Celebração da Paixão do Senhor emociona fiéis da Paróquia Santa Cruz no Jardim Peri Alto
07/04/2026

As celebrações do dia da Paixão de Nosso Senhor são sempre marcadas pela emoção e pelo desejo de sermos conduzidos para o clima de silêncio e oração, tão próprios desta data do ano litúrgico. Não foi diferente na Paróquia Santa Cruz do Jardim Peri Alto.
Desde o início do ano, os jovens das Comunidades começaram a empenhar-se no “Teatro da Paixão”, um tradicional evento que reúne a juventude paroquial e ajuda a fortalecer os laços de vida em comunidade, de serviço e de evangelização. Com o empenho das lideranças da Paróquia e do apoio da Prefeitura de São Paulo, na Sexta-Feira Santa, a rua da Matriz Santa Cruz foi tomada pela estrutura para abrigar as celebrações que ocorreriam ali naquele dia.
Às 15h, hora que, segundo a tradição, Jesus entregou o espírito, foi celebrado o ato litúrgico da Paixão. A celebração foi presidida pelo Pároco, Frei Marx Rodrigues dos Reis, e contou com a presença dos frades da fraternidade local, Frei João Lopes e Frei João Zechinatto. Também estiveram presentes Frei Francisco Barbosa e Frei Felipe Zaros, que realizam atividades pastorais na Paróquia aos finais de semana.
Em sua reflexão, Frei João Zechinatto lembrou ao povo que Jesus é entregue à condenação não porque era um criminoso ou um malfeito, mas porque o Deus por Ele apresentado é um Deus próximo, acolhedor, bondoso e justo. Mas, diante da necessária conversão à revelação dessa “boa nova”, as autoridades do seu tempo preferem manter as coisas como estão e, diante de Jesus, preferem o poder imperial: “não temos outro rei senão César” (Jo 19,15), ao Deus revelado em Jesus Cristo.
Disse o frade: “Pilatos, ao apresentar a realeza de Jesus, flagelado e com a coroa de espinhos, o apresenta como “o Homem”. É a hora esperada por Deus e assumida por Jesus de dar cumprimento e plenitude à criação. Numa sexta-feira, num sexto dia, assim como o da criação de Adão é apresentado um “novo Homem”, um novo modelo de humanidade que possa se firmar no mandamento do amor, no desejo de vida para todos e é por isso que sua vida não acaba na Cruz, mas nela fulgura com a ânsia e o desejo de que esse Evangelho seja perpetuado como “cumprimento” do desejo de Deus para a sua criação. Ele cumpre sua missão: “tudo está consumado” (Jo 19,30), mas sua mensagem ainda permanece urgente e somos nós os convidados a darmos seguimento à sua vida”.
O momento forte da celebração foi a Adoração de Jesus na Cruz, em que cada fiel pôde passar diante da imagem do crucificado e contemplar esse Senhor que por amor se entregou para salvação de todos nós.
Terminada a Celebração, foi hora de preparar o espaço para o “Teatro da Paixão”. Às 19h30, Frei Marx acolheu as quase mil pessoas presentes e desejou que pudessem todos encerrar esse dia especial meditando os últimos e decisivos momentos da vida de nosso Senhor através da arte. Agradeceu a todos os jovens e todas as quase cem pessoas envolvidas nessa produção e também o apoio da Prefeitura de São Paulo com a ajuda de toda a estrutura do Teatro.
As duas horas e meia de apresentação tiveram a atenção dos presentes, que acompanharam com emoção a encenação, que foi entrelaçada com reflexões pessoais dos jovens, ajudando na meditação da Morte de Jesus à luz dos tempos em que vivemos.
Emocionantes foram os momentos de misericórdia presentes nos evangelhos, como o da pecadora pega em adultério, a multiplicação dos pães, a última ceia e as palavras de Jesus para sua Mãe e o Discípulo Amado na Cruz. Por fim, o grande momento do Anúncio de que o túmulo estava vazio e de que Ele havia ressuscitado.
O jovem Eduardo Costa, que interpretou Jesus, apareceu junto com muitas crianças vestidas de anjinhos e andaram no meio do povo enquanto o Grupo de Canto paroquial cantava “Eis que faço novas todas as coisas”. A audiência aplaudiu, em pé, a bela apresentação. Na sequência, retornaram para suas casas, após um dia especial vivido com fé e oração, levando no coração a memória viva do Amor de Cristo, que na Cruz entregou sua vida para a salvação de todos!
Frei João Manoel Zechinatto (Texto) e Pascom Paróquia Santa Cruz (Fotos)






















