Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Liturgia diária

agosto/2019

  • 5ª feira da 17ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de Santo Afonso Maria de Ligório – Bispo, doutor e fundador

    Êxodo 40,16-21.34-38

    Naqueles dias, 16 Moisés fez tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. 17 No primeiro mês do segundo ano, no primeiro dia do mês, o santuário foi levantado. 18 Moisés levantou o santuário, colocou as bases e as tábuas, assentou as vigas e ergueu as colunas. 19 Estendeu a tenda sobre o santuário, pondo em cima a cobertura da tenda, como o Senhor lhe havia mandado. 20 Depois, tomando o documento da aliança, depositou-o dentro da arca e colocou sobre ela o propiciatório. 21 E, introduzindo a arca no santuário, pendurou diante dela o véu de proteção, como o Senhor tinha prescrito a Moisés. 34 Então a nuvem cobriu a tenda da reunião, e a glória do Senhor encheu o santuário. 35 Moisés não podia entrar na tenda da reunião, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor tomava todo o santuário. 36 Em todas as etapas da viagem, sempre que a nuvem se elevava de cima do santuário, os filhos de Israel punham-se a caminho; 37 e nunca partiam antes que a nuvem se levantasse. 38 Pois, de dia, a nuvem do Senhor repousava sobre o santuário e, de noite, aparecia sobre ele um fogo que todos os filhos de Israel viam, em todas as suas etapas.

    Palavra do Senhor.

    Sl 83(84)

    Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

    Minha alma desfalece de saudades / e anseia pelos átrios do Senhor! / Meu coração e minha carne rejubilam / e exultam de alegria no Deus vivo! – R.

    Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, † e a andorinha ali prepara o seu ninho / para nele seus filhotes colocar; / vossos altares, ó Senhor Deus do universo! / Vossos altares, ó meu rei e meu Senhor! – R.

    Felizes os que habitam vossa casa; / para sempre haverão de vos louvar! / Felizes os que em vós têm sua força, / caminharão com um ardor sempre crescente. – R.

    Na verdade, um só dia em vosso templo / vale mais do que milhares fora dele! / Prefiro estar no limiar de vossa casa / a hospedar-me na mansão dos pecadores! – R.

    Mateus 13,47-53

    Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 47 “O reino dos céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48 Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49 Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos 50 e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51 Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52 Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da lei que se torna discípulo do reino dos céus é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. 53 Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.

    Palavra da Salvação.

    “Recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam”.

    No dia de hoje, a Igreja faz memória de Santo Afonso Maria de Ligório, o fundador da Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas), homem profundamente tocado pelas dores dos que sofrem e imbuído de um ardente desejo missionário. No Evangelho, acompanhamos o trecho em que Jesus compara o Reino de Deus com uma rede de pesca lançada ao mar.

    Essa rede que Cristo nos fala hoje é o símbolo do esforço missionário da Igreja, que se lança no mundo e busca resgatar a todos para Cristo, e assim acontece, há lugar para todos. Mas chegará um dia em que os anjos se ocuparão de separar os peixes recolhidos, os maus serão jogados fora e os bons recolhidos em cestos.
    Esforcemo-nos por viver a Palavra de Deus e construir o Reino de Deus, amando e fazendo o bem a todos e assim seremos considerados bons peixes.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 6ª feira da 17ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Levítico 23,1.4-11.15-16.27.34-37

    1O Senhor falou a Moisés, dizendo: 4“São estas as solenidades do Senhor em que convocareis santas assembleias no devido tempo: 5no dia catorze do primeiro mês, ao entardecer, é a Páscoa do Senhor. 6No dia quinze do mesmo mês é a festa dos Ázimos, em honra do Senhor. Durante sete dias comereis pães ázimos. 7No primeiro dia, tereis uma santa assembleia, não fareis nenhum trabalho servil; 8oferecereis ao Senhor sacrifícios pelo fogo durante sete dias. No sétimo dia haverá uma santa assembleia, e não fareis também nenhum trabalho servil”. 9O Senhor falou a Moisés, dizendo: 10“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: ‘Quando tiverdes entrado na terra que vos darei e tiverdes feito a colheita, levareis ao sacerdote um feixe de espigas como primeiros frutos da vossa colheita. 11O sacerdote elevará este feixe de espigas diante do Senhor, para que ele vos seja favorável: e fará isso no dia seguinte ao sábado. 15A partir do dia seguinte ao sábado, desde o dia em que tiverdes trazido o feixe de espigas para ser apresentado, contareis sete semanas completas. 16Contareis cinquenta dias até o dia seguinte ao sétimo sábado e apresentareis ao Senhor uma nova oferta. 27O décimo dia do sétimo mês é o dia da Expiação. Nele tereis uma santa assembleia, jejuareis e oferecereis ao Senhor um sacrifício pelo fogo. 34No dia quinze desse sétimo mês, começa a festa das Tendas, que dura sete dias, em honra do Senhor. 35No primeiro dia haverá uma santa assembleia e não fareis nenhum trabalho servil. 36Durante sete dias oferecereis ao Senhor sacrifícios pelo fogo. No oitavo dia tereis uma santa assembleia e oferecereis ao Senhor um sacrifício pelo fogo. É dia de reunião festiva: não fareis nenhum trabalho servil. 37Estas são as solenidades do Senhor, nas quais convocareis santas assembleias para oferecer ao Senhor sacrifícios pelo fogo, holocaustos e oblações, vítimas e libações, cada qual no dia prescrito’”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 80(81)

    Exultai no Senhor, nossa força.

    Cantai salmos, tocai tamborim, / harpa e lira suaves tocai! /
    Na lua nova soai a trombeta, / na lua cheia, na festa solene! – R.

    Porque isso é costume em Jacó, / um preceito do Deus de Israel; /
    uma lei que foi dada a José / quando o povo saiu do Egito. – R.

    Em teu meio não exista um deus estranho, / nem adores a um deus desconhecido! /
    Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, / que da terra do Egito te arranquei. – R.

    Mateus 13,54-58

    Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?” 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

    Palavra da Salvação.

    “Não é ele o filho do carpinteiro? Então, de onde lhe vem tudo isso?”.

    Temos na liturgia de hoje uma demonstração de uma prática muito difundida, que não faz bem a ninguém e é totalmente contrária à mensagem do Senhor Jesus. O preconceito nos fecha ao diferente, reduz o mistério que é cada um dos irmãos e que faz com que não acolhamos as diversas manifestações do Senhor.
    Embora Cristo impressionasse com sua sabedoria, ele não era bem aceito, pois era o filho do carpinteiro, um pobre, que não ocupava nenhum cargo nobre. Por isso, muitos que o ouviram deixaram de dar atenção aos seus ensinamentos e se fecharam a Boa Notícia que ele trouxe.
    E assim somos nós quando nos fechamos ao diferente, motivados por nossos preconceitos deixamos de reconhecer as manifestações de Deus que acontecem das formas mais diversas.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • Sábado da 17ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Levítico 25,1.8-17

    1 O Senhor falou a Moisés no monte Sinai, dizendo: 8“Contarás sete semanas de anos, ou seja, sete vezes sete anos, o que dará quarenta e nove anos. 9Então farás soar a trombeta no décimo dia do sétimo mês. No dia da Expiação, fareis soar a trombeta por todo o país. 10Declarareis santo o quinquagésimo ano e proclamareis a libertação para todos os habitantes do país: será para vós um jubileu. Cada um de vós poderá retornar à sua propriedade e voltar para a sua família. 11O quinquagésimo ano será para vós um ano de jubileu: não semeareis, nem colhereis o que a terra produzir espontaneamente, nem colhereis as uvas da vinha não podada; 12pois é um ano de jubileu, sagrado para vós, mas podereis comer o que produziram os campos não cultivados. 13Nesse ano de jubileu, cada um poderá retornar à sua propriedade. 14Se venderes ao teu conterrâneo ou dele comprares alguma coisa, que ninguém explore o seu irmão; 15de acordo com o número de anos decorridos após o jubileu, o teu conterrâneo fixará para ti o preço de compra e, de acordo com os anos de colheita, ele fixará o preço de venda. 16Quanto maior o número de anos que restarem após o jubileu, tanto maior será o preço da terra; quanto menor o número de anos, tanto menor será o seu preço, pois ele te vende de acordo com o número de colheitas. 17Não vos leseis uns aos outros entre irmãos, mas temei o vosso Deus. Eu sou o Senhor, vosso Deus”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 66(67)

    Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, / que todas as nações vos glorifiquem.

    Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, / e sua face resplandeça sobre nós! /
    Que na terra se conheça o seu caminho / e a sua salvação por entre os povos. – R.

    Exulte de alegria a terra inteira, / pois julgais o universo com justiça; /
    os povos governais com retidão / e guiais, em toda a terra, as nações. – R.

    A terra produziu sua colheita: / o Senhor e nosso Deus nos abençoa. /
    Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, / e o respeitem os confins de toda a terra! – R.

    Mateus 14,1-12

    1Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes. 2Ele disse a seus servidores: “É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele”. 3De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. 4Pois João tinha dito a Herodes: “Não te é permitido tê-la como esposa”. 5Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta. 6Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos e agradou tanto a Herodes, 7que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse. 8Instigada pela mãe, ela disse: “Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista”. 9O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela. 10E mandou cortar a cabeça de João no cárcere. 11Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça, e esta a levou para a sua mãe. 12Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois foram contar tudo a Jesus.

    Palavra da Salvação.

    “Herodes mandou cortar a cabeça de João. Vieram os discípulos e foram contar tudo a Jesus”.

    É impossível àquele que teve um encontro pessoal com Deus deixar de ser profeta, de anunciar o bem e condenar o erro, e assim foi com João Batista. Por não temer os poderes do mundo, condenou o erro e pagou com a própria vida.
    Vemos no Evangelho de hoje o relato do martírio de João, o precursor de Jesus, que foi vitimado pela ganância e pelo medo, dois sentimentos que são muito comuns entre aqueles que decidem confiar nos poderes desse mundo.
    Procuremos lançar os olhos na direção de Deus e não das riquezas, sejamos profetas e por nossas vidas anunciemos a primazia de Deus sobre todos os outros bens.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 18º domingo do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • 2ª Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Eclesiastes 1,2; 2,21-23

    2“Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.” 2,21Por exemplo, um homem que trabalhou com inteligência, competência e sucesso vê-se obrigado a deixar tudo em herança a outro que em nada colaborou. Também isso é vaidade e grande desgraça. 22De fato, que resta ao homem de todos os trabalhos e preocupações que o desgastam debaixo do sol? 23Toda a sua vida é sofrimento; sua ocupação, um tormento. Nem mesmo de noite repousa o seu coração. Também isso é vaidade.

    Palavra do Senhor.

    Sl 89(90)

    Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

    Vós fazeis voltar ao pó todo mortal / quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” /
    Pois mil anos para vós são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou. – R.

    Eles passam como o sono da manhã, / são iguais à erva verde pelos campos: /
    de manhã ela floresce vicejante, / mas à tarde é cortada e logo seca. – R.

    Ensinai-nos a contar os nossos dias / e dai ao nosso coração sabedoria! /
    Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? / Tende piedade e compaixão de vossos servos! – R.

    Saciai-nos de manhã com vosso amor, / e exultaremos de alegria todo o dia! /
    Que a bondade do Senhor e nosso Deus † repouse sobre nós e nos conduza! /
    Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho. – R.

    Colossenses 3,1-5.9-11

    Irmãos, 1se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; 2aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. 4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória. 5Portanto, fazei morrer o que em vós pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e a cobiça, que é idolatria. 9Não mintais uns aos outros. Já vos despojastes do homem velho e da sua maneira de agir 10e vos revestistes do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu criador, em ordem ao conhecimento. 11Aí não se faz distinção entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, inculto, selvagem, escravo e livre, mas Cristo é tudo em todos.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 12,13-21

    Naquele tempo, 13alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. 14Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” 15E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. 16E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17Ele pensava consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. 18Então resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ 20Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ 21Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”.

    Palavra da Salvação.

    “E para quem ficará o que tu acumulaste?”.

    Neste domingo, dia do Senhor, a liturgia nos apresenta o Evangelho em que Jesus nos convida a deixarmos de lado o desejo de ter e de poder e a buscarmos os tesouros eternos.

    Breve é a nossa peregrinação sobre a terra, todos sabemos, mas dentro de nós existe sempre uma inclinação que deve ser combatida, um desejo de se confiar nos bens passageiros, de acreditar que as coisas deste mundo nos tornarão eternos.

    Vivamos irmãos desapegados das coisas deste mundo, amemos, façamos o bem, compartilhemos os nossos dons e assim acumularemos os verdadeiros tesouros, os bens eternos que nos acompanharão no Reino dos Céus.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 2ª feira da 18ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Números 11,4-15

    Naqueles dias, 4os filhos de Israel começaram a lamentar-se, dizendo: “Quem nos dará carne para comer? 5Vêm-nos à memória os peixes que comíamos de graça no Egito, os pepinos e os melões, as verduras, as cebolas e os alhos. 6Aqui nada tem gosto ao nosso paladar, não vemos outra coisa a não ser o maná”. 7O maná era parecido com a semente do coentro e amarelado como certa resina. povo se dispersava para o recolher e o moía num moinho ou socava num pilão. Depois o cozinhavam numa panela e faziam broas com gosto de pão amassado com azeite. 9À noite, quando o orvalho caía no acampamento, caía também o maná. 10Moisés ouviu, pois, o povo lamentar-se em cada família, cada um à entrada de sua tenda. 11Então, o Senhor tomou-se de uma cólera violenta, e Moisés, achando também tal coisa intolerável, disse ao Senhor: “Por que maltrataste assim o teu povo? Por que gozo tão pouco do teu favor, a ponto de descarregares sobre mim o peso de todo este povo? 12Acaso fui eu quem concebeu e deu à luz todo este povo, para que me digas: ‘Carrega-o ao colo, como a ama costuma fazer com a criança, e leva-o à terra que juraste dar a seus pais’? 13Onde conseguirei carne para dar a toda esta gente? Pois se lamentam contra mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer!’ 14Já não posso suportar sozinho o peso de todo este povo: é grande demais para mim. 15Se queres continuar a tratar-me assim, peço-te que me tires a vida, se achei graça a teus olhos, para que eu não veja mais tamanha desgraça”.

    Palavra do Senhor.

    Sl80(81)

    Exultai no Senhor, nossa força.

    Mas meu povo não ouviu a minha voz, / Israel não quis saber de obedecer-me. /
    Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, / abandonei-os ao seu duro coração. – R.

    Quem me dera que meu povo me escutasse! / Que Israel andasse sempre em meus caminhos! /
    Seus inimigos, sem demora, humilharia / e voltaria minha mão contra o opressor. – R.

    Os que odeiam o Senhor o adulariam, / seria este seu destino para sempre; /
    eu lhe daria de comer a flor do trigo, / e com o mel que sai da rocha o fartaria. – R.

    Mateus 14,13-21

    Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto, e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida, partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

    Palavra da Salvação.

    “Ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões”.

    Na liturgia de hoje, acompanhamos o trecho do Evangelho em que Jesus surpreende as multidões com os seus ensinamentos, que alimentam o espírito, com suas curas que restauram a vida e com a multiplicação dos pães e dos peixes, que garante o alimento para o corpo.

    Diferente do que pode se pensar, depois de um primeiro e rápido contato com esse texto, Jesus não quer simplesmente alimentar o povo e nem tão pouco demonstrar o seu poder divino, mas quer nos ensinar que a compaixão e a partilha transformam, curam e dão vida.

    Nos deixemos tocar pelo exemplo de Jesus e nos esforcemos por amar, por sentir compaixão e ajudar aqueles que de nós necessitam, estejamos certos de que mesmo que aquilo que fazemos possa parecer pouco, Deus providenciara a multiplicação desse bem praticado.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • Festa da Transfiguração do Senhor

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Daniel 7,9-10.13-14

    Leitura da profecia de Daniel – 9Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve, e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal, e os livros foram abertos. 13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá. – Palavra do Senhor.

    Sl 96(97)

    Deus é rei, é o Altíssimo, / muito acima do universo.

    Deus é rei! Exulte a terra de alegria, / e as ilhas numerosas rejubilem! /
    Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, / que se apoia na justiça e no direito. – R.

    As montanhas se derretem como cera / ante a face do Senhor de toda a terra; /
    e assim proclama o céu sua justiça, / todos os povos podem ver a sua glória. – R.

    Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, † muito acima do universo que criastes, /
    e de muito superais todos os deuses. – R

    Lucas 9,28-36

    Naquele tempo, 28Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago e subiu à montanha para rezar. 29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. 30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. 31Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte que Jesus iria sofrer em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. 33E, quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo. 34Ele estava ainda falando quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. 35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que ele diz!” 36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

    Palavra da Salvação.

    “Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte que Jesus iria sofrer em Jerusalém”.

    Nesta terça-feira, a Igreja celebra a transfiguração do Senhor, e somos todos nós convidados a recordar o momento em que Cristo revela aos Apóstolos Pedro, Tiago e João a sua glória e os prepara para a missão.

    É comum nas reflexões deste dia surgir o lembrete de que devemos sempre viver um espírito missionário, que não se prende em uma espiritualidade intimista, mas anuncia a alegria de um encontro pessoal com Deus e isso é importante sim, mas não devemos esquecer  que esse descer o monte e partir em missão, deve ser precedido por um subir o “monte da oração”, e por um encontro com o Senhor.

    Subamos o monte, olhemos para o rosto de Jesus e deixemos que Ele transfigure o nosso velho ser, em novo ser, busquemos o Cristo e Ele transformará a nossa existência.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 4ª feira da 18ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Números 13,1-2.25-14,1.26-30.34-35

    Naqueles dias, 1o Senhor falou a Moisés no deserto de Farã, dizendo: 2“Envia alguns homens para explorar a terra de Canaã, que vou dar aos filhos de Israel. Enviarás um homem de cada tribo, e que todos sejam chefes”. 25Ao fim de quarenta dias, eles voltaram do reconhecimento do país 26e apresentaram-se a Moisés, a Aarão e a toda a comunidade dos filhos de Israel em Cades, no deserto de Farã. E, falando a eles e a toda a comunidade, mostraram os frutos da terra 27e fizeram a sua narração, dizendo: “Entramos no país ao qual nos enviastes, que de fato é uma terra onde corre leite e mel, como se pode reconhecer por estes frutos. 28Porém os habitantes são fortíssimos, e as cidades, grandes e fortificadas. Vimos lá descendentes de Enac; 29os amalecitas vivem no deserto do Negueb; os hititas, jebuseus e amorreus, nas montanhas; mas os cananeus, na costa marítima e ao longo do Jordão”. 30Entretanto Caleb, para acalmar o povo revoltado, que se levantava contra Moisés, disse: “Subamos e conquistemos a terra, pois somos capazes de fazê-lo”. 31Mas os homens que tinham ido com ele disseram: “Não podemos enfrentar esse povo, porque é mais forte do que nós”. 32E, diante dos filhos de Israel, começaram a difamar a terra que haviam explorado, dizendo: “A terra que fomos explorar é uma terra que devora os seus habitantes: o povo que aí vimos é de estatura extraordinária. 33Lá vimos gigantes, filhos de Enac, da raça dos gigantes; comparados com eles, parecíamos gafanhotos”.

    14,1Então, toda a comunidade começou a gritar e passou aquela noite chorando. 26O Senhor falou a Moisés e Aarão e disse: 27“Até quando vai murmurar contra mim esta comunidade perversa? Eu ouvi as queixas dos filhos de Israel. 28Dize-lhes, pois: ‘Por minha vida, diz o Senhor, juro que vos farei assim como vos ouvi dizer! 29Neste deserto ficarão estendidos os vossos cadáveres. Todos vós que fostes recenseados, da idade de vinte anos para cima, e que murmurastes contra mim 30não entrareis na terra na qual jurei, com mão levantada, fazer-vos habitar, exceto Caleb, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. 34Carregareis vossa culpa durante quarenta anos, que correspondem aos quarenta dias em que explorastes a terra, isto é, um ano para cada dia; e experimentareis a minha vingança. 35Eu, o Senhor, assim como disse, assim o farei com toda essa comunidade perversa, que se insurgiu contra mim: nesta solidão será consumida e morrerá’”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 105(106)

    Lembrai-vos de nós, ó Senhor, / segundo o amor para com vosso povo!

    Pecamos como outrora nossos pais, / praticamos a maldade e fomos ímpios; /
    no Egito nossos pais não se importaram / com os vossos admiráveis grandes feitos. – R.

    Mas bem depressa esqueceram suas obras, / não confiaram nos projetos do Senhor. /
    No deserto deram largas à cobiça, / na solidão eles tentaram o Senhor. – R.

    Esqueceram-se do Deus que os salvara, / que fizera maravilhas no Egito; /
    no país de Cam fez tantas obras admiráveis, / no mar Vermelho, tantas coisas assombrosas. – R.

    Até pensava em acabar com sua raça, / não se tivesse Moisés, o seu eleito, /
    interposto, intercedendo junto a ele, / para impedir que sua ira os destruísse. – R.

    Mateus 15,21-28

    Naquele tempo, 21Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” 23Mas Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então, seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. 24Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. 25Mas a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” 26Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”. 27A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” 28Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E, desde aquele momento, sua filha ficou curada.

    Palavra da Salvação.

    “Mulher, grande é a tua fé!”.

    Quando falamos de fé, não podemos pensá-la em momentos isolados. A fé exige constância e perseverança, mesmo quando parece que estamos correndo atrás de algo inatingível. A fé é experimentar aquilo que a esperança aguarda acontecer. É isso que nos mostra a mulher cananéia que, mesmo que aparentemente rejeitada pelo Senhor e pelos discípulos continua a segui-los correndo e gritando fervorosamente. Ela sabe, pela fé, que somente o Senhor pode socorrê-la e que somente Ele tem poder de curar as feridas daqueles que são marginalizados. Quem tem verdadeira fé, persevera ainda que seja para conseguir o mínimo, como esta mulher que crê na salvação que pode ser alcançada até mesmo nas migalhas vindas da mesa do Senhor.

    Outro elemento importante que a mulher cananéia manifesta é o da intercessão, já que ela busca o socorro de Jesus não para si, mas para sua filha. Imagem semelhante a que se vê quando o centurião romano busca a Jesus não para si, mas para curar seu servo e assim alcança para ele o socorro do Senhor.

    Que de modo algum nós deixemos de ter fé e de interceder em favor de nossos irmãos.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 5ª feira da 18ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de São Domingos Gusmão

    Números 20,1-13

    Naqueles dias, 1toda a comunidade dos filhos de Israel chegou ao deserto de Sin, no primeiro mês, e o povo permaneceu em Cades. Ali morreu Maria e ali mesmo foi sepultada. 2Como não havia água para o povo, este juntou-se contra Moisés e Aarão, 3e, levantando-se em motim, disseram: “Antes tivéssemos morrido quando morreram nossos irmãos diante do Senhor! 4Para que trouxestes a comunidade do Senhor a este deserto, a fim de que morrêssemos, nós e nossos animais? 5Por que nos fizestes sair do Egito e nos trouxestes a este lugar detestável, em que não se pode semear e que não produz figueiras, nem vinhas, nem romãzeiras e, além disso, não tem água para beber?” 6Deixando a comunidade, Moisés e Aarão foram até a entrada da tenda da reunião e prostraram-se com a face em terra. E a glória do Senhor apareceu sobre eles. 7O Senhor falou então a Moisés, dizendo: 8“Toma a tua vara e reúne o povo, tu e teu irmão Aarão; na presença deles ordenai à pedra, e ela dará água. Quando fizeres sair água da pedra, dá de beber à comunidade e aos seus animais”. 9Moisés tomou então a vara que estava diante do Senhor, como lhe fora ordenado. 10Depois, Moisés e Aarão reuniram a assembleia diante do rochedo, e Moisés lhes disse: “Ouvi, rebeldes! Poderemos, acaso, fazer sair água desta pedra para vós?” 11E, levantando a mão, Moisés feriu duas vezes a rocha com a vara, e jorrou água em abundância, de modo que o povo e os animais puderam beber. 12Então o Senhor disse a Moisés e a Aarão: “Visto que não acreditastes em mim, para manifestar a minha santidade aos olhos dos filhos de Israel, não introduzireis este povo na terra que lhe vou dar”. 13Estas são as águas de Meriba, onde os filhos de Israel disputaram contra o Senhor e ele lhes manifestou a sua santidade.

    Palavra do Senhor.

    Sl 94(95)

    Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / Não fecheis os corações como em Meriba.

    Vinde, exultemos de alegria no Senhor, / aclamemos o rochedo que nos salva! /
    Ao seu encontro caminhemos com louvores / e, com cantos de alegria, o celebremos! – R.

    Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, / e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! /
    Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, † e nós somos o seu povo e seu rebanho, / as ovelhas que conduz com sua mão. – R.

    Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: † “Não fecheis os corações como em Meriba, /
    como em Massa, no deserto, aquele dia, / em que outrora vossos pais me provocaram, /
    apesar de terem visto as minhas obras”. – R.

    Mateus 16,13-23

    Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. 21Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da lei e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. 22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!” 23Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: “Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”

    Palavra da Salvação.

    “Tu és Pedro. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus”.

    A confissão de fé de Pedro revela a dimensão da Igreja que, guiada pelo Espírito Santo, torna-se santa. Logo em seguida, ele também manifesta a limitação humana que nem sempre consegue compreender a vontade de Deus. A Igreja manifestada na imagem de Pedro é a união de santos e pecadores que estão dispostos a tomar uma decisão diante de Cristo e fazer uma experiência pessoal e comunitária com Ele em meio a tudo o que o mundo possa oferecer de contrário.
    Conscientes de que somos pecadores, porém, em Cristo somos também santos, podemos transportar o questionamento de Jesus para o nosso dia e responder a partir de nossas experiências pessoais: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Será que nossa fé está firme para responder essa pergunta e ser uma pedra de edificação na minha comunidade, pensando as coisas de Deus? Ou ser uma pedra de tropeço pensando apenas coisas humanas? Pensemos nisso!

    Reflexão feita pelos noviços

  • 6ª feira da 18ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Deuteronômio 4,32-40

    Moisés falou ao povo, dizendo: 32“Interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, e investiga de um extremo ao outro dos céus se houve jamais um acontecimento tão grande ou se ouviu algo semelhante. 33Existe, porventura, algum povo que tenha ouvido a voz de Deus falando-lhe do meio do fogo, como tu ouviste, e tenha permanecido vivo? 34Ou terá vindo algum Deus escolher para si um povo entre as nações por meio de provações, de sinais e prodígios, por meio de combates, com mão forte e braço estendido, e por meio de grandes terrores, como tudo o que por ti o Senhor teu Deus fez no Egito, diante de teus próprios olhos? 35A ti foi dado ver tudo isso, para que reconheças que o Senhor é, na verdade, Deus e que não há outro Deus fora ele. 36Do céu, ele te fez ouvir sua voz para te instruir e, sobre a terra, te fez ver o seu grande fogo; e do meio do fogo ouviste suas palavras, 37porque amou teus pais e, depois deles, escolheu seus descendentes. Ele te fez sair do Egito por seu grande poder, 38para expulsar, diante de ti, nações maiores e mais fortes do que tu e para te introduzir na terra deles e dá-la a ti como herança, como tu estás vendo hoje. 39Reconhece, pois, hoje, e grava-o em teu coração, que o Senhor é o Deus lá em cima do céu e cá embaixo na terra e que não há outro além dele. 40Guarda suas leis e seus mandamentos que hoje te prescrevo, para que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, e vivas longos dias sobre a terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre”.

    Palavra do Senhor.

    Salmo Responsorial: 76(77)

    Penso em vossas maravilhas, ó Senhor!

    Recordando os grandes feitos do passado, / vossos prodígios eu relembro, ó Senhor; /
    eu medito sobre as vossas maravilhas / e sobre as obras grandiosas que fizestes. – R.

    São santos, ó Senhor, vossos caminhos! / Haverá deus que se compare ao nosso Deus? /
    Sois o Deus que operastes maravilhas, / vosso poder manifestastes entre os povos. – R.

    Com vosso braço, redimistes vosso povo, / os filhos de Jacó e de José. /
    Como um rebanho, conduzistes vosso povo / e o guiastes por Moisés e Aarão. – R.

    Mateus 16,24-28

    Naquele tempo, 24Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. 26De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27Porque o Filho do homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. 28Em verdade vos digo, alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do homem vindo com o seu reino”.

    Palavra da Salvação.

    “O que poderá alguém dar em troca de sua vida?”.

    O seguidor de Cristo deve estar sempre disposto a fazer renúncias como deixar família, deixar o posto de trabalho e deixar a si mesmo. Essas renúncias podem ser entendidas como renunciar àquilo que nos dê alguma segurança nas nossas próprias forças, assim como a passagem em que Pedro deve sair do barco para caminhar sobre as aguas de um mar inseguro.

    Mas Jesus não quer apenas o abandono daquilo que parece ser próprio nosso, Ele quer resignificar essas renúncias no encontro pessoal com Ele, por isso, diz que só encontrará verdadeiramente sua vida quem renunciar ao modo de viver de acordo com a própria vontade por causa d’Ele, afim de, viver tudo por Ele. Porque, somente assim, a vida passa a ter real valor e, aquilo que a princípio era renúncia, agora tem novo valor em Cristo e somente encontra valor n’Ele.

  • Sábado da 18ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Festa de São Lourenço, mártir

    2 Coríntios 9,6-10

    Irmãos, 6“quem semeia pouco colherá também pouco, e quem semeia com largueza colherá também com largueza”. 7Dê cada um conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois Deus “ama quem dá com alegria”. 8Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para toda obra boa, 9como está escrito: “Distribuiu generosamente, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre”. 10Aquele que dá a semente ao semeador e lhe dará o pão como alimento, ele mesmo multiplicará as vossas sementes e aumentará os frutos da vossa justiça.

    Palavra do Senhor.

    Sl 111(112)

    Feliz o homem caridoso e prestativo.

    Feliz o homem que respeita o Senhor / e que ama com carinho a sua lei! /
    Sua descendência será forte sobre a terra, / abençoada a geração dos homens retos! – R.

    Feliz o homem caridoso e prestativo, / que resolve seus negócios com justiça. /
    Porque jamais vacilará o homem reto, / sua lembrança permanece eternamente! – R.

    Ele não teme receber notícias más: / confiando em Deus, seu coração está seguro. /
    Seu coração está tranquilo e nada teme, / e confusos há de ver seus inimigos. – R.

    Ele reparte com os pobres os seus bens, † permanece para sempre o bem que fez, /
    e crescerão a sua glória e seu poder. – R.

    João 12,24-26

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 24“Em verdade, em verdade vos digo, se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto. 25Quem se apega à sua vida perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. 26Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará”.

    Palavra da Salvação.

    “Se alguém me serve, meu Pai o honrará”.

    Cada cristão é uma semente do Reino dos Céus e cada um tem a potencialidade de dar frutos segundo a sua vocação, seja ela laical, sacerdotal, religiosa ou matrimonial. Mas, para dar o fruto, a semente tem que deixar de ser semente e tornar-se uma planta, o cristão para dar fruto precisa desapegar-se de sua vida e viver uma vida em Jesus Cristo.
    Jesus andou no meio de pobres e marginalizados, curou doentes, socorreu mesmo aqueles que não pediam ajuda para si, mas intercediam em favor de outros e pediu para que seus seguidores fizessem o mesmo, portanto, nos dediquemos a escolher viver como Cristo deixando de colocar nossas vidas em primeiro lugar, mas tendo a vontade do Pai como luz que guia nossos caminhos.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 19º domingo do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • 2ª Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de Santa Clara

    Sabedoria 18,6-9

    6A noite da libertação fora predita a nossos pais para que, sabendo a que juramento tinham dado crédito, se conservassem intrépidos. 7Ela foi esperada por teu povo como salvação para os justos e como perdição para os inimigos. 8Com efeito, aquilo com que puniste nossos adversários serviu também para glorificar-nos, chamando-nos a ti. 9Os piedosos filhos dos bons ofereceram sacrifícios secretamente e, de comum acordo, fizeram este pacto divino: que os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos. Isso, enquanto entoavam antecipadamente os cânticos de seus pais.

    Palavra do Senhor.

    Salmo Responsorial: 32(33)

    Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

    Ó justos, alegrai-vos no Senhor! / Aos retos fica bem glorificá-lo. /
    Feliz o povo cujo Deus é o Senhor / e a nação que escolheu por sua herança! – R.

    Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem / e que confiam, esperando em seu amor, /
    para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria. – R.

    No Senhor nós esperamos confiantes, / porque ele é nosso auxílio e proteção! /
    Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos! – R.

    Hebreus 11,1-2.8-19 ou 1-2.8-12

    Irmãos, 1a fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem. 2Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. 8Foi pela fé que Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como herança e partiu sem saber para onde ia. 9Foi pela fé que ele residiu como estrangeiro na terra prometida, morando em tendas com Isaac e Jacó, os coerdeiros da mesma promessa. 10Pois esperava a cidade alicerçada que tem Deus mesmo por arquiteto e construtor. 11Foi pela fé também que Sara, embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa. 12É por isso também que de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão “comparável às estrelas do céu e inumerável como a areia das praias do mar”. 13Todos esses morreram na fé. Não receberam a realização da promessa, mas a puderam ver e saudar de longe e se declararam estrangeiros e migrantes nesta terra. 14Os que falam assim demonstram que estão buscando uma pátria 15e, se se lembrassem daquela que deixaram, até teriam tempo de voltar para lá. 16Mas, agora, eles desejam uma pátria melhor, isto é, a pátria celeste. Por isso, Deus não se envergonha deles ao ser chamado o seu Deus. Pois preparou mesmo uma cidade para eles. 17Foi pela fé que Abraão, posto à prova, ofereceu Isaac; ele, o depositário da promessa, sacrificava o seu filho único, 18do qual havia sido dito: “É em Isaac que uma descendência levará o teu nome”. 19Ele estava convencido de que Deus tem poder até de ressuscitar os mortos e assim recuperou o filho – o que é também um símbolo.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 12,32-48 ou 35-40

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 32“Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o reino. 33Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói. 34Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. 35Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento para lhe abrirem imediatamente a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo, ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38E, caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão se assim os encontrar! 39Mas ficai certos, se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. 41Então Pedro disse: “Senhor, tu contas essa parábola para nós ou para todos?” 42E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo, o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’ e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou nem agiu conforme a sua vontade será chicoteado muitas vezes. 48Porém o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”

    Palavra da Salvação.

    “Vós também, ficai preparados!”.

    O discípulo de Cristo deve assumir um estilo de vida totalmente disponível ao Senhor, vivendo a realidade do tempo atual, porém, com os olhos da fé fixos no Reino dos Céus. Devemos estar sempre prontos para que o Senhor se manifeste a nós ou aos outros através de nós, porque nunca se sabe quando o Senhor nos chamará para sermos instrumentos de sua paz.

    Bem aventurados os servos que o Senhor encontrar vigiando e, desapegados de tudo o que é deste mundo, se importando em construir aqui apenas o Reino dos Céus.

    A Palavra de Deus é o alimento de quem assume a responsabilidade de viver deste modo, portanto, um constante contato com os Evangelhos e a vida de Nosso Senhor é essencial para manter firme este propósito.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 2ª feira da 19ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Deuteronômio 10,12-22

    Moisés falou ao povo, dizendo: 12“E agora, Israel, o que é que o Senhor teu Deus te pede? Apenas que o temas e andes em seus caminhos; que ames e sirvas ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma 13e que guardes os mandamentos e preceitos do Senhor, que hoje te prescrevo, para que sejas feliz. 14Vê, é ao Senhor teu Deus que pertencem os céus, o mais alto dos céus, a terra e tudo o que nela existe. 15No entanto, foi a teus pais que o Senhor se afeiçoou e amou; e, depois deles, foi à sua descendência, isto é, a vós, que ele escolheu entre todos os povos, como hoje está provado. 16Abri, pois, o vosso coração e não endureçais mais vossa cerviz, 17porque o vosso Deus é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas nem aceita suborno. 18Ele faz justiça ao órfão e à viúva, ama o estrangeiro e lhe dá alimento e roupa. 19Portanto, amai os estrangeiros, porque vós também fostes estrangeiros na terra do Egito. 20Temerás o Senhor teu Deus e só a ele servirás; a ele te apegarás e jurarás por seu nome. 21Ele é o teu louvor, ele é o teu Deus, que fez por ti essas coisas grandes e terríveis que viste com teus próprios olhos. 22Ao descerem para o Egito, teus pais eram apenas setenta pessoas, e agora o Senhor teu Deus te fez tão numeroso como as estrelas do céu”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 147(147B)

    Glorifica o Senhor, Jerusalém!

    Glorifica o Senhor, Jerusalém! / Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! /
    Pois reforçou com segurança as tuas portas / e os teus filhos em teu seio abençoou. – R.

    Apaz em teus limites garantiu / e te dá como alimento a flor do trigo. /
    Ele envia suas ordens para a terra, / e a palavra que ele diz corre veloz. – R.

    Anuncia a Jacó sua palavra, / seus preceitos e suas leis a Israel. /
    Nenhum povo recebeu tanto carinho, / a nenhum outro revelou os seus preceitos. – R.

    Mateus 17,22-27

    Naquele tempo, 22quando Jesus e os seus discípulos estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: “O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens. 23Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. E os discípulos ficaram muito tristes. 24Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: “O vosso mestre não paga o imposto do templo?” 25Pedro respondeu: “Sim, paga”. Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se e perguntou: “Simão, que te parece: os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem, dos filhos ou dos estranhos?” 26Pedro respondeu: “Dos estranhos!” Então Jesus disse: “Logo os filhos são livres. 27Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol e abre a boca do primeiro peixe que tu pescares. Ali tu encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti”.

    Palavra da Salvação.

    “Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará. Os filhos estão isentos dos impostos”.

    Jesus anuncia aos seus discípulos sua morte e, como de esperado, os discípulos se entristecem, mas Jesus não os repreende. Parece que no Evangelho de hoje Jesus não esta preocupado com a reação dos discípulos por que eles se entristecem crendo que ele é o Filho de Deus, porém, Jesus se preocupa com a reação dos cobradores do templo que não o reconhecem como o Filho de Deus.

    Isso aparece manifestado na sua pergunta a Pedro, porque se é apenas dos estranhos que se cobra impostos, então o Filho de Deus não precisa pagar imposto para entrar no templo de seu Pai e, os cobradores de impostos, por não o reconhecerem como Filho de Deus, querem que Ele pague. Mas para não causar conflitos neste momento Jesus decide pagar o tributo por Ele e por Pedro.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 3ª feira da 19ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Deuteronômio 31,1-81

    Moisés dirigiu-se a todo Israel com as seguintes palavras: 2 “Tenho hoje cento e vinte anos e já não posso deslocar-me. Além do mais, o Senhor me disse: ‘Não atravessarás este rio Jordão’. 3 É o Senhor teu Deus que irá à tua frente; ele mesmo, à tua vista, destruirá todas essas nações, para que ocupes suas terras. Josué passará adiante de ti, como disse o Senhor. 4 E o Senhor fará com esses povos o que fez com Seon e Og, reis dos amorreus, e com suas terras, que ele destruiu. 5 Quando, pois, o Senhor os entregar a vós, fareis com eles exatamente o que vos ordenei. 6 Sede fortes e valentes; não vos intimideis nem tenhais medo deles, pois o Senhor teu Deus é ele mesmo o teu guia, e não te deixará nem te abandonará”. 7 Depois Moisés chamou Josué e, diante de todo Israel, lhe disse: “Sê forte e corajoso, pois és tu que introduzirás este povo na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a seus pais, e és tu que lhe darás a posse dela. 8 O Senhor, que é o teu guia, marchará à tua frente, estará contigo e não te deixará nem te abandonará. Por isso, não temas nem te acovardes”.

    Palavra do Senhor.

    Sl Dt 32

    A porção do Senhor é o seu povo.

    O nome do Senhor vou invocar; † vinde todos e dai glória ao nosso Deus! /
    Ele é a rocha: suas obras são perfeitas. – R.

    Recorda-te dos dias do passado / e relembra as antigas gerações; /
    pergunta, e teu pai te contará, / interroga, e teus avós te ensinarão. – R.

    Quando o Altíssimo os povos dividiu / e pela terra espalhou os filhos de Adão, /
    as fronteiras das nações ele marcou / de acordo com o número de seus filhos. – R.

    Mas a parte do Senhor foi o seu povo, / e Jacó foi a porção de sua herança. /
    O Senhor, somente ele, foi seu guia, / e jamais um outro deus com ele estava. – R.

    Mateus 18,1-5.10.12-14

    Naquele tempo, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no reino dos céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas para procurar aquela que se perdeu? 13Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. 14Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.

    Palavra da Salvação.

    “Não desprezeis nenhum desses pequeninos”.

    Crianças, doentes, viúvas e mulheres eram os mais excluídos nos tempos de Jesus. Excluídos pelos judeus, observantes severos da lei de Moisés, como os fariseus. E de uma maneira muito especial, o Filho de Deus, encarnado, ama e aproxima estes filhinhos excluídos da sociedade como verdadeiros modelos aos discípulos.

    “Quem quiser ser o maior no Reino dos céus, que seja como uma criança”, diz Jesus. Para entrar no Reino preparado pelo Cristo, é necessário ser inocente, de mãos puras, ter um coração repleto de amor a Deus, assim como as crianças. Acima de tudo, se faz urgente para cada um de nós a humildade infantil e obediente, de livre e espontânea vontade, se lançando ao colo do Pai, na segurança maternal de Deus e não se deixar contaminar pelo espírito de grandeza do mundo, onde um quer vencer o outro, mas se fazer pequenino diante de Cristo e uma eterna criança, em contínuo aprendizado.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 4ª feira da 19ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de São Maximiliano Maria Kolbe, mártir

    Deuteronômio 34,1-12

    Naqueles dias, 1Moisés subiu das estepes de Moab ao monte Nebo, ao cume do Fasga, que está defronte de Jericó. E o Senhor mostrou-lhe todo o país, desde Galaad até Dã, 2o território de Neftali, a terra de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá até o mar ocidental, 3o Negueb e a região do vale de Jericó, cidade das palmeiras, até Segor. 4O Senhor lhe disse: “Eis aí a terra pela qual jurei a Abraão, Isaac e Jacó, dizendo: ‘Eu a darei à tua descendência’. Tu a viste com teus olhos, mas nela não entrarás”. 5E Moisés, servo do Senhor, morreu ali, na terra de Moab, conforme a vontade do Senhor. 6E ele o sepultou no vale, na terra de Moab, defronte de Bet-Fegor. E ninguém sabe até hoje onde fica a sua sepultura. 7Ao morrer, Moisés tinha cento e vinte anos. Sua vista não tinha enfraquecido, nem seu vigor se tinha esmorecido. 8Os filhos de Israel choraram Moisés nas estepes de Moab durante trinta dias, até que terminou o luto por Moisés. 9Josué, filho de Nun, estava cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés lhe tinha imposto as mãos. E os filhos de Israel lhe obedeceram e agiram como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 10Em Israel nunca mais surgiu um profeta como Moisés, a quem o Senhor conhecesse face a face, 11nem quanto aos sinais e prodígios que o Senhor lhe mandou fazer, na terra do Egito, contra o faraó, os seus servidores e todo o seu país, 12nem quanto à mão poderosa e a tantos e tão terríveis prodígios que Moisés fez à vista de todo Israel.

    Palavra do Senhor.

    Sl 65(66)

    Bendito seja o Senhor Deus, que me escutou, / é ele que dá vida à nossa vida.

    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / cantai salmos a seu nome glorioso, /
    dai a Deus a mais sublime louvação! / Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras!” – R.

    Vinde ver todas as obras do Senhor: / seus prodígios estupendos entre os homens! /
    Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: / vou contar-vos todo bem que ele me fez! /

    Quando a ele o meu grito se elevou, / já havia gratidão em minha boca! – R.

    Mateus 18,15-20

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19De novo eu vos digo, se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles”.

    Palavra da Salvação.

    “Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão”.

    Jesus alerta a comunidade de seus discípulos do perigo de se guardar o rancor frente aos erros causados pelos irmãos. É dever de seus seguidores o exercício do perdão, a prática da não-violência e o cultivo do diálogo fraterno. Somente a comunicação pode vencer as fronteiras do ódio e das rixas pessoais, que separam irmãos e irmãs de mesma fé do amor de Deus.

    “O amor é paciente e prestativo”, nos diz São Paulo em sua carta aos Coríntios. Pôr em prática o amor fraterno só é possível se as barreiras do rancor e das faltas forem superadas. Faz-se mais que necessário reatar laços perdidos com amigos, vizinhos ou familiares por antigas desavenças, esforçando-nos a cultivar o perdão e a acolhida onde antes foi semeada a desilusão.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 5ª feira da 19ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Josué 3,7-11.13-17

    Naqueles dias, 7 o Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. 8 Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali”. 9 Depois Josué disse aos filhos de Israel: “Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus”. 10 E acrescentou: “Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os cananeus. 11 Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. 13 E logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima pararão, formando uma barragem”. 14 Quando o povo levantou acampamento para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança puseram-se à frente de todo o povo. 15 Quando chegaram ao rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem – pois o Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita –, 16 então as águas que vinham de cima pararam, formando uma grande barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente. Então o povo atravessou em frente a Jericó. 17 E os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto.

    Palavra do Senhor.

    Salmo Responsorial: 113A(114)

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    Quando o povo de Israel saiu do Egito, / e os filhos de Jacó, de um povo estranho, /
    Judá tornou-se o templo do Senhor / e Israel se transformou em seu domínio. – R.

    O mar, à vista disso, pôs-se em fuga, / e as águas do Jordão retrocederam; /
    as montanhas deram pulos como ovelhas, / e as colinas, parecendo cordeirinhos. – R.

    Ó mar, o que tens tu, para fugir? / E tu, Jordão, por que recuas desse modo? /
    Por que dais pulos como ovelhas, ó montanhas? / E vós, colinas, parecendo cordeirinhos? – R.

    Mateus 18,21-19,1

    Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o reino dos céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’ 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1 Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

    Palavra da Salvação.

    “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

    Por mais pobre de bens materiais que possa ser cada pessoa,  diante da infinita bondade do Pai celeste, é rico em enorme quantia de seu amor, graça, compaixão e perdão. Saber reconhecer sua necessidade e pequenez a Deus é dom, que só vem de uma fé madura, treinada constantemente a voltar os seus olhos ao Senhor e que não sabe parar de pedir sua ajuda e compaixão.

    Irmãos e irmãs, aquele que muito recebe, muito agradece e retribui a Deus. O servo que não pratica a misericórdia nunca a alcançará perante seu Senhor. Chegar à comunhão com o Pai é um ciclo de amor, compreende uma íntima relação vertical com o Eterno e uma prática do amor doação aos irmãos que nos cercam, de forma horizontal.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 6ª feira da 19ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Josué 24,1-13

    Naqueles dias, 1 Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. 2 Então Josué falou a todo o povo: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Vossos pais, Taré, pai de Abraão e de Nacor, habitaram outrora do outro lado do rio Eufrates e serviram a deuses estranhos. 3 Mas eu tirei Abraão, vosso pai, dos confins da Mesopotâmia, e o conduzi através de toda a terra de Canaã e multipliquei a sua descendência. 4 Dei-lhe Isaac, e a este dei Jacó e Esaú. E a Esaú, um deles, dei em propriedade o monte Seir; Jacó, porém, e seus filhos desceram para o Egito. 5 Em seguida, enviei Moisés e Aarão e castiguei o Egito com prodígios que realizei em seu meio, e depois disso vos tirei de lá. 6 Fiz, portanto, que vossos pais saíssem do Egito, e assim chegastes ao mar. Os egípcios perseguiram vossos pais, com carros e cavaleiros, até o mar Vermelho. 7 Vossos pais clamaram então ao Senhor, e ele colocou trevas entre vós e os egípcios. Depois trouxe sobre estes o mar, que os recobriu. Vossos olhos viram todas as coisas que eu fiz no Egito, e habitastes no deserto muito tempo. 8 Eu vos introduzi na terra dos amorreus, que habitavam do outro lado do rio Jordão. E, quando guerrearam contra vós, eu os entreguei em vossas mãos, e assim ocupastes a sua terra e os exterminastes. 9 Levantou-se então Balac, filho de Sefor, rei de Moab, e combateu contra Israel, e mandou chamar Balaão, filho de Beor, para que vos amaldiçoasse. 10 Eu, porém, não o quis ouvir. Ao contrário, abençoei-vos por sua boca e vos livrei de suas mãos. 11 A seguir, atravessastes o Jordão e chegastes a Jericó. Mas combateram contra vós os habitantes desta cidade – os amorreus, os ferezeus, os cananeus, os hititas, os gergeseus, os eveus e os jebuseus. Eu, porém, entreguei-os em vossas mãos. 12 Enviei à vossa frente vespões que os expulsaram da vossa presença – os dois reis dos amorreus –, e isso não com a tua espada nem com o teu arco. 13 Eu vos dei uma terra que não lavrastes, cidades que não edificastes, e nelas habitais, vinhas e olivais que não plantastes, e comeis de seus frutos”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 135(136)

    Eterna é a sua misericórdia!

    Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: / porque eterno é seu amor! /
    Demos graças ao Senhor, Deus dos deuses: / porque eterno é seu amor! /
    Demos graças ao Senhor dos senhores: / porque eterno é seu amor! – R.

    Ele guiou pelo deserto o seu povo: / porque eterno é seu amor! /
    E feriu por causa dele grandes reis: / porque eterno é seu amor! /
    Reis poderosos fez morrer por causa dele: / porque eterno é seu amor! – R.

    Repartiu a terra deles como herança: / porque eterno é seu amor! /
    Como herança a Israel, seu servidor: / porque eterno é seu amor! – R.
    De nossos inimigos libertou-nos: / porque eterno é seu amor! – R.

    Mateus 19,3-12

    Naquele tempo, 3 alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4 Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5 E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6 De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7 Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8 Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9 Por isso eu vos digo, quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra, comete adultério”. 10 Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 11 Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12 Com efeito, existem homens incapazes para o casamento porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do reino dos céus. Quem puder entender, entenda”.

    Palavra da Salvação.

    “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração.
    Mas não foi assim desde o início”.

    A Igreja se compõe de diversos membros, como nos afirma São Paulo, diferentes, mas que se complementam e unidos formam o corpo místico de Cristo. Sinal de diversidade, cada fiel expressa uma especial graça concedida pelo Pai Eterno. Pelo amor de Deus, alguns são chamados a se tornarem uma só alma pelo casamento; uns, a viverem em castidade numa vida pobre e de obediência por amor ao Reino dos céus; outros ainda, a se dedicarem ao serviço de pastores do rebanho de Deus pelo sacramento da Ordem; e muitos outros, são chamados pelo Senhor a viverem no mundo como sinais de seu amor em seus lares, trabalhos e ocupações diversas.

    Tantas são as diferenças de dons na Igreja, mas unimo-nos pelo vínculo da caridade e do amor de Deus-Pai, que nos fez irmãos pela fraternidade. Assumamos nossa missão de anunciar a paz ao mundo e a justiça divina, construindo uma nação que luta pelos mais pobres de nossos dias.

    Reflexão feita pelos noviços

  • Sábado da 19ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Josué 24,14-29

    Naqueles dias, Josué disse a todo o povo: 14 “Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com um coração íntegro e sincero, e lançai fora os deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia e no Egito, e servi ao Senhor. 15 Contudo, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”. 16 E o povo respondeu, dizendo: “Longe de nós abandonarmos o Senhor para servir a deuses estranhos. 17 Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodígios diante de nossos olhos e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos e no meio de todos os povos pelos quais passamos. 18 O Senhor expulsou diante de nós todas as nações, especialmente os amorreus, que habitavam a terra em que entramos. Portanto, nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus”. 19 Então Josué disse ao povo: “Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um Deus ciumento, que não suportará vossas transgressões e pecados. 20 Se abandonardes o Senhor e servirdes a deuses estranhos, ele se voltará contra vós, e vos tratará mal e vos aniquilará, depois de vos ter tratado bem”. 21 O povo, porém, respondeu a Josué: “Não! É ao Senhor que serviremos”. 22 Josué então disse ao povo: “Sois testemunhas contra vós mesmos de que escolhestes o Senhor para servi-lo”. E eles responderam: “Sim! Somos testemunhas!” 23 “Sendo assim”, disse Josué, “tirai do meio de vós os deuses estranhos e inclinai os vossos corações para o Senhor, Deus de Israel”. 24 O povo disse a Josué: “Serviremos ao Senhor, nosso Deus, e seremos obedientes aos seus preceitos”. 25 Naquele dia, Josué estabeleceu uma aliança com o povo e lhes propôs preceitos e leis em Siquém. 26 Josué escreveu essas palavras no livro da lei de Deus. A seguir, tomou uma grande pedra e levantou-a ali, debaixo do carvalho que havia no santuário do Senhor. 27 Então Josué disse a todo o povo: “Esta pedra que estais vendo servirá de testemunha contra vós, pois ela ouviu todas as palavras que o Senhor vos disse, para que depois não possais renegar o Senhor, vosso Deus”. 28 Em seguida, Josué despediu o povo, para que fosse cada um para suas terras. 29 Depois desses acontecimentos, morreu Josué, filho de Nun, servo do Senhor, com a idade de cento e dez anos.

    Palavra do Senhor.

    Salmo Responsorial: 15(16)

    O Senhor é a porção da minha herança!

    Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! / Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor. /
    Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, / meu destino está seguro em vossas mãos! – R.

    Eu bendigo o Senhor, que me aconselha / e até de noite me adverte o coração. /
    Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, / pois, se o tenho a meu lado, não vacilo. – R.

    Vós me ensinais vosso caminho para a vida; † junto a vós, felicidade sem limites, /
    delícia eterna e alegria ao vosso lado! – R.

    Mateus 19,13-15

    Naquele tempo, 13 levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14 Então Jesus disse: “Deixai as crianças e não as proibais de virem a mim, porque delas é o reino dos céus”. 15 E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali.

    Palavra da Salvação.

    “Deixai as crianças, e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus”.

    As crianças são símbolos da pequenez, humildade e da fraqueza. Sem pretensões sociais se mantêm simples, não cobiçam riquezas, poderes ou maldade. Principalmente no tempo de Jesus, na sociedade judaica, a criança era um agente passivo: sem voz, sem direitos, menosprezadas por todos, eram objetos sem valor, em que o único objetivo era crescerem para a idade madura.

    Desta mesma ideia partilhavam os discípulos de Cristo, filhos desta sociedade. Mas, o Filho de Deus nos ensina a superar mentalidades opressoras, Ele nos ensina a voltar nossos olhos para os marginalizados de nossos dias, os não contemplados pelos serviços públicos e “poderosos”.
    O Senhor toma como preferidos de seu Reino, os pequenos e excluídos, portanto nós, seus discípulos devemos fazer desta a nossa missão de hoje.

    Reflexão feita pelos noviços

  • Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • 2ª Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    * Nos locais onde a Assunção de Nossa Senhora foi celebrada no dia 15 de agosto, hoje celebra-se o 20º domingo do Tempo Comum.

    Apocalipse 11,19; 12,1.3-6.10

    19 Abriu-se o templo de Deus que está no céu e apareceu no templo a arca da aliança. 12,1 Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas. 3 Então apareceu outro sinal no céu: um grande dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. 4 Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O dragão parou diante da mulher, que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. 5 E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 6 A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. 10 Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora, realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus e o poder do seu Cristo”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 44(45)

    À vossa direita se encontra a rainha / com veste esplendente de ouro de Ofir.

    As filhas de reis vêm ao vosso encontro, † e à vossa direita se encontra a rainha /
    com veste esplendente de ouro de Ofir. – R.

    Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: / “Esquecei vosso povo e a casa paterna! /
    Que o rei se encante com vossa beleza! / Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! – R.

    Entre cantos de festa e com grande alegria, / ingressam, então, no palácio real”. – R.

    1 Coríntios 15,20-27

    Irmãos, 20 Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21 Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22 Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23 Porém cada qual segundo uma ordem determinada: em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24 A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. 25 Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26 O último inimigo a ser destruído é a morte. 27 Com efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 1,39-56

    Naqueles dias, 39 Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46 Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, 48 porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49 porque o Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50 e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51 Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52 Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. 54 Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55 conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56 Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

    Palavra da Salvação.

    “O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor: elevou os humildes”.

    “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”, assim saúda Isabel, com alegria, pela visita de sua prima Maria. Também com gritos de júbilo saudamos nossa querida mãe neste dia, celebrando sua Assunção aos céus.

    Maria é modelo de serviço e acolhida da Palavra de Deus, serva humilde e atenta fez em tudo a vontade do Senhor, acolhendo em seu íntimo o próprio verbo de Deus encarnado. Como real espelho da salvação, é imagem de toda a Igreja peregrina no mundo, que carrega a firme esperança de chegar um dia a glória celestial, ao lado de Seu Senhor, o próprio Cristo.

    Fiéis seguidores de Jesus, devemos sempre elevar nossos olhos para a nossa mãe Maria, pedindo sempre sua intercessão e acima de tudo, partindo às regiões montanhosas, como ela fez à sua prima. Ir ao encontro dos mais necessitados, sendo luz do próprio Deus, onde quer que estejamos, este deve ser o nosso ideal ao olharmos para o modelo de Maria.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 2ª feira da 20ª semana do Tempo Comum

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    Juízes 2,11-19

    Naqueles dias, 11 os filhos de Israel fizeram o que desagrada ao Senhor, servindo a deuses cananeus. 12 Abandonaram o Senhor, o Deus de seus pais, que os havia tirado do Egito, e seguiram outros deuses dos povos que em torno deles habitavam, e os adoraram, provocando assim a ira do Senhor. 13 Afastaram-se do Senhor para servir a Baal e a Astarte. 14 Por isso, acendeu-se contra Israel a ira do Senhor, que os entregou nas mãos dos salteadores, que os saqueavam, e os vendeu aos inimigos que habitavam nas redondezas. E eles não puderam resistir aos seus adversários. 15 Em tudo o que desejassem empreender, a mão do Senhor estava contra eles para sua desgraça, como lhes havia dito e jurado. A sua aflição era extrema. 16 Então, o Senhor mandou-lhes juízes que os livrassem das mãos dos saqueadores. 17 Eles, porém, nem aos seus juízes quiseram ouvir e continuavam a prostituir-se com outros deuses, adorando-os. Depressa se afastaram do caminho seguido por seus pais, que haviam obedecido aos mandamentos do Senhor; não procederam como eles. 18 Sempre que o Senhor lhes mandava juízes, o Senhor estava com o juiz e os livrava das mãos dos inimigos enquanto o juiz vivia, porque o Senhor se deixava comover pelos gemidos dos aflitos. 19 Mas, quando o juiz morria, voltavam a cair e portavam-se pior que seus pais, seguindo outros deuses, servindo-os e adorando-os. Não desistiram de suas obras perversas nem da sua conduta obstinada.

    Palavra do Senhor.

    Sl 105(106)

    Lembrai-vos de nós, ó Senhor, / segundo o amor para com vosso povo!

    Não quiseram suprimir aqueles povos / que o Senhor tinha mandado exterminar; /
    misturaram-se, então, com os pagãos / e aprenderam seus costumes depravados. – R.

    Aos ídolos pagãos prestaram culto, / que se tornaram armadilha para eles; /
    pois imolaram até mesmo os próprios filhos, / sacrificaram suas filhas aos demônios. – R.

    Contaminaram-se com suas próprias obras, / prostituíram-se em crimes incontáveis. /
    Acendeu-se a ira de Deus contra o seu povo, / e o Senhor abominou a sua herança. – R.

    Quantas vezes o Senhor os libertou! / Eles, porém, por malvadez o provocavam. /
    Mas o Senhor tinha piedade do seu povo / quando ouvia o seu grito na aflição. – R.

    Mateus 19,16-22

    Naquele tempo, 16 alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, o que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” 17 Jesus respondeu: “Por que tu me perguntas sobre o que é bom? Um só é o bom. Se tu queres entrar na vida, observa os mandamentos”. 18 O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe e ama teu próximo como a ti mesmo”. 20 O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. O que ainda me falta?” 21 Jesus respondeu: “Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. 22 Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

    Palavra da Salvação.

    “Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, e terás um tesouro no céu”.

    Nesta passagem do Evangelho, somos convidados a nos perguntarmos, “O que eu faço de bom?”, “Mereço a vida eterna?” e ainda “Qual valor eu dou a essa vida?”

    Para o jovem rico, a vida eterna poderia ser obtida por leis. Mas Deus pede mais do que o cumprimento de uma doutrina, Ele pede tudo. É justo porque tudo Ele deu em primeiro lugar. Tudo que tinha o jovem: riquezas, sua família, sua vida, seu desejo de possuir a vida eterna. Tudo isso lhe foi dado por Deus.

    Deus não nos quer tirar nossa alegria e paz ao nos pedir que lhe dêmos tudo. Ele quer nos dar uma paz e alegria muito mais forte e duradoura. Ele nos quer perto Dele, seguindo os passos de seu Filho muito amado, para que nos possamos ter os seus mesmos sentimentos. Para sentirmos o abrasador amor de Deus que é Pai e infinitamente rico em misericórdia e compaixão.

    Basta esvaziarmos o coração de falsas riquezas que nos distraem e nos impedem de bem enxergar e sentir esse amor.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 3ª feira da 20ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de São Bernardo de Claraval

    Juízes 6,11-24

    Naqueles dias, 11 veio o anjo do Senhor e sentou-se debaixo de um carvalho que havia em Efra e pertencia a Joás, da família de Abiezer. Gedeão, seu filho, estava sacudindo e limpando o trigo na eira, para o esconder dos madianitas, 12 quando o anjo do Senhor lhe apareceu e disse: “O Senhor está contigo, valente guerreiro!” 13 Gedeão respondeu: “Se o Senhor está conosco, peço-te, Senhor, que me digas: por que nos aconteceu tudo isso? Onde estão aquelas tuas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: ‘O Senhor nos tirou do Egito’? Mas agora o Senhor nos abandonou e nos entregou nas mãos dos madianitas”. 14 Então, o Senhor voltou-se para ele e disse: “Vai e, com essa força que tens, livra Israel da mão dos madianitas. Sou eu que te envio”. 15 Gedeão replicou-lhe: “Dize-me, te peço, meu Senhor, como poderei eu libertar Israel? Minha família é a mais humilde de Manassés, e eu sou o último na casa de meu pai”. 16 O Senhor lhe respondeu: “Eu estarei contigo, e tu derrotarás os madianitas como se fossem um só homem”. 17 E Gedeão prosseguiu: “Se achei graça diante de ti, dá-me um sinal de que és tu que falas comigo. 18 Não te afastes daqui até que eu volte com uma oferenda para te apresentar”. E o Senhor respondeu: “Ficarei aqui até voltares”. 19 Gedeão retirou-se, preparou um cabrito e, com uma medida de farinha, fez pães ázimos. Pôs a carne num cesto e o caldo numa vasilha, levou tudo para debaixo do carvalho e lhe apresentou. 20 O anjo do Senhor lhe disse: “Toma a carne e os pães ázimos, coloca-os sobre esta pedra e derrama por cima o caldo”. E Gedeão assim fez. 21 O anjo do Senhor estendeu a ponta da vara que tinha na mão e tocou na carne e nos pães ázimos. Levantou-se então um fogo da pedra e consumiu a carne e os pães. E o anjo do Senhor desapareceu da sua vista. 22 Percebendo que era o anjo do Senhor, Gedeão exclamou: “Ai de mim, Senhor Deus, porque vi o anjo do Senhor face a face!” 23 Mas o Senhor lhe disse: “A paz esteja contigo, não tenhas medo: não morrerás!” 24 Então Gedeão construiu ali mesmo um altar ao Senhor e o chamou: “O Senhor é paz”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 84(85)

    O Senhor anunciará a paz para o seu povo.

    Quero ouvir o que o Senhor irá falar: / é a paz que ele vai anunciar; /
    a paz para o seu povo e seus amigos, / para os que voltam ao Senhor seu coração. – R.

    A verdade e o amor se encontrarão, / a justiça e a paz se abraçarão; /
    da terra brotará a fidelidade, / e a justiça olhará dos altos céus. – R.

    O Senhor nos dará tudo o que é bom, / e a nossa terra nos dará suas colheitas; /
    a justiça andará na sua frente / e a salvação há de seguir os passos seus. – R.

    Mateus 19,23-30

    Naquele tempo, 23 Jesus disse aos discípulos: “Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no reino dos céus. 24 E digo ainda, é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus”. 25 Ouvindo isso, os discípulos ficaram muito espantados e perguntaram: “Então, quem pode ser salvo?” 26 Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível”. 27 Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. O que haveremos de receber?” 28 Jesus respondeu: “Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado e o Filho do homem se sentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. 29 E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. 30 Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”.

    Palavra da Salvação.

    “É mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha,
    do que um rico entrar no Reino de Deus”.

    É muito difícil para alguém cheio de riquezas, que se deixa sentir seguro e suficiente, aderir ao Evangelho e ao Reino de Deus. Porque Deus simplesmente não encontra espaço, não há abertura para a sua graça. Um coração rico não se deixa ser tocado por Deus.

    E não somente Deus não encontra espaço em seu coração, mas também o pobre e necessitado é esquecido e ignorado. Onde há riqueza sem partilha, sempre há um pobre que por ela é esmagado.

    A riqueza também é dom de Deus, pode e deve ser-lhe restituído pela mesma lógica da qual o recebemos, pela doação. Para Deus o importante não é o quanto se tem ou se dá, mas com que coração doa-se. Portanto todos podem dar e partilhar, mesmo um copo de água dado com amor tem muito valor aos olhos de Deus.

    Somente Deus nos faz ter um coração despojado assim, que é bom e puro. É uma graça a ser acolhida, que nos faz ver e apreciar a vida, e nossos pais e irmãos, de uma forma nova e cheia de alegria. Assim recebemos muito mais do que na verdade damos, porque o amor de Deus está infinitamente além.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 4ª feira da 20ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de São Pio X

    Juízes 9,6-15

    Naquele tempo, 6 todos os habitantes de Siquém e os de Bet-Melo se reuniram junto a um carvalho que havia em Siquém e proclamaram rei a Abimelec. 7 Informado disso, Joatão foi postar-se no cume do monte Garizim e se pôs a gritar em alta voz, dizendo: “Ouvi-me, moradores de Siquém, e que Deus vos ouça. 8 Certa vez, as árvores resolveram ungir um rei para reinar sobre elas e disseram à oliveira: ‘Reina sobre nós’. 9 Mas ela respondeu: ‘Iria eu renunciar ao meu azeite, com que se honram os deuses e os homens, para me balançar acima das árvores?’ 10 Então as árvores disseram à figueira: ‘Vem e reina sobre nós’. 11 E ela lhes respondeu: ‘Iria eu renunciar à minha doçura e aos saborosos frutos, para me balançar acima das outras árvores?’ 12 As árvores disseram então à videira: ‘Vem e reina sobre nós’. 13 E ela lhes respondeu: ‘Iria eu renunciar ao meu vinho, que alegra os deuses e os homens, para me balançar acima das outras árvores?’ 14 Por fim, todas as árvores disseram ao espinheiro: ‘Vem tu reinar sobre nós’. 15 O espinheiro respondeu-lhes: ‘Se deveras me constituís vosso rei, vinde e repousai à minha sombra; mas se não o quereis, saia fogo do espinheiro e devore os cedros do Líbano!’”

    Palavra do Senhor.

    Sl 20(21)

    Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra.

    Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra; / quanto exulta de alegria em vosso auxílio! /
    O que sonhou seu coração, lhe concedestes; / não recusastes os pedidos de seus lábios. – R.

    Com bênção generosa o preparastes; / de ouro puro coroastes sua fronte. /
    A vida ele pediu e vós lhe destes, / longos dias, vida longa pelos séculos. – R.

    É grande a sua glória em vosso auxílio; / de esplendor e majestade o revestistes. /
    Transformastes o seu nome numa bênção / e o cobristes de alegria em vossa face. – R.

    Mateus 20,1-16

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1 “O reino dos céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2 Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia e os mandou para a vinha. 3 Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, 4 e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. 5 E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde e fez a mesma coisa. 6 Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7 Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. 8 Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’ 9 Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10 Em seguida, vieram os que foram contratados primeiro e pensavam que iam receber mais. Porém cada um deles também recebeu uma moeda de prata. 11 Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12 ‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’. 13 Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14 Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15 Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ 16 Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

    Palavra da Salvação.

    “Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?”.

    Como o dono da vinha, Deus chama a todos para participarem do seu Reino. Ele não precisa de trabalhadores nem de servos ou de um Reino, mas ele abaixa-se por amor e nos oferece de graça a salvação, e sua ajuda para vivermos e construirmos todos juntos um mundo melhor.

    Mas nós podemos nos fechar em nossos próprios interesses e nem sequer reconhecer a bondade de Deus, mas somente buscar ter e acumular cada vez mais coisas que nem podem nos trazer felicidade. E ainda somos infelizes. Acabamos vendo os outros, os meus irmãos, como rivais, inimigos à minha felicidade. Podemos até mesmo desejar o mal ao outro, como se o bem dele nos fosse uma ameaça. Chegamos a excluir e rejeitar que necessita e justificamos isso com um falso pretexto de justiça. Somos por vezes incapazes de reconhecer a bondade de Deus agindo nas pessoas, e acabamos tendo inveja do próprio Deus.

    Deus nos quer livres desse egoísmo, ele sempre oferece perdão, cura e reconciliação aos que com coração sincero os buscam. Ele quer nos livrar de uma fonte de infelicidades e ansiedades, e nos dar a sua paz e alegria que se originam de sua amizade que nos leva a admirar o bem de Deus nos outros.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 5ª feira da 20ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de Nossa Senhora Rainha

    Isaías 9,1-6

    1 O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. 2 Fizeste crescer a alegria e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3 Pois o jugo que oprimia o povo – a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais –, tu os abateste como na jornada de Madiã. 4 Botas de tropa de assalto, trajes manchados de sangue, tudo será queimado e devorado pelas chamas. 5 Porque nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho; ele traz aos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da paz. 6 Grande será o seu reino, e a paz não há de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado, que ele irá consolidar e confirmar em justiça e santidade a partir de agora e para todo o sempre. O amor zeloso do Senhor dos exércitos há de realizar essas coisas.

    Palavra do Senhor.

    Sl 112(113)

    Bendito seja o nome do Senhor, / agora e por toda a eternidade!

    Louvai, louvai, ó servos do Senhor, / louvai, louvai o nome do Senhor! /
    Bendito seja o nome do Senhor, / agora e por toda a eternidade. – R.

    Do nascer do sol até o seu ocaso, / louvado seja o nome do Senhor! /
    O Senhor está acima das nações, / sua glória vai além dos altos céus. – R.

    Quem pode comparar-se ao nosso Deus, † ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono /
    e se inclina para olhar o céu e a terra? – R.

    Levanta da poeira o indigente / e do lixo ele retira o pobrezinho, /
    para fazê-lo assentar-se com os nobres, / assentar-se com os nobres do seu povo. – R.

    Lucas 1,26-38

    Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi, e o nome da virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

    Palavra da Salvação.

    “Eis que conceberás e darás à luz um filho”.

    Deus nos convida a alegrarmo-nos. Podemos mesmo nem perceber, mas como Maria, nós também estamos cheios de graça.
    Estamos cheios de graça porque Deus nos ama e porque pela vida, morte e ressureição de seu Filho, Jesus Cristo, recebemos a mais sublime graça de sermos nós também os seus filhos.

    Muitas graças recebemos todos os dias. Vivemos num mundo belo e maravilhoso que Deus nos presenteia e renova a cada dia. E nos é prometido uma vida melhor ainda após a conclusão desta.

    Entre tantas graças temos também, uma Mãe, uma Irmã e Rainha, junto de Deus. Ela soube reconhecer a bondade e o amor de Deus, acolheu alegre a graça que é oferecida a toda a humanidade que é a vida em Cristo. Não atribuiu nada a si, mas fez-se menor e serva do altíssimo, colocou-se a serviço de todos, gerando e nutrindo o Salvador da humanidade. Hoje mesmo ela continua a ajudar neste projeto de Salvação, intercedendo por nós, ela continua a gerar e cuidar de seu Filho que habita em nós.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 6ª feira da 20ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Festa de Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina

    2 Coríntios 10,17-11,2

    Irmãos, 17 quem se gloria, glorie-se no Senhor. 18 Pois é aprovado só aquele que o Senhor recomenda, e não aquele que se recomenda a si mesmo. 11,1 Oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez da minha parte. Na verdade, vós me suportais. 2 Sinto por vós um amor ciumento, semelhante ao amor que Deus vos tem. Fui eu que vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura.

    Palavra do Senhor.

    Sl 148

    Vós, jovens, vós, moças e rapazes, / louvai todos o nome do Senhor!

    Louvai o Senhor Deus nos altos céus, / louvai-o no excelso firmamento! /
    Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, / louvai-o, legiões celestiais! – R.

    Reis da terra, povos todos, bendizei-o, / e vós, príncipes e todos os juízes; /
    e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, † anciãos e criancinhas, bendizei-o! /
    Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos. – R.

    A majestade e esplendor de sua glória / ultrapassam em grandeza o céu e a terra. /
    Ele exaltou seu povo eleito em poderio, / ele é o motivo de louvor para os seus santos. /
    É um hino para os filhos de Israel, / este povo que ele ama e lhe pertence. – R.

    Mateus 13,44-46

    Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44 “O reino dos céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45 O reino dos céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46 Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.

    Palavra da Salvação.

    “Ele vende todos os seus bens e compra aquele campo”.

    Quanto mais vamos descobrindo Deus e o conhecemos, mais o desejamos. Mas, na verdade, é Ele quem se revela a nós. Ele não está oculto para nos impedir de conhecê-lo, mas Ele quer que nós o conheçamos.

    Deus se revela a nós em Jesus Cristo, o rosto humano de Deus. Podemos conhecer Jesus pelo Evangelho, e participarmos de sua vida pela Eucaristia. Ele vai nos conduzir em segurança no bom caminho ao Pai, basta que confiemos Nele. Para tanto, temos que abandonar tudo que nos impede de nos entregarmos aos seus cuidados.

    Mas muitas vezes nos apegamos a tantas coisas, ideias e bens, e não deixamos Ele agir em nossa vida. Por nossa própria vontade esquecemos o grande tesouro que encontramos, oferecido de graça, e ficamos acomodados a uma vida incompleta e infeliz.

    Reflexão feita pelos noviços

  • Sábado da 20ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Festa de São Bartolomeu

    Apocalipse 21,9-14

    9 Um anjo falou comigo e disse: “Vem! Vou mostrar-te a noiva, a esposa do Cordeiro”. 10 Então me levou em espírito a uma montanha grande e alta. Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, 11 brilhando com a glória de Deus. Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de jaspe cristalino. 12 Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas. Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel. 13 Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente. 14 A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

    Palavra do Senhor.

    Sl 144(145)

    Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso!

    Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, / e os vossos santos com louvores vos bendigam! /
    Narrem a glória e o esplendor do vosso reino / e saibam proclamar vosso poder! – R.

    Para espalhar vossos prodígios entre os homens / e o fulgor de vosso reino esplendoroso. /
    O vosso reino é um reino para sempre, / vosso poder, de geração em geração. – R.

    É justo o Senhor em seus caminhos, / é santo em toda obra que ele faz. /
    Ele está perto da pessoa que o invoca, / de todo aquele que o invoca lealmente. – R.

    João 1,45-51

    45 Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na lei e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. 46 Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47 Jesus viu Natanael, que vinha para ele, e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48 Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49 Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”. 50 Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51 E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem”.

    Palavra da Salvação.

    “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”.

    Acontecem situações em nossa vida que nos inquietam nos faz buscar algo a mais que está nos faltando, que nos atrai e precisamos para a nossa vida.

    Podemos ficar com receio de sair em busca de algo novo: “pode sair disso algo de bom?”. Mas só vamos saber disso se buscarmos. Para a nossa sorte não estamos sozinhos nesta busca, porque Deus nos ajuda. Ele quer ser encontrado por nós, por isso nós da através do Espírito Santo, o saber e o discernimento. É muito importante discernir a origem das inspirações que recebemos e qual é a nossa motivação profunda, mas sempre confiar em Deus.

    Deus se revela a quem o busca com coração sincero. Ele está sempre nos acompanhando e nos capacitando para esse encontro, esperando com amor por nós.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 21º domingo do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Isaías 66,18-21

    Assim diz o Senhor: 18 “Eu, que conheço suas obras e seus pensamentos, virei para reunir todos os povos e línguas; eles virão e verão minha glória. 19 Porei no meio deles um sinal e enviarei, dentre os que foram salvos, mensageiros para os povos de Társis, Fut, Lud, Mosoc, Ros, Tubal e Javã, para as terras distantes e para aquelas que ainda não ouviram falar em mim e não viram minha glória. Esses enviados anunciarão às nações minha glória 20 e reconduzirão, de toda parte, até meu santo monte em Jerusalém, como oferenda ao Senhor, irmãos vossos a cavalo, em carros e liteiras, montados em mulas e dromedários – diz o Senhor –, e, como os filhos de Israel, levarão sua oferenda em vasos purificados para a casa do Senhor. 21 Escolherei dentre eles alguns para serem sacerdotes e levitas, diz o Senhor”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 116(117)

    Proclamai o evangelho a toda criatura!

    Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, / povos todos, festejai-o! – R.

    Pois comprovado é seu amor para conosco, / para sempre ele é fiel! – R.

    Hebreus 12,5-7.11-13

    Irmãos, 5 já esquecestes as palavras de encorajamento que vos foram dirigidas como a filhos: “Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não desanimes quando ele te repreende; 6 pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho”. 7 É para a vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata. Pois qual é o filho a quem o pai não corrige? 11 No momento mesmo, nenhuma correção parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados. 12 Portanto, “firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos; 13 acertai os passos dos vossos pés”, para que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 13,22-30

    Naquele tempo, 22 Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23 Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus respondeu: 24 “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25 Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. 26 Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti e tu ensinaste em nossas praças!’ 27 Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ 28 Ali haverá choro e ranger de dentes quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas, no reino de Deus e vós, porém, sendo lançados fora. 29 Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no reino de Deus. 30E assim há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos”.

    Palavra da Salvação.

    “Virão do oriente e do ocidente, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus”.

    As palavras de Jesus que hoje nos são dirigidas podem provocar certo embrulho no estômago pelo tom de ameaça que ele emprega para alertar aos judeus (e a nós) que não há lugar cativo, reservado para ninguém no Reino dos Céus. Esta mesma verdade já a ouvimos outras vezes, mas dita de modo diverso: que a salvação não é merecida por ninguém, mas oferecida generosamente por Deus independente dos méritos, entretanto, acompanhada por outras afirmações igualmente memorizadas, de que são família de Deus aqueles que ouvem a sua Palavra e a colocam em prática.

    Talvez o que pode nos angustiar mais agora é ouvir que outros possam passar à nossa frente, cristãos de carteirinha que batemos o cartão todos os domingos nas celebrações dominicais, por terem tido a coragem de viver como cristãos e não tão somente celebrar os cultos cristãos. A vida cristã supõe o distanciamento da injustiça, o reconhecimento de Deus no rosto dos irmãos, especialmente dos mais pobres. Se assim nos convertermos a viver, Deus poderá nos oferecer um lugar à sua mesa, para partilhar o pão conjuntamente com tantos outros irmãos e irmãs acolhidos por ele em sua misericórdia.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 2ª feira da 21ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Tessalonicenses 1,1-5.8-10

    1 Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos tessalonicenses, reunida em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: a vós, graça e paz! 2 Damos graças a Deus por todos vós, lembrando-vos sempre em nossas orações. 3 Diante de Deus, nosso Pai, recordamos sem cessar a atuação da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. 4 Sabemos, irmãos amados por Deus, que sois do número dos escolhidos. 5 Porque o nosso evangelho não chegou até vós somente por meio de palavras, mas também mediante a força que é o Espírito Santo; e isso com toda a abundância. Sabeis de que maneira procedemos entre vós, para o vosso bem. 8 A vossa fé em Deus propagou-se por toda parte. Assim, nós já nem precisamos falar, 9 pois as pessoas mesmas contam como vós nos acolhestes e como vos convertestes, abandonando os falsos deuses para servir ao Deus vivo e verdadeiro, 10 esperando dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos: Jesus, que nos livra do castigo que está por vir.

    Palavra do Senhor.

    Sl 149

    O Senhor ama seu povo de verdade.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo / e o seu louvor na assembleia dos fiéis! /
    Alegre-se Israel em quem o fez, / e Sião se rejubile no seu rei! – R.

    Com danças glorifiquem o seu nome, / toquem harpa e tambor em sua honra! /
    Porque, de fato, o Senhor ama seu povo / e coroa com vitória os seus humildes. – R.

    Exultem os fiéis por sua glória / e, cantando, se levantem de seus leitos, /
    com louvores do Senhor em sua boca. / Eis a glória para todos os seus santos. – R.

    Mateus 23,13-22

    Naquele tempo, disse Jesus: 13 “Ai de vós, mestres da lei e fariseus hipócritas! Vós fechais o reino dos céus aos homens. Vós, porém, não entrais nem deixais entrar aqueles que o desejam.[14] 15 Ai de vós, mestres da lei e fariseus hipócritas! Vós percorreis o mar e a terra para converter alguém e, quando o conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes pior do que vós. 16 Ai de vós, guias cegos! Vós dizeis: ‘Se alguém jura pelo templo, não vale; mas, se alguém jura pelo ouro do templo, então vale!’ 17 Insensatos e cegos! O que vale mais, o ouro ou o templo, que santifica o ouro? 18 Vós dizeis também: ‘Se alguém jura pelo altar, não vale; mas, se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, então vale!’ 19 Cegos! O que vale mais, a oferta ou o altar, que santifica a oferta? 20 Com efeito, quem jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21 E quem jura pelo templo, jura por ele e por Deus, que habita no templo. 22 E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado”.

    Palavra da Salvação.

    “Ai de vós, guias cegos!”.

    Jesus não poupa palavras para evidenciar o fatal erro dos fariseus: a hipocrisia. Homens tidos como puros que se propunham a guiar aos outros com seu exemplo e ensinamentos, mas que na verdade mais criavam empecilhos para a caminhada alheia com suas regrinhas que mais reforçavam seu ‘status quo’ que promoviam um aprofundamento da relação entre os homens e as mulheres com Deus.
    Entretanto, este alerta é igualmente válido para todos nós. Cuidemos para que nossos juízos morais não se coloquem entre a misericórdia de Deus e aquele que julgamos errados e pecadores. Cuidemos para que aquilo que dizemos não esteja tão distante daquilo que realmente vivemos e somos. Reconheçamos que há um único Mestre Senhor, um único Guia e Mediador: Jesus Cristo, aquele que deu sua vida, por amor, por cada um de nós e cuja vida pode ser, certamente, nosso modelo e critério de decisão para nossa própria história.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 3ª feira da 21ª semana do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de Santa Mônica

    1 Tessalonicenses 2,1-8

    1 Bem sabeis, irmãos, que nossa vinda até vós não foi em vão. 2 Apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como sabeis, encontramos em Deus a coragem de vos anunciar o evangelho em meio a grandes lutas. 3 A nossa exortação não se baseia no erro, na ambiguidade ou no desejo de enganar. 4 Ao contrário, uma vez que Deus nos achou dignos para que nos confiasse o evangelho, falamos não para agradar aos homens, mas a Deus, que examina os nossos corações. 5 Bem sabeis que nunca usamos palavras de adulação nem procedemos movidos por disfarçada ganância. Deus é testemunha disso. 6 E também não procuramos elogios humanos, nem da parte de vós nem de outros, 7 embora pudéssemos fazer valer a nossa autoridade de apóstolos de Cristo. Foi com muita ternura que nos apresentamos a vós como uma mãe que acalenta os seus filhinhos. 8 Tanto bem vos queríamos, que desejávamos dar-vos não somente o evangelho de Deus, mas até a própria vida; a tal ponto chegou a nossa afeição por vós.

    Palavra do Senhor.

    Salmo Responsorial: 138(139)

    Senhor, vós me sondais e conheceis.

    Senhor, vós me sondais e conheceis, / sabeis quando me sento ou me levanto; /
    de longe penetrais meus pensamentos, † percebeis quando me deito e quando eu ando, /
    os meus caminhos vos são todos conhecidos. – R.

    A palavra nem chegou à minha língua, / e já, Senhor, a conheceis inteiramente. /
    Por detrás e pela frente me envolveis; / pusestes sobre mim a vossa mão. /
    Essa verdade é por demais maravilhosa, / é tão sublime, que não posso compreendê-la. – R.

    Mateus 23,23-26

    Naquele tempo, disse Jesus: 23 “Ai de vós, mestres da lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vós deveríeis praticar isto sem, contudo, deixar aquilo. 24 Guias cegos! Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. 25 Ai de vós, mestres da lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. 26 Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo”.

    Palavra da Salvação.

    “Vós deveis praticar isto, sem contudo deixar aquilo”.

    Certamente Jesus não está colocando em descrédito a Lei dada por Moisés e observada pelos fariseus. Certamente ele não está condenando todas as demais regras que eram apresentadas em conjunto com a Lei e que formavam toda normativa religiosa judaica. Jesus está condenando a prática farisaica, e a tentação nossa cristã, de observar as mínimas rubricas e detalhes da doutrina e nos esquecermos de seu espírito e propósito: que era, segundo Jesus, a justiça, a misericórdia e a fidelidade.

    De que valeria a fidelidade às normas religiosas se elas não nos levassem a agirmos com justiça, a nos comprometermos com a misericórdia e nos mantermos na fidelidade à aliança firmada com Deus? As exigências de nossa Igreja, de nossa fé, devem nos levar à experiência do que significa viver como fiel discípulo de Jesus, o que significa experimentar o seu amor pelo mundo e pelos seus filhos e filhas. Caso contrário, seremos apenas membros de uma Igreja fria, desumana e repetidora de respostas que não compreende em celebrações que não nos dizem mais nada.

    Reflexão feita pelos noviços

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