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Exposição itinerante reuniu diferentes representações de São Francisco durante o Capítulo das Esteiras

11/08/2026

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Exposição itinerante reuniu diferentes representações de São Francisco durante o Capítulo das Esteiras

A arte e a espiritualidade franciscana ganharam espaço na programação do Capítulo das Esteiras 2026 com uma exposição itinerante dedicada a São Francisco de Assis. Reunindo pinturas, esculturas, entre outras peças artesanais, a mostra apresentou uma diversidade de representações do santo em homenagem aos 800 anos da sua Páscoa, celebrados neste ano.

Organizada pelo Frei Airton da Rosa Oliveira, natural do Rio de Janeiro, a exposição surgiu do desejo de partilhar com os participantes do Capítulo a riqueza das representações artísticas de São Francisco. A seleção das obras teve como principal critério a diversidade de linguagens, “materiais e olhares”, reunindo trabalhos que vão do barro à madeira, do ferro ao tecido, do arame ao papel e à pintura.

“São Francisco de Assis é uma fonte de inspiração para uma imensidão de artistas. Não existe uma única obra que represente, em totalidade, a beleza de São Francisco. Creio que todas elas, na sua singularidade e quando colocadas no conjunto da exposição, possuem algo da riqueza que São Francisco representa”, explica Frei Airton.

Entre as obras, aparecem diferentes dimensões da vida do santo de Assis: o homem contemplativo, marcado pela identificação com Cristo e pelas Chagas, e o irmão universal, em relação à fraternidade com a criação, natureza e aqueles que vivem à margem. A simplicidade dos materiais e a presença de elementos rústicos e reciclados também remetem, segundo o organizador, ao desapego e à opção pela pobreza, características marcantes da espiritualidade franciscana.

“A celebração dos 800 anos da Páscoa de São Francisco nos lembra que o legado do Santo de Assis não pertence apenas ao passado, mas permanece vivo no presente. A exposição dialoga com esse Jubileu e com o Capítulo das Esteiras ao mostrar como a figura de Francisco continua inspirando a humanidade através dos séculos. O ato de reunir diferentes representações artísticas reflete o próprio espírito do Capítulo: uma grande assembleia fraterna onde cada obra, assim como cada franciscano e franciscana, traz uma faceta única do mesmo carisma”, explica.

Para Frei Airton, a exposição também procura evidenciar a capacidade da arte de aproximar as pessoas da espiritualidade. “Para nós, a via da beleza (via pulchritudinis) é um caminho privilegiado de encontro com Deus, pois São Francisco via no Belo a própria imagem do Criador. A pluralidade das obras mostra que a mensagem de paz, humildade e fraternidade transgride fronteiras culturais e religiosas, tocando pessoas de todos os credos e origens”, reflete.

A diversidade das obras também estabelece um diálogo com o próprio Capítulo das Esteiras e seu caráter de comunhão. Segundo o organizador, ao aproximar diferentes artistas e formas de representar São Francisco, a mostra convida os visitantes a uma experiência que ultrapasse a apreciação estética. Frei Airton observa ainda que o olhar dos diferentes artistas revela o respeito “à individualidade das criaturas, tão bem representadas nos quadros, por exemplo, do Frei Pedro Pinheiro”. 

“A nossa intenção é permitir que cada visitante possa conhecer e valorizar os artistas e a sua arte assim como possa mergulhar na mesma fonte de inspiração que os “atingiu”. Que a exposição ajude a vivenciarmos a dimensão contemplativa do ser humano como prática para olhar o mundo com profundidade e com espírito celebrativo”, conclui.

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Guilherme Coutinho