A InstituiçãoNotícias › 02/08/2018

Frades estudantes: tempo de reflexão, partilhas e estudos

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Agudos (SP) – O segundo semestre dos frades estudantes do tempo de Filosofia e Teologia começa fora dos bancos escolares. De hoje a domingo, eles estarão reunidos no Seminário Santo Antônio de Agudos (SP, foto acima) no Encontro dos Frades Estudantes da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Este encontro tem uma longa e bela história iniciada em 1994. Nesses dias, esses jovens professos temporários se conhecerão e se confraternizarão, promovendo maior integração entre as duas etapas. Mas também será um tempo de reflexão, partilhas e estudos.

Segundo Frei João Francisco, Secretário da Formação e Estudos, a cada triênio a Província vive a alegria de ver reunidos os jovens frades professos temporários para refletir acerca dos avanços e desafios da missão evangelizadora da Província. “Sobretudo, neste momento em que nos preparamos para o Capítulo Provincial, vislumbramos um novo horizonte de dedicação e comprometimento”, explica o frade.

“Este encontro é uma oportunidade para que os frades também participem deste processo de preparação para o Capítulo Provincial, uma vez que toda a Província, inclusive os leigos das Frentes de Evangelização, estão apresentando contribuições valiosas para momento importante na Província. Portanto, os frades estudantes não podem estar alheios a este processo”, acrescentou Frei João.

Para ele, o dinamismo e jovialidade dos frades, em consonância com o Plano de Evangelização da Província, reforçam e renovam a esperança no futuro.

Frei João Francisco fará a reflexão do retiro deste encontro tendo como base o tema do Capítulo Provincial, que acontecerá de 12 a 21 de novembro: “Minoridade Franciscana, lugar de encontro e comunhão”. O lema é “Sejam chamados irmãos menores” (RnB 6,3). Também se prevê uma partilha das casas de formação da Província e também dos frades que estão fazendo o Ano Missionário. O Definidor Frei Gustavo Medella, coordenador da Frente de Evangelização da Comunicação, conduzirá uma formação sobre o bom uso das mídias sociais. Também está prevista uma tarde missionária a ser realizada nas comunidades carentes em torno ao seminário. O Vigário Provincial, Frei César Kulkamp, presidirá a Missa de encerramento.

Segundo Frei Josemberg Cardozo Aranha, para este ano, em conversa mediada pelo Secretário da Formação e Estudos, optou-se por mudar o nome de Assembleia para Encontro dos Frades Estudantes. Assim, mantiveram-se os objetivos supracitados, diminuindo a carga jurídica e burocrática, acentuando a dimensão da convivência fraterna e troca de experiências entre os frades da formação inicial.

Frei Josemberg explica ainda que os coordenadores das duas etapas de formação se reuniram com o Secretário Frei João para preparar o encontro e criar o cronograma de atividades do mesmo. Este projeto recebeu a aprovação do Governo Provincial, que viu com bons olhos está nova dinâmica.

logoLOGOMARCA DO ENCONTRO

O autor da logomarca do Encontro é Frei Diego Martendal, frade professo temporário, que atualmente reside no Convento São Boaventura em Campo Largo (PR) e cursa o 1º ano de Filosofia.

Segundo ele, a logomarca foi criada com a intenção primeira de ser modesta e totalmente descritiva. Com traços incompletos, feitos a lápis, ela busca retratar um pouco do que é, ou pelo menos deveria ser, próprio de todo e qualquer frade menor: a simplicidade.

Com base no tema “Minoridade Franciscana, lugar de encontro e comunhão”, tenta descrever, de uma maneira jovial, a participação dos frades estudantes no cumprimento da missão deixada por São Francisco de Assis: ser de fato um irmão menor.

No centro da logo se tem a partilha do pão. O ato simbólico da comunhão. Um pobre dividindo, em partes iguais com um frade, um único pão. “Esse pão simboliza o próprio Cristo, que se dá a todos nós de maneira igual e sem preconceitos. Não somos melhores nem piores que um pobre por sermos frades. Somos iguais”, ressalta ele.

“Abraçando e ligando essa cena, temos outro frade e, em nossa linguagem juvenil, um “mano”, um jovem qualquer, sem distinção, que simboliza a importância de nossa proximidade com os jovens de nosso tempo. É o ato do encontro. Somos uma Igreja que muitas vezes deixa de lado estas pessoas por não querer se adaptar, se abrir. Nós, enquanto frades, temos de ser diferentes, mais acolhedores e fazer essa ponte com o Cristo que se manifesta nesses outros jovens”, enfatiza.

Para o autor, a Cruz de São Damião, ao fundo, está vazia, pois o Cristo se faz presente em todos. Não está preso por pregos. Ele transcendeu. Nós, enquanto jovens, também precisamos dessa disposição, dessa autenticidade. Deixarmos de lado as amarras para sermos livres e melhor servir.

Por último, o cordão: “Este é um símbolo forte para todos nós, pois representa a nossa fidelidade, o nosso compromisso e a nossa vontade de seguir a Cristo, como fez nosso Seráfico Pai”, afirma.

Equipe de Comunicação: Frei Augusto Luiz Gabriel, Frei Bruno Gonçalves Cezário, Frei Danilo Santos Oliveira, Frei Mário Sampaio Pelu, Frei Rodrigo José Silva e Frei Roger Strapazzon.