Conheça o trabalho da Casa Franciscana do Rio de Janeiro
26/03/2026

Com pouco mais de cinco anos de funcionamento, a Casa Franciscana do Rio de Janeiro já se destaca com uma ação de solidariedade de impacto e resultados concretos. Todos os dias da semana, a partir das 8h da manhã, são oferecidas cerca de quatrocentas refeições, além de atividades como rodas de conversa sobre saúde, política, segurança alimentar e oficinas de música, capoeira, espiritualidade, alongamento, reciclagem e customização de roupas.
Coordenadora do local, a assistente social Thaysa Nascimento, explica: “Em junho de 2020, começamos nossa ação no Convento de Santo Antônio, depois passamos para o estacionamento da Catedral Metropolitana e em 2023 conseguimos nossa sede própria. Há três anos estamos na rua Visconde da Gávea, na região da Central do Brasil, voltada especificamente para ações de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para adultos.”
A Casa também oferece serviços de banho, corte de cabelo e barba e lavagem de roupas. Todo o trabalho é acompanhado por uma equipe técnica de cerca de vinte profissionais, entre educadores, assistentes sociais, psicólogos e oficineiros culturais.

Apesar dos resultados positivos, a instituição busca aumentar o número de voluntários e doadores físicos e jurídicos. “Em breve, vamos abrir inscrições para voluntários na plataforma Atados. Precisamos principalmente de pessoas que nos auxiliem a servir as refeições, a separar as doações e a orientar a circulação dos participantes. A única condição exigida é que tenha mais de 18 anos e possa doar até dez horas semanais de dedicação à Casa Franciscana”, explica Thaysa.
A coordenadora também aproveita para dizer que doações, tanto de pessoas físicas quanto de empresas, são muito bem-vindas: “Podem nos procurar e orientaremos todo o processo correto para receber a ajuda possível. Nesse momento, estamos precisando bastante de roupas e calçados masculinos”. Também são aceitas doações em dinheiro, que podem ser feitas diretamente na página do Sefras.
Com longa experiência no trabalho com populações vulneráveis, Thaysa explica o desafio diário do acolhimento feito pela Casa Franciscana: “O desafio é fazer com que os participantes se compreendam como sujeitos de direitos. A comida não é só para se manter vivo; o banho não é só para se manter vivo. É preciso que voltem a compreender o sentido de humanidade, algo que a rua acaba retirando. É como recuperar a memória de ser gente plenamente”.
Perfil atendido
Os dados de atendimento entre janeiro e novembro de 2025 revelam um público majoritariamente masculino (56,9%), mas com presença significativa de mulheres cis (15,1%) e mulheres trans (7,1%), além de pessoas LGBTQIAPN+, evidenciando a diversidade de identidades entre os participantes.
O levantamento mostra também um público caracterizado pela vulnerabilidade econômica (todos os participantes com registro informado declararam renda de até ¼ de salário mínimo), pela dependência de programas sociais (84,77% são beneficiários do Programa Bolsa Família, e 13,58% recebem o Benefício de Prestação Continuada) e pela concentração geográfica no Centro do Rio de Janeiro (98,4% são oriundos dessa região).
No que se refere às deficiências, predominam casos de deficiência física, representando 56,67% do total, seguidos pela deficiência visual (23,33%), deficiência psicossocial (6,67%), transtorno neurológico (6,67%), deficiência auditiva (3,33%) e Transtorno do Espectro Autista (3,33%).
De acordo com o levantamento, 82,21% dos participantes se declaram solteiros, 8,17% casados, 6,49% divorciados, 1,44% viúvos e 1,44% separados. Apenas 0,24% afirmam estar em união estável.

Confira o artigo original no site do Sefras
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