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Frei Danilo enumera as lepras que enfrentamos hoje

27/06/2026

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Frei Danilo enumera as lepras que enfrentamos hoje

A Novena em preparação para a Festa de São Pedro Apóstolo, em Pato Branco, chegou nesta sexta-feira (26) ao sétimo dia. Na Celebração Eucarística, às 19h30, Frei Danilo Santos, Vigário Paroquial da Paróquia São Luiz Gonzaga de Xaxim, em Santa Catarina, falou sobre o tema: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar” (Mt 8,2).

Antes, Frei Danilo fez a saudação ao diácono, aos frades da Fraternidade e agradeceu ao pároco Frei Evandro Balestrin e ao guardião Frei Augusto Luiz Gabriel, pelo convite de celebrar esta Novena do Padroeiro São Pedro. “Então, com muita alegria, estamos aqui nos preparando para essa grande festividade. Saúdo também aqueles que nos acompanham pelas redes sociais da Paróquia, que rezam conosco e que estão também nos acompanhando pela TV Celinauta. Coloque aí também sua intenção”, pediu.

Segundo o frade, estamos vivenciando a 12ª Semana do Tempo Comum da Igreja. E o contexto da liturgia desse período é Cristo que está no meio do povo. É o Cristo que sente a dor e a necessidade do povo e, com sua misericórdia e compaixão, faz todo tipo de cura e orienta para melhor viver.

“Hoje, iniciamos o Evangelho do capítulo 8º de São Mateus, que é o evangelista que nos acompanha neste ano litúrgico. Do capítulo 5 ao 7, Jesus estava na montanha, onde no Sermão fez as orientações aos discípulos para bem viver o Evangelho neste mundo. Agora, nesse capítulo 8º, ele desce da montanha para a planície. O que isso quer dizer? Jesus não está acima de nós. Ele desce para caminhar com o seu povo. Então, caminhando com seu povo, de repente se depara com uma pessoa que se denomina leprosa, que vem pedir a cura de Jesus. E aí começa uma série de curas que nós vamos ver nesse capítulo oitavo. São dez curas que Jesus realiza nesse capítulo. E a cura do leproso que nós ouvimos hoje é a primeira. Ele ouve esse leproso que pede a ele: ‘Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar'”, explicou.

“A lepra, antigamente, era coisa abominável. Não era simplesmente uma dor física, de uma ferida física, que hoje conhecemos como hanseníase. Quem sofria, portanto, de lepra era a pessoa que havia cometido algum erro na vida. Ou ela ou a sua família. Então, além dela sofrer, ter dor, ela sofria também da exclusão”, situou o frade.

Segundo ele, quem sofria da lepra não fazia parte do templo, não fazia parte do contexto religioso. Era uma pessoa excluída, tirada do meio da sociedade e levada para bem longe. E pessoa assim, então, morria na sua falta de dignidade. Com esse gesto, Jesus olha a pessoa como filha e filho de Deus. Ele não vai ver as suas carências, os seus pecados. Então, logo ele diz ‘eu quero’ e fica curado. E detalhe interessante: o leproso fala ‘se queres Senhor’; ele não obriga, ele não fala ‘Senhor me cura’, ele fala ‘se o Senhor quiser’. Ele já reconhecia esse poder de Jesus de curar, ele já reconhecia Jesus como filho de Deus, portanto Ele já estava professando a sua fé, como Pedro professou a sua fé. Jesus nos ensina o quê? Ensina que para alcançarmos as nossas curas é preciso irmos ao encontro de Jesus. Não fiquemos esperando no nosso comodismo. Ele pede que nós também nos movimentemos, para que nós façamos também a nossa parte. Jesus age, mas Ele espera também a nossa contribuição”, acrescentou.

“E Jesus pede: vá ao sacerdote e diga que você foi curado. Ele tinha que dizer que de fato ele foi curado para que pudesse circular e ter o direito de ir e vir. Jesus olha a pessoa, sente compaixão e toca. Um outro gesto proibido naquela época era tocar o leproso, porque ele também seria contaminado. Mas Jesus não ligava para isso e toca no leproso para ele ser curado. Jesus acolhe inteiramente a pessoa. E a pessoa não tem medo, portanto, de se aproximar de Jesus”, enfatizou.

“Jesus não curou apenas a exterioridade da pessoa, Jesus curou o seu interior. Para que seja testemunhada no seu dia a dia, seja transformada, seja um outro Cristo aonde ela estivesse inserida. Então, a liturgia de hoje vem nos mostrar quais são as lepras que enfrentamos hoje. Cada um de nós temos as nossas enfermidades. A lepra da arrogância, a lepra da prepotência, a lepra da exclusão, a lepra de julgar uns aos outros. Essas são as lepras que indiretamente estão conosco e a gente não se dá conta. E ainda, às vezes, a lepra do querer ser maior que o outro, a lepra de querer se sentir melhor que o outro, a lepra do julgamento, a lepra de se dar bem nas costas do outro, a lepra de muitas vezes disseminar ódio, a lepra de causar separação nas pessoas. É o que a gente vê hoje diariamente no nosso dia a dia”, questionou.

“E como que está a nossa vida também em família? Como que está a lepra que, às vezes, temos em nossa realidade familiar? A falta de diálogo, a falta de amor, a falta de compreensão, a falta de escuta um ao outro, a falta de morrer o casal para as suas vontades e acolher a vontade do outro, a falta de superar juntos as crises, as dificuldades. Essas são as lepras que nós enfrentamos no nosso dia. É ruim. É asqueroso, muitas vezes, a gente ouvir essa palavra lepra, não é? Mas ali, o homem leproso não diz o seu nome. O leproso pode ser cada um de nós e é cada um de nós”, provocou.

“Então, o Evangelho de hoje vem nos trazer essa reflexão e, a partir disso, abrir o nosso coração e nos transformar inteiramente para que voltemos a ter a dignidade junto de Deus e com os nossos irmãos e irmãs. Igreja é para acolher. Cristão é para amar. Cristão é para ter compaixão e é isso que nós acolhemos no nosso batismo e aprendemos no dia de hoje e com a vida do nosso Padroeiro São Pedro. Que Deus nos abençoe, nos ilumine e nos proteja, hoje e sempre”, finalizou, fazendo uma oração:

Oração a São Pedro

Ó glorioso São Pedro, apóstolo fiel e testemunha das maravilhas de Jesus, vós que vistes o Senhor acolher e curar o leproso com amor e compaixão, intercedei por nós junto a Cristo.

Ensinai-nos a ter a mesma fé daquele homem que se aproximou de Jesus e disse: “Senhor, se queres, podes curar-me.”

Quando estivermos feridos no corpo, na alma ou no coração, ajudai-nos a confiar na misericórdia de Deus. Que também nós escutemos a voz de Jesus que nos diz: “Eu quero, fica curado!”

São Pedro, rocha da Igreja, fortalecei nossa fé, para que nunca nos afastemos de Cristo, mas nos aproximemos d’Ele com humildade e esperança.

Intercedei pelos doentes, pelos que sofrem a exclusão, pelos que carregam o peso da enfermidade e por todos os que necessitam da cura e do consolo do Senhor.

Por vossa poderosa intercessão, alcançai-nos a graça de sermos purificados do pecado e renovados pelo amor de Deus, para que nossa vida se torne testemunho da misericórdia de Jesus. 

São Pedro Apóstolos, rogai por nós! Amém.

Aspirantes à vida religiosa

Os aspirantes à vida religiosa franciscana na Província Franciscana da Imaculada Conceição iniciam sua caminhada nas Fraternidades de Acolhimento Vocacional (FAVs). Neste ano, num primeiro momento no Seminário Frei Galvão, ficaram por dois meses, e depois continuaram a experiência de convivência e vida fraterna nas Fraternidades escolhidas para acompanhar esses jovens. Igor Eduardo da Silva Francisco e Marcelo Borges Seisl fazem esse acompanhamento na Fraternidade de Xaxim, tendo como orientador Frei Danilo Santos.

Neste sábado, Frei Felipe Carretta vem de Nilópolis, no Rio de Janeiro, trazendo a reflexão sobre o tema: “Vai! E seja feito como tu creste” (Mt 8,13).  Neste dia (27/6), a Adoração ao Santíssimo começa às 18h30 e a Santa Missa, às 19h30.

Até o dia 29 de junho, o Pavilhão São Pedro oferecerá doces, bolos, pastéis, quentão, bingo, no sábado: 16h às 19h e 19h30 às 22h; domingo: 16h às 19h e 19h30 às 22h, churrasco no dia 29 de junho a partir das 11h30; leitão assado dia 27 de junho, a partir das 11h. Apenas retirada na churrasqueira. Se sobrar, haverá vendas nos dias seguintes 28, 29. Neste sábado, domingo e segunda, Pavilhão São Pedro funciona a partir das 10h até 22h.


Pascom da Paróquia