Carisma - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

OFS

A vida precisa ser viçosa!

 

FREI ALMIR GUIMARÃES

Com a sua novidade, Cristo pode sempre renovar a nossa vida e a nossa comunidade, e a proposta cristã, ainda que atravesse períodos obscuros e fraquezas eclesiais, nunca envelhece. Jesus Cristo pode romper também os esquemas enfadonhos em que pretendemos aprisioná-lo, e surpreendê-nos com sua constante criatividade divina.
Papa Francisco, A Alegria do Evangelho, n. 11

1. Podem ser chamados a fazer parte das Fraternidades franciscanas seculares os que não andam satisfeitos com uma prática religiosa mecânica e sem alma. Não querem fracassar na vida. São pessoas que se sentem chamadas, vocacionadas. O Cristo ressuscitado andou chamando-as e convocando-as. Experimentam vontade de responder ao apelo: “Vem e segue-me”. Os melhores candidatos à vida franciscana secular não são aqueles que já estão engajados e compromissados com mil e uma pastorais e serviços, e que, por força das circunstancias vão se exaurindo num ativismo desgaste e mortal, mas o que estão num estado e busca das estrelas. Os melhores candidatos são aqueles que têm senso crítico diante de certas posturas de pessoas ou de grupos, de comunidades alienadas, preocupadas com os sucesso exterior, de cunho devocional, com uma dimensão caritativa assistencialista, ou pessoas cultivadoras de intensas emoções religiosas.

2. Podem ser chamados a ingressar na Igreja em saída do Papa Francisco os que foram e continuam sendo tocados pelo Sermão da Montanha: os que precisam ou desejam ser sal da terra, fermento na massa e luz do mundo, os que, quando solicitados, não dão apenas o manto mas também a túnica, que não andam atrás de cargos ou posições de honra, os que gostam de rezar no quarto e se perfumam quando jejuam. Os que andam atrás de um vida transparente. Os franciscanos seculares, como já fizera Francisco, fazem do Evangelho o ar para respirar.

3. São aptos para fazer a caminhada espiritual na Ordem Franciscana Secular os que desejam se desvencilhar de determinadas amarras: ansiedade por dinheiro, sempre mais dinheiro, sempre mais bens; aqueles que tomam distância crítica da sociedade da rentabilidade, da competição, do lucro, do salve-se-quem-puder; de um mundo que usa as pessoas como se fossem coisas. Não estão de acordo com o individualismo empobrecedor e adoção da filosofia da provisório. Os franciscanos seculares são pessoas que questionam uma sociedade que não tem senso crítico e que fabrica robôs, seres humanos em série.

4. Os cristãos (e os franciscanos seculares) têm consciência de uma vocação que não querem malbaratar. Sabem que esta se cultiva, se reorienta, se revê. Por isso são féis às coisas mais simples: constantes revisões de vida, cultivo de delicadeza de consciência, olhar o mundo com critérios evangélicos e ter sempre uma pergunta nos lábios: “Senhor, o que queres de mim? O que queres de nossa Fraternidade?

5. Normalmente falando, os franciscanos seculares em fraternidades e onde quer que estejam serão pessoas fraternas: gostam de gente, são respeitosos com as diferenças, organizam a paz, constroem entendimento quando tudo parece tecido de desavença, corrigem porque querem que o irmão atinja sua plena realização de ser humano e de santo, servem e lavam os pés do outros, evitam posturas de revanchismo, vingança e retaliação. Gostam de chamar os outros de irmão e de irmã.

Para refletir

Assim escreve Jean Sulivan: “Não nos devemos admirar que na Quinta-feira Santa, antes da comunhão, Jesus lave os pés de seus discípulos. E diz: Os reis das nações dominam sobre elas e dá-se-lhes o nome de grandes benfeitores. Não será pois assim entre vós. Aquele que quiser tornar-se grande entre vós, será vosso benfeitor, e o que quiser tornar-se primeiro, será escravo de todos. Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir. O discípulo não está acima do mestre. Não tenho culpa, é o Evangelho. Temos que medir por ele a caricatura do cristianismo vivido. O Evangelho nos convida a todos. Não condena a ninguém. A comunhão real supõe este paradoxo vivido: o chefe que desce do pedestal e lava os pés daqueles que ele dirige, não nos dias de cerimônia, mas na realidade cotidiana. É o inverso da sabedoria ordinária. Se aquele que manda não se humilha, o que é mandado é humilhado. Não se trata para o chefe cristão de manter no infantilismo, mas sim de promover adultos e irmãos.

Jean Sulivan, “Provocação ou a fraqueza de Deus”, Ed. Herder, São Paulo, p. 16-17

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