Vida CristãNotícias › 15/04/2018

Regina Caeli: ofender o corpo é ofender a Deus

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Cidade do Vaticano – A sacralidade do corpo e da alma foi o tema da alocução do Papa Francisco ao rezar com os fiéis na Praça São Pedro a oração mariana do Regina Caeli. No Evangelho do terceiro domingo de Páscoa, está a experiência do Ressuscitado feita pelos seus discípulos. “O episódio narrado pelo evangelista Lucas insiste muito no realismo da Ressurreição. De fato, não de trata de uma aparição da alma de Jesus, mas da sua real presença com o corpo ressuscitado”, disse o Pontífice.

Os Apóstolos ficam turbados com a presença de Jesus, a ponto de pensarem se tratar de um fantasma. Cristo decido comer o peixe assado para convencê-los de que é Ele. Para Francisco, a insistência de Jesus sobre a realidade da sua Ressurreição ilumina a perspectiva cristã sobre o corpo, que não é um obstáculo ou uma prisão da alma.

Ideia positiva do corpo
“O corpo foi criado por Deus e o homem não é completo se não for união de corpo e alma. Jesus, que venceu a morte e ressuscitou em corpo e alma, nos faz entender que devemos ter uma ideia positiva do nosso corpo”, explicou o Papa.

O corpo pode se tornar ocasião ou instrumento de pecado, mas o pecado não é provocado pelo corpo, mas pela fraqueza moral. “Toda ofensa ou ferida ou violência ao corpo do nosso próximo é uma ofensa a Deus criador! O meu pensamento vai, em especial, às crianças, às mulheres e aos idosos maltratados no corpo. Na carne dessas pessoas nós encontramos o corpo de Cristo”.

Jesus nos ensinou o amor, disse ainda Francisco, e que resgatar todos aqueles que experimentam no próprio as escravidões dos nossos tempos. O Papa então concluiu: “Num mundo onde demasiadas vezes prevalecem a prepotência contra os mais fracos e o materialismo que sufoca o espírito, o Evangelho de hoje nos chama a ser pessoas capazes de olhar em profundidade, repletas de estupor e de grande alegria por ter encontrado o Senhor ressuscitado”.

Transtornado

Assim o Papa Francisco se manifestou a respeito da situação na Síria e em outras partes do mundo. Ao final da oração mariana do Regina Caeli, o Papa Francisco fez seu enésimo apelo pela paz: “Estou profundamente transtornado com a atual situação mundial em que, não obstante os instrumentos à disposição da comunidade internacional, não se consegue concordar uma ação comum a favor da paz na Síria e em outras regiões do mundo. Enquanto rezo pela paz, e convido todas as pessoas de boa vontade a continuarem a fazer o mesmo, apelo novamente a todos os responsáveis políticos para que prevaleçam a justiça e a paz”.

RAINHA DO CÉU

Durante o tempo pascal, a Igreja Universal se une em alegria por meio da oração Rainha do Céu (Regina Cœli ou Regina Cæli), junto à Mãe de Deus, pela ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, acontecimento que marca o maior mistério da fé católica.

A oração da antífona do Regina Coeli foi estabelecida pelo Papa Bento XIV em 1742 e substitui durante o tempo pascal, da celebração da ressurreição até o dia de Pentecostes, a oração do Ângelus cuja meditação central é o mistério da Encarnação.

Assim como o Ângelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia: ao amanhecer, ao meio dia e ao entardecer como uma forma de consagrar o dia a Deus e à Virgem Maria.

Não se conhece o autor desta composição litúrgica que remonta ao século XII e era repetido pelos Frades Menores Franciscanos depois das completas na primeira metade do século seguinte popularizando-a e difundindo-a por todo mundo cristão.

A oração:
V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!

R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!

V. Ressuscitou como disse, Aleluia!

R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!

V. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, Aleluia!

R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!

Oremos:

Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. (Três vezes).