Notícias - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Na abertura da Semana Santa, Leão XIV pede caminhos de reconciliação e paz

30/03/2026

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O Papa Leão XIV abriu a celebração da Semana Santa com um forte apelo à paz e à reconciliação entre os povos. Em sua homilia na Missa do Domingo de Ramos, celebrada na Praça São Pedro, o Pontífice convidou os fiéis a contemplarem Jesus como o verdadeiro Rei da paz, que rejeita toda forma de violência e guerra. As informações são da CNBB.

Ao refletir sobre a entrada de Jesus em Jerusalém, o Santo Padre destacou que Cristo se apresenta como um rei diferente, cujo reinado não se fundamenta no poder das armas, mas na força do amor e da reconciliação. Segundo o Papa, “Jesus, Rei da paz, quer reconciliar o mundo no abraço do Pai e derrubar todos os muros que nos separam de Deus e do próximo”, recordando que Ele é a própria paz que une a humanidade.

Durante a celebração, Leão XIV enfatizou que Deus não pode ser invocado para justificar a violência. Em suas palavras, trata-se de “um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra”, reafirmando que o Evangelho convida à construção de relações baseadas na fraternidade e no respeito à vida.

Ao contemplar a cruz de Cristo, o Papa também recordou o sofrimento de tantos homens e mulheres que vivem situações de dor e injustiça no mundo atual. Ele mencionou os chamados “crucificados da humanidade”, aqueles que carregam feridas causadas pela violência, pela solidão, pela doença e, sobretudo, pela guerra. Nas chagas de Cristo, afirmou, podem ser reconhecidas as feridas de todos aqueles que sofrem e clamam por esperança.

Após a Missa, durante a oração do Ângelus, o Pontífice renovou o convite à oração pelos povos atingidos pelos conflitos, especialmente os cristãos do Oriente Médio, que enfrentam dificuldades para viver plenamente a fé em meio à violência. Ele recordou que, enquanto a Igreja contempla o mistério da Paixão do Senhor, não pode esquecer aqueles que hoje experimentam de forma concreta o sofrimento e a dor.

O Papa também confiou a Deus as vítimas da guerra, os feridos e seus familiares, além dos migrantes que perderam a vida no mar, recordando de modo particular aqueles que morreram recentemente ao largo da ilha de Creta. Em seu apelo final, reforçou que toda a criação foi pensada por Deus para a vida e para a paz.

*clique aqui para ler a matéria original de Luiz Lopes Jr da CNBB


Guilherme Coutinho (com informações do cnbb.org e foto do Vatican Media)