Assim que chegaram, Samuel viu a Eliab e disse consigo: “Certamente é este o ungido do Senhor!” 7 Mas o Senhor disse-lhe: “Não olhes para a sua aparência nem para a sua grande estatura, porque eu o rejeitei. Não julgo segundo os critérios do homem: o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração”. 8 Então Jessé chamou Abinadab e apresentou-o a Samuel, que disse: “Também não é este que o Senhor escolheu”. 9 Jessé trouxe-lhe depois Sama, e Samuel disse: “A este tampouco o Senhor escolheu”. 10 Jessé fez vir seus sete filhos à presença de Samuel, mas Samuel disse: “O Senhor não escolheu a nenhum deles”. 11 E acrescentou: “Estão aqui todos os teus filhos?” Jessé respondeu: “Resta ainda o mais novo, que está apascentando as ovelhas”. E Samuel ordenou a Jessé: “Manda buscá-lo, pois não nos sentaremos à mesa enquanto ele não chegar”. 12 Jessé mandou buscá-lo. Era ruivo, de belos olhos e de formosa aparência. E o Senhor disse: “Levanta-te, unge-o: é este!” 13 Samuel tomou o chifre com óleo e ungiu Davi na presença de seus irmãos. E a partir daquele dia o espírito do Senhor se apoderou de Davi. A seguir, Samuel se pôs a caminho e voltou para Ramá.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 88 (89)

    Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor.

    Outrora vós falastes em visões a vossos santos: † “Coloquei uma coroa na cabeça de um herói /
    e do meio deste povo escolhi o meu eleito. – R.

    Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, / e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. /
    Estará sempre com ele minha mão onipotente, / e meu braço poderoso há de ser a sua força. – R.

    Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, / sois meu Deus, sois meu rochedo onde encontro a salvação!’ /
    E por isso farei dele o meu filho primogênito, / sobre os reis de toda a terra farei dele o rei altíssimo”. – R.

    Marcos 2,23-28

    23 Jesus estava passando por uns campos de trigo em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24 Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” 25 Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26 Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. 27 E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28 Portanto, o Filho do homem é senhor também do sábado”.

    Palavra da Salvação.

    “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado”.

    A vontade de Deus, revelada através das palavras de Jesus, não poderia ser mais clara: não há lei, norma ou julgamento moral, religioso ou civil que devesse negar ao ser humano o alcance de suas necessidades mais básicas, justamente ele, que foi criado para que tivesse vida em abundância. Ora, a fome – uma das carências mais básicas de qualquer ser vivo, ao lado da sede – justificaria que qualquer lei fosse deixada de lado por um instante para que esta dor possa ser aliviada. A vida sempre estará acima da lei! Hoje nos vemos entretidos em discussões do valor da vida deste ou daquele indivíduo devido ao seu comportamento moral ou legal; se a vida começa na concepção ou semanas mais tarde (sempre sob a perspectiva de quando seria moral interromper a gestação); se devemos ou não oferecer ajuda a alguém que nos pede, mesmo que não recebamos nenhuma isenção de imposto por tal ação… A vida sempre estará acima da lei! Pois a mais preciosa das leis é a vontade de Deus: e Ele deseja nos ver todos libertos de nossos sofrimentos.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 4ª feira da 2ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Samuel 17,32-33.37.40-51

    Naqueles dias, 32 Davi foi conduzido a Saul e lhe disse: “Ninguém desanime por causa desse filisteu! Eu, teu servo, lutarei contra ele”. 33 Mas Saul ponderou: “Não poderás enfrentar esse filisteu, pois tu és só ainda um jovem e ele é um homem de guerra desde a sua mocidade”. 37 Davi respondeu: “O Senhor me livrou das garras do leão e das garras do urso. Ele me salvará também das mãos desse filisteu”. Então Saul disse a Davi: “Vai, e que o Senhor esteja contigo”. 40 Em seguida, tomou o seu cajado, escolheu no regato cinco pedras bem lisas e colocou-as no seu alforje de pastor, que lhe servia de bolsa para guardar pedras. Depois, com a sua funda na mão, avançou contra o filisteu. 41 Este, que se vinha aproximando mais e mais, precedido do seu escudeiro, 42 quando pôde ver bem Davi, desprezou-o, porque era muito jovem, ruivo e de bela aparência. 43 E lhe disse: “Sou por acaso um cão, para vires a mim com um cajado?” E o filisteu amaldiçoou Davi em nome de seus deuses. 44 E acrescentou: “Vem, e eu darei a tua carne às aves do céu e aos animais da terra!” 45 Davi respondeu: “Tu vens a mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou a ti em nome do Senhor todo-poderoso, o Deus dos exércitos de Israel, que tu insultaste! 46 Hoje mesmo o Senhor te entregará em minhas mãos, e te abaterei e te cortarei a cabeça, e darei o teu cadáver e os cadáveres do exército dos filisteus às aves do céu e aos animais da terra, para que toda a terra saiba que há um Deus em Israel. 47 E toda esta multidão de homens conhecerá que não é pela espada nem pela lança que o Senhor concede a vitória; porque o Senhor é o árbitro da guerra, e ele vos entregará em nossas mãos”. 48 Logo que o filisteu avançou e marchou em direção a Davi, este saiu das linhas de formação e correu ao encontro do filisteu. 49 Davi meteu, então, a mão no alforje, apanhou uma pedra e arremessou-a com a funda, atingindo o filisteu na fronte com tanta força, que a pedra se encravou na sua testa e o gigante tombou com o rosto em terra. 50 E assim Davi venceu o filisteu, ferindo-o de morte com uma funda e uma pedra. E, como não tinha espada na mão, 51 correu para o filisteu, chegou junto dele, arrancou-lhe a espada da bainha e acabou de matá-lo, cortando-lhe a cabeça. Vendo morto o seu guerreiro mais valente, os filisteus fugiram.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 143 (144)

    Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

    Bendito seja o Senhor, meu rochedo, † que adestrou minhas mãos para a luta /
    e os meus dedos treinou para a guerra! – R.

    Ele é meu amor, meu refúgio, / libertador, fortaleza e abrigo; /
    é meu escudo: é nele que espero, / ele submete as nações a meus pés. – R.

    Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, / nas dez cordas da harpa louvar-vos, /
    a vós que dais a vitória aos reis / e salvais vosso servo Davi. – R.

    Marcos 3,1-6

    Naquele tempo, 1 Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2 Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3 Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4 E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5 Jesus, então, olhou ao seu redor cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração, e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6 Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

    Palavra da Salvação.

    “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal?”.

    A pergunta que Jesus nos faz hoje deve provocar profundamente nossa consciência: existe alguma condição para que o bem seja realizado? Ou perguntando de uma outra forma: há alguma justificativa, seja ela legal, moral, religiosa ou pessoal, para que nós nos sintamos desobrigados de fazer o bem ao outro? A honestidade da reflexão a partir desta questão nos levaria a descobrir uma resposta desconcertante: sim, nós temos muitas justificativas, criadas pela sociedade da indiferença ou por minhas tantas preocupações egoístas, que me levam a um alívio de consciência por não ter ajudado, socorrido, atendido à necessidade daquele que obviamente sofria diante de mim. Perdoamo-nos com muita facilidade por nosso descaso porque somos duros de coração, tal como Jesus nos descreve. A cura de Jesus, mesmo em dia proibido pela Lei, é uma lição para nós: nada deve nos impedir de fazer o bem que o outro precisa! Deus, que é o Bem Supremo, nos dá a graça de sermos instrumentos de Seu amor e salvação no mundo, portanto, não fujamos desta sagrada missão.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 5ª feira da 2ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Samuel 18,6-9; 19,1-7

    Naqueles dias, 6 quando Davi voltou, depois de ter matado o filisteu, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, dançando e cantando alegremente ao som de tamborins e címbalos. 7 E, enquanto dançavam, diziam em coro: “Saul matou mil, mas Davi matou dez mil”. 8 Saul ficou muito encolerizado com isso e não gostou nada da canção, dizendo: “A Davi deram dez mil e a mim somente mil. Que lhe falta ainda, senão a realeza?” 9 E, a partir daquele dia, não olhou mais para Davi com bons olhos. 19,1 Saul falou a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos sobre sua intenção de matar Davi. Mas Jônatas, filho de Saul, amava profundamente Davi 2 e preveniu-o a respeito disso, dizendo: “Saul, meu pai, procura matar-te; portanto, toma cuidado amanhã de manhã e fica oculto em um esconderijo. 3 Eu mesmo sairei em companhia de meu pai, no campo, onde estiveres, e lhe falarei de ti, para ver o que ele diz, e depois te avisarei de tudo o que eu souber”. 4 Então Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e acrescentou: “Não faças mal algum ao teu servo Davi, porque ele nunca te ofendeu. Ao contrário, o que ele tem feito foi muito proveitoso para ti. 5 Arriscou a sua vida, matando o filisteu, e o Senhor deu uma grande vitória a todo Israel. Tu mesmo foste testemunha e te alegraste. Por que, então, pecarias, derramando sangue inocente e mandando matar Davi sem motivo?” 6 Saul, ouvindo isso e aplacado com as razões de Jônatas, jurou: “Pela vida do Senhor, ele não será morto!” 7 Então Jônatas chamou Davi e contou-lhe tudo isso. Levou-o em seguida a Saul, para que ele retomasse o seu lugar, como antes.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 55 (56)

    É no Senhor que eu confio e nada temo.

    Tende pena e compaixão de mim, ó Deus, † pois há tantos que me calcam sob os pés, /
    e agressores me oprimem todo dia! / Meus inimigos de contínuo me espezinham, /
    são numerosos os que lutam contra mim! – R.

    Do meu exílio registrastes cada passo, † em vosso odre recolhestes cada lágrima /
    e anotastes tudo isso em vosso livro. / Meus inimigos haverão de recuar †
    em qualquer dia em que eu vos invocar; / tenho certeza: o Senhor está comigo! – R.

    Confio em Deus e louvarei sua promessa. † É no Senhor que eu confio e nada temo: /
    que poderia contra mim um ser mortal? / Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz /
    e vos oferto um sacrifício de louvor. – R.

    Marcos 3,7-12

    Naquele tempo, 7 Jesus se retirou para a beira do mar junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8 E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9 Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse. 10 Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11 Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12 Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

    Palavra da Salvação.

    “Os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.”

    O Evangelista Marcos tem um esquema claro em mente quando constrói a estrutura do seu Evangelho. Para ele, o conhecimento a respeito da identidade de Jesus não pode provir da razão ou do “ouvir dizer que…” sobre Jesus. Para que se possa conhecer Jesus como o Filho de Deus, é preciso experimentar sua ação de misericórdia e libertação e, a partir desta experiência de proximidade com Ele, brotará naturalmente nossa profissão de fé. Hoje escutamos um resumo sobre a caminhada de Jesus e sobre como suas curas e palavras vinham atraindo multidões de diversas cidades da região que tinham ouvido falar a respeito dos seus sinais. Os espíritos maus proclamavam sua filiação divina, mas Ele os mandava silenciar, para que as pessoas o buscassem para experimentar o amor libertador do Pai, sinal do Reino de Deus, e não devido aos gritos daqueles que nem sequer aderiam aos seus ensinamentos. Que nós possamos ter sempre clareza sobre o que buscamos quando nos aproximamos de Jesus em nossas orações: buscamos a intimidade com aquele que pode nos revelar o amor do Pai, Seu desejo de salvação e reconciliação conosco e, Sua misericórdia através do perdão de nossos limites e faltas.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 6ª feira da 2ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de São Francisco de Sales, bispo e doutor da Igreja

    1 Samuel 24,3-21

    Naqueles dias, 3 Saul tomou consigo três mil homens escolhidos em todo Israel e saiu em busca de Davi e de seus homens, até os rochedos das cabras monteses. 4 E chegou aos currais de ovelhas que encontrou no caminho. Havia ali uma gruta, onde Saul entrou para satisfazer suas necessidades. Davi e seus homens achavam-se no fundo da gruta, 5 e os homens de Davi disseram-lhe: “Este certamente é o dia do qual o Senhor te falou: ‘Eu te entregarei o teu inimigo, para que faças dele o que quiseres’”. Então, Davi aproximou-se de mansinho e cortou a ponta do manto de Saul. 6 Mas logo o seu coração se encheu de remorsos por ter feito aquilo, 6 e disse aos seus homens: “Que o Senhor me livre de fazer uma coisa dessas ao ungido do Senhor, levantando a minha mão contra ele, o ungido do Senhor”. 8 Com essas palavras, Davi conteve os seus homens e não permitiu que se lançassem sobre Saul. Este deixou a gruta e seguiu seu caminho. 9 Davi levantou-se a seguir, saiu da gruta e gritou atrás dele: “Senhor, meu rei!” Saul voltou-se, e Davi inclinou-se até o chão e prostrou-se. 10E disse a Saul: “Por que dás ouvidos às palavras dos que te dizem que Davi procura fazer-te mal? 11 Viste hoje com teus próprios olhos que o Senhor te entregou em minhas mãos, na gruta. Renunciando a matar-te, poupei-te a vida, porque pensei: Não levantarei a mão contra o meu senhor, pois ele é o ungido do Senhor 12 e meu pai. Presta atenção e vê em minha mão a ponta do teu manto. Se eu cortei este pedaço do teu manto e não te matei, reconhece que não há maldade nem crime em mim, que não pequei contra ti. Tu, porém, andas procurando tirar-me a vida. 13 Que o Senhor seja nosso juiz e que ele me vingue de ti. Mas eu nunca levantarei a minha mão contra ti. 14 ‘Dos ímpios sairá a impiedade’, diz o antigo provérbio; por isso, a minha mão não te tocará. 15 A quem persegues tu, ó rei de Israel? A quem persegues? Um cão morto! E uma pulga! 16 Pois bem! O Senhor seja juiz e julgue entre mim e ti. Que ele examine e defenda a minha causa e me livre das tuas mãos”. 17 Quando Davi terminou de falar, Saul lhe disse: “É esta a tua voz, ó meu filho Davi?” E começou a clamar e a chorar. 18 Depois disse a Davi: “Tu és mais justo do que eu, porque me tens feito bem e eu só te tenho feito mal. 19 Hoje me revelaste a tua bondade para comigo, pois o Senhor me entregou em tuas mãos e não me mataste. 20 Qual é o homem que, encontrando o seu inimigo, o deixa ir embora tranquilamente? Que o Senhor te recompense pelo bem que hoje me fizeste. 21 Agora eu sei com certeza que tu serás rei e que terás em tua mão o reino de Israel”.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 56 (57)

    Piedade, Senhor, tende piedade.

    Piedade, Senhor, piedade, / pois em vós se abriga a minha alma! /
    De vossas asas, à sombra, me achego, / até que passe a tormenta, Senhor! – R.

    Lanço um grito ao Senhor Deus altíssimo, / a esse Deus que me dá todo o bem. /
    Que me envie do céu sua ajuda † e confunda os meus opressores! /
    Deus me envie sua graça e verdade! – R.

    Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, / vossa glória refulja na terra! /
    Vosso amor é mais alto que os céus, / mais que as nuvens a vossa verdade! – R.

    Marcos 3,13-19

    Naquele tempo, 13 Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14 Então Jesus designou doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15 com autoridade para expulsar os demônios. 16 Designou, pois, os doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17 Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”; 18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19 e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.

    Palavra da Salvação.

    “Chamou os que ele quis, para que ficassem com ele”.

    Jesus chama a cada um de seus apóstolos pelo nome, demonstrando conhecê-los pessoalmente. Ele os chama para se aproximem e possam formar comunidade. O evangelista Marcos ainda nos dá mais um detalhe deste chamado: Jesus os chama porque os quis! Ora, Jesus não precisava de nenhum deles e estamos cientes de que os apóstolos não eram homens perfeitos, mas mesmo assim, Jesus os chamou para estabelecer um vínculo de amizade e intimidade do qual poderia nascer a profunda fé no Deus Conosco.
    Jesus também nos chama a cada um de nós para d’Ele nos aproximarmos, para melhor o conhecermos, para compreendermos melhor a sua mensagem e encontrarmos nele o sentido de nossa vida. Deus nos chama para uma relação de intimidade e amizade para, a partir desta experiência afetuosa, possamos amadurecer nossa fé numa pessoa que nos quer bem e nos ama radicalmente. Deus nos ama e nos convida a viver em seu amor. Temos coragem para oferecer nosso sim em resposta a este convite?

    Reflexão feita pelos noviços.

  • Sábado da 2ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo

    Atos 22,3-16

    Naqueles dias, Paulo disse ao povo: 3 “Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas fui criado aqui nesta cidade. Como discípulo de Gamaliel, fui instruído em todo o rigor da lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da causa de Deus, como acontece hoje convosco. 4Persegui até a morte os que seguiam esse caminho, prendendo homens e mulheres e jogando-os na prisão. 5 Disso são minhas testemunhas o sumo sacerdote e todo o conselho dos anciãos. Eles deram-me cartas de recomendação para os irmãos de Damasco. Fui para lá a fim de prender todos os que encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados. 6 Ora, aconteceu que, na viagem, estando já perto de Damasco, pelo meio-dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. 7 Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ 8 Eu perguntei: ‘Quem és tu, Senhor?’ Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu estás perseguindo’. 9 Meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. 10 Então perguntei: ‘Que devo fazer, Senhor?’ O Senhor me respondeu: ‘Levanta-te e vai para Damasco. Ali te explicarão tudo o que deves fazer’. 11 Como eu não podia enxergar, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pelas mãos dos meus companheiros. 12 Um certo Ananias, homem piedoso e fiel à lei, com boa reputação junto de todos os judeus que aí moravam, 13 veio encontrar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista!’ No mesmo instante, recuperei a vista e pude vê-lo. 14 Ele, então, me disse: ‘O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires a sua própria voz. 15 Porque tu serás a sua testemunha, diante de todos os homens, daquilo que viste e ouviste. 16 E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele!’”

    Palavra do Senhor.

    Sl: 116 (117)

    Ide por todo o mundo, a todos pregai o evangelho.

    Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, / povos todos, festejai-o! – R.

    Pois comprovado é seu amor para conosco, / para sempre ele é fiel! – R.

    Marcos 16,15-18

    Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos 15 e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura! 16 Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17 Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18 se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.

    Palavra da Salvação.

    “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho”.

    Jesus esclarece o objetivo da missão dos apóstolos, mas não estaríamos nos enganando ao atribuir a mesma missão a toda a Igreja e todos os seus discípulos: anunciar o Evangelho de Jesus, sua Boa Nova, sua pessoa a todos aqueles a quem encontrarmos. Ora, o anúncio pode ser feito através de palavras explícitas a respeito da Palavra de Deus, mas também pode ser feito através do testemunho de vida condizente com os valores do Evangelho. São Francisco diria que este seria o modo de anunciar a Palavra de Deus mais eloquente e deveria ser o mais presente na vida dos cristãos. Os sinais que acompanhariam os discípulos de Jesus são realmente maravilhosos, miraculosos. Entretanto, também são igualmente maravilhosos os testemunhos de unidade de uma família cristã, os gestos de respeito diante da divergência de ideias, a capacidade de “deixar pra lá” uma ofensa cometida contra si, a preocupação e solidariedade com a necessidade dos outros, a capacidade de amar e servir… Estes são sinais que estão alinhados com os valores do Evangelho e são, sem sombra de dúvida, anúncio eloquente da Boa Nova de Jesus.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 3º domingo do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Isaías 8,23-9,3

    23 No tempo passado, o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali; mas recentemente cobriu de glória o caminho do mar, do além-Jordão e da Galileia das nações. 9,1 O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. 2 Fizeste crescer a alegria e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3Pois o jugo que oprimia o povo – a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais –, tu os abateste como na jornada de Madiã.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 26 (27)

    O Senhor é minha luz e salvação. / O Senhor é a proteção da minha vida.

    O Senhor é minha luz e salvação; / de quem eu terei medo? /
    O Senhor é a proteção da minha vida; / perante quem eu tremerei? – R.

    Ao Senhor eu peço apenas uma coisa / e é só isto que eu desejo: /
    habitar no santuário do Senhor / por toda a minha vida; /
    saborear a suavidade do Senhor / e contemplá-lo no seu templo. – R.

    Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver / na terra dos viventes. /
    Espera no Senhor e tem coragem, / espera no Senhor! – R.

    1 Coríntios 1,10-13.17

    10 Irmãos, eu vos exorto, pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo, a que sejais todos concordes uns com os outros e não admitais divisões entre vós. Pelo contrário, sede bem unidos e concordes no pensar e no falar. 11 Com efeito, pessoas da família de Cloé informaram-me a vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós. 12 Digo isso porque cada um de vós afirma: “Eu sou de Paulo”, ou “eu sou de Apolo”, ou “eu sou de Cefas”, ou “eu sou de Cristo!” 13 Será que Cristo está dividido? Acaso Paulo é que foi crucificado por amor de vós? Ou é no nome de Paulo que fostes batizados? 17 De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a boa-nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 4,12-23 ou 12-17 (forma breve)

    12 Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13 Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14 no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15 “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16 O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17 Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo”.] 18 Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19 Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20 Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. 21 Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai, Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. 22 Eles imediatamente deixaram a barca e o pai e o seguiram. 23 Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.

    Palavra da Salvação.

    “Foi morar em Cafarnaum, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías”.

    Mateus reforça a mensagem de que a vida de Jesus é o cumprimento da esperança anunciada pelos profetas do passado. Ele é o Messias enviado, o Salvador da humanidade que assumiu a vontade do Pai de salvar por amor e, obediente a esta vontade, submeterá sua vida ao seu cumprimento. Mateus não se nega a evidenciar tal verdade ao esclarecer o porquê de sua ida à Cafarnaum, na região da Galileia dos Gentios: Isaías havia profetizado que o Salvador iria trazer a luz de uma vida nova àquele povo. Se isso é verdade, a continuidade do trecho do Evangelho também se refere ao cumprimento da vontade do Pai: o chamado aos primeiros apóstolos e o chamado de todos nós. Também somos vocacionados a discípulos de Jesus, chamados a acolher a sua bondade e verdade, convidados a viver em sua misericórdia e a nos converter à luz de seus ensinamentos. Que possamos ser dóceis a este convite, fazendo da vontade do Pai a nossa vontade e nos tornarmos fieis discípulos de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 2ª feira da 3ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de Santa Ângela Mérici

    2 Samuel 5,1-7.10

    Naqueles dias, 1 todas as tribos de Israel vieram encontrar-se com Davi em Hebron e disseram-lhe: “Aqui estamos. Somos teus ossos e tua carne. 2 Tempo atrás, quando Saul era nosso rei, eras tu que dirigias os negócios de Israel. E o Senhor te disse: ‘Tu apascentarás o meu povo Israel e serás o seu chefe’”. 3 Vieram, pois, todos os anciãos de Israel até o rei em Hebron. O rei Davi fez com eles uma aliança em Hebron, na presença do Senhor, e eles o ungiram rei de Israel. 4 Davi tinha trinta anos quando começou a reinar e reinou quarenta anos: 5 sete anos e seis meses sobre Judá, em Hebron, e trinta e três anos em Jerusalém, sobre todo Israel e Judá. 6 Davi marchou então com seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam aquela terra. Estes disseram a Davi: “Não entrarás aqui, pois serás repelido por cegos e coxos”. Com isso queriam dizer que Davi não conseguiria entrar lá. 7 Davi, porém, tomou a fortaleza de Sião, que é a cidade de Davi. 10 Davi ia crescendo em poder, e o Senhor, Deus todo-poderoso, estava com ele.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 88 (89)

    Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele.

    Outrora vós falastes em visões a vossos santos: † “Coloquei uma coroa na cabeça de um herói /
    e do meio deste povo escolhi o meu eleito. – R.

    Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, / e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. /
    Estará sempre com ele minha mão onipotente, / e meu braço poderoso há de ser a sua força. – R.

    Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, / sua força e seu poder, por meu nome, crescerão. /
    Eu farei que ele estenda sua mão por sobre os mares, / e a sua mão direita estenderei por sobre os rios”. – R.

    Marcos 3,22-30

    Naquele tempo, 22 os mestres da lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios. 23 Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que satanás pode expulsar a satanás? 24 Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. 25 Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. 26 Assim, se satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27 Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. 28 Em verdade vos digo, tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29 Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca será perdoado; será culpado de um pecado eterno”. 30 Jesus falou isso porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”.

    Palavra da Salvação.

    “Satanás será destruído”.

    A lógica de Jesus é incontestável: um exército inimigo que cede às divisões e enfrenta a si mesmo está condenado à derrota, pois nunca terá forças para enfrentar seu oponente depois de ter perdido muitos de seus guerreiros. Acusado de agir em nome de Satanás, Jesus afirma: o Inimigo deseja o mal, a corrupção, a violência, o sofrimento. Seus atos já provocam divisão, ruína e guerras. O Inimigo está fadado a ver seus esforços falirem pois o mal sempre se volta contra si mesmo.
    Jesus se apresenta como aquele que faz o bem, que testemunha a fidelidade à vontade do Pai, que anuncia a paz e alivia os sofrimentos dos outros. Seus atos não podem ser comparados às intenções do Maligno. Duvidar da bondade de Deus pode se tornar um caminho perigoso de afastamento do Seu amor, uma ofensa à sua promessa de salvação a qual Ele é sempre fiel. Confiemos nossa vida e esperança em Suas mãos, pois Ele anseia por cuidar de cada um de nós.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 3ª feira da 3ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de São Tomás de Aquino, presbítero e doutor da Igreja

    2 Samuel 6,12-15.17-19

    Naqueles dias, 12 Davi pôs-se a caminho e transportou festivamente a arca de Deus da casa de Obed-Edom para a cidade de Davi. 13 A cada seis passos que davam, os que transportavam a arca do Senhor sacrificavam um boi e um carneiro. 14 Davi, cingido apenas com um éfode de linho, dançava com todas as suas forças diante do Senhor. 15 Davi e toda a casa de Israel conduziram a arca do Senhor, soltando gritos de júbilo e tocando trombetas. 17 Introduziram a arca do Senhor e depuseram-na em seu lugar, no centro da tenda que Davi tinha armado para ela. Em seguida, ele ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos na presença do Senhor. 18 Assim que terminou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios pacíficos, Davi abençoou o povo em nome do Senhor todo-poderoso. 19 E distribuiu a toda a multidão de Israel, a cada um dos homens e das mulheres, um pão de forno, um bolo de tâmaras e uma torta de uvas. Depois todo o povo foi para casa.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 23 (24)

    Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” / “É o Senhor, o valoroso, o grandioso!”

    “Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, /
    a fim de que o rei da glória possa entrar!” – R.

    Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” † “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, /
    o Senhor, o poderoso nas batalhas!” – R.

    “Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, /
    a fim de que o rei da glória possa entrar!” – R.

    Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” † “O rei da glória é o Senhor onipotente, /
    o rei da glória é o Senhor Deus do universo!” – R.

    Marcos 3,31-35

    Naquele tempo, 31 chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32 Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33 Ele respondeu: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 34 E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35 Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

    Palavra da Salvação.

    “Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

    Os laços de consanguinidade dos familiares de Jesus não lhes garantem privilégios no Reino de Deus. Apesar de Jesus não estar ofendendo sua mãe e seus familiares, negando-lhes intimidade, ele aproveita da ocasião do chamado para que deixasse a multidão e viesse falar com eles, para ensinar aos seus ouvintes um dos pilares de seu Evangelho: fazer a vontade do Pai é o vínculo mais estreito possível para pertencer à família de Deus. Aquilo que professamos como fé, repetimos em orações e celebrações, deve ter implicações práticas na vida do cristão. A vida do cristão deve ser marcada pela contínua busca de realizar a vontade de Deus, revelada através dos ensinamentos e exemplos dados por Jesus. Este é um dos profundos desejos do ser humano: reconquistar esta intimidade com Deus. Jesus é o caminho para alcançarmos tal objetivo. Ele é o braço estendido do eterno amor do Deus apontando em nossa direção.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 4ª feira da 3ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    2 Samuel 7,4-17

    Naqueles dias, 4 a palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: 5 “Vai dizer ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: Porventura és tu que me construirás uma casa para eu habitar? 6 Pois eu nunca morei numa casa, desde que tirei do Egito os filhos de Israel até o dia de hoje, mas tenho vagueado em tendas e abrigos. 7 Por todos os lugares onde andei com os filhos de Israel, disse, porventura, a algum dos chefes de Israel, que encarreguei de apascentar o meu povo: Por que não me edificastes uma casa de cedro?’ 8 Dirás, pois, agora ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor todo-poderoso: Fui eu que te tirei do pastoreio, do meio das ovelhas, para que fosses o chefe do meu povo, Israel. 9 Estive contigo em toda parte por onde andaste e exterminei diante de ti todos os teus inimigos, fazendo o teu nome tão célebre como o dos homens mais famosos da terra. 10 Vou preparar um lugar para o meu povo, Israel: eu o implantarei, de modo que possa morar lá sem jamais ser inquietado. Os homens violentos não tornarão a oprimi-lo como outrora, 11 no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo, Israel. Concedo-te uma vida tranquila, livrando-te de todos os teus inimigos. E o Senhor te anuncia que te fará uma casa. 12 Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então suscitarei, depois de ti, um filho teu e confirmarei a sua realeza. 13 Será ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para sempre o seu trono real. 14 Eu serei para ele um pai, e ele será para mim um filho. Se ele proceder mal, eu o castigarei com vara de homens e com golpes dos filhos dos homens. 15 Mas não retirarei dele a minha graça, como a retirei de Saul, a quem expulsei da minha presença. 16 Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre’”. 17 Natã comunicou a Davi todas essas palavras e toda essa revelação.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 88(89)

    Guardarei eternamente para ele a minha graça.

    “Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito, / e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. /
    Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, / de geração em geração, garantirei o teu reinado!” – R.

    Ele então me invocará: “Ó Senhor, vós sois meu Pai, / sois meu Deus, sois meu rochedo onde encontro a salvação!” /
    E por isso farei dele o meu filho primogênito, / sobre os reis de toda a terra farei dele o rei altíssimo. – R.

    Guardarei eternamente para ele a minha graça / e com ele firmarei minha aliança indissolúvel. /
    Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência, / e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar. – R.

    Marcos 4,1-20

    Naquele tempo, 1 Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia. 2 Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: 3 “Escutai! O semeador saiu a semear. 4 Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. 5 Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, 6 mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. 8 Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. 9 E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 10 Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os doze, perguntaram sobre as parábolas. 11 Jesus lhes disse: “A vós foi dado o mistério do reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, 12 para que olhem, mas não enxerguem, escutem, mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”. 13 E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? 14 O semeador semeia a Palavra. 15 Os que estão à beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. 16 Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, 17 mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição por causa da Palavra, logo desistem. 18 Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra, 19 mas, quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. 20 Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”.

    Palavra da Salvação.

    “O semeador saiu a semear”.

    A parábola do semeador é uma das mais famosas histórias contadas por Jesus às multidões, buscando aproximá-las do mistério do Reino de Deus. Neste caso, Jesus conta que o semeador (Deus), lança sua semente (a Palavra, os dons e bens que ele nos dá) sobre diversos tipos de terrenos (nós e nossa capacidade de acolher seu dom). Uma coisa é certa: a semente é sempre boa, fértil e capaz de produzir muitos frutos. Os terrenos, entretanto, nem sempre são promissores.
    O semeador parece relapso em seu ofício. Afinal, ele não poderia cuidar para que suas sementes não caíssem apenas nos terrenos favoráveis, que merecessem receber sua atenção e pudessem dar melhores frutos? Sim, poderia. Mas Deus não age assim: ele oferece os seus dons a todos nós, independentemente de nossa possível acolhida de tão generosa graça. Ele aposta, em sua imensa misericórdia, no amor que nos é oferecido e nos deixa livres para fazermos o que quisermos com Seu amor: acolhê-lo ou rejeitá-lo, ceder às tentações ou pedir sua graça para lidar com elas e, apesar delas, permanecer de pé na vivência cristã. Deus sempre nos escolhe, mas cabe a nós decidirmos o que fazer com suas sementes.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 5ª feira da 3ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    2 Samuel 7,18-19.24-29

    Depois que Natã falara a Davi, o rei entrou no tabernáculo, 18 foi assentar-se diante do Senhor e disse: “Quem sou eu, Senhor Deus, e o que é a minha família, para que me tenhas conduzido até aqui? 19 Mas, como isso te parecia pouco, Senhor Deus, ainda fizeste promessas à casa do teu servo para um futuro distante. Porque esta é a lei do homem, Senhor Deus! 24 Estabeleceste o teu povo, Israel, para que ele seja para sempre o teu povo; e tu, Senhor, te tornaste o seu Deus. 25 Agora, Senhor Deus, cumpre para sempre a promessa que fizeste ao teu servo e à sua casa e faze como disseste! 26 Então o teu nome será exaltado para sempre, e dirão: ‘O Senhor todo-poderoso é o Deus de Israel’. E a casa do teu servo Davi permanecerá estável na tua presença. 27 Pois tu, Senhor todo-poderoso, Deus de Israel, fizeste esta revelação ao teu servo: ‘Eu te construirei uma casa’. Por isso o teu servo se animou a dirigir-te esta oração. 28 Agora, Senhor Deus, tu és Deus e tuas palavras são verdadeiras. Pois que fizeste esta bela promessa ao teu servo, 29 abençoa, então, a casa do teu servo, para que ela permaneça para sempre na tua presença. Porque és tu, Senhor Deus, que falaste, e é graças à tua bênção que a casa do teu servo será abençoada para sempre”.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 131 (132)

    O Senhor vai dar-lhe o trono / de seu pai, o rei Davi.

    Recordai-vos, ó Senhor, do rei Davi / e de quanto vos foi ele dedicado; /
    do juramento que ao Senhor havia feito / e de seu voto ao Poderoso de Jacó. – R.

    “Não entrarei na minha tenda, minha casa, / nem subirei à minha cama em que repouso, /
    não deixarei adormecerem os meus olhos / nem cochilarem em descanso minhas pálpebras, /
    até que eu ache um lugar para o Senhor, / uma casa para o Forte de Jacó!” – R.

    O Senhor fez a Davi um juramento, / uma promessa que jamais renegará: /
    “Um herdeiro que é fruto do teu ventre / colocarei sobre o trono em teu lugar! – R.

    Se teus filhos conservarem minha aliança / e os preceitos que lhes dei a conhecer, /
    os filhos deles igualmente hão de sentar-se / eternamente sobre o trono que te dei!” – R.

    Pois o Senhor quis para si Jerusalém / e a desejou para que fosse sua morada: /
    “Eis o lugar do meu repouso para sempre, / eu fico aqui: este é o lugar que preferi!” – R.

    Marcos 4,21-25

    Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 21 “Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote ou debaixo da cama? Ao contrário, não a coloca num candeeiro? 22 Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. 24 Jesus dizia ainda: “Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25 Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem”.

    Palavra da Salvação.

    “A lâmpada é trazida para ser colocada sobre o candelabro. Com a mesma medida com que medirdes, também vós seres medidos”.

    A vida do cristão deve ser como uma lâmpada para o mundo, trazendo a luz do Evangelho em todos os lugares onde estiver. As palavras de Jesus se referem a um alerta para não continuarmos escondendo-nos das consequências da escuta de sua Palavra e do discernimento da vontade do Pai para nossa vida. Nossa vida deve ser testemunho de nossa fé! Um candelabro aceso diante das trevas de incertezas e contravalores que estão presentes no mundo!
    Na continuidade dos ensinamentos, vale notar, há um ensinamento que deve sustentar o testemunho: a coerência e misericórdia. Somos chamados a testemunhar a boa notícia de Jesus e não julgar aqueles que vivem de modo diferente do nosso: a dureza no julgamento revela a incapacidade de compreender e acolher a misericórdia em nossa vida e esse comportamento atrapalha o testemunho, nubla a claridade da luz de Deus que poderia brilhar através de nós. Seja a misericórdia nosso primordial anúncio como discípulos do Filho de Deus!

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 6ª feira da 3ª semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de São João Bosco, presbítero

    2 Samuel 11,1-10.13-17

    1 No ano seguinte, na época em que os reis costumavam partir para a guerra, Davi enviou Joab com os seus oficiais e todo Israel, e eles devastaram o país dos amonitas e sitiaram Rabá. Mas Davi ficou em Jerusalém. 2 Ora, um dia, ao entardecer, levantando-se Davi de sua cama, pôs-se a passear pelo terraço de sua casa e avistou dali uma mulher que se banhava. Era uma mulher muito bonita. 3 Davi procurou saber quem era essa mulher, e disseram-lhe que era Betsabeia, filha de Eliam, mulher do hitita Urias. 4 Então Davi enviou mensageiros para que a trouxessem. Ela veio, e ele deitou-se com ela. 5 Em seguida, Betsabeia voltou para casa. Como ela concebesse, mandou dizer a Davi: “Estou grávida”. 6 Davi mandou esta ordem a Joab: “Manda-me Urias, o hitita”. E ele mandou Urias a Davi. 7 Quando Urias chegou, Davi pediu-lhe notícias de Joab, do exército e da guerra. 8 E, depois, disse-lhe: “Desce à tua casa e lava os pés”. Urias saiu do palácio do rei e, em seguida, este enviou-lhe um presente real. 9 Mas Urias dormiu à porta do palácio com os outros servos do seu amo e não foi para casa. 10 E contaram a Davi, dizendo-lhe: “Urias não foi para sua casa”. 13 Davi convidou-o para comer e beber à sua mesa e o embriagou. Mas, ao entardecer, ele retirou-se e foi-se deitar no seu leito, em companhia dos servos do seu senhor, e não desceu para a sua casa. 14 Na manhã seguinte, Davi escreveu uma carta a Joab e mandou-a pelas mãos de Urias. 15 Dizia nela: “Colocai Urias na frente, onde o combate for mais violento, e abandonai-o para que seja ferido e morra”. 16 Joab, que sitiava a cidade, colocou Urias no lugar onde ele sabia estarem os guerreiros mais valentes. 17 Os que defendiam a cidade saíram para atacar Joab, e morreram alguns do exército, da guarda de Davi. E morreu também Urias, o hitita.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 50 (51)

    Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!

    Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! /
    Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.

    Eu reconheço toda a minha iniquidade, / o meu pecado está sempre à minha frente. /
    Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, / e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! – R.

    Mostrais assim quanto sois justo na sentença / e quanto é reto o julgamento que fazeis. /
    Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade / e pecador já minha mãe me concebeu. – R.

    Fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria, / e exultarão estes meus ossos que esmagastes. /
    Desviai o vosso olhar dos meus pecados / e apagai todas as minhas transgressões! – R.

    Marcos 4,26-34

    Naquele tempo, 26 Jesus disse à multidão: “O reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27 Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28 A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29 Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. 30 E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31 O reino de Deus é como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32 Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. 33 Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34 E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

    Palavra da Salvação.

    “O homem espalha a semente na terra e vai dormir; a semente vai germinando e crescendo sem ele saber como”.

    Esta é uma das belas parábolas que Jesus conta às multidões, e a nós, buscando nos introduzir no mistério do Reino de Deus. Ele compara o Reino a uma semente que germina e brota do chão sem que vejamos ou saibamos de onde provém sua força e fertilidade. O Reino de Deus irrompe na nossa vida de modo inesperado, mas sempre singelo. Não faz estardalhaços. Age silenciosamente através de pequenas conversões no nosso modo de agir e pensar, no nosso modo de nos relacionarmos com o mundo e com as pessoas.
    Para aqueles que buscam com sinceridade se aprofundar no mistério do Reino de Deus, não há o que temer: Ele virá para aqueles que se propõe a acolhê-lo. Rezem, peçam a Deus a graça de permanecerem abertos à sua vinda e à sua vontade.

    Reflexão feita pelos noviços.