Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Liturgia diária

janeiro/2021

  • Santa Maria Mãe de Deus

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    MARIA, MÃE DE DEUS

    Números 6,22-27

    22O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23“Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24‘O Senhor te abençoe e te guarde! 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti! 26O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’ 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 66(67)
    Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

    Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, / e sua face resplandeça sobre nós! /
    Que na terra se conheça o seu caminho / e a sua salvação por entre os povos. – R.

    Exulte de alegria a terra inteira, / pois julgais o universo com justiça; /
    os povos governais com retidão / e guiais, em toda a terra, as nações. – R.

    Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, / que todas as nações vos glorifiquem! /

    Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, / e o respeitem os confins de toda a terra! – R.

    Gálatas 4,4-7

    4quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, 5a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá – ó Pai! 7Assim, já não és escravo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro: tudo isso por graça de Deus.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 2,16-21

    Naquele tempo, 16os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.

    Palavra da salvação.

    “Encontraram Maria e José e o recém-nascido. E, oito dias depois, deram-lhe o nome de Jesus”

    No primeiro dia do ano civil, a Igreja celebra a solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria. Na menina da Galileia, o Espirito do Senhor a envolveu com sua sombra, dando a Luz ao Salvador da humanidade. Foi no ventre desta jovem o que o Verbo livremente escolheu para se encarnar sendo um de nós.

    De fato, a mulher que trouxe o Verbo divino é santa, mas não foi só isso que conferiu a santidade de Maria. Maria sempre aceitou servir a Deus colocando-se como uma humilde serva fiel à vontade de seu Senhor. Ela não se ensoberbe-se porque em seu ventre gerou o Senhor da Vida, pelo contrário sente-se em uma posição de servidora de Deus.

    Como relata o próprio evangelho, Maria guardava em seu peito as experiências que vivia, mesmo não compreendendo o que estava acontecendo. Maria não guardou suas experiências como fatos vividos para depois serem narrados aos outros, pelo contrário, ela guardou no peito porque suas experiências são manifestações de Deus em sua vida e sua história. Portanto, procuremos ser como Maria que vive intensamente cada momento de sua vida, mas reconhecendo ali a manifestação de Deus e guardando tudo em nosso peito.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • Sábado da Oitava de Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    SANTOS BASÍLIO E GREGÓRIO

    1 João 2,22-28

    22quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? O anticristo é aquele que nega o Pai e o Filho. 23Todo aquele que nega o Filho também não possui o Pai. Quem confessa o Filho possui também o Pai. 24Permaneça dentro de vós aquilo que ouvistes desde o princípio. Se o que ouvistes desde o princípio permanecer em vós, permanecereis com o Filho e com o Pai. 25E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. 26Escrevo isso a respeito dos que procuram desencaminhar-vos. 27Quanto a vós mesmos, a unção que recebestes da parte de Jesus permanece convosco, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. A sua unção vos ensina tudo, e ela é verdadeira e não mentirosa. Por isso, conforme a unção de Jesus vos ensinou, permanecei nele. 28Então, agora, filhinhos, permanecei nele. Assim poderemos ter plena confiança quando ele se manifestar e não seremos vergonhosamente afastados dele quando da sua vinda.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 97(98)
    Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! /
    Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

    O Senhor fez conhecer a salvação, / e às nações, sua justiça; /
    recordou o seu amor sempre fiel / pela casa de Israel. – R.

    Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. /
    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

    João 1,19-28

    19Este foi o testemunho de João quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21Eles perguntaram: “Quem és, então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” 23João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’ – conforme disse o profeta Isaías”. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25e perguntaram: “Por que então andas batizando se não és o Messias, nem Elias, nem o profeta?” 26João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando.

    Palavra da salvação.

    “No meio de vós está o que vem após mim.”

    O Evangelho de hoje é um testemunho de João Batista, que se apresenta como a voz no deserto avisando que o Messias há de chegar, por isso devemos nos preparar para acolher aquele que vai chegar. A profissão publica de João Batista deve animar e impulsionar as nossas ações para nos colocarmos como anunciadores do Reino.

    Assim como no tempo do Batista ainda somos vozes que gritam no deserto. O deserto de hoje não é o de areia e calor, mas da secura do coração que somente é capaz de amar a si mesmo não sendo capaz de amar o outro. Nós, como cristãos, devemos primeiro deixar Deus gritar no deserto do nosso coração porque não reservamos espaço para Ele.

    Porém, devemos gritar no deserto do coração dos nossos irmãos, para que também reconheçam o seu deserto e façam em seu peito germinar um jardim. Partindo da experiência de transformar o meu coração em jardim do Senhor, através das minhas ações cotidianas, eu testemunharei esse amor de Deus que transborda em meu coração.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • Epifania do Senhor

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 60,1-6

    1Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor. 2Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. 3Os povos caminham à tua luz, e os reis, ao clarão de tua aurora. 4Levanta os olhos ao redor e vê, todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços. 5Ao vê-los, ficarás radiante, com o coração vibrando e batendo forte, pois com eles virão as riquezas de além-mar e mostrarão o poderio de suas nações; 6será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 71(72)
    As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

    Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! /
    Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

    Nos seus dias, a justiça florirá / e grande paz, até que a lua perca o brilho! /
    De mar a mar estenderá o seu domínio, / e desde o rio até os confins de toda a terra! – R.

    Os reis de Társis e das ilhas hão de vir / e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; /
    e também os reis de Seba e de Sabá / hão de trazer-lhe oferendas e tributos. /
    Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, / e todas as nações hão de servi-lo. – R.

    Libertará o indigente que suplica / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. /
    Terá pena do indigente e do infeliz, / e a vida dos humildes salvará. – R.

    Efésios 3,2-3.5-6

    2Irmãos, se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito 3e como, por revelação, tive conhecimento do mistério. 5Esse mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo por meio do Evangelho.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 2,1-12

    1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. 3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. 4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6‘E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo’”. 7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. 9Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. 11Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. 12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

    Palavra da salvação.

    “Viemos do Oriente adorar o Rei”

    Neste Evangelho, um elemento tão forte às vezes passa despercebido: a estrela. Os magos do Oriente sentiram-se tocados por Deus e se deixaram ser conduzidos por um simples sinal do céu, uma estrela. Muito não sabiam o que aquilo poderia revelar, mas algo sagrado ardia no peito destes homens. Eles se colocaram em viagem seguindo a estrela. Por outro lado, Herodes tinha os profetas, a lei, os sacerdotes e não foi capaz de sentir o seu peito arder com aquilo que os magos revelaram a ele. Sua reação foi violenta.

    Os magos seguiram ao encontro daquilo que estrela revelaria: o sol da Justiça. Numa simples gruta na cidade de Belém, encontraram-se com o astro Rei, o Menino envolto em palhas. Nesta criança, os magos reconheceram o sagrado e adoraram aquela criança ofertando presentes. Depois seguiram por outro caminho, pois a experiência marcante os conduziu no caminho da Luz. Aqui está expresso um claro convite à experiência de Fé: conseguir perceber, nos pequenos sinais da nossa vida, a manifestação de Deus que caminha ao nosso lado, apontando o caminho a seguir.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 João 3,22-4,6

    22qualquer coisa que pedimos recebemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. 23Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu. 24Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele. Que ele permanece conosco, sabemo-lo pelo Espírito que ele nos deu. 4,1Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo. 2Este é o critério para saber se uma inspiração vem de Deus: todo espírito que leva a professar que Jesus Cristo veio na carne é de Deus; 3e todo espírito que não professa a fé em Jesus não é de Deus – é o espírito do anticristo. Ouvistes dizer que o anticristo virá; pois bem, ele já está no mundo. 4Filhinhos, vós sois de Deus e vós vencestes o anticristo. Pois convosco está quem é maior do que aquele que está no mundo. 5Os vossos adversários são do mundo; por isso, agem conforme o mundo, e o mundo lhes presta ouvidos. 6Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus escuta-nos; quem não é de Deus não nos escuta. Nisso reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 2
    Eu te darei por tua herança os povos todos.

    O decreto do Senhor promulgarei, † foi assim que me falou o Senhor Deus: /
    “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!” / Podes pedir-me, e em resposta eu te darei,
    † por tua herança, os povos todos e as nações, / e há de ser a terra inteira o teu domínio. – R.

    E agora, poderosos, entendei; / soberanos, aprendei esta lição: /
    com temor servi a Deus, rendei-lhe glória / e prestai-lhe homenagem com respeito! – R.

    Mateus 4,12-17.23-25

    Naquele tempo, 12ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14no território de Zabulon e ­­Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15“Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo”. 23Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. 24E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levavam-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. 25Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e da região além do Jordão.

    Palavra da salvação.

    “O Reino dos Céus está próximo”

    Eis que o sol nascente veio nos visitar. Jesus veio trazer luz a todos os povos. Veio iluminar os nossos corações que estavam em sombras. Assim, o evangelista apresenta Jesus que está iniciando o seu ministério, anunciando a Boa-Nova do Reino, curando doentes, chamando homens para O seguir e convidando os que o escutam para uma vida de conversão.

    João Batista já convidava os homens para uma vida de conversão através do Batismo. Jesus também convida para nos convertermos porque o Reino está próximo. Por isso, devemos abrir o nosso coração para a ação de Deus, clamar que Ele venha ao nosso encontro e nos auxilie nesse caminho de conversão. A conversão que Jesus nos pede e seguir os seus ensinamentos traduzindo-os na nossa vida. A preparação para o Reino dos Céus começa apartir do momento que me coloco no seguimento de Jesus, amando a Deus e aos irmãos. Portanto, devemos cultivar fidelidade neste caminho de conversão que Jesus nos convida abraçar.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 João 4,7-10

    7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 71(72)
    Os reis de toda a terra / hão de adorar-vos, ó Senhor!

    Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! /
    Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

    Das montanhas venha a paz a todo o povo, / e desça das colinas a justiça! /
    Este rei defenderá os que são pobres, / os filhos dos humildes salvará. – R.

    Nos seus dias, a justiça florirá / e grande paz, até que a lua perca o brilho! /
    De mar a mar estenderá o seu domínio, / e desde o rio até os confins de toda a terra! – R.

    Marcos 6,34-44

    Naquele tempo, 34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. 36Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. 37Mas Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” 38Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. 39Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. 41Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42Todos comeram, ficaram satisfeitos 43e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens.

    Palavra da salvação.

    “Multiplicando os pães, Jesus se manifesta como profeta”

    Jesus sente compaixão daquela multidão, ovelhas sem pastor. Ele acolhe os que O procuram com carinho e sem irritação. Jesus sacia os que O procuram com seus ensinamentos e suas palavras. Porém, a saciedade espiritual não é suficiente e o físico exige alimento. Agora, para saciar a fome dos que O procuram, Jesus pede ajuda aos discípulos, que partilham aquilo que têm: cinco pães e dois peixes. Jesus nos chama para partilharmos aquilo que temos, está é a grande lição das primeiras comunidades cristãs. Hoje, nossa sociedade novamente sofre com a fome, falta de emprego e dignidade para a população; nós, cristãos, devemos estar fortes na fé para enfrentarmos esta tormenta. Porém, devemos partilhar aquilo que temos de material para quem não tem. Consolar o irmão que chora a morte de alguém e muitos outros exemplos que podemos citar. Portanto, devemos reavivar em nossas comunidades a partilha do pão, da vida, da experiência, das dores e da fé.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 4ª-feira do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 João 4,11-18

    11Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco, e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor permanece com Deus, e Deus permanece com ele. 17Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em nós termos plena confiança no dia do julgamento, porque, tal como Jesus, nós somos neste mundo. 18No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 71(72)
    As nações de toda a terra / hão de adorar-vos, ó Senhor!

    Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! /
    Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

    Os reis de Társis e das ilhas hão de vir / e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; /
    e também os reis de Seba e de Sabá / hão de trazer-lhe oferendas e tributos. /
    Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, / e todas as nações hão de servi-lo. – R.

    Libertará o indigente que suplica / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. /
    Terá pena do indigente e do infeliz / e a vida dos humildes salvará. – R.

    Marcos 6,45-52

    Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles, andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.

    Palavra da salvação.

    “Viram Jesus andando sobre as águas.”

    Todo cristão, em algum momento de sua vida, passará ou já vivenciou uma tempestade onde tudo parece estar perdido, em que os ventos sopram para todos os lados e as velas de nossa vida vão para qualquer lado. Diante disso, só nos resta remar sem saber para onde iremos. A fé é o que nos dá forças para continuar nesta caminhada difícil. Quando reconhecemos que o Cristo está presente ao nosso lado para vencermos estes ventos contrários, deixamos de vê-Lo como um fantasma.

    Passamos a ver o Cristo vivo nos irmãos que nos ajudam a ter coragem para enfrentar remando nosso barco para a direção correta até cessar esta ventania que causa medo. Estes momentos de tormentas se farão presentes em vários momentos de nossa existência. Isso nos fará amadurecer na fé e na vida. Porém, não devemos nos fechar, mas procurar o auxílio dos irmãos, reconhecer que necessitamos da ajuda de Cristo, mas também dos que estão comigo no barco. Portanto, sejamos humildes como Cristo no caminho da cruz, aceitando ajuda para carregar a cruz das nossas dificuldades.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 5ª-feira do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 João 4,19-5,4)

    19quanto a nós, amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. 20Se alguém disser: “Amo a Deus”, entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. 21E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus ame também o seu irmão. 5,1Todo o que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2Podemos saber que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 71(72)
    As nações de toda a terra / hão de adorar-vos, ó Senhor!

    Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! /
    Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

    Há de livrá-los da violência e opressão, / pois vale muito o sangue deles a seus olhos! /
    Hão de rezar também por ele sem cessar, / bendizê-lo e honrá-lo cada dia. – R.

    Seja bendito o seu nome para sempre! / E que dure como o sol sua memória! /
    Todos os povos serão nele abençoados, / todas as gentes cantarão o seu louvor! – R.

    Lucas 4,14-22

    Naquele tempo, 14Jesus voltou para a Galileia com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15Ele ensinava nas suas sinagogas, e todos o elogiavam. E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor”. 20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca.

    Palavra da salvação.

    “Hoje se cumpriu esta palavra da Escritura.”

    Jesus é o Messias esperado pelo povo e prometido por Deus e não tem medo de se revelar como tal. Pela Palavra de Deus, o próprio Cristo entende a missão que o Pai lhe deu de curar as nossas feridas, libertar-nos e anunciar a Boa-Nova.

    Não podemos imaginar a libertação que Jesus Cristo nos oferece como algo distante de nós. O Senhor é contra qualquer sistema ou situação que oprima o ser humano; é contra a qualquer coisa que ofenda a vida ou tire a sua dignidade. Por isso, nós, seus seguidores, não podemos apoiar a exploração, o egocentrismo e individualismo, os preconceitos e situações de ódio. O Senhor veio trazer a nós a salvação e isto implica reconhecê-lo como Aquele que Deus prometeu enviar para dar sentido a nossa vida.

    Assim como Jesus encontrou sua missão nas Escrituras, tomemos contato mais frequente com a Palavra de Deus para descobrirmos e nos encantarmos mais com a pessoa de Jesus, o Filho de Deus.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 6ª-feira do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 João 5,5-13

    5quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. (Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue.) E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. 7Assim, são três que dão testemunho: 8o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes. 9Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior. Este é o testemunho de Deus, pois ele deu testemunho a respeito de seu Filho. 10Aquele que crê no Filho de Deus tem esse testemunho dentro de si. Aquele que não crê em Deus faz dele um mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. 11E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. 12Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho não tem a vida. 13Eu vos escrevo estas coisas, a vós que acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida eterna.

    Palavra do Senhor.

     


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 147(147B)
    Glorifica o Senhor, Jerusalém!

    Glorifica o Senhor, Jerusalém! / Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! /
    Pois reforçou com segurança as tuas portas, / e os teus filhos em teu seio abençoou. – R.

    A paz em teus limites garantiu / e te dá como alimento a flor do trigo. /
    Ele envia suas ordens para a terra, / e a palavra que ele diz corre veloz. – R.

    Anuncia a Jacó sua palavra, / seus preceitos, suas leis a Israel. /
    Nenhum povo recebeu tanto carinho, / a nenhum outro revelou os seus preceitos. – R.

    Lucas 5,12-16

    12Aconteceu que Jesus estava numa cidade e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 13Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica purificado”. E, imediatamente, a lepra o deixou. 14E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”. 15Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração.

    Palavra da salvação.

    “E, imediatamente, a lepra o deixou.”

    É difícil nos conformarmos à vontade de Deus; muitas vezes, torna-se complicado porque nem paramos para refletir sobre ela. Quando o leproso cai aos pés de Jesus, reconhece-O como Senhor, ou seja, aquele que é maior que eu e que a minha vontade deve se submeter à dele. Esta submissão não significa perder a identidade, mas redescobrir-se como homem e não como um deus.

    Jesus toca o leproso, sem medo de se “contaminar”, ficar impuro mediante a um homem que, na crença religiosa de então era um amaldiçoado por Deus. Da mesma forma, o Senhor deseja tocar a nossa vida e não tem medo de se contaminar conosco; ele tem desejo de estar perto de nós. Da nossa parte deve haver o desejo sincero de cairmos aos pés deste Amor divino.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Sábado do Tempo do Natal

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 João 5,14-21

    Caríssimos, 14esta é a confiança que temos em Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. 15E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido. 16Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida; isso se, de fato, o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se deve rezar. 17Toda iniquidade é pecado, mas existe pecado que não conduz à morte. 18Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele que é gerado por Deus o guarda, e o maligno não o pode atingir. 19Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do maligno. 20Nós sabemos que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos aquele que é o verdadeiro. E nós estamos com o verdadeiro, no seu Filho, Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e a vida eterna. 21Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 149
    O Senhor ama seu povo de verdade.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo / e o seu louvor na assembleia dos fiéis! /
    Alegre-se Israel em quem o fez, / e Sião se rejubile no seu rei! – R.

    Com danças glorifiquem o seu nome, / toquem harpa e tambor em sua honra! /
    Porque, de fato, o Senhor ama seu povo / e coroa com vitória os seus humildes. – R.

    Exultem os fiéis por sua glória / e, cantando, se levantem de seus leitos /
    com louvores do Senhor em sua boca. / Eis a glória para todos os seus santos. – R.

    João 3,22-30

    Naquele tempo, 22Jesus foi com seus discípulos para a região da Judeia. Permaneceu aí com eles e batizava. 23Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas. 24João ainda não tinha sido posto no cárcere. 25Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26Foram a João e disseram: “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, e do qual tu deste testemunho, agora está batizando, e todos vão a ele”. 27João respondeu: “Ninguém pode receber alguma coisa se não lhe for dada do céu. 28Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele’. 29É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. 30É necessário que ele cresça e eu diminua”.

    Palavra da salvação.

    “O amigo do esposo enche-se de alegria ao ouvir a voz do esposo.”

    Ao saberem que a fama de Jesus ia crescendo e que a missão que ele receberá do Pai ia sendo realizada e que homens e mulheres se convertiam ao ouvirem a palavra de Cristo e seus gestos, os discípulos de João sentem inveja e sentem-se perdidos na missão que eles desempenhavam junto a João, o Batista. Este tem uma postura diferente de seus discípulos: sente-se realizado ao saber que o Cristo-Messias estava mudando a vida das pessoas e dando um novo sentido ao batismo que ele fazia.

    Nós, cristãos, devemos ter a atitude de João que diminui para o Filho de Deus crescer. O que fazemos, o bem que propagamos, os dons que utilizamos, nada disto deve ser usado para nos exaltarmos, mas devemos ser sinais de Jesus Cristo. Devemos confessar, convictos, esta verdade: “Fazemos tudo isto porque Jesus nos ensinou, e nós, pelo nosso batismo, continuamos a missão de Jesus entre os homens e mulheres de todos os tempos, crenças, etnias e classes sociais”.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Batismo do Senhor

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 42,1-4.6-7

    Assim fala o Senhor: 1“Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minha alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega, mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos. 6Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 28(29)
    Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

    Filhos de Deus, tributai ao Senhor, / tributai-lhe a glória e o poder! /
    Dai-lhe a glória devida ao seu nome, / adorai-o com santo ornamento! – R.

    Eis a voz do Senhor sobre as águas, / sua voz sobre as águas imensas! /

    Eis a voz do Senhor com poder! / Eis a voz do Senhor majestosa. – R.

    Sua voz no trovão reboando! / No seu templo, os fiéis bradam: “Glória!” /
    É o Senhor que domina os dilúvios, / o Senhor reinará para sempre! – R.

    Atos 10,34-38

    Naqueles dias, 34Pedro tomou a palavra e disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. 35Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença. 36Deus enviou sua palavra aos israelitas e lhes anunciou a Boa-nova da paz por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos. 37Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio, porque Deus estava com ele”.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 1,7-11

    Naquele tempo, 7 João Batista pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8 Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. 9 Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no rio Jordão. 10 E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. 11 E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”.

    Palavra da salvação.

    “Tu és meu filho amado; em ti ponho meu bem-querer.”

    O batismo de João era um ato que levaria homens e mulheres a assumirem o compromisso de mudarem suas vidas e voltarem a fidelidade que Deus exigia: viver os seus mandamentos e preceitos e amá-lo. Mas é em Jesus que este batismo passa a ter o sentido de compromisso com Deus em prol da salvação do mundo e da humanidade de forma nova: somos unidos, pelo batismo, a missão de Jesus e unidos uns com os outros nesta mesma missão de continuarmos anunciando o amor de Deus para com todas as pessoas. E neste compromisso nós nos mergulhamos sempre mais na dinâmica do amor a Deus e ao próximo. E é o Espírito Santo que nos faz sempre sermos cativados pelos ensinamentos de Cristo e nos faz fiéis ao que prometemos pelo batismo e confirmamos pela Crisma. Sem o Espírito do Senhor nada podemos fazer enquanto cristãos.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 2ª-feira da 1ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 1,1-6

    1Muitas vezes e de muitos modos, falou Deus outrora aos nossos pais pelos profetas; 2nestes dias, que são os últimos, ele nos falou por meio do Filho, a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também ele criou o universo. 3Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser. Ele sustenta o universo com o poder de sua palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, ele sentou-se à direita da majestade divina, nas alturas. 4Ele foi colocado tanto acima dos anjos quanto o nome que ele herdou supera o nome deles. 5De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”? Ou ainda: “Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um filho”? 6Mas, quando faz entrar o Primogênito no mundo, Deus diz: “Todos os anjos devem adorá-lo!”

    Palavra do Senhor.


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    Sl 96(97)
    Adorai o Senhor Deus, vós, anjos todos!

    Deus é rei! Exulte a terra de alegria, / e as ilhas numerosas rejubilem! /
    Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, / que se apoia na justiça e no direito. – R.

    E assim proclama o céu sua justiça, † todos os povos podem ver a sua glória. /
    Aos pés de Deus vêm se prostrar todos os deuses! – R.

    Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, † muito acima do universo que criastes, /
    e de muito superais todos os deuses. – R.

    Marcos 1,14-20

    14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” 16E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17Jesus lhes disse: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai, Zebedeu, na barca com os empregados e partiram, seguindo Jesus.

    Palavra da salvação.

    “Convertei-vos e crede no Evangelho!”

    Em Jesus Cristo, o Filho de Deus e nosso Irmão, somos chamados a acolher a Boa Nova que é o amor de Deus e nos transformamos por este amor. Para isto, o próprio Jesus nos convida a segui-Lo. O exemplo de Simão Pedro e André nos mostra a disponibilidade, a rapidez e a mente e o coração decididos que precisamos ter.

    Nós, Igreja, somos chamados a sermos pescadores de homens porque nós mesmos fomos “pescados” por Cristo. Pelo batismo fomos banhados pela água que nos renova e é um grande passo para o seguimento de Jesus. Pelo batismo nos comprometemos com o Senhor. Por isso, precisamos estar atentos aos pedidos que Deus nos faz de seguirmos suas pegadas, seja nos nossos bons propósitos de vivermos bem, seja nas dificuldades da vida, e tantas outras formas em que o chamado de Jesus aos seus discípulos se faz audível para nós, continuadores de sua missão.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 3ª-feira da 1ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 2,5-12

    5 Não foi aos anjos que Deus submeteu o mundo futuro, do qual estamos falando. 6 A este respeito, porém, houve quem afirmasse: “O que é o homem, para dele te lembrares, ou o filho do homem, para com ele te ocupares? 7 Tu o fizeste um pouco menor que os anjos, de glória e honra o coroaste e todas as coisas puseste debaixo de seus pés”. Se Deus lhe submeteu todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse submisso. Atualmente, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso. 9 Jesus, a quem Deus fez pouco menor do que os anjos, nós o vemos coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em favor de todos, ele provou a morte. 10 Convinha de fato que aquele por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos. 11 Pois tanto Jesus, o santificador, quanto os santificados são descendentes do mesmo ancestral; por esta razão, ele não se envergonha de os chamar irmãos, 12 dizendo: “Anunciarei o teu nome a meus irmãos; e no meio da assembleia te louvarei”.

    Palavra do Senhor.


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    Sl: 8
    Destes domínio ao vosso Filho / sobre tudo o que criastes.

    Ó Senhor, nosso Deus, como é grande / vosso nome por todo o universo! /
    Perguntamos: “Senhor, que é o homem, † para dele assim vos lembrardes /
    e o tratardes com tanto carinho?” – R.

    Pouco abaixo de Deus o fizestes, / coroando-o de glória e esplendor; /
    vós lhe destes poder sobre tudo, / vossas obras aos pés lhe pusestes. – R.

    As ovelhas, os bois, os rebanhos, / todo o gado e as feras da mata; /
    passarinhos e peixes dos mares, / todo ser que se move nas águas. – R.

    Marcos 1,21-28

    21 Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23 Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25 Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26 Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isso? Um ensinamento novo, dado com autoridade: ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28 E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.

    Palavra da salvação.

    “Ensinava como quem tem autoridade”

    As palavras de Jesus eram coerentes com as suas atitudes e exigia de seus discípulos e das multidões coerência diante de Deus e dos homens. Por isso causava desconforto naqueles que se sentiam perfeitos, mas somente sabiam os conceitos e não a prática. Estes não conseguem acolher a mensagem de Jesus. Mas as multidões de homens e mulheres simples acolhem de boa vontade os ensinamentos do Senhor em sua vida cotidiana e se admiram com a pessoa de Jesus. Nesta perspectiva, até o espírito impuro no endemoninhado reconhece a missão de Cristo e quem ele é. E Jesus, em sua autoridade revelada nas suas palavras e ações, expulsa o espírito maligno.

    Não podemos apenas confessar Jesus Cristo como Senhor se não o permitimos ser Senhor de nossa vida. Se reconhecermos Jesus como uma pessoa vital o veremos como autoridade para nós. E seus ensinamentos se tornarão vida para o nosso dia a dia.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 4ª-feira da 1ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 2,14-18

    14Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16 Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17 Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18 Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.

    Palavra do Senhor.


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    Sl 104(105)
    O Senhor se lembra sempre da Aliança.

    Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, / anunciai entre as nações seus grandes feitos! /
    Cantai, entoai salmos para ele, / publicai todas as suas maravilhas! – R.

    Gloriai-vos em seu nome que é santo, / exulte o coração que busca a Deus! /
    Procurai o Senhor Deus e seu poder, / buscai constantemente a sua face! – R.

    Descendentes de Abraão, seu servidor, / e filhos de Jacó, seu escolhido, /
    ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, / vigoram suas leis em toda a terra. – R.

    Ele sempre se recorda da Aliança, / promulgada a incontáveis gerações; /
    da Aliança que ele fez com Abraão / e do seu santo juramento a Isaac. – R.

    Marcos 1,29-39

    Naquele tempo, 29 Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31 ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então a febre desapareceu, e ela começou a servi-los. 32 À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34 Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35 De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36 Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37 Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38 Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39 E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

    Palavra da salvação.

    “Curou muitas pessoas de diversas doenças.”

    A fama de Jesus só tende a aumentar mais e mais na Galileia até os confins da terra, como diz o salmista. A mensagem de paz, amor e concórdia que Jesus anuncia encanta as pessoas que o conhecem, mas, o que as encanta de forma tão fascinante não são as estruturas inteligentes, frases bem elaboradas ou discursos eloquentes de Jesus, pelo contrário, se é a isso que procuramos vemos que Jesus não profere discursos para os sábios, sim para os simples.

    Somente aquele que se faz menor e reconhece em sua vida uma sede profunda de Deus, é quem sabe reconhecer o verdadeiro mistério presente nas palavras proferidas pelo Filho do Homem. Quem corre para Jesus, corre porque necessita de algo que não consegue encontrar no mundo. Quem corre a Jesus é porque sabe que somente Deus é o caminho verdadeiro para a vida, é todo aquele que deseja encontrar e sentir no seu espírito pobre a riqueza da vida em plenitude.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 5ª-feira da 1ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 3,7-14

    Irmãos, 7 escutai o que declara o Espírito Santo: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, 8 não endureçais os vossos corações, como aconteceu na provocação, no dia da tentação, no deserto, 9 onde vossos pais me tentaram, colocando-me à prova, 10 embora vissem as minhas obras, durante quarenta anos. Por isso me irritei com essa geração e afirmei: sempre se enganam no coração e desconhecem os meus caminhos. 11 Assim jurei em minha ira: não entrarão no meu repouso”. 12 Cuidai, irmãos, que não se ache em algum de vós um coração transviado pela incredulidade, levando-o a afastar-se do Deus vivo. 13 Antes, animai-vos uns aos outros, dia após dia, enquanto ainda se disser “hoje”, para que nenhum de vós se endureça pela sedução do pecado, 14 pois tornamo-nos companheiros de Cristo contanto que mantenhamos firme, até o fim, a nossa confiança inicial.

    Palavra do Senhor.


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    Sl 94(95)
    Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / Não fecheis os vossos corações.

    Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, / e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! /
    Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, † e nós somos o seu povo e seu rebanho, /
    as ovelhas que conduz com sua mão. – R.

    Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: † “Não fecheis os corações como em Meriba, /
    como em Massa, no deserto, aquele dia, / em que outrora vossos pais me provocaram, /
    apesar de terem visto as minhas obras. – R.

    Quarenta anos desgostou-me aquela raça, † e eu disse: Eis um povo transviado, /
    seu coração não conheceu os meus caminhos! / E por isso lhes jurei na minha ira: /
    Não entrarão no meu repouso prometido!” – R.

    Marcos 1,40-45

    Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 41 Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica curado!” 42 No mesmo instante, a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43 Então Jesus o mandou logo embora, 44 falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45 Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

    Palavra da salvação.

    “A lepra desapareceu e o homem ficou curado.”

    Ser portador da lepra no tempo de Jesus era sinônimo evidente e certo de uma exclusão quase que irreversível da sociedade judaica. Não só por questões higiênicas, mas, sobretudo religiosos que barravam qualquer contato com os leprosos, obrigando-os a viverem fora das cidades ou em áreas afastadas nas cidades. O entendimento era de que os portadores desta doença eram pessoas impuras e que, se sofriam essa desgraça, eram por simples consequência de seus pecados, ou seja, como forma de castigo imposto por Deus ao indivíduo.

    Contudo, diante da situação opressora que viviam os leprosos, Jesus não mostra qualquer atitude de desprezo para com este homem que o procura de boa vontade. Deus só tem olhos para sua fé e é justamente ela que a salva de sua marginalização e opressão social, dando a este rapaz a capacidade de viver uma nova vida, renovada pelo encontro com o amor sincero de um Deus que se compraz de sua miséria e pobreza.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 6ª-feira da 1ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 4,1-5.11

    Irmãos, 1 tenhamos cuidado: enquanto nos é oferecida a oportunidade de entrar no repouso de Deus, não aconteça que alguém de vós fique para trás. 2 Também nós, como eles, recebemos uma boa-nova. Mas a proclamação da palavra de nada lhes adiantou, por não ter sido acompanhada da fé naqueles que a tinham ouvido, enquanto nós, que acreditamos, entramos no seu repouso. É assim como ele falou: “Por isso jurei na minha ira: jamais entrarão no meu repouso”. Isso, não obstante as obras de Deus estarem terminadas desde a criação do mundo. 4 Pois, em certos lugares, assim falou do sétimo dia: “E Deus repousou no sétimo dia de todas as suas obras”, e ainda novamente: “Não entrarão no meu repouso”. 11 Esforcemo-nos, portanto, por entrar nesse repouso, para que ninguém repita o acima referido exemplo de desobediência.

    Palavra do Senhor.


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    Sl 77(78)
    Não vos esqueçais das obras do Senhor!

    Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos, / e transmitiram para nós os nossos pais, /
    à nova geração nós contaremos: / as grandezas do Senhor e seu poder. – R.

    Levantem-se e as contem a seus filhos, / para que ponham no Senhor sua esperança; /
    das obras do Senhor não se esqueçam / e observem fielmente os seus preceitos. – R.

    Nem se tornem, a exemplo de seus pais, / rebelde e obstinada geração, /
    uma raça de inconstante coração, / infiel ao Senhor Deus em seu espírito. – R.

    Marcos 2,1-12

    1 Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2 E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3 trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4 Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5 Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 6 Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7“Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 8 Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? O que é mais fácil, dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 10 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados – disse ele ao paralítico -, 11 eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama e vai para tua casa!” 12 O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”.

    Palavra da salvação.

    “O Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados.”

    O perdão dos pecados só pode ser concedido por Deus, uma vez que a ofensa se dirige a ele, somente o Pai pode reatar os laços perdidos da aliança com seus Filhos. O paralítico se encontrava em grande desterro, sofrido principalmente pela enfermidade que o atormentava e o impedia de assumir uma vida de compromissos comuns a qualquer homem de seu tempo. Ao encontrar-se no meio daquela multidão que cercava o Filho de Deus, encantava-se com os belos prodígios e maravilhas que diziam sobre Jesus, o Nazareno.

    Para Deus o que realmente importa nos homens é a fé que eles trazem em seu íntimo e só Deus pode conhecer tal realidade presente no coração de cada ser criado. A condição social, a enfermidade, o emprego que exerce são mínimos detalhes para aqueles que trazem em si uma fé inabalável e confiante na Trindade Santa.

    Deus nos permita adquirirmos uma fé tão pura e verdadeira quanto a deste paralítico, para um dia podermos felizes gozar da verdadeira alegria dos filhos de Deus.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Sábado da 1ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 4,12-16

    Irmãos, 12 a Palavra de Deus é viva, eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. Penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas. Ela julga os pensamentos e as intenções do coração. 13 E não há criatura que possa ocultar-se diante dela. Tudo está nu e descoberto aos seus olhos, e é a ela que devemos prestar contas. 14 Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15 Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 16 Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 18(19B)
    Vossas palavras são espírito, são vida; / tendes palavras, ó Senhor, de vida eterna.

    A lei do Senhor Deus é perfeita, / conforto para a alma! / O testemunho do Senhor é fiel, /
    sabedoria dos humildes. – R.

    Os preceitos do Senhor são precisos, / alegria ao coração. / O mandamento do Senhor é brilhante, /
    para os olhos é uma luz. – R.

    É puro o temor do Senhor, / imutável para sempre. / Os julgamentos do Senhor são corretos /
    e justos igualmente. – R.

    Que vos agrade o cantar dos meus lábios / e a voz da minha alma; /
    que ela chegue até vós, ó Senhor, / meu rochedo e redentor! – R.

    Marcos 2,13-17

    Naquele tempo, 13 Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia ao seu encontro, e Jesus os ensinava. 14 Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu. 15 E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 16 Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com os cobradores de impostos e pecadores?” 17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

    Palavra da salvação.

    “Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”

    Entender hoje a vida de um coletor de impostos, nos nossos tempos atuais, fica difícil, uma vez que o advento da modernidade com seus meios eletrônicos facilitou o pagamento de contas e pendências com o governo. Como bem sabemos, nos tempos da antiga Galileia as coisas não eram tão modernas assim. O estado, para receber a coleta de seus impostos, necessitava de homens justos, honestos e de espírito firme para cobrar as dívidas de seus devedores, a fim de que se garantisse o recebimento desses valores.

    No Evangelho vemos a importante presença de Mateus, uma dessas figuras representantes do Estado na coletoria de impostos. Levi, filho de Alfeu, exercia uma função que desagradava muito os mestres da lei e a comunidade judaica, uma vez que seu serviço lidava com o recebimento de juros e apoiava a dominação do governo romano sobre Israel.

    Podemos notar, no entanto, que Jesus é um judeu diferente, pois se faz amigo daquele que não merecia misericórdia. Em troca de preconceitos e julgamentos duros, Cristo prefere mostrar compaixão e ser médico de todo aquele que se vê contaminado pelo pecado.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 2º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Samuel 3,3-10.19

    Naqueles dias, 3 Samuel estava dormindo no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. 4 Então o Senhor chamou: “Samuel, Samuel!” Ele respondeu: “Estou aqui”. 5 E correu para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli respondeu: “Eu não te chamei. Volta a dormir!” E ele foi deitar-se. 6 O Senhor chamou de novo: “Samuel, Samuel!” E Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Ele respondeu: “Não te chamei, meu filho. Volta a dormir!” 7 Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois, até então, a palavra do Senhor não se lhe tinha manifestado. 8 O Senhor chamou pela terceira vez: “Samuel, Samuel!” Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli compreendeu que era o Senhor que estava chamando o menino. 9 Então disse a Samuel: “Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás: ‘Senhor, fala, que teu servo escuta!’” E Samuel voltou ao seu lugar para dormir. 10O Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: “Samuel! Samuel!” E ele respondeu: “Fala, que teu servo escuta”. 19 Samuel crescia, e o Senhor estava com ele. E não deixava cair por terra nenhuma de suas palavras.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 39(40)
    Eu disse: “Eis que venho, Senhor! / Com prazer faço a vossa vontade”.

    Esperando, esperei no Senhor / e, inclinando-se, ouviu meu clamor. /
    Canto novo ele pôs em meus lábios, / um poema em louvor ao Senhor. – R.

    Sacrifício e oblação não quisestes, / mas abristes, Senhor, meus ouvidos; /
    não pedistes ofertas nem vítimas, / holocaustos por nossos pecados. – R.

    E então eu vos disse: “Eis que venho!” / Sobre mim está escrito no livro: /
    “Com prazer faço a vossa vontade, / guardo em meu coração vossa lei!” – R.

    Boas-novas de vossa justiça † anunciei numa grande assembleia; /
    vós sabeis: não fechei os meus lábios! – R.

    1 Coríntios 6,13-15.17-20

    Irmãos, 13o corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo. 14 e Deus, que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também a nós, pelo seu poder. 15 Porventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo? 17 Quem adere ao Senhor torna-se com ele um só espírito. 18 Fugi da imoralidade. Em geral, qualquer pecado que uma pessoa venha a cometer fica fora do seu corpo. Mas o fornicador peca contra o seu próprio corpo. 19 Ou ignorais que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e que vos é dado por Deus? E, portanto, ignorais também que vós não pertenceis a vós mesmos? 20 De fato, fostes comprados, e por preço muito alto. Então, glorificai a Deus com o vosso corpo.

    Palavra do Senhor.

    João 1,35-42

    Naquele tempo, 35 João estava de novo com dois de seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” 37 Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38 Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer mestre), onde moras?” 39 Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram, pois, ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. 40 André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. 41 Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer Cristo). 42 Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer pedra).

    Palavra da salvação.

    “Foram ver onde Jesus morava e permaneceram com ele.”

    Conhecer a Jesus não é algo rápido e meramente intelectual. Não se trata de um conceito que pode ser encontrado num antigo livro, mas de uma pessoa com quem somos convidados a conviver para compreender seu modo de viver, pensar e interagir com as pessoas. Conviver com Jesus se faz necessário para nos tornarmos aptos a amar tal como ele amou e ama a cada pessoa.

    Os discípulos de João Batista ouviram de seu mestre que Jesus era o Cordeiro de Deus que vinha nos livrar de todo o pecado. Não podemos imaginar um anúncio mais esperançoso e fonte de alegria que este! Seguir a Jesus é fiar nossa vida na salvação oferecida por ele, viver tal como redimidos de nossas falhas, aceitos em nossos limites, porque nos mantemos no esforço para fazer sua graça frutificar em nossas vidas.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 2ª-feira da 2ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 5,1-10

    1 Todo sumo sacerdote é tirado do meio dos homens e instituído em favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. 2 Sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo está cercado de fraqueza. 3 Por isso, deve oferecer sacrifícios tanto pelos pecados do povo quanto pelos seus próprios. 4 Ninguém deve atribuir-se essa honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão. 5 Deste modo, também Cristo não se atribuiu a si mesmo a honra de ser sumo sacerdote, mas foi aquele que lhe disse: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”. Como diz em outra passagem: “Tu és sacerdote para sempre, na ordem de Melquisedeque”. 7 Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8 Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9 Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. 10 De fato, ele foi por Deus proclamado sumo sacerdote na ordem de Melquisedeque.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 109(110)
    Tu és sacerdote eternamente / segundo a ordem do rei Melquisedeque!

    Palavra do Senhor ao meu Senhor: / “Assenta-te ao lado meu direito /

    até que eu ponha os inimigos teus / como escabelo por debaixo de teus pés!” – R.

    O Senhor estenderá desde Sião † vosso cetro de poder, pois ele diz: /
    “Domina com vigor teus inimigos. – R.

    Tu és príncipe desde o dia em que nasceste; † na glória e esplendor da santidade, /
    como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!” – R.

    Jurou o Senhor e manterá sua palavra: † “Tu és sacerdote eternamente /
    segundo a ordem do rei Melquisedeque!” – R.

    Marcos 2,18-22

    Naquele tempo, 18 os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam e os teus discípulos não jejuam?” 19 Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20 Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21 Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha, porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.

    Palavra da salvação.

    “O noivo está com eles.”

    Como é possível que odres velhos possam suportar conservar vinhos novos? Quem pode ver lógica em remendar peças novas de roupa com tecidos gastados e já ultrapassados? Essas são as indagações que Jesus nos revela no final do trecho evangélico. Ao relatar estes fatos, a intensão do divino mestre era ensinar aos fariseus que seu anúncio da boa nova divina devia ser recebida em novos recipientes, almas renovadas e inteiramente novas é que podem entender completamente a mensagem de Jesus.

    Os fariseus e mestres da Lei presos as antigas formas de culto e tradições, que mais dificultavam do que ajudavam na relação com Deus, precisam mudar-se completamente para compreender de fato a riqueza do tesouro evangélico de Jesus e seus discípulos.

    O convite, é claro, se estende aos nossos dias, como uma inquietação direta de Jesus aos seus ouvintes. Consigo identificar o que me prende a uma observância rígida da Lei? O que me impede de ainda não me entregar por inteiro a Jesus, Salvador? Será que sou capaz de me pautar pelos valores do Reino dos Céus ou deixo-me levar pelos reinos da terra?

    Reflexão dos noviços da Província

  • 3ª-feira da 2ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 6,10-20

    Irmãos, 10 Deus não é injusto, para esquecer aquilo que estais fazendo e a caridade que demonstrastes em seu nome, servindo e continuando a servir os santos. 11 Mas desejamos que cada um de vós mostre até o fim este mesmo empenho pela plena realização da esperança, 12 para não serdes lentos à compreensão, mas imitadores daqueles que, pela fé e perseverança, se tornam herdeiros das promessas. 13 Pois quando Deus fez a promessa a Abraão, não havendo alguém maior por quem jurar, jurou por si mesmo, 14 dizendo: “Eu te cumularei de bênçãos e te multiplicarei em grande número”. 15 E assim Abraão foi perseverante e alcançou a promessa. 16 Os homens juram, de fato, por alguém mais importante, e a garantia do juramento põe fim a qualquer contestação. 17 Por isso, querendo Deus mostrar, com mais firmeza, aos herdeiros da promessa o caráter irrevogável da sua decisão, interveio com um juramento. 18 Assim, por meio de dois atos irrevogáveis, nos quais não pode haver mentira por parte de Deus, encontramos profunda consolação, nós que tudo deixamos para conseguir a esperança proposta. 19A esperança, com efeito, é para nós qual âncora da vida, segura e firme, penetrando para além da cortina do santuário, 20 onde Jesus entrou por nós, como precursor, feito sumo sacerdote eterno na ordem de Melquisedeque.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 110(111)
    O Senhor se lembra sempre da Aliança.

    Eu agradeço a Deus de todo o coração, / junto com todos os seus justos reunidos! /
    Que grandiosas são as obras do Senhor, / elas merecem todo o amor e admiração! – R.

    O Senhor bom e clemente nos deixou / a lembrança de suas grandes maravilhas. /
    Ele dá o alimento aos que o temem / e jamais esquecerá sua Aliança. – R.

    Enviou libertação para o seu povo, / confirmou sua Aliança para sempre. /
    Seu nome é santo e é digno de respeito. / Permaneça eternamente o seu louvor. – R.

    Marcos 2,23-28

    23 Jesus estava passando por uns campos de trigo em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24 Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” 25 Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26 Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. 27 E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28 Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”.

    Palavra da salvação.

    “O Filho do Homem é Senhor também do sábado.”

    Os fariseus formavam um grupo de judeus que zelavam pelas leis do Templo, mas que também as usavam para oprimir o povo do Senhor. Nós, como eles, podemos manipular as leis do Templo a nosso favor, buscando a nossa felicidade pessoal, o nosso benefício próprio, sem nunca olharmos para os lados, para aqueles que são necessitados. Essa é uma atitude que mata, que fere a dignidade do outro, que é incapaz de ter compaixão.

    Jesus e seus discípulos são acusados pelos fariseus de estarem colhendo em dia de sábado, dia em que não era permitido trabalhar, ao que Jesus os recorda que a Lei de Deus deve estar sempre a serviço da vida. A lei de Deus é o amor, a fraternidade, a justiça e a paz – todos na direção da vida e do próximo, do necessitado.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 2ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 7,1-3.15-17

    Irmãos, 1 Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote de Deus altíssimo, saiu ao encontro de Abraão, quando este regressava do combate contra os reis, e o abençoou. 2 Foi a ele que Abraão entregou o dízimo de tudo. E o seu nome significa, em primeiro lugar, “rei de justiça”; e depois “rei de Salém”, o que quer dizer “rei da paz”. 3 Sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem início de dias nem fim de vida! É assim que ele se assemelha ao Filho de Deus e permanece sacerdote para sempre. 15 Isso se torna ainda mais evidente quando surge um outro sacerdote, semelhante a Melquisedeque, 16 não em virtude de uma prescrição de ordem carnal, mas segundo a força de uma vida imperecível. 17 Pois diz o testemunho: “Tu és sacerdote para sempre na ordem de Melquisedeque”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 109(110)
    Tu és sacerdote eternamente / segundo a ordem do rei Melquisedeque!

    Palavra do Senhor ao meu Senhor: / “Assenta-te ao lado meu direito /
    até que eu ponha os inimigos teus / como escabelo por debaixo de teus pés!” – R.

    O Senhor estenderá desde Sião † vosso cetro de poder, pois ele diz: /
    “Domina com vigor teus inimigos. – R.

    Tu és príncipe desde o dia em que nasceste; † na glória e esplendor da santidade, /
    como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!” – R.

    Jurou o Senhor e manterá sua palavra: † “Tu és sacerdote eternamente /
    segundo a ordem do rei Melquisedeque!” – R.

    Marcos 3,1-6

    Naquele tempo, 1 Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2 Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3 Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4 E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5 Jesus, então, olhou ao seu redor cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração, e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6 Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

    Palavra da salvação.

    Jesus, então, olhou ao seu redor cheio de ira e tristeza
    porque eram duros de coração (Mc 3,5)

    Jesus não foi unanimidade. Os fariseus, segundo os evangelhos, não lhe davam descanso. Muitas polêmicas envolveram o Mestre e alguns segmentos do judaísmo. Muitos ficavam irritados com certa postura meio “leve” a respeito da guarda do sábado… Os legalistas não engoliam a Jesus. Jesus constata o drama dos fariseus com seu coração endurecido, incapaz de acolher o novo. O comentário do Missal Cotidiano da Paulus nos ajuda a compreender essa polêmica:

    “Os fariseus não racionam mais, seu espírito está como que bloqueado por uma ideia fixa: Jesus deve morrer. Por que motivo? É um profeta incômodo, é alguém que tira a tranquilidade, alguém que não dá tréguas à iniquidade, à duplicidade e à falsidade. Quase não ouvem a pergunta que Jesus dirige justamente a eles, no intuito de toca-los e leva-los à refletir. Sobretudo não advertem na tristeza que sua atitude desperta em Cristo. São homens que buscam a si mesmos e não a verdade. Condenam-se por si próprios. Outros homens, ainda hoje, questionam a respeito deste ou daquele ponto da fé cristã. Não conseguem admitir, não se sentem inclinados a aceitar, mas procuram de coração sincero. A verdade, que é Cristo, certamente se fará encontrar, ainda que segundo os desígnios de Deus, deve ser longa a caminhada” (p.659).

    O que se pode destacar do texto evangélico e do comentário?

    • Há pessoas que não pensam mais. Formam uma ideia a respeito disso ou daquilo e são incapazes de se abrir a novo.
    • Jesus não um doce tranquilizador, mas alguém que questiona, incomoda.
    • Há pessoas que vão se fechando de tal modo às visitas de Deus que não mais capazes de acolher as visitas de Deus. Muitos, tendo deixado de fazer exames de consciência delicados, foram se considerando donas da verdade e critério último de suas ações.

    Frei Almir Guimarães

  • 5ª-feira da 2ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    SANTA INÊS
    Hebreus 7,25-8,6

    Irmãos, 25 Jesus é capaz de salvar para sempre aqueles que, por seu intermédio, se aproximam de Deus. Ele está sempre vivo para interceder por eles. 26 Tal é precisamente o sumo sacerdote que nos convinha: santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores e elevado acima dos céus. 27 Ele não precisa, como os sumos sacerdotes, oferecer sacrifícios em cada dia, primeiro por seus próprios pecados e depois pelos do povo. Ele já o fez uma vez por todas, oferecendo-se a si mesmo. 28 A Lei, com efeito, constituiu sumos sacerdotes sujeitos à fraqueza, enquanto a palavra do juramento, que veio depois da Lei, constituiu alguém que é Filho, perfeito para sempre. 8,1 O tema mais importante da nossa exposição é este: temos um sumo sacerdote tão grande, que se assentou à direita do trono da majestade, nos céus. 2 Ele é ministro do santuário e da tenda verdadeira, armada pelo Senhor, e não por mão humana. 3 Todo sumo sacerdote, com efeito, é constituído para oferecer dádivas e sacrifícios; portanto, é necessário que tenha algo a oferecer. 4 Na verdade, se Cristo estivesse na terra, não seria nem mesmo sacerdote, pois já existem os que oferecem dádivas de acordo com a Lei. 5 Estes celebram um culto que é cópia e sombra das realidades celestes, como foi dito a Moisés, quando estava para executar a construção da tenda: “Vê, faze tudo segundo o modelo que te foi mostrado sobre a montanha”. 6 Agora, porém, Cristo possui um ministério superior. Pois ele é o mediador de uma aliança bem melhor, baseada em promessas melhores.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 39(40)
    Eis que venho fazer, com prazer, / a vossa vontade, Senhor!

    Sacrifício e oblação não quisestes, / mas abristes, Senhor, meus ouvidos; /
    não pedistes ofertas nem vítimas, † holocaustos por nossos pecados, /
    e então eu vos disse: “Eis que venho!” – R.

    Sobre mim está escrito no livro: † “Com prazer faço a vossa vontade, /
    guardo em meu coração vossa lei!” – R.

    Boas-novas de vossa justiça † anunciei numa grande assembleia; /
    vós sabeis: não fechei os meus lábios! – R.

    Mas se alegre e em vós rejubile / todo ser que vos busca, Senhor! /
    Digam sempre: “É grande o Senhor!” / os que buscam em vós seu auxílio. – R.

    Marcos 3,7-12

    Naquele tempo, 7 Jesus se retirou para a beira do mar junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8 E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9 Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse. 10 Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11 Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12 Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

    Palavra da salvação.

    “Os espíritos maus gritavam: ‘Tu és o Filho de Deus!’
    Mas ele ordenava severamente para não dizerem quem ele era.”

    Jesus atrai para si multidões, porque essas eram atraídas pelos prodígios que ele realizava, mas ele procura uma relação madura e não de assistencialismo com essas pessoas pobres e necessitadas. Ajudar aqueles que precisam é louvável e necessário, contudo, é preciso solucionar os problemas dos necessitados pela raiz, para que eles não se tornem eternos dependentes de nosso assistencialismo, mas sejam capazes de buscar sua independência.

    Ajudar o próximo é um ato de amor e de carinho, mas se o fizermos com segundas intenções, buscando reconhecimento, buscando tirar proveito da situação, isso nunca será um ato maduro de entrega de si para os outros, mas um ato de vaidade e de apelo egocêntrico, e é por esse motivo que Jesus pede que não seja revelada a sua identidade, a ele não é importante ser anunciado, mas que seja anunciado aquele que o enviou.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 2ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 8,6-13

    Irmãos, 6 agora, Cristo possui um ministério superior. Pois ele é o mediador de uma aliança bem melhor, baseada em promessas melhores. 7 De fato, se a primeira aliança fosse sem defeito, não se procuraria estabelecer uma segunda. 8 Com efeito, Deus adverte: “Dias virão, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma nova aliança. 9 Não como a aliança que eu fiz com os seus pais, no dia em que os conduzi pela mão para fazê-los sair da terra do Egito. Pois eles não permaneceram fiéis à minha aliança; por isso, me desinteressei deles, diz o Senhor. 10 Eis a aliança que estabelecerei com o povo de Israel, depois daqueles dias – diz o Senhor: colocarei minhas leis na sua mente e as gravarei no seu coração, e serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 11 Ninguém mais ensinará o seu próximo nem o seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’ Porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior. 12 Porque terei misericórdia das suas faltas e não me lembrarei mais dos seus pecados”. 13 Assim, ao falar de nova aliança, declarou velha a primeira. Ora, o que envelhece e se torna antiquado está prestes a desaparecer.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 84(85)
    A verdade e o amor se encontrarão.

    Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, / concedei-nos também vossa salvação! /
    Está perto a salvação dos que o temem, / e a glória habitará em nossa terra. – R.

    A verdade e o amor se encontrarão, / a justiça e a paz se abraçarão; /
    da terra brotará a fidelidade, / e a justiça olhará dos altos céus. – R.

    O Senhor nos dará tudo o que é bom, / e a nossa terra nos dará suas colheitas; /
    a justiça andará na sua frente / e a salvação há de seguir os passos seus. – R.

    Marcos 3,13-19

    Naquele tempo, 13 Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14 Então Jesus designou doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15 com autoridade para expulsar os demônios. 16 Designou, pois, os doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17 Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”; 18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19 e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.

    Palavra da salvação.

    “Chamou os que ele quis, para que ficassem com ele.”

    O Evangelho dessa sexta-feira traz o elenco dos doze apóstolos, um grupo escolhido por Jesus entre as multidões e os discípulos. A passagem apresenta também qual é a missão desse grupo, missão essa que se estende também a nós filhos e filhas de Deus, e que se resume em comprometer-se com Jesus, anunciar o Reino de Deus e libertar o povo de suas prisões, de suas limitações e alienações.

    Essas três partes de uma mesma missão traçam um caminho seguro para servirmos a Deus, é preciso criar intimidade com Cristo, andar ao seu lado e conhecer os seus projetos e ideais, ler a palavra de Deus, para que só então possamos ser anunciadores desses mesmos valores de fraternidade, solidariedade, justiça e paz no meio em que estivermos, pois eles são capazes de dissipar os erros, os falsos ídolos, os medos e para trazer a libertação desejada pelo Pai.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 2ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 9,2-3.11-14

    Irmãos, 2 foi construída uma primeira tenda, chamada o Santo, onde se encontravam o candelabro, a mesa e os pães da proposição. 3 Atrás da segunda cortina havia outra tenda, chamada o Santo dos Santos. 11 Cristo, porém, veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Através de uma tenda maior e mais perfeita, que não é obra de mãos humanas, isto é, que não faz parte desta criação, 12 e não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, ele entrou no santuário uma vez por todas, obtendo uma redenção eterna. 13 De fato, se o sangue de bodes e touros e a cinza de novilhas espalhada sobre os seres impuros os santifica e realiza a pureza ritual dos corpos, 14 quanto mais o sangue de Cristo purificará a nossa consciência das obras mortas para servirmos ao Deus vivo, pois, em virtude do espírito eterno, Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mancha.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 46(47)
    Por entre aclamações Deus se elevou, / o Senhor subiu ao toque da trombeta.

    Povos todos do universo, batei palmas, / gritai a Deus aclamações de alegria! /
    Porque sublime é o Senhor, o Deus altíssimo, / o soberano que domina toda a terra. – R.

    Por entre aclamações Deus se elevou, / o Senhor subiu ao toque da trombeta. /
    Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, / salmodiai, ao som da harpa, ao nosso rei! – R.

    Porque Deus é o grande rei de toda a terra, / ao som da harpa acompanhai os seus louvores! /
    Deus reina sobre todas as nações, / está sentado no seu trono glorioso. – R.

    Marcos 3,20-21

    Naquele tempo, 20 Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer. 21 Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.

    Palavra da salvação.

    “Os parentes de Jesus diziam que estava fora de si.”

    Diziam que Jesus Cristo estava fora de si, as suas atitudes não eram habituais, seus gestos e ensinamentos não eram como os das outras autoridades da época, ele era capaz de se sacrificar pelo seu rebanho, deixando até mesmo de comer para atendê-los. Isso se atualiza para nós quando pregamos sobre o amor ao próximo em uma época em que o “amor próprio”, narcisista, está em alta, ou quando pregamos sobre a fraternidade universal sendo que a lógica vigente é a de cada um para si, nem se importando com a vida dos que padecem algum mal.

    Somos tachados de louco quando aplicamos a lógica do Reino de Deus no reino dos homens, quando a lógica da partilha confronta a lógica do acúmulo. O Senhor espera de nós atitudes coerentes com a sua Boa Nova, atitudes que nos identificam como filhos e filhas do Deus da Vida que veio para aliviar os nossos fardos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jonas 3,1-5.10

    1 A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, pela segunda vez: 2“Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive, e anuncia-lhe a mensagem que eu te vou confiar”. 3 Jonas pôs-se a caminho de Nínive, conforme a ordem do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande; eram necessários três dias para ser atravessada. 4 Jonas entrou na cidade, percorrendo o caminho de um dia; pregava ao povo, dizendo: “Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída”. 5 Os ninivitas acreditaram em Deus; aceitaram fazer jejum e vestiram sacos, desde o superior ao inferior. 10 Vendo Deus as suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-se e suspendeu o mal que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 24(25)
    Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, / vossa verdade me oriente e me conduza!

    Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos / e fazei-me conhecer a vossa estrada! /
    Vossa verdade me oriente e me conduza, / porque sois o Deus da minha salvação. – R.

    Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura / e a vossa compaixão, que são eternas! /
    De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia / e sois bondade sem limites, ó Senhor! – R.

    O Senhor é piedade e retidão / e reconduz ao bom caminho os pecadores. /
    Ele dirige os humildes na justiça, / e aos pobres ele ensina o seu caminho. – R.

    1 Coríntios 7,29-31

    29 Eu digo, irmãos, o tempo está abreviado. Então que, doravante, os que têm mulher vivam como se não tivessem mulher; 30e os que choram, como se não chorassem; e os que estão alegres, como se não estivessem alegres; e os que fazem compras, como se não possuíssem coisa alguma; 31e os que usam do mundo, como se dele não estivessem gozando. Pois a figura deste mundo passa.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 1,14-20

    14 Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” 16E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17 Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. 18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19 Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20 e logo os chamou. Eles deixaram seu pai, Zebedeu, na barca com os empregados e partiram, seguindo Jesus.

    Palavra da salvação.

    “Convertei-vos e crede no Evangelho!”

    “O tempo já se completou”, o tempo é agora para sermos cristãos melhores, para sermos, como Pedro, André e os filhos de Zebedeu, “pescadores de homens”. Deus nos chama, através desse Evangelho, da mesma forma que ele chamou aqueles pescadores há dois mil anos, somos nós os escolhidos para anunciar a Boa Nova do Reino.

    Podemos negar essa verdade, “empurrar com a barriga” os nossos compromissos com Deus, permanecer em uma fé mesquinha e que não gera conversão, é preciso partir imediatamente como Tiago e João, largar as redes, largar nossas certezas, largar nossas ideias fixas que são incoerentes com a proposta do Reino, nossas atitudes que não geram vida, mas que geram fardos pesados sobre os outros.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 3ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    CONVERSÃO DE SÃO PAULO
    Atos 22,3-16

    Naqueles dias, Paulo disse ao povo: 3“Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas fui criado aqui nesta cidade. Como discípulo de Gamaliel, fui instruído em todo o rigor da Lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da causa de Deus, como acontece hoje convosco. 4 Persegui até a morte os que seguiam esse caminho, prendendo homens e mulheres e jogando-os na prisão. 5 Disso são minhas testemunhas o sumo sacerdote e todo o conselho dos anciãos. Eles deram-me cartas de recomendação para os irmãos de Damasco. Fui para lá a fim de prender todos os que encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados. 6 Ora, aconteceu que, na viagem, estando já perto de Damasco, pelo meio-dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. 7 Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ 8 Eu perguntei: ‘Quem és tu, Senhor?’ Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o nazareno, a quem tu estás perseguindo’. 9 Meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. 10 Então perguntei: ‘Que devo fazer, Senhor?’ O Senhor me respondeu: ‘Levanta-te e vai para Damasco. Ali te explicarão tudo o que deves fazer’. 11 Como eu não podia enxergar, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pelas mãos dos meus companheiros. 12 Um certo Ananias, homem piedoso e fiel à Lei, com boa reputação junto de todos os judeus que aí moravam, 13 veio encontrar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista!’ No mesmo instante, recuperei a vista e pude vê-lo. 14 Ele, então, me disse: ‘O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires a sua própria voz. 15 Porque tu serás a sua testemunha, diante de todos os homens, daquilo que viste e ouviste. 16E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele!’”

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 116(117)
    Ide por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

    Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, / povos todos, festejai-o! – R.

    Pois comprovado é seu amor para conosco, / para sempre ele é fiel! – R.

    Marcos 16,15-18

    Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos 15 e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18 se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.

    Palavra da salvação.

    “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.”

    No Evangelho de hoje, Jesus nos apresenta a missão universal. Um pedido a todos os batizados, integrantes desse Corpo de Cristo. Podemos perceber que nas ações citadas por Jesus estão presentes também as dele enquanto em vida, Ele que passou fazendo o bem por todos os lugares. A missão principal do cristão é anunciar a Boa nova através da caridade.

    Esse Evangelho nos alerta para a necessidade de, mais do que apenas falar e pregar sobre a Boa Nova, devemos viver a mensagem de Jesus. A missão não termina na fala, mas implica em ações; não é estática mas dinâmica. Há uma frase atribuída a São Francisco que diz: “Pregue o Evangelho em todo o tempo, se necessário use palavras”, que nos traduz o melhor modo de ser batizado.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 3ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Timóteo 1,1-8

    1 Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pelo desígnio de Deus referente à promessa de vida que temos em Cristo Jesus, 2a Timóteo, meu querido filho: graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor! 3 Dou graças a Deus – a quem sirvo com a consciência pura, como aprendi dos meus antepassados – quando me lembro de ti, dia e noite, nas minhas orações. 4 Lembrando-me das tuas lágrimas, sinto grande desejo de rever-te e assim ficar cheio de alegria. 5 Recordo-me da fé sincera que tens, aquela mesma fé que antes tiveram tua avó Loide e tua mãe, Eunice. Sem dúvida, assim é também a tua. 6 Por esse motivo, exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7 Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e sobriedade. 8 Não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus.

    Palavra do Senhor.


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    Sl 95(96)
    Anunciai entre as nações os grandes feitos do Senhor!

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, † cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! /
    Cantai e bendizei seu santo nome! – R.

    Dia após dia anunciai sua salvação, † manifestai a sua glória entre as nações /
    e, entre os povos do universo, seus prodígios! – R.

    Ó família das nações, dai ao Senhor, † nações, dai ao Senhor poder e glória, /
    dai-lhe a glória que é devida ao seu nome! – R.

    Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” † Ele firmou o universo inabalável, /
    e os povos ele julga com justiça. – R.

    Lucas 10,1-9

    Naquele tempo, 1 o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3 Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7 Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9 curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”.

    Palavra da salvação.

    “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.”

    No Evangelho de hoje, Jesus nos mostra o modo cristão de viver. Anunciar a paz, mensagem do Messias; não ser apegado aos privilégios e ser agradecido por tudo o que Deus proporciona são as ações que caracterizam um bom cristão. Portanto, se em nossas mensagens há conteúdos de ódio e discriminação, se precisamos de muitas coisas que nos garantam segurança e temos muitos interesses secundários nas visitas fraternas, sem reconhecer o oferecido como graça; devemos voltar mais à fala de Jesus.

    Sejamos sempre abertos à graça da missão. Esta realidade não é restrita a religiosos e padres. Todos somos missionários nos locais em que vivemos. Com esse momento crítico em que vivemos é uma dificuldade a realidade do encontro, contudo esta é uma oportunidade de utilizarmos os meios de comunicação social que muitas vezes não são áreas utilizadas por nós para isso.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 3ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 10,11-18

    11 Todo sacerdote se apresenta diariamente para celebrar o culto, oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, incapazes de apagar os pecados. 12 Cristo, ao contrário, depois de ter oferecido um sacrifício único pelos pecados, sentou-se para sempre à direita de Deus. 13 Não lhe resta mais senão esperar até que seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. 14De fato, com essa única oferenda, levou à perfeição definitiva os que ele santifica. 15 É isso que também nos atesta o Espírito Santo, porque, depois de ter dito: 16“Eis a aliança que farei com eles depois daqueles dias”, o Senhor declara: “Pondo as minhas leis nos seus corações e inscrevendo-as na sua mente, 17 não me lembrarei mais dos seus pecados nem das suas iniquidades”. 18 Ora, onde existe o perdão, já não se faz oferenda pelo pecado.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 109(110)
    Tu és sacerdote eternamente / segundo a ordem do rei Melquisedeque!

    Palavra do Senhor ao meu Senhor: / “Assenta-te ao lado meu direito /
    até que eu ponha os inimigos teus / como escabelo por debaixo de teus pés!” – R.

    O Senhor estenderá desde Sião † vosso cetro de poder, pois ele diz: /
    “Domina com vigor teus inimigos. – R.

    Tu és príncipe desde o dia em que nasceste; † na glória e esplendor da santidade, /
    como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!” – R.

    Jurou o Senhor e manterá sua palavra: † “Tu és sacerdote eternamente /
    segundo a ordem do rei Melquisedeque!” – R.

    Marcos 4,1-20

    Naquele tempo, 1 Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia. 2 Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: 3“Escutai! O semeador saiu a semear. 4 Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. 5 Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, 6 mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. 8 Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. 9 E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 10 Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os doze, perguntaram sobre as parábolas. 11 Jesus lhes disse: “A vós foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, 12 para que olhem, mas não enxerguem, escutem, mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”. 13E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? 14 O semeador semeia a Palavra. 15 Os que estão à beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. 16 Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, 17 mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição por causa da Palavra, logo desistem. 18 Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra, 19 mas, quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. 20 Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”.

    Palavra da salvação.

    “O semeador saiu a semear.”

    No Evangelho de hoje nos é apresentada uma mensagem de perseverança. Quem possui um pequeno terreno para semear, sabe a necessidade de ocupar ao máximo esse espaço. Ele pode ser muito irregular, possuir pedras, espinhos, mas é necessário utilizá-lo ao máximo. Nem todas as sementes vão dar fruto, mas entre a possibilidade de dar frutos e a certeza da desistência, ele opta pela pequena chance.

    Assim é Deus para conosco. Ele encontra em nossa vida múltiplos terrenos, mas sabe o valor de cultivar seus dons em nós. Possuímos nossas infidelidades, vários dons são roubados por nós, mas Deus é Amor e continua a depositar sua confiança em nós. Que tenhamos a graça de nos reconhecermos esse terreno de Deus e podermos ser sempre mais terrenos férteis que produzam muitos frutos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 3ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    SANTO TOMÁS DE AQUINO
    Hebreus 10,19-25

    19 Sendo assim, irmãos, temos plena liberdade para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus. 20 Ele nos abriu um caminho novo e vivo através da cortina, quer dizer, através da sua humanidade. 21 Temos um grande sacerdote constituído sobre a casa de Deus. 22 Aproximemo-nos, portanto, de coração sincero e cheio de fé, com coração purificado de toda má consciência e o corpo lavado com água pura. 23 Sem desânimo, continuemos a afirmar a nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa. 24 Sejamos atentos uns aos outros, para nos incentivar à caridade e às boas obras. 25 Não abandonemos as nossas assembleias, como alguns costumam fazer. Antes, procuremos animar-nos mutuamente, e tanto mais quanto vedes o dia aproximar-se.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 23(24)
    É assim a geração dos que buscam vossa face, / ó Senhor, Deus de Israel.

    Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, / o mundo inteiro com os seres que o povoam; /
    porque ele a tornou firme sobre os mares / e, sobre as águas, a mantém inabalável. – R.

    “Quem subirá até o monte do Senhor, / quem ficará em sua santa habitação?” /
    “Quem tem mãos puras e inocente coração, / quem não dirige sua mente para o crime. – R.

    Sobre este desce a bênção do Senhor / e a recompensa de seu Deus e salvador.” /
    “É assim a geração dos que o procuram / e do Deus de Israel buscam a face.” – R.

    Marcos 4,21-25

    Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 21“Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote ou debaixo da cama? Ao contrário, não a coloca num candeeiro? 22 Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. 24 Jesus dizia ainda: “Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25 Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem”.

    Palavra da salvação.

    “A lâmpada é trazida para ser colocada sobre o candelabro.
    Com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos.”

    O Evangelho de hoje, Jesus nos mostra a importância da honestidade. “As coisas tomam cores já voltam do desmaio” (Hino das Laudes quarta-feira semanas ímpares). Eis o papel do Cristo, luz do mundo. Uma vida dúbia, é chamada a conversão por Jesus, pois ele anuncia que o escondido é revelado e que seremos medidos com a mesma medida com que medimos.

    Moralismos exacerbados, julgamentos baseados em valores pessoais são medidas farisaicas que impõe grandes fardos sobre os ombros alheios, mas não movem um dedo para aliviá-los. Aos que agem desse modo, Jesus chama a atenção demonstrando que essas ‘máscaras bondosas’ serão retiradas e felizes serão os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 3ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 10,32-39

    Irmãos, 32 lembrai-vos dos primeiros dias, quando, apenas iluminados, suportastes longas e dolorosas lutas. 33 Às vezes, éreis apresentados como espetáculo, debaixo de injúrias e tribulações; outras vezes, vos tornáveis solidários dos que assim eram tratados. 34 Com efeito, participastes dos sofrimentos dos prisioneiros e aceitastes com alegria o confisco dos vossos bens, na certeza de possuir uma riqueza melhor e mais durável. 35 Não abandoneis, pois, a vossa coragem, que merece grande recompensa. 36 De fato, precisais de perseverança para cumprir a vontade de Deus e alcançar o que ele prometeu. 37 Porque ainda “bem pouco tempo, e aquele que deve vir virá e não tardará. 38 O meu justo viverá por causa de sua fidelidade, mas, se esmorecer, não encontrarei mais satisfação nele”. 39 Nós não somos desertores, para a perdição. Somos homens da fé, para a salvação da alma.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 36(37)
    A salvação de quem é justo vem de Deus!

    Confia no Senhor e faze o bem, / e sobre a terra habitarás em segurança. /
    Coloca no Senhor tua alegria, / e ele dará o que pedir teu coração. – R.

    Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; / confia nele, e com certeza ele agirá. /
    Fará brilhar tua inocência como a luz / e o teu direito como o sol do meio-dia. – R.

    É o Senhor quem firma os passos dos mortais / e dirige o caminhar dos que lhe agradam; /
    mesmo se caem, não irão ficar prostrados, / pois é o Senhor quem os sustenta pela mão. – R.

    A salvação dos piedosos vem de Deus; / ele os protege nos momentos de aflição. /
    O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, † defende-os e protege-os contra os ímpios, /
    e os guarda porque nele confiaram. – R.

    Marcos 4,26-34

    Naquele tempo, 26 Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27 Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29 Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. 30 E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32 Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. 33 Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

    Palavra da salvação.

    “É a menor de todas as sementes e se torna maior do que todas.”

    No Evangelho de hoje, podemos ver a ação da graça de Deus que foge à lógica racional. Podemos querer explicar vários pontos da nossa fé, ler vários tratados de teologia, mas a verdade é que a graça acontece independente de nós e nosso conhecimento, a menos é claro da abertura, semelhante à semente, basta colocá-la na terra.

    Esta nossa abertura é um ato tão pequeno, tal como o grão de mostarda, mas quando trabalhado pode, tal como a semente, crescer desproporcionalmente. Deus opera grandes graças em pequenas aberturas. Que Deus nos ajude a sempre estarmos abertos às suas vontades e não nos fecharmos em nós mesmos, sendo semelhantes à semente.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 3ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 11,1-2.8-19

    Irmãos, 1 a fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem. 2 Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. 8 Foi pela fé que Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como herança e partiu, sem saber para onde ia. 9 Foi pela fé que ele residiu como estrangeiro na terra prometida, morando em tendas com Isaac e Jacó, os coerdeiros da mesma promessa. 10 Pois esperava a cidade alicerçada que tem Deus mesmo por arquiteto e construtor. 11 Foi pela fé também que Sara, embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa. 12 É por isso também que de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão “comparável às estrelas do céu e inumerável como a areia das praias do mar”. 13 Todos esses morreram na fé. Não receberam a realização da promessa, mas a puderam ver e saudar de longe e se declararam estrangeiros e migrantes nesta terra. 14 Os que falam assim demonstram que estão buscando uma pátria, 15 e se se lembrassem daquela que deixaram, até teriam tempo de voltar para lá. 16 Mas, agora, eles desejam uma pátria melhor, isto é, a pátria celeste. Por isso, Deus não se envergonha deles ao ser chamado o seu Deus. Pois preparou mesmo uma cidade para eles. 17 Foi pela fé que Abraão, posto à prova, ofereceu Isaac; ele, o depositário da promessa, sacrificava o seu filho único, 18 do qual havia sido dito: “É em Isaac que uma descendência levará o teu nome”. 19 Ele estava convencido de que Deus tem poder até de ressuscitar os mortos e assim recuperou o filho – o que é também um símbolo.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl Lc 1
    Bendito seja o Senhor Deus de Israel, / porque a seu povo visitou e libertou!

    Fez surgir um poderoso salvador / na casa de Davi, seu servidor, /
    como falara pela boca de seus santos, / os profetas desde os tempos mais antigos. – R.

    Para salvar-nos do poder dos inimigos / e da mão de todos quantos nos odeiam. /
    Assim mostrou misericórdia a nossos pais, / recordando a sua santa aliança. – R.

    E o juramento a Abraão, o nosso pai, / de conceder-nos que, libertos do inimigo, /
    a ele nós sirvamos sem temor, † em santidade e em justiça diante dele, /
    enquanto perdurarem nossos dias. – R.

    Marcos 4,35-41

    35 Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos para a outra margem!” 36 Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava, na barca. Havia ainda outras barcas com ele. 37 Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. 38 Jesus estava na parte detrás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” 39 Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O vento cessou e houve uma grande calmaria. 40 Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” 41 Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”

    Palavra da salvação.

    “Quem é este a quem até o vento e o mar obedecem?”

    No Evangelho de hoje, podemos ver uma cena que a princípio pode nos causar estranhamento: Alguns dos discípulos eram pescadores antes de serem chamados por Jesus, portanto não seria a primeira tempestade que estariam enfrentando, por que tanto medo? Essa é uma bela cena para nos mostrar a fragilidade de nossas certezas. Mesmo que saibamos muitas coisas, as tenhamos colocado em prática várias vezes, isso não é capaz de nos assegurar em tudo, somente Jesus pode nos dar essa segurança.

    Além do mais, os discípulos não confiam em Jesus, não têm fé. Isso provavelmente chateia Jesus, mesmo caminhando ao seu lado, dando sinais de sua bondade, mas não basta. Isso também nos provoca no sentido de confiarmos mais em Jesus, percebendo as inúmeras graças operadas em nossa vida e não O vê-lo apenas nas necessidades.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Deuteronômio 18,15-20

    Moisés falou ao povo, dizendo: 15“O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um profeta como eu: a ele deverás escutar. 16 Foi exatamente o que pediste ao Senhor teu Deus, no monte Horeb, quando todo o povo estava reunido, dizendo: ‘Não quero mais escutar a voz do Senhor meu Deus nem ver este grande fogo, para não acabar morrendo’. 17 Então o Senhor me disse: ‘Está bem o que disseram. 18 Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta semelhante a ti. Porei em sua boca as minhas palavras e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar. 19 Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as minhas palavras que ele pronunciar em meu nome. 20 Mas o profeta que tiver a ousadia de dizer em meu nome alguma coisa que não lhe mandei ou se falar em nome de outros deuses, esse profeta deverá morrer’”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 94(95)
    Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!

    Vinde, exultemos de alegria no Senhor, / aclamemos o rochedo que nos salva! /
    Ao seu encontro caminhemos com louvores, / e com cantos de alegria o celebremos! – R.

    Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, / e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! /
    Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, † e nós somos o seu povo e seu rebanho, /
    as ovelhas que conduz com sua mão. – R.

    Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: † “Não fecheis os corações como em Meriba, /
    como em Massa, no deserto, aquele dia, / em que outrora vossos pais me provocaram, /
    apesar de terem visto as minhas obras”. – R.

    1 Coríntios 7,32-35

    Irmãos, 32 eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor. 33 O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher, 34 e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espírito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar ao seu marido. 35 Digo isso para o vosso próprio bem, e não para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 1,21-28

    21 Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23 Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25 Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26 Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isso? Um ensinamento novo, dado com autoridade: ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28 E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.

    Palavra da salvação.

    “Ensinava como quem tem autoridade.”

    Jesus falava com autoridade sobre as coisas de Deus, e o fazia porque estava convicto dos valores do Reino; ele não repetia conceitos dos mestres da lei, mas falava de sua intimidade com o Pai, falava de uma fé viva, experimentada, madura. Nós corremos muitas vezes o risco de nos acomodarmos em nossa fé, uma fé vivida na Igreja, mas que não age no nosso dia a dia, que não tem voz e nem vez nas minhas ações.

    Dizer “Tu és o Santo de Deus” até os demônios falam, como é dito no Evangelho, mas assumir as atitudes de Jesus Cristo é para poucos, é para aqueles que tiverem coragem de dizer o seu “Sim” generoso a Deus no dia a dia, na simplicidade do cotidiano. A nossa fé deve nos mover, nos impedir de nos acomodarmos, e deve ser uma fé ativa, que as pessoas reconheçam nas nossas atitudes, os gestos e atitudes do Filho de Deus.

    Reflexão dos Noviços da Província