Basílica de Assis abre visita inédita das relíquias de São Francisco
20/02/2026
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Por ocasião dos 800 anos da morte de São Francisco de Assis, os fiéis terão a oportunidade inédita de visitar suas relíquias na igreja inferior da Basílica dedicada ao santo, em Assis. A iniciativa, que acontece a partir deste domingo (22) até o dia 22 de março, integra uma série de celebrações e atividades especiais que buscam recordar a vida, o testemunho e a atualidade da mensagem do Poverello. Segundo o Vatican News, são esperados cerca de 370 mil peregrinos durante o período, com uma média de mais de 15 mil visitantes por dia.
A proposta vai além de um simples gesto devocional. De acordo com Frei Giulio Cesareo, diretor do Escritório de Comunicação do Sacro Convento de Assis, a veneração das relíquias remete a uma antiga tradição cristã, que reconhece nos santos a força de um testemunho vivido até as últimas consequências. Para ele, Francisco permanece como sinal eloquente de quem fez do amor um caminho radical, capaz de gerar frutos duradouros na vida da Igreja e do mundo.
“Nossa fé não é uma crença pré-existente, mas a relação com o Senhor, que é amor. Ter fé é inseparável da experiência de ser um só, unidos no amor”, reflete o Frei.
A exposição dos restos mortais também reforça o sentido de comunhão e pertencimento entre os fiéis. A fé, nesse contexto, se mostra como a relação direta com Deus e com os irmãos, colocando o amor como principal elemento das relações humanas e da própria experiência cristã.
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“As relíquias fazem parte do seu material biológico. Nosso corpo é o lugar onde acontecem as relações. As relíquias do santo são, portanto, a casca da semente de Francisco que germinou, e essa casca nos fala dele”, complementa.
Para Frei Giulio, a iniciativa é uma oportunidade de graça, capaz de despertar nos peregrinos e nos habitantes da região um renovado compromisso com a solidariedade, a fraternidade e o cuidado com o próximo.
O frade destaca ainda que Francisco segue falando de modo especial aos jovens e até aos não crentes, justamente porque encarnou o Evangelho de forma concreta. Sua existência tornou-se um ícone vivo da Boa-Nova, mostrando que o Evangelho, quando vivido com autenticidade, transforma as relações e gera novas formas de convivência.
“Se alguém acolhe o Evangelho, não muda o mundo inteiro, mas cria novas relações e transforma o que está ao seu redor.”
Por Guilherme Coutinho (com informações e fotos do Vatican News)
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