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“A dignidade humana é dom de Deus, não depende de capacidades ou riquezas”

10/09/2026

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A dignidade humana é dom de Deus, não depende de capacidades ou riquezas

O Papa Leão XIV dedicou a Audiência Geral da última quarta-feira (9) à dignidade da pessoa humana, dando continuidade ao ciclo de reflexões sobre a Constituição Pastoral Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II. Na Praça São Pedro, o Pontífice destacou que a dignidade não depende das capacidades, riquezas ou funções de uma pessoa, mas tem sua origem no amor de Deus. As informações são do Vatican News.

Ao retomar o primeiro capítulo da Gaudium et spes, Leão XIV afirmou que o reconhecimento da dignidade e dos direitos fundamentais da pessoa representa uma importante conquista da humanidade, mas ainda precisa ser continuamente promovido e protegido diante de situações que a desfiguram.

O Papa explicou que, segundo a fé cristã, a dignidade humana está fundamentada no fato de cada pessoa ser criada à imagem de Deus e chamada à comunhão com Ele, com os outros e com toda a criação. Citando sua encíclica Magnifica humanitas, afirmou que essa dignidade “não depende das capacidades que possui, das riquezas ou da função que desempenha”, mas é um dom recebido de Deus e expressão de seu amor.

Nesse sentido, Leão XIV ressaltou que a pessoa humana é essencialmente relacional. “Ser pessoa significa perceber-se como um dom a partilhar, crescendo e amadurecendo na acolhida, na reciprocidade e no serviço”, afirmou. Para o Pontífice, essa compreensão impede uma visão autorreferencial da existência e chama cada pessoa à solidariedade e ao cuidado mútuo.

A catequese também abordou as situações que, ao longo da história, desfiguram a dignidade humana. Segundo Leão XIV, Cristo veio para libertar e renovar a pessoa, oferecendo luz diante das experiências do pecado, da dor e da morte.

O Papa chamou atenção ainda para a necessidade de compreender a pessoa em sua integralidade. Retomando a Gaudium et spes, afirmou que o ser humano é um “ser uno, composto de corpo e alma” e advertiu que reduzir o corpo a um objeto disponível arbitrariamente representa uma negação da dignidade da pessoa.

Ao concluir, Leão XIV recordou que, em Cristo, cada ser humano recebe uma dignidade única e permanente: “Comprometamo-nos a promovê-la e defendê-la sempre, com a luz e a força do Evangelho”.

*acesse o conteúdo original do Vatican News


Guilherme Coutinho (com informações do Vatican News)