Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Novembro 2016

NOVEMBRO 2016

Com alegria retomamos a publicação desta Revista Digital  que procura tirar do baú da vida coisas novas e velhas Rubricas semelhantes às da edição anterior constituem esta  nova série. Uma revista de coisas da vida espiritual, pastoral e dos eventos de todos os dias. Tudo sempre com esse desejo de injetar entusiasmo e viço no coração dos leitores, com sabor do Evangelho. Desejamos a todos um bom e profícuo Tempo do Advento. Em breve estaremos vivendo a celebração da vinda de Deus entre nós no semblante do Menino das Palhas.

 Frei  Almir Ribeiro Guimarães, OFM
fralmir@gmail.com

I. PARA COMEÇO DE CONVERSA

Encerradas as eleições, o que vem por aí?

 

 

Estas linhas estão sendo escritas imediatamente após os resultados do segundo turno das eleições para o cargo (serviço) de prefeitos de municípios brasileiros. Ora, não é precisamente esta a missão do prefeito, ou seja, prestar serviço aos seus munícipes, sobretudo os mais abandonados? Nobre a missão do prefeito e do corpo dos vereadores.  Velar de verdade pelas pessoas colocadas sob sua jurisdição. Terminado pleito o que paira? Esperanças? Receios? Apreensões? Verificou-se um número assustador de abstenções, votos nulos e brancos.  A população se desinteressa da política, o que é grave e mesmo muito grave. Não é aqui o espaço para examinar a biografia de cada vencedor,  dissecar suas alianças  claras e escuras e indícios de que não terão condições de fazer um governo que satisfaça. Verifica-se um enorme desencanto pela política.  E muitas alianças causam medo, não apenas receio. Os municípios estão quebrados.  Não há dinheiro.  O que pode vir por aí?

Esses senhores (umas poucas senhoras) que foram escolhidos para administrar os municípios estão perto de nós.  Conhecem nossos dramas.  Os filhos de nossa gente, sobretudo de nossa gente humilde, estudam em escolas municipais. Eles têm direito a uma educação decente, a professores felizes de serem mestres. Têm direito a ouvirem falar de lisura, honestidade, verdade, solidariedade.  Os prefeitos terão condições  de fazer com que nossas escolas municipais sejam  templos do saber da mente, da sabedoria de viver e nossos filhos serem despertados para buscarem o rosto do Altíssimo e não serem apenas consumistas, violentos, artífices de toda sorte da falcatrua? Nossos prefeitos farão isso? O que vem por aí?

Pensemos ainda nos serviços médicos municipais. Como é penoso passar umas horas em tantos hospitais municipais, estaduais e federais! Esses homens envelhecidos, descarnados, essas mulheres obesas, com os cabelos mal pintados, essas crianças berrando horas e horas na sala de espera, essa gente ofegante esperando atendimento… quanta precariedade! Os munícipios estão quebrados, enquanto isso vidas se extinguem… Quantos discursos no tempo da campanha… Por que esses  senhores “correm tão afoitamente ao pote”? Será que estão realmente com desejo de servir?  Nesta altura dos acontecimentos  já esqueceram as promessas que fizeram mesmo sabendo que não podiam cumpri-las. Os prefeitos se fazem próximos de nós? O que desejam eles de verdade?  Quanta barbaridade está sendo revelada em tantos inquéritos. Já sabíamos disto! Quanto desvio de verbas públicas, enquanto o Brasil vai perdendo sua credibilidade e sua gente definhando, morrendo na luta entre as gangues. Os filhos de nossas mulheres simples e bonitas de coração estão se perdendo… O que vem por aí?

O Papa Francisco anda ressuscitando o sopro do Concilio do  Vaticano II. Recolhemos aqui alguns pensamentos da Constituição Pastoral  “Gaudium et Spes”:

“Lembrem-se  portanto todos os cidadãos  ao mesmo tempo do direito e do dever de usar livremente seu voto  para promover o bem comum.  A Igreja considera digno de louvor e consideração  o trabalho daqueles que se dedicam ao bem da causa pública a serviço dos homens e assumem o trabalho deste cargo” (n.75).

“Com empenho se deve cuidar da educação civil e política, hoje muito necessária tanto para o povo como, sobretudo, para a juventude a fim de que todos os cidadãos possam desempenhar o seu papel na vida da comunidade política. Os que são idôneos ou possam tornar-se para exercer a difícil e, ao mesmo tempo, nobilíssima  arte política, preparem-se para ela e procurem exercê-la, esquecidos do proveito próprio e de vantagens materiais. Pela integridade, e com prudência, lutem  contra a injustiça e a opressão, ou o absolutismo e a intolerância, seja dum homem ou dum partido político;  dediquem-se ao bem de todos com sinceridade e retidão, bem mais, com o amor e a coragem exigidos pela vida política”  (n. 75).

“Condenam-se quaisquer formas políticas vigentes em algumas regiões, que impedem a liberdade civil e religiosa, multiplicam as vítimas   das paixões e crimes políticos e desviam o exercício da  autoridade, do bem comum para o proveito de algum partido  ou dos próprios governantes” (n. 73).

“Para construir a paz é antes de tudo imprescindível  extirpar as causas de desentendimento entre os homens. Estas alimentam a guerra, sobretudo, as injustiças. Não poucas vezes provêm de excessivas  desigualdades econômicas, bem como do atraso em lhes trazer remédios necessários. Outras surgem do espírito de domínio, do desprezo das pessoas e, investigando as causas mais profundas, da inveja, da desconfiança, da soberba e de outras paixões egoístas”  (n. 83).

Lembramos ainda uma orientação das Constituições da Ordem Franciscana Secular: “Os franciscanos seculares são chamados a oferecer uma contribuição própria inspirada na pessoa e na mensagem de Francisco de Assis, para uma civilização em que a dignidade da pessoa humana, a corresponsabilidade e o amor sejam realidades vivas”  ( art. 18).

Na visão franciscana ninguém exerce domínio e poder sobre ninguém. Os que são revestidos de autoridades são servos. Lavam os pés dos outros?

Encerradas as eleições, o que vem por aí?

II. LEITURA ESPIRITUAL

Advento, tempo do desejo

 

Estou ouvindo seu passo de ouro na estrada.
Ele vem para sempre.

Tagore

 

Começamos a percorrer os caminhos de um tempo  novo na vida da Igreja, esta que é sacramento da presença de Cristo no mundo. Tempo de sacudir a poeira, de tomar distância da mesmice, tempo de reencantar o coração, tempo de vigilância. As solenidades natalinas não podem nos surpreender com um coração vazio, distraído, displicente, indolente. Antífonas, leituras, responsórios e hinos pedem que sejamos vigilantes, atentos. A Igreja toda necessita cultivar profundo sentimento de um coração contrito.  Começamos um retiro de quatro semanas.  Desejamos a vinda do  Senhor. Mas que vinda?

Nosso oleiro é o Senhor

Diante do Senhor com toda singeleza e humildade.  Pés descalços e coração contrito.  Exprime-se o desejo que o Senhor desça até nossa terra:

“Como, Senhor nos deixastes andar longe de teus caminhos e endureceste nossos corações para não termos o teu temor?  Por amor dos teus servos, das tribos, da tua herança, volta atrás. Ah! se rompesses os céus e descesses! As montanhas se desmanchariam diante de ti. Desceste, pois e as montanhas se derreteram diante de ti.

Tu te irritaste porque nós pecamos; é nos caminhos de outrora que seremos salvos. Todos nós nos tornamos imundície, e todas a nossas obras são como pano sujo, murchamos todos como folhas e nossas maldades nos empurraram como o vento. Não há quem invoque teu nome, quem se levante para encontrar-se contigo;  escondeste de nós tua face, e nos entregaste à mercê  de nossa maldade. Assim mesmo, Senhor,  tu és nosso pai, nós somos barro; tu, nosso oleiro, e nós todos,  obra de tuas mãos”.

(Inspirado em  Is 63,16b-17.19b; 64,2b-70)

Tempo de espera

Textos fortes, hinos cheios de saudade, cantos dolentes.  Tempo do advento. Queremos reviver as esperanças de um povo, prepararmo-nos imediatamente para celebrar a primeira vinda do Senhor:  o presépio, as lâmpadas e luzes, a árvore, a festa, os presentes, a noite santa.  Renovação da esperança.  De tantas esperanças.  De tantas esperas.

Caminheiros e viandantes querem uma terra, uma casa, um pouso.

A mãe espera um filho com ansiedade. Tudo já está preparado: o berço, as roupinhas, a banheira, as toalhas felpudas, o leite que armazena em seu peito.

A caixa do supermercado não vê a hora de voltar para casa, de preparar a comida, de rever os filhos, de esperar pelo marido, de estar com ele e não precisar ficar digitando códigos e números.

A criança, cansada de estudar, meio febril, espera a mãe na porta da escola. Cansada porque forçaram demais sua pequena cabeça.

O casal espera que seu relacionamento melhore, que os dois possam ter certeza de que sua vida a dois têm futuro, têm amanhã, um futuro bonito e um amanhã viçoso e não apenas um rolar de ano em ano, de década em década.

Os soldados, terminada a guerra, começam a enfeitar o coração  quando se preparam para voltar à casa.  Reencontrar os velhos pais,  rever a escola da cidade,  a igreja da infância, a mulher amada e os filhos.  O presidiário espera o dia da libertação para poder  sentar-se à mesa da casa com a mulher, os filhos e  experimentar novamente a alegria de viver.

Dante Alighieri, assim escreve esta frase no frontispício do inferno:  “Todos vós que entrais  podereis colocar de lado  toda esperança!”

Há esses homens e mulheres desalentados, desanimados, desesperançados, desconfiados.  Eles esperam a manifestação do Senhor em suas vidas.  No turbilhão das paixões, na profundezas de nossa solidão, nas dúvidas atormentadores  esperam a vinda do  Senhor.

“Ele vem sem cessar, nosso Deus encarnado.  Vem de dia ou à noite.  Esperamo-lo à porta ele  vem pela janela.  Na alegria o aguardamos, eis que chega com sua cruz. Vem na abundância, mais ainda na pobreza.  Vem quando é desejado, surge mesmo quando não era esperado. Vem na Palavra, na Eucaristia e em todos os seus mistérios.  Vem no silêncio, na brisa como aconteceu com  Elias.  Vem nas multidões  e no meio de ruídos ensurdecedores. Vem nesses rostos que encontramos. Vem a cada instante.  Nem sempre meus olhos estão preparados para reconhecê-lo. Vem com Maria, os anjos, os santos. Um dia ele haverá de me levar para o seu reino” (Inspirado em poema de Jean de Saint Cyr).

Será que este encontro pode ser programado?

O ritmo da vida atual, cada vez mais agitado,  as engrenagens de um sistema que pretende planejar  todos os momentos do homem, mesmo o que há de mais privado, reduzem cada vez mais os limites do imprevisto.  Tudo deve ser passado pelo computador, classificado, neutralizado, assegurado. Mas para o cristão, Cristo continua a ser um acontecimento revolucionador: quando irrompe  em sua vida impõe uma mudança radical que quebra e transforma a rotina cotidiana. Cristo não pode ser programado; deve ser esperado; devemos deixar em nossa vida um espaço para sua presença. A vigilância cristã  permite ler em profundidade os fatos e neles descobrir a “vinda” do Senhor. Exige coração suficientemente missionário para ver essa vinda no encontro com os outros (cf. Missal Dominical da Paulus, p. 5).

Esperamos um futuro que o  Senhor vai nos manifestar

“Nossa época se caracteriza, muitas vezes pela eficiência, produtividade e ativismo. A espera pode parecer impopular e irresponsável.  Numa visão cristã do tempo, no entanto,  o futuro não é um mero desenrolar infinitamente uniforme. Caracteriza-se por aquilo que nele realizará o Cristo. Sem esta clara compreensão seremos ameaçados pelo fatalismo ou pela impaciência.  Renunciar à dimensão da espera seria não somente reduzir o alcance de nossa fé, mas ao mesmo tempo privar o mundo do testemunho da esperança ao qual ele tem direito.  A espera do Senhor impõe ao cristão o saber pacientar-se.  A espera é a arte de viver o inacabado e a fragmentação sem desesperar. É a capacidade não somente de suportar o tempo, mas também a capacidade de  sustentar os outros, de “carregá-los”: assumi-los com suas limitações e carregá-los. A espera abre  homens e mulheres ao encontro e à relação. Faz apelo à gratuidade a aos  recomeços sempre possíveis.  A  espera não  é sinal de fraqueza, mas de força, de estabilidade, de convicção. É uma responsabilidade. Animada pelo amor, a espera se transforma em desejo, desejo amoroso do encontro com o  Senhor. Convida à partilha e à comunhão, leva-nos a  dilatar o coração às dimensões  da criação que aspira à transfiguração e espera novos  céus e terra nova.  A advento  não é apenas tempo de preparação, mas de espera com e  para os outros”  (Enzo Bianchi).

III. ALEGRIA QUE VEM DA BOA NOVA

Como reconciliar-se com o irmão?

 

O tempo do advento é tempo de buscar o irmão, o irmão que nos causou dificuldades, o irmão com o qual precisamos contemplar o  Deus que vem em Jesus e que nos torna irmãos.

 

 

“Se não perdoardes aos homens suas faltas, vosso Pai celeste não perdoará as vossas” (Mt 6, 14). Teu irmão foi para ti ocasião de provação e a tristeza te levou ao ódio? Não te deixes vencer, triunfa do ódio pelo amor. Como? Pede a Deus com toda sinceridade por ele.  Aceita que as pessoas o desculpem de seus erros.  Torna-te, tu mesmo, seu defensor. Aceita a provação suportando-a com coragem até o momento em que a nuvem venha a se dissipar. Não fere jamais teu irmão com palavras ambíguas para que ele não seja tentado a te responder da mesma forma. Que os dois permaneçam no registro da caridade. Com a franqueza da amizade aproxima-te dele. Suprimidas as razões do mal-estar, os dois haverão de se se verem livres da perturbação e da amargura. A alma que alimenta o ódio contra o homem  não poderá estar em paz com Deus. “Se  não perdoardes aos homens suas faltas, vosso Pai celeste não perdoará as vossas” (Mt  6, 14).  Se o outro não quiser restabelecer a paz, ao menos procura não odiá-lo, reza sinceramente  por ele. Não comentes as falhas e defeitos de teu “inimigo” com outras pessoas. A finalidade dos preceitos do Senhor é arrancar a mente do caos e do ódio atraindo-a ao seu amor e ao do próximo. Daí brota como um raio  o santo conhecimento.

Máximo, o Confessor, monge do Oriente (580-662)

IV. FAMÍLIA E COISA E TAL

Na hora do casamento, saber escolher…

 

 

Todos acolhemos com muita satisfação e esperança  a exortação do Papa Francisco sobre o amor na família. A alegria do amor está na mesa de todos os cristãos desejosos de viver densamente a vida conjugal e familiar. Queremos aqui refletir sobre o tema da escolha do companheiro e companheira de vida.

1. Comecemos com uma citação da Exortação do Papa Francisco:  “Os noivos deveriam ser incentivados e ajudados a poderem expressar o que cada um espera de um eventual matrimônio, a sua maneira de entender o que é o amor e o compromisso, o que se deseja do outro, o tipo de vida em comum que se quer projetar. Estes diálogos podem ajudar a ver que, na realidade, os pontos de contato são escassos e que a mera atração mútua não será suficiente para  sustentar a união. Não há de mais volúvel, precário e imprevisível que o desejo, e nunca se deve encorajar  uma decisão de contrair matrimônio se não se aprofundarem  outras motivações  que confiram a este pacto reais possibilidades de estabilidade ( A alegria do amor, n. 209).

2.Viver é sempre um desafio. Uma coisa é viver conscientemente e outra  viver por viver. Cada um de nós é responsável pela construção de sua história. Boa parte do sucesso de nossa vida depende de nós.  Outra parte se deve  às circunstâncias da vida, aos  “imponderáveis”, da saúde, à irrupção da doença, de alguma catástrofe não prevista. Somos livres. Nada é pré-determinado.  Parece importante saber decidir, saber escolher com discernimento e lucidez.  Não falo aqui da decisão em pequenas escolhas. Penso nas grandes decisões. Entre elas está a decisão que um homem e uma mulher tomam no sentido de unirem suas vidas pelo casamento, decisão de colocar filhos no mundo e fundar uma família.

3. Vivemos o tempo dos indecisos e da indecisão. Diante da imensidade de propostas do mundo a escolha não é tarefa fácil. Dentro de cada um de nós há uma inflação de desejos. Nem todos os desejos são compatíveis uns com os outros. Vivem se atropelando. A televisão, a sociedade do prazer e do consumo vivem martelando em nossos ouvidos  que precisamos aproveitar a vida, usufruir de tudo o que é possível usufruir, não nos  prendendo  a nada e a ninguém definitivamente. Tudo é reformável. Difícil administrar a liberdade, a nossa e a dos outros.

4. Há a escolha do companheiro ou da companheira de vida. Quem é ele? Quem é ela? Quais seus principais centros de interesse?  Qual a sua origem familiar? Como ele ou ela tratam seus pais e irmãos?  Como se posicionam diante dos mais abandonados? Ele e ela têm  gestos de larga generosidade? Que relacionamentos têm com Deus? Qual sua biografia religiosa? Como se comportam diante dos impasses e dos imprevistos da vida? São corajosos, covardes,  maleáveis, intransigentes?  São mesquinhos ou generosos?  Estas e tantas outras questões precisam ser resolvidas e respondidas antes do casamento.  Elas levam a que seja tomada uma decisão lúcida no momento da escolha, da convicção de que poderão rasgar juntos o amanhã. Se estiverem convencidos da “têmpera”  do outro.

5. Muitos rapazes e moças, em nossos dias, protelam a decisão do casamento. Vivem praticamente como casados cada um morando em casa dos pais ou montando uma casa sem uma palavra dada nascida do fundo das entranhas, vendo se vai dar certo.  .. Há uma sorte de medo de se morrer a uma parte da vida. Deseja-se uma segurança total, sem risco e o amor exige o desafio do risco.  Dois seres humanos,  homem e mulher, feitos para atingir a plenitude de sua feminilidade e masculinidade  precisam se escolher.  A doença da indecisão faz com que  muitos nunca tenham dito de verdade: Eu te quero bem. Conta comigo. Não nos largaremos. Os passos dados se revestem, não poucas vezes, de privisoriedade.

6. Um homem e uma mulher, feitos para atingir as estrelas, não podem unir suas histórias por razões superficiais, apenas devido a um frisson emotivo ou sensual. É pouco. Muito pouco. Um casamento só tem sentido quando as pessoas são capazes de fazer o dom de suas vidas de maneira total e irrestrita. Do contrário se torna enfermiça essa relação. Na visão cristã das coisas o marido ama sua esposa como Cristo amou sua esposa, a Igreja.

Eis o desafio: educar as pessoas para escolherem e escolherem bem.