Notícias - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Frei João Baptista celebra Primeira Missa em Angola

11/12/2018

Notícias

Frei Evaristo Seque Joaquim

Viana (Angola) –  Uma semana depois da Primeira Missa de Frei Ermelindo Francisco Bambi, a sede paroquial Nossa Senhora de Fátima, em Viana, Angola, acolheu os fiéis de diferentes comunidades para a Primeira Missa de Frei João Baptista Chilumda Canjenjenga, neste domingo (9/12). A Celebração Eucarística teve início às 7 horas, tendo como concelebrantes o pároco Frei Valdemiro Wastchuck e Frei André Luiz Da Rocha Henriques, a quem Frei João Canjenjenga convidou para fazer a pregação, um costume na Província da Imaculada que é herdado pela Fundação Imaculada Mãe de Deus de Angola.

Na homilia, o pregador falou da figura do sacerdote e do grau de influência que ele exerce sobre o povo que o Senhor lhe confia. A obra do ministério presbiteral, que é de Deus, é o Senhor que a realizou. É o Senhor que iniciou essa boa obra e a levará a bom termo – dizia o pregador. Ele refletia sobre como o presbítero conduziria o sacerdócio segundo a vontade do Senhor.”Nenhuma preocupação terrena deveria ser obstáculo para ir ao encontro de Cristo. As preocupações terrenas podem se tornar, muitas vezes, um verdadeiro obstáculo para o exercicío do ministério sacerdotal, como também da vida cristã quando outras coisas parecem mais importantes do que a vontade do Senhor, que o amor a Jesus Cristo Nosso Senhor”, dizia o pregador, dirigindo-se a Frei João Canjenjenga.

“Os nossos irmãos foram revestidos com as vestes sacerdotais”, dizia Frei André, dirigindo-se ao povo. “A casula não é sinal de glória, mas da cruz do Senhor. Aquele que preside, traz em seus ombros o jugo suave de Cristo, a cruz do Senhor. A casula é utilizada apenas para o sacríficio eucarístico”, explicou.

Segundo Frei André, não é a ordenação que faz o padre, mas o que faz o padre é cuidar dos filhos (fiéis) que o Senhor lhes dá. “No rosto destes estão os rostos de tantos outros que encontrarás ao longo do seu ministério e esses são os filhos que o Senhor lhes confia. Esta é a paternidade espiritual. O Pai único e verdadeiro é o Pai que está no Céu, pois o Senhor mesmo diz: ‘A ninguém na terra chameis de pai neste mundo porque um só é o vosso Pai que está no céu’. O sacerdote evocava São Paulo, que dizia que toda a paternidade, no céu e na terra, procede do único Pai. Não somos donos dos nossos filhos. Quando o filho cresce nós o criamos não para nós, mas o criamos para o mundo, o criamos para Deus. Quantas vezes os pais querem escolher a vocação dos seus filhos, esquecendo-se de que é o Senhor que os chama. És convidado a recordar que o padre não é o dono do povo a ele confiado, mas deve sempre lembrar, assim como João Batista, que ele é uma voz, um instrumento”, frisou o pregador.

“O sacerote deve sempre apontar para Jesus, o esposo da Igreja. Jesus é o verdadeiro Senhor e, nós, seus servos. É preciso recordar, assim como João Batista, que devemos ser voz e deixar que Cristo seja a Palavra. Esvaziar-se de si para que Cristo apareça. João Batista aparece como aquele que vem preparar o caminho do Senhor”, disse.

No final da celebração, Frei João Baptista Canjenjenga agradeceu aos paroquianos pelas orações e apoio que tem recebido e pediu que o ajudassem a ser bom sacerdote.

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