
Comemoração dos Fiéis Falecidos
- Primeira Leitura
- Salmo
- Segunda Leitura
- Evangelho
- Sabor da Palavra
Sabedoria 3,1-9 ou 1-6.9
[1A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. 2Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido; sua saída do mundo foi considerada uma desgraça, 3e sua partida do meio de nós, uma destruição; mas eles estão em paz. 4Aos olhos dos homens parecem ter sido castigados, mas sua esperança é cheia de imortalidade; 5tendo sofrido leves correções, serão cumulados de grandes bens, porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de si. 6Provou-os como se prova o ouro no fogo e aceitou-os como ofertas de holocausto;] 7no dia do seu julgamento hão de brilhar, correndo como centelhas no meio da palha; 8vão julgar as nações e dominar os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. [9Os que nele confiam compreenderão a verdade, e os que perseveram no amor ficarão junto dele, porque a graça e a misericórdia são para seus eleitos.]
Palavra do Senhor.
Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos
Sl 41(42)
A minha alma tem sede de Deus e deseja o Deus vivo.
Assim como a corça suspira / pelas águas correntes, /
suspira igualmente minha alma / por vós, ó meu Deus! – R.
A minha alma tem sede de Deus / e deseja o Deus vivo. /
Quando terei a alegria de ver / a face de Deus? – R.
Peregrino e feliz caminhando / para a casa de Deus, /
entre gritos, louvor e alegria / da multidão jubilosa. – R.
Enviai vossa luz, vossa verdade: / elas serão o meu guia; /
que me levem ao vosso monte santo, / até a vossa morada! – R.
Então irei aos altares do Senhor, / Deus da minha alegria. /
Vosso louvor cantarei ao som da harpa, / meu Senhor e meu Deus! – R.
Por que te entristeces, minha alma, / a gemer no meu peito? /
Espera em Deus! Louvarei novamente / o meu Deus salvador! – R.
Apocalipse 21,1-7
Eu, João, 1vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido. 3Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles. 4Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. 5Aquele que está sentado no trono disse: ”Eis que faço novas todas as coisas. 6Eu sou o alfa e o ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede eu darei, de graça, da fonte da água viva. 7O vencedor receberá essa herança, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”.
Palavra do Senhor.
Mateus 5,1-12
Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus. 11Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.
Palavra da salvação.
”Vós também, ficai preparados!”
Hoje somos convidados a lidar com a realidade da finitude humana. A morte é uma realidade para todos, sendo as despedidas e doenças, dores e desilusões, sinais que nos advertem ao longo da vida sobre sua existência, porém, para todo cristão, a morte segue as pegadas da morte de Jesus Cristo. Um cálice amargo, mas parte da vontade do Pai que nos espera de braços abertos do outro lado. Assim, é uma vitória com aparência de derrota, uma entrega confiante que gera vida, glória, ressureição. Não é um ponto isolado no resto da vida, mas o fim do tempo de preparação para a vida no céu, pois o homem que se decide por Cristo encontra em Seu amor plena e infinita alegria. Morrer, para nós, significa morrer para o mal.
É o momento da última purificação, da definitiva volta à luz de Deus. Hoje, fazendo memória daqueles que nos antecederam neste encontro com o Pai, fica-nos a saudade, talvez certa tristeza, mas que seja sempre acompanhada por nossa oração de entrega, no feliz desejo de que eles estejam realmente junto de Deus. Que esta fé, doada a cada um pela própria morte de Cristo, seja sempre mais nossa força e esperança.
Reflexão dos Noviços da Província