15/04/2013

Fraternidade São Benedito

AMPARO – SP

Endereço: Largo São Benedito, 117
CEP: 13900-250
Caixa Postal: 165, CEP: 13900-970
TEL: (19) 3807-4320

Email: paroquiasbenedito@uol.com.br
Diocese de Campinas

A FRATERNIDADE

Frei Cláudio César B. de Siqueira guardião, vigário paroquial e ecônomo
Frei Adriano D. do Nascimento vigário da casa, pároco e animador SAV local

Matriz São Benedito 

_ Expediente paroquial.
De 2ª a 6ª: das 8 às 11h00 e das 13 às 16h45
Sábados: das 8 ao meio-dia
Domingos: não há

_ Pastoral litúrgica-sacramental e catequética.
Missas:
De 2ª a sábado: 19h00
Domingos: 6h30, 8h00, 18h00
Missas fixas em capelanias: de terça-feira a sábado, às 6h30. Locais: Lar da Divina Providência, Irmãs Dominicanas e Irmãs Franciscanas.

Confissões:
De segunda a sábado, das 8h00 às 11h00 e 13h00 às 17h00

Catequese:
Primeira Comunhão: sábados, das 9 às 10h30
Catequese de Perseverança: sábados, das 13h00 às 15h00
Catequese do Crisma: das 15h00 às 17h00

_ Casamento.
Sábados, à tarde
Cursos de casamento, consultar a secretaria: (19) 3807-4320

_ Celebrações do Batismo.
1° e 3° domingos do mês, às 9 horas.
Curso de Preparação para o Batismo: 1ª sexta-feira de cada mês, às 19h15

_ Pastorais específicas.
Pastoral da Família
Pastoral da Criança
Pastoral do Acolhimento/Acolhida
Pastoral Vocacional

_ Trabalhos sociais de assistência e Promoção humana.
Distribuição de cesta básica; Distribuição de roupas e agasalhos; Pão dos pobres (permanente); e Curso de Corte e Costura

_ Família Franciscana e Religiosa.
Ordem Franciscana Secular; e Jufra

_ Associações e Movimentos.
Legião de Maria; Apostolado da Oração; Renovação Carismática Católica; Pia União de Santo Antônio; Vicentinos;  Encontro de Casais com Cristo; Grupo de São Francisco

_ Meios de comunicação.
Boletim paroquial: “Elo Comunitário” – tiragem: mil exemplares; e Transmissão dominical da Missa das 18h00

História

Lá pelos séculos XVII e XVIII, Amparo era apenas um local de pouso, com pequenos casebres e ranchos, onde grupos de garimpeiros, tropeiros, comerciantes e até famílias descansavam e depois se dirigiam, na .febre do ouro, para as Minas Gerais e Goiás. Em 1816, foi construída uma capela em honra de Nossa Senhora do Amparo. A partir desta data, houve crescimento da população, justificando a presença de um cura em 1829 (A cidade comemora o aniversário a partir desta data). Poucos anos depois, já era freguesia, vila em 1857 e município em 1865.

A esse tempo, diz o historiador José Godoy, uma riqueza inesperada, o café, tomou conta da terra e da alma amparense. Duas décadas depois, Amparo era o maior produtor da rubiácia no mundo (sic). Casarões e sobrados multiplicavam-se em suas ruas e praças, ficando até hoje como testemunhas mudas desse período dourado.

Havia jornais, diários, teatros, estrada de ferro, médicos e hospitais, advogados e comarca, bancos, banqueiros, ricos fazendeiros e abastados comerciantes. Havia também uma grande multidão de escravos e começavam a chegar os imigrantes estrangeiros (sobretudo italianos). A abolição e a República mudaram o clima político, mas não alteraram a prosperidade do município. Amparo continuou sendo uma das mais importantes cidades do Estado durante décadas. Sobreveio, porém, a crise mundial de 1929 com a bancarrota do café, seguida das Revoluções de 30 e 32. A cidade, que era um forte núcleo constitucionalista, sofreu duros ataques, inclusive aéreos. Foi conquistada e ocupada pelas forças federais. Começava um longo período de estagnação, que só seria interrompido na década de 1970. Amparo preserva bastante a arquitetura oitocentista de sobradões imponentes e velhas fazendas.

Em 1878, Amparo recebeu a ilustre visita do Imperador Dom Pedro II, mas por ser uma cidade eminentemente republicana, parece não ter dado muita importância à presença do monarca. Não existe na cidade nenhum marco que recorde tão insigne visita, a não ser um sofá no Museu da cidade.

Hoje, Amparo é uma cidade próspera, sobretudo no comércio. No entanto, não tem mais a glória, a riqueza e o esplendor dos .anos dourados do café.. Desde 1998, Amparo se tornou sede de Bispado, e no município há cinco paróquias. Conforme o censo de 2000, a população é de 60 mil habitantes.

Franciscanos

Numa cidade tão pujante e próspera, havia a necessidade de maior atendimento religioso. Foi então que o Bispo de Campinas solicitou à Província da Imaculada a presença de frades em Amparo. Atendendo ao pedido do Bispo, o Ministro Provincial enviou os primeiros dois frades no final do ano de 1911. Eram eles: Frei Egídio de Assis Schweckhorst e Frei Dimas Wolff. Assumiram a Igreja de São Benedito, administrada pela irmandade do mesmo nome. A igreja foi construída por um senhor simples, pobre e carroceiro, José Ortiz Camargo. Com a ajuda do povo, ele construiu a igreja como ela é hoje, no tamanho e estrutura. Era o tempo áureo da cidade. Ele morreu em 1885, quando a obra já estava quase pronta. Mais tarde, os restos mortais do Sr. José foram transladados para a igreja e se encontram na parede à direita de quem entra. O templo ficou pronto em 1895. Com a chegada dos frades, a igreja passou por vários melhoramentos, pequenas reformas, sinos e órgão vieram da Alemanha, fez-se pintura interna com temas religiosos.

Entre os pintores consta o nome do irmão Frei Vicente Müller. Os frades também construíram o convento de três andares, inaugurado em 1914. Em 1941, o convento foi elevado à categoria de .Convento Missionário.. Naquele ano, moravam ali 11 frades missionários, estudando e fazendo atendimentos missionários. Acredito que a estrutura da casa não comportava confortavelmente número considerável de missionários. E o título honroso de convento missionário durou apenas um ano. Apesar de não ser paróquia, a igreja mantinha grande movimento religioso,sobretudo nas festas litúrgicas, como a semana santa, festa do padroeiro, mês de maio.

Os frades promoviam encontros, semanas eucarísticas, catequese, pregações, retiros, aulas de religião nas diversas escolas, além da capelania no convento das religiosas. Isto sem contar a ajuda .moral. à igreja matriz de Nossa Senhora do Amparo e a assistência às diversas cidades vizinhas, como Mogi-Mirim, Águas de Lindóia, Serra Negra, Monte Alegre do Sul (onde os frades mantiveram residência por alguns anos), Socorro etc. Ainda hoje presta-se o mesmo atendimento, mas em escala bem menor, uma vez que agora São Benedito é paróquia. Ela foi criada em 1965, sendo o primeiro pároco Frei Deodoro Kaufhold, e formavam a comunidade os confrades: Frei Wenceslau Scheper, Frei Atanásio Furlan e Frei Silvestre Bremes (porteiro). O jubileu de prata (1936) e o jubileu de ouro (1961) da chegada dos frades em Amparo foram celebrados solenemente, com muita pompa e comemorações de todos os tipos.

Colégio

Pouco antes de 1911, foi criada uma Escola Noturna nos arredores da igreja São Benedito. Quando os frades assumiram a igreja, assumiram também a escola, ampliando as classes para crianças carentes. Construíram depois um belo colégio ao lado do convento, com capacidade para mais ou menos 150 alunos. Ficou pronto em 1922. No salão nobre do colégio aconteciam eventos solenes não só da escola, mas também da igreja e da cidade. O Colégio São Benedito (depois chamado Externato São Benedito) era a menina dos olhos dos frades, conforme parece indicar as numerosas menções na Crônica da Casa.

Durante a guerra de 1914, um frade, imprudentemente, nas aulas, tomou partido da Alemanha, menosprezando fatos brasileiros. Tal atitude caiu nos ouvidos de um anticlerical que lançou uma campanha feroz contra os frades, através de panfletos e jornais. Exigiam a expulsão dos frades e a entrega do colégio e do convento ao Tiro de Guerra. O bispo intercedeu a favor dos religiosos, mas pediu que o frade fosse levado para São Paulo e o colégio ficou fechado até o fim da guerra. Em 1974, encerrou-se a atividade da escola devido ao pequeno número de alunos e às dificuldades financeiras. O prédio passou para atendimento da paróquia. Mais tarde, no terreno atrás do colégio, foram construídos mais dois prédios com amplo salão e salas para atividades paroquiais.


Vocações

Amparo tem contribuído generosamente na seara vocacional religiosa e sacerdotal, com bom índice de perseverança. Só padres diocesanos são dezenas e vários ordenados recentemente. Dom Roberto Piranello Almeida, que foi bispo de Jundiaí, era amparense. Na caminhada franciscana tivemos tempos mais prósperos. Quanto pude averiguar, tivemos 4 religiosos irmãos já todos falecidos: Frei Beraldo Moser, Frei Guido Toniosso, Frei Benedito Bueno e Frei Timóteo Sette. Os dois últimos não são nascidos em Amparo e sim na região. Quanto aos padres, o primeiro foi Frei Caio (Antônio) Corbetta que celebrou as primícias em 1944 (+ 1990). O segundo foi Frei Libório (Bruno) Bassetto, celebrando a primeira missa em 1960 (egresso). E o último é o confrade Frei Sérgio Pagan, ordenado em 1976 na terra natal.

Há também um bom número de religiosas oriundas de Amparo, em diversas congregações, várias delas da Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias do Imaculado Coração de Maria, com sede provincial no território de nossa paróquia. Elas recebem o atendimento religioso dos frades daqui e de fora que vêm pregar retiros ou dar cursos. Recentemente, quem esteve pregando retiro para elas foi Dom Caetano Ferrari.

Falecidos

No cemitério da cidade existe o jazigo dos franciscanos. São seis os confrades lá enterrados: Frei Estanislau Perez (+1936), Frei Gregório Kuerpick (+1940), Frei Serafim Ferreira (+1949), Frei Silvestre Bremes (+1970), Frei Isidoro Kresbach (+1972) e Frei Inocêncio Michels (+2000). Muito querido e lembrado pelo povo é o Frei Serafim Ferreira, porteiro por muitos anos. Para perpetuar a memória do santo e saudoso frade, a cidade prestou-lhe duas homenagens: O prédio onde se encontram as salas para velar os mortos, recebeu o nome de .Velório Frei Serafim. e existe em Amparo a Rua Frei Serafim Ferreira. Dizem que o enterro dele foi um grande acontecimento na cidade. O féretro .parecia uma verdadeira procissão e movimentou Amparo em peso. (Crônica).

Por Frei Luiz Fernando de Mendonça