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Frei Marx: Seguir Jesus não é da boca para fora

26/06/2026

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Frei Marx: Seguir Jesus não é da boca para fora

O coordenador da Fraternidade Franciscana Dom Paulo Evaristo Arns e pároco da Paróquia Santa Cruz, no Jardim Cecy, zona Norte de São Paulo, Frei Marx Rodrigues dos Reis, pregou neste sexto dia (25/6) da Novena em honra a São Pedro Apóstolo, na Celebração Eucarística, às 19h30, sobre o tema: “Quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha” (Mt 7,24). Ele foi acolhido pelo pároco Evandro Balestrin, assim como os frades da Fraternidade, Frei Walter de Carvalho Júnior e Frei Felipe Carretta, o pregador da Novena deste sábado.  

Por sua vez, Frei Marx expressou sua alegria por estar com os seus confrades. “Tinha gente que não via há dois anos, não é Walter? Como é bom estarmos juntos, celebrando com pessoas que a gente tem carinho, afeto. E nesse sentido também, Pato Branco, como é bom voltar a esse lugar e sentir o afeto de vocês, o carinho não só pelos frades, mas pelo projeto de Deus. É por isso que hoje nós rezamos com o coração em festa essa Novena em honra ao Padroeiro, em honra a Deus”, saudou.

Ele também elogiou o coral das crianças do Colégio Vicentino das irmãs Vicentinas: “Que maravilha essas crianças cantando bem, parabéns”, disse. 

Na homilia, Frei Marx apresentou o primeiro ponto: Jesus é um mestre. “Quando a gente olha para Jesus e vê Ele confrontando os mestres da lei, chamando-os de hipócritas e tudo mais, às vezes passa o entendimento de que Ele não se colocava nesse lugar de mestre. Mas não é isso. Jesus condenava os discursos vazios ou a religião vazia que, por vezes, condenava os outros, de tal modo que a vida ficava insustentável. E Jesus vai falar do jugo ser leve, vai explicar tantas outras formas de seguir a Deus e, ao olhar para isso, a gente começa entender por que os mestres na época de Jesus tinham os seus discursos daquilo que deveria ser feito e daquilo que não deveria ser feito. Esse evangelho começa justamente desse modo, colocar o nome dele em vão ou então utilizar a figura de Jesus da boca pra fora. Eu sou cristão, eu sou assim, eu sou assado. Será que, de fato, nós somos? Ou nós simplesmente dizemos? Será que a nossa palavra, a nossa vida tem densidade? Será que a gente vive isso profundamente? Mas dizer que Jesus é o nosso Senhor, dizer que nós somos seus seguidores, significa o que então? O que significa dizer que nós somos cristãos verdadeiramente? A gente, às vezes, tem uma ideia de Jesus um pouco distante do que de fato Ele foi”, observou o celebrante.

Segundo o frade, Jesus não era uma ideia, não era algo de abstrato. “Ele é Deus, Ele é uma pessoa. E isso para a gente é tão distante de pensar, porque, por exemplo, o repórter me entrevistando, antes de começar a celebração, brincou comigo: ‘Frei, a gente vai à missa e pode ir depois para a festas? Cabe lá?’ Claro que cabe. Por que cabe? Porque não estamos fazendo uma festa qualquer. Nós estamos vivendo como seres humanos e festejamos, sorrimos, nos unimos e construímos uma vida. Jesus foi assim, ele não foi só uma ideia. Ele foi uma pessoa, e essa pessoa concretamente apresentou uma forma de ser coerente com o que ele é: Jesus enquanto pessoa é uma palavra encarnada. É tocável, é possível se aproximar. Entender Jesus como pessoa é entender Ele próximo de nós. O amor foi possível aos nossos olhos. O amor foi possível ao nosso lado. Partindo o pão, indo ao encontro, perdoando, amando, entrando nas casas. Tudo isso concretamente não foi uma ideia, ele viveu isso. E porque ele viveu, também podemos viver. Nesse caso, essa forma de vida de Jesus não é da boca para fora, é vida na nossa vida, é carne junto de nós”, enfatizou. 

 O segundo ponto, explicou o frade, é justamente a ideia de edificar a casa. A casa sobre a rocha também é pensada em outros textos, como Jesus, a pedra angular, a grande pedra. E depois aqui, celebrando São Pedro, Ele também foi chamado de pedra da nossa Igreja. ‘Tu és Pedro, a pedra, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja’. Mas a pedra não está na figura de Pedro, mas na fé de Pedro. Quando Jesus interroga Pedro naquele outro evangelho, ele pergunta: ‘Quem o povo diz que o Filho do Homem é?’ Cada um vai dizendo alguma coisa. Em seguida, Jesus perguntou: ‘E vocês, quem pensam que eu sou?’. Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’. E a partir dessa proclamação de fé, Jesus fala: ‘Por isso eu te digo que tu és Pedro, pedra, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja’. Assim, se edifica a igreja do Senhor”, explicou.

“E a edificação nessa pedra, nesse alicerce, é gastar a vida. Não se edifica uma casa da noite para o dia, não é verdade? Primeiro se planeja, depois de planejar, faz o fundamento, depois você constrói ali os primeiros pedaços do alicerce, depois vai levantando a casa até terminar ela. A edificação não é da noite para o dia, mas é uma vida entregue”, acrescentou. 

Para ele, a nossa casa, nesse fundamento, é olhar essa pessoa de Cristo, não da boca para fora, mas ir gastando a sua vida de tempo em tempo, até que se construa em nós uma obra que é de Deus. “Isso é edificar a casa. E, por fim, gostaria de levar em consideração que uma vez edificada essa casa, há de se pensar o que falta ainda nessa casa. Porque todo mundo constrói a casa, mas tem que passar um reboco, tem que pintar de uma cor e tem que fazer o acabamento. Tem que fazer as coisas ficarem bonitas, vistosas e isso requer gastar tempo. E mesmo depois de bonita, tem que varrer no canto da parede, senão pega teia de aranha, cuidar porque o vento pode arrancar o canto do telhado, não é assim? Requer tempo e edificação. E para isso cada um de nós entende que seguir Jesus não é da boca para fora. O que em mim ainda não está construído e edificado?  Qual é a janela que falta? Qual é a porta que falta? Qual é a belezura que te faz sorrir de novo? O que falta em você ainda hoje para ver que essa casa está completa?”, questionou. E completou: “Partilha entre os seus, porque o reino de Deus já nos foi dado. Só nos falta edificar a nossa vida nesse reino que se encarnou”.

No sétimo dia (26/6), Frei Danilo Santos, Vigário Paroquial da Paróquia São Luiz Gonzaga de Xaxim, em Santa Catarina, vai falar sobre uma profissão de fé: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar” (Mt 8,2). A frase de motivação para este dia: Converter-se é permitir que Cristo cure nossas feridas mais profundas.

Até o dia 29 de junho, o Pavilhão São Pedro oferecerá doces, bolos, pastéis, quentão, bingo de seg. a sex.: 19h às 22h, sábado: 16h às 19h e 19h30 às 22h; domingo: 16h às 19h e 19h30 às 22h, churrasco no dia 29 de junho a partir das 11h30; leitão assado dia 27 de junho, a partir das 11h. Apenas retirada na churrasqueira. Se sobrar, haverá vendas nos dias seguintes 28, 29. Nos dias de semana, o Pavilhão São Pedro funciona a partir das 14h até 22h; e final de semana, a partir das 10h até 22h.


Pascom da Paróquia