Paróquia Santos Mártires de Uganda abre Ano Jubilar Franciscano
16/03/2026

A Paróquia Santos Mártires de Uganda, em Katepa, celebrou no IV Domingo da Quaresma a abertura do Ano Jubilar Franciscano, numa celebração marcada pela fé, unidade paroquial e reflexão espiritual inspirada no Evangelho do dia.
A missa foi presidida pelo pároco, Frei Evaristo Seque Joaquim, OFM, e reuniu numerosos fiéis provenientes das quatro comunidades que compõem a paróquia: Divina Misericórdia, São Paulo, São José e a Sede Paroquial. A celebração teve como objetivo reforçar a comunhão entre as comunidades e dar início oficial às atividades jubilares ligadas à espiritualidade franciscana.
Durante a celebração também foi realizado o segundo escrutínio dos catecúmenos – momento de purificação e preparação espiritual para aqueles que se preparam para receber os sacramentos do batismo e da comunhão na Vigília Pascal.
Na sua homilia, o pároco destacou que, ao longo do seu ministério, Jesus enfrentou forte oposição de diversas lideranças da época, incluindo os fariseus, sendo inclusive acusado injustamente de agir em aliança com Satanás. Frei Evaristo alertou que a difamação e as falsas acusações continuam presentes na sociedade atual, especialmente com o uso das redes sociais, onde muitas vezes se destrói a reputação das pessoas e se criam divisões dentro das comunidades.
Refletindo sobre o Evangelho do dia, que narra a cura do cego de nascença (Jo 9,1-41), o sacerdote explicou que o milagre simboliza a passagem das trevas para a luz: da cegueira física para a visão e, sobretudo, para a fé em Cristo. Segundo ele, na sociedade da época, pessoas com deficiência eram frequentemente consideradas pecadoras e excluídas da vida social e religiosa. Jesus, no entanto, rejeita essa visão e revela a misericórdia de Deus, mostrando que veio ao mundo como “luz do mundo” para iluminar a vida das pessoas.

O gesto de Jesus ao fazer lodo com saliva e aplicá-lo nos olhos do cego recorda, segundo a explicação apresentada na homilia, o ato criador de Deus que moldou o homem do barro, indicando que Cristo veio para criar uma nova humanidade iluminada pela fé.
A reflexão destacou ainda que o caminho do homem curado é também um percurso de crescimento na fé. Isto é, primeiro reconhece Jesus como um homem, depois como profeta, mais tarde como alguém vindo de Deus e, finalmente, como o Messias, diante de quem proclama: “Eu creio, Senhor”.
A celebração ganhou um significado especial com a abertura do Jubileu dos 800 anos da morte de São Francisco de Assis. Segundo o pároco, recordar o testemunho do santo é renovar o compromisso de viver o Evangelho com simplicidade, humildade e amor pelos pobres.

Frei Evaristo destacou que São Francisco não procurou ser luz por si mesmo, mas refletir a luz de Cristo através de uma vida marcada pela simplicidade, pelo respeito à criação e pelo serviço aos marginalizados. Celebrar o jubileu, afirmou, não é apenas recordar a história, mas assumir o compromisso de viver hoje o Evangelho com atitudes concretas de paz, fraternidade e cuidado com os outros.
Ao concluir a celebração, os fiéis foram convidados a deixar-se iluminar por Cristo e a testemunhar essa luz no dia a dia, renovando o compromisso assumido no batismo de viver como “filhos da luz”.
A comunidade paroquial confiou ainda à intercessão de Virgem Maria o caminho quaresmal e o Ano Jubilar Franciscano agora iniciado, pedindo que todos possam caminhar rumo a uma vida nova iluminada pela fé.
Equipe de Comunicação da Paróquia Santos Mártires

























