O caminho do amor: a Semana Santa de emoção e renovação em Nilópolis
07/04/2026

A Semana Santa de 2026 ficará gravada na memória dos fiéis da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nilópolis. Foram dias de intensa oração, onde as comunidades de Nossa Senhora de Fátima, São José, Santa Filomena, Santo Antônio, Santa Rita e a Matriz Nossa Senhora Aparecida se uniram para celebrar o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, fortalecidas pela presença fraterna e por gestos de profunda devoção.
O início da jornada: reflexão e encontro
No dia 29 de março, Domingo de Ramos, nossas seis comunidades se coloriram com o verde dos ramos para celebrar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Mais do que uma tradição, foi um momento de entrega: ao aclamarmos o “Bendito o que vem em nome do Senhor”, cada paroquiano abriu as portas do próprio coração para a semana mais importante do ano cristão, reafirmando que Jesus é o nosso verdadeiro Rei.
A caminhada espiritual se aprofundou no dia 31 de março, com a Meditação das Sete Últimas Palavras de Jesus na Cruz. Conduzida pelo Frei Felipe Carretta, a noite foi preenchida por orações, músicas e “provocações santas” que nos levaram a confrontar nossos atos diante do amor infinito de Cristo.

No dia seguinte, 01 de abril, a cidade testemunhou a emocionante Procissão do Encontro. Os homens partiram da Comunidade Nossa Senhora de Fátima, guiados pelo vigário Frei Carlos Guimarães e os Freis estudantes Diogo Henrique e Pedro Vitangui, enquanto as mulheres saíram da Comunidade Santa Rita com os Freis: Paulo Roberto Pereira (Ministro Provincial), o pároco Frei João Reirnert e o vigário Frei Felipe Carretta.
Nas ruas, o povo externalizou sua fé com pequenos altares nas portas das casas simbolizando as estações da via sacra. Ao chegar à Matriz, uma encenação inspirada na Campanha da Fraternidade: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), nos chamou ao acolhimento dos desfavorecidos.

O Tríduo Pascal
Na Quinta-feira de Lava-pés (02 de abril), a paróquia refletiu sobre o serviço e a humildade, essenciais para o nosso contexto social. Simbolizando os doze apóstolos, foram convidados pessoas ativas no trabalho pastoral social de nossas seis comunidades para que tivessem os pés lavados.
Já na Sexta-feira da Paixão (03 de abril), a Leitura da Paixão foi um convite ao autoexame de consciência. Após a leitura, a Via Sacra Encenada, sob direção de Denise Persan, trouxe vida aos personagens bíblicos. A dedicação das pastorais, grupos e movimentos arrancou lágrimas e encantou a todos os presentes que transbordaram fé e devoção, retratando o Calvário e o amor que não conhece limites.
Sábado Santo: a noite que ilumina o mundo
O Sábado Santo (04 de abril) foi uma explosão de alegria. A Vigília Pascal, presidida pelo Frei Paulo Roberto Pereira e concelebrada pelos freis João Reinert e Carlos Guimarães, encantou a todos pela beleza dos ritos e pelo clima de profunda fraternidade. A participação das comunidades foi um destaque à parte, especialmente com as crianças da catequese vestidas de anjos. Além disso, os frades estudantes nos presentearam com suas belas vozes: Diogo Henrique entoou o belíssimo Precônio Pascal (Exulte) e Pedro Vitangui conduziu a ladainha de todos os santos.
Foi uma noite de renascimento espiritual:
- 25 catecumenos receberam o Sacramento do Batismo.
- 62 pessoas receberam a Primeira Eucaristia.
Com vozes unidas: Salmistas, coral, freis e assembleia se tornaram um só coro e a encenação da Ressurreição ao final da celebração tocou o coração de quem estava presente. Foi impossível não se emocionar com o clima de fraternidade que tomou conta da igreja, refletido nos abraços e na felicidade no rosto de cada paroquiano que foi convidado a abraçar o próximo desejando uma feliz páscoa.
Uma voz de unidade
Ver uma comunidade tão viva e participativa é a maior prova de que o carisma franciscano continua a florescer e a transformar vidas. Ao final da celebração, ao ser convidado a deixar uma mensagem, o Frei Paulo Roberto Pereira expressou sua gratidão por viver este momento em Nilópolis. Para ele, esta semana teve um sabor especial: a vivência do Ano Jubilar dos 800 anos do Trânsito de São Francisco em comunhão com o Jubileu de 60 anos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida.
“Os frades me convidaram, mas não foi possível porque estamos presentes em muitas casas — são 42 só no Brasil, além de sete em Angola. Por isso, tristemente não pude vir, mas acompanhei tudo e quero agradecer o envolvimento de todos.
Quando marcamos datas assim — nossa Província completando 350 anos, a Paróquia fazendo 60 e o movimento franciscano celebrando 800 anos, percebemos a longevidade da boa semente plantada. Do nosso coração brota a gratidão e, ao recordar essas datas, queremos nos comprometer em cuidar dessa herança que recebemos.
São dois mil anos de cristianismo, oitocentos de franciscanismo, trezentos e cinquenta de Província e sessenta de Paróquia. É o esforço de muita gente. Semente semeada com convicção por quem veio antes de nós. Por tudo isso, nosso coração é agradecido, e esse agradecimento precisa se transformar em compromisso para sermos fiéis à herança recebida.” – Frei Paulo Roberto Pereira
Domingo de Páscoa: o futuro da nossa fé
No domingo (05 de abril), houve celebração em nossas seis comunidades que festejaram a vitória definitiva de Jesus sobre a morte. Na missa da catequese que aconteceu às 10h na Matriz, em um gesto de pura esperança, as crianças foram convidadas a participar rezando o Pai Nosso no altar. Elas, que representam o futuro da nossa Igreja, foram motivadas a levar a paz e o amor de Jesus à todos na assembleia através do abraço fraterno.
Luz que se espalha: uma mensagem às nossas comunidades
Que a alegria do Cristo Ressuscitado continue a nos guiar e seja eterna em nossos corações. Às seis comunidades — Nossa Senhora de Fátima, São José, Santa Filomena, Santo Antônio, Santa Rita e a Matriz Nossa Senhora Aparecida — fica o mais profundo agradecimento.
Vocês são os braços, os pés e o sorriso de Jesus. Que cada paroquiano continue sendo esse farol de esperança, levando a luz de Cristo para além dos muros da igreja, transformando o mundo com gestos de caridade e união. Que possamos nos espelhar no exemplo de São Francisco para levar paz e amor onde houver guerra e dor. Paz e bem!

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Danielle Rocha e Pascom (imagens)





