Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

O amor suspenso na Cruz

04/01/2019

Eu te suplico, ó Majestade, ó amor suspenso na cruz! Tu és minha esperança, meu refúgio, minha misericórdia. Tem piedade de mim e ensina-me a te adorar, a te amar, pois é meu desejo te adorar e te amar, embora não saiba como fazê-lo.
Santo Anselmo, bispo

>> Ano novo, novos tempos. Uma vez por mês costumamos nos deter de modo particular diante da adorável figura de Jesus por ocasião da Primeira Sexta-feira. É ele, Jesus de Nazaré, o filho do Pai eterno, o filho da jovem Maria de Nazaré, aquele que veio visitar nossa terra, beber de nossas fontes, alegrar-se com o por do sol e o baloiçar dos campos de trigo, conviver com as pessoas, sentir-se feliz em ver os simples e os pequenos como a mulher que colocava suas moedinhas todas no cofre do templo. Ele veio até mesmo para morrer a nossa morte. Neste começo de ano temos vontade de a ele nos consagrar. Seria tão bom que nos dirigíssemos a uma capela e, diante do Santíssimo, consagrássemos ao Coração de Jesus esses dias que começamos a viver. Nunca podemos esquecer que é no tempo que passa que temos a dita de viver e conviver com aquele que tem o peito fissurado de tanto amar.

>> Temos plena convicção, no universo da fé, que ele, aquele que enfrentou o suplício da cruz, hoje vive. Comprazemo-nos em afirmar que ele é o ressuscitado. É a vida e nossa vida, como diz o apóstolo, está escondida em Cristo Jesus. Uma imagem bela de um autor antigo define o Senhor como “pássaro ensanguentado”. Depois de se debater nas prisões de uma rede, rompe fios e correntes, ensanguentado voa para o infinito, retoma a vida e nos chama a viver com ele vida nova nos espaços luminosos de um mundo novo que com ele inventamos e construímos. Ele é o pássaro ensanguentado e triunfantemente vivo para sempre.

>> Ele, o ressuscitado, costuma se misturar conosco e se imiscuir no que somos e vivemos. A palavra do Evangelho toca o fundo de nossa história. Palavra que vem do Ressuscitado. Palavra forte que mexe com nossos arranjos existenciais. Palavra exigente que não pode nos deixar indiferentes. Na solene liturgia, na leitura em grupo e em tantos momentos, o Amado nos fala e quer arrancar uma resposta nossa. Ele está a nos falar ao coração e a exigir tudo de nós para nossa ventura.

>> Por vezes ele se insinua nos mais abandonados e miseráveis da vida e da história: crianças sem pais, casais estressados, dores no corpo e dilaceramentos na alma, fragilidade de alguém que está à beira do desespero, nas lágrimas daquele que não consegue vencer o pecado e chora convulsivamente, pessoas que, no fim da vida, se deram conta de que podem ainda voltar… “Estive com fome e me deste de comer…”.

>> Nesta primeira sexta-feira temos especial e profundo júbilo de contemplar o Senhor no alto da cruz, no supremo gesto de amor, dando o último suspiro, com o peito aberto pela lança do soldado, dizendo que nada mais podia fazer, nada mais podia dar. Jorra a última gota de sangue e o último fiapo de água do Coração do Redentor.

>> Podemos fazer nossa esta prece de Santo Anselmo: “Eu te peço, ó Jesus, que ouves os que te amam, pelo amor que manifestaste na cruz pelo homem, faze com que jamais eu sinta desgosto ou vergonha de estar diante de tua cruz; mas que minha alma se compraza em permanecer fielmente sob o teu olhar, e que teus divinos olhos se comprazam em me olhar misericordiosamente”.

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