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Celebração Eucarística dos 800 anos do Trânsito de São Francisco reúne família franciscana em Chapecó

25/09/2026

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Celebração Eucarística dos 800 anos do Trânsito de São Francisco reúne família franciscana em Chapecó

No dia 13 de setembro, às 10h, estiveram reunidos na Catedral Metropolitana da Arquidiocese de Chapecó frades, irmãs e leigos franciscanos para a Celebração Eucarística que celebrou o Jubileu dos 800 do Trânsito de São Francisco. A Santa Missa foi presidida por Frei Danilo Santos Oliveira, da Fraternidade São Luiz Gonzaga de Xaxim; e concelebrada por Frei Mário Stein, da Fraternidade São José do Patrocínio de Coronel Freitas; e pelo cura da Catedral, Padre José Hentz.

A caminhada de São Francisco

Em sua homilia, Frei Danilo recordou os jubileus celebrados pela família franciscana nos últimos anos e destacou a importância do caminho percorrido até a celebração dos 800 anos do Trânsito de São Francisco, que ocorre no dia 03 de outubro.

“Foram iniciadas as celebrações jubilares em 2023, com os 800 anos da criação do presépio, que começou com Francisco, em Greccio, Itália, no ano de 1223. Em 2024, celebramos os 800 anos dos Estigmas de São Francisco. Ele abraçou intensamente o Cristo crucificado, conformando sua vida a do Altíssimo, que em 1224, no Monte Alverne, recebeu os estigmas nas mãos e nos pés. Em 2025, foram celebrados os 800 anos do Cântico das Criaturas. Francisco já estava vivendo os últimos anos de sua vida e rendia graças por tudo que Deus havia proporcionado a ele. Por isso, começou a compor o Cântico de louvação por todo ser criado, inclusive a Irmã Morte, cuja última estrofe foi concluída em 1226, ano de sua finitude na terra”, relembrou.

Conforme citado pelo frade, o jubileu celebrado neste ano convida a contemplar a passagem de São Francisco e sua profunda relação com Cristo. “Este ano celebramos a Páscoa de São Francisco, sua morte corporal. Nós, franciscanos, usamos o termo trânsito, que do latim, transitus, significa passagem, remetendo à passagem da vida terrena do santo para a eternidade. Eternidade que o fará contemplar a Vida daquele que tanto amou: Cristo, o crucificado, o Deus Altíssimo, Sumo Bem. Francisco chamava a morte de Irmã Morte. Assim como chamava tudo de irmão(ã): Irmão Sol, Irmã Lua, Irmã Terra, Irmã Água. Tudo era parte da criação de Deus.”

Perdão e reconciliação a exemplo de São Francisco

Ao refletir sobre o perdão, Frei Danilo destacou que a misericórdia deve fazer parte da vida cristã e do modo como cada pessoa se relaciona com o próximo. “O perdão não se finda. Enquanto alguém necessita de perdão, misericórdia e acolhida, nós, como Cristo, devemos acolher o irmão”, ressaltou. 

“Até quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes? Jesus responde: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Ou seja, sempre que o irmão necessitar”, acrescentou. 

Na sequência, o frade relembrou como São Francisco compreendia a morte, ressaltando que, para ele, a Irmã Morte estava relacionada ao encontro definitivo com Deus.

“Francisco foi morrendo, aos poucos, para tudo isso. E, no final de sua vida, quando a morte se aproximou, foi capaz de chamá-la de Irmã Morte. Isso, na perspectiva franciscana, é extraordinário. Muitos de nós não gostamos de falar sobre a morte. Mas ela é inevitável. Para Francisco, ela podia ser chamada de irmã porque acreditava que, depois dela, encontraria definitivamente Aquele que havia amado durante toda a sua vida. Não era uma tragédia, mas um encontro definitivo com Deus. Por isso, precisamos nos abrir ao perdão, como Jesus nos pede. Quem aprende a perdoar começa a viver em paz. Quem aprende a desapegar-se começa a ser livre. Quem aprende a amar começa a vencer a morte”, afirmou o sacerdote.

Um convite para seguir o exemplo de Francisco

Ao final da reflexão, Frei Danilo convidou a comunidade a cantar “a gente pode ser muito mais feliz seguindo o exemplo de Francisco de Assis”, reforçando o convite para que a vida do santo continue inspirando o caminho da fé. Após a Santa Missa, houve um momento de confraternização com um almoço junto à família franciscana da Arquidiocese de Chapecó.

À tarde, a programação teve continuidade na casa das Irmãs Franciscanas de Santa Maria Bernarda, com um momento celebrativo de partilha entre frades, irmãs e leigos franciscanos. Durante o encontro, os participantes puderam se apresentar e partilhar um pouco do trabalho desenvolvido nas paróquias pertencentes à Arquidiocese de Chapecó. Frei Jonas Ribeiro da Silva e os vocacionados Igor, Marcelo e Brayan também participaram do momento comemorativo.


Frei Danilo Santos Oliveira e Camila Mendo (texto) | PASCOM da Catedral de Chapecó (fotos)