Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Jesus, o Filho de Deus – 2ª parte

05/06/2012

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1. Resumo da aula anterior.

Tabu: ninguém pode ver a fae de Deus.
(ler Ex 33, 20-23).

2. Filho de Deus nos evangelhos.

Faço essa escolha, para que nos acostumemos a recorrer aos quatro evangelhos, como nossa fonte de informação número um.

Marcos assim começa: “Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (1,1).

Temos aqui um pequeno problema. Será que os apóstolos já tinham clara compreensão da filiação divina de Jesus antes da Ressurreição?

Vamos à celebrada confissão de Pedro em Cesaréia de Felipe, narrada por Marcos 8, 23-30; Mt 16, 13-20 e Lc 9, 18-21.

Marcos é o mais antigo dos evangelhos e Pedro diz apenas: “Tu és o Cristo” (v. 29), i.é, o Ungido, ou seja, o Messias.

Em Mt, Pedro afirma: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” (v. 16).

Em Lc, Pedro declara: “Tu és o Cristo de Deus” (v. 20).

Não dá para não perceber que só Mateus fala em Filho de Deus vivo.

Interessante, que dos tres evangelistas, Mt é o mais judeu o mais tradicional e tem linguagem mais próxima ao falar do A.T. Entre as diversas pessoas com uma relação especial com Deus, por terem sido fruto de escolha direta desse Deus, tais como, anjos, o Povo Eleito, israelitas fiéis, todos podiam ser chamados Filhos de Deus. Mas, entre eles, sobressai de modo especial, o Messias como o mais importante (2Sm 7, 14; Sl 2, 7; 89, 27). Provavelmente Pedro está pensando apenas no Messias como homem especial de Deus.

Mas, o autor Mateus, certamente, pensa já em Jesus como Filho gerado pelo Pai Eterno. Imediatamente depois da Ressurreição e a vinda do Espírito Santo, com a função de “ensinar toda a Verdade” (Jo 16, 13), os cristãos ampliam o sentido de Filho de Deus do A.T. para o sentido de filiação real e não apenas de um título. Quando Tomé reconhece o ressuscitado, é direto e deixa nenhuma dúvida: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,28). Então, quando Mateus escreve a confissão de Pedro, ele, Mateus, tinha plena fé que Jesus era Deus Encarnado.

Mas Pedro só via em Jesus o Ungido de Deus, o Messias,

com a idéia de filiação divina do A.T..

Interessante que Lucas escreve mais ou menos no mesmo tempo que Mateus. Ele fica com Marcos e aí Pedro afirma apenas “o Cristo de Deus” (v. 20).

3. No Prólogo de João.

O quarto Evangelho é o mais original, o mais teológico e o menos biográfico dos quatro e foi escrito pelo final do 1º século. O autor vai direto à origem divina e à própria divinidade de Jesus.

Vamos ler Jo 1, 1-18.

Na primeira nota explicativa da Bíblia de Tradução Ecumênica aparecem, no prólogo, traços de um hino de exaltação ao Cristo como Verbo Divino, empregado na liturgia cristã de Éfeso e sugere a leitura de Cl 1, 15; 1Tm 3, 16; Hb 1, 3-4.

Neste cântico ao Cristo de Colossenses, sugiro ler 1, 15-17, pois no v. 17 Paulo diz: “Ele existe antes de tudo!”. É a mesma eternidade do Verbo, ou do Cristo-Deus, de que João fala no prólogo. A mesma Bíblia acima citada, identifica 1Tm 3, 16 como um pedaço do hino da Igreja de Éfeso.

Eis o que diz esse versículo: “Ele foi manifestado na carne, justificado pelo Espírito, contemplado pelos anjos, proclamado pelos pagãos, acreditado no mundo, exaltado na Glória”.

Lendo também Hb 1, 3-4, o autor não deixa nenhuma dúvida sobre a eternidade sobre e a identificação total do Filho com o Pai. “Ele é o esplendor da Glória do Pai, a expressão do seu Ser”! Isso combina tão bem com as palavras de Jesus: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10, 30).

Vamos firmar bem em nossa memória o que é a tal da Glória de Deus que ocorre tantas vezes no A.T. e N.T.. A nossa Bíblia de referência, em nota sobre a palavra Glória em Jo 1, 14, diz: “No A.T. a palavra glória designa aquilo que manifesta Deus aos homens.

Trata-se ora de uma espécie de esplendor luminoso que emana do que é santo, ora de acontecimentos através dos quais o poder de Deus se manifesta. João descreverá as diversas atividades de Jesus que manifestam sua Glória (2, 11) e, particularmente, o acontecimento pascal (13, 31; 17, 2-5; 12, 23. 28), como também a unidade dos discípulos” (17, 22-23).

Vamos reproduzir parte da nota explicativa da mesma Bíblia sobre a palavra Verbo, que traduz o termo grego Logos. (explicar o sentido de Logos).

“… enquanto Filho eterno, o Cristo é expressão perfeita do Pai (cf. Cl 1, 15: imagem do Deus invisível; Fl 2, 6: de condição divina; Hb 1, 3: resplendor da Glória do Pai). Pela Encarnação, Ele se tornará a manifestação suprema de Deus no seio da humanidade”.

4. “E o Logos (Verbo) se fez Carne e habitou entre nós” (Jo 1, 14)”.

Para nós cristãos aqui tudo começa. Nós somos a porção da humanidade que aceita e crê nesta revelação. Não esqueçamos o final de Jo 1, 1: “E o Logos (Verbo) era Deus”. Simples assim:
o Logos é Deus;
o Cristo (Ungido) é esse Logos que se faz Carne;
Cristo é Deus Encarnado;
Cristo é Deus!

Mas isso será assunto da próxima aula.

Frei Hipólito Martendal, OFM.

TEXTO EM PDF PARA IMPRESSÃO

 

 

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