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Como “Forasteiros e Peregrinos”: a avaliação de uma caminhada

14/10/2026

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Como “Forasteiros e Peregrinos”: a avaliação de uma caminhada

No dia 10 de outubro, os frades que estão concluindo o curso de Teologia, Frei Franklin Matheus da Costa e Frei Gabriel Nogueira Alves, da Província da Imaculada Conceição do Brasil, e Frei Alberto Sambei, Frei Pedro Vitangui e Frei Silvério Cajonde, da Custódia Imaculada Mãe de Deus de Angola, acompanhados do Ministro Provincial, Frei Paulo Roberto Pereira, e do Definidor Provincial, Frei Gilberto da Silva, avaliaram o percurso formativo vivido ao longo desses anos.

Os confrades foram acolhidos pelo guardião da Fraternidade São Francisco de Assis, em Duque de Caxias, Frei Ivo Müller. Em seguida, participaram de um almoço em clima de descontração, apesar do calor intenso. A avaliação não se limitou a um resgate histórico das atividades realizadas nos últimos anos, abordando também dimensões humana, intelectual e pastoral.

A avaliação permite reconhecer os frutos da caminhada e seus desafios, além de apontar caminhos para o futuro. Todo processo avaliativo traz um pouco de nostalgia, acompanhado de um sentimento de gratidão pelas pessoas e pelos acontecimentos que, de alguma forma, fizeram parte dessa trajetória, contribuíram para o amadurecimento do discernimento vocacional e ajudaram a fortalecer o “sim” para continuar se lançando no campo da vida.

O discernimento nunca termina, como se costuma dizer: “vai do SAV ao céu”. Ao longo da formação inicial e permanente, não faltaram nem faltarão instrumentos que auxiliem nesse processo de avaliação. Na vida franciscana, não se caminha sozinho: os irmãos, individualmente e em comunidade, são referências em uma caminhada comum (Test. 14).

De maneira geral, os estudos e as formações também foram apontados como pilares que ajudam a avaliar se o caminho percorrido é autêntico e está de acordo com o carisma do Pobrezinho de Assis, tanto em terras brasileiras quanto angolanas. Entretanto, é necessário voltar o olhar para o presente, para as realidades do mundo que nos atravessam, e traduzir nossa linguagem para que seja cada vez mais provocadora e fonte de vida e transformação, ou seja, sinal do Reino.

Como “forasteiros e peregrinos” (Test. 24) por profissão, os confrades aguardam com expectativa e confiança a primeira transferência após o período de estudos em Teologia. Durante a avaliação, puderam também indicar as realidades e atividades para as quais se sentem mais inclinados, mantendo-se abertos às novidades que estão por vir.


Frei Gabriel Nogueira, OFM