05/04/2013

Nossa Senhora da Conceição

CASA FILIAL DE SANTO AMARO DA IMPERATRIZ
Praça Nicolau Kretzer, 254
ANGELINA – SC
CEP. 88460-000
Caixa Postal 25 – Cep. 88460-000
Tel. (48) 3274-1185
Fax (48) 3274-1185
e-mail: paroquiansangelina@yahoo.com.br
Arquidiocese de Florianópolis

PADROEIRA
Nossa Senhora da Conceição

A FRATERNIDADE
Frei Luís Antonio Aliberti guardião, vigário paroquial, animador SAV local e ecônomo
Frei João Maria dos Santos vigário da casa, vigário paroquial e reitor do santuário.
Frei Nestor Kuhn atendente conventual
Frei Paulo Cesar M. Borges pároco

EXPEDIENTE PAROQUIAL
De segunda a sexta, das 8h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00

Sábados, das 8h00 ao meio-dia
Domingos, não tem
ATENDIMENTO

RELIGIOSO
Confissões:
Em todos os dias da semana, em qualquer horário, na Casa Paroquial.
Missas:
Nas 3ªs- feiras: às 19h00, Missa de Santo Antônio, com diversas bênçãos.
Sábados: às 19h00
Domingos: 8h00, Missa da Comunidade; 10h00 – Missa dos Romeiros
Na Gruta há Missa sempre no segundo domingo do mês, às 10h00.

Curso de Batismo: três vezes ao ano (março, julho, novembro)
Curso de Casamento: três vezes ao ano
Celebração de Batismo: 1 e 3° domingos de cada mês
Celebração do Matrimônio: sábados, às 17h00 e 20h15

HISTÓRIA

Data de fundação - 10 de novembro de 1860.
Data festiva - 08 de dezembro (Festa do Santuário).
Principais atividades econômicas - A base da economia é a agricultura, com ênfase também para o turismo.
População - 6.000 habitantes.
Colonização - Alemã.
Principais etnias - Alemã.
Localização - Grande Florianópolis, distante 70km da capital.
Área - 625km2.
Clima - Temperado quente, com temperatura média entre 16ºC e 27ºC.
Altitude - 450m acima do nível do mar.
Cidades próximas - Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz, São Pedro de Alcântara.

“SANTUÁRIO” DE NOSSA SENHORA DE ANGELINA

O Ano Mariano motivou também a Arquidiocese de Florianópolis, na pessoa do Senhor Arcebispo Dom Afonso Niehues, a proclamar santuários várias igrejas paroquiais e não-paroquiais, no total de quatro, concedendo-lhos, por decreto, o título de Santuários Marianos, novidade no Código do Direito Canônico em vigor desde janeiro de 1983, um santuário é ali definido como “igreja ou outro lugar sagrado, onde os fiéis em grande número, por algum motivo especial de piedade, fazem peregrinações, com a aprovação do Ordinário local” (cânon 1230).

Embora indulgências especiais como as do Ano Mariano possam ser procuradas também de vários outros modos, especificamente determinados pelos Senhores Bispos, a visita a um “Santuário”, sobretudo em romaria, não deixa de assinalar um acontecimento especial, não só pelo que existe de turismo nas romarias, mas principalmente porque o templo ou o lugar em apreço passam a ter um “status” que a maioria não possui, e o que os privilegia, fazendo os mais frequentados e mais procurados por pessoas de longe. Interessa à Igreja que se incremente a piedade. É o que os Santuários indiscutivelmente fazem.

Nossa venerável Paróquia de Angelina, Santuário Mariano desde o começo do século, talvez o mais procurado, mas certamente o mais belo de Santa Catarina, por decreto do Senhor Arcebispo de Florianópolis leva agora também, ao lado do seu título de “Paróquia da Imaculada Conceição”, o novo nome de “Santuário de Nossa Senhora de Angelina”, este último incluindo a Matriz e a Gruta. Assim, com pompa e circunstância, no dia em que 130 anos fazia desde a primeira aparição de Nossa Senhora em Lourdes, em 11 de fevereiro de 1988, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ, Bispo Auxiliar, do estrado de cimento embutido no rochedo, dentro da floresta no alto da Gruta, ladeado de oito Sacerdotes concelebrantes, fez a solene leitura do singular decreto, na presença duma multidão adensada de 2.000 paroquianos, que aplaudiram com frenesi tão eminente distinção. De onde vinha, este povo? Não vinha de fora, como sucede com metade da massa de gente que em Angelina, anualmente, se concentra para a festa da Padroeira, nos dias 7 e 8 de dezembro. O dia 11 de fevereiro, Nossa Senhora de Lourdes, em Angelina, sempre significou uma concentração dos paroquianos para o seu encontro familiar na Gruta, alheio a qualquer clima de gastronomia e alto-falantes da praça estourada de gente.

Para esse fim, há décadas, as comunidades do interior da paróquia, que hoje se compõem de 17 capelas formadas, têm por costume virem cada uma como pequena romaria, deixando caminhões e carros a certa altura, para dali se encaminharem a pé, com seus estandartes, cantando e rezando, em direção à matriz, onde cada grupo, a medida em que eles vão chegando, é recebido pelo Vigário, que agora acumula o título de Reitor do Santuário. Este costume dos angelinenses, muito original, talvez único, sempre foi espetáculo de edificação mútua entre as comunidades que, assim confraternizam, e motivo de empolgação religiosa para todos, os de casa e os de fora.

No dia 11 de fevereiro que estamos descrevendo, apesar da radiosa manhã, fizeram-se presentes essas comunidades cota um pouco mais de sua metade, com destaque para as duas maiores, as de Betânia (antiga Perdidas) e de Garcia. Se todas soubessem que vinha um Bispo, muito mais gente viria, pressionando então o velho problema da falta de espaço na Gruta: da floresta, cuja praça já foi alargada uma vez, nos recuados tempos do lendário Arcebispo de Florianópolis, Dom Joaquim Domingues de Oliveira.
Desta forma, e quase inesperadamente, tem nossa Província agora a seus cuidados dois Santuários oficiais: um no seu extremo norte, Penha; o outro em seu extremo sul, Angelina. Ambos de Nossa Senhora, Padroeira da Ordem e da Província.

PER MARIAM AD JESUM
Frei Elzeário Schmitt, Florianópolis

HISTÓRICO DA GRUTA DE ANGELINA

A linda Gruta de Angelina tem a sua origem a partir de uma promessa. Frei Zeno Wallboehl, OFM (1866-1925), um missionário franciscano, achava-se gravemente enfermo e até desenganado por três médicos em Petrópolis (RJ).

Mas Frei Zeno, contudo, queria viver mais e na peregrinação a Lurdes, na França, trouxe uma garrafa de água benta consigo, rezou a Nossa Senhora de Lurdes e prometeu: “Vou tomar da água de Lurdes e, se eu ficar curado, vou construir uma Gruta a Nossa Senhora de Lurdes, em Angelina”, localidade que conheceu em suas andanças missionárias.

Dormiu profundamente e na manhã seguinte acordou e se sentiu curado. O médico, ao vê-lo em pé, são e salvo, assustou-se enormemente e confirmou a cura. Frei Zeno retornou aos trabalhos de evangelização e na intenção de cumprir sua promessa, pediu ao Pe. Provincial sua transferência para o Convento Franciscano de Teresópolis (SC), cujos frades atendiam espiritualmente as famílias da Capela São Carlos Borromeu de Angelina.

Em meados de 1899, Frei Zeno com alguns paroquianos, subiu os morros íngremes, atrás da Igreja, mas não encontrou local adequado para a Gruta. À noite, prostrado pelo cansaço, dormiu profundamente e sonhou com a localização da Gruta. Na manhã seguinte, voltou a galgar a montanha verdejante e, agora sim, encontrou, sem dificuldade, esse local tão apropriado, semelhante à Gruta de Massabielle, em Lurdes, na França. Nem mesmo a fonte, em forma de rumorosa cascata, faltava. E ali ergueu-se o novo trono da Mãe Imaculada, onde se colocou uma Imagem de Nossa Senhora de Lurdes.

Frei Zeno, no entanto, queria uma Imagem maior e mais bonita. E encomendou-a na Alemanha. Conta-se que a senhora sua mãe fez a doação. Transportada para o Brasil no início do século 20, desembarcou no Porto de Desterro, de onde veio para Angelina num carro de boi e foi colocada, a princípio, na Igrejinhade São Carlos Borromeu, em 15 de agosto de 1902, onde permaneceu por cinco anos.

Muitas pessoas trabalharam gratuitamente no caminho, que, em catorze voltas, sobe até a singular gruta. E assim, na tarde de 15 de agosto de 1907,cerca de 1.500 devotos percorreram as 14 Estações da Via Sacra, levando em seus ombros a imponente imagem de 1m95 de altura, que foi introduzida no nicho da Gruta.

No dia 8 de dezembro de 1988, o arcebispo metropolitano Dom Afonso Niehus instituiu na Igreja Matriz Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Angelina e em sua Gruta anexa, o Santuário Nossa Senhora de Angelina, onde as numerosas placas de agradecimento por graças alcançadas pelos peregrinos devotos da Mãe de Deus, comprovam a benevolência, o carinho e o amor da Mãe pelos seus diletos filhos.