Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Liturgia diária

agosto/2022

  • Santo Afonso Maria de Ligório

    • Primeira Leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 28,1-17

    1Nesse mesmo ano, no início do reinado de Sedecias, rei de Judá, no quinto mês do quarto ano, disse-me o profeta Ananias, filho de Azur, profeta de Gabaon, na casa do Senhor e na presença dos sacerdotes e de todo o povo: 2“Isto diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Quebrei o jugo do rei da Babilônia. 3Ainda dois anos e eu farei reconduzir a este lugar todos os vasos da casa do Senhor, que Nabucodonosor, rei da Babilônia, tirou deste lugar e transferiu para a Babilônia. 4Também reconduzirei a este lugar Jeconias, filho de Joaquim e rei de Judá, juntamente com toda a massa de judeus desterrados para Babilônia, diz o Senhor, pois eu quebro o jugo do rei da Babilônia”. 5Respondeu o profeta Jeremias ao profeta Ananias, na presença dos sacerdotes e de todo o povo que estava na casa do Senhor, 6dizendo: “Amém, assim permita o Senhor! Realize ele as palavras que profetizaste, trazendo de volta os vasos para a casa do Senhor e todos os deportados da Babilônia para esta terra. 7Ouve, porém, esta palavra que eu digo aos teus ouvidos e aos ouvidos de todo o povo: 8os profetas que existiram antigamente, antes de mim e antes de ti, profetizaram sobre guerras, aflições e peste para muitos povos e reinos poderosos; 9mas o profeta que profetiza paz, esse somente será reconhecido como profeta que, em verdade, o Senhor enviou quando sua palavra for verificada”. 10Então o profeta Ananias retirou o jugo do pescoço do profeta Jeremias e quebrou-o; 11e disse Ananias, na presença de todo o povo: “Isto diz o Senhor: Deste modo quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia, dentro de dois anos, livrando dele o pescoço de todos os povos”. E foi-se pelo seu caminho o profeta Jeremias. 12Depois que o profeta Ananias havia retirado o jugo do pescoço do profeta Jeremias, dirigiu-se novamente a palavra do Senhor a Jeremias: 13“Vai dizer a Ananias: Isto diz o Senhor: Quebraste um jugo de madeira, mas em seu lugar farás um de ferro. 14Isto diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Pus um jugo de ferro sobre o pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonosor, rei da Babilônia, e lhe serão de fato submissas; além disso, dei-lhe também os animais do campo”. 15Disse ainda o profeta Jeremias ao profeta Ananias: “Ouve, Ananias, não foste enviado pelo Senhor e, contudo, fizeste este povo confiar em mentiras. 16Isto diz o Senhor: Eis que te farei partir desta terra; morrerás este ano, pois pregaste a infidelidade contra o Senhor”. 17Naquele ano, no sétimo mês, morreu o profeta Ananias.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119)
    Ensinai-me a fazer vossa vontade!

    Afastai-me do caminho da mentira / e dai-me a vossa lei como um presente! – R.

    Não retireis vossa verdade de meus lábios, / pois eu confio em vossos justos julgamentos! – R.

    Que se voltem para mim os que vos temem / e conhecem, ó Senhor, vossa Aliança! – R.

    Meu coração seja perfeito em vossa lei, / e não serei, de modo algum, envergonhado! – R.

    Espreitam-me os maus para perder-me, / mas continuo sempre atento à vossa lei. – R.

    De vossos julgamentos não me afasto, / porque vós mesmo me ensinastes vossas leis. – R.

    Mateus 14,13-21

    Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto, e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida, partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

    Palavra da salvação.

    “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”

    Iniciamos o mês de agosto, mês dedicado às vocações e o Evangelho nos convida a refletir sobre o chamado que Deus tem para cada um de nós.

    Cena curiosa é esta relatada no Evangelho, os discípulos ficam preocupados com a grande multidão que estava com Jesus, pois ia entardecendo e eles não tinham alimento suficiente para partilhar com todos. Jesus, contudo, pede o que eles têm. A partir de apenas cinco pães, dois peixes e a sua bênção, o alimento se multiplicou, tornando-se não apenas suficiente para todos, mas sobrando em abundância.

    Assim ocorre conosco, com nossa vocação. Deus pede o que nós temos e somos, por menor que sejamos, e a partir dessa entrega total Ele nos transforma para o serviço e as necessidades do próximo.

    Rezemos, portanto, para que, recebendo a graça de Deus, saibamos bem viver nossa vocação. Paz e Bem!

    Reflexão dos noviços da Província

  • 3ª-feira da 18ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 30,1-2.12-15.18-22

    1Palavra que foi dirigida a Jeremias da parte do Senhor: 2“Isto diz o Senhor, Deus de Israel: Escreve para ti, num livro, todas as palavras que te falei. 12Isto diz o Senhor: Incurável é tua ferida, maligna tua chaga; 13não há quem conheça teu diagnóstico; uma úlcera tem remédio, mas em ti não se produz cicatrização. 14Todos os teus amigos te esqueceram, não te procuram mais; eu te causei uma ferida, como se fosses inimigo, como um castigo cruel, por causa do grande número de maldades que te fez endurecer no pecado. 15Por que gritas em teu sofrimento? É insanável a tua dor. Eu te tratei com rudeza por causa das tuas inúmeras maldades e por causa do teu endurecimento no pecado. 18Isto diz o Senhor: Eis que eu mudarei a sorte das tendas de Jacó e terei compaixão de suas moradias, a cidade ressurgirá das suas ruínas e a fortaleza terá lugar para suas fundações; 19de lá sairão cânticos de louvor e sons festivos. Hei de multiplicá-los, eles não diminuirão, hei de glorificá-los, eles não serão humilhados. 20Teus filhos serão felizes como outrora, e sua comunidade, estável na minha presença; e agirei contra todos os que os molestarem. 21Para chefe será escolhido um dos seus, e o soberano sairá do seu meio; eu o incitarei, e ele se aproximará de mim. Quem dará a vida em penhor da sua aproximação de mim? – diz o Senhor. 22Sereis meu povo e eu serei vosso Deus”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 101(102)
    O Senhor olhou a terra do alto céu.

    As nações respeitarão o vosso nome, / e os reis de toda a terra, a vossa glória; /
    quando o Senhor reconstruir Jerusalém / e aparecer com gloriosa majestade, /
    ele ouvirá a oração dos oprimidos / e não desprezará a sua prece. – R.

    Para as futuras gerações se escreva isto, / e um povo novo a ser criado louve a Deus. /
    Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, / e o Senhor olhou a terra do alto céu, /
    para os gemidos dos cativos escutar / e da morte libertar os condenados. – R.

    Assim também a geração dos vossos servos † terá casa e viverá em segurança, /
    e ante vós se firmará sua descendência. / Para que cantem o seu nome em Sião / e louve ao

    Senhor Jerusalém, / quando os povos e as nações se reunirem /
    e todos os impérios o servirem. – R.

    Mateus 14,22-36

    Depois que a multidão comera até saciar-se, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33Os que estavam na barca prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” 34Após a travessia, desembarcaram em Genesaré. 35Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; 36e pediam que pudessem ao menos tocar a barra de sua veste. E todos os que a tocaram ficaram curados.

    Palavra da salvação.

    “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo! ”

    Na passagem do Evangelho de hoje, os discípulos são surpreendidos por águas agitadas devido ao vento contrário. Quantas vezes, também nós, não somos surpreendidos por todo tipo de dificuldades e contraposições que nos impedem de seguir e nos enchem de medo? Nestes momentos, assim como fez com os discípulos, Jesus vem ao nosso encontro para nos trazer tranquilidade e nos exorta a ter coragem, pois Ele está conosco e nada se deve temer. Por mais que, como fez Pedro, no meio do caminho tornemos a cair no medo frente aos desafios, Ele sempre estará por perto para estender a Sua mão e nos levantar.

    Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus e com Ele devemos nos sentir seguros. Ele sempre toma a iniciativa de vir ao nosso encontro, para nos ajudar, nos dar coragem e paz. Fortalecendo nossa fé, busquemos sempre estar com Ele, deixando que nos conduza a uma vida melhor. Que o Seu toque sempre nos cure de tudo que nos distancia de Seu amor.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 4ª-feira da 18ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 31,1-7

    1“Naquele tempo, diz o Senhor, serei Deus para todas as tribos de Israel, e elas serão meu povo”. 2Isto diz o Senhor: “Encontrou perdão no deserto o povo que escapara à espada; Israel encaminha-se para o seu descanso”. 3O Senhor apareceu-me de longe: “Amei-te com amor eterno e te atraí com a misericórdia. 4De novo te edificarei, serás reedificada, ó jovem nação de Israel; de novo teus tambores ornarão as praças e sairás entre grupos de dançantes. 5Hás de plantar vinhas nos montes de Samaria; os cultivadores hão de plantar e também colher. 6Virá o dia em que gritarão os guardas no monte Efraim: ‘Levantai-vos, vamos a Sião, vamos ao Senhor, nosso Deus’. 7Isto diz o Senhor: Exultai de alegria por Jacó, aclamai a primeira das nações; tocai, cantai e dizei: ‘Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel’”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl Jr 31
    O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.

    Ouvi, nações, a palavra do Senhor / e anunciai-a nas ilhas mais distantes: /
    “Quem dispersou Israel vai congregá-lo / e o guardará qual pastor a seu rebanho!” – R.

    Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó / e o libertou do poder do prepotente. /
    Voltarão para o monte de Sião, † entre brados e cantos de alegria / afluirão para as bênçãos do Senhor. – R.

    Então a virgem dançará alegremente, / também o jovem e o velho exultarão; /
    mudarei em alegria o seu luto, / serei consolo e conforto após a guerra. – R.

    Mateus 15,21-28

    Naquele tempo, 21Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” 23Mas Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então, seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. 24Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. 25Mas a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” 26Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”. 27A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” 28Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E, desde aquele momento, sua filha ficou curada.

    Palavra da salvação.

    “Mulher, grande é tua fé! Seja feito como tu queres!”

    A fé em Cristo é que nos salva! Precisamos estar sempre buscando colaborar com a Graça Divina. Deus se doa todos os dias a nós, em todos os momentos, Jesus morre na Cruz por nós e nos redime em todos os momentos. O que nos impede de buscá-lo?

    A mulher, no Evangelho de hoje, tem fé e é muito insistente, corre atrás, grita e não desiste, pois sabe que Jesus pode ajudar sua filha e suplica por ela. Aqui se mostra algo muito importante: pedir a Deus pelo outro, rezar por nossos irmãos e irmãs com insistência. Não podemos nos esquecer disso, pois assim seremos pessoas melhores, olhando para aquele que está ao nosso lado desejando seu bem e desejando que Deus o abençoe.

    Que Deus nos ajude nessa caminhada e nos ensine a pedir, e que nós busquemos sempre mais nos aproximarmos d’Ele que é um Pai Amoroso que cuida e tem misericórdia levando no peito e na mente não apenas nossas alegrias e dificuldades, mas também as de nossos irmãos e irmãs!

    Reflexão dos noviços da Província

  • São João Maria Vianney

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 31,31-34

    31“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança; 32não como a aliança que fiz com seus pais, quando os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito, e que eles violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor. 33Esta será a aliança que concluirei com a casa de Israel depois desses dias, diz o Senhor: imprimirei minha lei em suas entranhas e hei de inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo. 34Não será mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’; todos me reconhecerão, do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei sua maldade e não mais lembrarei o seu pecado”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 50(51)
    Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!

    Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. /
    Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R.

    Dai-me de novo a alegria de ser salvo / e confirmai-me com espírito generoso! /
    Ensinarei vosso caminho aos pecadores, / e para vós se voltarão os transviados. – R.

    Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. /
    Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

    Mateus 16,13-23

    Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. 21Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. 22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!” 23Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: “Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”

    Palavra da salvação.

    “E vós, quem dizeis que eu sou? ”

    A passagem do Evangelho de hoje nos provoca a responder à pergunta essencial a todo cristão. Quem é Jesus para mim? Muitos homens tiveram diferentes ideias de quem Ele era, mas não pareciam conhecê-lo de verdade, antes queriam que Ele fosse alguém que se enquadrasse nas suas ideias e desejos. Porém, o pensamento do homem não é capaz de definir todo o mistério de Deus. Para conhecê-lo, devemos fazer como Pedro que deixou o próprio Deus se dar a conhecer. É o próprio Senhor quem nos revela o Seu mistério na medida que nos aproximamos de Sua Palavra e de Seus ensinamentos.

    Portanto, abramo-nos a este Deus que se entrega totalmente a nós e busquemos aprender com Ele estando diariamente em oração, com coração sincero e humilde. Abracemos, com Ele, nossas cruzes e deixemos que Ele nos conduza a viver segundo seus pensamentos, estando sempre mais iluminados por seu amor.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 6ª-feira da 18ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Naum 2,1.3; 3,1-3.6-7

    1 “Eis sobre os montes os passos de um mensageiro, que anuncia a paz. Ó Judá, celebra tuas festas, cumpre tuas promessas: nunca mais Belial pisará teu solo; ele foi aniquilado. 3O Senhor há de restaurar a grandeza de Jacó, assim como a grandeza de Israel, pois os ladrões os saquearam e devastaram suas videiras. 3,1Ai de ti, cidade sanguinária, cheia de imposturas, cheia de espoliação e de incessante rapinagem. 2Estalo de chicotes, fragor de rodas, cavalos relinchando, ringir de carros impetuosos, cavaleiros à carga, 3espadas brilhando e lanças reluzentes, trucidados sem conta, mortos aos montes; cadáveres sem fim, tropeça-se sobre os corpos. 6Farei cair sobre ti tuas abominações e te lançarei em rosto merecidos insultos; de ti farei um exemplo. 7Assim, todos os que te virem fugirão para longe, dizendo: ‘Nínive está em ruínas! Quem terá compaixão dela? Onde achar quem a console?’”

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl Dt 32
    Sou eu que tiro a vida, sou eu quem faz viver!

    Já vem o dia em que serão arruinados / e o seu destino se apressa em chegar. /
    Porque o Senhor fará justiça ao seu povo / e salvará todos aqueles que o servem. – R.

    Saibam todos que eu sou, somente eu, / e não existe outro Deus além de mim: /
    quem mata e faz viver sou eu somente, / sou eu que firo e eu que torno a curar. – R.

    Se eu afiar a minha espada reluzente / e com as minhas próprias mãos fizer justiça, /
    dos adversários todos hei de me vingar / e vou retribuir aos que odeiam. – R.

    Mateus 16,24-28

    Naquele tempo, 24Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. 26De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. 28Em verdade vos digo, alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino”.

    Palavra da salvação.

    “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”

    Na narrativa evangélica de hoje vemos Jesus expor, de forma explícita, qual atitude deve ter aquele que deseja segui-Lo. Em sua fala podemos destacar três palavras-chaves: querer, seguir e renunciar, com elas entenderemos com mais clareza o que Jesus quis dizer.

    A primeira é o “querer”, que poderíamos chamar de desejo. Jesus não obriga ou impõe que o sigamos, o que Ele nos pede é que olhemos para dentro de nós e busquemos o nosso mais profundo desejo, ou seja, o nosso querer. Só assim estaremos livres para segui-Lo.

    Já tendo encontrado o nosso maior desejo é necessário que entendamos um pouco mais sobre o seguimento. O seguimento nos pede que nos coloquemos na postura de discípulos, aqueles que se aproxima e se faz íntimo de Jesus. O entende como “Rabi” (que quer dizer Mestre) e possui muito a nos ensinar. Nessa atitude de proximidade teremos mais abertura de acolher as implicações do seguimento, uma delas é a renúncia.

    Jesus já deixa claro aquilo que devemos renunciar a nós mesmos. Isto quer dizer que Jesus deve ser o centro de nossas vidas e não nós e que devemos fazer à vontade dele. Ele é que deve habitar no nosso interior. Que possamos então entrarmos na dinâmica do seguimento a Cristo de forma livre e acolhedora.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Transfiguração do Senhor

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Daniel 7,9-10.13-14

    9Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve, e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal, e os livros foram abertos. 13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.

    Palavra do Senhor.

    Leitura opcional: 2 Pedro 1,16-19.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 96(97)
    Deus é rei, é o Altíssimo, / muito acima do universo.

    Deus é rei! Exulte a terra de alegria, / e as ilhas numerosas rejubilem! /
    Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, / que se apoia na justiça e no direito. – R.

    As montanhas se derretem como cera / ante a face do Senhor de toda a terra; /
    e assim proclama o céu sua justiça, / todos os povos podem ver a sua glória. – R.

    Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, † muito acima do universo que criastes, /
    e de muito superais todos os deuses. – R.

    Lucas 9,28-36

    Naquele tempo, 28Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago e subiu à montanha para rezar. 29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. 30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. 31Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte que Jesus iria sofrer em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. 33E, quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo. 34Ele estava ainda falando quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. 35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que ele diz!” 36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

    Palavra da salvação.

    “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”

    No dia de hoje, celebramos a festa da Transfiguração do Senhor, que é a manifestação antecipada da glória do Senhor e profecia do seu êxodo para o Pai.

    Conforme o evangelho de São Lucas, Jesus Cristo subiu à montanha com Pedro e Tiago para rezar e, durante a oração, conversou com Moisés e Elias que estavam revestidos com de glória e conversavam com Jesus a respeito da morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém. Outro ponto é a voz que sai do meio das nuvens que cobriu Pedro e Tiago dizendo que “este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”.Lc 9-35

    Somos convidados como fiéis discípulos de Jesus Cristo a assumir a cruz e seguir fielmente seus ensinamentos, pois, Ele é o verdadeiro Filho de Deus, que nós temos que seguir e é só a partir da vivência do Santo Evangelho em nossas vidas que nós poderemos alcançar a remissão dos pecados e a graça da visão do Rosto de Deus.

    Reflexão dos noviços da Província

     

  • 19º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Sabedoria 18,6-9

    6A noite da libertação fora predita a nossos pais para que, sabendo a que juramento tinham dado crédito, se conservassem intrépidos. 7Ela foi esperada por teu povo como salvação para os justos e como perdição para os inimigos. 8Com efeito, aquilo com que puniste nossos adversários serviu também para glorificar-nos, chamando-nos a ti. 9Os piedosos filhos dos bons ofereceram sacrifícios secretamente e, de comum acordo, fizeram este pacto divino: que os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos. Isso, enquanto entoavam antecipadamente os cânticos de seus pais.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 32(33)
    Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

    Ó justos, alegrai-vos no Senhor! / Aos retos fica bem glorificá-lo. /
    Feliz o povo cujo Deus é o Senhor / e a nação que escolheu por sua herança! – R.

    Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem / e que confiam, esperando em seu amor, /
    para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria. – R.

    No Senhor nós esperamos confiantes, / porque ele é nosso auxílio e proteção! /
    Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos! – R.

    Hebreus 11,1-2.8-19 ou 1-2.8-12

    [Irmãos, 1a fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem. 2Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. 8Foi pela fé que Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como herança e partiu sem saber para onde ia. 9Foi pela fé que ele residiu como estrangeiro na Terra Prometida, morando em tendas com Isaac e Jacó, os coerdeiros da mesma promessa. 10Pois esperava a cidade alicerçada que tem Deus mesmo por arquiteto e construtor. 11Foi pela fé também que Sara, embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa. 12É por isso também que de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão “comparável às estrelas do céu e inumerável como a areia das praias do mar”.] 13Todos esses morreram na fé. Não receberam a realização da promessa, mas a puderam ver e saudar de longe e se declararam estrangeiros e migrantes nesta terra. 14Os que falam assim demonstram que estão buscando uma pátria 15e, se se lembrassem daquela que deixaram, até teriam tempo de voltar para lá. 16Mas, agora, eles desejam uma pátria melhor, isto é, a pátria celeste. Por isso, Deus não se envergonha deles ao ser chamado o seu Deus. Pois preparou mesmo uma cidade para eles. 17Foi pela fé que Abraão, posto à prova, ofereceu Isaac; ele, o depositário da promessa, sacrificava o seu filho único, 18do qual havia sido dito: “É em Isaac que uma descendência levará o teu nome”. 19Ele estava convencido de que Deus tem poder até de ressuscitar os mortos e assim recuperou o filho – o que é também um símbolo.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 12,32-48 ou 35-40

    [A forma breve está entre colchetes.]
    [Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:] 32“Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino. 33Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói. 34Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. [35Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento para lhe abrirem imediatamente a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo, ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38E, caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão se assim os encontrar! 39Mas ficai certos, se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.] 41Então Pedro disse: “Senhor, tu contas essa parábola para nós ou para todos?” 42E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo, o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’ e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou nem agiu conforme a sua vontade será chicoteado muitas vezes. 48Porém o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”

    Palavra da salvação.

    “Onde está o vosso tesouro, aí estará o vosso coração”

    No Evangelho de hoje, Jesus nos alerta para a questão da vigilância. Em meio às preocupações desse mundo, o discípulo de Cristo deve ter seu coração voltado para Deus. A principal missão do discípulo é fazer a vontade do Senhor, cumprindo o que Ele pede para cada um.

    Por mais que possa parecer óbvio, para se fazer a vontade do Senhor é necessário saber o que Ele está pedindo. Mas como fazer isso? Primeiramente, precisamos ter em mente que Deus não vem a nós de maneira extraordinária. Ele nos fala de maneira simples, no dia a dia. Ele se comunica por meio de Sua Palavra, e o mesmo trecho bíblico pode falar de formas diferentes para cada pessoa. Também a oração é um modo de conhecer a vontade de Deus, pois por meio dela se faz uma verdadeira conversa com Deus, se apresenta a Ele as dificuldades, provações, anseios e sentimentos que estão no coração, e se pede a Sua resposta. Deus, por sua vez, sempre nos responde, basta que estejamos abertos para escutá-Lo. Para isso, são necessários alguns momentos de silêncio, que é uma forte forma de oração.

    Esse é um caminho que exige empenho e perseverança, pois precisa-se aos poucos aprender como melhor se relacionar com Deus. Mas com certeza é um belo caminho! Nele o discípulo entra em contato cada vez mais íntimo com o Senhor, formando uma verdadeira amizade. Estando cada vez mais íntimo de Jesus, será mais claro ouvir a Sua voz que fala no mais profundo do coração humano.

    Reflexão dos noviços da Província

  • São Domingos

    • Primeira Leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ez 1,2-5.24-28c

    2No dia cinco do mês – esse era o quinto ano do exílio do rei Joaquim -, 3a palavra do Senhor foi dirigida a Ezequiel, filho do sacerdote Buzi, na terra dos caldeus, junto ao rio Cobar. Foi ali que a mão do Senhor esteve sobre ele. 4Eu vi que um vento impetuoso vinha do norte, uma grande nuvem envolta em claridade e relâmpagos; no meio brilhava algo como se fosse ouro incandescente. 5No centro aparecia a figura de quatro seres vivos. Este era o seu aspecto: cada um tinha a figura de homem. 24E eu ouvi o rumor de suas asas: era como um estrondo de muitas águas, como a voz do Poderoso. Quando se moviam, o seu ruído era como o barulho de um acampamento; quando paravam, eles deixavam pender as asas. 25O ruído vinha de cima do firmamento, que estava sobre suas cabeças. 26Acima do firmamento que estava sobre as cabeças havia algo parecido com safira, uma espécie de trono, e sobre essa espécie de trono, bem no alto, uma figura com aparência humana. 27E eu vi como que um brilho de ouro incandescente, envolvendo essa figura como se fosse fogo, acima daquilo que parecia ser a cintura; abaixo daquilo que parecia ser a cintura, vi algo como fogo e, em sua volta, um círculo luminoso. 28Esse círculo luminoso tinha o mesmo aspecto do arco-íris, que se forma nas nuvens em dia de chuva. Tal era a aparência visível da glória do Senhor. Ao vê-la, caí com o rosto no chão.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 148
    Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

    Louvai o Senhor Deus nos altos céus, / louvai-o no excelso firmamento! /
    Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, / louvai-o, legiões celestiais! – R.

    Reis da terra, povos todos, bendizei-o, / e vós, príncipes e todos os juízes; /
    e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, / anciãos e criancinhas, bendizei-o! – R.

    Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, / porque somente o seu nome é excelso! /
    A majestade e esplendor de sua glória / ultrapassam em grandeza o céu e a terra. – R.

    Ele exaltou seu povo eleito em poderio, / ele é o motivo de louvor para os seus santos. /
    É um hino para os filhos de Israel, / este povo que ele ama e lhe pertence. – R.

    Mateus 17,22-27

    Naquele tempo, 22quando Jesus e os seus discípulos estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. 23Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. E os discípulos ficaram muito tristes. 24Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: “O vosso mestre não paga o imposto do templo?” 25Pedro respondeu: “Sim, paga”. Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se e perguntou: “Simão, que te parece: os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem, dos filhos ou dos estranhos?” 26Pedro respondeu: “Dos estranhos!” Então Jesus disse: “Logo os filhos são livres. 27Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol e abre a boca do primeiro peixe que tu pescares. Ali tu encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti”.

    Palavra da salvação.

    “Os filhos são livres”

    O Evangelho de hoje começa com um novo anúncio da Paixão de Cristo, de como Jesus se doaria completamente até o fim. Estes anúncios da sua morte vão acontecendo como parte da sua Boa Nova, que Ele mostrava com gestos e palavras. Por isso é interessante deter-se um pouco em cada anúncio que Jesus vai fazendo, procurando compreender o contexto que cada um tem, sabendo que o que vem imediatamente depois disto nos está indicando alguma coisa. No caso de hoje, parece indicar o vínculo entre a condenação à morte de Jesus e o confronto que Ele foi fazendo com a sua vida a respeito das injustiças dos poderosos, neste caso sobre os impostos.

    No tempo de Jesus, e ainda hoje, aconteciam grandes injustiças a partir da arrecadação de impostos e o sistema de dívidas. Em si mesmo, o imposto idealmente deveria ser utilizado para gerar algum benefício para a sociedade que o paga. Uma das injustiças que pode acontecer são as exceções de pagamento a partir de privilégios, como Jesus denuncia, porque os familiares do cobrador do imposto não pagavam. Voltando o nosso vínculo para Deus, Jesus começa a transformar estas injustiças. Ao reconhecer-nos filhos de Deus, descobrimos que com Ele ficamos liberados de qualquer tipo de cobrança meramente humana. Porém, nesta nova liberdade, e na atitude de Jesus que também pagou o imposto ao templo, descobrimos um novo sentido de contribuir para construir e manter a própria comunidade.

    Hoje, a Igreja celebra a memória de São Domingos que foi um contemporâneo e próximo de São Francisco de Assis. Domingos dedicou a sua vida inteira à missão e a pregação do Evangelho. Inspirados na sua vida, procuremos entrar na dinâmica da vivência da Palavra.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 3ª-feira da 19ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 2,8-3,4

    8“Quanto a ti, Filho do homem, escuta o que eu te digo: não sejas rebelde como esse bando de rebeldes. Abre a boca e come o que eu te vou dar”. 9Eu olhei e vi uma mão estendida para mim e, na mão, um livro enrolado. Desenrolou-o diante de mim; estava escrito na frente e no verso e nele havia cantos fúnebres, lamentações e ais. 3,1Ele me disse: “Filho do homem, come o que tens diante de ti! Come este rolo e vai falar aos filhos de Israel”. 2Eu abri a boca, e ele fez-me comer o rolo. 3Depois, disse-me: “Filho do homem, alimenta teu ventre e sacia as entranhas com este rolo que eu te dou”. Eu o comi, e era doce como mel em minha boca. 4Ele disse-me então: “Filho do homem, vai! Dirige-te à casa de Israel e fala-lhes com as minhas palavras”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119)
    Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!

    Seguindo vossa lei, me rejubilo / muito mais do que em todas as riquezas. – R.

    Minha alegria é a vossa Aliança, / meus conselheiros são os vossos mandamentos. – R.

    A lei de vossa boca, para mim, / vale mais do que milhões em ouro e prata. – R.

    Como é doce ao paladar vossa palavra, / muito mais doce do que o mel na minha boca! – R.

    Vossa palavra é minha herança para sempre, / porque ela é que me alegra o coração! – R.

    Abro a boca e aspiro largamente, / pois estou ávido de vossos mandamentos. – R.

    Mateus 18,1-5.10.12-14

    Naquele tempo, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas para procurar aquela que se perdeu? 13Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. 14Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.

    Palavra da salvação.

    “Quem não se converterdes e não se tornar como crianças não entrareis no Reino dos Céus”

    Neste Evangelho, a palavra de Deus nos convida a pensar como crianças, onde a bondade é o grande ensinamento, de modo que podemos compreender a ideia do Pai que mostra para os seus filhos os verdadeiros caminhos da palavra de Deus.

    A figura do Pai e do filho nesse Evangelho evoca a dimensão do aprendizado sem restrições, onde o exemplo da criança obediente e com pureza se soma ao Pai zeloso que conduz os filhos pelos caminhos da lei do Senhor.

    Reflexão dos noviços da Província

  • São Lourenço

    • Primeira Leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Coríntios 9,6-10

    Irmãos, 6“quem semeia pouco colherá também pouco, e quem semeia com largueza colherá também com largueza”. 7Dê cada um conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois Deus “ama quem dá com alegria”. 8Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para toda obra boa, 9como está escrito: “Distribuiu generosamente, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre”. 10Aquele que dá a semente ao semeador e lhe dará o pão como alimento, ele mesmo multiplicará as vossas sementes e aumentará os frutos da vossa justiça.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 111(112)
    Feliz o homem caridoso e prestativo.

    Feliz o homem que respeita o Senhor / e que ama com carinho a sua lei! /
    Sua descendência será forte sobre a terra, / abençoada a geração dos homens retos! – R.

    Feliz o homem caridoso e prestativo, / que resolve seus negócios com justiça. /
    Porque jamais vacilará o homem reto, / sua lembrança permanece eternamente! – R.

    Ele não teme receber notícias más: / confiando em Deus, seu coração está seguro. /
    Seu coração está tranquilo e nada teme, / e confusos há de ver seus inimigos. – R.

    Ele reparte com os pobres os seus bens, † permanece para sempre o bem que fez, /
    e crescerão a sua glória e seu poder. – R.

    João 12,24-26

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 24“Em verdade, em verdade vos digo, se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto. 25Quem se apega à sua vida perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. 26Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará”.

    Palavra da salvação.

    “Se alguém quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo.”

    Hoje, a Igreja celebra a festa de São Lourenço, diácono que foi martirizado por ser cristão e não renegar a fé. Dentro desse tema, no Evangelho de hoje, Jesus fala do grão de trigo que cai na terra e morrendo produz frutos.

    Vida cristã se caracteriza pela doação de si. Jesus Cristo foi quem deu o maior exemplo, doando-se por toda a humanidade, num ato de puro amor. Ele pediu que seus discípulos fizessem o mesmo quando lavou seus pés. Cada pessoa que se propõe a seguir Jesus deve colocar-se inteiramente à disposição, oferecendo ao Senhor todo o seu ser, toda a sua vida, todas as suas habilidades e dons, para que Ele as utilize como desejar.

    Essa é uma atitude para todos os cristãos, para todas as vocações. No matrimônio, por exemplo, os casais devem se doar uns pelos outros, para que ambos cresçam, e devem fazer o mesmo pelos filhos. A família se desenvolve a partir do trabalho de cada um que se coloca à disposição do outro.

    No mundo do trabalho isso também se aplica. Por mais que possa parecer um trabalho simples, cada um deve se doar ao máximo por fazê-lo com amor e pelo bem das pessoas. Além do mais, para Deus não existe um trabalho mais importante do que o outro, e cada um serve a Deus de acordo com suas possibilidades. Uma dona de casa e um médico, se trabalham com amor e dedicação, estão se doando igualmente para Deus.

    Por vezes, se encontrará inúmeras dificuldades e obstáculos, mas isso não deve ser um impedimento para que se continue se doando. Em meio aos percalços da vida, o cristão encontra alegria no coração, pois servir a Deus é o caminho que certamente leva à realização dos nossos chamados.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Santa Clara

    • Primeira Leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 12,1-12

    1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2Filho do homem, estás morando no meio de um povo rebelde. Eles têm olhos para ver e não veem, ouvidos para ouvir e não ouvem, pois são um povo rebelde. 3Quanto a ti, Filho do homem, prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles. Emigrarás do lugar onde estás, à vista deles, para outro lugar. Talvez percebam que são um povo rebelde. 4Deverás tirar a bagagem em pleno dia, à vista deles, como se fosse a bagagem de um exilado. Mas deverás sair à tarde, à vista deles, como quem vai para o exílio. 5À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro, pelo qual sairás; 6deverás carregar a bagagem nas costas e retirá-la no escuro. Deverás cobrir a face para não ver o país, pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel”. 7Eu fiz assim como me foi ordenado. Tirei a bagagem durante o dia, como se fosse a bagagem de exilado; à tarde, abri com a mão um buraco no muro. Saí ao escuro, carregando a bagagem às costas, diante deles. 8De manhã, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 9 Filho do homem, não te perguntaram os da casa de Israel, essa gente rebelde, o que estavas fazendo? 10Dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém e a toda a casa de Israel que está na cidade. 11Dize: Eu sou um sinal para vós. Assim como eu fiz, assim será feito com eles: irão cativos para o exílio. 12O príncipe que está no meio deles levará a bagagem às costas e sairá ao escuro. Farão no muro um buraco para sair por ele. O príncipe cobrirá o rosto para não ver com seus olhos o país”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 77(78)
    Das obras do Senhor não se esqueçam.

    Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, / recusando-se a guardar os seus preceitos. /
    Como seus pais, se transviaram e o traíram / como um arco enganador que volta atrás. – R.

    Irritaram-no com seus lugares altos, / provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos. /
    Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, / e repeliu com violência a Israel. – R.

    Entregou a sua arca ao cativeiro / e às mãos do inimigo a sua glória; /
    fez perecer seu povo eleito pela espada / e contra a sua herança enfureceu-se. – R.

    Mateus 18,21-19,1

    Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’ 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

    Palavra da salvação.

    “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”

    No Evangelho de hoje vemos que o tema central fala sobre o perdão. Pedro inicia um diálogo com Jesus fazendo-lhe uma pergunta. Então vemos Jesus respondê-lo de forma clara sobre o quanto devemos perdoar o nosso irmão. Jesus faz uso de uma parábola, a fim de nos explicar quais devem ser as nossas atitudes diante de alguém que nos fez algum mal. É possível ver na parábola que o patrão agiu com misericórdia, já seu empregado não. A lição que nos fica é esta: que devemos perdoar sempre e de coração.

    Hoje, toda a família franciscana está em festa, pois a Ordem das Irmãs de Santa Clara (Clarissas) comemora o dia de sua fundadora, Santa Clara de Assis. Esta que nasceu em Assis, na Itália, no ano de 1193, que vendo a conversão e o modo de vida de nosso Pai São Francisco, decidiu vestir-se com o hábito da penitência e junto dele fundaram a Ordem de Santa Clara. Após uma vida de contemplação, oração e pobreza, nossa irmã Santa Clara veio a falecer no dia 11 de agosto de 1253. Vistamo-nos, pois, como Santa Clara, com o hábito da pobreza e sigamos mais de perto o Cristo pobre e crucificado.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 6ª-feira da 19ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 16,1-15.60.63

    1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2Filho do homem, mostra a Jerusalém suas abominações. 3Dirás: Assim fala o Senhor Deus a Jerusalém: Por tua origem e nascimento, és do país de Canaã. Teu pai era um amorreu e tua mãe uma hitita. 4E como foi o teu nascimento? Quando nasceste, não te cortaram o cordão umbilical, não foste banhada em água, nem esfregada com salmoura, nem envolvida em faixas. 5Ninguém teve dó de ti nem te prestou algum desses serviços por compaixão. Ao contrário, no dia em que nasceste, eles te deixaram exposta em campo aberto, porque desprezavam a tua vida. 6Então, eu passei junto de ti e vi que te debatias no próprio sangue. E, enquanto estavas em teu sangue, eu te disse: Vive! 7Eu te fiz crescer exuberante como planta silvestre. Tu cresceste e te desenvolveste, e chegaste à puberdade. Teus seios se firmaram e os pelos cresceram; mas estavas inteiramente nua. 8Passando junto de ti, percebi que tinhas chegado à idade do amor. Estendi meu manto sobre ti para cobrir tua nudez. Fiz um juramento, estabelecendo uma aliança contigo – oráculo do Senhor -, e tu foste minha. 9Banhei-te na água, limpei-te do sangue e ungi-te com perfume. 10Eu te revesti de roupas bordadas, calcei-te com sandálias de fino couro, cingi-te de linho e te cobri de seda. 11Eu te enfeitei de joias, coloquei braceletes em teus braços e um colar no pescoço. 12Eu te pus um anel no nariz, brincos nas orelhas e uma coroa magnífica na cabeça. 13Estavas enfeitada de ouro e prata, tuas vestimentas eram de linho finíssimo, de seda e de bordados. Eu te nutria com flor de farinha, mel e óleo. Ficaste cada vez mais bela e chegaste à realeza. 14Tua fama se espalhou entre as nações por causa de tua beleza perfeita, devido ao esplendor com que te cobri – oráculo do Senhor. Mas puseste tua confiança na beleza e te prostituíste graças à tua fama. E sem pudor te oferecias a qualquer passante. 60Eu, porém, me lembrarei de minha aliança contigo, quando ainda eras jovem, e vou estabelecer contigo uma aliança eterna. 63É para que te recordes e te envergonhes, e na tua confusão não abras mais a boca, quando eu te houver perdoado tudo o que fizeste – oráculo do Senhor Deus”.

    Leitura opcional: Ezequiel 16,59-63.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl Is 12
    Acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes.

    Eis o Deus, meu salvador, eu confio e nada temo; † o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. /
    Com alegria bebereis no manancial da salvação / e direis naquele dia:

    “Dai louvores ao Senhor, † invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, /
    dentre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. – R.

    Louvai, cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, /
    publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! / Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, /
    porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel!” – R.

    Mateus 19,3-12

    Naquele tempo, 3alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9Por isso eu vos digo, quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra comete adultério”. 10Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 11Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12Com efeito, existem homens incapazes para o casamento porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos céus. Quem puder entender, entenda”.

    Palavra da salvação.

    “por causa da dureza do vosso coração”

    Estamos no mês de agosto, mês que a Igreja do Brasil reflete sobre as vocações. Nesse sentido, as Sagradas Escrituras nos convidam hoje a refletir sobre a vocação matrimonial.

    No trecho do Evangelho, os fariseus se aproximaram de Jesus querendo tentá-lo. E perguntaram se era permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo. Jesus responde dizendo que não é lícito despedir por qualquer motivo e que a permissão que Moisés dera era devido à dureza dos corações, afinal de contas o que rege um casamento é a aliança de amor entre duas pessoas com Deus.

    Nesse sentido, a vocação matrimonial deve ser livre, baseada no amor e na entrega à outra pessoa. Certamente, haverá dias difíceis, como em qualquer outro relacionamento humano, como em qualquer vocação. Contudo, um casamento assentado sobre esses princípios será como uma casa construída sobre a rocha, não estará sujeita as intempéries do tempo, mas aquela casa construída sobre a areia terá seus dias contados.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Sábado da 19ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 18,1-10.13.30-32

    1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Que provérbio é este que andais repetindo em Israel: ‘Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos ficaram embotados’? 3Juro por minha vida – oráculo do Senhor Deus -, já não haverá quem repita esse provérbio em Israel. 4Todas as vidas me pertencem. Tanto a vida do pai como a vida do filho são minhas. Aquele que pecar é que deve morrer. 5Se um homem é justo e pratica o direito e a justiça, 6não participa de refeições rituais sobre os montes, não levanta os olhos para os ídolos da casa de Israel, não desonra a mulher do próximo nem se aproxima da mulher menstruada; 7se não oprime ninguém, devolve o penhor devido, não pratica roubos, dá alimento ao faminto e cobre de vestes o que está nu; 8se não empresta com usura nem cobra juros, afasta sua mão da injustiça e julga imparcialmente entre homem e mulher; 9se vive conforme as minhas leis e guarda os meus preceitos, praticando-os fielmente, tal homem é justo e, com certeza, viverá – oráculo do Senhor Deus. 10Mas, se tiver um filho violento e assassino, que pratica uma dessas ações, 13porque fez todas essas coisas abomináveis, com certeza morrerá; ele é responsável pela sua própria morte. 30Pois bem, vou julgar cada um de vós, ó casa de Israel, segundo a sua conduta – oráculo do Senhor Deus. Arrependei-vos, convertei-vos de todas as vossas transgressões, a fim de não terdes ocasião de cair em pecado. 31Afastai-vos de todos os pecados que praticais. Criai para vós um coração novo e um espírito novo. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel? 32Pois eu não sinto prazer na morte de ninguém – oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis!”

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 50(51)
    Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!

    Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. /
    Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R.

    Dai-me de novo a alegria de ser salvo / e confirmai-me com espírito generoso! /
    Ensinarei vosso caminho aos pecadores, / e para vós se voltarão os transviados. – R.

    Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. /
    Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

    Mateus 19,13-15

    Naquele tempo, 13levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14Então Jesus disse: “Deixai as crianças e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos céus”. 15E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali.

    Palavra da salvação.

    “Deixai as crianças, e não as proibais de virem, a mim, porque delas é o Reino dos Céus.”

    No Evangelho de hoje, Jesus Cristo acolhe as crianças que foram levadas ao Seu encontro para que a impusesse as mãos e rezasse por cada uma delas. Os discípulosm, por outro lado, estavam repreendendo-as para não se aproximar, porém, Jesus admoesta para que deixem as crianças viverem ao seu encontro.

    Jesus Cristo quer deixar a mensagem, que todos nós temos que ir todos os dias de nossas vidas ao seu encontro, da mesma forma como as crianças foram. Jesus acolhe a todos com amor, começando com os pequenos que mais precisam de amparo, pois Jesus sempre volta seu olhar misericordioso para seus filhos e filhas que abraçam o projeto de Salvação.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 20º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 38,4-6.8-10

    Naqueles dias, 4disseram os príncipes ao rei: “Pedimos que seja morto este homem; ele anda com habilidade lançando o desânimo entre os combatentes que restaram na cidade e sobre todo o povo, dizendo semelhantes palavras; esse homem, portanto, não se propõe o bem-estar do povo, mas sim a desgraça”. 5Disse o rei Sedecias: “Ele está em vossas mãos; o rei nada vos poderá negar”. 6Agarraram então Jeremias e lançaram-no na cisterna de Melquias, filho do rei, que havia no pátio da guarda, fazendo-o descer por meio de cordas. Na cisterna não havia água, somente lama; e, assim, ia-se Jeremias afundando na lama. 8Ebed-Melec saiu da casa do rei e veio ter com ele, e falou-lhe: 9“Ó rei, meu senhor, muito mal procederam esses homens em tudo o que fizeram contra o profeta Jeremias, lançando-o na cisterna para aí morrer de fome; não há mais pão na cidade”. 10O rei deu, então, esta ordem ao etíope Ebed-Melec: “Leva contigo trinta homens e tira da cisterna o profeta Jeremias, antes que morra”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 39(40)
    Socorrei-me, ó Senhor, vinde logo em meu auxílio!

    Esperando, esperei no Senhor, / e, inclinando-se, ouviu meu clamor. – R.

    Retirou-me da cova da morte / e de um charco de lodo e de lama. /
    Colocou os meus pés sobre a rocha, / devolveu a firmeza a meus passos. – R.

    Canto novo ele pôs em meus lábios, / um poema em louvor ao Senhor. /
    Muitos vejam, respeitem, adorem / e esperem em Deus, confiantes. – R.

    Eu sou pobre, infeliz, desvalido, † porém guarda o Senhor minha vida /
    e por mim se desdobra em carinho. / Vós me sois salvação e auxílio: /
    vinde logo, Senhor, não tardeis! – R.

    Hebreus 12,1-4

    Irmãos, 1rodeados como estamos por tamanha multidão de testemunhas, deixemos de lado o que nos pesa e o pecado que nos envolve. Empenhemo-nos com perseverança no combate que nos é proposto, 2com os olhos fixos em Jesus, que em nós começa e completa a obra da fé. Em vista da alegria que lhe foi proposta, suportou a cruz, não se importando com a infâmia, e assentou-se à direita do trono de Deus. 3Pensai, pois, naquele que enfrentou uma tal oposição por parte dos pecadores, para que não vos deixeis abater pelo desânimo. 4Vós ainda não resististes até o sangue na vossa luta contra o pecado.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 12,49-53

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 49“Eu vim para lançar fogo sobre a terra e como gostaria que já estivesse aceso! 50Devo receber um batismo e como estou ansioso até que isso se cumpra! 51Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão. 52Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; 53ficarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra”.

    Palavra da salvação.

    “Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso!”

    Neste dia em celebramos o Dia dos Pais, o Evangelho de hoje traz para todos nós dois sinais que devemos prestar bem atenção: o primeiro sinal é o de mandar o de lançar fogo sobre a terra; neste primeiro sinal, Jesus nos anuncia a vinda do fogo do Espírito Santo que se dará no dia de Pentecostes. Todo aquele que é confirmado por esse fogo é chamado a anunciar e a ser profeta e assim suportar todas as perseguições e rejeições. É aqueles que não vivem os planos de Deus que causam as divisões e tiram a paz.

    O segundo sinal é o batismo. Esse batismo é o da Cruz, ou seja, o batismo que lhe trará a sua paixão e morte. Pelo batismo de sangue de Cristo é que o pecado do mundo será vencido; é pelo batismo da Cruz que a verdadeira Paz chegará à humanidade e pela expiação de Jesus nos trará vida nova. Neste sentido, a cruz não se tornará mais sinal de morte, mas de vida, e vida eterna.

    Que possamos, então, entrar na dinâmica da salvação da Cruz e confiar na força abrasadora do Espírito Santo, pois assim conseguiremos passar por todas as dificuldades e experimentar a tão sonhada Paz que somente Deus pode nos oferecer.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 2ª-feira da 20ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 24,15-24

    15A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 16“Filho do homem, vou tirar de ti, por um mal súbito, o encanto de teus olhos. Mas não deverás lamentar-te nem chorar ou derramar lágrimas. 17Geme em silêncio, sem fazer o luto dos mortos. Põe o turbante na cabeça, calça as sandálias nos pés, sem encobrir a barba nem comer o pão dos enlutados”. 18Eu tinha falado ao povo pela manhã, e à tarde minha esposa morreu. Na manhã seguinte, fiz como me foi ordenado. 19Então, o povo perguntou-me: “Não nos vais explicar o que têm a ver conosco as coisas que tu fazes?” 20Eu respondi-lhes: “A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 21Fala à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Vou profanar o meu santuário, o objeto do vosso orgulho, o encanto de vossos olhos, o alento de vossas vidas. Os filhos e as filhas que lá deixastes tombarão pela espada. 22E fareis assim como eu fiz: não cobrireis a barba nem comereis o pão dos enlutados, 23levareis o turbante na cabeça, as sandálias nos pés, sem vos lamentar nem chorar. Definhareis por causa de vossas próprias culpas, gemendo uns para os outros. 24Ezequiel servirá para vós como sinal: fareis exatamente o que ele fez; quando isso acontecer, sabereis que eu sou o Senhor Deus”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl Dt 32
    Esqueceram o Deus que os gerou.

    Da rocha que te deu à luz te esqueceste, / do Deus que te gerou não te lembraste. /
    Vendo isso, o Senhor os desprezou, / aborrecido com seus filhos e suas filhas. – R.

    E disse: “Esconderei deles meu rosto / e verei, então, o fim que eles terão, /
    pois tornaram-se um povo pervertido, / são filhos que não têm fidelidade. – R.

    Com deuses falsos provocaram minha ira, / com ídolos vazios me irritaram; /
    vou provocá-los por aqueles que nem são um povo, / através de gente louca hei de irritá-los”. – R.

    Mateus 19,16-22

    Naquele tempo, 16alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, o que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” 17Jesus respondeu: “Por que tu me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se tu queres entrar na vida, observa os mandamentos”. 18O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19honra teu pai e tua mãe e ama teu próximo como a ti mesmo”. 20O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. O que ainda me falta?” 21Jesus respondeu: “e tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. 22Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

    Palavra da salvação.

     “Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, e terás um tesouro no céu.”

    Na passagem do Evangelho de hoje, Jesus nos fala dos mandamentos de Deus. Antes de ser uma obrigação a ser cumprida, Ele os apresenta como um caminho para se entrar na vida eterna. Os mandamentos de Deus são uma indicação de como aprender a se aproximar do próprio Deus, desejando, cada vez mais, viver eternamente ao Seu lado. Jesus ainda diz o que devemos fazer se quisermos sermos perfeitos, nos chamando a um grande despojamento de nós mesmos, de modo a nos tornarmos pobres para o mundo, escolhendo as coisas do céu como as mais importantes. Assim, nosso viver passa a ser segui-lo e cumprir a vontade do Pai.

    Jesus é Aquele que se doou totalmente por amor, até o extremo de dar a própria vida, sempre desejando cumprir a vontade do Pai. É Aquele que combate a opressão do mal e nos chama a viver uma vida nova na constante permanência com Deus.

    Que nós procuremos viver os mandamentos, seguindo a Jesus Cristo, de modo a cumprir a vontade de Deus em nossas vidas. Desejemos viver eternamente na glória, junto ao Pai.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 3ª-feira da 20ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 28,1-10

    1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Filho do homem, dize ao príncipe da cidade de Tiro: Assim fala o Senhor Deus: Porque o teu coração se tornou orgulhoso, tu disseste: ‘Eu sou um deus e ocupo o trono divino no coração dos mares’. Tu, porém, és um homem e não um deus, mas pensaste ter a mente igual à de um deus. 3Sim, tu és mais sábio do que Daniel! Segredo algum te é obscuro. 4Com talento e habilidade, adquiriste uma fortuna, acumulaste ouro e prata em teus tesouros. 5Com grande tino comercial, aumentaste tua fortuna, e com ela teu coração se tornou soberbo. 6Por isso, assim diz o Senhor Deus: Por teres igualado tua mente à de um deus, 7vou trazer contra ti os povos mais violentos dos estrangeiros. Eles puxarão suas espadas contra a tua bela sabedoria e profanarão o teu esplendor. 8Eles te farão baixar à cova, e morrerás de morte violenta no coração dos mares. 9Porventura ousarás dizer: ‘Sou um deus!’ na presença de teus algozes, tu que és um homem e não deus, nas mãos dos que te apunhalam? 10Morrerás da morte dos incircuncisos pela mão de estrangeiros, pois fui eu que falei – oráculo do Senhor Deus”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl Dt 32
    Sou eu que tiro a vida, sou eu quem faz viver!

    Pensei: “Vou espalhá-los pela terra, / farei cessar sua memória inteiramente”. /
    Mas receava a reação dos inimigos, / a má interpretação dos adversários. – R.

    Eles diriam: “Nossa mão prevaleceu, / não foi o Senhor Deus que isto fez”. /
    Porque meu povo é gente sem juízo, / é gente que não tem discernimento. – R.

    Como pode um homem só perseguir mil, / como dois podem fazer fugir dez mil? /
    Não é porque sua rocha os vendeu, / não é porque o Senhor os entregou? – R.

    Já vem o dia em que serão arruinados / e o seu destino se apressa em chegar. /
    Porque o Senhor fará justiça ao seu povo / e salvará todos aqueles que o servem. – R.

    Mateus 19,23-30

    Naquele tempo, 23Jesus disse aos discípulos: “Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no Reino dos céus. 24E digo ainda, é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”. 25Ouvindo isso, os discípulos ficaram muito espantados e perguntaram: “Então, quem pode ser salvo?” 26Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível”. 27Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. O que haveremos de receber?” 28Jesus respondeu: “Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. 29E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. 30Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”.

    Palavra da salvação.

    “Quem poderá então salvar-se?”.

    A parábola do rico, o camelo e o buraco da agulha falam da impossibilidade daqueles, apegados a coisas terrenas (materiais), adentrarem ao Reino dos Céus.

    Jesus afirma que ninguém se salva por si mesmo. Somente por meio da vontade de Deus é que somos salvos. E Deus quer que sejamos salvos. A vinda de Cristo é prova disso. Mas é preciso que também façamos o que nos cabe para que Deus nos encontre prontos para a salvação. Estar pronto é aderir ao Cristo, em tudo o que isso significa: humildade, despojamento, amor…

    Nem todo rico é apegado e nem todo pobre é desapegado. Não se trata simplesmente de coisas materiais, mas de apego a ideias, desejos e sentimentos. Jesus acrescentava: “Muitos dos primeiros serão os últimos, e muitos dos últimos serão os primeiros” para indicar que quem se faz pequeno na terra será engrandecido no céu.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 4ª-feira da 20ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 34,1-11

    1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel! Profetiza, dizendo-lhes: Assim fala o Senhor Deus aos pastores: Ai dos pastores de Israel, que se apascentam a si mesmos! Não são os pastores que devem apascentar as ovelhas? 3Vós vos alimentais com o seu leite, vestis a sua lã e matais os animais gordos, mas não apascentais as ovelhas. 4Não fortalecestes a ovelha fraca, não curastes a ovelha doente nem enfaixastes a ovelha ferida. Não trouxestes de volta a ovelha extraviada, não procurastes a ovelha perdida; ao contrário, dominastes sobre elas com dureza e brutalidade. 5As ovelhas dispersaram-se por falta de pastor, tornando-se presa de todos os animais selvagens. 6Minhas ovelhas vaguearam sem rumo por todos os montes e colinas elevadas. Dispersaram-se minhas ovelhas por toda a extensão do país, e ninguém perguntou por elas nem as procurou. 7Por isso, ó pastores, escutai a palavra do Senhor: 8Eu juro por minha vida – oráculo do Senhor Deus -, já que minhas ovelhas foram entregues à pilhagem e se tornaram presa de todos os animais selvagens por falta de pastor; e porque os meus pastores não procuraram as minhas ovelhas, mas apascentaram-se a si mesmos e não as ovelhas, 9por isso, ó pastores, escutai a palavra do Senhor! 10Assim diz o Senhor Deus: Aqui estou para enfrentar os pastores e reclamar deles as minhas ovelhas. Vou tirar-lhes o ofício de pastor, e eles não mais poderão apascentar-se a si mesmos. Vou libertar da boca deles as minhas ovelhas, para não mais lhes servirem de alimento. 11Assim diz o Senhor Deus: Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 22(23)
    O Senhor é o pastor que me conduz, / não me falta coisa alguma.

    O Senhor é o pastor que me conduz; / não me falta coisa alguma. /
    Pelos prados e campinas verdejantes / ele me leva a descansar. /
    Para as águas repousantes me encaminha / e restaura as minhas forças. – R.

    Ele me guia no caminho mais seguro, / pela honra do seu nome. /
    Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, / nenhum mal eu temerei. /
    Estais comigo com bastão e com cajado, / eles me dão a segurança! – R.

    Preparais à minha frente uma mesa, / bem à vista do inimigo; /
    com óleo vós ungis minha cabeça, / e o meu cálice transborda. – R.

    Felicidade e todo bem hão de seguir-me / por toda a minha vida; e na casa do Senhor habitarei /
    pelos tempos infinitos. – R.

    Mateus 20,1-16

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1“O Reino dos céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia e os mandou para a vinha. 3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, 4e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. 5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde e fez a mesma coisa. 6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. 8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’ 9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida, vieram os que foram contratados primeiro e pensavam que iam receber mais. Porém cada um deles também recebeu uma moeda de prata. 11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’. 13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ 16Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

    Palavra da salvação.

    “Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti”

    O Evangelho de hoje é uma continuação do anúncio do Reino de Deus que foi feito por Jesus a partir do encontro com o jovem rico. A partir deste jovem que se afasta do Mestre porque não consegue desapegar-se das suas posses, Jesus começa a anunciar a incompatibilidade entre a vida centrada na riqueza e no apego a coisas materiais ou vínculos, e a vivência do Reino de Deus.

    Durante toda a sua vida, Jesus foi questionado por quem se considerava justo, maior, puro. Orientando-os as suas vidas para os pecadores, os doentes, os necessitados e os menores. Nesta parábola, Jesus expõe o olhar de quem se considera justo, representados nos primeiros trabalhadores que foram contratados para trabalhar na vinha. Como olham os outros trabalhadores? Por que se sentem injustiçados pelo patrão? “Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti” (Mt 20, 14) A resposta deste patrão pode colocar-nos em uma posição muito incômoda quando só lembramos de nós mesmos e julgamos os outros a partir do que nós fazemos. É precisamente aí que Jesus interpela-nos, nos nossos comportamentos recorrentes e que, neste caso, são socialmente aceitados. Esse incômodo é uma possibilidade de começar um processo de mudança do nosso olhar para os outros e a vida.

    Se permitirmos sermos interpelados cotidianamente pela Palavra, pode acontecer uma mudança existencial na nossa vida, que nos possibilite ter um olhar diferente da realidade. Um olhar que não julga, mas acolhe. Esse parece ser o olhar do Reino de Deus. Essa parábola está cheia de caraterísticas deste Reino que ansiamos. Um Reino onde ninguém fica fora nem afastado, que sempre vai procurar, que não esquece de ninguém, que insiste, que é equitativo e não deixa ninguém com as mãos vazias. Ousemos procurar e construir esse Reino junto a Jesus.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 5ª-feira da 20ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 36,23-28

    Assim fala o Senhor: 23“Vou mostrar a santidade do meu grande nome, que profanastes no meio das nações. As nações saberão que eu sou o Senhor – oráculo do Senhor Deus – quando eu manifestar minha santidade à vista delas por meio de vós. 24Eu vos tirarei do meio das nações, vos reunirei de todos os países e vos conduzirei para a vossa terra. 25Derramarei sobre vós uma água pura, e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. 26Eu vos darei um coração novo e porei um espírito novo dentro de vós. Arrancarei do vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne; 27porei o meu espírito dentro de vós e farei com que sigais a minha lei e cuideis de observar os meus mandamentos. 28Habitareis no país que dei a vossos pais. Sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 50(51)
    Eu hei de derramar sobre vós uma água pura, / e de vossas imundícies sereis purificados.

    Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. /
    Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R.

    Dai-me de novo a alegria de ser salvo / e confirmai-me com espírito generoso! /
    Ensinarei vosso caminho aos pecadores, / e para vós se voltarão os transviados. – R.

    Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. /
    Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

    Mateus 22,1-14

    Naquele tempo, 1Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, 2dizendo: “O Reino dos céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. 3E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. 4O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ 5Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, 6outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. 7O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. 8Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. 9Portanto, ide até as encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’. 10Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. 11Quando o rei entrou para ver os convidados, observou ali um homem que não estava usando traje de festa 12e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. 13Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes’. 14Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos”.

    Palavra da salvação.

    “Por que muitos são chamados, e poucos os escolhidos.”

    A palavra de Deus que hoje nos é dirigida nos convida a participarmos da grande festa de Deus. Após a recusa de Israel em acolher Jesus, Ele vem nos mostrar a universalidade do chamado ao banquete do reino de Deus. Muitos são chamados e poucos os escolhidos vai dizer o Evangelho, mas para participar desta festa, não podemos ir de qualquer maneira, vestidos de roupas rudes e impróprias. É preciso se arrumar, ou seja, vestir nossa melhor veste que é a bondade, caridade, humildade e alegria, para acolher o noivo, que é o próprio Cristo Jesus.

    Acolher o Cristo requer uma mudança de vida. É necessária uma transfiguração de todo o nosso ser para nos assemelharmos cada vez mais com a figura de Jesus, por esse modo participar da festa do banquete do Reino de Deus nos é exigido um verdadeiro empenho de nos convertermos e nos conformamos à forma de Cristo, que nos reveste de dignidade e confirma a nossa fé, transformando o nosso coração de pedra em coração de carne, fazendo de nós filhos e filhas amados de Deus.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 6ª-feira da 20ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 37,1-14

    Naqueles dias, 1a mão do Senhor estava sobre mim e, por seu espírito, ele me levou para fora e me deixou no meio de uma planície cheia de ossos, 2e me fez andar no meio deles em todas as direções. Havia muitíssimos ossos na planície e estavam ressequidos. 3Ele me perguntou: “Filho do homem, será que estes ossos podem voltar à vida?” E eu respondi: “Senhor Deus, só tu o sabes”. 4E ele me disse: “Profetiza sobre estes ossos e dize: Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor! 5Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eu mesmo vou fazer entrar um espírito em vós e voltareis à vida. 6Porei nervos em vós, farei crescer carne e estenderei a pele por cima. Porei em vós um espírito, para que possais voltar à vida. Assim sabereis que eu sou o Senhor”. 7Profetizei como me foi ordenado. Enquanto eu profetizava, ouviu-se primeiro um rumor e, logo, um estrondo quando os ossos se aproximaram uns dos outros. 8Olhei e vi nervos e carne crescendo sobre os ossos e, por cima, a pele que se estendia. Mas não tinham nenhum sopro de vida. 9Ele me disse: “Profetiza para o espírito, profetiza, filho do homem! Dirás ao espírito: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, vem soprar sobre estes mortos, para que eles possam voltar à vida”. 10Profetizei como me foi ordenado, e o espírito entrou neles. Eles voltaram à vida e puseram-se de pé: era uma imensa multidão! 11Então ele me disse: “Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. É isto que eles dizem: ‘Nossos ossos estão secos, nossa esperança acabou, estamos perdidos!’ 12Por isso, profetiza e dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Ó meu povo, vou abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel; 13e quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o Senhor. 14Porei em vós o meu espírito, para que vivais, e vos colocarei em vossa terra. Então sabereis que eu, o Senhor, digo e faço – oráculo do Senhor”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 106(107)
    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, / porque eterna é a sua misericórdia!

    Que o digam os libertos do Senhor, / que da mão dos opressores os salvou /
    e de todas as nações os reuniu, / do oriente, ocidente, norte e sul. – R.

    Uns vagavam, no deserto, extraviados, / sem acharem o caminho da cidade. /
    Sofriam fome e também sofriam sede, / e sua vida ia aos poucos definhando. – R.

    Mas gritaram ao Senhor na aflição, / e ele os libertou daquela angústia. /
    Pelo caminho bem seguro os conduziu / para chegarem à cidade onde morar. – R.

    Agradeçam ao Senhor por seu amor / e por suas maravilhas entre os homens! /
    Deu de beber aos que sofriam tanta sede / e os famintos saciou com muitos bens! – R.

    Mateus 22,34-40

    Naquele tempo, 34os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo 35e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36“Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” 37Jesus respondeu: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento!’ 38Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. 40Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos”.

    Palavra da salvação.

    “Amarás o teu Deus e ao teu próximo como a ti mesmo”

    No dia em que comemoramos a memória de São João Eudes, promotor do culto ao Sagrado Coração de Jesus e Maria, aprendemos que o amor que emana de Cristo e do seu Pai que está no céu é tão grande que ultrapassa a fronteira da compreensão do homem. Sendo assim, Cristo afirma que a medida do amor é justamente não ter medida, qualquer pensamento fora dessa compreensão foge aos mandamentos de Deus.

    A palavra amor é repetida muitas vezes por Jesus, porque ele quer que tornemos prática cotidiana fazer o bem a qualquer hora, de modo que se rompam fronteiras e julgamentos, tornando o homem à imagem e semelhança de Cristo, também em suas atitudes, sendo verdadeiramente cumpridor das leis de Deus.

    Reflexão dos noviços da Província

  • São Bernardo

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 43,1-7

    1O homem conduziu-me até a porta da casa do Senhor que dá para o nascente, 2e eu vi a glória do Deus de Israel, vinda do oriente; um ruído a acompanhava, semelhante ao ruído de águas caudalosas, e a terra brilhava com a sua glória. 3A visão era idêntica à visão que tive quando ele veio destruir a cidade, bem como à visão que tive junto ao rio Cobar; e eu caí com o rosto no chão. 4A glória do Senhor entrou no templo pela porta que dá para o nascente. 5Então, o espírito raptou-me e me levou para dentro do pátio interno, e eu vi que o templo ficou cheio da glória do Senhor. 6Ouvi alguém falando-me de dentro do templo, enquanto o homem esteve de pé junto a mim. 7Ele me disse: “Filho do homem, este é o lugar do meu trono, é o lugar em que coloco a planta dos meus pés, o lugar onde habitarei para sempre no meio dos israelitas”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 84(85)
    A glória do Senhor habitará em nossa terra.

    Quero ouvir o que o Senhor irá falar: / é a paz que ele vai anunciar. /
    Está perto a salvação dos que o temem, / e a glória habitará em nossa terra. – R.

    A verdade e o amor se encontrarão, / a justiça e a paz se abraçarão; /
    da terra brotará a fidelidade, / e a justiça olhará dos altos céus. – R.

    O Senhor nos dará tudo o que é bom, / e a nossa terra nos dará suas colheitas; /
    a justiça andará na sua frente / e a salvação há de seguir os passos seus. – R.

    Mateus 23,1-12

    Naquele tempo, 1Jesus falou às multidões e aos seus discípulos: 2“Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. 3Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. 4Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los nem sequer com um dedo. 5Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços e põem na roupa longas franjas. 6Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas. 7Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de mestre. 8Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de mestre, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. 9Na terra, não chameis a ninguém de pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10Não deixeis que vos chamem de guias, pois um só é o vosso Guia, Cristo. 11Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. 12Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”.

    Palavra da salvação.

    “Eles falam e não praticam… Quanto a vós, o maior deve ser aquele que vos serve.”

    A Palavra de hoje nos apresenta uma parte do capítulo 23 do Evangelho de Mateus, onde Jesus se encontra em diálogo com um grupo de judeus rigoristas que buscavam pô-lo à prova e incomodá-lo. A partir disto é que Jesus começa a falar para o povo e os discípulos, denunciando a opressão que este grupo de judeus fazia neles. Jesus nos adverte diante de uma atitude muito concreta: “Deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Pois eles falam e não praticam. Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los” (Mt 23,3-4). O que oprime o povo neste caso não é a lei em si mesma, nem as interpretações dela, mas todas as obrigações e limitações que são impostas hipocritamente, porque nem quem as impõe consegue vivenciá-las com sentido nem consegue se orientar verdadeiramente mais a Deus a partir disso.

    Diante de tudo isso, Jesus  não fica preso ao conflito com este grupo de judeus, mas vive livremente sabendo que o importante é muito além dos jeitos e as regras que eles tentavam impor. Parece convidar-nos a não ficarmos presos em um conflito sem sentido e nos orienta a olhar e agir como Deus, servindo. O mesmo Jesus foi exemplo com a sua vida de serviço e de humildade, ou seja, pôr-se aos pés do outro para servi-lo. É nele que descobrimos como atua Deus e que descobrimos como viver plenamente. A isto nos convida Cristo, primeiro libertando-nos da opressão da cobrança de quem não pratica e que exige dos outros. É um convite que o mesmo São Francisco identificou como a essência do modo em que procurava viver, servindo aos outros como irmão menor. Que a exemplo dele possamos entrar nesta dinâmica do Evangelho!

    Reflexão dos noviços da Província

  • Assunção de Nossa Senhora

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 11,19; 12,1.3-6.10

    19Abriu-se o templo de Deus que está no céu e apareceu no templo a arca da Aliança. 12,1Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas. 3Então apareceu outro sinal no céu: um grande dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. 4Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O dragão parou diante da mulher, que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 6A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. 10Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora, realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus e o poder do seu Cristo”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 44(45)
    À vossa direita se encontra a rainha / com veste esplendente de ouro de Ofir.

    As filhas de reis vêm ao vosso encontro, † e à vossa direita se encontra a rainha /
    com veste esplendente de ouro de Ofir. – R.

    Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: / “Esquecei vosso povo e a casa paterna! /
    Que o rei se encante com vossa beleza! / Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! – R.

    Entre cantos de festa e com grande alegria, / ingressam, então, no palácio real”. – R.

    1 Coríntios 15,20-27

    Irmãos, 20Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23Porém cada qual segundo uma ordem determinada: em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. 25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26O último inimigo a ser destruído é a morte. 27Com efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 1,39-56

    Naqueles dias, 39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

    Palavra da salvação.

    “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus,
    meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva.”

    Hoje, a Igreja celebra a solenidade da Assunção da Virgem Maria e também reza por todos os homens e mulheres chamados à vocação para vida consagrada. Maria modelo de santidade para todos os religiosos foi assunta ao céu, ou seja, foi assumida de corpo e espírito por Deus. Maria, nova Eva, é sinal que a humanidade, sendo obediente aos desígnios de Deus, pode alcançar a glória da eternidade. Por isso, no Santo Evangelho de hoje, vemos a conhecida passagem do Magnificat, que mostra que após a anunciação do anjo, Maria repleta do Espírito Santo, parte em missão para servir, pois a graça de Deus e a força do seu Espírito nos impelem a sairmos de nós e irmos ao encontro de nossos irmãos e servi-los com humildade, gratuidade e profunda generosidade.

    Maria canta e louva a Deus, assim nós também devemos reconhecer a ação salvífica de Deus, que nos ama, cuida de nós e nos chama a fazer o mesmo por todos os nossos irmãos e irmãs. Maria servidora vai mostrar por antecipação a missão de seu filho unigênito, o de ir ao encontro do próximo, e somente uma pessoa que possui a fidelidade aos planos de Deus como Maria pôde perceber que a graça não é para ser guardada, mas partilhada, por isso ela é bendita entre todas as mulheres, por isso ela é bem-aventurada, pois seu testemunho é fiel até o extremo da Cruz e ressureição de seu filho todo homem e todo Deus.

    Feliz somos nós que temos Maria por nossa mãe, intercedendo a Deus por todos nós no céu, sendo testemunha fiel de seus filhos implorando a misericórdia que a acompanhou por toda a sua vida. Maria é mulher servidora, mãe amorosa, repleta de alegria e do Espírito de Deus, sendo assim modelo para todos os que desejam se consagrar a Deus pelos sagrados votos, guiando-os e confirmando-os nos passos da direção de uma entrega total de suas vidas a Deus, na vida de oração, contemplação e missão. Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

    Reflexão dos noviços da Província

  • Nossa Senhora Rainha

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 9,1-6

    1O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. 2Fizeste crescer a alegria e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3Pois o jugo que oprimia o povo – a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais -, tu os abateste como na jornada de Madiã. 4Botas de tropa de assalto, trajes manchados de sangue, tudo será queimado e devorado pelas chamas. 5Porque nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho; ele traz aos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da paz. 6Grande será o seu reino, e a paz não há de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado, que ele irá consolidar e confirmar em justiça e santidade a partir de agora e para todo o sempre. O amor zeloso do Senhor dos exércitos há de realizar essas coisas.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 112(113)
    Bendito seja o nome do Senhor, / agora e por toda a eternidade!

    Louvai, louvai, ó servos do Senhor, / louvai, louvai o nome do Senhor! /
    Bendito seja o nome do Senhor, / agora e por toda a eternidade. – R.

    Do nascer do sol até o seu ocaso, / louvado seja o nome do Senhor! /
    O Senhor está acima das nações, / sua glória vai além dos altos céus. – R.

    Quem pode comparar-se ao nosso Deus, † ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono /
    e se inclina para olhar o céu e a terra? – R.

    Levanta da poeira o indigente / e do lixo ele retira o pobrezinho, /
    para fazê-lo assentar-se com os nobres, / assentar-se com os nobres do seu povo. – R.

    Lucas 1,26-38

    Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi, e o nome da virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

    Palavra da salvação.

    “Porque para Deus nada é impossível. ”

    Devemos nos alegrar assim como Maria. O anjo do Senhor a saúda chamando-a de cheia de graça, jamais podemos nos esquecer que também somos agraciados por Deus. Ele sempre se faz presente, nos quer próximos e, por isso, se doa gratuitamente todos os dias por nós.

    O anjo recorda que para Deus nada é impossível ao citar a gravidez de Isabel que era uma mulher de idade avançada. Isso precisa estar gravado em nossos corações: o Senhor nos quer felizes, não uma felicidade passageira, podemos estar felizes, mas sermos pessoas tristes, e para isso faz o que nos parece impossível se acreditarmos e nos abandonarmos a Ele. Porém, às vezes, nos recusamos enxergar essa verdade, pensamos em tantas outras coisas, nos preocupamos com tantos conflitos pequenos, que não nos levam a lugar algum, sem deixar que Deus seja tudo em nossas vidas.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Santa Rosa de Lima

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Coríntios 10,17-11,2

    Irmãos, 17quem se gloria, glorie-se no Senhor. 18Pois é aprovado só aquele que o Senhor recomenda, e não aquele que se recomenda a si mesmo. 11,1Oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez da minha parte. Na verdade, vós me suportais. 2Sinto por vós um amor ciumento, semelhante ao amor que Deus vos tem. Fui eu que vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 148
    Vós, jovens, vós, moças e rapazes, / louvai todos o nome do Senhor!

    Louvai o Senhor Deus nos altos céus, / louvai-o no excelso firmamento! /
    Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, / louvai-o, legiões celestiais! – R.

    Reis da terra, povos todos, bendizei-o, / e vós, príncipes e todos os juízes; /
    e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, † anciãos e criancinhas, bendizei-o! /
    Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos. – R.

    A majestade e esplendor de sua glória / ultrapassam em grandeza o céu e a terra. /
    Ele exaltou seu povo eleito em poderio, / ele é o motivo de louvor para os seus santos. /
    É um hino para os filhos de Israel, / este povo que ele ama e lhe pertence. – R.

    Mateus 13,44-46

    Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O Reino dos céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.

    Palavra da salvação.

    “Ele vende os seus bens e compra aquele campo.”

    Na narrativa evangélica de hoje vemos Jesus falar a respeito do Reino dos Céus em forma de parábolas. Em sua primeira exposição a respeito do Reino dos Céus, Jesus o compara a um tesouro escondido no campo. Isto quer nos dizer a respeito da preciosidade e do valor que possui o Reino dos Céus. Vemos que a atitude daquele que o encontra é de apostar tudo o que possui para adquiri-lo com muita alegria. Já na segunda comparação, é possível notar que a busca pelo Reino dos Céus deve ser feita com muito afinco, pois vemos que o comprador está à procura de pérolas preciosas, ou seja, procura por algo de grande valia.

    Além disso, comemoramos hoje a festa de Santa Rosa de Lima, que é considerada a Padroeira da América Latina. Isabel, mais conhecida como Rosa por conta de sua beleza, nasceu no ano de 1586 e veio a falecer no ano de 1617. Sendo modelo de vida de penitência e oração, pertenceu à Terceira Ordem Dominicana. Que a exemplo de Santa Rosa possamos imitar a Cristo pobre e crucificado.

    Reflexão dos noviços da Província

  • São Bartolomeu, Apóstolo

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Apocalipse 21,9-14

    9Um anjo falou comigo e disse: “Vem! Vou mostrar-te a noiva, a esposa do Cordeiro”. 10Então me levou em espírito a uma montanha grande e alta. Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, 11brilhando com a glória de Deus. Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de jaspe cristalino. 12Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas. Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel. 13Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente. 14A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 144(145)
    Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso!

    Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, / e os vossos santos com louvores vos bendigam! /
    Narrem a glória e o esplendor do vosso reino / e saibam proclamar vosso poder! – R.

    Para espalhar vossos prodígios entre os homens / e o fulgor de vosso reino esplendoroso. /
    O vosso reino é um reino para sempre, / vosso poder, de geração em geração. – R.

    É justo o Senhor em seus caminhos, / é santo em toda obra que ele faz. /
    Ele está perto da pessoa que o invoca, / de todo aquele que o invoca lealmente. – R.

    João 1,45-51

    45Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei e também os Profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. 46Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47Jesus viu Natanael, que vinha para ele, e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

    Palavra da salvação.

    “… Coisas maiores que esta verás.”

    No dia de hoje, celebramos a Festa de São Bartolomeu Apóstolo.

    Estamos no mês de agosto que é dedicado às vocações e o Evangelho proposto no dia de hoje é totalmente vocacional> Bartolomeu vai ao encontro de Jesus Cristo e O reconhece como filho de Deus. A partir deste encontro, Bartolomeu se torna discípulo de Jesus Cristo e começa a segui-Lo.

    Jesus Cristo deixa para cada um de nós uma linda motivação vocacional no final do Evangelho “… Coisas maiores que esta verás” (Jo 1, 50). A todos os que seguem o Cristo de todo coração, no modo de ser e estar neste mundo, é revelado pelo próprio Cristo o Reino de Deus. Peçamos a graça de Deus para sermos, a exemplo do Apóstolo Bartolomeu, fiel no seguimento de Jesus Cristo.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 5ª-feira da 21ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 1,1-9

    1Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes 2à Igreja de Deus que está em Corinto: aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos junto com todos os que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 3Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 4Dou graças a Deus sempre a vosso respeito, por causa da graça que Deus vos concedeu em Cristo Jesus: 5nele fostes enriquecidos em tudo, em toda palavra e em todo conhecimento, 6à medida que o testemunho sobre Cristo se confirmou entre vós. 7Assim, não tendes falta de nenhum dom, vós que aguardais a revelação do Senhor nosso, Jesus Cristo. 8É ele também que vos dará perseverança em vosso procedimento irrepreensível, até o fim, até o dia de nosso Senhor, Jesus Cristo. 9Deus é fiel; por ele fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 144(145)
    Bendirei o vosso nome pelos séculos, Senhor!

    Todos os dias haverei de bendizer-vos, / hei de louvar o vosso nome para sempre. /
    Grande é o Senhor e muito digno de louvores, / e ninguém pode medir sua grandeza. – R.

    Uma idade conta à outra vossas obras / e publica os vossos feitos poderosos; /
    proclamam todos o esplendor de vossa glória / e divulgam vossas obras portentosas! – R.

    Narram todos vossas obras poderosas, / e de vossa imensidade todos falam. /
    Eles recordam vosso amor tão grandioso / e exaltam, ó Senhor, vossa justiça. – R.

    Mateus 24,42-51

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 42“Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá. 45Qual é o empregado fiel e prudente que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? 46Feliz o empregado cujo senhor o encontrar agindo assim quando voltar. 47Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. 48Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’ 49e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados, 50então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera e na hora que ele não sabe. 51Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

    Palavra da salvação.

    “Feliz o empregado, cujo senhor encontrar agindo assim.”

    Como sabemos, este mês de agosto a Igreja no Brasil reflete sobre as vocações. Hoje, de modo particular, nós, franciscanos, nos alegramos, pois fazemos memória de São Luís, Rei da França, Padroeiro da Ordem Franciscana Secular, a OFS.

    Como nos diz o Santo Evangelho, feliz o empregado que recebendo os bens para serem administrados de seu Senhor, não os usurpa para si, mas os distribui fiel e constantemente àqueles que precisam.

    São Luís é para nós um exemplo de empregado fiel. Recebendo muito de Deus, nunca se esquivou de distribuir suas posses e riquezas entre àqueles que mais precisavam. Isso, contudo, apenas foi possível porque tinha Jesus como seu Senhor, e servia constantemente ao seu Reino.

    Como leigo consagrado, deu testemunho para todo o mundo do carisma franciscano, assim como muitos leigos e leigas, casados ou solteiros, que hoje também dão testemunho desse mesmo carisma.

    Peçamos, portanto, que sob a intercessão de São Luís, todos os membros da OFS sejam como o empregado fiel, que em unidade com nosso Senhor Jesus Cristo estejam sempre prontos para servir e encontrem nisto a alegria de suas vidas.

    Paz e Bem!

    Reflexão dos noviços da Província

  • 6ª-feira da 21ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 1,17-25

    Irmãos, 17de fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a Boa-nova da salvação sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria. 18A pregação a respeito da cruz é uma insensatez para os que se perdem, mas, para os que se salvam, para nós, ela é poder de Deus. 19Com efeito, está escrito: “Destruirei a sabedoria dos sábios e frustrarei a perspicácia dos inteligentes”. 20Onde está o sábio? Onde o mestre da Lei? Onde o questionador deste mundo? Acaso Deus não mostrou a insensatez da sabedoria do mundo? 21De fato, na manifestação da sabedoria de Deus, o mundo não chegou a conhecer Deus por meio da sabedoria; por isso, Deus houve por bem salvar os que creem por meio da insensatez da pregação. 22Os judeus pedem sinais milagrosos, os gregos procuram sabedoria; 23nós, porém, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos. 24Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, esse Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus. 25Pois o que é dito insensatez de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 32(33)
    Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!

    Ó justos, alegrai-vos no Senhor! / Aos retos fica bem glorificá-lo. /
    Dai graças ao Senhor ao som da harpa, / na lira de dez cordas celebrai-o! – R.

    Pois reta é a palavra do Senhor, / e tudo o que ele faz merece fé. /
    Deus ama o direito e a justiça, / transborda em toda a terra a sua graça. – R.

    O Senhor desfaz os planos das nações / e os projetos que os povos se propõem. /
    Mas os desígnios do Senhor são para sempre, † e os pensamentos que ele traz no coração, /
    de geração em geração, vão perdurar. – R.

    Mateus 25,1-13

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1“O Reino dos céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. 3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5O noivo estava demorando, e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ 7Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. 9As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores’. 10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ 12Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo, não vos conheço!’ 13Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora”.

    Palavra da salvação.

    “O noivo está chegando ide ao seu encontro”

    Neste Evangelho Nosso Senhor nos exorta a sempre estar esperando porque o tempo de Deus não é igual ao que os homens estão acostumados, sendo assim, o Noivo é o próprio Senhor que está passando. Esse compasso de espera não é passivo, mas sempre com as orações que fazemos.

    O ensinamento de Jesus nesta parábola quer provocar em nós uma reflexão sobre como está a nossa vida de oração, se realmente temos esperando de coração aberto a passagem para a Glória eterna de modo verdadeiramente vigilante, ou se estamos sendo negligentes com os ensinamentos de Nosso Senhor.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Santa Mônica

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 1,26-31

    26Irmãos, considerai vós mesmos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana, nem muitos poderosos, nem muitos nobres. 27Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco para assim confundir o que é forte; 28Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, 29para que ninguém possa gloriar-se diante dele. 30É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus, sabedoria, justiça, santificação e libertação, 31para que, como está escrito, “quem se gloria, glorie-se no Senhor”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 32(33)
    Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

    Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, / e a nação que escolheu por sua herança! /
    Dos altos céus o Senhor olha e observa; / ele se inclina para olhar todos os homens. – R.

    Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem / e que confiam, esperando em seu amor, /
    para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria. – R.

    No Senhor nós esperamos confiantes, / porque ele é nosso auxílio e proteção! /
    Por isso o nosso coração se alegra nele, / seu santo nome é nossa única esperança. – R.

    Mateus 25,14-30

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 14“Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. 15A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida, viajou. 16O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles e lucrou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. 18Mas aquele que havia recebido um só saiu, cavou um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu patrão. 19Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. 20O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. 21O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 22Chegou também o que havia recebido dois talentos e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. 23O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 24Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. 25Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. 26O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ceifo onde não semeei? 27Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. 28Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! 29Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas, daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Ali haverá choro e ranger de dentes!’”

    Palavra da salvação.

     “Como foste fiel na administração de tão pouco, vem participar da minha alegria! ”

    Na passagem do Evangelho de hoje, Jesus apresenta um patrão que entrega seus bens de acordo com a capacidade de cada empregado. Um patrão que não pede mais do que cada um pode fazer, antes os leva a buscarem tirar o melhor daquilo que possui.

    Dois dos empregados entendem este patrão e aproveitam a oportunidade que receberam, fazendo seus dons frutificarem. Estes são chamados de bons e fiéis, e são recompensados, ganhando sempre mais e, assim, podendo continuar a crescer sempre. Um terceiro parece não entender a bondade deste patrão e, com medo e sem saber aproveitar daquilo que tem, enterra o que lhe foi dado. Este último, é chamado de mau e preguiçoso, e lhe é tirado tudo que tem.

    Da mesma maneira, não devemos ter medo de Deus. Ele é um Pai que nos enche de bens e de oportunidades para fazê-los multiplicar. Todos temos talentos dados por Ele e podemos utilizá-los em nossa vida concreta. Tenhamos, pois, a coragem de tirar o melhor de nós, buscando sempre dar frutos e crescer na alegria deste Pai que tanto nos ama.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 22º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Eclesiástico 3,19-21.30-31

    19Filho, realiza teus trabalhos com mansidão e serás amado mais do que um homem generoso. 20Na medida em que fores grande, deverás praticar a humildade e assim encontrarás graça diante do Senhor. Muitos são altaneiros e ilustres, mas é aos humildes que ele revela seus mistérios. 21Pois grande é o poder do Senhor, mas ele é glorificado pelos humildes. 30Para o mal do orgulhoso não existe remédio, pois uma planta de pecado está enraizada nele, e ele não compreende. 31O homem inteligente reflete sobre as palavras dos sábios e, com ouvido atento, deseja a sabedoria.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 67(68)
    Com carinho preparastes uma mesa para o pobre.

    Os justos se alegram na presença do Senhor, / rejubilam satisfeitos e exultam de alegria! /
    Cantai a Deus, a Deus louvai, cantai um salmo a seu nome! / O seu nome é Senhor: exultai diante dele! – R.

    Dos órfãos ele é pai e das viúvas protetor: / é assim o nosso Deus em sua santa habitação. /
    É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados, / quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura. – R.

    Derramastes lá do alto uma chuva generosa / e vossa terra, vossa herança, já cansada, renovastes; /
    e ali vosso rebanho encontrou sua morada; / com carinho preparastes essa terra para o pobre. – R.

    Hebreus 12,18-19.22-24

    Irmãos, 18vós não vos aproximastes de uma realidade palpável: “fogo ardente e escuridão, trevas e tempestade, 19som da trombeta e voz poderosa”, que os ouvintes suplicaram não continuasse. 22Mas vós vos aproximastes do monte Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste; da reunião festiva de milhões de anjos; 23da assembleia dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus; de Deus, o juiz de todos; dos espíritos dos justos, que chegaram à perfeição; 24de Jesus, mediador da Nova Aliança.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 14,1.7-14

    1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então, contou-lhes uma parábola: 8“Quando tu fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então tu ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10Mas, quando tu fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isso vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. 12E disse também a quem o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te, e isso já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.

    Palavra da salvação.

    “Quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado”

    Hoje, Jesus toca em um tema muito importante para nossa vida espiritual: a humildade. Os discípulos de Jesus não devem procurar os primeiros lugares, mas os últimos. O destaque e a visibilidade não devem ser procurados, pois não fazem parte de uma vida de fé e não realizam plenamente o ser humano.

    As ações concretas dos discípulos devem ser desinteressadas, feitas por amor, e não por reconhecimento exterior. Deve-se servir aos pobres e a todos aqueles que passam por necessidades e de alguma forma são excluídos social ou espiritualmente. Esse modo de servir está ligado com a humildade, pois não se deve esperar nada em troca daquilo que se faz. A verdadeira recompensa está reservada para a eternidade.

    Nessa disposição de abertura e serviço humilde, Jesus apresenta um aspecto importante não somente para a espiritualidade, mas também para o crescimento humano. No trabalho livre e amoroso, que não espera recompensas terrenas, é que o ser humano vai se realizando, e, como afirma Jesus: “Então tu serás feliz!” (Lc 14, 14a).

    Reflexão dos noviços da Província

  • Martírio de São João Batista

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 1,17-19

    Naqueles dias, a palavra do Senhor foi-me dirigida: 17“Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo que eu te mandar dizer: não tenhas medo, senão eu te farei tremer na presença deles. 18Com efeito, eu te transformarei hoje numa cidade fortificada, numa coluna de ferro, num muro de bronze, contra todo o mundo, frente aos reis de Judá e seus príncipes, aos sacerdotes e ao povo da terra; 19eles farão guerra contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para defender-te”, diz o Senhor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 70(71)
    Minha boca anunciará vossa justiça.

    Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: / que eu não seja envergonhado para sempre! /
    Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! / Escutai a minha voz, vinde salvar-me! – R.

    Sede uma rocha protetora para mim, / um abrigo bem seguro que me salve! /
    Porque sois a minha força e meu amparo, † o meu refúgio, proteção e segurança! /
    Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio. – R.

    Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, / em vós confio desde a minha juventude! /
    Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, / desde o seio maternal, o meu amparo. – R.

    Minha boca anunciará todos os dias / vossa justiça e vossas graças incontáveis. /
    Vós me ensinastes desde a minha juventude, / e até hoje canto as vossas maravilhas. – R.

    Marcos 6,17-29

    Naquele tempo, 17Herodes tinha mandado prender João e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. 23E lhe jurou, dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

    Palavra da salvação.

    “Com efeito, Herodes tinha medo de João, Pois sabia que ele era justo e santo.”

    Ser profeta exige não ter medo dos poderosos deste mundo, nem que isso possa nos levar à morte, morte de cruz. O profeta denuncia, aponta as injustiças sem temer nada, sabe que Deus o sustenta e está sempre com ele. Pelo batismo, todos nos tornamos profetas, sacerdotes e reis, não podemos nos calar frente à fome, à guerra, ao ódio, indiferenças, etc.

    São Francisco de Assis foi um homem feito paz, e sempre saudava a todos dizendo: “O Senhor te dê a paz! ” Essa paz vai muito além do que muitas vezes imaginamos, ela vem de Deus e reclama de nós uma dinâmica, um “pulso”. O pobre de Assis denuncia sem temor, não precisa necessariamente de palavras, sua vida é uma denúncia aos egocentrismos e desamores que o cercava. Que a exemplo de São João Batista e de São Francisco de Assis possamos também nós sermos fiéis à nossa vocação de profetas em busca de uma sociedade mais humana e fraterna.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 3ª-feira da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 2,10-16

    Irmãos, 10o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus. 11Quem dentre os homens conhece o que se passa no homem, senão o espírito do homem que está nele? Assim também, ninguém conhece o que existe em Deus, a não ser o Espírito de Deus. 12Nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos os dons da graça que Deus nos concedeu. 13Desses dons também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com a sabedoria aprendida do Espírito: assim, ajustamos uma linguagem espiritual às realidades espirituais. 14O homem psíquico – o que fica no nível de suas capacidades naturais – não aceita o que é do Espírito de Deus, pois isso lhe parece uma insensatez. Ele não é capaz de conhecer o que vem do Espírito, porque tudo isso só pode ser julgado com a ajuda do mesmo Espírito. 15Ao contrário, o homem espiritual – enriquecido com o dom do Espírito – julga tudo, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 16Com efeito, quem conheceu o pensamento do Senhor, de maneira a poder aconselhá-lo? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 144(145)
    É justo o Senhor em seus caminhos.

    Misericórdia e piedade é o Senhor, / ele é amor, é paciência, é compaixão. /
    O Senhor é muito bom para com todos, / sua ternura abraça toda criatura. – R.

    Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, / e os vossos santos com louvores vos bendigam! /
    Narrem a glória e o esplendor do vosso reino / e saibam proclamar vosso poder! – R.

    Para espalhar vossos prodígios entre os homens / e o fulgor de vosso reino esplendoroso. /
    O vosso reino é um reino para sempre, / vosso poder, de geração em geração. – R.

    O Senhor é amor fiel em sua palavra, / é santidade em toda obra que ele faz. /
    Ele sustenta todo aquele que vacila / e levanta todo aquele que tombou. – R.

    Lucas 4,31-37

    Naquele tempo, 31Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33Na sinagoga havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34“O que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o santo de Deus!” 35Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele e não lhe fez mal nenhum. 36O espanto se apossou de todos, e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros com autoridade e poder, e eles saem”. 37E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

    Palavra da salvação.

    “Que palavra é essa? ”

    O Evangelho de hoje nos faz refletir a força da palavra de Jesus.

    Conforme consta no relato de Lucas, Jesus expulsa um demônio de um homem que estava possuído. E isso causou espanto entre aqueles que estavam com Ele, pois não o conheciam. O demônio, por sua vez, sabia que Jesus era o Santo de Deus.

    Partindo desse princípio, nós que somos cristãos, não podemos simplesmente saber sobre Jesus, pois isso até o demônio sabe. Enquanto pessoas de fé, devemos viver conforme aquele que cremos. Isto requer nossa conversão diária. É desse modo que Deus vai nos revelando sua autoridade, vamos conhecendo a força da sua Palavra que paulatinamente vai nos libertando dos demônios que nos limitam e aprisionam.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 4ª-feira da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 3,1-9

    1Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. 2Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais? 4Quando um declara: “Eu sou de Paulo”, e outro: “Eu sou de Apolo”, não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? 5Pois o que é Apolo? O que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. 6Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. 7De modo que nem o que planta nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus. 8Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. 9Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 32(33)
    Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

    Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, / e a nação que escolheu por sua herança! /
    Dos altos céus o Senhor olha e observa; / ele se inclina para olhar todos os homens. – R.

    Ele contempla do lugar onde reside / e vê a todos os que habitam sobre a terra. /
    Ele formou o coração de cada um / e por todos os seus atos se interessa. – R.

    No Senhor nós esperamos confiantes, / porque ele é nosso auxílio e proteção! /
    Por isso o nosso coração se alegra nele, / seu santo nome é nossa única esperança. – R.

    Lucas 4,38-44

    Naquele tempo, 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo de que os deixasse. 43Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa-nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44E pregava nas sinagogas da Judeia.

    Palavra da salvação.

    “Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los” Lc 4, 39

    No evangelho de hoje vemos Jesus sair da sinagoga, local onde os judeus rezavam e ouviam a Palavra de Deus, e encaminhou-se para a casa de Simão, onde encontra a sua sogra com febre alta. Jesus a vendo assim se aproxima e cura a sogra de Simão.

    Isso nos mostra a importância de estarmos na presença de Deus, na intimidade com Ele, pois é nela que encontramos a força necessária para irmos ao encontro daqueles que necessitam da nossa presença. Vemos isto quando Jesus não só permanece na sinagoga, mas vai, também, ao encontro dos mais necessitados, que é o caso da sogra de Simão.

    O sentido de estarmos em comunhão com Deus, em sua presença, deve ser na mesma dinâmica de Jesus, o de ir ao encontro das pessoas, principalmente daquelas que se encontram abatidas por algum mal, como doença, marginalização, discriminação, vícios e outros males que podem assolar as pessoas.

    Reflexão dos noviços da Província