Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Liturgia diária

abril/2020

  • 4ª-feira/5ª Semana da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Evangelho

    Daniel 3,14-20.24.49.91-92.95

    Naqueles dias, 14o rei Nabucodonosor tomou a palavra e disse: “É verdade, Sidrac, Misac e Abdênago, que não prestais culto a meus deuses e não adorais a estátua de ouro que mandei erguer? 15E agora, quando ouvirdes tocar trombeta, flauta, cítara, harpa, saltério e gaitas, e toda espécie de instrumentos, estais prontos a prostrar-vos e adorar a estátua que mandei fazer? Mas, se não fizerdes adoração, no mesmo instante sereis atirados na fornalha de fogo ardente; e qual é o deus que poderá libertar-vos de minhas mãos?” 16Sidrac, Misac e Abdênago responderam ao rei Nabucodonosor: “Não há necessidade de te respondermos sobre isso; 17se o nosso Deus, a quem rendemos culto, pode livrar-nos da fornalha de fogo ardente, ele também poderá libertar-nos de tuas mãos, ó rei. 18Mas, se ele não quiser libertar-nos, fica sabendo, ó rei, que nós não prestaremos culto a teus deuses e tampouco adoraremos a estátua de ouro que mandaste fazer”. 19A estas palavras, Nabucodonosor encheu-se de cólera contra Sidrac, Misac e Abdênago, a ponto de se alterar a expressão do rosto; deu ordem para acender a fornalha com sete vezes mais fogo que de costume; 20e encarregou os soldados mais fortes do exército para amarrarem Sidrac, Misac e Abdênago e os lançarem na fornalha de fogo ardente. 24Os três jovens andavam de cá para lá no meio das chamas, entoando hinos a Deus e bendizendo ao Senhor. 49Mas o anjo do Senhor tinha descido simultaneamente na fornalha para junto de Azarias e seus companheiros. 91O rei Nabucodonosor, tomado de pasmo, levantou-se apressadamente e perguntou a seus ministros: “Porventura, não lançamos três homens bem amarrados no meio do fogo?” Responderam ao rei: “É verdade, ó rei”. 92Disse este: “Mas eu estou vendo quatro homens andando livremente no meio do fogo, sem sofrerem nenhum mal, e o aspecto do quarto homem é semelhante ao de um filho de Deus”. 95Exclamou Nabucodonosor: “Bendito seja o Deus de Sidrac, Misac e Abdênago, que enviou seu anjo e libertou seus servos, que puseram nele sua confiança e transgrediram o decreto do rei, preferindo entregar suas vidas a servir e adorar qualquer outro deus que não fosse o seu Deus”.

    Palavra do Senhor.

    Sl Dn 3

    A vós louvor, honra e glória eternamente!

    Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. / A vós louvor, honra e glória eternamente! /
    Sede bendito, nome santo e glorioso. / A vós louvor, honra e glória eternamente! – R.

    No templo santo onde refulge a vossa glória. / A vós louvor, honra e glória eternamente! /
    E em vosso trono de poder vitorioso. / A vós louvor, honra e glória eternamente! – R.

    Sede bendito, que sondais as profundezas. / A vós louvor, honra e glória eternamente! /
    E superior aos querubins vos assentais. / A vós louvor, honra e glória eternamente! – R.

    Sede bendito no celeste firmamento. / A vós louvor, honra e glória eternamente! – R.

    Obras todas do Senhor, glorificai-o. / A ele louvor, honra e glória eternamente! – R.

    João 8,31-42

    – Naquele tempo, 31Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, 32e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. 33Responderam eles: “Somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘Vós vos tornareis livres’?” 34Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. 35O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. 36Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. 37Bem sei que sois descendentes de Abraão; no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. 38Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai”. 39Eles responderam então: “O nosso pai é Abraão”. Disse-lhes Jesus: “Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! 40Mas agora vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. 41Vós fazeis as obras do vosso pai”. Disseram-lhe, então: “Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus”. 42Respondeu-lhes Jesus: “Se Deus fosse vosso Pai, vós certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou”.

    Palavra da salvação.

  • 5ª-feira/5ª Semana da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Evangelho

    Gênesis 17,3-9

    Naqueles dias, 3Abrão prostrou-se com o rosto por terra. 4E Deus lhe disse: “Eis a minha aliança contigo: tu serás pai de uma multidão de nações. 5Já não te chamarás Abrão, mas o teu nome será Abraão, porque farei de ti o pai de uma multidão de nações. 6Farei crescer tua descendência infinitamente. Farei nascer de ti nações, e reis sairão de ti. 7Estabelecerei minha aliança entre mim e ti e teus descendentes para sempre; uma aliança eterna, para que eu seja teu Deus e o Deus de teus descendentes. 8A ti e aos teus descendentes darei a terra em que vives como estrangeiro, todo o país de Canaã como propriedade para sempre. E eu serei o Deus dos teus descendentes”. 9Deus disse a Abraão: “Guarda a minha aliança, tu e a tua descendência para sempre”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 104(105)

    O Senhor se lembra sempre da aliança!

    Procurai o Senhor Deus e seu poder, / buscai constantemente a sua face! /
    Lembrai as maravilhas que ele fez, / seus prodígios e as palavras de seus lábios! – R.

    Descendentes de Abraão, seu servidor, / e filhos de Jacó, seu escolhido, /
    ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, / vigoram suas leis em toda a terra. – R.

    Ele sempre se recorda da aliança, / promulgada a incontáveis gerações; /
    da aliança que ele fez com Abraão / e do seu santo juramento a Isaac. – R.

    João 8,51-59

    Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 51“Em verdade, em verdade, eu vos digo, se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte”. 52Disseram então os judeus: “Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: ‘Se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte’. 53Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes tu ser?” 54Jesus respondeu: “Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. 55No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56Vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia; ele o viu e alegrou-se”. 57Os judeus disseram-lhe então: “Nem sequer cinquenta anos tens e viste Abraão!?” 58Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou”. 59Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do templo.

    Palavra da salvação.

  • 6ª-feira/5ª Semana da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Jeremias 20,10-13

    Leitura do livro do profeta Jeremias – 10Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: “Denunciai-o, denunciemo-lo”. Todos os amigos observavam minhas falhas: “Talvez ele cometa um engano, e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele”. 11Mas o Senhor está ao meu lado como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga! 12Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa. 13Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus.

    Palavra do Senhor.

    Sl 17(18)

    Ao Senhor eu invoquei na minha angústia, / e ele escutou a minha voz.

    Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, / minha rocha, meu refúgio e salvador! – R.

    Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, † minha força e poderosa salvação, /
    sois meu escudo e proteção: em vós espero! / Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! /
    E dos meus perseguidores serei salvo! – R.

    Ondas da morte me envolveram totalmente, / e as torrentes da maldade me aterraram; /
    os laços do abismo me amarraram, / e a própria morte me prendeu em suas redes. – R.

    Ao Senhor eu invoquei na minha angústia / e elevei o meu clamor para o meu Deus; /
    de seu templo ele escutou a minha voz, / e chegou a seus ouvidos o meu grito. – R.

    João 10,31-42

    Naquele tempo, 31os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. 32E ele lhes disse: “Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?” 33Os judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque, sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!” 34Jesus disse: “Acaso não está escrito na vossa lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’? 35Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, 36por que então me acusais de blasfêmia quando eu digo que sou Filho de Deus, eu, a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? 37Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. 38Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”. 39Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. 40Jesus passou para o outro lado do Jordão e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. 41Muitos foram ter com ele e diziam: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem é verdade”. 42E muitos, ali, acreditaram nele.

    Palavra da salvação

    “Procuravam prender Jesus, mas ele escapou-lhes das mãos”.

    No Evangelho desta sexta-feira, Jesus encontra-se ainda em uma discussão com as autoridades judaicas. Porém, agora buscam apedrejar Jesus porque Ele revelou ser o Messias. Julgam Jesus sem deixar ele se defende e não levam em conta todas as obras boas que fez.

    Nos podemos cair no mesmo erro que os judeus, condenar alguém num primeiro momento sem levar em conta tudo aquilo que a pessoa fez de bom. O que ocorre com frequência em nossas comunidades é o julgamento, onde eu condeno a pessoa por conta de um comentário que vai contra o meu pensamento. Não damos abertura em nossas comunidades para o dialogo que pode evitar vários conflitos com os membros de nossas comunidades, familiares, colegas de trabalho etc.

    Portanto, vamos procurar cultivar em nossos corações uma abertura para o diálogo e não julgar o próximo descartando quem ele é sem buscar saber o que tem a nos oferecer de bom. Pois tudo que é bom é de Deus.

    Reflexão feita pelos noviços da Província

  • Sábado/5ª Semana da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Ezequiel 37,21-28

    21Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo vou tomar os israelitas do meio das nações para onde foram, vou recolhê-los de toda parte e reconduzi-los para a sua terra. 22Farei deles uma nação única no país, nos montes de Israel, e apenas um rei reinará sobre todos eles. Nunca mais formarão duas nações nem tornarão a dividir-se em dois reinos. 23Não se mancharão mais com os seus ídolos e nunca mais cometerão infames abominações. Eu os libertarei de todo pecado que cometeram em sua infidelidade e os purificarei. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. 24Meu servo Davi reinará sobre eles, e haverá para todos eles um único pastor. Viverão segundo meus preceitos e guardarão minhas leis, pondo-as em prática. 25Habitarão no país que dei ao meu servo Jacó, onde moraram vossos pais; ali habitarão para sempre, também eles, com seus filhos e netos, e o meu servo Davi será o seu príncipe para sempre. 26Farei com eles uma aliança de paz, será uma aliança eterna. Eu os estabelecerei e multiplicarei, e no meio deles colocarei meu santuário para sempre. 27Minha morada estará junto deles. Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 28Assim as nações saberão que eu, o Senhor, santifico Israel, por estar o meu santuário no meio deles para sempre”.

    Palavra do Senhor.

    Sl Jr 31

    O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.

    Ouvi, nações, a palavra do Senhor / e anunciai-a nas ilhas mais distantes: /
    “Quem dispersou Israel vai congregá-lo / e o guardará qual pastor a seu rebanho!” – R.

    Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó / e o libertou do poder do prepotente. /
    Voltarão para o monte de Sião, † entre brados e cantos de alegria / afluirão para as bênçãos do Senhor. – R.

    Então a virgem dançará alegremente, / também o jovem e o velho exultarão; /
    mudarei em alegria o seu luto, / serei consolo e conforto após a guerra. – R.

    João 11,45-56

    Naquele tempo, 45muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. 46Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito. 47Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o conselho e disseram: “O que faremos? Esse homem realiza muitos sinais. 48Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e destruirão o nosso lugar santo e a nossa nação”. 49Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: “Vós não entendeis nada. 50Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?” 51Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação. 52E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. 53A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus. 54Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. 55A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. 56Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no templo, comentavam entre si: “O que vos parece? Será que ele não vem para a festa?”

    Palavra da salvação.

    “E também para reunir na unidade os filhos de Deus dispersos”.

    O sumo sacerdote é profético ao dizer que um só homem deve morrer pelo bem do povo. Ao dizer isso, ele descreve qual é a missão do enviado de Deus. Pois, o Filho de Deus deveria sofrer com o peso dos pecados da humanidade para que pudesse salvar todos os filhos de Deus.

    O outro chefe judaico ainda acrescenta que Jesus será capaz de reunir os filhos dispersos pelo mundo. Através da morte e ressurreição de Cristo, a salvação estendeu-se para todos os povos e não somente para quem era judeu. Aqueles que estavam dispostos a assumir a cruz de Cristo e seguir o caminho que ele traçou estavam caminhando para a salvação.

    Portanto, nos devemos assumir com seriedade o Evangelho que é a grande estrada que nos leva ao Pai. A partir do momento que provamos do amor de Deus, começamos a compreender o que é a salvação e qual o verdadeiro sentido do sacrifício de Jesus na cruz.

    Reflexão feita pelos noviços da Província 

  • Domingo de Ramos

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Isaías 50,4-7

    Leitura do livro do profeta Isaías – 4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.

    Palavra do Senhor.

    Sl 21(22)

    Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

    Riem de mim todos aqueles que me veem, / torcem os lábios e sacodem a cabeça: /
    “Ao Senhor se confiou, ele o liberte / e agora o salve, se é verdade que ele o ama!” – R.

    Cães numerosos me rodeiam furiosos, / e por um bando de malvados fui cercado. /
    Transpassaram minhas mãos e os meus pés, / e eu posso contar todos os meus ossos. – R.

    Eles repartem entre si as minhas vestes / e sorteiam entre si a minha túnica. /
    Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, / ó minha força, vinde logo em meu socorro! – R.

    Anunciarei o vosso nome a meus irmãos / e no meio da assembleia hei de louvar-vos! /
    Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, † glorificai-o, descendentes de Jacó, /
    e respeitai-o, toda a raça de Israel! – R.

    Filipenses 2,6-11

    Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses – 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 27,11-54 – mais breve

    Jesus Cristo se tornou obediente, / obediente até a morte numa cruz; / pelo que o Senhor Deus o exaltou / e deu-lhe um nome muito acima de outro nome (Fl 2,8s). – R.

    N (Narrador): Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:

    L (Leitor): Tu és o rei dos judeus?

    N: Jesus declarou:

    P (Presidente): É como dizes.

    N: 12E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:

    L: Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?

    N: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

    L: Quem vós quereis que eu solte: Barrabás ou Jesus, a quem chamam de Cristo?

    N: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:

    L: Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele.

    N: 20Porém os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:

    L: Qual dos dois quereis que eu solte?

    N: Eles gritaram:

    G: (Grupo ou assembleia): Barrabás.

    N: 22Pilatos perguntou:

    L: Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?

    N: Todos gritaram:

    G: Seja crucificado!

    N: 23Pilatos falou:

    L: Mas que mal ele fez?

    N: Eles, porém, gritaram com mais força:

    G: Seja crucificado!

    N: 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse:

    L: Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!

    N: 25O povo todo respondeu:

    G: Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos.

    N: 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:

    G: Salve, rei dos judeus!

    N: 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus, puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o rei dos judeus”. 38Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

    G: 40Tu que ias destruir o templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

    N: 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:

    G: 42A outros salvou… a si mesmo não pode salvar! É rei de Israel… Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.

    N: 44Do mesmo modo, também os dois ladrões, que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

    P: Eli, eli, lamá sabactâni?

    N: Que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

    G: Ele está chamando Elias!

    N: 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:

    G: Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!

    N: 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.

    Todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

    N: 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na cidade santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:

    G: Ele era mesmo Filho de Deus!

    N: Palavra da salvação.

    “Bendito o que vem em nome do Senhor”.

    Neste domingo Ramos, início da Semana Santa, somos chamados a refletir sobre a entrada de Jesus em Jerusalém para celebrar a festa da Páscoa.

    Neste trecho do Evangelho, Jesus apresenta-se como um rei pobre e humilde montado em um jumento. A multidão que segue Jesus, aclama com gritos de louvores: “Bendito o que vem em nome do Senhor”, reconhecendo Jesus como aquele que caminha à nossa frente  e mostra o caminho que nos leva ao Pai.

    Hoje, somos este povo que grita: “Bendito o que vem em nome do Senhor”, pois reconhecemos que Jesus é o guia de nossa vida. Portanto, busquemos associar-nos à multidão que segue Jesus, e bradamos juntos: “Hosana nas alturas”!

    Reflexão feita pelos noviços da Província

  • Semana Santa: 2ª-feira

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Isaías 42,1-7

    Leitura do livro do profeta Isaías – 1“Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minha alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega, mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos”. 5Isto diz o Senhor Deus, que criou o céu e o estendeu, firmou a terra e tudo que dela germina, que dá a respiração aos seus habitantes e o sopro da vida ao que nela se move: 6“Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 26(27)

    O Senhor é minha luz e salvação.

    O Senhor é minha luz e salvação; / de quem eu terei medo? /
    O Senhor é a proteção da minha vida; / perante quem eu tremerei? – R.

    Quando avançam os malvados contra mim, / querendo devorar-me, /
    são eles, inimigos e opressores, / que tropeçam e sucumbem. – R.

    Se contra mim um exército se armar, / não temerá meu coração; /
    se contra mim uma batalha estourar, / mesmo assim confiarei. – R.

    Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver / na terra dos viventes. /
    Espera no Senhor e tem coragem, / espera no Senhor! – R.

    João 12,1-11

    1Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo. 4Então falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: 5“Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?” 6Judas falou assim não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. 7Jesus, porém, disse: “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura. 8Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis”. 9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus havia ressuscitado dos mortos. 10Então os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.

    Palavra da salvação.

    “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura”.

    Judas Iscariotes comenta a cena do Evangelho recriminado Maria por usar um perfume caro para ungir os pés de Jesus. Na opinião de Judas Iscariotes, ela deveria vender e dar o dinheiro aos pobres.

    O que está por trás da ação de Maria é simplesmente oferecer a Deus o que tem de melhor. Os dons que  possuo, foram Deus que me concedeu e, como forma de agradecer, vou colocá-los a serviço do irmão. Foi isto que Maria fez.

    Judas Iscariotes não estava na mesma dinâmica de Maria. Ele prefere reter para si os dons que Deus concede. Logo, ele não oferecerá a Deus o que tem de melhor, pois está com o seu coração fechado em si mesmo.

    Jesus diz que é para deixar que ela ofereça o que ela tem de melhor, porque ela compreendeu o  sacrifício de Jesus na cruz. Ele entregou-se totalmente ao Pai, cumprindo a missão que foi confiada até o fim. Portanto, procuremos colocar os nossos dons a serviço de Deus e aos irmãos, cultivando em nosso coração um espírito de gratidão a Deus.

    Reflexão feita pelos noviços da Província

  • Semana Santa: 3ª-feira

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Isaías 49,1-6

    1Nações marinhas, ouvi-me; povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer; desde o ventre de minha mãe, ele tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3e disse-me: “Tu és o meu servo, Israel, em quem serei glorificado”. 4E eu disse: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa”. 5E, agora, diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor, esta é a minha glória. 6Disse ele: “Não basta seres meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 70(71)

    Minha boca anunciará vossa justiça.

    Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor, / que eu não seja envergonhado para sempre! /
    Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! / Escutai a minha voz, vinde salvar-me! – R.

    Sede uma rocha protetora para mim, / um abrigo bem seguro que me salve! /
    Porque sois a minha força e meu amparo, † o meu refúgio, proteção e segurança! /
    Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio. – R.

    Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, / em vós confio desde a minha juventude! /
    Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, / desde o seio maternal, o meu amparo. – R.

    Minha boca anunciará todos os dias / vossa justiça e vossas graças incontáveis. /
    Vós me ensinastes desde a minha juventude, / e até hoje canto as vossas maravilhas. – R.

    João 13,21-33.36-38

    Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: “Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”. 22Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando. 23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: “Senhor, quem é?” 26Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho”. Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27Depois do pedaço de pão, satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: “O que tens a fazer, executa-o depressa”. 28Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: “Compra o que precisamos para a festa” ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite. 31Depois que Judas saiu, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”. 36Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe: “Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde”. 37Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!” 38Respondeu Jesus: “Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo, o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”.

    Palavra da salvação.

    “Um de vós me entregará… O galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”.

    Quando nos colocamos a caminhar com Jesus, devemos ter em mente que passaremos por Jerusalém e pelo Calvário. Nessa caminhada, devemos ter abertura à palavra do próprio Jesus. Não bastam ações exteriores, mas o coração tem de estar unido ao coração de Deus.

    Estar com Jesus é se permitir  contínua mudança,  que transforma a mente e o coração. Corremos o risco de, nesse percurso, selecionarmos o que gostamos da mensagem do Cristo e seu modo de vida e excluirmos de nossa percepção todas as provocações e apelos que Ele nos faz. O nosso coração não pode ser o mesmo; devemos buscar progredir no amor de Deus. O Senhor Jesus, nosso Salvador, nos faz analisarmos como está nossa fidelidade ao projeto que ele começou.

    Reflexão feita pelos noviços da Província

  • Semana Santa: 4ª-feira

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Isaías 50,4-9a

    4 O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo.

    5 O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6 Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba: não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7 Mas o Senhor Deus é o meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado. 8 A meu lado está quem me justifica; alguém me fará objeções? Vejamos. Quem é meu adversário? Aproxime-se. 9 Sim, o Senhor Deus é meu Auxiliador; quem é que me vai condenar?

    Palavra do Senhor

    Sl 68

    — Respondei-me pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus.

    — Respondei-me pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus.

    — Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe. Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram com fogo abrasador: e os insultos de infiéis que vos ultrajam recaíram todos eles sobre mim!

    — O insulto me partiu o coração; eu esperei que alguém, de mim tivesse pena; procurei quem me aliviasse e não achei! Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre!

    — Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria! Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos.

    Mt 26,14-25

    Naquele tempo, 14 um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15 e disse: “Que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16 E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17 No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?” 18 Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’”.

    19 Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20 Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21 Enquanto comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”. 22 Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?”

    23 J esus respondeu: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24 O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” 25 Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.

    Palavra da Salvação

    “O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que o trair”.

    A Semana Santa nos faz pensarmos na liberdade dada por Deus a nós: o não de Judas e o sim de Cristo. Como estamos usando nossa liberdade? Como geradora de vida ou de morte? Nós precisamos tomar a decisão de aderir ao plano do Pai que Jesus nos revelou ou não. Neste processo, quaisquer máscaras que servem para disfarçar nossa incoerência mediante o Evangelho só nos enganam. O sim generoso de Jesus perdurou uma vida inteira. Enfrentou oposição, tentação, medos e renúncias até que o levou a Jerusalém para a prova final. Nossa vida deve tornar-se capaz de dizer e concretizar um verdadeiro sim ao modo do Filho de Deus. Somente junto a Ele a nossa liberdade se atrela à confiança de que teremos sempre o auxílio de seu Espírito nesta trajetória.

    Reflexão feita pelos noviços da Província

  • Semana Santa: Ceia do Senhor

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Êx 12,1-8.11-14

    Naqueles dias, 1o Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito: 2”Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano. 3 Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel, dizendo: ‘No décimo dia deste mês, cada um tome um cordeiro por família, um cordeiro para cada casa.

    4 Se a família não for bastante numerosa para comer um cordeiro, convidará também o vizinho mais próximo, de acordo com o número de pessoas. Deveis calcular o número de comensais, conforme o tamanho do cordeiro. 5 O cordeiro será sem defeito, macho, de um ano. Podereis escolher tanto um cordeiro, como um cabrito: 6 e devereis guardá-lo preso até ao dia catorze deste mês. Então toda a comunidade de Israel reunida o imolará ao cair da tarde. 7 Tomareis um pouco do seu sangue e untareis os marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerem. 8 Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. 11 Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. E comereis às pressas, pois é a Páscoa, isto é, a ‘Passagem’ do Senhor!

    12 E naquela noite passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor. 13 O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora, quando eu ferir a terra do Egito. 14 Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar por todas as gerações, como instituição perpétua’”.

    Palavra do Senhor

    Sl 115

    — O cálice por nós abençoado/ é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

    — O cálice por nós abençoado/ é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

    — Que poderei retribuir ao Senhor Deus/ por tudo aquilo que ele fez em meu favor?/ Elevo o cálice da minha salvação,/ invocando o nome santo do Senhor.

    — É sentida por demais pelo Senhor/ a morte de seus santos, seus amigos./ Eis que sou o vosso servo, ó Senhor,/ mas me quebrastes os grilhões da escravidão!

    — Por isso oferto um sacrifício de louvor,/ invocando o nome santo do Senhor./ Vou cumprir minhas promessas ao Senhor/ na presença de seu povo reunido.

    1Cor 11,23-26

    Irmãos: 23O que eu recebi do Senhor, foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”.

    25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha.

    Palavra do Senhor

    Jo 13,1-15

    1 Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.

    2 Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3 Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4 levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5 Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6 Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7 Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”.

    8 Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. 9 Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”.

    10 Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”.

    11 Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”.

    12 Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13 Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14 Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15 Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”.

    Palavra da Salvação

    “Amou-os até o fim”.

    Deus se humilha a ponto de assumir a nossa humanidade e hoje, como servo, o Senhor nos mostra que a vida é um serviço, uma doação ao outro. Jesus, nosso Mestre, lava os pés dos discípulos, invertendo os papéis: os discípulos que deveriam servir o mestre não o contrário.

    Jesus nos dá o maior mandamento: que amemo-nos uns aos outros com o amor de Deus. Um amor que não põe barreiras, um amor que não espera ser servido, elogia, conquistado e reconhecido, um amor que quebra a vaidade, um amor que se põe na presença do outro para colaborar, para edificar, amor que se torna serviço. Somos chamados a lavar os pés uns dos outros todos os dias.

    Para isso, é necessário deixarmos de lado os nossos desejos egoístas, prestar atenção aos irmãos e irmãs, permitir-se ouvir ao apelo que há de sagrado no próximo. O desejo de Deus é que unamo-nos a ele, e só poderemos ser um com ele se estivermos na postura daquele que trabalha para o bem do outro.

    Reflexão feita pelos noviços da Província

  • Sexta da Paixão do Senhor

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Is 52,13 – 53,12

    13 Ei-lo, o meu Servo será bem-sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. 14 Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo — tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano —, 15 do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram.

    53,1 Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? 2 Diante do Senhor ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. 3 Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele. 4 A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado!

    5 Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. 6 Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós.

    7 Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. 8 Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo foi golpeado até morrer. 9 Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal nem se encontrou falsidade em suas palavras. 10 O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor.

    11 Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu Servo, o Justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. 12 Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores.

    Palavra do Senhor

    Sl 30

    — Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

    — Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

    — Senhor, eu ponho em vós minha esperança;/ que eu não fique envergonhado eternamente!/ Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,/ porque vós me salvareis, ó Deus fiel.

    — Tornei-me o opróbrio do inimigo,/ o desprezo e zombaria dos vizinhos,/ e objeto de pavor para os amigos;/ fogem de mim os que me veem pela rua./ Os corações me esqueceram como um morto,/ e tornei-me como um vaso espedaçado.

    — A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio,/ e afirmo que só vós sois o meu Deus!/ Eu entrego em vossas mãos o meu destino;/ libertai-me do inimigo e do opressor!

    — Mostrai serena a vossa face ao vosso servo,/ e salvai-me pela vossa compaixão!/ Fortalecei os corações, tende coragem,/ todos vós que ao Senhor vos confiais!

    Hb 4,14-16; 5,7-9

    Irmãos: 14Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 16Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno.

    5,7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus, por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

     Palavra do Senhor

    Anúncio da Paixão de Cristo

    Jo 18,1-19,42

    Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João.

    Naquele tempo, 1 Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2 Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3 Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4 Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:

    — ”A quem procurais?”

    Narrador 1: 5 Responderam:

    — “A Jesus, o Nazareno”.

    Narrador 1: Ele disse:

    — “Sou eu”.

    Narrador 1: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6 Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7 De novo lhes perguntou:

    — “A quem procurais?”

    Narrador 1: Eles responderam:

    — “A Jesus, o Nazareno”.

    Narrador 1: 8 Jesus respondeu:

    — “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.

    Narrador 1: 9 Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:

    — “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”.

    Narrador 2: 10 Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro:

    — “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”

    Narrador 1: 12 Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13 Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14 Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: “É preferível que um só morra pelo povo”.

    Narrador 2: 15 Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16 Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17 A criada que guardava a porta disse a Pedro: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?” Ele respondeu: “Não!”

    18 Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19 Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20 Jesus lhe respondeu:

    — “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21 Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”.

    Narrador 1: 22 Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?” 23 Respondeu-lhe Jesus:

    — ”Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”

    Narrador 1: 24 Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25 Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?” Pedro negou: “Não!” 26 Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse: “Será que não te vi no jardim com ele?”

    Narrador 2: 27 Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28 De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29 Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse: “Que acusação apresentais contra este homem?” 30 Eles responderam:

    — “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”

    Narrador 2: 31 Pilatos disse: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”. Os judeus lhe responderam:

    — “Nós não podemos condenar ninguém à morte”.

    Narrador 2: 32 Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33 Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” 34 Jesus respondeu:

    — “Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isso de mim?”

    Narrador 2: 35 Pilatos falou: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?” 36 Jesus respondeu:

    — “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.

    Narrador 2: 37 Pilatos disse a Jesus: “Então, tu és rei?” Jesus respondeu:

    — “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.

    Narrador 1: 38 Pilatos disse a Jesus: “O que é a verdade?” Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39 Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?” 40 Então, começaram a gritar de novo:

    — “Este não, mas Barrabás!”

    Narrador 1: Barrabás era um bandido. 19,1 Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2 Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3 aproximavam-se dele e diziam:

    — “Viva o rei dos judeus!”

    Narrador 1: E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu de novo e disse aos judeus: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”. 5 Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:

    — “Eis o homem!”

    Narrador 1: 6 Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:

    — “Crucifica-o! Crucifica-o!”

    Narrador 1: Pilatos respondeu: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”. 7 Os judeus responderam: “Nós temos uma Lei, e, segundo essa Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”. 8 Ao ouvir essas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9 Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus: “De onde és tu?” Jesus ficou calado. 10 então Pilatos disse: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?” 11 Jesus respondeu:

    — “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.

    Narrador 2: 12 Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:

    — “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”.

    Narrador 2: 13 Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico “Gábata”. 14 Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: “Eis o vosso rei!” 15 Eles, porém, gritavam:

    — “Fora! Fora! Crucifica-o!”

    Narrador 2: Pilatos disse: “Hei de crucificar o vosso rei?” Os sumos sacerdotes responderam:

    — “Não temos outro rei senão César”.

    Narrador 2: 16 Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17 Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado “Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18 Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:

    — “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.

    Narrador 2: 20 Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21 Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”. 22 Pilatos respondeu: “O que escrevi, está escrito”.

    Narrador 1: 23 Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. 24 Disseram então entre si: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”. Assim se cumpria a Escritura que diz:

    — “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.

    Narrador 1: Assim procederam os soldados. 25 Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:

    — “Mulher, este é o teu filho”.

    Narrador 1: 27 Depois disse ao discípulo:

    — “Esta é a tua mãe”.

    Narrador 1: Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:

    — “Tenho sede”.

    Narrador 1: 29 Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30 Ele tomou o vinagre e disse:

    — “Tudo está consumado”.

    Narrador 1: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

    (Todos se ajoelham – Silêncio.)

    Narrador 2: 31 Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32 Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33 Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34 mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

    — 35 Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro;

    Narrador 2: e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36 Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz:

    — “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”.

    Narrador 2: 37 E outra Escritura ainda diz:

    — “Olharão para aquele que transpassaram”.

    Narrador 1: 38 Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39 Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40 Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar.

    Narrador 2: 41 No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42 Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.

    Palavra da Salvação

    ‘Tudo está consumado’. E logo saiu sangue e água. Envolveram o corpo de Jesus com os aromas, em faixas de linho”.

    Jesus, o Filho de Deus, é o Pastor  que dá sua vida livremente em favor de todas as suas ovelhas. Ao seguirmos seus passos, se faz necessário passarmos pelo medo e vergonha da cruz, que em nosso cotidiano se revela na dificuldade de construirmos vida em nossa família, nosso trabalho, na relação com vizinhos e colegas o Reino de Deus.

    Jesus não foi enviado por Deus para morrer. Ele foi enviado para nos mostrar a verdadeira essência e sentido da vida: formarmos um só com nosso Criador e Pai. Ele assumiu radicalmente essa missão que o Pai lhe deu e aceitou prontamente as últimas consequências de seu amor: a Paixão e Morte de Cruz.

    Nesse dia de silêncio, oração e jejum, unamos nossos corações com todos aqueles que sofrem carregando a sua cruz. Unamos nossa vida à vida d’Aquele que nos tirou das trevas.

    Reflexão feita pelos noviços da Província

  • Sábado Santo – Vigília Pascal

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Leituras
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Gn 1,1–2,2

    1 No princípio Deus criou o céu e a terra. 2 A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.

    3 Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz se fez. 4 Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. 5 E à luz Deus chamou “dia” e às trevas, “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia.

    6 Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, separando umas das outras”. 7 E Deus fez o firmamento, e separou as águas que estavam embaixo das que estavam em cima do firmamento. E assim se fez. 8 Ao firmamento Deus chamou “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia.

    9 Deus disse: “Juntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar e apareça o solo enxuto!” E assim se fez. 10 Ao solo enxuto Deus chamou “terra” e ao ajuntamento das águas, “mar”. E Deus viu que era bom.

    11 Deus disse: “A terra faça brotar vegetação e plantas que deem semente, e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, que tenham nele a sua semente sobre a terra”. E assim se fez. 12 E a terra produziu vegetação e plantas que trazem semente segundo a sua espécie, e árvores que dão fruto tendo nele a semente da sua espécie. E Deus viu que era bom. 13 Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia.

    14 Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento do céu, para separar o dia da noite. Que sirvam de sinais para marcar as festas, os dias e os anos, 15 e que resplandeçam no firmamento do céu e iluminem a terra”. E assim se fez. 16 Deus fez os dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir o dia, e o luzeiro menor para presidir à noite, e as estrelas. 17 Deus colocou-os no firmamento do céu para alumiar a terra, 18 para presidir ao dia e à noite e separar a luz das trevas. E Deus viu que era bom. 19 E houve uma tarde e uma manhã: quarto dia.

    20 Deus disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu”.

    21 Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies, e todas as aves, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 22 E Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. 23 Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia.

    24 Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies”. E assim se fez.

    25 Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as suas espécies e todos os répteis do solo, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom.

    26 Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais de toda a terra, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”.

    27 E  Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28 E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”.

    29 E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30 E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez.

    31 E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.

    2,1 E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2 No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera.

     Palavra do Senhor

    Sl 103

    — Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.

    — Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.

    — Bendize, ó minha alma, ao Senhor!/ Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!/ De majestade e esplendor vos revestis/ e de luz vos envolveis como num manto.

    — A terra vós firmastes em suas bases,/ ficará firme pelos séculos sem fim;/ os mares a cobriam como um manto,/ e as águas envolviam as montanhas.

    — Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes/ que passam serpeando entre as montanhas;/ às suas margens vêm morar os passarinhos,/ entre os ramos eles erguem o seu canto.

    — De vossa casa as montanhas irrigais,/ com vossos frutos saciais a terra inteira;/ fazeis crescer os verdes pastos para o gado/ e as plantas que são úteis para o homem.

    — Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras,/ e que sabedoria em todas elas!/ Encheu-se a terra com as vossas criaturas!/ Bendize, ó minha alma, ao Senhor!


    Sl 15

    — Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

    — Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

    — Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,/ meu destino está seguro em vossas mãos!/ Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,/ pois se o tenho a meu lado não vacilo.

    — Eis porque meu coração está em festa,/ minha alma rejubila de alegria,/ e até meu corpo no repouso está tranquilo;/ pois não haveis de me deixar entregue à morte,/ nem vosso amigo conhecer a corrupção.

    — Vós me ensinais vosso caminho para a vida;/ junto a vós, felicidade sem limites,/ delícia eterna e alegria ao vosso lado!


    Êx 15,1-6.17-18

    — Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória!

    — Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória!

    — Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória:/ precipitou no Mar Vermelho o cavalo e o cavaleiro!/ O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar,/ pois foi ele neste dia para mim libertação!/ Ele é meu Deus e o louvarei, Deus de meu pai, e o honrarei.

    — O Senhor é um Deus guerreiro;/ o seu nome é “Onipotente”./ Os soldados e os carros do Faraó jogou no mar;/ seus melhores capitães afogou no mar Vermelho,

    — Afundaram como pedras e as ondas os cobriram./ Ó Senhor, o vosso braço é duma força insuperável!/ Ó Senhor, o vosso braço esmigalhou os inimigos!

    — Vosso povo levareis e o plantareis em vosso Monte,/ no lugar que preparastes para a vossa habitação,/ no Santuário construído pelas vossas próprias mãos./ O Senhor há de reinar eternamente, pelos séculos!


    Sl 29

    — Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes!

    — Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes!

    — Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes,/ e não deixastes rir de mim meus inimigos!/ Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes,/ quando estava já morrendo!

    — Cantai salmos ao Senhor, povo fiel,/ dai-lhe graças e invocai seu santo nome!/ Pois sua ira dura apenas um momento,/ mas sua bondade permanece a vida inteira;/ se à tarde vem o pranto visitar-nos,/ de manhã vem saudar-nos a alegria.

    — Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade!/ Sede, Senhor, o meu abrigo protetor!/ Transformastes o meu pranto em uma festa,/ Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!


    Is 12,2-6

    — Com alegria bebereis do manancial da salvação.

    — Com alegria bebereis do manancial da salvação.

    — Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo;/ o Senhor é minha força, meu louvor e salvação./ Com alegria bebereis do manancial da salvação.

    — E direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor,/ invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas,/ entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime.

    — Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos,/ publicai em toda a terra suas grandes maravilhas!/ Exultai cantando alegres, habitantes de Sião,/ porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!”


    Sl 18B

    — Senhor, tens palavras de vida eterna.

    — Senhor, tens palavras de vida eterna.

    — A lei do Senhor Deus é perfeita,/ conforto para a alma!/ O testemunho do Senhor é fiel,/ sabedoria dos humildes.

    — Os preceitos do Senhor são precisos,/ alegria ao coração./ O mandamento do Senhor é brilhante,/ para os olhos é uma luz.

    — É puro o temor do Senhor,/ imutável para sempre./ Os julgamentos do Senhor são corretos/ e justos igualmente.

    — Mais desejáveis do que o ouro são eles,/ do que o ouro refinado./ Suas palavras são mais doces que o mel,/ que o mel que sai dos favos.


    Sl 50

    — Criai em mim um coração que seja puro!

    — Criai em mim um coração que seja puro!

    — Criai em mim um coração que seja puro,/ dai-me de novo um espírito decidido./ Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,/ nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

    — Dai-me de novo a alegria de ser salvo/ e confirmai-me com espírito generoso!/ Ensinarei vosso caminho aos pecadores,/ e para vós se voltarão os transviados.

    — Pois não são de vosso agrado os sacrifícios,/ e, se oferto um holocausto, o rejeitais./ Meu sacrifício é minha alma penitente,/ não desprezeis um coração arrependido!

    Segunda Leitura
    Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18)

    Naqueles dias, 1 Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2 E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”.

    9 a Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10 Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho.

    11 E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!”. 12 E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”.

    13 Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho.

    15 O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16 e lhe disse: “Juro por mim mesmo — oráculo do Senhor —, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17 eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18 Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”.

     Palavra do Senhor


    Terceira Leitura
    Êx 14,15 – 15,1

    Naqueles dias: 15 O Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim por socorro? Dize aos filhos de Israel que se ponham em marcha. 16 Quanto a ti, ergue a vara, estende o braço sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. 17 De minha parte, endurecerei o coração dos egípcios, para que sigam atrás deles, e eu seja glorificado às custas do Faraó, e de todo o seu exército, dos seus carros e cavaleiros. 18 E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu for glorificado às custas do Faraó, dos seus carros e cavaleiros”.

    19 Então, o anjo do Senhor, que caminhava à frente do acampamento dos filhos de Israel, mudou de posição e foi para trás deles; e com ele, ao mesmo tempo, a coluna de nuvem, que estava na frente, colocou-se atrás, 20 inserindo-se entre o acampamento dos egípcios e o acampamento dos filhos de Israel. Para aqueles a nuvem era tenebrosa, para estes, iluminava a noite. Assim, durante a noite inteira, uns não puderam aproximar-se dos outros.

    21 Moisés estendeu a mão sobre o mar, e durante toda a noite o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito forte; e as águas se dividiram. 22 Então, os filhos de Israel entraram pelo meio do mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam como que uma muralha à direita e à esquerda.

    23 Os egípcios puseram-se a persegui-los, e todos os cavalos do Faraó, carros e cavaleiros os seguiram mar adentro.

    24 Ora, de madrugada, o Senhor lançou um olhar, desde a coluna de fogo e da nuvem, sobre as tropas egípcias e as pôs em pânico. 25 Bloqueou as rodas dos seus carros, de modo que só a muito custo podiam avançar. Disseram, então, os egípcios: “Fujamos de Israel! Pois o Senhor combate a favor deles, contra nós”. 26 O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem contra os egípcios, seus carros e cavaleiros”.

    27 Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar voltou ao seu leito normal, enquanto os egípcios, em fuga, corriam ao encontro das águas, e o Senhor os mergulhou no meio das ondas.

    28 As águas voltaram e cobriram carros, cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinha entrado no mar em perseguição a Israel. Não escapou um só. 29 Os filhos de Israel, ao contrário, tinham passado a pé enxuto pelo meio do mar, cujas águas lhes formavam uma muralha à direita e à esquerda.

    30 Naquele dia, o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar, 31 e a mão poderosa do Senhor agir contra eles. O povo temeu o Senhor, e teve fé no Senhor e em Moisés, seu servo. 15,1 Então, Moisés e os filhos de Israel cantaram ao Senhor este cântico.

    Palavra do Senhor


    Quarta Leitura
    Is 54, 5-14)

    5 Teu esposo é aquele que te criou, seu nome é Senhor dos exércitos; teu redentor, o Santo de Israel, chama-se Deus de toda a terra. 6 O Senhor te chamou, como a mulher abandonada e de alma aflita; como a esposa repudiada na mocidade, falou o teu Deus. 7 Por um breve instante eu te abandonei, mas com imensa compaixão volto a acolher-te. 8 Num momento de indignação, por um pouco ocultei de ti minha face, mas com misericórdia eterna compadeci-me de ti, diz teu Salvador, o Senhor. 9 Como fiz nos dias de Noé, a quem jurei nunca mais inundar a terra, assim juro que não me irritarei contra ti nem te farei ameaças. 10 Podem os montes recuar e as colinas abalar-se, mas minha misericórdia não se apartará de ti, nada fará mudar a aliança de minha paz, diz o teu misericordioso Senhor. 11 Pobrezinha, batida por vendavais, sem nenhum consolo, eis que assentarei tuas pedras sobre rubis, e tuas bases sobre safiras; 12 revestirei de jaspe tuas fortificações, e teus portões, de pedras preciosas, e todos os teus muros, de pedra escolhida. 13 Todos os teus filhos serão discípulos do Senhor, teus filhos possuirão muita paz; 14 terás a justiça por fundamento. Longe da opressão, nada terás a temer; serás livre do terror, porque ele não se aproximará de ti.

    Palavra do Senhor


    Quinta Leitura
    Is 55,1-11

    Assim diz o Senhor: 1“Ó vós todos, que estais com sede, vinde às águas; vós, que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga. 2 Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão; desperdiçar o salário, senão com satisfação completa? Ouvi-me com atenção e alimentai-vos bem, para deleite e revigoramento do vosso corpo.

    3 Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno, manterei fielmente as graças concedidas a Davi. 4 Eis que fiz dele uma testemunha para os povos, chefe e mestre para as nações. 5 Eis que chamarás uma nação que não conhecias, e acorrerão a ti povos que não te conheciam, por causa do Senhor, teu Deus, e do Santo de Israel, que te glorificou.

    6 Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. 7 Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para o nosso Deus, que é generoso no perdão. 8 Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. 9 Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra. 10 Como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11 assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la”.

    Palavra do Senhor


    Sexta Leitura
    Br 3,9-15.32–4,4

    9 Ouve, Israel, os preceitos da vida; presta atenção, para aprenderes a sabedoria. 10 Que se passa, Israel? Como é que te encontras em terra inimiga? 11 Envelheceste num país estrangeiro, e te contaminaste com os mortos, foste contado entre os que descem à mansão dos mortos. 12 Abandonaste a fonte da sabedoria! 13 Se tivesses continuado no caminho de Deus, viverias em paz para sempre. 14 Aprende onde está a sabedoria, onde está a fortaleza e onde está a inteligência, e aprenderás também onde está a longevidade e a vida, onde está o brilho dos olhos e a paz. 15 Quem descobriu onde está a sabedoria? Quem penetrou em seus tesouros? 32 Aquele que tudo sabe, conhece-a, descobriu-a com sua inteligência; aquele que criou a terra para sempre e a encheu de animais e quadrúpedes; 33 aquele que manda a luz, e ela vai, chama-a de volta, e ela obedece tremendo. 34 As estrelas cintilam em seus postos de guarda e alegram-se; 35 ele as chama, e elas respondem: “Aqui estamos”; e alumiam com alegria o que as fez. 36 Este é o nosso Deus, e nenhum outro pode comparar-se com ele. 37 Ele revelou todo o caminho da sabedoria a Jacó, seu servo, e a Israel, seu bem-amado. 38 Depois, ela foi vista sobre a terra e habitou entre os homens.

    4,1 A sabedoria é o livro dos mandamentos de Deus, é a lei que permanece para sempre. Todos os que a seguem, têm a vida, e os que a abandonam, têm a morte. 2 Volta-te, Jacó, e abraça-a; marcha para o esplendor, à sua luz. 3 Não dês a outro a tua glória nem cedas a uma nação estranha teus privilégios. 4 Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus.

    Palavra do Senhor


    Sétima Leitura
    Ez 36,16-17a.18-28

    16 A Palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 17 o “Filho do homem, os da casa de Israel estavam morando em sua terra. Mancharam-na com sua conduta e suas más ações. 18 Então derramei sobre eles a minha ira, por causa do sangue que derramaram no país e dos ídolos com os quais o mancharam. 19 Eu dispersei-os entre as nações, e eles foram espalhados pelos países. Julguei-os de acordo com sua conduta e suas más ações. 20 Quando eles chegaram às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome; pois deles se comentava: ‘Esse é o povo do Senhor; mas tiveram de sair do seu país!´ 21 Então eu tive pena do meu santo nome que a casa de Israel estava profanando entre as nações para onde foi. 22 Por isso, dize à casa de Israel: ‘Assim fala o Senhor Deus: Não é por causa de vós que eu vou agir, casa de Israel, mas por causa do meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. 23 Vou mostrar a santidade do meu grande nome, que profanastes no meio das nações. As nações saberão que eu sou o Senhor – oráculo do Senhor Deus –, quando eu manifestar minha santidade à vista delas por meio de vós. 24 Eu vos tirarei do meio das nações, vos reunirei de todos os países, e vos conduzirei para a vossa terra. 25 Derramarei sobre vós uma água pura, e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. 26 Eu vos darei um coração novo e porei um espírito novo dentro de vós. Arrancarei do vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne; 27 porei meu espírito dentro de vós e farei com que sigais a minha lei e cuideis de observar os meus mandamentos. 28 Habitareis no país que dei a vossos pais. Sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus”.

    Palavra do Senhor


    Oitava Leitura
    Rm 6,3-11

    Irmãos: 3 Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados? 4 Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova.

    5 Pois, se fomos de certo modo identificados a Jesus Cristo por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição. 6 Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo de pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado. 7 Com efeito, aquele que morreu está livre do pecado.

    8 Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. 9 Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. 10 Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive. 11 Assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo.

    Palavra do Senhor

    Mt 28,1-10

    1 Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2 De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. 3 Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4 Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram, e ficaram como mortos.

    5 Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. 6 Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. 7 Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”.

    8 As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos.

    9 De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: “Alegrai-vos!”

    As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”.

    Palavra da Salvação

    “Ele ressuscitou e vai à vossa frente para a Galileia”.

    Após o grande silêncio de Deus e d’Aquele que foi fiel ao Pai até o final, vemos o Deus da vida triunfar sobre toda opressão, violência e morte que existem. A partir deste dia, a vida tem um colorido novo, as coisas ganham novo significado, a vida retoma o seu sentido: Cristo Jesus é o Vencedor!

    A fidelidade de Jesus aos planos do Pai nos inspira a imitá-lo e entregarmos aos seus planos, abrindo mão de muitos projetos e sonhos nossos para sonharmos aquilo que Deus sonhou para nós: vida e em abundância.

    Devemos levar ressurreição onde passarmos: sendo homens e mulheres íntimos de Deus, que vivem em oração e trabalham por um mundo em que se realizem os planos de Deus. Tudo isso feito no comum do dia a dia. A ressurreição de Jesus acontece para nós hoje: com ele morremos e com ele viveremos.

    Reflexão feita pelos noviços da Província

     

  • Domingo de Páscoa

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    At 10,34a.37-43

    Naqueles dias, 34aPedro tomou a palavra e disse: 37“Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele.

    39E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz. 40Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se 41não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos. 42E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos. 43Todos os profetas dão testemunho dele: ‘Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados’”.

    Palavra do Senhor

    Sl 117

    — Este é o dia que o Senhor fez para nós:/ alegremo-nos e nele exultemos!

    — Este é o dia que o Senhor fez para nós:/ alegremo-nos e nele exultemos!

    — Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!/ “Eterna é a sua misericórdia!”/ A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”

    — A mão direita do Senhor fez maravilhas,/ a mão direita do Senhor me levantou./ Não morrerei, mas ao contrário, viverei/ para cantar as grandes obras do Senhor!

    — A pedra que os pedreiros rejeitaram,/ tornou-se agora a pedra angular./ Pelo Senhor é que foi feito tudo isso./ Que maravilhas ele fez a nossos olhos!

    Cl 3,1-4

    Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, 2onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. 4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.

    Palavra do Senhor

    Jo 20,1-9

    1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.

    3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.

    8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou. 9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

    Palavra da Salvação

    “Ele devia ressuscitar dos mortos”.

    A Paixão, a Morte e a Ressurreição do Senhor são o centro de nossa fé. O Mistério do Senhor Jesus deve mover a nossa vida. Assim como Maria Madalena, somos impulsionados a levar aos nossos irmãos e irmãs a ressurreição do Filho de Deus. Essa caminhada rumo à ressurreição não pode ser percorrida sozinho. Nós somos um corpo; cada membro deve ter individualmente sua convicção que o Senhor está vivo e que ele é para sempre nosso Mestre, e se pôr a anunciar as maravilhas operadas por Deus junto com toda a Igreja.

    É no nosso dia a dia que vai sendo vivido e anunciado a morte e ressurreição do Cristo. Unimo-nos à cruz do Senhor nas tribulações, provações, perseguições, enfermidades em nossas vidas e nas dos outros. Unimo-nos, também, à ressurreição na libertação, na bênção, em situações que geram vida, que geram o bem não só a mim, mas ao outro.

    Reflexão feita pelos noviços da Província

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