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Frei José será ordenado presbítero em Angola

30/06/2020

Notícias

 

Depois de três meses de espera, Frei José Morais Cambolo será ordenado presbítero no próximo dia 18 de julho, no Kimbo São Francisco de Assis, em Luanda (Angola), pelas mãos de Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias, arcebispo metropolitano da Arquidiocese de Luanda. Sua ordenação deveria ter acontecido em 18 de abril, mas devido à pandemia que chegou a Angola, ela foi adiada para este mês.  Sua primeira Missa será celebrada na Paróquia São José Operário, na Comunidade Sagrada Família, em Cazenga, Luanda, no dia seguinte à ordenação.

Frei José nasceu em Luanda, Angola, em 26 de janeiro de 1989. É filho de José Mateus Cambolo e Josefa Antônio Morais, e tem seis irmãos: três meninos e três meninas. Ele é o quinto. Com a conclusão do curso de Teologia, Frei José foi ordenado diácono no dia 30 de junho de 2019, em Petrópolis (RJ).

Frei José escolheu como lema de sua ordenação presbiteral um versículo tirado do Evangelho de São João: “Apascenta as minhas ovelhas” (João 21,15).

Neste ano que a Missão de Angola celebra 30 anos de fundação, Frei José torna-se, assim, o sexto frade a ser ordenado presbítero na Fundação Imaculada Mãe de Deus de Angola.

Site FranciscanosFale um pouco sobre a sua caminhada vocacional.

Frei José Morais Cambolo – O início da caminhada vocacional foi normal, sem fatos extraordinários. “Mas há algo que considero fundamental: a nossa casa era vizinha do Seminário dos Missionários Josefinos. Esses religiosos marcaram muito minha vida. Foram eles que me incentivaram a participar da vida da Igreja, da catequese, do grupo de coroinhas e, posteriormente, do grupo vocacional paroquial da Paróquia São José Operário, que era administrada pelos mesmos. Frequentava ordinariamente essa comunidade religiosa, que até então me questionava. E questionado sobre o porquê de ingressar na Ordem dos Frades Menores e não nos Missionários Josefinos. Por intermédio das Irmãs Catequistas Franciscanas, conheci um pouco da vida de São Francisco de Assis. Fiquei encantado pela determinação do santo ainda na sua juventude. Fui acolhido por Frei José Antônio dos Santos e Frei Alexandre Magno Cordeiro, comecei a frequentar os encontros vocacionais e, assim, dei os primeiros passos na vida franciscana. Sem medo de errar, afirmo que foi Deus quem me conduziu à família franciscana.

Site FranciscanosVocê é uma das primeiras vocações da Missão de Angola. Como vê o futuro da Fundação?

Frei José – A FIMDA está passando por momentos importantes, digo até momentos de graça, um sonho desde o início da missão, que é a implantação da Ordem dos Frades Menores em Angola. O futuro da FIMDA está aí: dos frades ao povo em geral que têm assumido o nosso carisma. Graças à entrega e dedicação da Fraternidade Provincial é que o futuro está, aos poucos, se concretizando. Por isso, considero como momento de graça, não somente pelo número de candidatos, mas pelos frutos que confirmam que o carisma franciscano, apesar das limitações humanas, está ‘“entrando capilarmente” no solo angolano. Nas Frentes de Evangelização – Paróquias e Centros de Acolhimento, educação, formação, comunicação, solidariedade e missão -, nota-se o vigor da vivência do Evangelho como quis nosso Pai São Francisco.

Site FranciscanosVale a pena ser religioso franciscano? Deixe uma mensagem para os jovens que querem conhecer o carisma franciscano.

Frei José – Penso que ser franciscano não foi somente minha escolha. Poderia talvez ser missionário josefino, mas foi Deus quem me conduziu à Ordem dos Frades Menores e, com toda a liberdade, experimentei, amei, e assumo conscientemente o carisma franciscano. Considero ser franciscano a página mais bela de minha vida! Como o Cristo, o franciscano é aquele que vive autenticamente a sua vida de fé. Como discípulo de Cristo, serve os irmãos e irmãs, lava os pés dos outros, se faz irmão e menor de todos! Aos jovens que pretendem conhecer o carisma franciscano, digo não tenham medo, venham e façam a experiência do seguimento de Cristo conosco. A partir do “vinde e vede”, da vida em fraternidade, nas pequenas coisas, muitas vezes insignificantes aos olhos dos demais, como o santo de Assis, posso afirmar: “É isso que eu quero, é isso que eu procuro, é isso que eu desejo de todo o coração!”