Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Liturgia diária

novembro/2022

  • 3ª-feira da 31ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Filipenses 2,5-11

    Irmãos, 5tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor” – para a glória de Deus Pai.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl21(22)
    Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!

    Cumpro meus votos ante aqueles que vos temem! / Vossos pobres vão comer e saciar-se, /
    e os que procuram o Senhor o louvarão: / “Seus corações tenham a vida para sempre!” – R.

    Lembrem-se disso os confins de toda a terra, / para que voltem ao Senhor e se convertam, /
    e se prostrem, adorando, diante dele, / todos os povos e as famílias das nações. /

    Pois ao Senhor é que pertence a realeza; † ele domina sobre todas as nações. /
    Somente a ele adorarão os poderosos. – R.

    Toda a minha descendência há de servi-lo; † às futuras gerações anunciará /
    o poder e a justiça do Senhor; / ao povo novo que há de vir, ela dirá: /
    “Eis a obra que o Senhor realizou!” – R.

    Lucas 14,15-24

    Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’. 18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’. 21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’. 22O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito e ainda há lugar’. 23O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia. 24Pois eu vos digo, nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete’”.

    Palavra da salvação.

    “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus”

    O Evangelho de hoje nos conta que Jesus, como o senhor da parábola, nos convida para estar junto d’Ele no banquete celeste. E nos fica a pergunta: Onde estamos? Será que sentados à mesa com Ele ou longe, preocupados com outras coisas?

    O que nos ensina essa parábola é que as aparências ou julgamento de outras pessoas não importam para Deus, pois aqueles que as pessoas esperavam que partilhassem do banquete com seu amigo não o fizeram, mas aqueles que ninguém imaginava, esses participaram do banquete.

    É necessário, nesse sentido, fidelidade a Deus com nossas vidas, mesmo que aparentemente não nos reconheçam, pois Deus vê o coração dos homens. É necessário que sejamos aqueles que se reconhecem necessitados de Deus, que o buscam e vivem conforme Jesus viveu, pois dessa forma chegaremos a saborear, alegremente, o pão do banquete celeste.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Comemoração dos Fiéis Falecidos

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Sabedoria 3,1-9 ou 1-6.9

    [1A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. 2Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido; sua saída do mundo foi considerada uma desgraça, 3e sua partida do meio de nós, uma destruição; mas eles estão em paz. 4Aos olhos dos homens parecem ter sido castigados, mas sua esperança é cheia de imortalidade; 5tendo sofrido leves correções, serão cumulados de grandes bens, porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de si. 6Provou-os como se prova o ouro no fogo e aceitou-os como ofertas de holocausto;] 7no dia do seu julgamento hão de brilhar, correndo como centelhas no meio da palha; 8vão julgar as nações e dominar os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. [9Os que nele confiam compreenderão a verdade, e os que perseveram no amor ficarão junto dele, porque a graça e a misericórdia são para seus eleitos.]

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 41(42)

    A minha alma tem sede de Deus e deseja o Deus vivo.

    Assim como a corça suspira / pelas águas correntes, /
    suspira igualmente minha alma / por vós, ó meu Deus! – R.

    A minha alma tem sede de Deus / e deseja o Deus vivo. /
    Quando terei a alegria de ver / a face de Deus? – R.

    Peregrino e feliz caminhando / para a casa de Deus, /
    entre gritos, louvor e alegria / da multidão jubilosa. – R.

    Enviai vossa luz, vossa verdade: / elas serão o meu guia; /
    que me levem ao vosso monte santo, / até a vossa morada! – R.

    Então irei aos altares do Senhor, / Deus da minha alegria. /
    Vosso louvor cantarei ao som da harpa, / meu Senhor e meu Deus! – R.

    Por que te entristeces, minha alma, / a gemer no meu peito? /
    Espera em Deus! Louvarei novamente / o meu Deus salvador! – R.

    Apocalipse 21,1-7

    Eu, João, 1vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido. 3Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles. 4Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. 5Aquele que está sentado no trono disse: ”Eis que faço novas todas as coisas. 6Eu sou o alfa e o ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede eu darei, de graça, da fonte da água viva. 7O vencedor receberá essa herança, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 5,1-12

    Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus. 11Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

    Palavra da salvação.

    ”Vós também, ficai preparados!”

    Hoje somos convidados a lidar com a realidade da finitude humana. A morte é uma realidade para todos, sendo as despedidas e doenças, dores e desilusões, sinais que nos advertem ao longo da vida sobre sua existência, porém, para todo cristão, a morte segue as pegadas da morte de Jesus Cristo. Um cálice amargo, mas parte da vontade do Pai que nos espera de braços abertos do outro lado. Assim, é uma vitória com aparência de derrota, uma entrega confiante que gera vida, glória, ressureição. Não é um ponto isolado no resto da vida, mas o fim do tempo de preparação para a vida no céu, pois o homem que se decide por Cristo encontra em Seu amor plena e infinita alegria. Morrer, para nós, significa morrer para o mal.

    É o momento da última purificação, da definitiva volta à luz de Deus. Hoje, fazendo memória daqueles que nos antecederam neste encontro com o Pai, fica-nos a saudade, talvez certa tristeza, mas que seja sempre acompanhada por nossa oração de entrega, no feliz desejo de que eles estejam realmente junto de Deus. Que esta fé, doada a cada um pela própria morte de Cristo, seja sempre mais nossa força e esperança.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 31ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Filipenses 3,3-8

    Irmãos, 3os verdadeiros circuncidados somos nós, que prestamos culto pelo Espírito de Deus, colocamos a nossa glória em Cristo Jesus e não pomos confiança na carne. 4Aliás, também eu poderia pôr minha confiança na carne. Pois, se algum outro pensa que pode confiar na carne, eu mais ainda. 5Fui circuncidado no oitavo dia, sou da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu filho de hebreus. Em relação à Lei, fariseu, 6pelo zelo, perseguidor da Igreja de Deus; quanto à justiça que vem da Lei, sempre irrepreensível. 7Mas essas coisas, que eram vantagens para mim, considerei-as como perda, por causa de Cristo. 8Na verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 104(105)
    Exulte o coração dos que buscam o Senhor!

    Cantai, entoai salmos para ele, / publicai todas as suas maravilhas! /
    Gloriai-vos em seu nome que é santo, / exulte o coração que busca a Deus! – R.

    Procurai o Senhor Deus e seu poder, / buscai constantemente a sua face! /
    Lembrai as maravilhas que ele fez, / seus prodígios e as palavras de seus lábios! – R.

    Descendentes de Abraão, seu servidor, / e filhos de Jacó, seu escolhido, /
    ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, / vigoram suas leis em toda a terra. – R.

    Lucas 15,1-10

    Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então, Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo, assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E, se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.

    Palavra da salvação.

    “Haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”

    No Evangelho de hoje, Jesus apresenta uma das mais belas parábolas, que contém duas cenas: a ovelha e a moeda perdidas. É típico do evangelista Lucas escrever sobre o rosto misericordioso de Deus, de Jesus Cristo, tanto que é considerado o escritor da misericórdia.

    Na parábola apresentada hoje, percebemos como Deus não desiste de ninguém. Todas as suas ovelhas, ou seja, seus filhos, são importantes. Ele não se contenta em ter junto de si a maioria, mas olha e cuida de cada uma em particular. Conhece o rosto de todas, e se uma delas falta, Ele vai atrás, vai buscá-la. Tenhamos também nós essa certeza: somos queridos por Deus! Somos desejados por Deus! Somos amados por Deus!

    Reflexão dos Noviços da Província

  • São Carlos Borromeu

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Filipenses 3,17-4,1

    17Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que vivem de acordo com o exemplo que nós damos. 18Já vos disse muitas vezes e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. 19O fim deles é a perdição, o deus deles é o estômago, a glória deles está no que é vergonhoso, e só pensam nas coisas terrenas. 20Nós, porém, somos cidadãos do céu. De lá aguardamos o nosso Salvador, o Senhor, Jesus Cristo. 21Ele transformará o nosso corpo humilhado e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso, com o poder que tem de sujeitar a si todas as coisas. 4,1Assim, meus irmãos, a quem quero bem e dos quais sinto saudade, minha alegria, minha coroa, meus amigos, continuai firmes no Senhor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 121(122)
    Que alegria quando ouvi que me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!”

    Que alegria quando ouvi que me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!” /
    E agora nossos pés já se detêm, / Jerusalém, em tuas portas. – R.

    Jerusalém, cidade bem edificada / num conjunto harmonioso; /
    para lá sobem as tribos de Israel, / as tribos do Senhor. – R.

    Para louvar, segundo a lei de Israel, / o nome do Senhor. /
    A sede da justiça lá está / e o trono de Davi. – R.

    Lucas 16,1-8

    Naquele tempo, 1Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isso que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta!’ 7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”.

    Palavra da salvação.

    “Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios que os filhos da luz. ”

    A passagem do Evangelho de hoje nos provoca. Não se trata de um elogio aos que se preocupam com os bens terrenos, mas de um puxão de orelha por não sabermos ter o zelo necessário para com os bens divinos. Na verdade, somos serres deste mundo porque aqui vivemos, mas muitas vezes esta vida se resume no desejo de conquistar coisas provisórias que acabam nos desviando da vida de discípulos de Jesus.  Para conquistar tais coisas, somos espertos, porém, ainda que vivendo neste mundo, devemos ser filhos da luz, peregrinos que se preocupam em bem administrar os dons recebidos de Deus para viver Seu Reino e alcançar Sua glória.

    Nesta parábola, Jesus nos repreende para que nossa esperteza possa estar voltada a viver eternamente com o Senhor. Para que nossos dias sejam gastos no doar a vida aos irmãos e irmãs por amor de Deus, como Ele fez. Para que nosso maior desejo seja responder ao chamado à santidade que Ele dirige a cada um de nós.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 31ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Filipenses 4,10-19

    Irmãos, 10grande foi minha alegria no Senhor, porque afinal vi florescer vosso afeto por mim. Na verdade, estava sempre vivo, mas faltava-lhe oportunidade de manifestar-se. 11Não é por necessidade minha que vos digo, pois aprendi muito bem a contentar-me em qualquer situação. 12Sei viver na miséria e sei viver na abundância. Eu aprendi o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou sofrendo necessidade. 13Tudo posso naquele que me dá força. 14No entanto, fizestes bem em compartilhar as minhas dificuldades. 15Filipenses, bem sabeis que, no início da pregação do Evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma Igreja, a não ser a vossa, se juntou a mim numa relação de crédito. 16Já em Tessalônica, mais de uma vez, me enviastes o que eu precisava. 17Não que eu procure presentes, porém o que eu busco é o fruto que cresça no vosso crédito. 18Agora, tenho tudo em abundância. Tenho até de sobra, desde que recebi de Epafrodito o vosso donativo, qual perfume suave, sacrifício aceito e agradável a Deus. 19O meu Deus proverá esplendidamente, com sua riqueza, a todas as vossas necessidades, em Cristo Jesus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sal 111(112)
    Feliz aquele que respeita o Senhor!

    Feliz o homem que respeita o Senhor / e que ama com carinho a sua lei! /
    Sua descendência será forte sobre a terra, / abençoada a geração dos homens retos! – R.

    Feliz o homem caridoso e prestativo, / que resolve seus negócios com justiça. /
    Porque jamais vacilará o homem reto, / sua lembrança permanece eternamente! – R.

    Seu coração está tranquilo e nada teme, / e confusos há de ver seus inimigos. /
    Ele reparte com os pobres os seus bens, † permanece para sempre o bem que fez, /
    e crescerão a sua glória e seu poder. – R.

    Lucas 16,9-15

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 9“Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. 10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E, se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? 13Ninguém pode servir a dois senhores: porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. 14Os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e riam de Jesus. 15Então Jesus lhes disse: “Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações. Com efeito, o que é importante para os homens é detestável para Deus”.

    Palavra da salvação.

    “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” Lc 16, 13

    No Evangelho de hoje vemos Jesus dirigindo a sua palavra aos seus discípulos, onde aponta o uso injusto do dinheiro, fidelidade nas pequenas coisas e a quem se deve servir. Um grupo de fariseus (observantes zelosos da Lei e da tradição oral) também estava próximo e ria dos ensinamentos de Jesus, pois estes, assim como narra o Evangelho, só possuíam a aparência de justos diante dos homens, mas adoravam e serviam apenas ao dinheiro. Mas discorramos a respeitos dos três pontos abordados por Jesus.

    O primeiro ponto diz respeito ao uso injusto do dinheiro, vemos aqui a presença da palavra injusto, que significa a falta de equilíbrio, algo desmedido, desonesto. Assim percebemos que as palavras de Jesus não se limitam apenas ao uso do dinheiro, mas também se refere à maneira  como nos portamos na vida. Jesus mostra que, diante de tantas injustiças, devemos trabalhar para a transformação de algo injusto para justo, ou seja, mesmo que nos encontremos em uma situação de injustiça, devemos nos empenhar para torná-la justa, equilibrada e honesta.

    Outro ponto abordado por Jesus diz respeito à fidelidade nas pequenas coisas. Vemos que na sentença de Jesus – “Quem é fiel nas penas coisas também é fiel nas grandes” (Lc 16, 10) – existe uma sabedoria de vida. Ser fiel significa possuir firmeza, constância e perseverança; esta fórmula, se aplicada nas pequenas coisas, seja num simples gesto de se colocar no lugar do outro a fim de compreendê-lo, seja no empenho em se compadecer pelo sofrimento do outro e até mesmo em fazer pequenas obras de caridade a fim de aliviar a miséria do próximo, nos levará à fidelidade plena, que é o seguimento a Jesus Cristo na forma de discípulo.

    O último ponto fala-nos a quem devemos servir: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Lc 16, 13). Nós, como filhos criados a imagem e semelhança de Deus, temos o dever de servi-Lo em total entrega a Ele, sem limitações, em total despojamento de si mesmo. Jesus coloca como um dos senhores o dinheiro, mas podemos pensar sobre quais outros senhores estamos servindo em nossas vidas? O nosso dever fica claro diante das palavras de Jesus: “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 13).

    Que, pela interseção da Virgem Maria e de Beato Frei Egídio, o Senhor possa nos conceder a graça de servi-lo cada vez mais com total fidelidade, honestidade e amor.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Todos os Santos e Santas

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 7,2-4.9-14

    Eu, João, 2vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: 3“Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”. 4Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. 9Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. 10Todos proclamavam com voz forte: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”. 11Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos anciãos e dos quatro seres vivos, e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: 12“Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém”. 13E um dos anciãos falou comigo e perguntou: “Quem são esses, vestidos com roupas brancas? De onde vieram?” 14Eu respondi: “Tu é que sabes, meu senhor”. E então ele me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 23(24)
    É assim a geração dos que procuram o Senhor!

    Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, / o mundo inteiro com os seres que o povoam; /
    porque ele a tornou firme sobre os mares / e, sobre as águas, a mantém inabalável. – R.

    “Quem subirá até o monte do Senhor, / quem ficará em sua santa habitação?” /
    “Quem tem mãos puras e inocente coração, / quem não dirige sua mente para o crime. – R.

    Sobre este desce a bênção do Senhor / e a recompensa de seu Deus e salvador”. /
    “É assim a geração dos que o procuram / e do Deus de Israel buscam a face.” – R.

    1 João 3,1-3

    Caríssimos, 1vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. 2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. 3Todo o que espera nele purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 5,1-12

    Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus. 11Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

    Palavra da salvação.

    “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”

    No dia de hoje celebramos com toda a Igreja a festa de Todos os Santos e Santas. A partir dos testemunhos dos Santos, experimentamos a santidade de Deus que tanto nos ama e conduz os nossos passos. Jesus Cristo, no Evangelho que nos é proposto no dia de Hoje, nos apresenta as oito Bem-Aventuranças. São oito estradas que nos conduz para diante do Trono de Deus, para louvar o Pai e ver Jesus tal como Ele é.

    As Bem-Aventuranças são o caminho da Santidade, é só a partir delas que poderemos encontrar a paz, mansidão, misericórdia. Mesmo que passamos por tribulações e se continuarmos fiéis pondo em prática as Bem-Aventuranças, estaremos seguindo para o verdadeiro encontro com Deus e seu Filho Amado.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 32ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Tito 1,1-9

    1Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para levar os eleitos de Deus à fé e a conhecerem a verdade da piedade 2que se apoia na esperança da vida eterna. Deus, que não mente, havia prometido essa vida desde os tempos antigos 3e, no tempo marcado, manifestou a sua palavra por meio do anúncio que me foi confiado por ordem de Deus, nosso salvador. 4A Tito, meu legítimo filho na fé comum, graça e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, nosso salvador. 5Eu deixei-te em Creta para organizares o que ainda falta e constituíres presbíteros em cada cidade, conforme o que te ordenei: 6todo candidato deve ser irrepreensível, marido de uma só mulher, com filhos crentes e não acusados de levianos ou insubordinados. 7Porque é preciso que o epíscopo seja irrepreensível, como administrador posto por Deus. Não seja arrogante nem irascível, nem dado ao vinho, nem turbulento, nem cobiçoso de lucros desonestos, 8mas hospitaleiro, amigo do bem, ponderado, justo, piedoso, continente, 9firmemente empenhado no ensino fiel da doutrina, de sorte que seja capaz de exortar com sã doutrina e refutar os contraditores.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 23(24)
    É assim a geração dos que buscam vossa face, / ó Senhor, Deus de Israel.

    Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, / o mundo inteiro com os seres que o povoam; /
    porque ele a tornou firme sobre os mares / e, sobre as águas, a mantém inabalável. – R.

    “Quem subirá até o monte do Senhor, / quem ficará em sua santa habitação?” /
    “Quem tem mãos puras e inocente coração, / quem não dirige sua mente para o crime. – R.

    Sobre este desce a bênção do Senhor / e a recompensa de seu Deus e salvador. /
    É assim a geração dos que o procuram / e do Deus de Israel buscam a face.” – R.

    Lucas 17,1-6

    Naquele tempo, 1Jesus disse a seus discípulos: “É inevitável que aconteçam escândalos. Mas ai daquele que produz escândalos! 2Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar do que escandalizar um desses pequeninos. 3Prestai atenção: se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. 4Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo”. 5Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria”.

    Palavra da salvação.

    “Tu deves perdoá-lo”

    No Evangelho de hoje, Jesus nos fala sobre um tema importante e ao mesmo tempo difícil para algumas pessoas: o perdão. Quantas vezes nos deparamos com situações em que somos ofendidos, inclusive por aqueles que amamos. Isso pode causar dor e sofrimento em nós. Mas Jesus nos pede que diante disso exerçamos o perdão.

    Podemos nos perguntar: como perdoar, se fui gravemente ofendido, me decepcionei, me magoei… Para pensar sobre o assunto, valem algumas reflexões: Jesus, nesse Evangelho, admite que as desavenças são inevitáveis, cedo ou tarde acontecerão. Isso nos leva a entender que todo ser humano é falho e imperfeito, inclusive nós. Como queremos ser perdoados quando falhamos e pecamos, assim devemos perdoar aqueles que nos ofendem. O perdão, inclusive, é um ato de amor, pois demonstra que amamos as pessoas de forma completa, com suas qualidades e defeitos.

    Contudo, sabemos que muitas vezes perdoar pode ser difícil. Peçamos, então, ao Senhor a graça de maior fé e de maior amor, para que, com a Sua santíssima ajuda, possamos amar profundamente e perdoar à todas as pessoas.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 32ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Tito 2,1-8.11-14

    Caríssimo, 1o teu ensino seja conforme à sã doutrina. 2Os mais velhos sejam sóbrios, ponderados, prudentes, fortes na fé, na caridade, na paciência. 3Assim também as mulheres idosas observem uma conduta santa, não sejam caluniadoras nem escravas do vinho, mas mestras do bem. 4Saibam ensinar as jovens a amarem seus maridos, a cuidarem dos filhos, 5a serem prudentes, castas, boas donas de casa, dóceis para os maridos, bondosas, para que a Palavra de Deus não seja difamada. 6Exorta igualmente os jovens a serem moderados 7e mostra-te em tudo exemplo de boas obras, de integridade na doutrina, de ponderação, 8de palavra sã e irrepreensível, para que os adversários se confundam, não tendo nada de mal para dizer de nós. 11Pois a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação para todos os homens. 12Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, 13aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e salvador, Jesus Cristo. 14Ele se entregou por nós para nos resgatar de toda a maldade e purificar para si um povo que lhe pertença e que se dedique a praticar o bem.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 36(37)
    A salvação de quem é justo vem de Deus!

    Confia no Senhor e faze o bem, / e sobre a terra habitarás em segurança. /
    Coloca no Senhor tua alegria, / e ele dará o que pedir teu coração. – R.

    O Senhor cuida da vida dos honestos, / e sua herança permanece eternamente. /
    É o Senhor quem firma os passos dos mortais / e dirige o caminhar dos que lhe agradam. – R.

    Afasta-te do mal e faze o bem, / e terás tua morada para sempre. /
    Os justos herdarão a nova terra / e nela habitarão eternamente. – R.

    Lucas 17,7-10

    Naquele tempo, disse Jesus: 7“Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa’? 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber’? 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.

    Palavra da salvação.

    “Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer. ”

    A palavra deste dia é fortemente marcada pela solenidade de todos os santos do domingo que a precede. Santos são aqueles que viveram em plenitude a Boa Nova, particularmente a do dia de hoje. Ao introduzir a frase central deste Evangelho, Jesus diz: “Quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram” (Lc 17, 10), dando-nos assim uma chave, é preciso ouvir o que nos é mandado ser e, ou, fazer. Um caminho que Jesus nos mostra para conseguir descobrir o que nos é pedido é escutar o nosso próprio coração. Sendo fiel ao que o coração nos indica, conseguimo-nos orientar a fazer o que Deus nos pede.

    Jesus sempre dá um passo além, mostrando-nos que não se trata só de cumprir o que é mandado, mas que é essencial a nossa atitude interior. “Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer” (Lc 17, 10).      Naturalmente, tudo mundo gosta de ser destacado e reconhecido pelo que faz, assim sentimo-nos muitas vezes queridos e valorizados. Porém, Jesus nos indica o caminho do menor, da pequenez, do que faz silenciosamente, sem procurar ser visto. Não só nos indica um caminho, mas ele mesmo se faz o Caminho para nós, e nos ilumina com o exemplo de sua vida terrena. Ele foi o primeiro a se fazer pequeno, a evitar ser exaltado pelas multidões que o queriam fazer rei. Assim, nos indica o seu caminho de plenitude, que nos enche por inteiros, que precisamos andar lembrando-nos da nossa parte, só somos servos que vivemos para o que somos chamados. Deixemo-nos levar pela vida da sua Palavra.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Dedicação da Basílica do Latrão

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 47,1-2.8-9.12

    Naqueles dias, 1o homem fez-me voltar até a entrada do templo, e eis que saía água da sua parte subterrânea na direção leste, porque o templo estava voltado para o oriente; a água corria do lado direito do templo, a sul do altar. 2Ele fez-me sair pela porta que dá para o norte e fez-me dar uma volta por fora até a porta que dá para o leste, onde eu vi a água jorrando do lado direito. 8Então ele me disse: “Estas águas correm para a região oriental, descem para o vale do Jordão, desembocam nas águas salgadas do mar, e elas se tornarão saudáveis. 9Aonde o rio chegar, todos os animais que ali se movem poderão viver. Haverá peixes em quantidade, pois ali desembocam as águas que trazem saúde; e haverá vida aonde chegar o rio. 12Nas margens junto ao rio, de ambos os lados, crescerá toda espécie de árvores frutíferas; suas folhas não murcharão, e seus frutos jamais se acabarão: cada mês darão novos frutos, pois as águas que banham as árvores saem do santuário. Seus frutos servirão de alimento, e suas folhas serão remédio”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 45(46)
    Os braços de um rio vêm trazer alegria / à cidade de Deus, à morada do Altíssimo.

    O Senhor para nós é refúgio e vigor, / sempre pronto, mostrou-se um socorro na angústia; /
    assim não tememos se a terra estremece, / se os montes desabam, caindo nos mares. – R.

    Os braços de um rio vêm trazer alegria / à cidade de Deus, à morada do Altíssimo. /
    Quem a pode abalar? Deus está no seu meio! / Já bem antes da aurora, ele vem ajudá-la. – R.

    Conosco está o Senhor do universo! / O nosso refúgio é o Deus de Jacó! /
    Vinde ver, contemplai os prodígios de Deus † e a obra estupenda que fez no universo: /
    reprime as guerras na face da terra. – R.

    João 2,13-22

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – 13Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14No templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19Ele respondeu: “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”. 20Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário, e tu o levantarás em três dias?” 21Mas Jesus estava falando do templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.

    Palavra da salvação.

    “Destruí este templo e em três dias o levantarei”

    Na liturgia de hoje, a Igreja romana comemora a dedicação da Basílica do Latrão, que é a catedral da cidade de Roma, esta igreja foi erguida por ordem do Imperador de Roma Constantino. Com a ereção dessa catedral marca o pertencimento da fé em Cristo Jesus fora da Judeia ainda no primeiro século.

    Na liturgia de hoje, Cristo nos fala sobre os exageros que eram cometidos no templo, mostrando como devemos zelar pela casa de Deus, por meio de sua atitude com os negociantes dentro do templo. Para demonstrar o que estava ensinando Jesus faz uma comparação do templo com o seu corpo, com referência direta a ressurreição.

    Entretanto, a compreensão sobre o cuidado com a casa de Deus, bem como ao que realmente Cristo se referia, só ficou claro para os Judeus depois da ressurreição, quando esses se lembraram do que o mestre havia dito e o que de fato ocorreu.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • São Leão Magno

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Filêmon 7-20

    Caríssimo, 7grande alegria e consolo tive por causa de tua caridade. Os corações dos santos foram reanimados por ti, irmão. 8Por esse motivo, se bem que tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te tua obrigação, 9prefiro fazer apenas um apelo à tua caridade. Eu, Paulo, velho como estou e agora também prisioneiro de Cristo Jesus, 10faço-te um pedido em favor do meu filho que fiz nascer para Cristo na prisão, Onésimo. 11Antes, ele era inútil para ti; agora, ele é valioso para ti e para mim. 12Eu o estou mandando de volta para ti. Ele é como se fosse o meu próprio coração. 13Gostaria de tê-lo comigo, a fim de que fosse teu representante para cuidar de mim nesta prisão, que eu devo ao Evangelho. 14Mas eu não quis fazer nada sem o teu parecer, para que a tua bondade não seja forçada, mas espontânea. 15Se ele te foi retirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta para sempre, 16já não como escravo, mas, muito mais do que isso, como um irmão querido, muitíssimo querido para mim quanto mais ele o for para ti, tanto como pessoa humana quanto como irmão no Senhor. 17Assim, se estás em comunhão de fé comigo, recebe-o como se fosse a mim mesmo. 18Se em alguma coisa te prejudicou ou se alguma coisa te deve, põe em minha conta. 19Eu, Paulo, de meu punho o escrevo: eu o pagarei; para não dizer que tu mesmo me deves a própria vida. 20Sim, irmão, deixa que eu te explore no Senhor. Conforta em Cristo meu coração.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 145(146)
    Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!

    O Senhor faz justiça aos que são oprimidos; † ele dá alimento aos famintos, /
    é o Senhor quem liberta os cativos. – R.

    O Senhor abre os olhos aos cegos, / o Senhor faz erguer-se o caído, /
    o Senhor ama aquele que é justo. / É o Senhor quem protege o estrangeiro. – R.

    Quem ampara a viúva e o órfão, / mas confunde os caminhos dos maus. /
    O Senhor reinará para sempre! † Ó Sião, o teu Deus reinará /
    para sempre e por todos os séculos! – R.

    Lc 17,20-25

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 20os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. 21Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós”. 22E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. 23As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘ele está aqui’. Não deveis ir nem correr atrás. 24Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem no seu dia. 25Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”.

    Palavra da salvação.

    “O Reino de Deus está entre vós”

    No Evangelho de hoje, Jesus nos adverte sobre o dia de sua segunda vinda. Muitas são as pessoas que falam sobre isso. Algumas calculam as datas de um provável apocalipse, outras afirmam que o fim está próximo. No entanto, não é isso que Cristo deseja. Ele não quer que fiquemos preocupados com a data em que Ele voltará, pois isso não tem importância para nossa fé. O que Ele quer é que nos preparemos, que tenhamos uma vida de acordo com a Sua Palavra. Devemos construir o Reino de Deus, vivendo o Evangelho do amor e da bondade.

    Que o Senhor nos ilumine para que vivamos conforme Ele deseja, e assim possamos estar com Deus na eternidade.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • São Martinho de Tours

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 João 4-9

    4Muito me alegrei, senhora, por ter encontrado alguns dos teus filhos que caminham conforme a verdade, segundo o mandamento que recebemos do Pai. 5E agora, senhora, eu te peço – não que te esteja escrevendo a respeito de um novo mandamento, pois trata-se daquele que temos desde o princípio -, amemo-nos uns aos outros. 6E amar consiste no seguinte: em viver conforme os seus mandamentos. Esse é o mandamento que ouvistes desde o início para guiar o vosso proceder. 7Acontece que se espalharam pelo mundo muitos sedutores, que não confessam a Jesus Cristo encarnado. Está aí o sedutor, o anticristo. 8Tomai cuidado se não quereis perder o fruto do vosso trabalho, mas sim receber a plena recompensa. 9Todo o que não permanece na doutrina de Cristo, mas passa além, não possui a Deus. Aquele que permanece na doutrina é o que possui o Pai e o Filho.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl118(119)
    Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!

    Feliz o homem sem pecado em seu caminho, / que na lei do Senhor Deus vai progredindo! – R.

    Feliz o homem que observa seus preceitos / e de todo o coração procura a Deus! – R.

    De todo o coração eu vos procuro, / não deixeis que eu abandone a vossa lei! – R.

    Conservei no coração vossas palavras, / a fim de que eu não peque contra vós. – R.

    Sede bom com vosso servo e viverei, / e guardarei vossa palavra, ó Senhor. – R.

    Abri meus olhos, e então contemplarei / as maravilhas que encerra a vossa lei! – R.

    Lucas 17,26-37

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26“Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. 27Eles comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos. 30O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado. 31Nesse dia, quem estiver no terraço não desça para apanhar os bens que estão em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32Lembrai-vos da mulher de Ló. 33Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la, e quem a perde vai conservá-la. 34Eu vos digo, nessa noite, dois estarão numa cama: um será tomado e o outro será deixado. 35Duas mulheres estarão moendo juntas: uma será tomada e a outra será deixada. 36Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro será deixado”. 37Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”.

    Palavra da salvação.

    “Quem procura ganhar a sua vida, vai perdê-la; e quem a perde, vai conservá-la.”

    A narrativa evangélica de hoje mostra-nos Jesus expondo alguns acontecimentos que ocorreram no Antigo Testamento: Noé e o dilúvio, Ló saindo de Sodoma e sua esposa que olhou para trás e se transformou em estatua de sal. Em todos estes acontecimentos, Jesus expõe em qual situação se encontravam e como se comportavam as pessoas, estas levavam uma vida fugaz, corriqueira sem comprometimento. Também vemos a exigência que possui o discipulado de Jesus Cristo, onde deve-se perder a própria vida. Mas o que realmente significa “perder a vida” como diz Jesus?

    Podemos constatar que a vida da qual Cristo refere-se, trata-se do apego às coisas passageiras deste mundo. Aquele que se fecha em sua própria vida com medo de perder o que possui, já está perdendo-a, pois está preso em si mesmo, não consegue se expandir e ir ao encontro do outro. Por isso, Jesus diz que todo aquele que perder a sua vida irá conservá-la. O perder a vida diz respeito à entrega total ao seguimento de Jesus Cristo, deixar-se ser preenchido por Ele, fazer de Cristo o sentido pleno de nossas vidas. Somente assim não levaremos uma vida fugaz, sem comprometimento. Vale salvaguardar que Jesus não critica o nosso modo de vida, mas sim o fato de vivermos sem comprometimento a algo mais elevado.

    Hoje, a Igreja faz memória a São Martinho de Tours, nascido no de 316, teve uma experiência de Cristo no pobre ao lhe dar o seu manto. Fundou um mosteiro e se tornou sacerdote e bispo, falecendo no ano 397. Que pela a sua intercessão possamos enxergar Jesus Cristo em nossos irmãos e irmãs.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • São Josafá

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    3 João 5-8

    5Caríssimo Gaio, é muito leal o teu proceder, agindo assim com teus irmãos, ainda que estrangeiros. 6Eles deram testemunho da tua caridade diante da Igreja. Farás bem em provê-los para a viagem de um modo digno de Deus. 7Pois, por amor do Nome, eles empreenderam a viagem, sem aceitar nada da parte dos pagãos. 8A nós, portanto, cabe acolhê-los, para sermos cooperadores da verdade.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 111(112)
    Feliz aquele que respeita o Senhor!

    Feliz o homem que respeita o Senhor / e que ama com carinho a sua lei! /
    Sua descendência será forte sobre a terra, / abençoada a geração dos homens retos! – R.

    Haverá glória e riqueza em sua casa, / e permanece para sempre o bem que fez. /
    Ele é correto, generoso e compassivo, / como luz brilha nas trevas para os justos. – R.

    Feliz o homem caridoso e prestativo, / que resolve seus negócios com justiça. /
    Porque jamais vacilará o homem reto, / sua lembrança permanece eternamente! – R.

    Lucas 18,1-8

    Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre e nunca desistir, dizendo: 2“Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus e não respeito homem algum. 5Mas essa viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz esse juiz injusto. 7E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do Homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

    Palavra da salvação.

     “Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? ”

    A passagem do Evangelho de hoje faz um apelo a nossa fé. Geralmente, questionamos os sofrimentos e injustiças como se Deus não se fizesse presente, porém nos esquecemos que o próprio Cristo se fez um de nós e abraçou até o limite nossa fraqueza humana. Ele não fugiu ou desviou de seu momento de cruz, não o mudou ou transformou, viveu-o com persistente confiança no Pai, buscando até o fim cumprir Sua santa vontade. Aí também, o Pai pareceu silencioso, a princípio sem ação, como o juiz iníquo da parábola.

    Na verdade, Ele nunca esteve ausente, antes glorificou o Filho através de sua entrega e da mesma maneira se faz sempre presente conosco. A oração constante e perseverante, como a insistência da viúva da parábola, é o grande segredo que nos permite compreender e fazer parte desta ação misteriosa de Deus. Através dela entramos em sintonia com a vontade do Pai, e não só somo acolhidos por Ele, como nos tornamos capazes de ser instrumentos de sua paz e de seu amor.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 33º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Malaquias 3,19-20

    19Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. 20Para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 97(98)
    O Senhor virá julgar a terra inteira; / com justiça julgará.

    Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa / e da cítara suave! /
    Aclamai, com os clarins e as trombetas, / ao Senhor, o nosso rei! – R.

    Aplauda o mar com todo ser que nele vive, / o mundo inteiro e toda gente! /
    As montanhas e os rios batam palmas / e exultem de alegria. – R.

    Exultem na presença do Senhor, pois ele vem, / vem julgar a terra inteira. /
    Julgará o universo com justiça / e as nações com equidade. – R.

    2 Tessalonicenses 3,7-12

    Irmãos, 7bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. 8De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. 9Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. 10Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: “Quem não quer trabalhar também não deve comer”. 11Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada. 12Em nome do Senhor Jesus Cristo, ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 21,5-19

    Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isso? E qual vai ser o sinal de que essas coisas estão para acontecer?” 8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que essas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu. 12Antes, porém, que essas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Essa será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!”

    Palavra da salvação.

    “É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!”

    No Evangelho deste domingo, Jesus Cristo alerta as pessoas que estavam comentando sobre os enfeites do Templo, sobre as coisas que estavam por vir em razão do seu nome. Jesus Cristo pede para serem firmes nas perseguições e injustiças os que irão sofrer por anunciarem a Boa Nova.

    A tarefa principal do discípulo é manter-se, todos os dias na fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo, pois é “permanecendo firme para ganhar a vida”. Jesus deixa claro os seus discípulos não precisam se preocupar com o que se pode acontecer com eles, pois terão consigo a proteção divina.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 33ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 1,1-4; 2,1-5

    1Revelação que Deus confiou a Jesus Cristo, para que mostre aos seus servos as coisas que devem acontecer em breve. Jesus as deu a conhecer, através do seu anjo, ao seu servo João. 2Este dá testemunho de que tudo quanto viu é palavra de Deus e testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê e aqueles que escutam as palavras desta profecia e também praticam o que nela está escrito. Pois o momento está chegando. 4João às sete Igrejas que estão na região da Ásia: a vós, graça e paz da parte daquele que é, que era e que vem; da parte dos sete espíritos que estão diante do trono de Deus. 2,1Ouvi o Senhor que me dizia: Escreve ao anjo da Igreja que está em Éfeso: Assim fala aquele que tem na mão direita as sete estrelas, aquele que está andando no meio dos sete candelabros de ouro: 2Conheço a tua conduta, o teu esforço e a tua perseverança. Sei que não suportas os maus. Colocaste à prova alguns que se diziam apóstolos e descobriste que não eram apóstolos, mas mentirosos. 3És perseverante. Sofreste por causa do meu nome e não desanimaste. 4Todavia, há uma coisa que eu reprovo: abandonaste o teu primeiro amor. 5Lembra-te de onde caíste! Converte-te e volta à tua prática inicial. Se, pelo contrário, não te converteres, virei depressa e arrancarei o teu candelabro do seu lugar.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 1
    Ao vencedor concederei comer da árvore da vida!

    Feliz é todo aquele que não anda / conforme os conselhos dos perversos; /
    que não entra no caminho dos malvados / nem junto aos zombadores vai sentar-se; /
    mas encontra seu prazer na lei de Deus / e a medita, dia e noite, sem cessar. – R.

    Eis que ele é semelhante a uma árvore / que à beira da torrente está plantada; /
    ela sempre dá seus frutos a seu tempo, † e jamais as suas folhas vão murchar. /
    Eis que tudo o que ele faz vai prosperar. – R.

    Mas bem outra é a sorte dos perversos. † Ao contrário, são iguais à palha seca /
    espalhada e dispersada pelo vento. / Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, /
    mas a estrada dos malvados leva à morte. – R.

    Lucas 18,35-43

    35Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. 37Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. 38Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 39As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 40Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: 41“O que queres que eu faça por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. 42Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. 43No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus.

    Palavra da salvação.

    “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!”

    O Deus todo misericordioso nos mostra nas palavras do Santo Evangelho que a fé nos faz mover de nossas situações de cegueira e nos traz a salvação. O cego em Jericó pede a misericórdia, e assim como ele nós ainda hoje pedimos a Deus, para que tenha misericórdia de nosso povo. São muitos flagelados e necessitados que precisam de nossa ajuda e nós precisamos justamente de pedir a Deus que retire nossas cegueiras espirituais para que possamos ver as necessidades dos outros com o olhar da fé e da caridade.

    A cura do cego não é apenas uma cura física, mas é o processo pelo qual nosso Senhor o salvou de todo coração, dando-lhe uma vida totalmente nova e integrada com os demais irmãos. A sua cura trouxe também o aspecto do discipulado, tirando-o da margem do caminho levando-o para o centro do caminho que é o próprio Cristo. Por esse modo peçamos a Deus que nos tire da beira do caminho e igualmente retire a nossa cegueira da alma e nos leve ao verdadeiro seguimento de discípulos e discípulas amadas de Deus.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 33ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 3,1-6.14-22

    Eu, João, ouvi o Senhor que me dizia: 1“Escreve ao anjo da Igreja que está em Sardes: Assim fala aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço a tua conduta. Tens fama de estar vivo, mas estás morto. 2Acorda! Reaviva o que te resta e que estava para se apagar! Pois não acho suficiente aos olhos do meu Deus aquilo que estás fazendo. 3Lembra-te daquilo que tens aprendido e ouvido. Observa-o! Converte-te! Se não estiveres vigilante, eu virei como um ladrão, sem que tu saibas em que hora te vou surpreender! 4Todavia, aí em Sardes existem algumas pessoas que não sujaram a roupa. Estas vão andar comigo, vestidas de branco, pois merecem isso. 5O vencedor vestirá a roupa branca, e não apagarei o seu nome do livro da vida, mas o apresentarei diante de meu Pai e de seus anjos. 6Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas. 14Escreve ao anjo da Igreja que está em Laodiceia: Assim fala o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: 15Conheço a tua conduta. Não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! 16Mas, porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca. 17Tu dizes: ‘Sou rico e abastado e não careço de nada’, em vez de reconhecer que tu és infeliz, miserável, pobre, cego e nu! 18Dou-te um conselho: compra de mim ouro purificado no fogo, para ficares rico, e vestes brancas, para vestires e não aparecer a tua nudez vergonhosa; e compra também um colírio para curar os teus olhos, para que enxergues. 19Eu repreendo e educo os que eu amo. Esforça-te, pois, e converte-te. 20Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e tomaremos a refeição, eu com ele e ele comigo. 21Ao vencedor farei sentar-se comigo no meu trono, como também eu venci e estou sentado com meu Pai no seu trono. 22Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 14(15)
    Ao vencedor, dar-lhe-ei o direito / de sentar-se comigo no meu trono.

    “Senhor, quem morará em vossa casa?” † É aquele que caminha sem pecado /
    e pratica a justiça fielmente; / que pensa a verdade no seu íntimo / e não solta em calúnias sua língua. – R.

    Que em nada prejudica o seu irmão / nem cobre de insultos seu vizinho; /
    que não dá valor algum ao homem ímpio, / mas honra os que respeitam o Senhor. – R.

    Não empresta o seu dinheiro com usura † nem se deixa subornar contra o inocente. /
    Jamais vacilará quem vive assim! – R.

    Lucas 19,1-10

    Naquele tempo, 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. 3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia por causa da multidão, pois era muito baixo. 4Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. 6Ele desceu depressa e recebeu Jesus com alegria. 7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!” 8Zaqueu ficou de pé e disse ao Senhor: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. 9Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

    Palavra da salvação.

     “O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido. ”

    A liturgia de hoje nos propõe a conversão de Zaqueu como exemplo no qual podemos perceber a graça atuando quando alguém se deixa tocar por Jesus Cristo. Neste relato vemos um homem considerado impuro, de baixa estatura, esforçar-se para ver Jesus. Também Ele o procura, assim como procura cada um de nós todos os dias. Então, o desejado encontro acontece e Zaqueu rapidamente acolhe a Jesus em sua casa. Marcado por tal encontro, ele se desprende dos bens terrenos, se arrepende e procura reparar os erros cometidos e passa a se preocupar com os mais necessitados.

    De um homem egoísta que cobiça sempre mais riquezas, fazendo mal ao próximo, Zaqueu passou a ser um homem justo que procura fazer o melhor e ajudar aos demais. Assim o encontro com Cristo lhe reestabeleceu a salvação e, com este mesmo desejo, Jesus nos procura. Busquemos nos encontrar com Ele, permitindo que Seu amor nos transforme, para também vivermos a verdadeira alegria da salvação, como filhos e filhas de Deus.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 33ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 4,1-11

    Eu, João, 1vi uma porta aberta no céu, e a voz que antes eu tinha ouvido falar-me como trombeta disse: “Sobe até aqui, para que eu te mostre as coisas que devem acontecer depois destas”. 2Imediatamente, o Espírito tomou conta de mim. Havia no céu um trono e, no trono, alguém sentado. 3Aquele que estava sentado parecia uma pedra de jaspe e cornalina; um arco-íris envolvia o trono com reflexos de esmeralda. 4Ao redor do trono havia outros vinte e quatro tronos; neles estavam sentados vinte e quatro anciãos, todos eles vestidos de branco e com coroas de ouro nas cabeças. 5Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões. Diante do trono estavam acesas sete lâmpadas de fogo, que são os sete espíritos de Deus. 6Na frente do trono havia como que um mar de vidro cristalino. No meio, em redor do trono, estavam quatro seres vivos, cheios de olhos pela frente e por detrás. 7O primeiro ser vivo parecia um leão; o segundo parecia um touro; o terceiro tinha rosto de homem; o quarto parecia uma águia em pleno voo. 8Cada um dos quatro seres vivos tinha seis asas, cobertas de olhos ao redor e por dentro. Dia e noite, sem parar, eles proclamavam: “Santo! Santo! Santo! Senhor Deus todo-poderoso! Aquele que é, que era e que vem!” 9Os seres vivos davam glória, honra e ação de graças ao que estava no trono e que vive para sempre. 10E cada vez que os seres vivos faziam isso, os vinte e quatro anciãos se prostravam diante daquele que estava sentado no trono, para adorar o que vive para sempre. Colocavam suas coroas diante do trono de Deus e diziam: 11“Senhor, nosso Deus, tu és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque tu criaste todas as coisas. Pela tua vontade é que elas existem e foram criadas”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl150
    Santo, santo, santo, Senhor Deus onipotente!

    Louvai o Senhor Deus no santuário, / louvai-o no alto céu de seu poder! /
    Louvai-o por seus feitos grandiosos, / louvai-o em sua grandeza majestosa! – R.

    Louvai-o com o toque da trombeta, / louvai-o com a harpa e com a cítara! /
    Louvai-o com a dança e o tambor, / louvai-o com as cordas e as flautas! – R.

    Louvai-o com os címbalos sonoros, / louvai-o com os címbalos de júbilo! /
    Louve a Deus tudo o que vive e que respira, / tudo cante os louvores do Senhor! – R.

    Lucas 19,11-28

    Naquele tempo, 11Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo. 12Então Jesus disse: “Um homem nobre partiu para um país distante a fim de ser coroado rei e depois voltar. 13Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata a cada um e disse: ‘Procurai negociar até que eu volte’. 14Seus concidadãos, porém, o odiavam e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: ‘Nós não queremos que esse homem reine sobre nós’. 15Mas o homem foi coroado rei e voltou. Mandou chamar os empregados aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto cada um havia lucrado. 16O primeiro chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais’. 17O homem disse: ‘Muito bem, servo bom. Como foste fiel em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades’. 18O segundo chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. 19O homem disse também a este: ‘Recebe tu também o governo de cinco cidades’. 20Chegou o outro empregado e disse: ‘Senhor, aqui estão as tuas cem moedas, que guardei num lenço, 21pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste’. 22O homem disse: ‘Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Tu sabias que eu sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. 23Então, por que tu não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. 24Depois disse aos que estavam aí presentes: ‘Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil’. 25Os presentes disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ 26Ele respondeu: ‘Eu vos digo, a todo aquele que já possui será dado mais ainda; mas àquele que nada tem será tirado até mesmo o que tem. 27E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente’”. 28Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém.

    Palavra da salvação.

     “Porque tu não depositaste meu dinheiro no banco? ”

    A passagem do Evangelho de hoje, faz uma forte alusão ao plano salvífico de Deus. Estando perto de Jerusalém, onde seria crucificado, Jesus anuncia sua paixão, a missão de seus seguidores e a vinda do fim dos tempos. Como o nobre que vai a um país distante para receber sua realeza, Jesus passou pela paixão, morte e ressurreição para ser glorificado junto do Pai. Como o nobre que volta já coroado e procura saber sobre o empenho dos empregados, acreditamos na volta de Jesus glorioso e o tão esperado Reino em definitivo. No intervalo destes acontecimentos estão os empregados e as cem moedas de prata que devem negociar até o retorno do senhor. Estes simbolizam cada um de nós, seguidores de Jesus com os dons dados por Deus.

    Nossa missão é contribuir com nossa vida pela causa do Reino, buscando desenvolver e pôr a serviço o que o Ele nos dá, na certeza que sendo fiéis, sempre teremos mais para doar, e no tempo adequado teremos parte na Sua glória. Portanto, não nos iludamos com o que somos e possuímos, querendo apenas defender e conservar o que temos, antes busquemos sempre mais imitar o Cristo, crescendo na virtude e no cumprimento da vontade do Pai.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Santa Isabel da Hungria

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 5,1-10

    Eu, João, 1vi um livro na mão direita daquele que estava sentado no trono. Era um rolo escrito por dentro e por fora, e estava lacrado com sete selos. 2Vi então um anjo forte, que proclamava em voz alta: “Quem é digno de romper os selos e abrir o livro?” 3Ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra era digno de abrir o livro ou de ler o que nele estava escrito. 4Eu chorava muito, porque ninguém foi considerado digno de abrir ou de ler o livro. 5Um dos anciãos me consolou: “Não chores! Eis que o Leão da tribo de Judá, o rebento de Davi, saiu vencedor. Ele pode romper os selos e abrir o livro”. 6De fato, vi um Cordeiro. Estava no centro do trono e dos quatro seres vivos, no meio dos anciãos. Estava de pé, como que imolado. O Cordeiro tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus, enviados por toda a terra. 7Então, o Cordeiro veio receber o livro da mão direita daquele que está sentado no trono. 8Quando ele recebeu o livro, os quatro seres vivos e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro. Todos tinham harpas e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. 9E entoaram um cântico novo: “Tu és digno de receber o livro e abrir seus selos, porque foste imolado e, com teu sangue, adquiriste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação. 10Deles fizeste para o nosso Deus um reino de sacerdotes. E eles reinarão sobre a terra”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 149
    Fizestes de nós, para Deus, sacerdotes e povo de reis.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / e o seu louvor na assembleia dos fiéis! /
    Alegre-se Israel em quem o fez, / e Sião se rejubile no seu rei! – R.

    Com danças glorifiquem o seu nome, / toquem harpa e tambor em sua honra! /
    Porque, de fato, o Senhor ama seu povo / e coroa com vitória os seus humildes. – R.

    Exultem os fiéis por sua glória / e, cantando, se levantem de seus leitos, /
    com louvores do Senhor em sua boca; / eis a glória para todos os seus santos. – R.

    Lucas 19,41-44

    Naquele tempo, 41quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: 42“Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está escondido aos teus olhos! 43Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. 44Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”.

    Palavra da salvação.

    “Se compreendesses hoje o que te pode trazer a paz (…)
    Tu não reconheceste o tempo em que foste visitada. ”

    O Evangelho de hoje apresenta-nos a Jesus com uma profunda dor pela rejeição de Jerusalém. Lendo o contexto do capítulo 19 do Evangelho de Lucas, podemos compreender a profundidade da sua dor. Jesus, ao dizer estas palavras, está se encaminhando ao momento da sua Paixão, está entrando em Jerusalém, onde logo depois de ter sido recebido com louvores, vai entregar a sua vida e vai ser assassinado pelas mãos de quem não compreendeu sua mensagem de paz. Nesse contexto, a Palavra nos diz que: “Jesus se aproximou, viu a cidade e começou a chorar” (Lc 19, 41). No Evangelho são poucas as vezes que nos encontramos com Jesus chorando, uma delas foi quando chora ao saber da morte do seu amigo Lázaro. O choro nele diz muito, porque na sua profunda humanidade expressa a sua dor diante das situações de morte. Também, neste caso suas lágrimas expressam a sua impotência diante da rejeição de Jerusalém. Eles não compreenderam a sua mensagem de paz e querem matá-lo, e ainda assim, Jesus escolhe entregar-se.

    Jesus conclui a sua lamentação diante de Jerusalém dizendo: “Tu não reconheceste o tempo em que foste visitada” (Lc 19, 44). Como eles não conseguiram reconhecer quem os visitava, não conseguiram compreender a mensagem de paz. Jesus chama nossa atenção em um assunto essencial da nossa fé, a experiência de Deus que nos visita. É preciso amadurecer a nossa sensibilidade que permite descobrir-nos visitados por Deus, para em um segundo momento nos envolver na sua proposta de paz. Assim temos os exemplos dos santos, que nos iluminam nesta experiência. Hoje, celebramos a Santa Isabel de Hungria, que doou a sua vida na Ordem Franciscana Secular. Que a exemplo dela possamos abrir nosso coração cada vez mais a Deus.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 33ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 10,8-11

    8Aquela mesma voz do céu, que eu, João, já tinha ouvido, tornou a falar comigo: “Vai, pega o livrinho aberto da mão do anjo que está de pé sobre o mar e a terra”. 9Eu fui até o anjo e pedi que me entregasse o livrinho. Ele me falou: “Pega e come. Será amargo no estômago, mas, na tua boca, será doce como mel”. 10Peguei da mão do anjo o livrinho e comi-o. Na boca era doce como mel, mas, quando o engoli, meu estômago tornou-se amargo. 11Então ele me disse: “Deves profetizar ainda contra outros povos e nações, línguas e reis”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119)
    Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor.

    Seguindo vossa lei, me rejubilo / muito mais do que em todas as riquezas. – R.

    Minha alegria é a vossa aliança, / meus conselheiros são os vossos mandamentos. – R.

    A lei de vossa boca, para mim, / vale mais do que milhões em ouro e prata. – R.

    Como é doce ao paladar vossa palavra, / muito mais doce do que o mel na minha boca. – R.

    Vossa palavra é minha herança para sempre, / porque ela é que me alegra o coração. – R.

    Abro a boca e aspiro largamente, / pois estou ávido de vossos mandamentos. – R.

    Lucas 19,45-48

    Naquele tempo, 45Jesus entrou no templo e começou a expulsar os vendedores. 46E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47Jesus ensinava todos os dias no templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo. 48Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar.

    Palavra da salvação.

    “Fizestes da Casa de Deus um antro de ladrões”

    As palavras do Santo Evangelho, que hoje nos é dirigida mostra a processo pelo qual Jesus Cristo entra e purifica o tempo ao expulsar os que transformaram o templo de Deus em casa de comércio. É o zelo pela casa de Deus que o move e deveria ser com tal zelo que deveríamos cuidar da casa do Senhor para que em todos os instantes essa casa seja local de verdadeiro encontro com Deus.

    Devemos ter muito cuidado com os mercadores de fé, que exploram a boa fé dos irmãos e irmãs em troca de vantagens e riquezas mundanas. Outro cuidado que deve nos deixar atentos é com o nosso templo corporal, é nele que Jesus se manifesta, e se revela e cuida para que com nossas potencialidades e debilidades possamos dar um belo testemunho de vida e cuidado, nos integrando a esse Deus que fascina e que quer o nosso bem.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Santos Roque, Afonso e João

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 11,4-12

    Disseram a mim, João: 4“Essas duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do Senhor da terra. 5Se alguém quiser fazer-lhes mal, um fogo sairá da boca delas e devorará seus inimigos. Sim, se alguém quiser fazer-lhes mal, é assim que vai morrer. 6Elas têm o poder de fechar o céu, de modo que não caia chuva alguma enquanto durar a sua missão profética. Elas têm também o poder de transformar as águas em sangue. E quantas vezes elas quiserem, podem ferir a terra com todo tipo de praga. 7Quando elas terminarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo vai combater contra elas, vai vencê-las e matá-las. 8E os cadáveres das duas testemunhas vão ficar expostos na praça da grande cidade, que se chama, simbolicamente, Sodoma e Egito e na qual foi crucificado também o Senhor delas. 9Gente de todos os povos, raças, línguas e nações verão seus cadáveres durante três dias e meio e não deixarão que os corpos sejam sepultados. 10Os habitantes da terra farão festa pela morte das testemunhas; felicitar-se-ão e trocarão presentes, pois esses dois profetas estavam incomodando os habitantes da terra”. 11Depois dos três dias e meio, um sopro de vida veio de Deus, penetrou nos dois profetas e eles ficaram de pé. Todos aqueles que os contemplavam ficaram com muito medo. 12Ouvi então uma voz forte vinda do céu e chamando os dois: “Subi para aqui!” Eles subiram ao céu, na nuvem, enquanto os inimigos ficaram olhando.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 143(144)
    Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

    Bendito seja o Senhor, meu rochedo, † que adestrou minhas mãos para a luta /

    e os meus dedos treinou para a guerra! – R.

    Ele é meu amor, meu refúgio, / libertador, fortaleza e abrigo; /
    é meu escudo: é nele que espero, / ele submete as nações a meus pés. – R.

    Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, / nas dez cordas da harpa louvar-vos, /
    a vós que dais a vitória aos reis / e salvais vosso servo Davi. – R.

    Lucas 20,27-40

    Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, 28e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão’. 29Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos. 30Também o segundo 31e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. 34Jesus respondeu aos saduceus: ‘Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. 37Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. 38Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. 39Alguns doutores da Lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. 40E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus.

    Palavra da salvação.

    “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”

    Hoje celebramos São Roque Gonzáles e companheiros presbíteros, Jesuítas mártires paraguaios que, com total devoção, dedicaram-se a ensinar a fé em Cristo para os povos originários dessa região e por esse motivo foram martirizados. No Evangelho de hoje, Cristo explica aos saduceus, um grupo do seu tempo, que na ressurreição o casamento que é uma instituição terrena, não faz diferença, pois, todos serão iguais aos anjos nas palavras de Cristo.

    E a explicação para a ressurreição dos mortos se faz desde o tempo de Moisés por meio da passagem da sarça ardente. Mostrando assim também que todos vivemos para Deus, não existindo para ele a morte. Em uma interpretação franciscana não existe morte e sim uma passagem para a casa paterna.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Solenidade do Cristo Rei

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Samuel 5,1-3

    Naqueles dias, 1todas as tribos de Israel vieram encontrar-se com Davi em Hebron e disseram-lhe: “Aqui estamos. Somos teus ossos e tua carne. 2Tempo atrás, quando Saul era nosso rei, eras tu que dirigias os negócios de Israel. E o Senhor te disse: ‘Tu apascentarás o meu povo Israel e serás o seu chefe’”. 3Vieram, pois, todos os anciãos de Israel até o rei em Hebron. O rei Davi fez com eles uma aliança em Hebron, na presença do Senhor, e eles o ungiram rei de Israel.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 121(122)
    Quanta alegria e felicidade: vamos à casa do Senhor!

    Que alegria quando ouvi que me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!” /
    E agora nossos pés já se detêm, / Jerusalém, em tuas portas. – R.

    Para lá sobem as tribos de Israel, / as tribos do Senhor. / Para louvar, segundo a lei de Israel, /
    o nome do Senhor. / A sede da justiça lá está / e o trono de Davi. – R.

    Colossenses 1,12-20

    Irmãos, 12com alegria dai graças ao Pai, que vos tornou capazes de participar da luz, que é a herança dos santos. 13Ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no Reino de seu Filho amado, 14por quem temos a redenção, o perdão dos pecados. 15Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, 16pois por causa dele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17Ele existe antes de todas as coisas, e todas têm nele a sua consistência. 18Ele é a cabeça do corpo, isto é, da Igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos; de sorte que em tudo ele tem a primazia, 19porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude 20e por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 23,35-43

    Naquele tempo, 35os chefes zombavam de Jesus, dizendo: “A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo se, de fato, é o Cristo de Deus, o escolhido!” 36Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre 37e diziam: “Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!” 38Acima dele havia um letreiro: “Este é o rei dos judeus”. 39Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!” 40Mas o outro o repreendeu, dizendo: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? 41Para nós é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”. 42E acrescentou: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reinado”. 43Jesus lhe respondeu: “Em verdade eu te digo, ainda hoje estarás comigo no paraíso”.

    Palavra da salvação.

    “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado.”

    Hoje, a Igreja celebra a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, que marca o final do Ano Litúrgico e precede o começo do tempo de Advento. Ao encontro desta solenidade, podemo-nos perguntar como foi e como é a realeza de Cristo, que evidentemente foge das imagens de realeza que temos em nossa época e que tinham os judeus no seu tempo.

    O próprio Evangelho do momento da crucificação, que é proposto neste dia, mostra-se muito iluminador para compreender a imagem de Cristo Rei. Primeiramente, podemos olhar as expectativas que tinham as diferentes pessoas que aparecem em diálogo com Jesus. Tanto os soldados como um dos ladrões esperavam que ele se salvasse a si mesmo. Consideravam que isso seria o sinal de que ele era verdadeiramente o Messias. Uma expectativa coerente com a lógica de realeza que eles tinham, entendida desde o poder, a força e a grandeza. Contrariamente, Jesus só se mostra fraco, morrendo em suas mãos. Assim como quando nasceu, ele vem ao mundo em condições precárias, contrárias ao imaginário do nascimento de um rei, assim também com a sua morte nos mostra o modo de Deus de reinar. Um Deus que reina salvando, que salva entregando a vida até o fim e que se entrega gratuitamente por amor a humanidade.

    O segundo ladrão crucificado parece ter reconhecido quem era Jesus e o que estava acontecendo com a sua crucificação: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado” (Lc 23, 42). As suas palavras nos mostram um olhar diferente, que na morte de Jesus consegue ver esperança, e que simplesmente se coloca em suas mãos, sabendo que nele será salvo. Que na inspiração das suas palavras possamos celebrar a universalidade do Rei Jesus, que trouxe a salvação para todos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Apresentação de Nossa Senhora

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Zacarias 2,14-17

    14“Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15Muitas nações se aproximarão do Senhor naquele dia e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl Lc 1
    O Poderoso fez por mim maravilhas, / e santo é o seu nome.

    A minha alma engrandece ao Senhor, / e se alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador. – R.

    Pois ele viu a pequenez de sua serva, / desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. /
    O Poderoso fez por mim maravilhas, / e santo é o seu nome! – R.

    Seu amor, de geração em geração, / chega a todos os que o respeitam. /
    Demonstrou o poder de seu braço, / dispersou os orgulhosos. – R.

    Derrubou os poderosos de seus tronos / e os humildes exaltou. / De bens saciou os famintos /
    e despediu, sem nada, os ricos. – R.

    Acolheu Israel, seu servidor, / fiel ao seu amor, / como havia prometido aos nossos pais /
    em favor de Abraão e de seus filhos para sempre. – R.

    Mateus 12,46-50

    Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

    Palavra da salvação.

    “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”

    As palavras do Santo Evangelho, que hoje nos é dirigida, fala-nos da grandeza do discipulado. Jesus não renega seus irmãos e, sobretudo, não renega a sua própria mãe, Maria é sem dúvidas a maior entre todas as mulheres, mas sua maior virtude não está na maternidade, mas no discipulado, discipulado esse que Jesus deseja a todos que desejam trilhar o caminho por ele percorrido.

    Fazer a vontade do Pai, sem dúvida, é o desafio para todo o discípulo, pois exige renúncia diária, exige que o nosso querer se converta no querer de Deus, algo quem nem sempre estamos disponíveis a fazê-lo. O mundo necessita de homens e mulheres, pois a serem cooperadores de uma nova sociedade, onde não haja vencidos e nem vencedores, onde não há discriminação e nem separações, mas de uma sociedade com relações totalmente novas e livres em Deus, no qual todos possam viver com alegria o discipulado de Cristo, que nos reconhece como seus legítimos irmãos e mães.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Santa Cecília

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 14,14-19

    Eu, João, 14na minha visão, vi uma nuvem branca e, sentado na nuvem, alguém que parecia um “filho de homem”. Tinha na cabeça uma coroa de ouro e, nas mãos, uma foice afiada. 15Saiu do templo um outro anjo, gritando em alta voz para aquele que estava sentado na nuvem: “Lança tua foice e ceifa. Chegou a hora da colheita. A seara da terra está madura!” 16E aquele que estava sentado na nuvem lançou a foice, e a terra foi ceifada. 17Então saiu do templo que está no céu mais um anjo. Também ele tinha nas mãos uma foice afiada. 18E saiu, de junto do altar, outro anjo ainda, aquele que tem o poder sobre o fogo. Ele gritou em alta voz para aquele que segurava a foice afiada: “Lança a foice e colhe os cachos da videira da terra, porque as uvas já estão maduras”. 19E o anjo lançou a foice afiada na terra e colheu as uvas da videira da terra. Depois, despejou as uvas no grande lagar do furor de Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 95(96)
    O Senhor vem julgar nossa terra.

    Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” † Ele firmou o universo inabalável, /
    e os povos ele julga com justiça. – R.

    O céu se rejubile e exulte a terra, / aplauda o mar com o que vive em suas águas; /
    os campos com seus frutos rejubilem, / e exultem as florestas e as matas. – R.

    Na presença do Senhor, pois ele vem, / porque vem para julgar a terra inteira. /
    Governará o mundo todo com justiça, / e os povos julgará com lealdade. – R.

    Lucas 21,5-11

    Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isso? E qual vai ser o sinal de que essas coisas estão para acontecer?” 8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que essas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10E Jesus continuou: ”Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”.

    Palavra da salvação.

    “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará
    pedra sobre pedra. Tudo será destruído. ”

    No Evangelho de hoje, Jesus nos faz pensar sobre o que é verdadeiramente importante na vida de fé. Muitos daquela época se admiravam com a beleza do templo, suas pedras preciosas e ofertas votivas. Contudo, isso é secundário, não tem valor em si, o que vale é o coração e as almas penitentes, que se voltam a Deus e vivem partilhando a vida na comunidade de fé, os dons e as graças que o Senhor nos concede todos os dias.

    Nesse sentido, peçamos a Deus para vivermos em espírito e em verdade, para que não sejamos surpreendidos, distraídos com formas, no fim dos tempos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 34ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 15,1-4

    Eu, João, 1vi no céu outro sinal, grande e admirável: sete anjos, com as sete últimas pragas. Com elas o furor de Deus ia-se consumar. 2Vi também como que um mar de vidro misturado com fogo. Sobre esse mar estavam, de pé, todos aqueles que saíram vitoriosos do confronto com a besta, com a imagem dela e com o número do nome da besta. Seguravam as harpas de Deus. 3Entoavam o cântico de Moisés, o servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: “Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó rei das nações! 4Quem não temeria, Senhor, e não glorificaria o teu nome? Só tu és santo! Todas as nações virão prostrar-se diante de ti, porque tuas justas decisões se tornaram manifestas”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 97(98)
    Como são grandes e admiráveis vossas obras, / ó Senhor e nosso Deus onipotente!

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! /
    Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

    O Senhor fez conhecer a salvação / e, às nações, sua justiça; /
    recordou o seu amor sempre fiel / pela casa de Israel. – R.

    Aplauda o mar com todo ser que nele vive, / o mundo inteiro e toda gente! /
    As montanhas e os rios batam palmas / e exultem de alegria. – R.

    Na presença do Senhor, pois ele vem, / vem julgar a terra inteira. /
    Julgará o universo com justiça / e as nações com equidade. – R.

    Lucas 21,12-19

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Antes que essas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Essa será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa, 15porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!”

    Palavra da salvação.

    “Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé” Lc 21, 13

    No Evangelho de hoje vemos Jesus descrever diversas situações em que se encontrarão todo aquele que desejar ser seu discípulo. Jesus deixa claro que as perseguições, prisões e até mesmo a morte poderá ocorrer a todos aqueles que pregam o seu nome. Mas dá a nós a capacidade de nos defendermos diante de tais situações e nos garante que não perderemos nem mesmo um fio de cabelo. Se resistirmos firmes diante de tais situações, esta atitude será a prova de nossa fé em Jesus Cristo.

    Outro ponto que podemos observar na fala de Jesus aponta que as perseguições partirão não somente de pessoas estranhas, mas sim de nossos próprios parentes. Isto nos mostra que ninguém está isento de sofrer perseguições e prisão. Todavia, é necessário depositarmos nossa confiança em Jesus, pois Ele mesmo garante que não perderemos a nossa vida, mesmo que predam ou matem o nosso corpo, a nossa alma é imortal e está sendo guardada por Deus. É possível constatar isto na seguinte frase: “Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça” Lc 21, 18, vemos o quanto Deus é cuidadoso com nós que somos seus filhos.

    Rezemos por aqueles que sofrem perseguições por viverem a sua fé, em especial todos os cristãos para que possam conviver com os diferentes tipos de crenças e assim dar mais um passo na construção do Reino de Deus.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Santo André Dung-Lac

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 18,1-2.21-23; 19,1-3.9

    Eu, João, 1vi outro anjo descendo do céu. Tinha grande poder, e a terra ficou toda iluminada com a sua glória. 2Ele gritou com voz poderosa: “Caiu! Caiu Babilônia, a grande! Tornou-se morada de demônios, abrigo de todos os espíritos maus, abrigo de aves impuras e nojentas”. 21Nessa hora, um anjo poderoso levantou uma pedra do tamanho de uma grande pedra de moinho e atirou-a ao mar, dizendo: “Com esta força será lançada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será encontrada. 22E o canto de harpistas e músicos, de flautistas e tocadores de trombeta, em ti nunca mais se ouvirá; e nenhum artista de arte alguma em ti jamais se encontrará; e o canto do moinho em ti nunca mais se ouvirá; 23e a luz da lâmpada em ti nunca mais brilhará; e a voz do esposo e da esposa em ti nunca mais se ouvirá, porque os teus comerciantes eram os grandes da terra, e com magia tu enfeitiçaste todas as nações”. 19,1Depois disso, ouvi um forte rumor, de uma grande multidão no céu, que clamava: “Aleluia! A salvação, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus, 2porque seus julgamentos são verdadeiros e justos. Sim, Deus julgou a grande prostituta, que corrompeu a terra com sua prostituição, e vingou nela o sangue dos seus servos”. 3E repetiram: “Aleluia! A fumaça dela fica subindo para toda a eternidade!” 9E um anjo me disse: “Escreve: felizes são os convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 99(100)
    São bem-aventurados os que foram convidados / para a ceia nupcial das bodas do Cordeiro!

    Aclamai o Senhor, ó terra inteira, † servi ao Senhor com alegria, /
    ide, a ele cantando jubilosos! – R.

    Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, † ele mesmo nos fez, e somos seus, /
    nós somos seu povo e seu rebanho. – R.

    Entrai por suas portas dando graças † e em seus átrios com hinos de louvor; /
    dai-lhe graças, seu nome bendizei! – R.

    Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, † sua bondade perdura para sempre, /
    seu amor é fiel eternamente! – R.

    Lucas 21,20-28

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, ficai sabendo que a sua destruição está próxima. 21Então, os que estiverem na Judeia devem fugir para as montanhas; os que estiverem no meio da cidade devem afastar-se; os que estiverem no campo não entrem na cidade. 22Pois esses dias são de vingança, para que se cumpra tudo o que dizem as Escrituras. 23Infelizes das mulheres grávidas e daquelas que estiverem amamentando naqueles dias, pois haverá uma grande calamidade na terra e ira contra este povo. 24Serão mortos pela espada e levados presos para todas as nações, e Jerusalém será pisada pelos infiéis, até que o tempo dos pagãos se complete. 25Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. 26Os homens vão desmaiar de medo só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas. 27Então eles verão o Filho do Homem vindo numa nuvem com grande poder e glória. 28Quando essas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima”.

    Palavra da salvação.

    “Levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima”

    A liturgia de hoje é para nós motivo de esperança. Jesus Cristo no Evangelho apresenta os sinais catastróficos do fim para os incrédulos e malvados. Para os justos que permanecerão completamente fiéis nos momentos de tribulação e perseguição, quando virem o Filho do Homem, poderão alegres levantar a cabeça e contemplar a libertação.

    Sigamos sempre confiantes na libertação que vem de Deus em nossas vidas e na sociedade em que habitamos. Jesus quer que também sejamos justos para com todos os nossos irmãos e irmãs e que sejamos também sinal de libertação para com todos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 34ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 20,1-4.11-21,2

    Eu, João, 1vi um anjo descer do céu. Nas mãos tinha a chave do abismo e uma grande corrente. 2Ele agarrou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, satanás. Acorrentou-o por mil anos 3e lançou-o dentro do abismo. Depois, trancou e lacrou o abismo, para que o dragão não seduzisse mais as nações da terra, até que terminassem os mil anos. Depois dos mil anos, o dragão deve ser solto, mas por pouco tempo. 4Vi então tronos, e os seus ocupantes sentaram-se e receberam o poder de julgar. Vi também as almas daqueles que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da Palavra de Deus e aqueles que não tinham adorado a besta nem a imagem dela nem tinham recebido na fronte ou na mão a marca da besta. Eles voltaram a viver, para reinarem com Cristo durante mil anos. 11Vi ainda um grande trono branco e aquele que estava sentado nele. O céu e a terra fugiram da sua presença e não se achou mais o lugar deles. 12Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, em pé diante do trono. Foram abertos livros, e mais um outro livro ainda: o livro da vida. Então foram julgados os mortos, de acordo com sua conduta, conforme está escrito nos livros. 13O mar devolveu os mortos que se encontravam nele. A morte e a morada dos mortos entregaram de volta os seus mortos. E cada um foi julgado conforme sua conduta. 14A morte e a morada dos mortos foram então lançadas no lago de fogo. Esta é a segunda morte: o lago de fogo. 15Quem não tinha o seu nome escrito no livro da vida foi também lançado no lago de fogo. 21,1Vi então um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 83(84)
    Eis a tenda de Deus no meio do povo!

    Minha alma desfalece de saudades / e anseia pelos átrios do Senhor! /
    Meu coração e minha carne rejubilam / e exultam de alegria no Deus vivo! – R.

    Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, † e a andorinha ali prepara o seu ninho, /
    para nele seus filhotes colocar: / vossos altares, ó Senhor Deus do universo! /

    Vossos altares, ó meu rei e meu Senhor! – R.

    Felizes os que habitam vossa casa; / para sempre haverão de vos louvar! /
    Felizes os que em vós têm sua força, / caminharão com um ardor sempre crescente. – R.

    Lucas 21,29-33

    Naquele tempo, 29Jesus contou-lhes uma parábola: “Olhai a figueira e todas as árvores. 30Quando vedes que elas estão dando brotos, logo sabeis que o verão está perto. 31Vós também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto. 32Em verdade eu vos digo, tudo isso vai acontecer antes que passe esta geração. 33O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”.

    Palavra da salvação.

    “…quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto.”

    Esta é a última sexta-feira deste Ano Litúrgico, o Ano C, que foi dedicado sobretudo às leituras do evangelho de São Lucas. Nele aprendemos da imensa misericórdia que Deus tem para conosco. E como discípulas e discípulos de Jesus, somos convidados a mostrar as pessoas que o Reino de Deus está perto, como nos fala a leitura de hoje.

    Mas podemos nos perguntar, como mostrar para as pessoas que o Reino de Deus está perto? E lhes respondemos dizendo: Da mesma forma que Jesus fez, através da encarnação de Deus em nossas vidas. Isto é, através da pobreza, da alegria, da acolhida, do perdão, do amor, da bondade, da partilha, da entrega total de si, da misericórdia.

    Portanto, que este tempo escatológico não seja meramente o fim de mais um ano litúrgico, mas que ele gere em nós a consciência da necessidade de sermos homens e mulheres escatológicos, que mostram o fim dos tempos no hoje de nossa história, em que as realidades futuras sejam no agora de nossas vidas reveladas a todos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 34ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 22,1-7

    A mim, João, 1o anjo do Senhor mostrou-me um rio de água viva, o qual brilhava como cristal. O rio brotava do trono de Deus e do Cordeiro. 2No meio da praça, de cada lado do rio, estão plantadas árvores da vida; elas dão frutos doze vezes por ano; em cada mês elas dão fruto; suas folhas servem para curar as nações. 3Já não haverá maldição alguma. Na cidade estará o trono de Deus e do Cordeiro, e seus servos poderão prestar-lhe culto. 4Verão a sua face e o seu nome estará sobre suas frontes. 5Não haverá mais noite: não se precisará mais da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque o Senhor Deus vai brilhar sobre eles e eles reinarão para toda a eternidade. 6Então, o anjo disse-me: “Estas palavras são dignas de fé e verdadeiras, pois o Senhor, o Deus que inspira os profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos o que deve acontecer muito em breve. 7Eis que eu venho em breve. Feliz aquele que observa as palavras da profecia deste livro”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 94(95)
    Amém! Vem, ó Senhor Jesus! Amém!

    Vinde, exultemos de alegria no Senhor, / aclamemos o rochedo que nos salva! /
    Ao seu encontro caminhemos com louvores / e, com cantos de alegria, o celebremos! – R.

    Na verdade, o Senhor é o grande Deus, / o grande rei, muito maior que os deuses todos. /
    Tem nas mãos as profundezas dos abismos, / e as alturas das montanhas lhe pertencem; /
    o mar é dele, pois foi ele quem o fez, / e a terra firme suas mãos a modelaram. – R.

    Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, / e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! /
    Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, † e nós somos o seu povo e seu rebanho, /
    as ovelhas que conduz com sua mão. – R.

    Lucas 21,34-36

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 34“Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida e esse dia não caia de repente sobre vós; 35pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra. 36Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem”.

    Palavra da salvação.

    “Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro”

    Na liturgia de hoje Cristo nos convida a entender como a humanidade por meio do seguimento de seus mandamentos estará vigilante contra as armadilhas das tentações, uma vez que estará em perfeita comunhão com o Salvador. Por meio dos dons do Espírito Santo, não haverá mais quaisquer formas de sofrimento, pois Deus conforta a todos, a luz de Deus brilhará para todos como um insigne sinal de comunhão entre todos.

    Por meio da oração e do seguimento do Evangelho podemos escapar de todos os males e nos preparar para qualquer adversidade, que essa será vencida por meio de uma oração verdadeiramente piedosa e cheia do amor que só Deus é capaz de distribuir a todos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 1º Domingo do Advento

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 2,1-5

    1Visão de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém. 2Acontecerá, nos últimos tempos, que o monte da casa do Senhor estará firmemente estabelecido no ponto mais alto das montanhas e dominará as colinas. A ele acorrerão todas as nações, 3para lá irão numerosos povos e dirão: “Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos”; porque de Sião provém a lei e de Jerusalém, a palavra do Senhor. 4Ele há de julgar as nações e arguir numerosos povos; estes transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices: não pegarão em armas uns contra os outros e não mais travarão combate. 5Vinde, todos da casa de Jacó, e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 121(122)
    Que alegria quando me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!”

    Que alegria quando ouvi que me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!” /
    E agora nossos pés já se detêm, / Jerusalém, em tuas portas. – R.

    Para lá sobem as tribos de Israel, / as tribos do Senhor. / Para louvar, segundo a lei de Israel, /
    o nome do Senhor. / A sede da justiça lá está / e o trono de Davi. – R.

    Rogai que viva em paz Jerusalém / e em segurança os que te amam! /
    Que a paz habite dentro de teus muros, / tranquilidade em teus palácios! – R.

    Por amor a meus irmãos e meus amigos, / peço: “A paz esteja em ti!” /
    Pelo amor que tenho à casa do Senhor, / eu te desejo todo bem! – R.

    Romanos 13,11-14

    Irmãos, 11vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé. 12A noite já vai adiantada, o dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz. 13Procedamos honestamente, como em pleno dia: nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades. 14Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 24,37-44

    Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37“A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38Pois, nos dias antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. 40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada. 42Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.

    Palavra da salvação.

     “Como nos dias de Noé, será a Vinda do Filho do Homem.”

    Estamos iniciando o tempo do Advento. Um tempo que recorda a vinda de Jesus Cristo quando se fez homem e tempo que também fortalece nossa fé e esperança em Sua segunda vinda, na glória. Precisamente sobre a vinda do Filho do Homem, fala a passagem do Evangelho de hoje, onde Jesus nos convoca a estarmos vigilantes, pois este grande momento de graça, onde, como no dilúvio, tudo será purificado, se estabelecendo um novo céu e uma nova terra, virá quando menos esperamos. Ele que sendo Deus, fez-se um de nós por amor a nós e doou-se por inteiro até a morte de cruz, alcançando-nos a vitória sobre a morte, pede que nos empenhemos em viver conforme Seus passos, para que, através de Seu caminho, no momento certo, possamos nos encontrar com Ele e partilhar de Sua glória em definitivo.

    Aproveitemos este Advento para firmar nossa adesão ao seguimento dei Seus ensinamentos quando na primeira vinda, assim, vivendo iluminados por Seu amor, confiantes e esperançosos pelo desejo de contemplar Sua segunda vinda.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 1ª Semana do Advento

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 4,2-6

    2Naquele dia, o povo do Senhor terá esplendor e glória, e o fruto da terra será de grande alegria para os sobreviventes de Israel. 3Então, os que forem deixados em Sião, os sobreviventes de Jerusalém, serão chamados santos, a saber, todos os destinados à vida em Jerusalém. 4Quando o Senhor tiver lavado as imundícies das filhas de Sião e limpado as manchas de sangue dentro de Jerusalém com espírito de justiça e de purificação, 5ele criará, em todo lugar do monte Sião e em suas assembleias, uma nuvem durante o dia e fumaça e clarão de chamas durante a noite: e será proteção para toda a sua glória, 6uma tenda para dar sombra contra o calor do dia, abrigo e refúgio contra a ventania e a chuva.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 121(122)
    Que alegria quando me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!”

    Que alegria quando ouvi que me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!” /
    E agora nossos pés já se detêm, / Jerusalém, em tuas portas. – R.

    Jerusalém, cidade bem edificada / num conjunto harmonioso; /
    para lá sobem as tribos de Israel, / as tribos do Senhor. – R.

    Para louvar, segundo a lei de Israel, / o nome do Senhor. /
    A sede da justiça lá está / e o trono de Davi. – R.

    Rogai que viva em paz Jerusalém, / e em segurança os que te amam! /
    Que a paz habite dentro de teus muros, / tranquilidade em teus palácios! – R.

    Por amor a meus irmãos e meus amigos, / peço: “A paz esteja em ti!” /
    Pelo amor que tenho à casa do Senhor, / eu te desejo todo bem! – R.

    Mateus 8,5-11

    Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 😯 oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”. 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: ”Em verdade vos digo, nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo, muitos virão do oriente e do ocidente e se sentarão à mesa no Reino dos céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”.

    Palavra da salvação.

    “Nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé”

    Na liturgia de hoje nos é apresentado a bela cena da cura do empregado do centurião romano. Esse episódio é importante e significativo, pois Jesus atendeu as preces de alguém que não era judeu, mas pagão, e que trabalhava para os romanos, que oprimiam o povo judeu. Isso demonstra que Nosso Senhor não vê a exterioridade, aquilo que diferencia as pessoas e as classifica. Jesus vê o coração, ou seja, as intenções mais profundas de cada pessoa. E, de fato, Ele disse sobre o centurião romano: “nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé”.

    Assim como Jesus, nós, seus discípulos, devemos nos relacionar, acolher e amar todas as pessoas, sem distinções, construindo o Reino de paz e fraternidade.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 1ª Semana do Advento

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 11,1-10

    Naquele dia, 1nascerá uma haste do tronco de Jessé e, a partir da raiz, surgirá o rebento de uma flor. 2Sobre ele repousará o Espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; 3no temor do Senhor encontra ele seu prazer. Ele não julgará pelas aparências que vê nem decidirá somente por ouvir dizer, 4mas trará justiça para os humildes e uma ordem justa para os homens pacíficos; fustigará a terra com a força da sua palavra e destruirá o mau com o sopro dos lábios. 5Cingirá a cintura com a correia da justiça e as costas com a faixa da fidelidade. 6O lobo e o cordeiro viverão juntos, e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito; o bezerro e o leão comerão juntos, e até mesmo uma criança poderá tangê-los. 7A vaca e o urso pastarão lado a lado, enquanto suas crias descansam juntas; o leão comerá palha como o boi; 8a criança de peito vai brincar em cima do buraco da cobra venenosa; e o menino desmamado não temerá pôr a mão na toca da serpente. 9Não haverá danos nem mortes por todo o meu santo monte: a terra estará tão repleta do saber do Senhor quanto as águas que cobrem o mar. 10Naquele dia, a raiz de Jessé se erguerá como um sinal entre os povos; hão de buscá-la as nações, e gloriosa será a sua morada.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 71(72)
    Nos seus dias, a justiça florirá / e paz em abundância, para sempre.

    Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! /
    Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

    Nos seus dias, a justiça florirá / e grande paz, até que a lua perca o brilho! /
    De mar a mar estenderá o seu domínio, / e desde o rio até os confins de toda a terra! – R.

    Libertará o indigente que suplica / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. /
    Terá pena do indigente e do infeliz, / e a vida dos humildes salvará. – R.

    Seja bendito o seu nome para sempre! / E que dure como o sol sua memória! /
    Todos os povos serão nele abençoados, / todas as gentes cantarão o seu louvor! – R.

    Lucas 10,21-24

    21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo e não puderam ouvir”.

    Palavra da salvação.

    “Felizes os olhos que veem o que vós vedes!”

    As palavras do Santo Evangelho, que hoje nos é dirigida fala-nos da revelação do Pai no filho aos pequenos. Esse grande louvor de Cristo, mostra-nos o reconhecimento da graça de Deus pela sua vinda e manifestação aos pequenos e marginalizados, Cristo fala-nos de uma nova visão, agora não somente pautada pelo olhar humano, mas, sobretudo pelo ocular da Fé, da fé dos que creem sem ter tido a oportunidade de O ver.

    Ver nesse sentido é diferente do conceito de enxergar, muitas vezes nos pegamos de surpresa esperando sinais visíveis de Deus em nossas vidas, enquanto ele está a todo o momento no ordinário de nossas vidas cuidando do nosso interior e nos favorecendo com seus dons e graças. No ocular da fé podemos ver com claridade, o plano salvífico que Deus tem para cada um e que também depende de cada um de nós para uma experimentação mais viva e consciente da relação que nós temos com Deus e que Deus tem por cada um de seus filhos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Santo André

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Romanos 10,9-18

    Irmãos, 9se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e, no teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. 10É crendo no coração que se alcança a justiça e é confessando a fé com a boca que se consegue a salvação. 11Pois a Escritura diz: “Todo aquele que nele crer não ficará confundido”. 12Portanto, não importa a diferença entre judeu e grego; todos têm o mesmo Senhor, que é generoso para com todos os que o invocam. 13De fato, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. 14Mas como invocá-lo, sem antes crer nele? E como crer, sem antes ter ouvido falar dele? E como ouvir, sem alguém que pregue? 15E como pregar, sem ser enviado para isso? Assim é que está escrito: “Quão belos são os pés dos que anunciam o bem”. 16Mas nem todos obedeceram à Boa-nova. Pois Isaías diz: “Senhor, quem acreditou em nossa pregação?” 17Logo, a fé vem da pregação, e a pregação se faz pela palavra de Cristo. 18Então, eu pergunto: será que eles não ouviram? Certamente que ouviram, pois “a voz deles se espalhou por toda a terra, e as suas palavras chegaram aos confins do mundo”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 18(19A)
    Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

    Os céus proclamam a glória do Senhor, / e o firmamento, a obra de suas mãos; /
    o dia ao dia transmite essa mensagem, / a noite à noite publica essa notícia. – R.

    Não são discursos nem frases ou palavras, / nem são vozes que possam ser ouvidas; /
    seu som ressoa e se espalha em toda a terra, / chega aos confins do universo a sua voz. – R.

    Mateus 4,18-22

    Naquele tempo, 18quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20Eles, imediatamente, deixaram as redes e o seguiram. 21Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai, Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. 22Eles, imediatamente, deixaram a barca e o pai e o seguiram.

    Palavra da salvação.

    “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”

    Hoje, a Igreja celebra a festa de Santo André (apóstolo). E como vimos no Evangelho, Jesus andava pela praia, onde o apóstolo trabalhava. Foi a partir do corriqueiro da vida daquele homem que Deus mostrou o extraordinário. Foi na constância do trabalho diário, que Jesus o encontrou e o chamou ao discipulado. Imediatamente ele deixou as redes e seguiu Jesus.

    O mesmo acontece conosco. Jesus caminha no ordinário de nossas vidas e nos chama ao seguimento. Transforma nossas atividades corriqueiras, em um momento extraordinário, que ganha novo sentido e maior profundidade. Santo André era pescador, nós talvez não sejamos, mas a partir daquilo que fazemos, Jesus nos convida ao discipulado. A partir de nossa vida quer que o sigamos e sirvamos como testemunhas onde quer que estejam.

    Que a exemplo de Santo André, e sob sua intercessão, sejamos presença do Reino a todos e todas, para que possamos um dia gozar juntos das alegrias celestes.

    Reflexão dos Noviços da Província