Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Liturgia diária

abril/2021

  • Quinta-feira Santa | Ceia do Senhor

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Êxodo 12,1-8.11-14

    Naqueles dias, 1o Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito: 2“Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano. 3Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel, dizendo: No décimo dia deste mês, cada um tome um cordeiro por família, um cordeiro para cada casa. 4Se a família não for bastante numerosa para comer um cordeiro, convidará também o vizinho mais próximo, de acordo com o número de pessoas. Deveis calcular o número de comensais conforme o tamanho do cordeiro. 5O cordeiro será sem defeito, macho, de um ano. Podereis escolher tanto um cordeiro como um cabrito: 6e devereis guardá-lo preso até o dia catorze deste mês. Então toda a comunidade de Israel reunida o imolará ao cair da tarde. 7Tomareis um pouco do seu sangue e untareis os marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerdes. 8Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. 11Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. E comereis às pressas, pois é a Páscoa, isto é, a ‘passagem’ do Senhor! 12E naquela noite passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor. 13O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora quando eu ferir a terra do Egito. 14Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar, por todas as gerações, como instituição perpétua”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 115(116B)
    O cálice por nós abençoado / é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

    Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? /
    Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

    É sentida por demais pelo Senhor / a morte de seus santos, seus amigos. /
    Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, / mas me quebrastes os grilhões da escravidão! – R.

    Por isso oferto um sacrifício de louvor, / invocando o nome santo do Senhor. /
    Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. – R.

    1 Coríntios 11,23-26

    Irmãos, 23o que eu recebi do Senhor, foi isso que eu vos transmiti: na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes desse pão e beberdes desse cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha.

    Palavra do Senhor.

    João 13,1-15

    1Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7Respondeu Jesus: “Agora não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”. 8Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. 9Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. 10Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”. 11Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”. 12Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. 14Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”.

    Palavra da salvação.

    “Amou-os até o fim”.

    Jesus, o verdadeiro e eterno sacerdote, instituiu o Sacrifício da nova aliança e mandou que celebrássemos a sua memória. Após a Ceia, Jesus, com gesto de humildade e amor, lavou os pés de seus discípulos.

    Gesto de humildade de Jesus, sendo mestre, lavou os pés dos discípulos. Jesus deixa esse exemplo de humildade, para que lavemos os pés uns dos outros, “(…) se eu, o Senhor e Mestre vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.” Jesus deixa esse exemplo não para que repetíssemos esse rito, mas sim para fazemos como Ele fez, refazer em todo tempo e em toda comunidade, de servir a todos como irmãos e de lavar os pés dos mais necessitados, de ajudar aqueles que precisam de nossa ajuda.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Paixão do Senhor

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 52,13-53,12

    13Ei-lo, o meu servo será bem-sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. 14Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo – tão desfigurado ele estava, que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano -, 15do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram. 53,1Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? 2Diante do Senhor, ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. 3Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele. 4A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! 5Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. 6Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós. 7Foi maltratado e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. 8Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo, foi golpeado até morrer. 9Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal nem se encontrou falsidade em suas palavras. 10O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. 11Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. 12Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 30(31)
    Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

    Senhor, eu ponho em vós minha esperança; / que eu não fique envergonhado eternamente! /
    Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, / porque vós me salvareis, ó Deus fiel! – R.

    Tornei-me o opróbrio do inimigo, / o desprezo e zombaria dos vizinhos /
    e objeto de pavor para os amigos; / fogem de mim os que me veem pela rua. /
    Os corações me esqueceram como um morto, / e tornei-me como um vaso espedaçado. – R.

    A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio / e afirmo que só vós sois o meu Deus! /
    Eu entrego em vossas mãos o meu destino; / libertai-me do inimigo e do opressor! – R.

    Mostrai serena a vossa face ao vosso servo / e salvai-me pela vossa compaixão. /
    Fortalecei os corações, tende coragem, / todos vós que ao Senhor vos confiais! – R.

    Hebreus 4,14-16; 5,7-9

    Irmãos, 14temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 16Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno. 5,7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

    Palavra do Senhor.

    João 18,1-19,42

    Naquele tempo, 1Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:

    P (Presidente): A quem procurais?
    N: Responderam:
    G (Grupo ou assembleia): A Jesus, o nazareno.
    N: Ele disse:
    P: Sou eu.
    N: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse “sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou:
    P: A quem procurais?
    N: Eles responderam:
    G: A Jesus, o nazareno.
    N: 8Jesus respondeu:
    P: Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem.
    N: 9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. 10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro:
    P: Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?
    N: 12Então os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o sumo sacerdote naquele ano. 14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: “É preferível que um só morra pelo povo”. 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro:
    L (Leitor): Não pertences também tu aos discípulos desse homem?
    N: Ele respondeu:
    L: Não!
    N: 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu:
    P: Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.
    N: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
    L: É assim que respondes ao sumo sacerdote?
    N: 23Respondeu-lhe Jesus:
    P: Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?
    N: 24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o sumo sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
    G: Não és tu, também, um dos discípulos dele?
    N: Pedro negou:
    L: Não!
    N: 26Então um dos empregados do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
    L: Será que não te vi no jardim com ele?
    N: 27Novamente Pedro negou. E, na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a Páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
    L: Que acusação apresentais contra este homem?
    N: 30Eles responderam:
    G: Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!
    N: 31Pilatos disse:
    L: Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei.
    N: Os judeus lhe responderam:
    G: Nós não podemos condenar ninguém à morte.
    N: 32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
    L: Tu és o rei dos judeus?
    N: 34Jesus respondeu:
    P: Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isso de mim?
    N: 35Pilatos falou:
    L: Por acaso sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?
    N: 36Jesus respondeu:
    P: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui.
    N: 37Pilatos disse a Jesus:
    L: Então tu és rei?
    N: Jesus respondeu:
    P: Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.
    N: 38Pilatos disse a Jesus:
    L: O que é a verdade?
    N: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus e disse-lhes:
    L: Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos judeus?
    N: 40Então, começaram a gritar de novo:
    G: Este não, mas Barrabás!
    N: Barrabás era um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam:
    G: Viva o rei dos judeus!
    N: E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
    L: Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum.
    N: 5Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
    L: Eis o homem!
    N: 6Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
    G: Crucifica-o! Crucifica-o!
    N: Pilatos respondeu:
    L: Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.
    N: 7Os judeus responderam:
    G: Nós temos uma Lei, e, segundo essa Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.
    N: 8Ao ouvir essas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
    L: De onde és tu?
    N: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse:
    L: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?
    N: 11Jesus respondeu:
    P: Tu não terias autoridade alguma sobre mim se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.
    N: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
    G: Se soltas esse homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei declara-se contra César.
    N: 13Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, em hebraico “Gábata”. 14Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
    L: Eis o vosso rei!
    N: 15Eles, porém, gritavam:
    G: Fora! Fora! Crucifica-o!
    N: Pilatos disse:
    L: Hei de crucificar o vosso rei?
    N: Os sumos sacerdotes responderam:
    G: Não temos outro rei senão César.
    N: 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário, em hebraico “Gólgota”. 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: “Jesus nazareno, o rei dos judeus”. 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
    G: Não escrevas “o rei dos judeus”, mas sim o que ele disse: “Eu sou o rei dos judeus”.
    N: 22Pilatos respondeu:
    L: O que escrevi está escrito.
    N: 23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto a baixo. 24Disseram então entre si:
    G: Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será.
    N: Assim se cumpria a Escritura que diz: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Assim procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
    P: Mulher, este é o teu filho.
    N: 27Depois disse ao discípulo:
    P: Esta é a tua mãe.
    N: Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
    P: Tenho sede.
    N: 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse:
    P: Tudo está consumado.
    N: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
    Todos se ajoelham ou inclinam a cabeça e faz-se uma pausa.
    N: 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e, depois, do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu dá testemunho, e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. 38Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus – mas às escondidas, por medo dos judeus -, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.

    Palavra da salvação.

    “Prenderam Jesus e o amarraram. Conduziram Jesus primeiro a Anás. ‘Não és tu também um dos discípulos dele?’ Pedro negou: ‘Não!’. ‘O meu reino não é deste mundo’. ‘Viva o rei dos judeus!’ ‘Fora! Fora! Crucifica-o!’. Ali o crucificaram, com outros dois. Repartiram entre si as minhas vestes. ‘Este é o teu filho’. ‘Esta é a tua mãe’. ‘Tudo está consumado’. E logo saiu sangue e água. Envolveram o corpo de Jesus com os aromas, em faixas de linho”.

    Celebramos hoje a Paixão e Morte de Jesus Cristo, que se entregou para nossa salvação e por amor a nós. A leitura da Paixão, segundo João, constitui o modo privilegiado de acesso ao Mistério Pascal, que neste dia revivemos.

    Cristo crucificado é o verdadeiro Cordeiro Pascal, ele é a nossa Páscoa imolada. Verdadeiro porque é a realidade daquilo que os sacrifícios antigos exprimiam: a salvação recebida e esperada, a aliança com Deus e a inserção em seu desígnio. O dramático encontro com Pilatos mostra Jesus silencioso, enquanto a autoridade, a serviço do pecado do mundo que cega o povo, decide sua morte. A Cruz é o verdadeiro e definitivo sacrifício Pascal que reúne o povo. A Cruz é indispensável para que a obra não fique infrutífera mas atinja a perfeição. A Cruz é glória, é glorificação.

    Jesus foi condenado por causa de seu amor e fidelidade por amor do Pai. Sejamos gratos para com o Senhor, por seu amor a nós.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado Santo | Vigília Pascal

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gênesis 1,1.26-31 – mais breve

    1No princípio Deus criou o céu e a terra. 26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais de toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. 27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. 29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez. 31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.

    Palavra do Senhor.

    Confira as demais leituras desta celebração:
    II Gênesis 22,1-2.9-13.15-18 – mais breve; III Êxodo 14,15-15,1; IV Isaías 54,5-14; V Isaías 55,1-11; VI Baruc 3,9-15.32-4,4; VII Ezequiel 36,16-28;


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 103(104)
    Enviai o vosso Espírito, Senhor, / e da terra toda a face renovai.

    Bendize, ó minha alma, ao Senhor! / Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! /
    De majestade e esplendor vos revestis / e de luz vos envolveis como num manto. – R.

    A terra vós firmastes em suas bases, / ficará firme pelos séculos sem fim; /
    os mares a cobriam como um manto, / e as águas envolviam as montanhas. – R.

    Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes / que passam serpeando entre as montanhas; /
    às suas margens vêm morar os passarinhos, / entre os ramos eles erguem o seu canto. – R.

    De vossa casa, as montanhas irrigais, / com vossos frutos saciais a terra inteira; /
    fazeis crescer os verdes pastos para o gado / e as plantas que são úteis para o homem. – R.

    Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, / e que sabedoria em todas elas! /
    Encheu-se a terra com as vossas criaturas! / Bendize, ó minha alma, ao Senhor! – R.

    Confira os demais salmos desta celebração:
    Salmo responsorial 15(16); Salmo responsorial (Ex 15); Salmo responsorial 29(30); Salmo responsorial (Is 12); Salmo responsorial 18B(19); Salmo responsorial 41(42); Salmo responsorial 117(118)

    Romanos 6,3-11

    Irmãos, 3será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados? 4Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova. 5Pois, se fomos de certo modo identificados a Jesus Cristo por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição. 6Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo de pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado. 7Com efeito, aquele que morreu está livre do pecado. 8Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. 9Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. 10Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive. 11Assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 16,1-7

    1Quando passou o sábado, Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé compraram perfumes para ungir o corpo de Jesus. 2E bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo. 3E diziam entre si: “Quem rolará para nós a pedra da entrada do túmulo?” 4Era uma pedra muito grande. Mas, quando olharam, viram que a pedra já tinha sido retirada. 5Entraram, então, no túmulo e viram um jovem, sentado ao lado direito, vestido de branco. E ficaram muito assustadas. 6Mas o jovem lhes disse: “Não vos assusteis! Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou. Não está aqui. 7Vede o lugar onde o puseram. Ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele irá à vossa frente, na Galileia. Lá vós o vereis, como ele mesmo tinha dito”.

    Palavra da salvação.

    “Jesus de Nazaré, que foi crucificado, ressuscitou”.

    “Ressuscitou! Não está aqui”, morrendo destruiu a morte e ressurgindo deu-nos a vida. A festa desta noite é de alegria, é de cantar e ouvir os Aleluias, de ouvir os sinos tocarem anunciando a Ressurreição de Jesus. A noite Pascal é o grande sacramento da vida do cristão, Batismo e Eucaristia, que são o centro da liturgia de hoje, tornam-nos presentes e contemporâneos os acontecimentos que celebramos, e nos comunicam seu valor salvífico.

    Um Jovem vestido de branco anuncia que Jesus ressuscitou e disse para anunciar aos discípulos que Jesus tinha ressuscitado como Ele mesmo disse. Anunciemos também a ressurreição de Jesus, anunciemos que a vida sempre vence a morte. Aleluias, hoje e para sempre.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Páscoa da Ressurreição

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 10,34.37-43

    Naqueles dias, 34Pedro tomou a palavra e disse: 37“Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio, porque Deus estava com ele. 39E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz. 40Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se 41não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos. 42E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu juiz dos vivos e dos mortos. 43Todos os profetas dão testemunho dele: ‘Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados’”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 117(118)
    Este é o dia que o Senhor fez para nós: / alegremo-nos e nele exultemos!

    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! / “Eterna é a sua misericórdia!” /
    A casa de Israel agora o diga: / “Eterna é a sua misericórdia!” – R.

    A mão direita do Senhor fez maravilhas, / a mão direita do Senhor me levantou. /
    Não morrerei, mas, ao contrário, viverei / para cantar as grandes obras do Senhor! – R.

    A pedra que os pedreiros rejeitaram / tornou-se agora a pedra angular. /
    Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: / que maravilhas ele fez a nossos olhos! – R.

    Colossenses 3,1-4

    Irmãos, 1se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, 2onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. 4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.

    Palavra do Senhor.

    João 20,1-9

    1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram”. 3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou. 9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

    Palavra da salvação.

    “Ele devia ressuscitar dos mortos”.

    Hoje ressoa nas igrejas o anúncio Pascal, Cristo ressuscitou, ele vive para além da morte, é o Senhor dos vivos e dos mortos.

    Vemos no Evangelho que Maria Madalena, Simão Pedro e um outro discípulo vão ao túmulo de onde estava Jesus e não vê o corpo de Jesus, mas esse outro discípulo que correu na frente de Simão Pedro viu que o túmulo estava vazio e logo acreditou que Jesus tinha Ressuscitado, eles ainda não tinham compreendido a Escritura.

    No Senhor ressuscitado, a morte e o pecado encontram um sentido aceitável, inserem-se num desígnio cheio de sabedoria e de amor, não mais causam medo, porque pertencem ao velho mundo do qual fomos libertos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira/Oitava da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 2,14.22-32

    No dia de Pentecostes, 14Pedro, de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 22“Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isso vós bem o sabeis. 23Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. 24Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. 25Pois Davi dele diz: ‘Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. 26Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua, e até minha carne repousará na esperança. 27Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu santo experimente corrupção. 28Deste-me a conhecer os caminhos da vida, e a tua presença me encherá de alegria’. 29Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado, e seu sepulcro está entre nós até hoje. 30Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente que um de seus descendentes ocuparia o trono. 31É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a corrupção’. 32Com efeito, Deus ressuscitou esse mesmo Jesus, e disto todos nós somos testemunhas”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl15(16)
    Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

    Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! / Digo ao Senhor: somente vós sois meu Senhor; /
    ó Senhor, sois minha herança e minha taça, / meu destino está seguro em vossas mãos! – R.

    Eu bendigo o Senhor, que me aconselha / e até de noite me adverte o coração. /
    Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, / pois, se o tenho a meu lado, não vacilo. – R.

    Eis por que meu coração está em festa, † minha alma rejubila de alegria /
    e até meu corpo no repouso está tranquilo; / pois não haveis de me deixar entregue à morte /
    nem vosso amigo conhecer a corrupção. – R.

    Vós me ensinais vosso caminho para a vida; † junto a vós, felicidade sem limites, /
    delícia eterna e alegria ao vosso lado! – R.

    Mateus 28,8-15

    Naquele tempo, 8as mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria para dar a notícia aos discípulos. 9De repente, Jesus foi ao encontro delas e disse: “Alegrai-vos!” As mulheres aproximaram-se e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”. 11Quando as mulheres partiram, alguns guardas do túmulo foram à cidade e comunicaram aos sumos sacerdotes tudo o que havia acontecido. 12Os sumos sacerdotes reuniram-se com os anciãos, e deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, 13dizendo-lhes: “Dizei que os discípulos dele foram durante a noite e roubaram o corpo enquanto vós dormíeis. 14Se o governador ficar sabendo disso, nós o convenceremos. Não vos preocupeis”. 15Os soldados pegaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E assim, o boato espalhou-se entre os judeus até o dia de hoje.

    Palavra da salvação.

    “Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”.

    Cristo ressuscitado é sinal de contradição, objeto de fé e de recusa. Tanto os soldados como as mulheres fazem a experiência de um acontecimento, o terremoto e o anjo do Senhor. Os soldados são espectadores neutros e impotentes. Não se tornam testemunhas da ressurreição. Apenas são tomados de pavor e correm a anunciar o fato aos sacerdotes e fariseus.

    Cristo ressuscitado só se revela a quem é aberto ao amor e à fé. As mulheres buscam a Jesus porque o amaram e o amam e Cristo se revela a elas. Por certo esta revelação é graça, vem por pura iniciativa do Senhor. Exige-se de nós a mesma disponibilidade a abertura se quisermos fazer a experiência do Ressuscitado. De abrir os nossos corações para construir e abraçar a missão de anunciar a verdade do Evangelho.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira/Oitava da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 2,36-41

    No dia de Pentecostes, Pedro disse aos judeus: 36 Que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza: Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes”. 37Quando ouviram isso, eles ficaram com o coração aflito e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: “Irmãos, o que devemos fazer?” 38Pedro respondeu: “Convertei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo. 39Pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar para si”. 40Com muitas outras palavras, Pedro lhes dava testemunho e os exortava, dizendo: “Salvai-vos dessa gente corrompida!” 41Os que aceitaram as palavras de Pedro receberam o batismo. Naquele dia, mais ou menos três mil pessoas se uniram a eles.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl32 (33)
    Transborda em toda a terra a bondade do Senhor.

    Reta é a palavra do Senhor, / e tudo o que ele faz merece fé. / Deus ama o direito e a justiça, /
    transborda em toda a terra a sua graça. – R.

    Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem / e que confiam, esperando em seu amor, /
    para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria. – R.

    No Senhor nós esperamos confiantes, / porque ele é nosso auxílio e proteção! /
    Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos! – R.

    João 20,11-18

    Naquele tempo, 11Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14Tendo dito isso, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”. 16Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabuni” (que quer dizer mestre). 17Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!” e contou o que Jesus lhe tinha dito.

    Palavra da salvação.

    “‘Eu vi o Senhor!’; e eis o que ele me disse”.

    Irmãos e irmãs, este Evangelho de hoje nos mostra a realidade da dor da perda. Sim, também os amigos de Jesus choraram sua morte e lamentaram-se. Interessante notarmos que esta realidade também é vivida nos dias de hoje com mais intensidade por conta da pandemia. Quantos são os que perderam seus parentes e amigos e, como Maria, estão lamentando a perda deles. Meus irmãos, a morte é a realidade que mais apavora a muitos. No entanto, dentro dessa realidade existe a expectativa da ressurreição em vista da vida eterna, a verdadeira vida. Por isso, meus irmãos não nos desesperemos nessas horas, pelo contrário, confiemos e esperemos o reencontro no céu junto de Deus.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira/Oitava da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 3,1-10

    Naqueles dias, 1Pedro e João subiram ao templo para a oração das três horas da tarde. 2Então trouxeram um homem, coxo de nascença, que costumavam colocar todos os dias na porta do templo, chamada Formosa, a fim de que pedisse esmolas aos que entravam. 3Quando viu Pedro e João entrando no templo, o homem pediu uma esmola. 4Os dois olharam bem para ele e Pedro disse: “Olha para nós!” 5O homem fitou neles o olhar, esperando receber alguma coisa. 6Pedro então lhe disse: “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!” 7E, pegando-lhe a mão direita, Pedro o levantou. Na mesma hora, os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes. 8Então ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar. E entrou no templo junto com Pedro e João, andando, pulando e louvando a Deus. 9O povo todo viu o homem andando e louvando a Deus. 10E reconheceram que era ele o mesmo que pedia esmolas, sentado na porta Formosa do templo. E ficaram admirados e espantados com o que havia acontecido com ele.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 104(105)
    Exulte o coração dos que buscam o Senhor.

    Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, / anunciai entre as nações seus grandes feitos! /
    Cantai, entoai salmos para ele, / publicai todas as suas maravilhas! – R.

    Gloriai-vos em seu nome que é santo, / exulte o coração que busca a Deus! /
    Procurai o Senhor Deus e seu poder, / buscai constantemente a sua face! – R.

    Descendentes de Abraão, seu servidor, / e filhos de Jacó, seu escolhido, /
    ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, / vigoram suas leis em toda a terra. – R.

    Ele sempre se recorda da Aliança, / promulgada a incontáveis gerações; /
    da Aliança que ele fez com Abraão / e do seu santo juramento a Isaac. – R.

    Lucas 24,13-35

    13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16Os discípulos, porém, estavam como que cegos e não o reconheceram. 17Então Jesus perguntou: “O que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?” 19Ele perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso, em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”. 25Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27E, começando por Moisés e passando pelos profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso os olhos dos discípulos se abriram, e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os onze reunidos com os outros. 34E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

    Palavra da salvação.

    “Reconheceram-no ao partir o pão”.

    Jesus acabara de ressuscitar e os discípulos estavam imersos em dúvidas e angústias. Os mesmos discípulos que abandonaram Jesus, um por um, agora caminham sozinhos, sentindo a falta do mestre e sem saber o que fazer. No entanto, Cristo caminhava com eles; estava com eles. No caminho da nossa vida, muitas vezes encontramos o Senhor que caminha conosco. Mas, também quantas vezes não o reconhecemos e julgamos caminhar sozinhos.

    Como os discípulos, por vezes, em nossa vida, também abandonamos o Senhor e o deixamos sozinho. Contudo, Ele caminha conosco, precisamos apenas confiar. Reconheceram o Senhor ao partir o pão, gesto simbólico que nos diz que Jesus está presente na comunidade que celebra, na doação de si.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5ª-feira/Oitava da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 3,11-26

    Naqueles dias, 11como o paralítico não deixava mais Pedro e João, todo o povo, assombrado, foi correndo para junto deles, no chamado pórtico de Salomão. 12Ao ver isso, Pedro dirigiu-se ao povo: “Israelitas, por que vos espantais com o que aconteceu? Por que ficais olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar com nosso próprio poder ou piedade? 13O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Vós o entregastes e o rejeitastes diante de Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. 14Vós rejeitastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação para um assassino. 15Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas. 16Graças à fé no nome de Jesus, esse nome acaba de fortalecer este homem que vedes e reconheceis. A fé que vem por meio de Jesus lhe deu perfeita saúde na presença de todos vós. 17E agora, meus irmãos, eu sei que vós agistes por ignorância, assim como vossos chefes. 18Deus, porém, cumpriu desse modo o que havia anunciado pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo haveria de sofrer. 19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados. 20Assim podereis alcançar o tempo do repouso que vem do Senhor. E ele enviará Jesus, o Cristo, que vos foi destinado. 21No entanto, é necessário que o céu o receba, até que se cumpra o tempo da restauração de todas as coisas, conforme disse Deus, nos tempos passados, pela boca de seus santos profetas. 22Com efeito, Moisés afirmou: ‘O Senhor Deus fará surgir, entre vossos irmãos, um profeta como eu. Escutai tudo o que ele vos disser. 23Quem não der ouvidos a esse profeta será eliminado do meio do povo’. 24E todos os profetas que falaram, desde Samuel e seus sucessores, também eles anunciaram estes dias. 25Vós sois filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com vossos pais quando disse a Abraão: ‘Através da tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra’. 26Após ter ressuscitado o seu servo, Deus o enviou em primeiro lugar a vós, para vos abençoar, na medida em que cada um se converta de suas maldades”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 8
    Ó Senhor, nosso Deus, como é grande / vosso nome por todo o universo!

    Ó Senhor, nosso Deus, como é grande / vosso nome por todo o universo! /
    Perguntamos: “Senhor, que é o homem, † para dele assim vos lembrardes /
    e o tratardes com tanto carinho?” – R.

    Pouco abaixo de Deus o fizestes, / coroando-o de glória e esplendor; /
    vós lhe destes poder sobre tudo, / vossas obras aos pés lhe pusestes. – R.

    As ovelhas, os bois, os rebanhos, / todo o gado e as feras da mata; /
    passarinhos e peixes dos mares, / todo ser que se move nas águas. – R.

    Lucas 24,35-48

    Naquele tempo, 35os discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam falando quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” 37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 40E, dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois, disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. 45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras 46e lhes disse: “Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e, no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”.]

    Palavra da salvação.

    “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia”.

    Meus irmãos, como durante toda essa semana, os Evangelhos mostram as primeiras manifestações de Jesus depois de sua ressurreição. Ontem vimos que Jesus caminha com os seus e está com eles. Hoje, vemos o encontro com toda a comunidade dos discípulos. Durante toda a vida pública de Jesus, que antecede sua paixão, os discípulos não compreendiam por completo o real objetivo da vinda de Jesus. Ontem, ele foi reconhecido ao partir o pão. Hoje, porém, ele é reconhecido por suas chagas.

    As chagas de Jesus são um sinal belíssimo do amor de Deus, afinal Ele não nos olhou de cima para baixo, mas assumiu nossa carne machucada pelo pecado, nos olhou nos olhos, respirou conosco, sentiu o que sentimos. O que foi assumido foi redimido; Ele nos assumiu por completo, por isso suas chagas continuam abertas, para levar nossa carne redimida, o humano até Deus.

    Meus irmãos e irmãs, o humano está em Deus, e o divino também está em nós, sim, Cristo continua chagado em nossos dias; chagas que supuram, que gritam em seu silêncio. E nós, ouviremos e reconheceremos o Senhor, ou o abandonaremos mais uma vez? Seremos indiferentes ao Cristo que vive em nosso meio?

    É fácil reconhecer Jesus nos outros e atendê-lo. Mas em nós, muitas vezes não o é. Ele também está chagado em nós, dentro de nós; chagas que continuam abertas e doloridas no desespero, falta de esperança, falta de amor, conversão. Todos buscamos um sentido à vida. Eis nosso sentido, nossa razão de viver: Jesus rosto divino do homem, rosto humano de Deus.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira/Oitava da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 4,1-12

    Naqueles dias, depois que o paralítico fora curado, 1Pedro e João ainda estavam falando ao povo quando chegaram os sacerdotes, o chefe da guarda do templo e os saduceus. 2Estavam irritados porque os apóstolos ensinavam o povo e anunciavam a ressurreição dos mortos na pessoa de Jesus. 3Eles prenderam Pedro e João e os colocaram na prisão até o dia seguinte, porque já estava anoitecendo. 4Todavia, muitos daqueles que tinham ouvido a pregação acreditaram. E o número dos homens chegou a uns cinco mil. 5No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém os chefes, os anciãos e os mestres da Lei. 6Estavam presentes o sumo sacerdote Anás e também Caifás, João, Alexandre e todos os que pertenciam às famílias dos sumos sacerdotes. 7Fizeram Pedro e João comparecer diante deles e os interrogavam: “Com que poder ou em nome de quem vós fizestes isso?” 8Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: “Chefes do povo e anciãos, 9hoje estamos sendo interrogados por termos feito o bem a um enfermo e pelo modo como foi curado. 10Ficai, pois, sabendo todos vós e todo o povo de Israel: é pelo nome de Jesus Cristo, de Nazaré – aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos -, que este homem está curado diante de vós. 11Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se tornou a pedra angular. 12Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 117(118)
    A pedra que os pedreiros rejeitaram / tornou-se agora a pedra angular.

    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! / “Eterna é a sua misericórdia!” /
    A casa de Israel agora o diga: / “Eterna é a sua misericórdia!” /
    Os que temem o Senhor agora o digam: / “Eterna é a sua misericórdia!” – R.

    “A pedra que os pedreiros rejeitaram / tornou-se agora a pedra angular. /
    Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: / que maravilhas ele fez a nossos olhos! /
    Este é o dia que o Senhor fez para nós, / alegremo-nos e nele exultemos! – R.

    Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação; / ó Senhor, dai-nos também prosperidade!” /
    Bendito seja, em nome do Senhor, / aquele que em seus átrios vai entrando! /
    Desta casa do Senhor vos bendizemos. / Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine! – R.

    João 21,1-14

    Naquele tempo, 1Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: 2estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus. 3Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. 4Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. 5Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”. 6Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca e achareis”. Lançaram, pois, a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. 7Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar. 8Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros. 9Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. 10Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”. 11Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu. 12Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. 13Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. 14Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.

    Palavra da salvação.

    “Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe”.

    Meus irmãos, o Evangelho de hoje, um belo texto, nos apresenta três pontos sobre os quais devemos refletir. Vivemos as semanas que se seguem à ressurreição do Senhor. Aqui, o Senhor aparece-lhes na praia.

    O primeiro aspecto é o da Missão da Igreja. Nosso Senhor, com sua paixão, não apenas nos reabriu as portas do céu, mas também nos deixou a Santa Igreja para que por ela pudéssemos ter, hoje, as graças adquiridas por Ele na Cruz. Por isso a imagem da pesca. Pedro, sendo o primeiro entre os irmãos, lidera a Igreja que nasce e assim, vai pescar. No entanto, A Igreja não age por si mesma. Assim, o Cristo vem e diz a Pedro aquilo que a Igreja devia fazer.

    E esse é o segundo ponto no qual entraremos: a Igreja ouve a voz do Cristo, e age por meio dela. Pedro, escutando o Senhor, joga as redes para o outro lado. Aqui, percebemos a nossa vocação batismal na Igreja: ouvir a voz de Jesus e fazer a sua vontade. Nesse ímpeto, a Igreja lançou as redes, e ainda as lança em meio ao mar social que nos encontramos.

    E, por fim, o terceiro ponto, ouvindo e obedecendo a voz do Senhor, Pedro pesca muitos peixes. Pedro amava o Senhor, e reconhece sua voz. Meus irmãos, esses três pontos analisados servem-nos de catequese e impulso para confiarmos imensamente em Deus, sem reservas. Sintamo-nos convidados ao amor, e lancemos nossas redes no mar, e encontraremos muitos peixes que nos aguardam. O mar é Deus, e os peixes suas graças, provações, vocações… todas manifestações do seu amor. Afinal, sempre que fazemos a nossa vontade, nossa rede estará vazia, e nunca compreenderemos o porquê de estar no mar. Não receemos de fazer a vontade de Deus e assumir aquilo que dela vier. Não tenhamos medo, pois a rede, mesmo cheia, não se rasgou.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado/Oitava da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 4,13-21

    Naqueles dias, os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas 13ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução. Reconheciam que eles tinham estado com Jesus. 14No entanto viam, de pé, junto a eles, o homem que tinha sido curado. E não podiam dizer nada em contrário. 15Mandaram que saíssem para fora do sinédrio e começaram a discutir entre si: 16“O que vamos fazer com esses homens? Eles realizaram um milagre claríssimo, e o fato tornou-se de tal modo conhecido por todos os habitantes de Jerusalém, que não podemos negá-lo. 17Contudo, a fim de que a coisa não se espalhe ainda mais entre o povo, vamos ameaçá-los, para que não falem mais a ninguém a respeito do nome de Jesus”. 18Chamaram de novo Pedro e João e ordenaram-lhes que, de modo algum, falassem ou ensinassem em nome de Jesus. 19Pedro e João responderam: “Julgai vós mesmos se é justo, diante de Deus, que obedeçamos a vós e não a Deus! 20Quanto a nós, não nos podemos calar sobre o que vimos e ouvimos”. 21Então, insistindo em suas ameaças, deixaram Pedro e João em liberdade, já que não tinham meio de castigá-los, por causa do povo. Pois todos glorificavam a Deus pelo que havia acontecido.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 117(118)
    Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.

    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! / “Eterna é a sua misericórdia!” /
    O Senhor é minha força e o meu canto / e tornou-se para mim o salvador. /
    “Clamores de alegria e de vitória / ressoem pelas tendas dos fiéis. – R.

    A mão direita do Senhor fez maravilhas, † a mão direita do Senhor me levantou, /
    a mão direita do Senhor fez maravilhas!” / O Senhor severamente me provou, /
    mas não me abandonou às mãos da morte. – R.

    Abri-me, vós, abri-me as portas da justiça; / quero entrar para dar graças ao Senhor! /
    “Sim, esta é a porta do Senhor, / por ela só os justos entrarão!” / Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes /
    e vos tornastes para mim o salvador! – R.

    Marcos 16,9-15

    9Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. 10Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. 11Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar. 12Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. 13Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito. 14Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado. 15E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”

    Palavra da salvação.

    “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho”.

    Ao longo da semana pudemos ver que Jesus caminha com os seus; aparece-lhes e mostra-lhes as chagas, sinal do amor: o humano eternamente reconciliado com Deus. Com Pedro, o Senhor nos incentiva a lançar as redes.

    E hoje, ele nos pede para levarmos ao mundo todas essas manifestações e certezas vindas D’Ele. Sim, meus irmãos, devemos anunciar sem cansar que Jesus é o único pelo qual vale a pena perder a vida. Tudo o que nós ‘temos’ perderemos; tudo o que ‘somos’ corremos o risco de desabar; os que amamos, um dia nos deixarão. Mas Cristo jamais nos deixará. Por que então deixá-Lo?

    É preciso anunciar o evangelho? Sim, mas antes é preciso conhecê-lo. Por isso, nós que dizemos amá-lo, perguntemo-nos, com sinceridade quantas vezes lemos a sagrada escritura em nossos dias? Nós a meditamos? Comungamos com frequência? A Missa para nós é um sinal do divino para o qual paramos tudo, ou apenas mais um compromisso no meio de muitos?

    Meus irmãos, perguntemo-nos: conhecemos Jesus? Afinal, não se pode amar aquilo que não se conhece. Se a resposta for não, não desesperemos nem percamos tempo, a ordem do Senhor ainda está valendo, por isso, vamos conhecê-Lo, e anunciá-Lo. Para isso, meus amigos, precisaremos nos dedicar muito ao silêncio interior, à comunhão frequente, à abertura ao amor, e, o mais importante, tudo passa, tudo acaba, tudo se acalma; mas Ele, bom, Ele não! Ele é eterno, por isso, depositemos tudo n’Ele.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2º Domingo da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 4,32-35

    32A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. 33Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas vendiam-nas, levavam o dinheiro 35e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 117(118)
    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; / “eterna é a sua misericórdia!”

    A casa de Israel agora o diga: / “Eterna é a sua misericórdia!” / A casa de Aarão agora o diga: /
    “Eterna é a sua misericórdia!” / Os que temem o Senhor agora o digam: / “Eterna é a sua misericórdia!” – R.

    A mão direita do Senhor fez maravilhas, † a mão direita do Senhor me levantou, /
    a mão direita do Senhor fez maravilhas! / Não morrerei, mas ao contrário, viverei /
    para cantar as grandes obras do Senhor! / O Senhor severamente me provou, /
    mas não me abandonou às mãos da morte. – R.

    A pedra que os pedreiros rejeitaram / tornou-se agora a pedra angular. /
    Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: / que maravilhas ele fez a nossos olhos! /
    Este é o dia que o Senhor fez para nós, / alegremo-nos e nele exultemos! – R.

    1 João 5,1-6

    Caríssimos, 1todo o que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém amará também aquele que dele nasceu. 2Podemos saber que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé. 5Quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. (Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue.) E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.

    Palavra do Senhor.

    João 20,19-31

    19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. 24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: “Acreditaste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” 30Jesus realizou muitos outros sinais, diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

    Palavra da salvação.

    “Oito dias depois, Jesus entrou”.

    Somos felizes porque cremos sem precisar de milagres estrondosos; sem precisar vê-lo fisicamente, já que só o vemos por meio do Santíssimo Sacramento; e mesmo assim propagamos sua mensagem de misericórdia em nossa contemporaneidade.

    No entanto, em alguns momentos, tal como Tomé, precisamos ver para crer; e, apesar dos diversos sinais dados, não os reconhecemos como vindos do Senhor. E, apesar do amor que emana do coração de Jesus, ainda tememos e acabamos fechados e escondidos.

    Contudo, apesar do medo que nos rodeia, quando estamos reunidos em comunidade, o Cristo se faz presente. Ele não nos deixa, mas nos impulsiona a darmos cabo à sua missão iniciada há dois séculos e que durará para sempre, por toda eternidade e até atingir todo o orbe.

    Por isso, fiemo-nos sempre mais em Jesus, independente das ações externas, pois havendo ou não grandes milagres, Ele continuará a ser o Filho amado do Pai.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 2ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 4,23-31

    Naqueles dias, 23logo que foram postos em liberdade, Pedro e João voltaram para junto dos irmãos e contaram tudo o que os sumos sacerdotes e os anciãos haviam dito. 24Ao ouvirem o relato, todos eles elevaram a voz a Deus, dizendo: “Senhor, tu criaste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 25Por meio do Espírito Santo, disseste, através do teu servo Davi, nosso pai: ‘Por que se enfureceram as nações, e os povos imaginaram coisas vãs? 26Os reis da terra se insurgem e os príncipes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu Messias’. 27Foi assim que aconteceu nesta cidade: Herodes e Pôncio Pilatos uniram-se com os pagãos e o povo de Israel contra Jesus, teu santo servo, a quem ungiste, 28a fim de executarem tudo o que a tua mão e a tua vontade haviam predeterminado que sucedesse. 29Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem e concede que os teus servos anunciem corajosamente a tua Palavra. 30Estende a mão para que se realizem curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo servo Jesus”. 31Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a Palavra de Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 2
    Felizes hão de ser todos aqueles / que põem sua esperança no Senhor.

    Por que os povos agitados se revoltam? / Por que tramam as nações projetos vãos? /
    Por que os reis de toda a terra se reúnem † e conspiram os governos todos juntos /
    contra o Deus onipotente e o seu ungido? / “Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, /
    “e lançar longe de nós o seu domínio!” – R.

    Ri-se deles o que mora lá nos céus; / zomba deles o Senhor onipotente. /
    Ele, então, em sua ira os ameaça / e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz: /
    “Fui eu mesmo que escolhi este meu rei / e em Sião, meu monte santo, o consagrei!” – R.

    O decreto do Senhor promulgarei, † foi assim que me falou o Senhor Deus: /
    “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei! / Podes pedir-me e, em resposta, eu te darei,
    † por tua herança, os povos todos e as nações, / e há de ser a terra inteira o teu domínio. /
    Com cetro férreo haverás de dominá-los / e quebrá-los como um vaso de argila!” – R.

    João 3,1-8

    1Havia um chefe judaico, membro do grupo dos fariseus, chamado Nicodemos, 2que foi ter com Jesus, de noite, e lhe disse: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus. De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele”. 3Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus”. 4Nicodemos disse: “Como é que alguém pode nascer se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?” 5Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. 6Quem nasce da carne é carne; quem nasce do Espírito é espírito. 7Não te admires por eu haver dito: ‘Vós deveis nascer do alto’. 8 O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.

    Palavra da salvação.

    “Se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus”.

    É preciso abandonar-se em Deus para sermos realmente seus seguidores.

    Com a Paixão de Jesus fomos remidos, abençoados e purificados, por isso, todos os nossos atos devem convergir para Deus, pois os filhos da luz, nascidos da Luz, buscam a luz. Essa busca só é possível quando somos iluminados, renovados e abrasados pelo Espírito, tornando-nos, desta forma, novas criaturas.

    Não temamos buscar incansavelmente tamanha graça, mas a procuremos tal qual alguém que busca um tesouro valioso, pois não há tesouro maior que poder ser chamado filho de Deus. Deus nos ama e nós devemos retribuir este amor demonstrando-o às pessoas, principalmente para aquelas que perderam as esperanças e sentem-se desamparadas. Por isto, tenhamos Jesus como centro de nossas, e assim, estaremos mais perto de todos os nossos irmãos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 2ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 4,32-37

    32A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. 33Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas vendiam-nas, levavam o dinheiro 35e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um. 36José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa filho da consolação, levita e natural de Chipre, 37possuía um campo. Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 92(93)
    Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

    Deus é rei e se vestiu de majestade, / revestiu-se de poder e de esplendor! – R.

    Vós firmastes o universo inabalável, † vós firmastes vosso trono desde a origem, /
    desde sempre, ó Senhor, vós existis! – R.

    Verdadeiros são os vossos testemunhos, † refulge a santidade em vossa casa /
    pelos séculos dos séculos, Senhor! – R.

    João 3,7-15

    Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7“Vós deveis nascer do alto. 8 O vento sopra onde quer, e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. 9Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” 10Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11Em verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12Se não acreditais quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.

    Palavra da salvação.

    “Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que
    desceu do céu, o Filho do Homem”.

    O Filho do Homem foi exaltado para que nós fôssemos exaltados nele, para assim buscarmos viver o Reino dos céus que fora por Ele anunciado. Mas, só começaremos a buscar o Reino de Deus quando formos abrasados pelo Espírito do Senhor, e isto requer uma abertura de nossa parte, não somente a Deus e às coisas celestes, mas, também às pessoas que nos circundam.

    No entanto, para sermos abrasados pelo Espírito Santo, é preciso que nossos atos se convirjam e busquem unir a nossa vontade à vontade do Pai, tal qual fez Jesus em sua passagem na terra.

    E assim o Reino de Deus se faz presente aqui, nesta terra em que vivemos, e se perpétua na eternidade.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 2ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 5,17-26

    Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, 17levantaram-se o sumo sacerdote e todos os do seu partido – isto é, o partido dos saduceus – cheios de raiva 18e mandaram prender os apóstolos e lançá-los na cadeia pública. 19Porém, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair, dizendo: 20“Ide falar ao povo, no templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver”. 21Eles obedeceram e, ao amanhecer, entraram no templo e começaram a ensinar. O sumo sacerdote chegou com os seus partidários e convocou o sinédrio e o conselho formado pelas pessoas importantes do povo de Israel. Então mandaram buscar os apóstolos à prisão. 22Mas, ao chegarem à prisão, os servos não os encontraram e voltaram, dizendo: 23“Encontramos a prisão fechada, com toda segurança, e os guardas estavam a postos na frente da porta. Mas, quando abrimos a porta, não encontramos ninguém lá dentro”. 24Ao ouvirem essa notícia, o chefe da guarda do templo e os sumos sacerdotes não sabiam o que pensar e perguntavam-se o que poderia ter acontecido. 25Chegou alguém que lhes disse: “Os homens que vós colocastes na prisão estão no templo ensinando o povo!” 26Então o chefe da guarda do templo saiu com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque eles tinham medo que o povo os atacasse com pedras.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 33(34)
    Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.

    Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. /
    Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem! – R.

    Comigo engrandecei ao Senhor Deus, / exaltemos todos juntos o seu nome! /
    Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu / e de todos os temores me livrou. – R.

    Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! /
    Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia. – R.

    O anjo do Senhor vem acampar / ao redor dos que o temem e os salva. /
    Provai e vede quão suave é o Senhor! / Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! – R.

    João 3,16-21

    16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

    Palavra da salvação.

    “Deus enviou seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por ele”.

    Jesus veio à terra para nos libertar de toda injustiça, opressão e pecado.

    Nós, hoje, devemos continuar esta missão iniciada por Cristo, aceita pelos apóstolos e por muitos outros que deram a vida por causa dela; já que, ainda hoje, muitos não conhecem a Cristo e à sua mensagem. Por isso não devemos temer os opressores, por maiores que pareçam ser, pois Deus é maior que tudo e está conosco. Não devemos nos calar, mas gritar mais forte que os que matam, assaltam e oprimem nosso povo. Se silenciarmos, as pedras falarão. Somos profetas e os profetas são perseguidos, por isso não temamos os diversos encalços que encontraremos pelo caminho.

    Sigamos firmes, anunciemos o reino e busquemos o melhor, não somente para nós, mas o melhor para todos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 2ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 5,27-33

    Naqueles dias, os guardas 27levaram os apóstolos e os apresentaram ao sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, 28dizendo: “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!” 29Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus antes que aos homens. 30O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. 31Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o guia supremo e salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. 32E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem”. 33Quando ouviram isso, ficaram furiosos e queriam matá-los.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 33(34)
    Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.

    Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. /
    Provai e vede quão suave é o Senhor! / Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! – R.

    Mas ele volta a sua face contra os maus / para da terra apagar sua lembrança. /
    Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta / e de todas as angústias os liberta. – R.

    Do coração atribulado ele está perto / e conforta os de espírito abatido. /
    Muitos males se abatem sobre os justos, / mas o Senhor de todos eles os liberta. – R.

    João 3,31-36

    31“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o Espírito sem medida. 35O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.

    Palavra da salvação.

    “O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão”.

    Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único por causa de nossos pecados. Tal atitude só poderia partir de alguém que muito ama, pois sem amor não há sacrifício, e sem sacrifício não há redenção.

    Não somos dignos de tão sublime sacrifício, pois fomos nós que rompemos a aliança com Deus e não o contrário. Mas, mesmo assim, a atitude de restabelecimento parte dele e não de nós. Não somos merecedores, mas ele nos faz merecedores por sua cruz. Por isso, devemos levar essa mensagem a todos os povos, pois tão digna mensagem não pode se fechar a um pequeno grupo de “escolhidos”.

    Por isso, façamos que ressoe por toda parte este ato de Jesus, pois é preciso que todos saibam que temos um Deus capaz de nos amar de forma tão gigantesca a ponto de assumir nossa condição e se imolar por nós, para assim voltarmos a ter a vida em plenitude que o Senhor sempre quis para nós.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 2ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 5,34-42

    Naqueles dias, 34um fariseu, chamado Gamaliel, levantou-se no sinédrio. Era mestre da Lei, e todo o povo o estimava. Gamaliel mandou que os acusados saíssem por um instante. 35Depois disse: “Homens de Israel, vede bem o que estais para fazer contra esses homens. 36Algum tempo atrás apareceu Teudas, que se fazia passar por uma pessoa importante, e a ele se juntaram cerca de quatrocentos homens. Depois ele foi morto, e todos os que o seguiam debandaram, e nada restou. 37Depois dele, no tempo do recenseamento, apareceu Judas, o galileu, que arrastou o povo atrás de si. Contudo, também ele morreu e todos os seus seguidores se dispersaram. 38Quanto ao que está acontecendo agora, dou-vos um conselho: não vos preocupeis com esses homens e deixai-os ir embora. Porque, se esse projeto ou essa atividade é de origem humana, será destruído. 39Mas, se vem de Deus, vós não conseguireis eliminá-los. Cuidado para não vos pordes em luta contra Deus!” E os membros do sinédrio aceitaram o parecer de Gamaliel. 40Chamaram então os apóstolos, mandaram açoitá-los, proibiram que eles falassem em nome de Jesus e depois os soltaram. 41Os apóstolos saíram do conselho muito contentes por terem sido considerados dignos de injúrias por causa do nome de Jesus. 42E cada dia, no templo e pelas casas, não cessavam de ensinar e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 26(27)
    Ao Senhor eu peço apenas uma coisa: / habitar no santuário do Senhor.

    O Senhor é minha luz e salvação; / de quem eu terei medo? /
    O Senhor é a proteção da minha vida; / perante quem eu tremerei? – R.

    Ao Senhor eu peço apenas uma coisa / e é só isto que eu desejo: /
    habitar no santuário do Senhor / por toda a minha vida; / saborear a suavidade do Senhor /
    e contemplá-lo no seu templo. – R.

    Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver / na terra dos viventes. /
    Espera no Senhor e tem coragem, / espera no Senhor! – R.

    João 6,1-15

    Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. 8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” 13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

    Palavra da salvação.

    “Distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam”.

    Jesus era aclamado pelos sinais que realizava, mas não se deixava levar por estes louvores, sabia seu valor, mas também sabia que as glórias do mundo são glórias vãs. Sua realeza não é deste mundo, não pretende ser tido como rei, mas sim ser comunhão. Ele se preocupa com a multidão, sua atenção está em o que seu povo irá comer.

    O milagre da multiplicação é também chamado de milagre da partilha, pois Jesus foi capaz de partilhar com multidões o pouco que tinha à sua disposição. Nos dias atuais, para que todos possam ter o pão em suas mesas é necessário que repartamos os dons que recebemos de Deus, abrindo mão do que nos é supérfluo para realizar milagres na vida dos nossos irmãos. Estes dons não são tão somente os bens materiais que recebemos, mas também a abertura para amar o próximo, como por exemplo, um serviço de atendimento aos necessitados, o tempo que dedicamos aos doentes ou aos idosos, a atenção que damos aos problemas locais e etc. Por isso, o Evangelho nos compele a doarmos nossas vidas aos irmãos, pois Cristo se fez exemplo de doação ao partilhar o pão e por fim, na cruz, entregar-se como sacrifício agradável a Deus, feito pão dos céus se entregou por todos nós.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 2ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 6,1-7

    1Naqueles dias, o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário. 2Então os doze apóstolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram: “Não está certo que nós deixemos a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas. 3Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. 4Desse modo nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra”. 5A proposta agradou a toda a multidão. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau de Antioquia, um pagão que seguia a religião dos judeus. 6Eles foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles. 7Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 32(33)
    Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos!

    Ó justos, alegrai-vos no Senhor! / Aos retos fica bem glorificá-lo. /
    Dai graças ao Senhor ao som da harpa, / na lira de dez cordas celebrai-o! – R.

    Pois reta é a palavra do Senhor, / e tudo o que ele faz merece fé. /
    Deus ama o direito e a justiça, / transborda em toda a terra a sua graça. – R.

    O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem / e que confiam, esperando em seu amor, /
    para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria. – R.

    João 6,16-21

    16Ao cair da tarde, os discípulos desceram ao mar. 17Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles. 18Soprava um vento forte, e o mar estava agitado. 19Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros quando enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo. 20Mas Jesus disse: “Sou eu. Não tenhais medo”. 21Quiseram, então, recolher Jesus na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo.

    Palavra da salvação.

    “Enxergaram Jesus, andando sobre as águas”.

    Em meio a tamanha tempestade, os ventos sopravam, era noite, os discípulos estavam preocupados e as únicas palavras de Jesus são “Não tenhais medo, Sou eu”. Nós não devemos desacreditar nessas palavras de Deus, não devemos desacreditar que Cristo está com cada um de nós mesmo nos momentos mais difíceis. Mesmo quando parece que “o barco vai afundar” ele está do nosso lado e não deixará nenhum mal nos afligir. Muitas vezes, assim como os discípulos, nós nos desesperamos, nos apavoramos, e não somos capazes de reconhecer que Cristo está vindo em nossa direção. Eles sentiram ainda mais medo pois não perceberam ser Jesus vindo ao encontro deles. Nós, igualmente, podemos muitas vezes ignorar esta presença. Com essa provocação nos confiemos ao Senhor, nos entreguemos com esperança de que Ele irá transpor todas as dificuldades e vir ao nosso encontro para nos salvar.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3º Domingo da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 3,13-15.17-19

    Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: 13“O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Vós o entregastes e o rejeitastes diante de Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. 14Vós rejeitastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação para um assassino. 15Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas. 17E agora, meus irmãos, eu sei que vós agistes por ignorância, assim como vossos chefes. 18Deus, porém, cumpriu desse modo o que havia anunciado pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo haveria de sofrer. 19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 4
    Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!

    Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça! †
    Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição, /
    atendei-me por piedade e escutai minha oração! – R.

    Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo /
    e que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece! – R.

    Muitos há que se perguntam: “Quem nos dá felicidade?” /
    Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face! – R.

    Eu tranquilo vou deitar-me e na paz logo adormeço, /
    pois só vós, ó Senhor Deus, dais segurança à minha vida! – R.

    1 João 2,1-5

    1Meus filhinhos, escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar, temos junto do Pai um defensor: Jesus Cristo, o Justo. 2Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro. 3Para saber que o conhecemos, vejamos se guardamos os seus mandamentos. 4Quem diz: “Eu conheço a Deus”, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. 5Naquele, porém, que guarda a sua palavra, o amor de Deus é plenamente realizado.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 24,35-48

    Naquele tempo, 35os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam falando quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” 37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 40E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois, disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. 45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras 46e lhes disse: “Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, 47e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém’. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”. – Palavra da salvação.

    Sabor da Palavra

    “Assim está escrito: o Messias sofrerá e ressuscitará dos mortos no terceiro dia”.

    Cristo voltou dos mortos não como espírito, mas verdadeiramente partiu o pão diante dos dois discípulos em Emaús. Comeu com os discípulos, pois Ele estava presente em corpo e alma. Ele voltou à vida permitindo que os discípulos pudessem testemunhar o que viram, explicando as profecias do Primeiro Testamento e como elas se cumpriram no Segundo Testamento e como sua morte, ressurreição e ascensão são necessários para cumprir tais profecias e, por fim, redimir a humanidade do pecado original. Assim o Filho do Homem nos mostra como é fiel à Lei que Deus Pai estabeleceu, não fez sua própria vontade mesmo sendo ele Deus e onipotente, se fez humilde obedecendo ao Pai até a morte de cruz e revelando todos estes mistérios aos apóstolos para que pudessem transmitir a nossa fé de geração em geração. Temos como dom inestimável a revelação contida no Novo Testamento, façamos diligente meditação da palavra de Deus que através de tão grandes dificuldades chegou até nós, nos empenhemos em meditar e ter sempre a Palavra diante de nós para refleti-la com gratidão por tamanha dádiva.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 3ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 6,8-15

    Naqueles dias, 8Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. 10Porém não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 11Então subornaram alguns indivíduos, que disseram: “Ouvimos este homem dizendo blasfêmias contra Moisés e contra Deus”. 12Desse modo, incitaram o povo, os anciãos e os doutores da Lei, que prenderam Estêvão e o conduziram ao sinédrio. 13Aí apresentaram falsas testemunhas, que diziam: “Este homem não cessa de falar contra este lugar santo e contra a Lei. 14E nós o ouvimos afirmar que Jesus nazareno ia destruir este lugar e ia mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”. 15Todos os que estavam sentados no sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão e viram seu rosto como o rosto de um anjo.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119)
    Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.

    Que os poderosos reunidos me condenem; / o que me importa é o vosso julgamento! /
    Minha alegria é a vossa Aliança, / meus conselheiros são os vossos Mandamentos. – R.

    Eu vos narrei a minha sorte e me atendestes, / ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade! /
    Fazei-me conhecer vossos caminhos, / e então meditarei vossos prodígios! – R.

    Afastai-me do caminho da mentira / e dai-me a vossa lei como um presente! /
    Escolhi seguir a trilha da verdade, / diante de mim eu coloquei vossos preceitos. – R.

    João 6,22-29

    Depois que Jesus saciara os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos. 23Entretanto, tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. 24Quando a multidão viu que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus em Cafarnaum. 25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade eu vos digo, estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.

    Palavra da salvação.

    “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo
    alimento que permanece até a vida eterna”.

    O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. A centralidade de nossas vidas não pode ser os bens materiais como os alimentos e as posses, mas deve ser, antes de tudo, o próprio Cristo, pois é ele quem nos alimenta para vida eterna. Todos os bens materiais passam, tudo com o tempo se perde, só não se perdem as palavras de Deus e as boas obras que realizamos a partir delas. Dessa forma, o bem que fizermos, o amor e a partilha que nos propusemos a fim de demonstrar entrega e confiança em Deus não se perderá. Por isso, nos alimentemos mais com o pão da palavra e o pão eucarístico que se entrega no altar diante dos nossos olhos, pois este alimento deve ser a nossa preocupação ele nos salva e nos da coragem para viver e enfrentar a cultura de morte que só visa o alimento material.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 3ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 7,51-8,1

    Naqueles dias, Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos doutores da Lei: 51“Homens de cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo e, como vossos pais agiram, assim fazeis vós! 52A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual, agora, vós vos tornastes traidores e assassinos. 53Vós recebestes a Lei por meio de anjos e não a observastes!” 54Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56E disse: “Estou vendo o céu aberto e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”. 57Mas eles, dando grandes gritos e tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou, dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”. 60Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: “Senhor, não os condenes por este pecado”. E, ao dizer isso, morreu. 8,1Saulo era um dos que aprovavam a execução de Estêvão.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 30(31)
    Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

    Sede uma rocha protetora para mim, / um abrigo bem seguro que me salve! /
    Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; / por vossa honra, orientai-me e conduzi-me! – R.

    Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, / porque vós me salvareis, ó Deus fiel! /
    Quanto a mim, é ao Senhor que me confio, / vosso amor me faz saltar de alegria. – R.

    Mostrai serena a vossa face ao vosso servo / e salvai-me pela vossa compaixão! /
    Na proteção de vossa face os defendeis, / bem longe das intrigas dos mortais. – R.

    João 6,30-35

    Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: 30“Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. 32Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

    Palavra da salvação.

    “Não foi Moisés, mas meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do céu”.

    O fruto da árvore da vida que nos salva e nos livra da morte eterna é o próprio Filho de Deus. Jesus se faz alimento por meio da Eucaristia para que, através dessa humilde aparência de pão, possa nos salvar. Este tão admirável sacramento que é a expressão última da misericórdia e do amor de Deus para conosco.

    Isso induz a questionar-nos que reverência devemos ter para com o Santíssimo Sacramento do Altar? Que terníssimo amor devemos transmitir ao próximo por recebermos tão grande graça sem nenhum mérito nosso? Como devemos nos portar para sermos dignas moradas de tão santa dádiva? Por fim, que amor não devemos ter para com todos os cristãos visto que são moradas perenes de Deus através da Eucaristia, pois se amamos a Deus, se amamos o mistério do sacrifício pascal não devemos também amar nossos irmãos pelos quais Jesus foi morto na cruz?

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 3ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 8,1-8

    1Naquele dia começou uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém. E todos, com exceção dos apóstolos, se dispersaram pelas regiões da Judeia e da Samaria. 2Algumas pessoas piedosas sepultaram Estêvão e observaram grande luto por causa dele. 3Saulo, porém, devastava a Igreja: entrava nas casas e arrastava para fora homens e mulheres, para atirá-los na prisão. 4Entretanto, aqueles que se tinham dispersado iam por toda parte, pregando a Palavra. 5Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8Era grande a alegria naquela cidade.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 65(66)
    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / cantai salmos a seu nome glorioso, /
    dai a Deus a mais sublime louvação! / Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras! – R.

    Toda a terra vos adore com respeito / e proclame o louvor de vosso nome!” /
    Vinde ver todas as obras do Senhor: / seus prodígios estupendos entre os homens! – R.

    O mar ele mudou em terra firme, / e passaram pelo rio a pé enxuto. /
    Exultemos de alegria no Senhor! / Ele domina para sempre com poder! – R.

    João 6,35-40

    Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.

    Palavra da salvação.

    “Esta é a vontade do meu Pai: toda pessoa que vê o Filho tenha a vida eterna”.

    Hoje Jesus nos fala no Evangelho o porquê devemos confiar nele, o porquê devemos tê-lo como o único Deus. Jesus é o Pão da vida, é o nosso alimento diário, alimento de vida eterna. Eis porque devemos confiar nossa vida a Jesus. É Ele a realização perfeita da vontade de Deus. Mais do que nunca devemos reconhecer Jesus como nosso pão da vida. É Nele que saciamos verdadeiramente nossa fome e nossa sede, nossa alma anseia por esse alimento.

    Enquanto tentamos saciar nossa fome e nossa sede em tantas formas de satisfação, Jesus nos anuncia no dia de hoje essa novidade perene. Saciemo-nos, pois, desse Pão vivo descido do céu, e conquistemos a vida junto dele.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 3ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 8,26-40

    Naqueles dias, 26um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: “Prepara-te e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”. Filipe levantou-se e foi. 27Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia, e administrador-geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém. 28Ele estava voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. 29Então o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”. 30Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que estás lendo?” 31O eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém mo explica?” Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. 32A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. 33Eles o humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar? Pois sua vida foi arrancada da terra”. 34E o eunuco disse a Filipe: “Peço que me expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se refere a algum outro?” 35Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. 36Eles prosseguiram o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. Então o eunuco disse a Filipe: “Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?”(37) 38O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água, e Filipe batizou o eunuco. 39Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. 40Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 65(66)
    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

    Nações, glorificai ao nosso Deus, / anunciai em alta voz o seu louvor! /
    É ele quem dá vida à nossa vida / e não permite que vacilem nossos pés. – R.

    Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: / vou contar-vos todo bem que ele me fez! /
    Quando a ele o meu grito se elevou, / já havia gratidão em minha boca! – R.

    Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, † não rejeitou minha oração e meu clamor /
    nem afastou longe de mim o seu amor! – R.

    João 6,44-51

    Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

    Palavra da salvação.

    “Eu sou o pão vivo descido do céu”.

    Jesus nos convida no dia de hoje a nos unirmos a ele para realmente entrarmos no Reino dos Céus. Quem comer desta carne viverá eternamente. Jesus é aquele que se doa para a salvação de todos. Diferente do maná que o povo de Deus comeu no deserto, que sustentava o corpo, Jesus é o pão vivo descido do Céu que sustenta nossa alma.

    Sejamos, pois, gratos a Deus que deu seu filho único em resgate dos homens e mulheres desta terra, e vivamos a alegria desta novidade, que nos é gratuita e valiosa, que nos deve transformar a ponto de nos entendermos, não merecedores dessa graça, mas na responsabilidade de bem a vivermos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 3ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 9,1-20

    Naqueles dias, 1Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao sumo sacerdote 2e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. 3Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. 4Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” 5Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. 6Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer”. 7Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. 8Saulo levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então pegaram nele pela mão e levaram-no para Damasco. 9Saulo ficou três dias sem poder ver. E não comeu nem bebeu. 10Em Damasco havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” E Ananias respondeu: “Aqui estou, Senhor!” 11O Senhor lhe disse: “Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando”. 12E, numa visão, Saulo contemplou um homem chamado Ananias entrando e impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista. 13Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muitos falarem desse homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. 14E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome”. 15Mas o Senhor disse a Ananias: “Vai, porque esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. 16Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por minha causa”. 17Então Ananias saiu, entrou na casa e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”. 18Imediatamente caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida, Saulo levantou-se e foi batizado. 19Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco 20e logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 116(117)
    Ide por todo o mundo, / a todos pregai o Evangelho.

    Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, / povos todos, festejai-o! – R.

    Pois comprovado é seu amor para conosco, / para sempre ele é fiel! – R.

    João 6,52-59

    Naquele tempo, 52os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” 53Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim. 58Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”. 59Assim falou Jesus, ensinando na sinagoga em Cafarnaum.

    Palavra da salvação.

    “A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida”.

    No Evangelho de hoje, percebemos que nos é garantida por Deus em Jesus Cristo a ressurreição. Basta que abramos nossa mente e nosso coração para acolher a graça de recebermos o próprio filho de Deus como alimento, alimento que salva, que vivifica que nos permite a feliz comunhão com Deus.

    Não caiamos na incredulidade, não olhemos com nossos olhos carnais essa realidade transcendente, tal quais os incrédulos do tempo de Jesus que O olhavam, às vezes até O seguiam, mas viam apenas um homem que usava de palavras bonitas. Não sejamos os incrédulos de hoje, que participam, que estão presentes, mas ainda enxergam Jesus apenas como um homem com um belo discurso.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 3ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 9,31-42

    Naqueles dias, 31a Igreja vivia em paz em toda a Judeia, Galileia e Samaria. Ela consolidava-se e progredia no temor do Senhor e crescia em número com a ajuda do Espírito Santo. 32Pedro percorria todos os lugares; e visitou também os fiéis que moravam em Lida. 33Encontrou aí um homem chamado Eneias, que estava paralítico e há oito anos jazia numa cama. 34Pedro disse-lhe: “Eneias, Jesus Cristo te cura! Levanta-te e arruma a tua cama!” Imediatamente Eneias se levantou. 35Todos os habitantes de Lida e da região do Saron viram isso e se converteram ao Senhor. 36Em Jope havia uma discípula chamada Tabita, nome que quer dizer Gazela. Eram muitas as boas obras que fazia e as esmolas que dava. 37Naqueles dias ela ficou doente e morreu. Então lavaram seu corpo e o colocaram no andar superior da casa. 38Como Lida ficava perto de Jope, e ouvindo dizer que Pedro estava lá, os discípulos mandaram dois homens com um recado: “Vem depressa até nós!” 39Pedro partiu imediatamente com eles. Assim que chegou, levaram-no ao andar superior, onde todas as viúvas foram ao seu encontro. Chorando, elas mostravam a Pedro as túnicas e mantos que Tabita havia feito quando vivia com elas. 40Pedro mandou que todos saíssem. Em seguida, pôs-se de joelhos e rezou. Depois, voltou-se para o corpo e disse: “Tabita, levanta-te!” Ela então abriu os olhos, viu Pedro e sentou-se. 41Pedro deu-lhe a mão e ajudou-a a levantar-se. Depois chamou os fiéis e as viúvas e apresentou-lhes Tabita viva. 42O fato ficou conhecido em toda a cidade de Jope, e muitos acreditaram no Senhor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 115(116B)
    Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor?

    Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? /
    Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

    Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. /
    É sentida por demais pelo Senhor / a morte de seus santos, seus amigos. – R.

    Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, † vosso servo que nasceu de vossa serva; /
    mas me quebrastes os grilhões da escravidão! / Por isso oferto um sacrifício de louvor, /
    invocando o nome santo do Senhor. – R.

    João 6,60-69

    Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isso vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. 65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também quereis ir embora?” 68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

    Palavra da salvação.

    “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”.

    Hoje apreciamos a profissão de fé e confiança que São Pedro faz a Jesus. Enquanto é apresentada uma necessidade de entrega confiante, Jesus vê muitos dos que O seguiam se dispersarem, pois não entendiam a realidade transcendente do que Jesus propunha. E Pedro manifestando o pensamento do grupo dos apóstolos, profere palavras de quem realmente se permitiu transformar por Jesus: “a quem iremos Senhor? Tu tens palavras de vida Eterna.”

    A proposta de Jesus a nós é que creiamos realmente que suas palavras são de vida eterna. Podemos continuar com o coração fechado ou podemos nos juntar a Pedro nessa feliz afirmação e nos entregar a essa esperança ativa da vida eterna.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4º Domingo da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 4,8-12

    Naqueles dias, 8Pedro, cheio do Espírito Santo, disse: “Chefes do povo e anciãos, 9hoje estamos sendo interrogados por termos feito o bem a um enfermo e pelo modo como foi curado. 10Ficai, pois, sabendo todos vós e todo o povo de Israel: é pelo nome de Jesus Cristo, de Nazaré – aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos -, que este homem está curado diante de vós. 11Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se tornou a pedra angular. 12Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 117(118)
    A pedra que os pedreiros rejeitaram / tornou-se agora a pedra angular.

    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! / “Eterna é a sua misericórdia!” /
    É melhor buscar refúgio no Senhor / do que pôr no ser humano a esperança; /
    é melhor buscar refúgio no Senhor / do que contar com os poderosos deste mundo! – R.

    Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes / e vos tornastes para mim o salvador! /
    A pedra que os pedreiros rejeitaram / tornou-se agora a pedra angular. /
    Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: / que maravilhas ele fez a nossos olhos! – R.

    Bendito seja, em nome do Senhor, / aquele que em seus átrios vai entrando! /
    Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! / Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores! /
    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! / “Eterna é a sua misericórdia!” – R.

    1 João 3,1-2

    1vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. 2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é.

    Palavra do Senhor.

    João 10,11-18

    Naquele tempo, disse Jesus: 11“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. 12O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. 13Pois ele é apenas um mercenário e não se importa com as ovelhas. 14Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, 15assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. 16Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; elas escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. 17É por isto que o Pai me ama, porque dou a minha vida para depois recebê-la novamente. 18Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; essa é a ordem que recebi do meu Pai”.

    Palavra da salvação.

    “O bom pastor dá a vida por suas ovelhas”.

    A partir do Evangelho de hoje compreendemos o Deus que desceu dos céus para fazer-se mais próximo do homem, não só mais próximo, mas para pessoalmente cuidar. É o bom pastor que dá a vida por suas ovelhas. Entendemos por que devemos confiar em Jesus. Ele se preocupa especialmente com cada um de nós.

    O tomemos como guia e mestre, e seremos guardados e cuidados. Esforcemo-nos por conformar a nossa vida com a do bom Pastor e, ao contrário, não nos esforcemos por nos afastar Dele. Nele encontramos aconchego que nenhum mercenário poderá nos oferecer.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 4ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 11,1-18

    Naqueles dias, 1os apóstolos e os irmãos que viviam na Judeia souberam que também os pagãos haviam acolhido a Palavra de Deus. 2Quando Pedro subiu a Jerusalém, os fiéis de origem judaica começaram a discutir com ele, dizendo: 3“Tu entraste na casa de pagãos e comeste com eles!” 4Então, Pedro começou a contar-lhes, ponto por ponto, o que havia acontecido: 5“Eu estava na cidade de Jope e, ao fazer oração, entrei em êxtase e tive a seguinte visão: vi uma coisa parecida com uma grande toalha que, sustentada pelas quatro pontas, descia do céu e chegava até junto de mim. 6Olhei atentamente e vi dentro dela quadrúpedes da terra, animais selvagens, répteis e aves do céu. 7Depois ouvi uma voz que me dizia: ‘Levanta-te, Pedro, mata e come’. 8Eu respondi: ‘De modo nenhum, Senhor! Porque jamais entrou coisa profana e impura na minha boca’. 9A voz me disse pela segunda vez: ‘Não chames impuro o que Deus purificou’. 10Isso repetiu-se por três vezes. Depois a coisa foi novamente levantada para o céu. 11Nesse momento, três homens se apresentaram na casa em que nos encontrávamos. Tinham sido enviados de Cesareia, à minha procura. 12O Espírito me disse que eu fosse com eles sem hesitar. Os seis irmãos que estão aqui me acompanharam e nós entramos na casa daquele homem. 13Então ele nos contou que tinha visto um anjo apresentar-se em sua casa e dizer: ‘Manda alguém a Jope para chamar Simão, conhecido como Pedro. 14Ele te falará de acontecimentos que trazem a salvação para ti e para toda a tua família’. 15Logo que comecei a falar, o Espírito Santo desceu sobre eles, da mesma forma que desceu sobre nós no princípio. 16Então eu me lembrei do que o Senhor havia dito: ‘João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo’. 17Deus concedeu a eles o mesmo dom que deu a nós, que acreditamos no Senhor Jesus Cristo. Quem seria eu para me opor à ação de Deus?” 18Ao ouvirem isso, os fiéis de origem judaica se acalmaram e glorificavam a Deus, dizendo: “Também aos pagãos Deus concedeu a conversão que leva para a vida!”

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 41(42)
    Minha alma suspira por vós, ó meu Deus.

    Assim como a corça suspira / pelas águas correntes, /
    suspira igualmente minha alma / por vós, ó meu Deus! – R.

    A minha alma tem sede de Deus / e deseja o Deus vivo. /
    Quando terei a alegria de ver / a face de Deus? – R.

    Enviai vossa luz, vossa verdade: / elas serão o meu guia; /
    que me levem ao vosso monte santo, / até a vossa morada! – R.

    Então irei aos altares do Senhor, / Deus da minha alegria. /
    Vosso louvor cantarei ao som da harpa, / meu Senhor e meu Deus! – R.

    João 10,1-10

    Naquele tempo, disse Jesus: 1“Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. 6Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

    Palavra da salvação.

    “Eu sou a porta das ovelhas”.

    No Evangelho de hoje, Jesus se apresenta como o Bom Pastor que dá a sua vida pelas suas ovelhas. Ele conta uma parábola que o povo e os seus discípulos possam compreender, e usa da realidade em que muitos viviam, seja o pastoreio de ovelhas ou o cultivo da terra, para passar a mensagem do Reino de Deus.

    Jesus quer nos salvar e quer que tenhamos vida e vida em abundância; Ele não é um Deus distante, que está alheio a nossa realidade e sofrimentos, pelo contrário, Cristo veio ao mundo e se fez carne como nós, e sabe de nossa condição, por isto veio ao mundo para salvar todas as suas ovelhas, através do seu anúncio que faz entender de menor ao maior dos seus filhos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 4ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 11,19-26

    Naqueles dias, 19aqueles que se haviam espalhado por causa da perseguição que se seguiu à morte de Estêvão chegaram à Fenícia, à ilha de Chipre e à cidade de Antioquia, embora não pregassem a Palavra a ninguém que não fosse judeu. 20Contudo, alguns deles, habitantes de Chipre e da cidade de Cirene, chegaram a Antioquia e começaram a pregar também aos gregos, anunciando-lhes a Boa-nova do Senhor Jesus. 21E a mão do Senhor estava com eles. Muitas pessoas acreditaram no Evangelho e se converteram ao Senhor. 22A notícia chegou aos ouvidos da Igreja que estava em Jerusalém. Então enviaram Barnabé até Antioquia. 23Quando Barnabé chegou e viu a graça que Deus havia concedido, ficou muito alegre e exortou a todos para que permanecessem fiéis ao Senhor, com firmeza de coração. 24É que ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E uma grande multidão aderiu ao Senhor. 25Então Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo. 26Tendo encontrado Saulo, levou-o a Antioquia. Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela Igreja e instruíram uma numerosa multidão. Em Antioquia os discípulos foram, pela primeira vez, chamados com o nome de cristãos.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 86(87)
    Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes.

    O Senhor ama a cidade / que fundou no monte santo; / ama as portas de Sião /
    mais que as casas de Jacó. / Dizem coisas gloriosas / da cidade do Senhor. – R.

    “Lembro o Egito e Babilônia / entre os meus veneradores. /
    Na Filisteia ou em Tiro † ou no país da Etiópia, / este ou aquele ali nasceu.” /
    De Sião, porém, se diz: † “Nasceu nela todo homem; / Deus é sua segurança”. – R.

    Deus anota no seu livro, † onde inscreve os povos todos: / “Foi ali que estes nasceram”. /
    E por isso todos juntos / a cantar se alegrarão; / e, dançando, exclamarão: /
    “Estão em ti as nossas fontes!” – R.

    João 10,22-30

    22Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do templo. Era inverno. 23Jesus passeava pelo templo, no pórtico de Salomão. 24Os judeus rodeavam-no e disseram: “Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente”. 25Jesus respondeu: “Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna, e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. 29Meu Pai, que me deu essas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.

    Palavra da salvação.

    “Eu e o Pai somos um”.

    Para crer em Jesus é preciso aderir aos seus ensinamentos, ao seu rebanho. Os Judeus pediam provas de que realmente Jesus é o Messias prometido, mas não com a intenção de ver um sinal extraordinário e crer nele, mas o rodearam e o questionaram para pô-lo à prova e ter motivos suficientes para o levarem aos Romanos, que não toleram pretensões messiânicas.

    O Pai e o Filho são um; sendo assim, as obras que Cristo realiza são em nome do Pai, que o confirma ser o seu enviado. Cristo é o Pastor Supremo, que se faz ovelha, que entrega a sua vida em favor de seus irmãos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 4ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 12,24-13,5

    Naqueles dias, 24a palavra do Senhor crescia e se espalhava cada vez mais. 25Barnabé e Saulo, tendo concluído seu ministério, voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, chamado Marcos. 13,1Na Igreja de Antioquia havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado junto com Herodes, e Saulo. 2Um dia, enquanto celebravam a liturgia em honra do Senhor e jejuavam, o Espírito Santo disse: “Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei”. 3Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo e deixaram-nos partir. 4Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e daí navegaram para Chipre. 5Quando chegaram a Salamina, começaram a anunciar a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Eles tinham João como ajudante.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 66(67)
    Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, / que todas as nações vos glorifiquem.

    Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, / e sua face resplandeça sobre nós! /
    Que na terra se conheça o seu caminho / e a sua salvação por entre os povos. – R.

    Exulte de alegria a terra inteira, / pois julgais o universo com justiça; /
    os povos governais com retidão / e guiais, em toda a terra, as nações. – R.

    Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, / que todas as nações vos glorifiquem! /
    Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, / e o respeitem os confins de toda a terra! – R.

    João 12,44-50

    Naquele tempo, 44Jesus exclamou em alta voz: “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. 45Quem me vê, vê aquele que me enviou. 46Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. 47Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. 48Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. 50E eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou”.

    Palavra da Salvação.

    “Eu vim ao mundo como luz”.

    Jesus é a imagem do Pai. Quem vê Jesus, vê o Pai em seus ensinamentos e em suas obras. Quem faz a vontade de Cristo é ao Pai que o está fazendo. O Pai envia seu Filho Único aos homens, por amor, para que ele liberte todos os que estão envoltos nas trevas.

    Jesus não veio ao mundo pra fazer a sua vontade, mas foi por amor aos homens e em comunhão ao pedido do Pai que se encarnou no seio da Virgem Maria. Muitos não tinham fé em Jesus, mesmo ele realizando grandes sinais. Jesus deixa claro que tudo que fez foi em unidade e a pedido do Pai; por isso grita em forma de clamor para que seja ouvido e que se convertam a partir de seus ensinamentos e exemplos.

    Crer Jesus não é simplesmente uma resposta racional, antes, é uma resposta diante de um chamamento a segui-Lo e amá-Lo. É preciso passar pelo coração para que se possa professar Jesus como Senhor de nossas vidas.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 4ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 13,13-25

    13Paulo e seus companheiros embarcaram em Pafos e chegaram a Perge da Panfília. João deixou-os e voltou para Jerusalém. 14Eles, porém, partindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia. E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se. 15Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: “Irmãos, se vós tendes alguma palavra para encorajar o povo, podeis falar”. 16Paulo levantou-se, fez um sinal com a mão e disse: “Israelitas e vós que temeis a Deus, escutai! 17O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos antepassados e fez deles um grande povo quando moravam como estrangeiros no Egito; e de lá os tirou com braço poderoso. 18E, durante mais ou menos quarenta anos, cercou-os de cuidados no deserto. 19Destruiu sete nações na terra de Canaã e passou para eles a posse do seu território 20por quatrocentos e cinquenta anos aproximadamente. Depois disso, concedeu-lhes juízes, até o profeta Samuel. 21Em seguida, eles pediram um rei, e Deus concedeu-lhes Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim, que reinou durante quarenta anos. 22Em seguida, Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’. 23Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um salvador, que é Jesus. 24Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. 25Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede, depois de mim vem aquele do qual nem mereço desamarrar as sandálias’”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 88(89)
    Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

    Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, / de geração em geração eu cantarei vossa verdade! /
    Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” / E a vossa lealdade é tão firme como os céus. – R.

    “Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, / e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. /
    Estará sempre com ele minha mão onipotente, / e meu braço poderoso há de ser a sua força. – R.

    Não será surpreendido pela força do inimigo, / nem o filho da maldade poderá prejudicá-lo. /
    Diante dele esmagarei seus inimigos e agressores, / ferirei e abaterei todos aqueles que o odeiam. -R.

    Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, / sua força e seu poder por meu nome crescerão. /
    Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, / sois meu Deus, sois meu rochedo onde encontro a salvação!’” – R.

    João 13,16-20

    Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16“Em verdade, em verdade vos digo, o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. 17Se sabeis isso e o puserdes em prática, sereis felizes. 18Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar’. 19Desde agora vos digo isso, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou. 20Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.

    Palavra da salvação.

    “Quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim”.

    Jesus, sabendo que a sua hora estava chegando, coloca-se como humilde servidor e pede que os seus discípulos também o façam. Cristo não apenas pede que façam, mas sempre dá exemplo. No Reino de Deus não cabe quem só quer ser servido. Quem ama, se doa por inteiro.

    Jesus, o mestre, lava os pés dos seus discípulos, assim, inverte toda lógica humana, onde os poderosos e ricos devem ser servidos a qualquer preço, enquanto os pobres morrem de fome e são tratados indigentemente. Cristo vem mostrar-nos, através de seu exemplo, que devemos antes servir e não sermos servidos, que todos temos dignidade diante de Deus. Se trabalharmos pelo Reino, se servirmos uns aos outros, seremos felizes; isto Jesus confirma.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 4ª Semana da Páscoa

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Atos 13,26-33

    Naqueles dias, tendo chegado a Antioquia da Pisídia, Paulo disse na sinagoga: 26“Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada esta mensagem de salvação. 27Os habitantes de Jerusalém e seus chefes não reconheceram a Jesus e, ao condená-lo, cumpriram as profecias que se leem todos os sábados. 28Embora não encontrassem nenhum motivo para a sua condenação, pediram a Pilatos que fosse morto. 29Depois de realizarem tudo o que a Escritura diz a respeito de Jesus, eles o tiraram da cruz e o colocaram num túmulo. 30Mas Deus o ressuscitou dos mortos 31e, durante muitos dias, ele foi visto por aqueles que o acompanharam desde a Galileia até Jerusalém. Agora eles são testemunhas de Jesus diante do povo. 32Por isso, nós vos anunciamos este Evangelho: a promessa que Deus fez aos antepassados, 33ele a cumpriu para nós, seus filhos, quando ressuscitou Jesus, como está escrito no salmo segundo: ‘Tu és o meu filho, eu hoje te gerei’”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 2
    Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!

    “Fui eu mesmo que escolhi este meu rei / e, em Sião, meu monte santo, o consagrei!” /
    O decreto do Senhor promulgarei, † foi assim que me falou o Senhor Deus: /
    “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!” – R.

    Podes pedir-me e, em resposta, eu te darei † por tua herança os povos todos e as nações, /
    e há de ser a terra inteira o teu domínio. / Com cetro férreo haverás de dominá-los /
    e quebrá-los como um vaso de argila! – R.

    E agora, poderosos, entendei; / soberanos, aprendei esta lição: /
    com temor servi a Deus, rendei-lhe glória / e prestai-lhe homenagem com respeito! – R.

    João 14,1-6

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós 3e, quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós. 4E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”. 5Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”.

    Palavra da salvação.

    “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.

    Coloquemos em Deus nossa esperança. Não nos desanimemos, pois Jesus está sentado à direita do Pai, intercedendo por nós sem cessar, seus filhos.

    Jesus só pede da nossa parte que tenhamos fé nele, que o resto ele fará. Cristo está, e quer está ao nosso lado sempre, assim promete um lugar no céu ao seu lado para aqueles que permanecerem fiéis a sua palavra. O Filho é o verdadeiro caminho seguro que nos leva ao Pai. Sem ele não somos capazes de chegar a Deus. Jesus aponta para os seus discípulos, e para todos nós para a vivencia no amor e na espera escatológica.

    A partida de Jesus ao Pai é sinal de missão cumprida, que foi a salvação de todos nós, e não como somente uma ausência física do Mestre na terra. É em Cristo que está a nossa salvação. Creiamos nele.

    Reflexão dos Noviços da Província