Família Franciscana de Petrópolis celebra o Jubileu Franciscano na novena de São Pedro de Alcântara
21/10/2026

A família franciscana de Petrópolis realizou, no dia 17 de outubro, dentro do Jubileu Franciscano na Diocese, um momento de oração pelos 800 anos da morte de São Francisco de Assis. A programação foi realizada na Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis, durante a Novena dedicada ao padroeiro de Petrópolis.
A celebração ocorreu durante um momento de oração que recordou a vida e o testemunho de São Francisco, cuja espiritualidade é marcada pelo respeito à criação, pela fraternidade e pela simplicidade. A celebração contou com a presença do bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, e do pároco da Catedral, padre Thomas Andrade Gimenez Dias.
A espiritualidade e os símbolos franciscanos
Durante a oração, foram apresentados diversos símbolos relacionados à trajetória de São Francisco, entre eles a Cruz de São Damião, um hábito franciscano, um globo e uma planta. Os elementos ajudaram a destacar a forma como o santo compreendia a realidade: todas as criaturas e situações eram acolhidas como irmãs e irmãos — inclusive a própria morte, chamada por ele de “Irmã Morte”.
Participaram da celebração frades franciscanos e religiosas franciscanas, além de integrantes da Ordem Franciscana Secular, formada por leigos que procuram viver, no cotidiano, a espiritualidade inspirada em São Francisco de Assis.
A homenagem também estabeleceu uma ligação entre o testemunho de São Francisco e a vida de São Pedro de Alcântara, religioso franciscano cuja festa litúrgica é celebrada em 19 de outubro. Ambos apresentados como exemplos de uma fé vivida com austeridade, oração, serviço e compromisso com o Evangelho.
Após o momento de oração, os participantes acompanharam a Santa Missa, presidida por Dom Joel Portella Amado. A celebração recordou os 800 anos da morte de São Francisco de Assis e ressaltou a continuidade de sua espiritualidade no testemunho de São Pedro de Alcântara e na missão da família franciscana.
A inspiração Franciscano como um caminho de paz
Na celebração da missa dom Joel apresentou a espiritualidade de São Francisco como um caminho de minoridade, fraternidade e paz, capaz de inspirar homens e mulheres ao longo dos séculos. Também foi ressaltada a presença franciscana na história e na identidade da Diocese de Petrópolis.
“A espiritualidade franciscana está no DNA da Diocese de Petrópolis”, destacou a celebração, ao recordar São Pedro de Alcântara como um dos membros mais ilustres da família franciscana e patrono da cidade.
A memória do santo foi associada a uma vida de penitência, contemplação, fidelidade e esperança. A oração também pediu que seu testemunho incentive os fiéis a colocarem suas próprias vidas sob o cuidado de Deus.
São Francisco e São Pedro de Alcântara
Padre Thomas destacou a importância da presença do bispo diocesano e da família franciscana na festa do padroeiro. “Foi na escola de São Francisco que nosso padroeiro, São Pedro de Alcântara, se santificou”, afirmou.
Dom Joel lembrou ainda que a relação entre São Pedro de Alcântara e os imperadores Pedro I e Pedro II não ocorreu porque o santo teria recebido o nome em homenagem aos monarcas. Segundo a tradição histórica, foi a admiração da corte portuguesa por São Pedro de Alcântara que levou os reis a escolherem o nome do religioso para os futuros imperadores do Brasil.
“São Pedro de Alcântara é um santo muito ligado, pela tradição, à história de Petrópolis e à espiritualidade franciscana”, afirmou o bispo.
Esperança diante das dificuldades
Ao final da homilia, Dom Joel convidou os fiéis a levarem da celebração uma mensagem de esperança. Ele comparou as dificuldades da vida a muros que podem surgir por todos os lados, provocando desânimo e levando as pessoas a buscar soluções pela força, pela violência ou pela guerra.
Para o bispo, o testemunho de São Francisco de Assis, São Pedro de Alcântara e Santa Teresa d’Ávila aponta para outro caminho: a transformação pela radicalidade do amor.
“Pedro de Alcântara e Francisco de Assis mostram aquilo que Jesus mostrou: a vitória da vida sobre a morte, sobre o pecado e sobre tudo aquilo que possamos imaginar. Essa vitória não acontece pela violência, mas pela radicalidade do amor”, afirmou.
Dom Joel encerrou a homilia pedindo a intercessão de São Francisco de Assis, São Pedro de Alcântara e de todos os santos e santas, para que os fiéis permaneçam firmes no amor de Deus.
“Entreguemos nossos corações ao amor de Cristo e peçamos que nunca nos esqueçamos do amor de Deus nem nos afastemos dele”, concluiu.
Publicada em: https://diocesepetropolis.com.br/
Rogério Lima Tosta, Assessor de Comunicação da Diocese de Petrópolis, com a colaboração de Frei Marcelo Tadeu (texto); Rogério Lima Tosta (fotos)



























