Notícias - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Como Santo Antônio fez a multiplicação dos pães dos pobres

01/06/2018

Notícias

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Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – O dia 1º de junho já era esperado pelos paroquianos e amigos da Paróquia, Convento e Santuário São Francisco em São Paulo (SP). Esta data marca o início das celebrações da Trezena e a Festa de Santo Antônio, santo franciscano mais venerado no mundo inteiro.Também, na primeira sexta-feira do mês, a Igreja recorda a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. O pároco e reitor do Santuário, Frei Alvaci Mendes da Luz, foi o presidente da Celebração Eucarística das 15 horas e o pregador do dia. Segundo ele, o Santuário é dedicado a São Francisco, mas o santo que faz a maior festa é Santo Antônio.

No Brasil ele é o “santo casamenteiro”. Mas Santo Antônio se tornou conhecido no mundo inteiro por um outro motivo: o dom da palavra. Estudioso e sempre em busca de conhecimento, com o passar do tempo acabou por desenvolver uma grande habilidade de pregar o Evangelho de Jesus Cristo e, por esse motivo, foi proclamado “Doutor da Igreja”. E, neste ano, o tema central que norteará durante os treze dias as reflexões no Santuário é “Santo Antônio e o pão dos pobres”. Além de Frei Alvaci, Frei Mário Tagliari, Frei Gustavo Medella e Frei Diego Melo também serão os pregadores dos próximos dias da Trezena.

1º DIA: PÃO DA UNIÃO QUE GERA A PARTILHA

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O tema pão dos pobres, explicou o celebrante,  é uma devoção antiga a Santo Antônio e por isso os 13 dias ganharam subtemas: pão da fraternidade, pão da partilha, da união, da solidariedade, da verdade, da fé, da vocação… “Pão que vai muito além da farinha de trigo ou do dinheiro que colocamos no altar de Santo Antônio para comprar o pão dos pobres”, explicou o celebrante. O tema escolhido para o primeiro dia foi o “Pão da União”: “É só com união que é possível existir partilha. É só com união que é possível nos vermos no irmão. É só com união que o pão é multiplicado”, repetiu o celebrante.

“Dizem que Frei Antônio gostava de ajudar o máximo de pobres e pessoas que batiam à porta do convento. E, certa vez, ele doou todos os pães do convento, inclusive os que os frades iriam comer naquele dia. O frei que cuidava da padaria ficou preocupado e perguntou para Frei Antônio o que eles iriam comer, e Frei Antônio disse para o frade dar novamente uma olhadinha nas cestas de pães da cozinha. Milagrosamente, as cestas estavam cheias de pães que serviram para alimentar os frades e os pobres. Este, o pão dos pobres, é um dos primeiros milagres atribuídos a Santo Antônio”, contou Frei Alvaci.

SANTO ANTÔNIO E OS FRUTOS PARA O REINO DE DEUS

Para Frei Alvaci, o Evangelho do dia, coincidentemente com o tema da Trezena, apresenta um Jesus que tinha fome. “Por que será que o evangelista São Marcos escreveu que naquela manhã Jesus estava com fome? Chegando em Betânia, Ele viu de longe uma figueira cheia de folhas e, ao se aproximar, viu que ela não tinha produzido nada e foi embora. Talvez lembrando daqueles egoístas lá do templo que eram cheios de folhas mas não produziam nada. O Evangelho continua e nos dá uma lição bonita: se vocês tiverem fé, tudo aquilo que vocês pedirem acontecerá. Nós somos esta figueira plantada à beira do caminho no qual Jesus​ passa constantemente querendo colher algum fruto, querendo saciar sua fome de um Reino que precisa acontecer aqui. A fome de Jesus não é física, é fome de que todos os homens e mulheres sejam enxergados por quem acredita Nele. É fome de um Reino de Deus que não aconteceu há 2000 mil anos porque tem muita figueira plantada no meio do caminho, cheia de folhas, mas que não produz nada. Nós, às vezes, somos cheios de folhas, bonitos por fora,  mas não produzimos um figo sequer”, enfatizou o pároco.

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Frei Alvaci ainda acrescentou: “As folhas são as preocupações conosco mesmos. As árvores não produzem frutos para si, mas sim para os outros. A folha é único meio de sobrevivência de qualquer planta, ou seja, se não produzirmos nada para aqueles que passam à beira do caminho, será difícil o Reino de Deus acontecer. Jesus está esperando que muitas figueiras deem frutos. É preciso produzir alguma coisa para este mundo de Deus ser um lugar diferente”, acrescentou.

Para ele, Santo Antônio era um ser humano igual a todos nós e deu fruto, muitos frutos. “A pergunta que fica para nós é a seguinte: Que tipo de fruto a minha religião produz para o mundo em que eu vivo? Que possamos aproveitar esta Trezena e fazermos uma profunda reflexão a cerca de nossa fé. Que Santo Antônio, o grande santo das coisas perdidas, do pão dos pobres, o santo casamenteiro ajude a cada um de nós a buscar o nosso lugar nesta Igreja, a buscar os nossos frutos à beira da estrada. Sejamos instrumentos de união, de paz, do bem e, sobretudo, do Reino de Deus”, concluiu Frei Alvaci.

No final da celebração, o celebrante conduziu a bênção de Santo Antônio, e aspergiu com água benta os presentes. Em seguida, como de costume fez o sorteio do Almanaque de Santo Antônio de 2019 e também de uma Bíblia, doação da Editora Vozes.

MAIS INFORMAÇÕES

trezena_sp_010618_3A Trezena que começou hoje, 1º de junho, vai até dia 13 de junho, ocorre diariamente às 15h, exceto nos dias 3 e 10/06, que será às 10h30, e nos dias 4 e 11/06 que será às 12h. Também no canal da TvFranciscanos, diariamente está sendo lançado um vídeo com uma curiosidade sobre Santo Antônio. Acompanhe!

9 de Junho – Festa Junina
das 11h00 às 19h00

10 de Junho – Macarronada no Convento
das 11h00 às 15h00

10 de Junho – Procissão de Santo Antônio
10 horas: Concentração em frente à Igreja de Santo Antônio, na Praça do Patriarca, com procissão até o Santuário São Francisco, seguida de missa às 10h30.

13 de Junho – Festa de Santo de Antônio
Missas: 6h30, 7h30, 9h, 10h30, 12h, 13h30, 15h, 16h30 e 18h;
Bênçãos durante todo o dia. Comidas típicas. Bolo de Santo Antônio. Pão de Santo Antônio. Stand vocacional. Artesanato e artigos religiosos, e muito mais…