A InstituiçãoNotícias › 08/04/2018

Dom Sevilha toca o coração das mulheres

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Frei Augusto Luiz Gabriel e Moacir Beggo

Vila Velha (ES) –  Desde que veio para Vitória como bispo auxiliar, o carmelita Dom Rubens Sevilha sempre presidiu a Missa de encerramento da Romaria das Mulheres da Festa da Penha. Nesses seis anos, bem ao seu estilo, descontraiu a multidão de mulheres, brincando, afagando e homenageando-as. Neste domingo da Misericórdia, 8 de abril, D. Rubens foi mais além e disse para as mulheres que eram santas, para alegria delas.

“Eu sempre começo a conversa com vocês dizendo que vocês são lindas. Hoje não vou dizer, não (as mulheres em coro respondem um ah decepcionadas), até porque vocês já sabem que são (palmas)”, disse.

“Hoje quero dizer que vocês são santas (um grande ah e aplausos). Você, mulher, esposa e mãe, você é santa! Não estou dizendo que você é perfeita porque nenhum ser humano é perfeito. Mas você é santa porque você carrega sua família nas costas! Você carrega os problemas na sua casa, você carrega a nossa Igreja, muitas que estão aqui e aquelas que estão nos acompanhando pelos meios de comunicação, vocês carregam a Igreja nas costas, lá nas comunidades sendo catequistas, coordenadoras etc. E mais: se a religião ainda existe, é porque você, mulher, transmite a fé de alguma forma na sua família”, explicou, falando da importância extrema da mulher na Igreja e na sociedade.

As mulheres que estavam no Campinho merecem esta homenagem. Todo ano, na Festa da Penha, fazem uma linda homenagem à Mãe de Deus. Neste domingo, depois da chuva andar rondando as celebrações do Oitavário, o sol voltou a brilhar forte em Vila Velha. Para o espetáculo de beleza, alegria e fé da Romaria das Mulheres, era o ingrediente que faltava. E não foi diferente. Cerca de 60 mil mulheres saíram às 16 horas do Santuário do Divino Espírito Santo e chegaram à Prainha, um parque no pé do Morro da Penha e local que recebe as grandes celebrações na reta final da Festa da Penha, por volta das 17h20, enquanto Frei Gustavo Medella e Frei Valdecir Schwambach fizeram o encerramento do Momento Devocional Franciscano e Mariano no Oitavário da Festa da Penha. No caminho até a Prainha, Frei Florival Mariano de Toledo fez a animação junto com a equipe da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário.

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Muitos balões, cores, flores coloriram as ruas de Vila Velha acompanhando o “Penhamóvel”. Ainda que o trajeto seja pequeno, a vibração e devoção das mulheres ditaram o ritmo até a emocionante chegada da imagem de Nossa Senhora na Prainha, para a Celebração Eucarística, onde não é diferente o espetáculo da multidão. Desta vez, Frei Gustavo Medella pediu para a multidão acender as lanternas dos celulares. O espetáculo ficou ainda mais bonito. Com certeza, a Mãe está muito feliz com as mães capixabas.

A Santa Missa só começou às 17h40, e Dom Sevilha e teve como concelebrantes sacerdotes da Arquidiocese, os frades do Convento da Penha e do Santuário do Divino Espírito Santo e da Província da Imaculada. Saudou os seminaristas, diáconos, leigos e leigas.

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Comentando o Evangelho do dia, lembrou que todos temos um pouco de Tomé. Dom Sevilha citou que hoje o Papa Francisco disse que Tomé, o ‘Dídimo’, ‘é verdadeiramente nosso irmão gêmeo’. “Nós também precisamos ‘ver a Deus’, ‘tocar com a mão'”.

“Que bonito Tomé cheio de dúvidas. Queria ver Jesus e tocá-lo. Jesus vai lá e diz: vem Tomé! Ele não quer ver mas tocar. E Jesus aparece com as chagas, com as feridas, dizendo: Toca Tomé nas feridas! Enquanto Tomé tocava nas feridas, Jesus tocava no coração de Tomé. Jesus tocava na ferida da alma de Tomé. Muitos que estão aqui têm a sua ferida na alma. Essas feridas que todos nós temos vão nos aproximar das chagas de Jesus. Não é um Jesus limpinho, mas com as chagas. Ele se aproxima com elas para curar as nossas”, refletiu.

Falando sobre o Dia da Misericórdia, Dom Sevilha disse que hoje é o dia do amor de Deus. “Não do nosso amor. Nosso amor é frágil, é limitado. Só Deus é capaz desse amor”, enfatizou.

“Deus nos ama com amor de mãe. A misericórdia de Deus é muito parecida com o amor de mãe: às vezes cobra o filho, ela é dura com o filho, é muito severa, mas o amor, a misericórdia, está lá fundo do coração. Só é exigente por fora. Ela jamais rejeita o filho, ela o acolhe”, ilustrou.

“Nunca se sinta rejeitado por Deus, aconteça o que acontecer. Seja qual for o seu pecado. Você que fez aborto e sente um remorso na sua alma, porque não deveria ter feito e fez, Jesus ama você, acolhe você com pecado e tudo. Ele não rejeita jamais nenhum de seus filhos e filhas. Volte para casa abraçado pelo amor de Deus. Jamais você será um jogado na vida. Você tem Jesus, você tem Mãe”, consolou.

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“E que você saia daqui hoje com o coração curado pela graça de Deus, pelo amor dele. Que essa misericórdia seja derramada sobre você e possa transformar a sua casa, o nosso mundo, tão necessitado da misericórdia de Deus”, pediu.

Dom Sevilha não se cansou de dar esperança e pedir confiança no Senhor: “Mesmo com tantos problemas no nosso mundo, tanta violência, tanta corrupção, nós sofremos, nós lutamos e vamos melhorar porque Ele está conosco, ele vive conosco!”.

Por último, deu atenção às mães que sofreram a perda de um filho. “Quem carrega uma ferida incurável na alma são as mães que já enterraram um filho. E pior ainda, a mãe que teve um filho assassinado. Que Nossa Senhora, que viveu isso na carne com seu filho assassinado, cure a ferida do seu coração. Que Nossa Senhora te ajude a enfrentar as lutas da vida e não desanimar!”.

Dom Sevilha foi homenageado pelo guardião do Convento, Frei Paulo Pereira, que lembrou que ele dedicou seus seis primeiros anos de ministério episcopal no Estado do Espírito Santo e agora vai assumir a Diocese de Bauru, consagrada ao Espírito Santo.

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Frei Paulo também chamou os frades à frente do altar e pediu que o povo, quando olhar o Convento, rezarem por mais vocações. Lembrou também os 60 anos do Hino a Nossa Senhora da Penha, que tem a música foi composta por Frei Alfredo Setaro e Pe. João Lírio Tagliarico. E destacou o verso: “Mais sacerdotes, oh Mãe, envia”.

Uma bela homenagem feita pelas crianças e jovens também marcou o encerramento desta Celebração Eucarística. A Festa da Penha termina neste dia 09 de abril, Dia da Padroeira do Espírito Santo. As missas começam na primeira hora da madrugada, à meia-noite, depois às 2, 6, 9 e 12 horas. A Missa solene de encerramento será na Prainha às 16 horas.

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28ª ROMARIA DE COLATINA

A Romaria da Diocese de Colatina chegou ao Campinho neste domingo, 8 de abril, para a Celebração da Eucaristia às 8 horas. Cerca de 20 ônibus trouxeram padres, seminaristas e devotos de todas as 31 paróquias da cidade do Norte do Estado, tendo à frente o bispo diocesano Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias. Como os ônibus não sobem o Morro da Penha, os romeiros fizeram o percurso em procissão, cantando e rezando.

Esta é a 28ª Romaria da Diocese de Colatina ao Convento da Penha. O Papa João Paulo II criou esta Diocese no dia 23 de abril de 1990, como parte da província eclesiástica do Estado do Espírito Santo. Antes, a região pertencia à Arquidiocese de Vitória.

Os frades da Província da Imaculada Conceição – Frei Gilson Kammer, Frei Pedro Viana e Frei José Raimundo – formam uma Fraternidade na Diocese de Colatina e participaram da Romaria.

Citando o Evangelho, Dom Wladimir disse que a Páscoa cristã é a celebração do início de uma nova humanidade que nasce do Cristo Ressuscitado. “Jesus nos envia da mesma forma como foi enviado pelo Pai. Isso quer dizer que a comunidade agora é enviada a continuar a obra redentora de Cristo”, destacou.

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MOTOS: PEDIDO DE PAZ NO TRÂNSITO

O Brasil é um dos cinco países com mais mortes no trânsito no mundo. A paz nas vias brasileiras foi o principal pedido durante a bênção dos motociclistas neste domingo, 8 de abril, na Prainha. Os motociclistas foram acolhidos por Frei Gílson Kammer, frade da Fraternidade Franciscana de Colatina, que participa da Festa da Penha, e Frei Pedro de Oliveira, frade que reside no Convento.

Com os motores desligados, Frei Pedro deu início à oração para pedir pela paz e proteção no trânsito. O frade lembrou que o trânsito pode ser comparado a uma guerra, fazendo com que milhares de vidas sejam ceifadas. Lembrou São Francisco de Assis para pedir que sejam “instrumentos de paz”. “Que Jesus esteja com vocês e que Nossa Senhora proteja a todos que precisam da moto para trabalhar, para o lazer e o transporte”, disse. Após a bênção, Frei Pedro e Frei Gílson aspergiram água benta sobre seus veículos, capacetes e objetos de devoção.

Os motociclistas, a grande maioria formada por homens, embora muitas mulheres e crianças participem, concentraram-se na Praça Costa Pereira no Centro de Vitória e chegaram às 10 horas na Prainha.

 

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