Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Jesus, o Filho de Deus – 1ª parte

05/06/2012

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1- Introdução.

O Cristianismo tem uma pretensão única: chegar a viver uma vida com Deus, até atingir o “face a face”, ou seja, proximidade total. As grandes barreiras do passado entre Deus e o homem desaparecem totalmente.

2- Como o Judaísmo punha limites.

2.1- No Paraíso.

Ao criar Adão e Eva, Deus tinha uma proximidade muito grande com eles. Genesis fala em Deus passeando no Jardim do Éden e conversando frequentemente com os dois. Portanto, nos desejos espirituais do homem o ideal sempre foi de proximidade entre o Criador e a criatura humana.

2.2- Depois do Paraíso.

A história do pecado de nossos primeiros pais é super conhecida. Adão e Eva são expulsos do paraíso. Mas, apesar do pecado, Deus não rompeu com os dois. Antes da expulsão Ele providencia tangas mais confortáveis de pele para os dois. Os contatos posteriores de Deus continuam frequentes. Assim, Ele procura Caim, após seu crime.

Promete castigo, mas também proteção.

A figura com a qual Deus se comunica continuamente é Noé. Afinal, a construção da arca segue uma planta elaborada pelo próprio Deus e deve ser executada precisamente por Noé (e Noé não era nenhum arquiteto!). Deus explica também os motivos do dilúvio, do qual Ele quer salvar Noé e sua família.

Pela primeira vez, Deus propõe uma aliança, ainda bem genérica, a Noé, a toda humanidade e também com todo o planeta Terra.

Surge agora em cena Abraão.

Com Abraão, o primeiro grande Patriarca, “o pai de todos os crentes”, Deus propõe uma aliança mais explícita com ele e seus descendentes, o futuro Povo de Israel.

Em Genesis 17.1, lemos: “quando Abraão completou noventa e nove anos, Javé lhe apareceu e disse ‘Eu sou o poderoso, anda na minha presença e sê perfeito. Eu instituo minha aliança entre Mim e ti e te multiplicarei extremamente’. E Abraão caiu com a face por terra”. Abraão é apenas o ouvinte.

No versículo 22, lemos: “quando Deus terminou de falar com Abraão, elevou-se para longe dele”.

O capítulo é surpreendente por uma grande proximidade e camaradagem entre Abraão e Deus. Contudo, não podemos esquecer que Deus está metamorfoseado na forma humana. Na verdade são três homens que se apresentam a Abraão.

Um assume o papel de Deus e os outros dois de anjos.
(contar livremente a estória e acentuar a liberdade que Deus dá a Abraão ao abrir-se com ele.)

No capítulo 18, 17-19, o autor escreve: “Javé disse consigo: ‘ocultarei a Abraão o que vou fazer, já que Abraão se tornará uma nação grande e poderosa e por ele serão benditas todas as nações da Terra?

Pois, Eu o escolhi para que ele ordene a seus filhos e à sua casa depois dele, que guardem o caminho de Javé, realizando a justiça e o direito; desse modo Javé realizará para Abraão o que lhe prometeu’”.

Ato contínuo, Abraão mostra uma liberdade surpreendente. Ele chega a assumir um papel de conselheiro de Deus. (comentar o texto).

2.3- Mas, ver a face de Deus, nunca!

Esse tabu, não ver a face de Deus, assume contornos dramáticos na história de Moisés.

Moisés é figura única. É o maior homem do A.T.. Ele é uma espécie de Redentor. Deus, através dele, atua de modo espetacular (conferir a saída do Egito e Tábuas da Lei).

Até aqui Deus se manifesta através de uma nuvem, de um lado escura e do outro, luminosa. Mas ninguém vê Deus. Esses sinais que acompanham a presença de Deus chamam-se a Glória.

Mas, Moisés pede mais.

(contar livremente Ex 33, 1-17). Ouçamos agora os versículos 18 a 23 (ler).

O tabu está estabelecido. Não se pode ver a face de Deus, nem conhecer diretamente seu nome. Pois, conhecer o nome de alguém significava ter algum controle sobre o conteúdo desse nome. Para os semitas, o nome significava a essência do próprio ser.

3- Proposta de Deus ao Cristianismo.

O Cristianismo nasce com o anúncio da Boa Nova, ou seja, o anúncio da vinda do Reino de Deus. Uma das características do Reino de Deus é a renovação radical do ser humano. São Paulo fala abertamente de uma Nova Criação. Isso envolve a retomada do contato fácil entre o ser humano e Deus. Só que agora, não há mais restrições para o homem conhecer Deus “como Ele é”.

No paraíso, Deus não queria que o homem soubesse demais. Agora, não só nos conhecimentos gerais desaparecem os limites, como o próprio Deus quer ser por nós conhecido. Isso significa estabelecer novos vínculos com o ser humano, a ponto de podermos viver em verdadeira comunhão com Ele. Envolve conhecimento mútuo, amor, convivência e, praticamente, uma fusão de realidades e pessoas.

Nossos limites são superados e transpostos por essa comunhão com o divino.

Vamos pensar quais?

Voltemos agora à pessoa de Jesus.

4- Jesus é o Homem-Deus.

Em primeiro lugar precisamos considerar que a antiga Aliança, selada entre Deus e o povo de Israel, através de Moisés, não era definitiva. Para começar, era pequena e limitada ao “Povo Eleito”. Deus continuava por vezes apavorante, apesar de se manifestar na Tenda do Encontro (Ex 25, 1; 33, 7) fora do acampamento e eventualmente, se manifestava no Templo de Jerusalém.

Agora quer dar-se a conhecer.
Deus sabe que não existe outra forma de atrair desinteressadamente o homem para si.
João encerra o prólogo de seu Evangelho dizendo: “Ninguém jamais viu a Deus; o Filho Único, Deus, que está no seio do Pai, no-lo revelou” (Jo 1, 18).

Vamos agora ler e comentar Jo 1, 1-14.

Não podemos esquecer que este texto foi escrito no final do primeiro século, mais ou menos setenta anos após a morte e ressurreição de Jesus.

João não tem dúvida alguma a respeito da origem divina de Jesus.

Nenhum indício sobra para que alguém pudesse interpretar o texto e dizer que Jesus gozava de um título especial (como concedido a outras pessoas especiais) de Filho de Deus.

Ele é o próprio Filho.
Eterno como o Pai.

 

Frei Hipólito Martendal, OFM.

TEXTO EM PDF PARA IMPRESSÃO

 

 

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