Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Liturgia diária

setembro/2020

  • 3ª-feira da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Primeira Leitura:

    Irmãos, 10 o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus. 11Quem dentre os homens conhece o que se passa no homem, senão o espírito do homem que está nele? Assim também, ninguém conhece o que existe em Deus, a não ser o Espírito de Deus. 12Nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos os dons da graça que Deus nos concedeu. 13Desses dons também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com a sabedoria aprendida do Espírito: assim, ajustamos uma linguagem espiritual às realidades espirituais. 14O homem psíquico – o que fica no nível de suas capacidades naturais – não aceita o que é do Espírito de Deus, pois isso lhe parece uma insensatez. Ele não é capaz de conhecer o que vem do Espírito, porque tudo isso só pode ser julgado com a ajuda do mesmo Espírito. 15Ao contrário, o homem espiritual – enriquecido com o dom do Espírito -julga tudo, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 16Com efeito, quem conheceu o pensamento do Senhor, de maneira a poder aconselhá-lo? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo.

    Palavra do Senhor.

    Sl 144(145)

    É justo o Senhor em seus caminhos.

    Misericórdia e piedade é o Senhor, / ele é amor, é paciência, é compaixão. /
    O Senhor é muito bom para com todos, / sua ternura abraça toda criatura. – R.

    Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, / e os vossos santos com louvores vos bendigam! /
    Narrem a glória e o esplendor do vosso reino / e saibam proclamar vosso poder! – R.

    Para espalhar vossos prodígios entre os homens / e o fulgor de vosso reino esplendoroso. /
    O vosso reino é um reino para sempre, / vosso poder, de geração em geração. – R.

    O Senhor é amor fiel em sua palavra, / é santidade em toda obra que ele faz. /
    Ele sustenta todo aquele que vacila / e levanta todo aquele que tombou. – R.

    Lucas 4,31-37

    Naquele tempo, 31 Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32 As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33 Na sinagoga havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34 “O que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!” 35 Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele e não lhe fez mal nenhum. 36 O espanto se apossou de todos, e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros com autoridade e poder, e eles saem”. 37 E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

    Palavra da salvação

    “Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!”

    O espírito impuro que se dirige a Jesus é repelido com a autoridade que Jesus tem sobre este. O espírito mal se cala. Jesus inicia seu ministério ensinando e curando com autoridade que lhe é conferida pelo Pai. Deve ficar claro que falar com autoridade é diferente de ser autoritário, o que Jesus não foi durante seu ministério. Falar com autoridade é a capacidade de falar de uma forma que quem ouve deseje seguir o mestre e ser fiel. Pois estas sábias palavras cheias de vida os cativa a um novo seguimento em sua vida. Nas nossas comunidades devemos cuidar para não fazer desta palavra que cativa, palavras autoritárias que, ao invés de aproximar o irmão para este seguimento do amor, o afasta por conta do peso e do autoritarismo que colocamos nas falas de Jesus. Portanto, procuremos anunciar esta Palavra que com uma autoridade que cativa e não uma palavra autoritária que causa afasta o irmão.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Coríntios 3,1-9

    1 Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. 2Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais? 4Quando um declara: “Eu sou de Paulo”, e outro: “Eu sou de Apolo”, não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? 5Pois o que é Apolo? O que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. 6Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. 7De modo que nem o que planta nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus. 8Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. 9Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.

    Palavra do Senhor.

    Sl 32(33)

    Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

    Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, / e a nação que escolheu por sua herança! /
    Dos altos céus o Senhor olha e observa; / ele se inclina para olhar todos os homens. – R.

    Ele contempla do lugar onde reside / e vê a todos os que habitam sobre a terra. /
    Ele formou o coração de cada um / e por todos os seus atos se interessa. – R.

    No Senhor nós esperamos confiantes, / porque ele é nosso auxílio e proteção! /
    Por isso o nosso coração se alegra nele, / seu santo nome é nossa única esperança. – R.

    Lucas 4,38-44

    Naquele tempo, 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo de que os deixasse. 43Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa-nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44E pregava nas sinagogas da Judeia.

    Palavra da salvação.

    “Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus
    também
    a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado.”

    O evangelista conclui este trecho do Evangelho com Jesus dizendo que “deve anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também as outras cidades, porque para isso é que fui enviado”. Jesus anuncia, em poucas palavras, qual é a sua missão, anunciar a Boa nova do Reino, ou seja, ele não ficará residindo em uma única cidade, mas sim percorrerá toda a sua região difundindo seu ministério. Jesus foi enviado para todos os povos da terra, para sentir no coração arder a chama desta palavra cativante. Somos chamados, através do nosso batismo, a sermos cooperadores desta ação missionaria que Jesus iniciou no Jordão e fazer chegar até os confins da terra o anúncio da Boa Nova do Reino. Ao sairmos de nossos lares para trabalhar, ao entrarmos em contato com o próximo, estaremos anunciando e testemunhando o Reino de Deus que acontece em nosso meio. A ação missionaria do cristão deve ser no cotidiano nas diversas situações onde o Evangelho se encarna em nosso meio.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    São Gregório Magno

    1 Coríntios 3,18-23

    Irmãos, 18 ninguém se iluda: se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio de verdade; 19 pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus. Com efeito, está escrito: “Ele apanha os sábios em sua própria astúcia”, 20 e ainda: “O Senhor conhece os pensamentos dos sábios; sabe que são vãos”. 21 Portanto, que ninguém ponha a sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: 22 Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, tudo é vosso, 23 mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.

    Palavra do Senhor.

    Sl 23(24)

    Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

    Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, / o mundo inteiro com os seres que o povoam; /
    porque ele a tornou firme sobre os mares / e, sobre as águas, a mantém inabalável. – R.

    “Quem subirá até o monte do Senhor, / quem ficará em sua santa habitação?” /
    “Quem tem mãos puras e inocente coração, / quem não dirige sua mente para o crime. – R.

    Sobre este desce a bênção do Senhor / e a recompensa de seu Deus e salvador.” /
    “É assim a geração dos que o procuram / e do Deus de Israel buscam a face.” – R.

    Lucas 5,1-11

    Naquele tempo, 1 Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a Palavra de Deus. 2 Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3 Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois, sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. 4 Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 5 Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 6 Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes, que as redes se rompiam. 7 Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. 8 Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9 É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10 Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante, tu serás pescador de homens”. 11 Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

    Palavra da salvação.

    “Deixaram tudo e O seguiram”

    Jesus reforça o convite de adesão ao seu reino nos nossos dias através deste Evangelho. Seguir Jesus implica largar tudo e colocar-se a disposição para a continuidade da obra salvifica de Cristo. Para seguir Jesus deve-se deixar para traz tudo aquilo que pesa e impede a caminhada como, por exemplo, os ideais e pensamentos que se fazem presente nos nosso meio que ferem o Evangelho de Cristo. A sociedade atual propõe um individualismo onde na vida corrida do homem moderno, o próximo não tem espaço em sua agenda. Seguir Jesus e assumir a vivencia dos valores evangélicos no nosso cotidiano sendo anunciadores dessa Boa Nova. Assim como os pescadores creram nas palavras de Jesus e largaram tudo para segui-lo, também procuremos crer com fidelidade nas palavras de vida do Cristo e largar tudo aquilo que nos amarra e nos impede de viver e anunciar essa mensagem e contribuir para a construção do Reino em nosso meio.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Coríntios 4,1-5

    Irmãos, 1 que todo o mundo nos considere como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. 2A esse respeito, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis. 3 Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por algum tribunal humano. Nem eu me julgo a mim mesmo. 4 É verdade que a minha consciência não me acusa de nada. Mas não é por isso que eu posso ser considerado justo. 5 Quem me julga é o Senhor. Portanto, não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que tiver merecido.

    Palavra do Senhor.

    Sl 36(37)

    A salvação de quem é justo vem de Deus.

    Confia no Senhor e faze o bem, / e sobre a terra habitarás em segurança. /
    Coloca no Senhor tua alegria, / e ele dará o que pedir teu coração. – R.

    Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; / confia nele, e com certeza ele agirá. /
    Fará brilhar tua inocência como a luz, / e o teu direito, como o sol do meio-dia. – R.

    Afasta-te do mal e faze o bem, / e terás tua morada para sempre. /
    Porque o Senhor Deus ama a justiça, / e jamais ele abandona os seus amigos. – R.

    A salvação dos piedosos vem de Deus; / ele os protege nos momentos de aflição. /
    O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, † defende-os e protege-os contra os ímpios, /
    e os guarda porque nele confiaram. – R.

    Lucas 5,33-39

    Naquele tempo, 33 os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. 34 Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35 Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”. 36 Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37 Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama, e os odres se perdem. 38 Vinho novo deve ser colocado em odres novos. 39E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo, porque diz: o velho é melhor”.

    Palavra da salvação.

    “E ninguém, depois de beber vinho velho,
    deseja vinho novo, porque diz: o velho é melhor”

    Jesus compara o período em quem convive com os seus discípulos como um grande banquete nupcial onde ele é o esposo. Se este é um momento festivo, deve haver alegria e a vida deve ser levada com leveza, não uma vida carrancuda e cheia de amarguras que nos faz sermos pessoas insuportáveis. Os apóstolos souberam compreender com exatidão esta mensagem de Jesus, vivendo esta vida alegre. A mensagem que eles anunciaram após o Pentecostes foi a vivência da alegria cristã e da leveza da vida quando se entrega nas mãos de Deus e busca viver a sua Palavra. Esta é a alegria que deve contagiar a vida do cristão, este deve ser o sal que dá gosto na vida do irmão, esta deve ser a luz na vida da comunidade a liberdade da vivência da missão batismal e não como um fardo que tenho que impor nas costas. Se fizermos do Evangelho um fardo pesado, estaremos contrariando aquilo que Jesus diz que o seu fardo é leve ou que cada um suporta a cruz que consegue carregar. Portanto, procuremos cultivar está alegria em nossa vida, em nossa comunidade para fazer da nossa vida cristã uma festa nupcial.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • Sábado da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Coríntios 4,6-15

    6 Irmãos, apliquei essa doutrina a mim e a Apolo por causa de vós, para que o nosso exemplo vos ensine a não vos inchar de orgulho, tomando o partido de um contra outro, e a “não ir além daquilo que está escrito”. 7 Com efeito, quem é que te faz melhor que os outros? O que tens que não tenhas recebido? Mas, se recebeste tudo que tens, por que, então, te glorias, como se não o tivesses recebido? 8 Vós já estais saciados! Já vos enriquecestes! Sem nós, já começastes a reinar! Oxalá estivésseis mesmo reinando, para nós também reinarmos convosco! 9Na verdade, parece-me que Deus nos apresentou, a nós, apóstolos, em último lugar, como pessoas condenadas à morte. Tornamo-nos um espetáculo para o mundo, para os anjos e os homens. 10 Nós somos os tolos por causa de Cristo; vós, porém, os sábios nas coisas de Cristo. Nós somos os fracos; vós, os fortes. Vós sois tratados com toda a estima e atenção, e nós, com todo o desprezo. 11 Até a presente hora, padecemos fome, sede e nudez; somos esbofeteados e vivemos errantes; 12 fadiga-nos, trabalhando com as nossas mãos; somos injuriados, e abençoamos; somos perseguidos, e suportamos; 13 somos caluniados, e exortamos. Tornamo-nos como que o lixo do mundo, a escória do universo, até o presente. 14 Escrevo-vos tudo isso não com a intenção de vos envergonhar, mas para vos admoestar como meus filhos queridos. 15De fato, mesmo que tivésseis dez mil educadores na vida em Cristo, não tendes muitos pais. Pois fui eu que, pelo anúncio do Evangelho, vos gerei em Jesus Cristo.

    Palavra do Senhor.

    Sl 144(145)

    O Senhor está perto de quem o invoca!

    É justo o Senhor em seus caminhos, / é santo em toda obra que ele faz. /
    Ele está perto da pessoa que o invoca, / de todo aquele que o invoca lealmente. – R.

    O Senhor cumpre os desejos dos que o temem, / ele escuta os seus clamores e os salva. /
    O Senhor guarda todo aquele que o ama, / mas dispersa e extermina os que são ímpios. – R.

    Que a minha boca cante a glória do Senhor † e que bendiga todo ser seu nome santo /
    desde agora, para sempre e pelos séculos. – R.

    Lucas 6,1-5

    Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. 2 Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?” 3 Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam sentindo fome? 4 Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. 5E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”.

    Palavra da salvação.

    “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?”

    Este trecho do Evangelho e mais um dos inúmeros casos onde Jesus faz alguma coisa que vai contra a tradição farisaica do sábado. Os fariseus cobram explicações de Jesus do porquê ter agido assim no dia de sábado. Temos uma leve tentação, assim como os fariseus, de julgar as pessoas porque agem de forma diferente da nossa. Poucas são as vezes que paramos para tentar entender o que esta acontecendo. Em geral, já temos um julgamento predefinido para os fatos que acontecem. Porém, as coisas podem não ser como julgávamos. Foi o que aconteceu com Jesus. Os fariseus estavam presos nas suas convicções e ritualismos que não foram capazes de perceber e compreender quem era Jesus, o Senhor do sábado. Portanto, cuidemos para não cairmos no mesmo erro que os fariseus, julgando e condenando as coisas que acontecem ao nosso redor sem buscar entender o que se passa.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 23º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Ezequiel 33,7-9

    Leitura da profecia de Ezequiel – Assim diz o Senhor: 7“Quanto a ti, filho do homem, eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os deves advertir em meu nome. 8 Se eu disser ao ímpio que ele vai morrer, e tu não lhe falares, advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio vai morrer por própria culpa, mas eu te pedirei contas da sua morte. 9 Mas, se advertires o ímpio a respeito de sua conduta, para que se arrependa, e ele não se arrepender, o ímpio morrerá por própria culpa, porém tu salvarás tua vida”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 94(95)

    Não fecheis o coração; ouvi hoje a voz de Deus!

    Vinde, exultemos de alegria no Senhor, / aclamemos o rochedo que nos salva! /
    Ao seu encontro caminhemos com louvores / e, com cantos de alegria, o celebremos! – R.

    Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, / e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! /
    Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, † e nós somos o seu povo e seu rebanho, /
    as ovelhas que conduz com sua mão. – R.

    Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / “Não fecheis os corações como em Meriba, /
    como em Massa, no deserto, aquele dia, † em que outrora vossos pais me provocaram, /
    apesar de terem visto as minhas obras”. – R.

    Romanos 13,8-10

    Irmãos, 8 não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei. 9 De fato, os mandamentos: “Não cometerás adultério”, “não matarás”, ”não roubarás”, “não cobiçarás” e qualquer outro mandamento se resumem neste: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. 10 O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 18,15-20

    Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 15“Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18 Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra será desligado no céu. 19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. 20 Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.

    Palavra da salvação.

    “Se ele te ouvir, tu ganharás o teu irmão.”

    O Evangelho deste domingo traz uma característica primordial do cristão no seguimento de Jesus a humildade ativa para com Deus e os irmãos. Essa humildade Jesus apresenta quando você vai até o irmão que pecou contra ti para reconduzi-lo ao caminho de Deus. Porém, o trecho do evangelho apresenta orientações concretas de como proceder com este irmão sem faltar com a caridade. Antes de condenar este irmão deve-se busca-lo assim como o pastor que busca a ovelha perdida e reconduzir ao caminho correto. Mas, temos uma tentação imediata de condenar e não de ir ao encontro. Logo, temos que repensar os julgamentos que fazemos para o próximo e rever o que fazemos para ajudar o irmão que errou. Este espirito de correção dos irmãos que erram deve ser realizado com base na oração. Portanto, cultivemos esse espirito de cuidado com o outro para auxilia-lo fraternalmente na caminhada da busca do Reino de Deus.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Coríntios 5,1-8

    Irmãos, 1 é voz geral que está acontecendo, entre vós, um caso de imoralidade; e de imoralidade tal, que nem entre os pagãos costuma acontecer: um dentre vós está convivendo com a própria madrasta. 2No entanto, estais inchados de orgulho, ao invés de vestirdes luto, a fim de que fosse tirado do meio de vós aquele que assim procede? 3 Pois bem, embora ausente de corpo, mas presente em espírito, eu julguei, como se estivesse aí entre vós, esse tal que tem procedido assim: 4em nome do Senhor Jesus – estando vós e eu espiritualmente reunidos com o poder do Senhor nosso, Jesus -, entreguemos tal homem a satanás, para a ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo, no dia do Senhor. 6 Vós vos gloriais sem razão! Acaso ignorais que um pouco de fermento leveda a massa toda? 7 Lançai fora o fermento velho, para que sejais uma massa nova, já que deveis ser sem fermento. Pois o nosso cordeiro pascal, Cristo, já está imolado. 8 Assim, celebremos a festa não com velho fermento nem com fermento de maldade ou de perversidade, mas com os pães ázimos da pureza e de verdade.

    Palavra do Senhor.

    Sl 5

    Na vossa justiça guiai-me, Senhor!

    Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, /
    não pode o mau morar convosco; / nem os ímpios poderão permanecer / perante os vossos olhos. – R.

    Detestais o que pratica a iniquidade / e destruís o mentiroso. /
    Ó Senhor, abominais o sanguinário, / o perverso e enganador. – R.

    Mas exulte de alegria todo aquele / que em vós se refugia; /
    sob a vossa proteção se regozijem / os que amam vosso nome! – R.

    Lucas 6,6-11

    Aconteceu, num dia de sábado, 6 que Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. 7 Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para verem se Jesus iria curá-lo em dia de sábado e assim encontrarem motivo para acusá-lo. 8 Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio”. Ele se levantou e ficou de pé. 9 Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto, o que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” 10 Então, Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. 11 Eles ficaram com muita raiva e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.

    Palavra da salvação.

    “Observavam, para verem se Jesus curaria em dia de sábado.”

    Jesus é Mestre. Sua forma de interpretar as Escrituras e os acontecimentos acompanham a sua vida e invadem os corações das pessoas que estão dispostas a encontrar a salvação. A mão seca representa a miséria humana e Jesus não a ignora. Sua mensagem é acontecimento de libertação e a cura que realizou autentifica a intenção do Senhor de resgatar a pessoa toda, seja a história pessoal com suas belezas e tristezas, seja a dignidade da vida e a superação de sistemas corruptos e sem rosto. Por seu amor, Cristo salva.

    O mesmo vigor e autoridade com que Jesus prega acompanham as suas ações. “É lícito” e dever do cristão ser capaz de sair de si mesmo para enxergar o outro e fazer o bem a este e salvar a vida de quem, como o homem da mão seca, está inquieto e desejoso por liberdade.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Natividade de Nossa Senhora

    Miquéias 5,1-4

    Assim diz o Senhor: 1“Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de ti há de sair aquele que dominará em Israel; sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade. 2 Deus deixará seu povo ao abandono, até o tempo em que uma mãe der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel. 3 Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus; os homens viverão em paz, pois ele agora estenderá o poder até os confins da terra, 4 e ele mesmo será a paz”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 70(71); 12(13)

    Exulto de alegria no Senhor.

    Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, † desde o seio maternal, o meu amparo: /
    para vós o meu louvor eternamente! – R.

    Uma vez que confiei no vosso amor, † meu coração, por vosso auxílio, rejubile, /
    e que eu vos cante pelo bem que me fizestes! – R.

    Mateus 1,1-16.18-23 ou 18-23

    1 Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2 Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos. 3 Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar. Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram; 4 Aram gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; 5 Salmon gerou Booz, cuja mãe era Raab. Booz gerou Obed, cuja mãe era Rute. Obed gerou Jessé. 6 Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, daquela que tinha sido a mulher de Urias. 7 Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8 Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; 9 Ozias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10 Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias. 11 Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. 12 Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13 Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; 14 Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15 Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó. 16 Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo.

    [18 A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19 José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. 20 Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho e lhe disse: “José, filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 22 Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23 “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.]

    Palavra da salvação.

    “O que nela foi gerado vem do Espírito Santo.”

    A Grande Promessa de Deus se cumpriu: Deus habitou nossa terra e nos guia de volta a ele. E foi por meio da recepção de uma jovem, chamada Maria, que permitiu-se participar do projeto de Deus, que o próprio Senhor tornou-se parte integrante da História da Humanidade. E é por meio do “sim” de cada um de nós que o Reino de Deus vai sendo construído. Um “sim” que é dito, primeiramente, como acolhida pessoal do próprio Deus e do Evangelho. Após esta resposta, surge o “sim” ao serviço: corresponder com a mente, o coração e com as mãos o que a boca professa como verdade.

    Não somos nós que vamos concluir a obra de Deus, a nossa Salvação no mundo. Foi Deus quem iniciou sua obra e será quem a finalizará. O que podemos fazer é trazermos dignidade as pessoas juntamente com a misericórdia de Deus e a alegria do Espírito Santo.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Coríntios 7,25-31

    Irmãos, 25a respeito das pessoas solteiras, não tenho nenhum mandamento do Senhor. Mas, como alguém que, por misericórdia de Deus, merece confiança, dou uma opinião: 26 penso que, em razão das angústias presentes, é vantajoso não se casar, é bom cada qual estar assim. 27 Estás ligado a uma mulher? Não procures desligar-te. Não estás ligado a nenhuma mulher? Não procures ligar-te. 28 Se, porém, casares, não pecas. E se a virgem se casar, não peca. Mas as pessoas casadas terão as tribulações da vida matrimonial; e eu gostaria de poupar-vos isso. 29 Eu digo, irmãos, o tempo está abreviado. Então, que, doravante, os que têm mulher vivam como se não tivessem mulher; 30e os que choram, como se não chorassem, e os que estão alegres, como se não estivessem alegres, e os que fazem compras, como se não possuíssem coisa alguma; 31e os que usam do mundo, como se dele não estivessem gozando. Pois a figura deste mundo passa.

    Palavra do Senhor.

    Sl 44(45)

    Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto!

    Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: / “Esquecei vosso povo e a casa paterna! /
    Que o rei se encante com vossa beleza! / Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! – R.

    Majestosa, a princesa real vem chegando, / vestida de ricos brocados de ouro. /
    Em vestes vistosas ao rei se dirige, / e as virgens amigas lhe formam cortejo. – R.

    Entre cantos de festa e com grande alegria, / ingressam, então, no palácio real”. /
    Deixareis vossos pais, mas tereis muitos filhos; / fareis deles os reis soberanos da terra. – R.

    Lucas 6,20-26

    Naquele tempo, 20 Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21 Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! 22 Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome por causa do Filho do Homem! 23 Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24Mas ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26 Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

    Palavra da salvação.

    “Bem-aventurados vós, os pobres. Mas, ai de vós, ricos.”

    Todo mundo busca ser feliz, embora cada pessoa possa ter a sua compreensão sobre felicidade. Para alguns, ela seria encontrada numa vida sem conflitos; para outros, em bens materiais; para outros, numa família bem estruturada; para outros, numa vida movimentada repleta de sorrisos, aventuras e garra. A nossa mente é muito criativa ao imaginar o bem para nós mesmos. Mas, para Jesus, as bem-aventuranças são o coração de sua mensagem de salvação: É extremamente feliz quem é desapegado de si, por causa de Deus, e ama o próximo; é extremamente feliz os que desejam as grandes coisas do Reino de Deus e sofrem agora ao tentar vivê-las; é extremamente feliz quem é perseguido por causa de Jesus. Mas são extremamente infelizes os que gloriam-se de si mesmos, os que põem nas riquezas a sua vida, os que não se esforçam por voltar a Deus continuamente.

    Aqueles que entram na dinâmica do Evangelho percebem que a verdadeira alegria está na perseverança em tornar a Palavra vivida. Neste sentido, as bem-aventuranças suscitam nos seguidores de Cristo o desejo e a força de continuarem sua missão.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Coríntios 8,1-7.11-13

    Irmãos, 1 o conhecimento incha, a caridade é que constrói. 2 Se alguém acha que conhece bem alguma coisa, ainda não sabe como deveria saber. 3 Mas se alguém ama a Deus, ele é conhecido por Deus! 4 Quanto ao comer as carnes de animais sacrificados aos ídolos, nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo e que Deus é um só. 5 É verdade que alguns são chamados deuses, no céu ou na terra, e muita gente pensa que existem muitos deuses e muitos senhores. 6 Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai, de quem vêm todos os seres e para quem nós existimos. E, ainda, para nós, existe um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe, e nós também existimos por ele. 7 Mas nem todos têm esse conhecimento. De fato, alguns, habituados, até o presente, ao culto dos ídolos, comem da carne dos sacrifícios como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos. E assim a sua consciência, que é fraca, fica manchada. 11 E então, por causa do teu conhecimento, perece o fraco, o irmão pelo qual Cristo morreu. 12 Pecando, assim, contra os irmãos e ferindo a consciência deles, que é fraca, é contra Cristo que pecais. 13 Por isso, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, nunca mais comerei carne, para não escandalizar meu irmão.

    Palavra do Senhor.

    Sl 138(139)

    Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

    Senhor, vós me sondais e conheceis, / sabeis quando me sento ou me levanto; /
    de longe penetrais meus pensamentos, † percebeis quando me deito e quando eu ando, /
    os meus caminhos vos são todos conhecidos. – R.

    Fostes vós que me formastes as entranhas, / e no seio de minha mãe vós me tecestes. /
    Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, † porque de modo admirável me formastes! /
    Que prodígio e maravilha as vossas obras! – R.

    Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, / examinai-me e provai meus pensamentos! /
    Vede bem se não estou no mau caminho / e conduzi-me no caminho para a vida! – R.

    Lucas 6,27-38

    Naquele tempo, falou Jesus aos seus discípulos: 27“A vós que me escutais, eu digo: amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28 bendizei os que vos amaldiçoam e rezai por aqueles que vos caluniam. 29 Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 3 Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32 Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35 Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36 Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque, com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

    Palavra da salvação.

    “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso”

    Os cristãos serão reconhecidos como verdadeiros discípulos de Jesus à medida que amarem sem condições ao próximo e ao inimigo. Amar quem nos ama é muito fácil e, igualmente, amar aqueles que não se opõem a nós. Mas amar os inimigos é a melhor forma de medir o quanto somos fiéis ao Mandamento do Amor.

    Inimigo não é só quem nos odeia, também podemos entender como aqueles que não nos desejam o bem, não concordam conosco, aqueles que são, de fato, peso para nós e que por vezes sugam as nossas boas intensões. São eles muito preciosos para os seguidores de Jesus. É por eles que devemos rezar, que devemos, muitas vezes, dar a cara à tapa, e sermos criativos ao ponto de não nos deixarmos esfriarmos por causa de desavenças, medos e insucessos. Por fim, é a misericórdia que experimentamos de Deus que refletirá nas nossas ações.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Coríntios 9,16-19.22-27

    Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 16 pregar o Evangelho não é, para mim, motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o Evangelho! 17 Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. 18 Em que consiste então o meu salário? Em pregar o Evangelho, oferecendo-o de graça e sem usar os direitos que o Evangelho me dá. 19 Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 22 Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. 23 Por causa do Evangelho eu faço tudo, para ter parte nele. 24 Acaso não sabeis que os que correm no estádio correm todos juntos, mas um só ganha o prêmio? Correi de tal maneira, que conquisteis o prêmio. 25 Todo atleta se sujeita a uma disciplina rigorosa em relação a tudo, e eles procedem assim para receberem uma coroa corruptível. Quanto a nós, a coroa que buscamos é incorruptível! 26 Por isso eu corro, mas não à toa. Eu luto, mas não como quem dá murros no ar. 27 Trato duramente o meu corpo e o subjugo, para não acontecer que, depois de ter proclamado a Boa-nova aos outros, eu mesmo seja reprovado.

    Palavra do Senhor.

    Sl 83(84)

    Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

    Minha alma desfalece de saudades / e anseia pelos átrios do Senhor! /
    Meu coração e minha carne rejubilam / e exultam de alegria no Deus vivo! – R.

    Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, † e a andorinha ali prepara o seu ninho, /
    para nele seus filhotes colocar: / vossos altares, ó Senhor Deus do universo! /
    Vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor! – R.

    Felizes os que habitam vossa casa; / para sempre haverão de vos louvar! /
    Felizes os que em vós têm sua força / e se decidem a partir quais peregrinos! – R.

    O Senhor Deus é como um sol, é um escudo, / e largamente distribui a graça e a glória. /
    O Senhor nunca recusa bem algum / àqueles que caminham na justiça. – R.

    Lucas 6,39-42

    Naquele tempo, 39 Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40 Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41 Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42 Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

    Palavra da salvação.

    “Pode um cego guiar outro cego?”

    Jesus é o único Mestre e sua vida é o modelo para todos os homens e mulheres. Ser discípulo implica aprender do Mestre como viver. Se por um lado as ações de Jesus iluminam quem caminha com ele, também mostram as sombras e incoerências dos que se puseram a caminhar. Quando abrimos nossa boca para difamar, para apontar feridas e erros não estamos apontando um caminho para o irmão que se desviou. Estamos, muitas vezes, mostrando a nossa indisponibilidade de nós mesmos trilharmos os caminhos de Jesus. Por isso, a conversão também é pessoal. É necessário termos maturidade suficiente, que somente é conquistada por quem já está seguindo os passos do Senhor no dia a dia. Não se trata de não admoestar ou corrigir aquele que errou, mas de nos dispormos a caminhar com ele. É por meio da vida em comum que conseguiremos chegar ao Pai.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • Sábado da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Coríntios 10,14-22

    14 Meus caríssimos, fugi da idolatria. 15 Eu vos falo como a pessoas esclarecidas. Então, ponderai bem o que eu digo: 16o cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? 17 Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão. 18 Considerai os filhos de Israel: os que comem as vítimas sacrificais não estão em comunhão com o altar? 19 Então, o que dizer? Que a carne de um sacrifício idolátrico tem algum valor? Ou que o ídolo vale alguma coisa? 20 Nada disso. O que eu digo é que os idólatras oferecem seus sacrifícios aos demônios e não a Deus. Ora, eu não quero que entreis em comunhão com os demônios. 21 Vós não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; vós não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. 22 Ou, quem sabe, queremos excitar o zelo santo do Senhor? Somos porventura mais fortes do que ele?

    Palavra do Senhor.

    Sl 115(116)

    Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.

    Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? /
    Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

    Por isso oferto um sacrifício de louvor, / invocando o nome santo do Senhor. /
    Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. – R.

    Lucas 6,43-49

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Não existe árvore boa que dê frutos ruins nem árvore ruim que dê frutos bons. 44 Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros nem uvas de plantas espinhosas. 45O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio. 46 Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que eu digo? 47 Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática. 48 É semelhante a um homem que construiu uma casa: cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a torrente deu contra a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída. 49 Aquele, porém, que ouve e não põe em prática é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A torrente deu contra a casa, e ela imediatamente desabou; e foi grande a ruína dessa casa”.

    Palavra da salvação.

    “Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que eu digo?”

    As ações exteriores dos cristãos devem estar em harmonia com a intenção do interior. As palavras que saem da boca nem sempre saem do coração. Quem deseja seguir Jesus deve fugir da hipocrisia. Por isso, converter-se continuamente para ter o interior e o exterior numa mesma sintonia com a vida do Senhor.

    É por meio da Palavra de Deus que a vida ganha uma base sólida, “um alicerce sobre a rocha”. Pois, à medida que nos tornamos íntimos da Palavra, vamos amadurecendo a fé e a vida. Não basta dizer: “Senhor, Senhor”, mas fazer o que Jesus diz, porque aquele que não se deixa transformar por Deus tem a vida desmoronada.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 24º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Eclesiástico 27,33-28,9

    33O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las. 28,1 Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. 2 Perdoe a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. 3Se alguém guarda raiva contra o outro, como poderá pedir a Deus a cura? 4 Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados? 5Se ele, que é um mortal, guarda rancor, quem é que vai alcançar perdão para os seus pecados? 6 Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; 7 pensa na destruição e na morte e persevera nos mandamentos. 8 Pensa nos mandamentos e não guardes rancor ao teu próximo. 9 Pensa na aliança do Altíssimo e não leves em conta a falta alheia!

    Palavra do Senhor.

    Sl 102(103)

    O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.

    Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / e todo o meu ser, seu santo nome! /
    Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / não te esqueças de nenhum de seus favores! – R.

    Pois ele te perdoa toda culpa / e cura toda a tua enfermidade; / da sepultura ele salva a tua vida /
    e te cerca de carinho e compaixão. – R.

    Não fica sempre repetindo as suas queixas / nem guarda eternamente o seu rancor. /
    Não nos trata como exigem nossas faltas / nem nos pune em proporção às nossas culpas. – R.

    Quanto os céus por sobre a terra se elevam, / tanto é grande o seu amor aos que o temem; /
    quanto dista o nascente do poente, / tanto afasta para longe nossos crimes. – R.

    Romanos 14,7-9

    Irmãos, 7 ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. 8 Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor. 9 Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto, para ser o Senhor dos mortos e dos vivos.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 18,21-35

    Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’ 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.

    Palavra da salvação.

    “Não te digo perdoar até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”

    Essa parábola de Jesus é muito fácil de ser entendida. O patrão é Deus e os empregados somos nós. Ele nos perdoa todos os pecados, e é também assim que havemos de comportar-nos: perdoando quem nos ofendeu.

    “E quantas vezes perdoar? Sete vezes?”, pergunta Pedro. Jesus o corrige e diz: “Não digo sete, mas setenta vezes sete”. Com isso Jesus quer dizer que devemos perdoar “sempre”! Não devemos colocar limites ao perdão.

    Hoje queremos nos comprometer a tornar-nos participantes da misericórdia e do amor de Deus. Pois, como Deus nos perdoou, assim queremos também perdoar aos nossos irmãos e irmãs. Que possamos superar todas as nossas desavenças e imitar nosso Deus que é misericórdia.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 24ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

    Números 21,4-9

    Naqueles dias, 4 os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem, o povo começou a impacientar-se 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6 Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7 O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9 Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

    Palavra do Senhor.

    Leitura opcional: Filipenses 2,6-11.

    Sl 77(78)

    Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

    Escuta, ó meu povo, a minha Lei, / ouve atento as palavras que eu te digo; /
    abrirei a minha boca em parábolas, / os mistérios do passado lembrarei. – R.

    Quando os feria, eles então o procuravam, / convertiam-se, correndo para ele; /
    recordavam que o Senhor é sua rocha / e que Deus, seu redentor, é o Deus altíssimo. – R.

    Mas apenas o honravam com seus lábios / e mentiam ao Senhor com suas línguas; /
    seus corações enganadores eram falsos / e, infiéis, eles rompiam a Aliança. – R.

    Mas o Senhor, sempre benigno e compassivo, / não os matava e perdoava seu pecado; /
    quantas vezes dominou a sua ira / e não deu largas à vazão de seu furor. – R.

    João 3,13-17

    Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13 “Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14 Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16 Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

    Palavra da salvação.

    “É necessário que o Filho do Homem seja levantado.”

    Hoje, exaltamos a cruz, como sinal que manifesta, para sempre e para todos, o amor de Deus por nós, levado até as últimas consequências por Jesus, o Filho amado, na entrega total de sua vida.

    No Evangelho João diz que Jesus ao ser levantado na cruz curou nossas enfermidades e males e nos deu a Vida eterna. “Ele tomou as nossas enfermidades” (Mt 8,17; cf. Is 53,4).

    O que se exalta na cruz não é a dor, mas a salvação, que ela trouxe. É a expressão suprema do amor de Deus por nós. Desta forma, ela não é sinal de morte, mas de nossa redenção, sinal de nossa fé cristã.

    Que o Senhor nos dê força e perseverança para que, diante das “cruzes” da vida, nós também possamos fazer delas um lugar de exaltação e glória de Deus.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 24ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    NOSSA SENHORA DAS DORES

    Hebreus 5,7-9

    7 Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8 Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9 Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

    Palavra do Senhor.

    Sl 30(31)

    Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

    Senhor, eu ponho em vós minha esperança; / que eu não fique envergonhado eternamente! /
    Porque sois justo, defendei-me e libertai-me, / apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me! – R.

    Sede uma rocha protetora para mim, / um abrigo bem seguro que me salve! /
    Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; / por vossa honra, orientai-me e conduzi-me! – R.

    Retirai-me desta rede traiçoeira, / porque sois o meu refúgio protetor! /
    Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, / porque vós me salvareis, ó Deus fiel! – R.

    A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio / e afirmo que só vós sois o meu Deus! /
    Eu entrego em vossas mãos o meu destino; / libertai-me do inimigo e do opressor! – R.

    Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, / que reservastes para aqueles que vos temem! /
    Para aqueles que em vós se refugiam, / mostrando, assim, o vosso amor perante os homens. – R.

    João 19,25-27

    Naquele tempo, 25 perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27 Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.

    Palavra da salvação.

    “Mãe entre todas bendita, do Filho único aflita, a imensa dor assistia.”

    (Stabat Mater)

    Ontem, celebrávamos a festa da Exaltação da Santa Cruz. Hoje nos encontramos com Maria das Dores, mãe de Jesus. João no Evangelho nos escreve que “perto da cruz de Jesus estava de pé a sua mãe…” (v. 25).

    A cena da crucifixão de Jesus, tendo sua Mãe aos pés da cruz, revela a fé de Maria em ser fiel até o extremo, até as últimas consequências e nos ensina que é possível estar diante da cruz sem ter o coração esvaziado de esperança.

    A tradição cristã conservou que Maria é aquela que, apesar dos sofrimentos, manteve-se firme ao pé da cruz, ou seja, que não se deixou abater pela dor, porque viu além do sofrimento.

    Em Maria podemos nos alegrar pela esperança de que o Deus da Vida sustenta a fé em nós, ainda que estejamos cercados pela dor e sofrimento. Como Maria podemos confiar que com a ressurreição de seu Filho já vivemos a nossa ressurreição.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 24ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Coríntios 12,31-13,13

    Irmãos, 31aspirai aos dons mais elevados. Eu vou ainda mostrar-vos um caminho incomparavelmente superior. 13,1Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse caridade, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. 2Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, mas se não tivesse caridade, eu não seria nada. 3Se eu gastasse todos os meus bens para sustento dos pobres, se entregasse o meu corpo às chamas, mas não tivesse caridade, isso de nada me serviria. 4A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; 5não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; 6não se alegra com a iniquidade, mas regozija-se com a verdade. 7Suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo. 8A caridade não acabará nunca. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. 9Com efeito, o nosso conhecimento é limitado e a nossa profecia é imperfeita. 10Mas, quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. 11Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. 12Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas de modo imperfeito, mas, então, conhecerei como sou conhecido. 13Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade.

    Palavra do Senhor.

    Sl 32(33)

    Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

    Dai graças ao Senhor ao som da harpa, / na lira de dez cordas celebrai-o! /
    Cantai para o Senhor um canto novo, / com arte sustentai a louvação! – R.

    Pois reta é a Palavra do Senhor, / e tudo o que ele faz merece fé. /
    Deus ama o direito e a justiça, / transborda em toda a terra a sua graça. – R.

    Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, / e a nação que escolheu por sua herança! /
    Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos! – R.

    Lucas 7,31-35

    Naquele tempo, disse Jesus: 31 “Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32 São como crianças que se sentam nas praças, se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’ 33 Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35 Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.

    Palavra da salvação.

    “Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!”

    A comparação feita por Jesus das pessoas que o escutavam, e hoje nós que o escutamos, com crianças nunca satisfeitas não poderia ser mais verdadeira. Como crianças que desconhecem as preocupações dos adultos e clamam por atenção no momento e na direção que desejam – seja para a brincadeira, seja para suas vontades e dores – daqueles que delas cuidam, assim nós nos portamos em relação a Deus. Queremos que Ele se dobre às nossas vontades, atenda aos nossos mais pequeninos desejos, compadeça-se de nossas dores e esteja à nossa disposição nos breves instantes que lhe dedicamos nossas frias e repetidas palavras de oração. Como nos insistem os mestres da espiritualidade, o ser humano sente dificuldade em aceitar Deus como Ele se manifesta a nós.

    Sim, agimos com posturas infantis diante de Deus e cabe a cada um compreender a repreensão feita a cada um de nós e pedirmos a graça da maturidade na fé, para podermos aceitarmos com benignidade o tempo de Deus e seu modo misterioso de agir em nossa vida.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 24ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Coríntios 15,1-11

    1Irmãos, quero lembrar-vos o Evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmiti-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. 9Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10É pela graça de Deus que eu sou o que sou. Sua graça para comigo não foi estéril: a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo. 11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes.

    Palavra do Senhor.

    Sl 117(118)

    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!

    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! / “Eterna é a sua misericórdia!” /
    A casa de Israel agora o diga: / “Eterna é a sua misericórdia!” – R.

    “A mão direita do Senhor fez maravilhas, † a mão direita do Senhor me levantou, /
    a mão direita do Senhor fez maravilhas!” / Não morrerei, mas, ao contrário, viverei /
    para cantar as grandes obras do Senhor! – R.

    Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! /
    Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores! – R.

    Lucas 7,36-50

    Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”. 40Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, mestre!” 41“Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinquenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?” 43Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”. 44Então, Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por essa razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”. 48E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. 49Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?” 50Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”

    Palavra da salvação.

    “Os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor.”

    A misericórdia de Deus desconhece impedimentos para alcançar o coração daquele que busca amá-Lo. “Se ele soubesse, não permitira que esta pecadora se aproximasse dele”, pensavam os fariseus. Jesus poderia ter respondido: “Se compreendesses o modo como a enxergo e aquilo de precioso que ela detém dentro de si – o amor –, saberiam porque não só a deixo se aproximar como a defendo”.

    Assim é Deus em relação a nós, não contabiliza nossas faltas, apesar de sermos convidados a nos arrepender humildemente de cada uma delas. Ele nos perdoa antes mesmo de conseguirmos nos perdoar. Ele nos ama e nos permite amá-lo. Peçamos a graça de condoermo-nos por nossos pecados, de chorar nossa pequenez para podermos lançar um olhar verdadeiramente esperançoso do amor irrestrito que Ele dirige a nós nos dando a graça de recomeçar.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 24ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Coríntios 15,12-20

    Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 12se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? 13Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. 14E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também. 15Nesse caso, nós seríamos testemunhas mentirosas de Deus, porque teríamos atestado, contra Deus, que ele ressuscitou Cristo quando, de fato, ele não o teria ressuscitado – se é verdade que os mortos não ressuscitam. 16Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. 17E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. 18Então, também os que morreram em Cristo pereceram. 19Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos – de todos os homens – os mais dignos de compaixão. 20Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram.

    Palavra do Senhor.

    Sl 16(17)

    Ao despertar, me saciará vossa presença, ó Senhor.

    Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, / escutai-me e atendei o meu clamor! /
    Inclinai o vosso ouvido à minha prece, / pois não existe falsidade nos meus lábios! – R.

    Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, / inclinai o vosso ouvido e escutai-me! /
    Mostrai-me vosso amor maravilhoso, † vós que salvais e libertais do inimigo / quem procura a proteção junto de vós. – R.

    Protegei-me qual dos olhos a pupila / e guardai-me à proteção de vossas asas. /
    E verei, justificado, a vossa face, / e, ao despertar, me saciará vossa presença. – R.

    Lucas 8,1-3

    Naquele tempo, 1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.

    Palavra da salvação.

    “Andavam com ele várias mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.”

    A proximidade de Jesus e as mulheres que o seguiam, que se dispunham a ser suas discípulas, parecia escandalosa aos olhos dos mestres da Lei e fariseus de seu tempo, pois, afinal, as mulheres não podiam aspirar, e nem serem permitidas, de estarem na mesma posição que os homens.

    Apesar de vivermos em outros tempos, a imagem de diferenciação e discriminação lançada por uma sociedade e indivíduos que insistem num patriarcalismo ultrapassado ainda persiste em nossos tempos, infelizmente, também dentro de nossas comunidades. Apesar de termos muito mais mulheres atuando nas pastorais e atividades eclesiais, os papéis de coordenação e direção acabam sendo restritos, em muitos casos, nas mãos dos homens.

    Jesus se mostra um mestre à frente de seu tempo e, muitas vezes, à frente do nosso tempo. Ao permitir a igualdade de todos seus discípulos, reconhece a mesma dignidade partilhada por todos: são igualmente filhos e filhas do Pai, unidos pela graça do mesmo Espírito e seguidores do mesmo mestre, Jesus Cristo. Que Ele nos dê a graça de cada dia mais crescermos nesta mentalidade de igualdade e dignidade para todos!

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • Sábado da 24ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1 Coríntios 15,35-37.42-49

    Irmãos, 35alguém perguntará: Como ressuscitam os mortos? 36Insensato! O que semeias não nasce sem antes morrer. 37E, quando semeias, não semeias o corpo da planta, que há de nascer, mas o simples grão, como o de trigo ou de alguma outra planta. 42Pois assim será também a ressurreição dos mortos. Semeia-se em corrupção e ressuscita-se em incorrupção. 43Semeia-se em ignomínia e ressuscita-se em glória. Semeia-se em fraqueza e ressuscita-se em vigor. 44Semeia-se um corpo animal e ressuscita-se um corpo espiritual. Se há um corpo animal, há também um espiritual. 45Por isso está escrito: o primeiro homem, Adão, “foi um ser vivo”. O segundo Adão é um espírito vivificante. 46Veio primeiro não o homem espiritual, mas o homem natural; depois é que veio o homem espiritual. 47O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo homem vem do céu. 48Como foi o homem terrestre, assim também são as pessoas terrestres; e como é o homem celeste, assim também vão ser as pessoas celestes. 49E como já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste.

    Palavra do Senhor.

    Sl 55(56)

    Na presença do Senhor, andarei na luz da vida.

    Meus inimigos haverão de recuar † em qualquer dia em que eu vos invocar; /
    tenho certeza: o Senhor está comigo! – R.

    Confio em Deus e louvarei sua promessa; † é no Senhor que eu confio e nada temo: /
    que poderia contra mim um ser mortal? – R.

    Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz / e vos oferto um sacrifício de louvor, /
    porque da morte arrancastes minha vida / e não deixastes os meus pés escorregarem, /
    para que eu ande na presença do Senhor, / na presença do Senhor na luz da vida. – R.

    Lucas 8,4-15

    Naquele tempo, 4reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: 5“O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram. 6Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. 7Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram junto e a sufocaram. 8Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”. Dizendo isso, Jesus exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 9Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. 10Jesus respondeu: “A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas, aos outros, só por meio de parábolas, para que, olhando, não vejam e, ouvindo, não compreendam. 11A parábola quer dizer o seguinte: a semente é a Palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas depois vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem. 13Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam, mas, na hora da tentação, voltam atrás. 14Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo, são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida e não chegam a amadurecer. 15E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra e dão fruto na perseverança”.

    Palavra da salvação.

    “E o que caiu em terra boa são aqueles que, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança”

    A Palavra de Deus, segundo o Evangelho de hoje, é força criadora, possui em si mesma a força para nos impulsionar, para nos levar a Deus, à conversão. Contudo, é semente a ser cultivada, ela possui força e vida em si mesma, mas é preciso que nós a cultivemos no chão da nossa vida, no chão do nosso dia a dia.

    A Palavra precisa ser colocada no centro de nossa vida, não deixada à margem, temos que deixá-la lançar raízes profundas no nosso coração, para que não morra com as dificuldades e as provações. A Palavra precisa, ainda, que nós podemos os espinhos que lutam para abafá-la, como os valores anti-Reino, egoístas e materialistas. E, principalmente, a Palavra arraigada e cultivada deve gerar frutos de caridade, de humanidade, de serviço prestado ao próximo por amor. Deve gerar em nós os sentimentos de Cristo Jesus.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 25º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Isaías 55,6-9

    6Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. 7Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão. 8Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. 9Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos quanto está o céu acima da terra.

    Palavra do Senhor.

    Sl144(145)

    O Senhor está perto da pessoa que o invoca!

    Todos os dias haverei de bendizer-vos, / hei de louvar o vosso nome para sempre. /
    Grande é o Senhor e muito digno de louvores, / e ninguém pode medir sua grandeza. – R.

    Misericórdia e piedade é o Senhor, / ele é amor, é paciência, é compaixão. /
    O Senhor é muito bom para com todos, / sua ternura abraça toda criatura. – R.

    É justo o Senhor em seus caminhos, / é santo em toda obra que ele faz. /
    Ele está perto da pessoa que o invoca, / de todo aquele que o invoca lealmente. – R.

    Filipenses 1,20-24.27

    Irmãos, 20Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. 21Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher. 23Sinto-me atraído para os dois lados: tenho o desejo de partir, para estar com Cristo – o que para mim seria de longe o melhor -, 24mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo. 27Só uma coisa importa: vivei à altura do Evangelho de Cristo.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 20,1-16

    Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: 1“O Reino dos céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia e os mandou para a vinha. 3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça desocupados 4e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. 5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde e fez a mesma coisa. 6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. 8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’ 9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro e pensavam que iam receber mais. Porém cada um deles também recebeu uma moeda de prata. 11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’. 13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ 16Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

    Palavra da salvação.

    “Estás com inveja porque eu estou sendo bom?”

    Este domingo somos convidados a meditar a parábola dos operários da última hora. Nesse trecho, a misericórdia e a justiça de Deus superam as nossas expectativas, supera a nossa justiça demasiadamente humana e mesquinha.

    A justiça misericordiosa de Deus nos ensina que o seu amor para conosco é imenso e independe das nossas atitudes, não é mérito nosso ser amado por Ele. O amor divino supera nossas limitações e ama, sem restrições, a todas as pessoas igualmente – tanto os da primeira hora como os da última. Nessa parábola, o Senhor nos lembra de que o nosso lugar não é o de ser juiz do próximo, julgando o quanto ele merece receber da graça de Deus ou quanto Deus pode operar na vida dele, alimentando, assim, uma “dor de cotovelo”. Deus nos ajude a lembrar sempre que somos apenas operários nessa vinha que é o seu Reino de justiça, amor e paz.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 25ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    São Mateus Apóstolo

    Efésios 4,1-7.11-13

    Irmãos, 1eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: 2com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. 3Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. 4Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. 5Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos. 7Cada um de nós recebeu a graça na medida em que Cristo lha deu. 11E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. 12Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, 13até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude.

    Palavra do Senhor.

    Sl18(19A)

    Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

    Os céus proclamam a glória do Senhor, / e o firmamento, a obra de suas mãos; /
    o dia ao dia transmite essa mensagem, / a noite à noite publica essa notícia. – R.

    Não são discursos nem frases ou palavras, / nem são vozes que possam ser ouvidas; /
    seu som ressoa e se espalha em toda a terra, / chega aos confins do universo a sua voz. – R.

    Mateus 9,9-13

    Naquele tempo, 9Jesus viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

    Palavra da salvação.

    “Não vim para chamar os justos, mas os pecadores.”

    A narrativa do Evangelho dessa segunda-feira nos leva a contemplar o início da caminhada de São Mateus junto a Jesus Cristo.
    Mateus era cobrador de impostos, classe conhecida publicamente por corrupta e pecadora, e é ali que Jesus busca seu discípulo e o faz o convite: “Segue-me”. Note-se que ele prontamente “se levantou e seguiu Jesus”.

    O convite é feito também a cada um de nós, “Segue-me”, a resposta depende de nossa abertura para acolher a Palavra de Deus na nossa vida, de nossa disposição em seguir o Mestre, da nossa consciência de que somos pecadores e ainda sim Ele nos convida e nos guia para que sejamos mais humanos nas nossas relações, para que nos deixemos tocar não pelos valores transitórios, mas pelos valores que não passam, são eternos e imutáveis.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 25ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Provérbios 21,1-6.10-13

    1 O coração do rei nas mãos do Senhor é como água corrente; ele o dirige para onde quer. 2O homem pensa que o seu caminho é sempre reto, mas é o Senhor quem sonda os corações. 3Praticar a justiça e o direito é mais agradável ao Senhor do que os sacrifícios. 4Olhar arrogante e coração orgulhoso, a lâmpada dos malvados não é senão o pecado. 5Os projetos do homem aplicado produzem abundância, mas todos os apressados só alcançam indigência. 6Tesouros adquiridos com língua mentirosa são ilusão passageira dos que procuram a morte. 10A alma do malvado deseja o mal, ele olha sem piedade para o seu próximo. 11Quando se castiga o zombador, aprende o imbecil, e quando o sábio é instruído, ele adquire mais saber. 12O justo observa a casa do ímpio e leva os ímpios à desgraça. 13Quem tapa os ouvidos ao clamor do pobre também há de clamar, mas não será ouvido.

    Palavra do Senhor.

    Sl 118(119)

    Guiai-me, Senhor, no caminho de vossos preceitos!
    Feliz o homem sem pecado em seu caminho, / que na lei do Senhor Deus vai progredindo! – R.
    Fazei-me conhecer vossos caminhos, / e então meditarei vossos prodígios! – R.
    Escolhi seguir a trilha da verdade, / diante de mim eu coloquei vossos preceitos. – R.
    Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, / e de todo o coração a guardarei. – R.
    Guiai meus passos no caminho que traçastes, / pois só nele encontrarei felicidade. – R.
    Cumprirei constantemente a vossa lei; / para sempre, eternamente, a cumprirei! – R.

    Lucas 8,19-21

    Naquele tempo, 19 a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele por causa da multidão. 20 Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21 Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”.

    Palavra da salvação.

    “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.”

    Nessa terça-feira, o Evangelho de São Lucas nos apresenta um trecho singular da vida de Jesus Cristo e de sua relação com sua mãe e seus familiares.

    Aquilo que parece ser grosseiro da parte de Jesus, que soa desrespeitoso aos nossos ouvidos, é na verdade um enaltecimento do coração aberto à Palavra de Deus que Maria cultivava, de sua disposição em se colocar a serviço de Deus, virtudes que devem ser tomadas como exemplo para todos os cristãos.

    Pode-se dizer também que o laço que nos une como família, como Igreja, são os laços da fé, a nossa entrega generosa ao Deus da nossa vida e da nossa história. Não basta, para seguir a Cristo, apenas ouvir a sua Palavra, mas também é preciso pô-la em prática, o Verbo precisa Encarnar-se na nossa carne.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 25ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    SÃO PIO DE PIETRELCINA

    Provérbios 30,5-9
    5A Palavra de Deus é comprovada. Ele é um escudo para os que nele se abrigam. 6Não acrescentes nada às suas palavras, para que ele não te repreenda e passes por mentiroso! 7Duas coisas eu te pedi; não mas recuses, antes de eu morrer: 8afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dês pobreza nem riqueza, mas concede-me o pão que me é necessário. 9Não aconteça que, saciado, eu te renegue e diga: “Quem é o Senhor?” Ou que, empobrecido, eu me ponha a roubar e profane o nome de meu Deus.

    Palavra do Senhor

    Sl118(119)

    Vossa Palavra é uma luz para os meus passos!
    Afastai-me do caminho da mentira / e dai-me a vossa lei como um presente! – R.
    A lei de vossa boca, para mim, / vale mais do que milhões em ouro e prata. – R.
    É eterna, ó Senhor, vossa Palavra, / ela é tão firme e estável como o céu. – R.
    De todo mau caminho afasto os passos, / para que eu siga fielmente as vossas ordens. – R.
    De vossa lei eu recebi inteligência, / por isso odeio os caminhos da mentira. – R.
    Eu odeio e detesto a falsidade, / porém amo vossas leis e mandamentos! – R.

    Lucas 9,1-6

    Naquele tempo, 1 Jesus convocou os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças 2 e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3 E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas. 4 Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5 Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés como protesto contra eles”. 6 Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa-nova e fazendo curas em todos os lugares.

    Palavra da salvação

    “Enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos”

    São Lucas enfatiza, no Evangelho dessa quarta-feira, a necessidade de sermos anunciadores do Reino de Deus, dentro de nossas realidades na medida do possível.

    Jesus Cristo pede que não levemos muitas coisas pelo caminho para que essas coisas não se tornem indispensáveis no anúncio do Reino, quando o único instrumento necessário para evangelização é o próprio discípulo, o seu testemunho de vida, independente de qualquer meio ou ambiente.

    Cristo relembra-nos que nem todas as nossas missões serão bem-sucedidas, mas isso não deve ser situação de desânimo, porque mesmo que isso aconteça é em nome dele que anunciamos o Reino de Deus e a glória do mundo que vem é a única capaz de nos trazer felicidade.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 25ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Eclesiastes 1,2-11

    2 “Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.” 3Que proveito tira o homem de todo trabalho com o qual se afadiga debaixo do sol? 4Uma geração passa, outra lhe sucede, enquanto a terra permanece sempre a mesma. 5O sol se levanta, o sol se deita, apressando-se para voltar ao seu lugar, donde novamente torna a levantar-se. 6Dirigindo-se para o sul e voltando para o norte, ora para cá, ora para lá, vai soprando o vento, para retomar novamente o seu curso. 7Todos os rios correm para o mar e, contudo, o mar não transborda; voltam ao lugar de onde saíram para tornarem a correr. 8Tudo é penoso, difícil para o homem explicar. A vista não se cansa de ver nem o ouvido se farta de ouvir. 9O que foi, será; o que aconteceu, acontecerá: 10não há nada de novo debaixo do sol. Uma coisa da qual se diz: “Eis aqui algo de novo”, também esta já existiu nos séculos que nos precederam. 11Não há memória do que aconteceu no passado nem também haverá lembrança do que acontecer, entre aqueles que viverão depois.

    Palavra do Senhor.

    Sl 89(90)

    Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.

    Vós fazeis voltar ao pó todo mortal / quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” /
    Pois mil anos para vós são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou. – R.

    Eles passam como o sono da manhã, / são iguais à erva verde pelos campos: /
    de manhã ela floresce vicejante, / mas à tarde é cortada e logo seca. – R.

    Ensinai-nos a contar os nossos dias / e dai ao nosso coração sabedoria! /
    Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? / Tende piedade e compaixão de vossos servos! – R.

    Saciai-nos de manhã com vosso amor, / e exultaremos de alegria todo o dia! /
    Que a bondade do Senhor e nosso Deus † repouse sobre nós e nos conduza! /
    Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho. – R.

    Lucas 9,7-9

    Naquele tempo, 7 o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8 Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros, ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9 Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus.

    Palavra da salvação.

    “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?”

    Herodes, ao ficar sabendo dos milagres realizados por Jesus de Nazaré e os seus discípulos, fica perplexo, não pelos milagres, mas por aquilo que diziam de Jesus, e deseja vê-lo. As narrativas bíblicas vão dizer que esse encontro só acontecerá na condenação de Jesus de Nazaré, tempos mais tarde.

    A verdade é que Herodes não queria conhecer o Cristo e sim saciar a sua curiosidade sobre Aquele que todos estavam comentando, que imaginavam ser João Batista, Elias ou algum dos profetas. Podemos nos fazer aqui duas perguntas sobre esse acontecimento: Bastaria estar frente a frente com o Filho de Deus sem ter fé? Sem ter abertura para a Palavra? Que possamos estar diante de Jesus Cristo como discípulos que buscam conhecer o mestre para servi-lo sempre.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 25ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Eclesiastes, 3,1-11

    1 Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para tudo que acontece debaixo do céu. 2Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher a planta. 3Tempo de matar e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. 4Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar. 5Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar; tempo de abraçar e tempo de se separar. 6Tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de esbanjar. 7Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. 8Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. 9Que proveito tira o trabalhador de seu esforço? 10Observei a tarefa que Deus impôs aos homens, para que nela se ocupassem. 11As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno. Além disso, ele dispôs que fossem permanentes; no entanto o homem jamais chega a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza.

    Palavra do Senhor.

    Sl 143(144)

    Bendito seja o Senhor, meu rochedo.

    Bendito seja o Senhor, meu rochedo. / Ele é meu amor, meu refúgio, / libertador, fortaleza e abrigo. /
    É meu escudo: é nele que espero. – R.

    Que é o homem, Senhor, para vós? † Por que dele cuidais tanto assim / e no filho do homem pensais? /
    Como o sopro de vento é o homem, / os seus dias são sombra que passa. – R.

    Lucas 9,18-22

    Aconteceu que Jesus 18estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então, Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. 20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.

    Palavra da salvação.

    “Tu és o Cristo de Deus. O Filho do Homem deve sofrer muito.”

    No Evangelho de hoje, Jesus se encontra em oração juntamente com seus discípulos. A oração, muito mais do que um apresentar nossos rogos a Deus, consiste em um meio de discernimento para conhecer a vontade do Pai e entrar em intimidade com Ele. Para o povo, Jesus era outro grande profeta como Elias e João Batista. Porém, não discerniram quem era Jesus, o que levará o grande Conselho (Anciãos, Sacerdotes, Escribas), que era a representação de todo povo, a rejeitá-lo e a matá-lo.

    Os discípulos, representados pela figura de Pedro, vêm diferente. Para eles, mais que alguém que anuncia, Jesus é o próprio Anúncio, “o Cristo de Deus”. É necessário reservar sempre um momento de nosso dia a dia para a oração que gera esse discernimento. Somente assim seremos fiéis a ponto de dar uma resposta verdadeira ao Cristo que pergunta para nós hoje: “E vós, quem dizeis que eu sou?”.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 25ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Eclesiastes 11,9-12,8

    9 Alegra-te, jovem, na tua adolescência, e que o teu coração repouse no bem nos dias da tua juventude; segue as aspirações do teu coração e os desejos dos teus olhos; fica sabendo, porém, que de tudo isso Deus te pedirá contas. 10Tira a tristeza do teu coração e afasta a malícia do teu corpo, pois a adolescência e a juventude são vaidade. 12,1Lembra-te do teu criador nos dias da juventude, antes que venham os dias da desgraça e cheguem os anos dos quais dirás: “Não sinto prazer neles”; 2antes que se obscureçam o sol, a luz, a lua e as estrelas e voltem as nuvens depois da chuva; 3quando os guardas da casa começarem a tremer, e se curvarem os homens robustos; quando as poucas mulheres cessarem de moer, e ficarem turvas as vistas das que olham pelas janelas 4e se fecharem as portas que dão para a rua; quando enfraquecer o ruído do moinho, e os homens se levantarem ao canto dos pássaros, e silenciarem as vozes das canções, 5e houver medo das alturas e sobressaltos no caminho, enquanto a amendoeira floresce, o gafanhoto se arrasta e a alcaparra perde o seu gosto, porque o homem se encaminha para a morada eterna, e os que choram já rondam pelas ruas; 6antes que se rompa o cordão de prata e se despedace a taça de ouro, a jarra se parta na fonte, a roldana se arrebente no poço; 7antes que volte o pó à terra, de onde veio, e o sopro de vida volte a Deus, que o concedeu. 8Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, tudo é vaidade.

    Palavra do Senhor.

    Sl 89(90)

    Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.

    Vós fazeis voltar ao pó todo mortal / quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” /
    Pois mil anos para vós são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou. – R.

    Eles passam como o sono da manhã, / são iguais à erva verde pelos campos: /
    de manhã ela floresce vicejante, / mas à tarde é cortada e logo seca. – R.

    Ensinai-nos a contar os nossos dias / e dai ao nosso coração sabedoria! /
    Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? / Tende piedade e compaixão de vossos servos! – R.

    Saciai-nos de manhã com vosso amor, / e exultaremos de alegria todo o dia! /
    Que a bondade do Senhor e nosso Deus † repouse sobre nós e nos conduza! /
    Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho. – R.

    Lucas 9,43-45

    Naquele tempo, 43 todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: 44 “Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. 45 Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

    Palavra da salvação.

    “Tu és o Cristo de Deus. O Filho do Homem deve sofrer muito.”

    No Evangelho de hoje, Jesus se encontra em oração juntamente com seus discípulos. A oração, muito mais do que um apresentar nossos rogos a Deus, consiste em um meio de discernimento para conhecer a Vontade do Pai e entrar em intimidade com Ele. Para o povo, Jesus era outro grande profeta como Elias e João Batista. Porém, não discerniram quem era Jesus, o que levará o grande Conselho (anciãos, sacerdotes, escribas), que era a representação de todo povo, a rejeitá-lo e a matá-lo.

    Os discípulos, representados pela figura de Pedro, vêm diferente. Para eles, mais que alguém que anuncia, Jesus é o próprio Anúncio, “o Cristo de Deus”. É necessário reservar sempre um momento de nosso dia a dia para a oração que gera esse discernimento. Somente assim seremos fiéis a ponto de dar uma resposta verdadeira ao Cristo que pergunta para nós hoje: “E vós, quem dizeis que eu sou?”.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 26º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Ezequiel 18,25-28

    Assim diz o Senhor: 25“Vós andais dizendo: ‘A conduta do Senhor não é correta’. Ouvi, vós da casa de Israel: é a minha conduta que não é correta ou, antes, é a vossa conduta que não é correta? 26Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre. 27Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. 28Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 24(25)

    Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão!

    Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos / e fazei-me conhecer a vossa estrada! /
    Vossa verdade me oriente e me conduza, † porque sois o Deus da minha salvação; /
    em vós espero, ó Senhor, todos os dias! – R.

    Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura / e a vossa compaixão, que são eternas! /
    Não recordeis os meus pecados quando jovem / nem vos lembreis de minhas faltas e delitos! /
    De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia / e sois bondade sem limites, ó Senhor! – R.

    O Senhor é piedade e retidão / e reconduz ao bom caminho os pecadores. /
    Ele dirige os humildes na justiça / e aos pobres ele ensina o seu caminho. – R.

    Filipenses 2,1-11 ou 1-5

    [Irmãos, 1se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, 2tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. 3Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante 4e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. 5Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus.] 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 21,28-32

    Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 28 “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30 O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31 Qual dos dois fez a vontade do pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32 Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.

    Palavra da salvação.

    “Arrependeu-se e foi. Os cobradores de impostos e as prostitutas
    vão entrar antes de vós no Reino do céu.”

    No Evangelho de hoje, Jesus aponta justamente a necessidade de coerência entre atos e palavras. Os sacerdotes e anciãos citados por Jesus se julgavam puros e justos e por isso diziam-se próximos de Deus e capacitados para julgar os demais. Contudo, o Cristo diz que seus atos eram mais importantes do que suas palavras. Não basta dizer “sim” e não fazer o pedido como o segundo filho.

    Podemos ser grandes conhecedores das Sagradas Escrituras e da Doutrina, entretanto se somos como os sacerdotes e anciãos e ficamos julgando os meus irmãos somos como o primeiro filho. Cometemos o pecado da soberba de nos acharmos perfeitos fazendo um Deus que nos sirva não o contrário. Peçamos a Deus a graça da humildade para estarmos dispostos a fazer Sua vontade.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 2ª-feira da 26ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Jó 1,6-22

    6 Um dia, foram os filhos de Deus apresentar-se ao Senhor; entre eles também satanás. 7O Senhor, então, disse a satanás: “Donde vens?” “Venho de dar umas voltas pela terra”, respondeu ele. 😯 Senhor disse-lhe: “Reparaste no meu servo Jó? Na terra não há outro igual: é um homem íntegro e correto, teme a Deus e afasta-se do mal”. 9Satanás respondeu ao Senhor: “Mas será por nada que Jó teme a Deus? 10Porventura não levantaste um muro de proteção ao redor dele, de sua casa e de todos os seus bens? Tu abençoaste tudo o que ele fez, e seus rebanhos cobrem toda a região. 11Mas estende a mão e toca em todos os seus bens; e eu garanto que ele te lançará maldições no rosto!” 12Então o Senhor disse a satanás: “Pois bem, de tudo o que ele possui podes dispor, mas não estendas a mão contra ele”. E satanás saiu da presença do Senhor. 13Ora, num dia em que os filhos e filhas de Jó comiam e bebiam vinho na casa do irmão mais velho, 14um mensageiro veio dizer a Jó: “Estavam os bois lavrando e as mulas pastando a seu lado 15quando, de repente, apareceram os sabeus e roubaram tudo, passando os criados ao fio da espada. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia”. 16Estava ainda falando quando chegou outro e disse: “Caiu do céu o fogo de Deus e matou ovelhas e pastores, reduzindo-os a cinza. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia”. 17Este ainda falava quando chegou outro e disse: “Os caldeus, divididos em três bandos, lançaram-se sobre os camelos e levaram-nos consigo, depois de passarem os criados ao fio da espada. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia”. 18Este ainda falava quando chegou outro e disse: “Teus filhos e tuas filhas estavam comendo e bebendo vinho na casa do irmão mais velho 19quando um furacão se levantou das bandas do deserto e se lançou contra os quatro cantos da casa, que desabou sobre os jovens e os matou. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia”. 20Então, Jó levantou-se, rasgou o manto, rapou a cabeça, caiu por terra e, prostrado, disse: 21“Nu eu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá. O Senhor deu, o Senhor tirou; como foi do agrado do Senhor, assim foi feito. Bendito seja o nome do Senhor!” 22Apesar de tudo isso, Jó não cometeu pecado nem se revoltou contra Deus.

    Palavra do Senhor.

    Inclinai o vosso ouvido e escutai-me!

    Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, / escutai-me e atendei o meu clamor! /
    Inclinai o vosso ouvido à minha prece, / pois não existe falsidade nos meus lábios! – R.

    De vossa face é que me venha o julgamento, / pois vossos olhos sabem ver o que é justo. /
    Provai meu coração durante a noite, † visitai-o, examinai-o pelo fogo, /
    mas em mim não achareis iniquidade. – R.

    Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, / inclinai o vosso ouvido e escutai-me! /
    Mostrai-me vosso amor maravilhoso, † vós que salvais e libertais do inimigo /
    quem procura a proteção junto de vós. – R.

    Lucas 9,46-50

    Naquele tempo, 46 houve entre os discípulos uma discussão para saber qual deles seria o maior. 47 Jesus sabia o que estavam pensando. Pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48 e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome estará recebendo a mim. E quem me receber estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”. 49 João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lho proibimos, porque não anda conosco”. 50 Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós está a vosso favor”.

    Palavra da salvação.

    “Aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior.”

    O Evangelho de hoje começa com a indagação de quem seria maior entre os discípulos. Jesus responde acolhendo uma criança, símbolo dos pequenos e sem importância, da simplicidade. O Reino de Deus não é como o pensamento humano de dominação e opressão. Todos são irmãos e devem se tratar como tais, amando-se mutuamente. Isso é representado mais à frente quando um homem que utilizava o nome de Jesus foi repreendido. Mesmo fazendo o bem, foi proibido por não ter o status quisto pelos discípulos.

    Peçamos de Deus a graça de vivermos realmente como irmãos, sem soberba, busca de opressão, status e outros meios de segregação.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 26ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Santos Anjos Miguel, Gabriel e Rafael

    Daniel 7,9-10.13-14

    9Eu continuava olhando, até que foram colocados uns tronos, e um ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal, e os livros foram abertos. 13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.

    Palavra do Senhor.

    Sl 137(138)

    Perante os vossos anjos, vou cantar-vos, ó Senhor!

    Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, / porque ouvistes as palavras dos meus lábios! /
    Perante os vossos anjos vou cantar-vos / e ante o vosso templo vou prostrar-me. – R.

    Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, / porque fizestes muito mais que prometestes; /
    naquele dia em que gritei, vós me escutastes / e aumentastes o vigor da minha alma. – R.

    Os reis de toda a terra hão de louvar-vos / quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa. /
    Hão de cantar vossos caminhos e dirão: / “Como a glória do Senhor é grandiosa!” – R.

    João 1,47-51

    Naquele tempo, 47 Jesus viu Natanael, que vinha para ele, e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48 Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49 Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”. 50 Jesus disse: “Tu crês porque te disse: ‘Eu te vi debaixo da figueira’? Coisas maiores que essa verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

    Palavra da salvação.

    “Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem.”

    No Evangelho de hoje, Jesus novamente aponta a necessidade da fidelidade pela coerência. Natanael é exaltado por não apresentar falsidade e por tal característica é chamado por Jesus e proclama sua profissão de fé. Ao ser constante em palavras e atos, Natanael recebe a promessa de ver o céu aberto e os anjos sobre o Filho do Homem, pois como o próprio Cristo afirma Ele é a Verdade, quem a pratica é verdadeiro discípulo. Jesus é o Filho que se rebaixa a nossa condição humana para que, cumprindo a Vontade do Pai, pudesse elevar-nos à dignidade do céu. É Ele a ponte entre nós e o Pai.

    Peçamos a graça de sermos fiéis à Vontade do Pai para que, assim como Natanael, possamos ver os céus abertos e sermos acolhidos pelo Filho.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

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