Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Liturgia diária

fevereiro/2026

  • 4º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Sofonias 2,3; 3,12-13

    3Buscai o Senhor, humildes da terra, que pondes em prática seus preceitos; praticai a justiça, procurai a humildade; achareis talvez um refúgio no dia da cólera do Senhor. 3,12E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel. 13Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 145(146)
    Felizes os pobres em espírito, / porque deles é o Reino dos Céus.

    O Senhor é fiel para sempre, / faz justiça aos que são oprimidos; /
    ele dá alimento aos famintos, / é o Senhor quem liberta os cativos. – R.

    O Senhor abre os olhos aos cegos, / o Senhor faz erguer-se o caído; /
    o Senhor ama aquele que é justo, / é o Senhor quem protege o estrangeiro. – R.

    Ele ampara a viúva e o órfão, / mas confunde os caminhos dos maus. /
    O Senhor reinará para sempre! † Ó Sião, o teu Deus reinará / para sempre e por todos os séculos! – R.

    1 Coríntios 1,26-31

    26Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana, nem muitos poderosos, nem muitos nobres. 27Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco para assim confundir o que é forte; 28Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, 29para que ninguém possa gloriar-se diante dele. 30É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus: sabedoria, justiça, santificação e libertação, 31para que, como está escrito, “quem se gloria, glorie-se no Senhor”.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 5,1-12

    Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.

    Palavra da salvação.

    “Felizes os pobres de espírito”.

    Jesus sobe ao monte, senta-se e começa a ensinar. Não o faz a partir de um trono nem do centro do poder religioso, mas de um lugar que recorda Moisés, trazendo, porém, uma novidade radical: o que Jesus anuncia não é uma nova lei, mas um novo modo de viver. As bem-aventuranças não são promessas para um futuro distante nem prêmios para os perfeitos; são uma proclamação ousada de quem pertence ao Reino de Deus aqui e agora. Jesus chama de felizes os pobres, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os perseguidos. Ou seja, coloca no centro aqueles que a sociedade costuma deixar à margem e declara que neles Deus já está agindo.

    Este evangelho é profundamente provocador porque desmonta nossos critérios de sucesso, segurança e felicidade. Jesus não abençoa a acumulação, o poder nem a autossuficiência; abençoa a fragilidade assumida, a misericórdia praticada e a fidelidade que custa. As bem-aventuranças não são um convite à resignação diante do sofrimento, mas uma denúncia clara de um mundo que gera exclusão e dor. Jesus nos convida a acreditar que outro modo de viver é possível e que o Reino se constrói quando escolhemos a mansidão em vez da violência, a misericórdia em vez do julgamento e a justiça em vez da comodidade. Seguir Jesus é deixar-nos transformar por essa lógica do Reino, mesmo quando ela nos incomoda e nos desinstala.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Apresentação do Senhor

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Malaquias 3,1-4

    1Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; 2e quem poderá fazer-lhe frente no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; 3e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. 4Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos.

    Palavra do Senhor.

    Ou Hebreus 2,14-18

    Irmãos, 14visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17Por isso, devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 23(24)
    O rei da glória é o Senhor onipotente!

    “Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, /
    a fim de que o rei da glória possa entrar!” – R.

    Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” † “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, /
    o Senhor, o poderoso nas batalhas!” – R.

    “Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, /
    a fim de que o rei da glória possa entrar!” – R.

    Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” † “O rei da glória é o Senhor onipotente, /
    o rei da glória é o Senhor Deus do universo.” – R.

    Lucas 2,22-40 ou 22-32

    [22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor, 23conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos -, como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo, Israel”.] 33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. 36Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37Depois ficara viúva e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.

    Palavra da salvação.

    “Meus olhos viram a tua salvação”.

    O evangelho nos apresenta Maria e José levando o menino Jesus ao Templo para cumprir a Lei. Nesse gesto simples e cotidiano, Deus se deixa encontrar no meio do povo, não em grandes sinais de poder, mas na fragilidade de uma criança. Simeão e Ana, pessoas idosas, marcadas pela espera e pela fidelidade silenciosa, reconhecem naquele menino a salvação prometida. Eles representam todos aqueles que, mesmo com o passar do tempo e das dificuldades, não deixam de confiar que Deus continua agindo na história. A salvação não chega de forma espetacular, mas se revela aos que sabem esperar e manter o coração atento. Ao mesmo tempo, este evangelho nos recorda que o caminho de Jesus não será fácil. Simeão anuncia que aquela criança será sinal de contradição e que a dor também atravessará a vida de Maria. Desde o início, fica claro que o projeto de Deus passa pela entrega, pela fidelidade e pela confiança, mesmo quando o futuro parece incerto. Lc 2, 22-40 nos convida a reconhecer que Deus continua vindo ao nosso encontro nas pequenas coisas e nas pessoas simples, e nos chama a cultivar uma fé paciente, capaz de esperar, discernir e acolher o agir de Deus no meio da vida concreta.

  • 3ª-feira da 4ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Samuel 18,9-10.14.24-25.30-19,

    Leitura do segundo livro de Samuel – Naqueles dias, Absalão encontrou-se por acaso na presença dos homens de Davi. Ia montado numa mula, e esta meteu-se sob a folhagem espessa de um grande carvalho. A cabeça de Absalão ficou presa nos galhos da árvore, de modo que ele ficou suspenso entre o céu e a terra, enquanto a mula em que ia montado passou adiante. Alguém viu isso e informou Joab, dizendo: “Vi Absalão suspenso num carvalho”. Joab tomou então três dardos e cravou-os no peito de Absalão. Davi estava sentado entre duas portas da cidade. A sentinela que tinha subido ao terraço da porta, sobre a muralha, levantou os olhos e divisou um homem que vinha correndo, sozinho. Pôs-se a gritar e avisou o rei, que disse: “Se ele vem só, traz alguma boa-nova”. O rei disse-lhe: “Passa e espera aqui”. Tendo ele passado e estando no seu lugar, apareceu o etíope e disse: “Trago-te, senhor meu rei, a boa-nova: o Senhor te fez justiça contra todos os que se tinham revoltado contra ti”. O rei perguntou ao etíope: “Vai tudo bem para o jovem Absalão?” E o etíope disse: “Tenham a sorte desse jovem os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para te fazer mal!”

    Então o rei estremeceu, subiu para a sala que está acima da porta e caiu em pranto. Dizia entre soluços: “Meu filho Absalão! Meu filho, meu filho Absalão! Por que não morri eu em teu lugar? Absalão, meu filho, meu filho!” Anunciaram a Joab que o rei estava chorando e lamentando-se por causa do filho. Assim, a vitória converteu-se em luto, naquele dia, para todo o povo, porque o povo soubera que o rei estava acabrunhado de dor por causa de seu filho.

    Palavra do Senhor.


    85(86)

    Inclinai vosso ouvido, ó Senhor, e respondei-me!

    Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, escutai, pois sou pobre e infeliz! Protegei-me, que sou vosso amigo, † e salvai vosso servo, meu Deus, que espera e confia em vós!

    Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minha alma.

    Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!

    Marcos 5,21-43

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    O Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas (Mt 8,17). 

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele e Jesus ficou na praia. Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!” Jesus então o acompanhou. Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia. Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou?’” Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus e contou-lhe toda a verdade. Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”. Ele estava ainda falando quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. Começaram então a caçoar dele. Mas ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” – que quer dizer: “Menina, levanta-te!” Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

    Palavra da salvação.

    “Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e fica livre da tua doença”.

    Neste evangelho, Jesus se aproxima de duas situações marcadas pela dor, fragilidade e exclusão. Uma mulher doente há muitos anos, considerada impura, e uma menina à beira da morte. Ambas parecem não ter mais saída, mas Jesus se deixa tocar pela fé que brota do desespero e da confiança. A mulher se aproxima em silêncio, acreditando que um simples toque pode curá-la, e Jesus não apenas a cura, mas a devolve à dignidade, chamando-a de “filha”. Ao mesmo tempo, Jesus entra na casa onde todos já choram a morte da menina e afirma que a última palavra não é a morte, mas a vida. Ele toma a menina pela mão e a levanta, revelando um Deus que se inclina com ternura sobre o sofrimento humano. Este evangelho nos convida a confiar em Jesus mesmo quando tudo parece perdido e a acreditar que, para Deus, nenhuma ferida é definitiva. Onde há fé, mesmo frágil e silenciosa, Jesus faz a vida recomeçar.

  • 4ª-feira da 4ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Samuel 24,2.9-17

    Leitura do segundo livro de Samuel – Naqueles dias, disse o rei Davi a Joab e aos chefes do seu exército que estavam com ele: “Percorre todas as tribos de Israel, desde Dã até Bersabeia, e faze o recenseamento do povo, de maneira que eu saiba o seu número”. Joab apresentou ao rei o resultado do recenseamento do povo: havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que manejavam a espada; e, em Judá, quinhentos mil homens. Mas, depois que o povo foi recenseado, Davi sentiu remorsos e disse ao Senhor: “Cometi um grande pecado ao fazer o que fiz. Mas perdoa a iniquidade do teu servo, porque procedi como um grande insensato”. Pela manhã, quando Davi se levantou, a palavra do Senhor tinha sido dirigida ao profeta Gad, vidente de Davi, nestes termos: “Vai dizer a Davi: Assim fala o Senhor: dou-te a escolher três coisas; escolhe aquela que queres que eu te envie”. Gad foi ter com Davi e referiu-lhe estas palavras, dizendo: “Que preferes: três anos de fome na tua terra, três meses de derrotas diante dos inimigos que te perseguem ou três dias de peste no país? Reflete, pois, e vê o que devo responder a quem me enviou”. Davi respondeu a Gad: “Estou em grande angústia. É melhor cair nas mãos do Senhor, cuja misericórdia é grande, do que cair nas mãos dos homens!” E Davi escolheu a peste. Era o tempo da colheita do trigo. O Senhor mandou, então, a peste a Israel, desde aquela manhã até o dia fixado, de modo que morreram setenta mil homens da população, desde Dã até Bersabeia. Quando o anjo estendeu a mão para exterminar Jerusalém, o Senhor arrependeu-se desse mal e disse ao anjo que exterminava o povo: “Basta! Retira agora a tua mão!” O anjo estava junto à eira de Areúna, o jebuseu. Quando Davi viu o anjo que afligia o povo, disse ao Senhor: “Fui eu que pequei, eu é que tenho a culpa. Mas estes, que são como ovelhas, que fizeram? Peço-te que a tua mão se volte contra mim e contra a minha família!”

    Palavra do Senhor.


    31(32)

    Perdoai-me, Senhor, meu pecado!

    Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado e em cuja alma não há falsidade!

    Eu confessei, afinal, meu pecado e minha falta vos fiz conhecer. Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” E perdoastes, Senhor, minha falta.

    Todo fiel pode, assim, invocar-vos durante o tempo da angústia e aflição, porque, ainda que irrompam as águas, não poderão atingi-lo jamais.

    Sois para mim proteção e refúgio; na minha angústia me haveis de salvar e envolvereis a minha alma no gozo da salvação que me vem só de vós.

    Marcos 6,1-6

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    Minhas ovelhas escutam minha voz; eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27). 

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isso? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

    Palavra da salvação.

    “Um profeta só não é valorizado na sua própria terra”.

    Neste evangelho, Jesus volta à sua terra e encontra não acolhida, mas desconfiança. Aqueles que o conheciam desde pequeno não conseguem ir além da imagem que já tinham dele e, presos às suas certezas, se fecham à novidade de Deus. A falta de fé não limita o poder de Jesus, mas impede que sua ação seja reconhecida e acolhida. Este texto nos provoca a revisar nossas próprias resistências: quantas vezes Deus passa por perto, fala através do que nos é familiar, e nós não o percebemos porque achamos que já sabemos quem Ele é? Jesus se admira da incredulidade deles e nos convida a abrir o coração para que o Reino possa acontecer também em nossa vida.

  • Santa Águeda

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 2,1-4.10-12
    Leitura do primeiro livro dos Reis – Aproximando-se o fim da sua vida, Davi deu estas instruções a seu filho Salomão: “Vou seguir o caminho de todos os mortais. Sê corajoso e porta-te como um homem. Observa os preceitos do Senhor, teu Deus, andando em seus caminhos, observando seus estatutos, seus mandamentos, seus preceitos e seus ensinamentos, como estão escritos na Lei de Moisés. E assim serás bem-sucedido em tudo o que fizeres e em todos os teus projetos. Então o Senhor cumprirá a promessa que me fez, dizendo: ‘Se teus filhos conservarem uma boa conduta, caminhando com lealdade diante de mim, com todo o seu coração e com toda a sua alma, jamais te faltará um sucessor no trono de Israel’”. E Davi adormeceu com seus pais e foi sepultado na cidade de Davi. O tempo que Davi reinou em Israel foi de quarenta anos: sete anos em Hebron e trinta e três em Jerusalém. Salomão sucedeu no trono a seu pai, Davi, e seu reino ficou solidamente estabelecido.

    Palavra do Senhor.


    1 Crônicas 29

    Dominais todos os povos, ó Senhor.

    Bendito sejais vós, ó Senhor Deus, † Senhor Deus de Israel, o nosso pai, / desde sempre e por toda a eternidade! – R.

    A vós pertencem a grandeza e o poder, / toda a glória, esplendor e majestade. – R.

    A vós, Senhor, também pertence a realeza, † pois sobre a terra, como rei, vos elevais! / Toda glória e riqueza vêm de vós! – R.

    Sois o Senhor e dominais o universo, † em vossa mão se encontra a força e o poder, / em vossa mão tudo se afirma e tudo cresce!

    Marcos 6,7-13

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    Convertei-vos e crede no Evangelho, pois o Reino de Deus está chegando! (Mc 1,15) 

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés como testemunho contra eles!” Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

    “Ele chamou os Doze, começou a enviá-los dois a dois”

    Neste evangelho, Jesus envia os Doze em missão e lhes confia uma tarefa clara: anunciar a conversão, curar e libertar. Ele os envia com simplicidade, sem seguranças materiais, para que aprendam a confiar mais em Deus do que em seus próprios recursos. A missão não se apoia no poder, no prestígio ou na força, mas na autoridade que nasce da fidelidade ao Evangelho. Ao mesmo tempo, o texto mostra as reações diversas diante de Jesus: alguns o reconhecem, outros o confundem ou o rejeitam, como acontece com Herodes, que vive inquieto diante da verdade. Este evangelho nos recorda que seguir Jesus é aceitar ser enviados, mesmo sem todas as garantias, confiando que Deus age através de nossa fragilidade e que a Boa Notícia continua provocando perguntas, conversões e resistências também hoje.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • São Paulo Miki e Companheiros

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Eclesiástico 47,2-13

    Leitura do livro do Eclesiástico – Como a gordura, que se separa do sacrifício pacífico, assim também sobressai Davi entre os israelitas. Brincou com leões como se fossem cabritos e com ursos como se fossem cordeiros. Não foi ele que, ainda jovem, matou o gigante e retirou do seu povo a desonra? Ao levantar a mão com a pedra na funda, ele abateu o orgulho de Golias. Pois invocou o Senhor, o Altíssimo, e este deu força ao seu braço direito, e ele acabou com um poderoso guerreiro e reergueu o poder do seu povo. Assim foi que o glorificaram por dez mil e o louvaram pelas bênçãos do Senhor, oferecendo-lhe uma coroa de glória. Pois esmagou os inimigos por toda parte e aniquilou os filisteus, seus adversários, abatendo até hoje o seu poder. Em todas as suas obras, dava graças ao Santo Altíssimo com palavras de louvor: de todo o coração louvava o Senhor, mostrando que amava a Deus, seu Criador. Diante do altar colocou cantores, que deviam acompanhar suavemente as melodias. Deu grande esplendor às festas e ordenou com perfeição as solenidades até o fim do ano: fez com que louvassem o santo nome do Senhor, enchendo o santuário de harmonia desde a aurora. O Senhor lhe perdoou os seus pecados e exaltou para sempre o seu poder; concedeu-lhe a aliança real e um trono glorioso em Israel.

    Palavra do Senhor.


     

    17(18)

    Louvado seja Deus, meu salvador!

    São perfeitos os caminhos do Senhor, / sua palavra é provada pelo fogo; / nosso Deus é um escudo poderoso / para aqueles que a ele se confiam. – R.

    Viva o Senhor! Bendito seja o meu rochedo! / E louvado seja Deus, meu salvador! / Por isso, entre as nações, vos louvarei, / cantarei salmos, ó Senhor, ao vosso nome. – R.

    Concedeis ao vosso rei grandes vitórias † e mostrais misericórdia ao vosso ungido, / a Davi e à sua casa para sempre.

    Marcos 6,14-29

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8,15)

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. Ouvindo isso, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” Herodes tinha mandado prender João e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. E lhe jurou, dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

    Palavra da salvação.

    “Herodes temia João, sabendo que era um homem justo e santo”.

    Neste evangelho, Marcos nos apresenta a figura de Herodes profundamente perturbado pela pessoa de Jesus, porque nela ressoa a voz de João Batista, aquele que ele mandou matar. Herodes representa o drama de quem reconhece a verdade, mas não tem coragem de assumi-la até o fim. Ele admira João, sabe que é um homem justo e santo, mas permanece preso ao medo, à opinião dos outros, ao poder e às próprias incoerências. A morte de João não é fruto de um ato isolado de crueldade, mas de uma cadeia de omissões, vaidades e conveniências que acabam silenciando o profeta.

    Este evangelho nos confronta com uma pergunta incômoda: o que fazemos com a verdade quando ela nos incomoda? João Batista perde a vida por permanecer fiel à sua palavra e à justiça, enquanto Herodes perde a paz por não ter sido fiel a si mesmo. Marcos nos recorda que seguir o caminho do Evangelho pode ter um custo alto, mas que negociar a verdade custa ainda mais caro. Que este texto nos ajude a escolher a coerência, a liberdade interior e a fidelidade ao Reino, mesmo quando isso exige coragem e renúncia.

    Reflexão dos Noviços

  • Sábado da 4ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 3,4-13

    Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, o rei Salomão foi a Gabaon para oferecer um sacrifício, porque esse era o lugar alto mais importante. Salomão ofereceu mil holocaustos naquele altar. Em Gabaon o Senhor apareceu a Salomão, em sonho, durante a noite, e lhe disse: “Pede o que desejas e eu to darei”. Salomão respondeu: “Tu mostraste grande benevolência para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou na tua presença com sinceridade, justiça e retidão de coração para contigo. Tu lhe conservaste essa grande benevolência e lhe deste um filho que hoje ocupa o seu trono. Portanto, Senhor meu Deus, tu fizeste reinar o teu servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar. Além disso, teu servo está no meio do teu povo eleito, povo tão numeroso, que não se pode contar ou calcular. Dá, pois, ao teu servo um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?” Essa oração de Salomão agradou ao Senhor. E Deus disse a Salomão: “Já que pediste estes dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti nem haverá depois de ti. Mas dou-te também o que não pediste, tanta riqueza e tanta glória como jamais haverá entre os reis, durante toda a tua vida”.

    Palavra do Senhor.


    118(119)

    Ó Senhor, ensinai-me os vossos mandamentos!

    Como um jovem poderá ter vida pura? / Observando, ó Senhor, vossa palavra. – R.

    De todo o coração eu vos procuro, / não deixeis que eu abandone a vossa lei! – R.

    Conservei no coração vossas palavras, / a fim de que eu não peque contra vós. – R.

    Ó Senhor, vós sois bendito para sempre; / os vossos mandamentos ensinai-me! – R.

    Com meus lábios, ó Senhor, eu enumero / os decretos que ditou a vossa boca. – R.

    Seguindo vossa lei, me rejubilo / muito mais do que em todas as riquezas. – R.

    Marcos 6,30-34

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27). 

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo, que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé e chegaram lá antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

    Palavra da salvação.

    “Vinde para um lugar deserto, e descansai um pouco”!

    Neste evangelho, vemos Jesus acolher os discípulos que retornam da missão e, antes de qualquer coisa, convidá-los ao descanso: “Vinde para um lugar deserto e descansai um pouco”. Jesus reconhece o cansaço, os limites e a necessidade de cuidar de quem se doa. Mas, ao mesmo tempo, ao ver a multidão “como ovelhas sem pastor”, seu coração se enche de compaixão e ele não permanece indiferente. Este texto nos revela um Deus profundamente humano, que valoriza o descanso, mas que não fecha os olhos diante do sofrimento do povo. Seguir Jesus é aprender esse equilíbrio difícil e necessário: cuidar de si sem perder a sensibilidade diante da dor dos outros, deixando que a compaixão oriente nossas escolhas.

  • 5º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 58,7-10

    Pelo poder do Espírito, toda ação orientada para a solidariedade, a acolhida e a pacificação torna-se luz que aponta o caminho para Deus e sal que dá sabor à convivência entre as pessoas.

    Leitura do livro do profeta Isaías – Assim diz o Senhor: “Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o e não desprezes a tua carne. Então, brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro e ele dirá: “Eis-me aqui”. Se destruíres teus instrumentos de opressão e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia”.

    Palavra do Senhor.


    111(112)

    Uma luz brilha nas trevas para o justo, / permanece para sempre o bem que fez. 

    1. Ele é correto, generoso e compassivo, / como luz brilha nas trevas para os justos. / Feliz o homem caridoso e prestativo, / que resolve seus negócios com justiça. – R.

    2. Porque jamais vacilará o homem reto, / sua lembrança permanece eternamente! / Ele não teme receber notícias más: / confiando em Deus, seu coração está seguro. – R.

    3. Seu coração está tranquilo e nada teme. / Ele reparte com os pobres os seus bens, / permanece para sempre o bem que fez / e crescerão a sua glória e seu poder. – R.

    1 Coríntios 2,1-5

    Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – 1Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado. 3Aliás, eu estive junto de vós com fraqueza e receio, e muito tremor. 4Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus, e não na sabedoria dos homens.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 5,13-16

    Aleluia, aleluia, aleluia. 

    Pois eu sou a luz do mundo, quem nos diz é o Senhor; e vai ter a luz da vida quem se faz meu seguidor (Jo 8,12). – R. 

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde brilha para todos os que estão na casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

    Palavra da salvação.

    “Brilhe a vossa luz diante das pessoas”

    Neste evangelho, Jesus nos recorda que a fé não é algo para ser guardado de forma privada ou escondida. Ao nos chamar de sal da terra e luz do mundo, ele afirma que nossa vida tem valor, sentido e impacto na vida dos outros. O sal só cumpre sua missão quando se mistura, e a luz só faz sentido quando ilumina; do mesmo modo, o discipulado cristão se vive no compromisso concreto com a realidade, dando sabor à vida e clareza aos caminhos. Jesus nos convida a reconhecer os dons que recebemos e a colocá-los a serviço, para que, através de gestos simples e cotidianos, outros possam experimentar a presença de Deus que ilumina e transforma o mundo.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 5ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 8,1-7.9-13

    Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, 1Salomão convocou, junto de si em Jerusalém, todos os anciãos de Israel, todos os chefes das tribos e príncipes das famílias dos filhos de Israel, a fim de transferir da cidade de Sião, que é Jerusalém, a arca da aliança do Senhor. 2Todo o Israel reuniu-se em torno de Salomão, no mês de Etanim, ou seja, no sétimo mês, durante a festa. 3Vieram todos os anciãos de Israel, e os sacerdotes tomaram a arca 4e carregaram-na junto com a tenda da reunião, como também todos os objetos sagrados que nela estavam; quem os carregava eram os sacerdotes e os levitas. 5O rei Salomão e toda a comunidade de Israel, reunida em torno dele, imolavam, diante da arca, ovelhas e bois em tal quantidade, que não se podia contar nem calcular. 6E os sacerdotes conduziram a arca da aliança do Senhor ao seu lugar, no santuário do templo, ao Santo dos Santos, debaixo das asas dos querubins, 7pois os querubins estendiam suas asas sobre o lugar da arca, cobrindo a arca e seus varais por cima. 9Dentro da arca só havia as duas tábuas de pedra que Moisés ali tinha deposto no monte Horeb, quando o Senhor concluiu a aliança com os filhos de Israel, logo que saíram da terra do Egito. 10Ora, quando os sacerdotes deixaram o santuário, uma nuvem encheu o templo do Senhor, 11de modo que os sacerdotes não puderam continuar as funções porque a glória do Senhor tinha enchido o templo do Senhor. 12Então Salomão disse: “O Senhor disse que habitaria numa nuvem, 13e eu edifiquei uma casa para tua morada, um templo onde vivas para sempre”.

    Palavra do Senhor.


    131(132)

    Subi, Senhor, para o lugar de vosso pouso!

    1. Nós soubemos que a arca estava em Éfrata e nos campos de Iaar a encontramos. Entremos no lugar em que ele habita, ante o escabelo de seus pés o adoremos! – R.

    2. Subi, Senhor, para o lugar de vosso pouso, subi vós, com vossa arca poderosa! Que se vistam de alegria os vossos santos, e os vossos sacerdotes, de justiça! Por causa de Davi, o vosso servo, não afasteis do vosso ungido a vossa face! – R.

    Marcos 6,53-56

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    Jesus pregava a Boa-nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4,23). – R.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 53tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 56E, nos povoados, cidades e campos aonde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados.

    Palavra da salvação.

    “Pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste”

    Neste evangelho, vemos um Jesus profundamente próximo das dores do povo. Onde ele chega, as pessoas correm ao seu encontro e levam até ele os doentes, porque reconhecem que sua presença gera vida e cura. Basta tocar em Jesus para que a esperança renasça, especialmente naqueles que se sentem esquecidos ou à margem. Este texto nos recorda que Deus não age à distância: em Jesus, Ele se deixa tocar, se aproxima e se compadece. Que também nós saibamos reconhecer os lugares onde a vida está ferida e, seguindo o exemplo de Jesus, sejamos presença que acolhe, que cura e que devolve dignidade.

  • Santa Escolástica

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 8,22-23.27-30

    Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, 22Salomão pôs-se de pé diante do altar do Senhor, na presença de toda a assembleia de Israel, estendeu as mãos para o céu e disse: 23“Ó Senhor, Deus de Israel, não há Deus igual a ti nem no mais alto dos céus nem aqui embaixo na terra; tu és fiel à tua misericordiosa aliança com teus servos, que andam na tua presença de todo o seu coração. 27Mas será que Deus pode realmente morar sobre a terra? Se os mais altos céus não te podem conter, muito menos esta casa que eu construí! 28Mas atende, Senhor meu Deus, à oração e à súplica do teu servo e ouve o clamor e a prece que ele faz hoje em tua presença. 29Teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre o lugar do qual disseste: ‘Aqui estará o meu nome!’ Ouve a oração que o teu servo te faz neste lugar. 30Ouve as súplicas de teu servo e de teu povo Israel quando aqui orarem. Escuta-os do alto da tua morada, no céu, escuta-os e perdoa!”

    Palavra do Senhor.


     

    83(84)

    Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

    1. Minha alma desfalece de saudades / e anseia pelos átrios do Senhor! / Meu coração e minha carne rejubilam / e exultam de alegria no Deus vivo! – R.

    2. Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, † e a andorinha ali prepara o seu ninho, / para nele seus filhotes colocar: / vossos altares, ó Senhor Deus do universo! / Vossos altares, ó meu rei e meu Senhor! – R.

    3. Felizes os que habitam vossa casa; / para sempre haverão de vos louvar! / Olhai, ó Deus, que sois a nossa proteção, / vede a face do eleito, vosso ungido! – R.

    4. Na verdade, um só dia em vosso templo / vale mais do que milhares fora dele! / Prefiro estar no limiar de vossa casa / a hospedar-me na mansão dos pecadores! – R.

    Marcos 7,1-13

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    Inclinai meu coração às vossas advertências / e dai-me a vossa lei como um presente valioso! (Sl 118,36.29) – R.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus a fim de guardar as vossas tradições. 10Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, consagrado a Deus’. 12E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.

    Palavra da salvação.

    “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”

    Neste evangelho, Jesus denuncia com firmeza uma religião que se apega às tradições, mas se afasta do coração de Deus. Ele mostra que o verdadeiro problema não está nos costumes em si, mas quando eles se transformam em desculpas para não amar, para não cuidar e para não assumir a responsabilidade pelo outro. A fé, quando se reduz a normas vazias, perde sua força libertadora. Este texto nos convida a revisar nossas práticas religiosas e a perguntar-nos se elas realmente ajudam a viver o amor, a justiça e a misericórdia. Que não coloquemos a tradição acima da vida, mas que tudo o que fazemos na fé nos aproxime mais das pessoas e do Deus que se revela no cuidado concreto com o próximo.

    Reflexão Noviços

  • 4ª-feira da 5ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 10,1-10

    Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, 1a rainha de Sabá, tendo ouvido falar – para a glória do Senhor – da fama de Salomão, veio prová-lo com enigmas. 2Chegou a Jerusalém com numerosa comitiva, com camelos carregados de aromas e enorme quantidade de ouro e pedras preciosas. Apresentou-se ao rei Salomão e expôs-lhe tudo o que tinha em seu pensamento. 3Salomão soube responder a todas as suas perguntas: para ele nada houve tão obscuro que não pudesse esclarecer. 4Quando a rainha de Sabá viu toda a sabedoria de Salomão, a casa que tinha construído, 5os manjares da sua mesa, os cortesãos sentados em ordem à mesa, as diversas classes dos que o serviam e suas vestes, os copeiros, os holocaustos que ele oferecia no templo do Senhor, ficou pasmada e disse ao rei: 6“Realmente era verdade o que eu ouvi no meu país a respeito de tuas palavras e de tua sabedoria! 7Eu não queria acreditar no que diziam, até que vim e vi com os meus próprios olhos, e reconheci que não me tinham dito nem a metade. Tua sabedoria e tua riqueza são muito maiores do que a fama que chegara aos meus ouvidos. 8Feliz a tua gente, felizes os teus servos que gozam sempre da tua presença e que ouvem a tua sabedoria! 9Bendito seja o Senhor, teu Deus, a quem agradaste, que te colocou sobre o trono de Israel, porque o Senhor amou Israel para sempre e te constituiu rei para governares com justiça e equidade”. 10Depois ela deu ao rei cento e vinte talentos de ouro e grande quantidade de aromas e pedras preciosas. Nunca mais foi trazida tanta quantidade de aromas como a que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.

    Palavra do Senhor.


    36(37)

    O justo tem nos lábios o que é sábio.

    1. Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; / confia nele, e com certeza ele agirá. / Fará brilhar tua inocência como a luz / e o teu direito como o sol do meio-dia. – R.

    2. O justo tem nos lábios o que é sábio, / sua língua tem palavras de justiça; / traz a aliança do seu Deus no coração, / e seus passos não vacilam no caminho. – R.

    3. A salvação dos piedosos vem de Deus; / ele os protege nos momentos de aflição. / O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, † defende-os e protege-os contra os ímpios, / e os guarda porque nele confiaram. – R.

    Marcos 7,14-23

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    Vossa Palavra é a verdade; / santificai-nos na verdade! (Jo 17,17) – R.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 14Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai todos e compreendei: 15o que torna impuro o homem não é o que entra nele, vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 16Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 17Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os discípulos lhe perguntaram sobre essa parábola. 18Jesus lhes disse: “Será que nem vós compreendeis? Não entendeis que nada do que vem de fora e entra numa pessoa pode torná-la impura, 19porque não entra em seu coração, mas em seu estômago e vai para a fossa?” Assim Jesus declarava que todos os alimentos eram puros. 20Ele disse: “O que sai do homem, isso é que o torna impuro. 21Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23Todas essas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem”.

    Palavra da salvação.

    O que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior.”

    Certa feita, após o efeito danoso e catastrófico da bomba nuclear, Albert Einstein declarou: “O problema do homem não está na bomba atômica, mas no seu coração”. É dentro do íntimo de cada ser humano que descobrimos as potencialidades e obscuridades. No coração de cada pessoa habitam as intenções boas e más, as virtudes e a perversidade, etc. Por esta razão, afirma Jesus: “O que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior.” Cf. Mc 7, 15. Vejamos como anda esse nosso companheiro, observamos os sentimentos e emoções, as inclinações para as barbaridades, e controlar esses sentimentos tão ruins e desagradáveis.

  • 5ª-feira da 5ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 11,4-13

    Leitura do primeiro livro dos Reis – 4Quando Salomão ficou velho, suas mulheres desviaram o seu coração para outros deuses e seu coração já não pertencia inteiramente ao Senhor, seu Deus, como o do seu pai, Davi. 5Salomão prestou culto a Astarte, deusa dos sidônios, e a Melcom, ídolo dos amonitas. 6Ele fez o que desagrada ao Senhor e não lhe foi inteiramente fiel, como seu pai, Davi. 7Foi então que Salomão construiu um santuário para Camos, ídolo de Moab, no monte que está defronte de Jerusalém, e para Melcom, ídolo dos amonitas. 8Fez o mesmo para todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e ofereciam sacrifícios aos seus deuses. 9Então, o Senhor irritou-se contra Salomão, porque o seu coração tinha se desviado do Senhor, Deus de Israel, que lhe tinha aparecido duas vezes 10e lhe proibira expressamente seguir a outros deuses. Mas ele não obedeceu à ordem do Senhor. 11E o Senhor disse a Salomão: “Já que procedeste assim e não guardaste a minha aliança nem as leis que te prescrevi, vou tirar-te o reino e dá-lo a um teu servo. 12Mas, por amor de teu pai, Davi, não o farei durante a tua vida; é da mão de teu filho que o arrebatarei. 13Não te tirarei o reino todo, mas deixarei ao teu filho uma tribo, por consideração para com meu servo Davi e para com Jerusalém, que escolhi”.

    Palavra do Senhor.


    105(106)

    Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, / segundo o amor que demonstrais ao vosso povo!

    1. Felizes os que guardam seus preceitos / e praticam a justiça em todo o tempo! / Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, / pelo amor que demonstrais ao vosso povo! – R.

    2. Misturaram-se, então, com os pagãos / e aprenderam seus costumes depravados. / Aos ídolos pagãos prestaram culto, / que se tornaram armadilha para eles. – R.

    3. Pois imolaram até mesmo os próprios filhos, / sacrificaram suas filhas aos demônios. / Acendeu-se a ira de Deus contra o seu povo, / e o Senhor abominou a sua herança. – R.

    Marcos 7,24-30

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    Acolhei docilmente a Palavra semeada em vós, meus irmãos; / ela pode salvar vossas vidas! (Tg 1,21) – R.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 24Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido. 25Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. 26A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. 27Jesus disse: “Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos”. 28A mulher respondeu: “É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”. 29Então Jesus disse: “Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha”. 30Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela.

    Palavra da salvação.

    Os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair“.

    Que evangelho comovente e belo. Uma mulher desesperada pela cura de sua filha se lança aos pés do Cristo. Este Evangelho é riquíssimo em detalhes, sendo devido fazer uma leitura calma e analítica. O primeiro era que a mulher era pagã, ou seja, não pertencia à religião judaica. Jesus responde-a dizendo: “Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos”. Cf. Mc 7, 27. Os filhos que Jesus quer dizer são os judeus, os filhos de Israel. Por este motivo, Cristo provoca-a dizendo que primeiro deveria saciar a fome do “povo eleito”. Jesus usou do recurso metafórico comparativo da época, que Ele deveria vir para o povo de Israel. A palavra grega usada para “cachorrinhos” (kunarion) era um diminutivo carinhoso, referindo-se a cães domésticos, sendo esta expressão utilizada pelas famílias. Então, responde a mulher: “É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”. Cf. Mc 7, 28. Comparar os judeus com as crianças é uma comparação com o “desperdício” que fazem os judeus de não aproveitarem as graças que Jesus queria conceder.  O fato marcante, humilde e singelo, é que a mulher pagã se coloca como inferior, permanecendo humilde como um “cachorrinho” esperando que a “migalha do milagre” caia sobre ela e a filha. Sua fé foi tamanha que ela obteve, com a sua firmeza e humildade, as bênçãos de Deus.

  • 6ª-feira da 5ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 11,29-32; 12,19

    Leitura do primeiro livro dos Reis – 29Aconteceu, naquele tempo, que, tendo Jeroboão saído de Jerusalém, veio ao seu encontro o profeta Aías, de Silo, coberto com um manto novo. Os dois achavam-se sós no campo. 30Aías, tomando o manto novo que vestia, rasgou-o em doze pedaços 31e disse a Jeroboão: “Toma para ti dez pedaços. Pois assim fala o Senhor, Deus de Israel: Eis que vou arrancar o reino das mãos de Salomão e te darei dez tribos. 32Mas ele ficará com uma tribo, por consideração para com meu servo Davi e para com Jerusalém, cidade que escolhi dentre todas as tribos de Israel”. 12,19Israel rebelou-se contra a casa de Davi até o dia de hoje.

    Palavra do Senhor.


    80(81)

    Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

    1. Em teu meio não exista um deus estranho, / nem adores a um deus desconhecido! / Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, / que da terra do Egito te arranquei. – R.

    2. Mas meu povo não ouviu a minha voz, / Israel não quis saber de obedecer-me. / Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, / abandonei-os ao seu duro coração. – R.

    3. Quem me dera que meu povo me escutasse! / Que Israel andasse sempre em meus caminhos! / Seus inimigos, sem demora, humilharia / e voltaria minha mão contra o opressor. – R.

    Marcos 7,31-37

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    Abri-nos, ó Senhor, o coração / para ouvirmos a Palavra de Jesus! (At 16,14) – R.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. 32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus afastou-se com o homem para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e, com a saliva, tocou a língua dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!” 35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.

    Palavra da salvação.

    Ele tem feito bem todas as coisas: aos surdos faz ouvir e aos mudos falar“.

    Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!” Cf. Mc 7, 34. Acabamos de ler mais um sinal dos prodígios e maravilhas operados por Jesus Cristo. Para nós, este Evangelho deve nos fomentar a pedir ao Senhor que nos dê a graça de falar de suas maravilhas, louvar a criação, ter lábios apenas para as coisas celestes. Precisamos obter a graça de falar só coisas que edificam e constroem, e ficarmos “silenciosos” das palavras que destroem, ferem e matam.

  • Santos Cirilo e Metódio

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Reis 12,26-32; 13,33-34

    Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, 26Jeroboão refletiu consigo mesmo: “Como estão as coisas, o reino vai voltar à casa de Davi. 27Se este povo continuar a subir ao templo do Senhor em Jerusalém para oferecer sacrifícios, seu coração se voltará para o seu soberano, Roboão, rei de Judá; eles me matarão e se voltarão para Roboão, rei de Judá”. 28Depois de ter refletido bem, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: “Não subais mais a Jerusalém! Eis aqui, Israel, os deuses que te tiraram da terra do Egito”. 29Colocou um bezerro em Betel e outro em Dã. 30Isso foi ocasião de pecado, pois o povo ia em procissão até Dã para adorar um dos bezerros. 31Jeroboão construiu também templos sobre lugares altos e designou como sacerdotes homens tirados do povo, que não eram filhos de Levi. 32E instituiu uma festa no dia quinze do oitavo mês, à semelhança da que era celebrada em Judá. E subiu ao altar. Fez a mesma coisa em Betel, para sacrificar aos bezerros que havia feito. E estabeleceu em Betel sacerdotes nos santuários que tinha construído nos lugares altos. 13,33Depois disso, Jeroboão não abandonou o seu mau caminho, mas continuou a tomar homens do meio do povo e a constituí-los sacerdotes dos santuários dos lugares altos. Todo aquele que queria era consagrado e se tornava sacerdote dos lugares altos. 34Esse modo de proceder fez cair em pecado a casa de Jeroboão e provocou a sua ruína e o seu extermínio da face da terra.

    Palavra do Senhor.


     

    105(106)

    Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, / segundo o amor que demonstrais ao vosso povo.

    1. Pecamos como outrora nossos pais, / praticamos a maldade e fomos ímpios; / no Egito nossos pais não se importaram / com os vossos admiráveis grandes feitos. – R.

    2. Construíram um bezerro no Horeb / e adoraram uma estátua de metal; / eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, / pela imagem de um boi que come feno. – R.

    3. Esqueceram-se do Deus que os salvara, / que fizera maravilhas no Egito; / no país de Cam fez tantas obras admiráveis, / no mar Vermelho, tantas coisas assombrosas. – R.

    Marcos 8,1-10

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    O homem não vive somente de pão, / mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4). – R.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – 1Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2“Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não tem nada para comer. 3Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe”. 4Os discípulos disseram: “Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?” 5Jesus perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete”. 6Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. 7Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 8Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. 9Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta.

    Palavra da salvação.

    Comeram e ficaram satisfeitos.”

    Acabamos de rezar o Evangelho que fala-nos da sensibilidade de Jesus para com aquela multidão faminta que O seguia. “Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer”. Cf. Mc 8,2. Jesus, o Bom Pastor que cuida e dá a vida pelas ovelhas, percebe que saciou a fome espiritual, mas era necessário também saciar a fome do corpo físico. Então solicita aos discípulos ajuda para que pudesse alimentar aquele povo. Jesus herdou essa sensibilidade de Maria Santíssima, que esteve atenta naquelas Bodas, e Ele hoje percebe a necessidade dos seus filhos e filhas. Neste dia, rezemos ao Senhor para que Ele envie auxílios aos nossos irmãos e irmãs necessitados do alimento espiritual e corporal.

    Reflexão Noviços

  • 6º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Eclesiástico 15,16-21

    Pelo Espírito, o Senhor nos revela palavras de sabedoria, as quais nos ajudam a discernir sua vontade em cada situação e progredir no caminho da justiça que conduz ao seu Reino.

    Leitura do livro do Eclesiástico – 16Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás. 17Diante de ti, ele colocou o fogo e a água; para o que quiseres, tu podes estender a mão. 18Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir. 19A sabedoria do Senhor é imensa, ele é forte e poderoso e tudo vê continuamente. 20Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem. Ele conhece todas as obras do homem. 21Não mandou a ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença de pecar.

    Palavra do Senhor.


    118(119)

    Feliz o homem sem pecado em seu caminho, / que na lei do Senhor Deus vai progredindo!

    1. Feliz o homem sem pecado em seu caminho, / que na lei do Senhor Deus vai progredindo! / Feliz o homem que observa seus preceitos / e de todo o coração procura a Deus! – R.

    2. Os vossos mandamentos vós nos destes, / para serem fielmente observados. / Oxalá seja bem firme a minha vida / em cumprir vossa vontade e vossa lei! – R.

    3. Sede bom com vosso servo, e viverei, / e guardarei vossa palavra, ó Senhor. / Abri meus olhos, e então contemplarei / as maravilhas que encerra a vossa lei! – R.

    4. Ensinai-me a viver vossos preceitos; / quero guardá-los fielmente até o fim! / Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, / e de todo o coração a guardarei. – R.

    1 Coríntios 2,6-10

    Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 6entre os perfeitos nós falamos de sabedoria, não da sabedoria deste mundo nem da sabedoria dos poderosos deste mundo, que, afinal, estão votados à destruição. 7Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida que, desde a eternidade, Deus destinou para nossa glória. 8Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. 9Mas, como está escrito, “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu”. 10A nós Deus revelou esse mistério através do Espírito. Pois o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus.

    Palavra do Senhor.

    Evangelho (Mt 5,20-22a.27-28.33-34a.37)

    – Aleluia, Aleluia, Aleluia.

    – Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra: os mistérios do teu reino aos pequenos, Pai, revelas.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

    -Glória a vós, Senhor.

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 20 “Eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21 Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás!’ Quem matar será condenado pelo tribunal. 22a Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo. 27 Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério. 28 Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-Ia, já cometeu adultério com ela no seu coração. 33 Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34a Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum. 37 Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.

    Palavra da salvação.

    “Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento”. 

    Somos convidados a refletir e rezar juntos este Evangelho que mostra Jesus Cristo exortando acerca dos mandamentos. “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento”. Cf. Mt 5, 17. No mês de janeiro, festejamos o “Batismo do Senhor” e, no Evangelho proposto para esta Liturgia, Cristo diz a João Batista: “Nós devemos cumprir toda a justiça”. Cf. Mt 3,15. No batismo, Jesus Cristo manifestou que era preciso cumprir a vontade de Deus Pai, sendo batizado para que todos nós façamos o mesmo. Sendo um sinal de humildade para com o povo “pecador”. O que quero dizer? Que desde o início da missão de Jesus, Ele sempre enfatizou que era necessário dar pleno cumprimento às Leis. Hoje, através das admoestações, Cristo expõe que é necessário observar os mandamentos da Lei de Deus.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 6ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Tiago 1,1-11

    Início da carta de São Tiago – 1Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que vivem na dispersão: saudações. 2Meus irmãos, quando deveis passar por diversas provações, considerai isso motivo de grande alegria, 3por saberdes que a comprovação da fé produz em vós a perseverança. 4Mas é preciso que a perseverança gere uma obra de perfeição, para que vos torneis perfeitos e íntegros, sem falta ou deficiência alguma. 5Se a alguém de vós falta sabedoria, peça-a a Deus, que a concede generosamente a todos, sem impor condições; e ela lhe será dada. 6Mas peça com fé, sem duvidar, porque aquele que duvida é semelhante a uma onda do mar, impelida e agitada pelo vento. 7Não pense tal pessoa que receberá alguma coisa do Senhor: 8o homem de duas almas é inconstante em todos os seus caminhos. 9O irmão humilde pode ufanar-se de sua exaltação, 10mas o rico deve gloriar-se de sua humilhação. Pois há de passar como a flor da erva. 11Com efeito, basta que surja o sol com o seu calor, logo seca a erva, cai a sua flor e desaparece a beleza do seu aspecto. Assim também acabará por murchar o rico no meio de seus negócios.

    Palavra do Senhor.


    118(119)

    Venha a mim o vosso amor e viverei.

    1. Antes de ser por vós provado, eu me perdera; / mas agora sigo firme em vossa lei! – R.

    2. Porque sois bom e realizais somente o bem, / ensinai-me a fazer vossa vontade! – R.

    3. Para mim foi muito bom ser humilhado, / porque assim eu aprendi vossa vontade! – R.

    4. A lei de vossa boca, para mim, / vale mais do que milhões em ouro e prata. – R.

    5. Sei que os vossos julgamentos são corretos, / e com justiça me provastes, ó Senhor! – R.

    6. Vosso amor seja um consolo para mim, / conforme a vosso servo prometestes. – R.

    Marcos 8,11-13

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    Sou o caminho, a verdade e a vida, / ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14,6). – R.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 11os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”. 13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem.

    Palavra da salvação.

    Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal

    A leitura do Evangelho parece um tanto “engraçada”, faltava certo “semancol” por parte de alguns diante da presença de Jesus. Tratavam-no semelhante a um “gênio da lâmpada mágica”, solicitando sinais para que eles pudessem crer ou apenas vislumbrar. Lemos também a humanidade de Cristo ao dar um suspiro profundo, aquele semelhante a nós quando estamos um tanto estressados ou chateados. O sentimento de Jesus é de que parece que eles não estavam compreendendo a importância da sua missão messiânica. “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”. Cf. Mc 8,12. Jesus Cristo então se retira e vai para outro lugar em busca de pessoas que desejam de fato vislumbrar maravilhas sendo operadas, mas pessoas de fé que querem ver os sinais do Filho de Deus e não um espetáculo.

  • 3ª-feira da 6ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Tiago 1,12-18

    Leitura da carta de São Tiago – 12Feliz o homem que suporta a provação. Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam. 13Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: “É Deus que me está tentando”, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e tampouco ele tenta a ninguém. 14Antes, cada qual é tentado por sua própria concupiscência, que o arrasta e seduz. 15Em seguida, a concupiscência concebe o pecado e o dá à luz, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16Meus queridos irmãos, não vos enganeis. 17Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto; descem do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação. 18De livre vontade ele nos gerou, pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas.

    Palavra do Senhor.


    93(94)

    Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!

    1. É feliz, ó Senhor, quem formais † e educais nos caminhos da lei, / para dar-lhe um alívio na angústia. – R.

    2. O Senhor não rejeita o seu povo / e não pode esquecer sua herança: / voltarão a juízo as sentenças; / quem é reto andará na justiça. – R.

    3. Quando eu penso: “Estou quase caindo!”, / vosso amor me sustenta, Senhor! / Quando o meu coração se angustia, / consolais e alegrais minha alma. – R.

    Marcos 8,14-21

    Aleluia, aleluia, aleluia.

    Quem me ama, realmente, guardará minha Palavra / e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,2). – R.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. 16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, vós não vedes e, tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: “E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E vós ainda não compreendeis?”

    Palavra da salvação.

    Vós tendes o coração endurecido?”.

    Acabamos de ler no Evangelho a “correção fraterna” que Jesus exerce com os discípulos, devido à falta de atenção ou incompreensão. Cristo admoesta com autoridade para que eles prestem atenção nas atitudes que estavam tomando e não deixem de realizar as tarefas, confiando apenas no fato de que Ele pode operar milagres e oferecer “soluções”. Isto é o fermento da vaidade e interesse. O fermento é um mal que se espalha e cresce semelhante ao processo de fermentação do pão. Nas Igrejas estão lotados desse amor por interesses. Buscam o Cristo apenas quando convém, como se Ele fosse uma caixa de desejos! O amor que deve ser nutrido pelo Nosso Senhor é um amor sincero e desinteressado.

  • Quarta-feira de Cinzas

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Joel 2,12-18

    12“Agora”, diz o Senhor, “voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; 13rasgai o coração, e não as vestes, e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo.” 14Quem sabe se ele se volta para vós e vos perdoa, e deixa atrás de si a bênção, oblação e libação para o Senhor, vosso Deus? 15Tocai trombeta em Sião, prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembleia; 16congregai o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e lactentes; deixe o esposo seu aposento, e a esposa seu leito. 17Chorem, postos entre o vestíbulo e o altar, os ministros sagrados do Senhor e digam: “Perdoa, Senhor, a teu povo e não deixes que esta tua herança sofra infâmia e que as nações a dominem”. Por que se haveria de dizer entre os povos: “Onde está o Deus deles?” 18Então, o Senhor encheu-se de zelo por sua terra e perdoou ao seu povo.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 50(51)
    Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

    Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! /
    Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.

    Eu reconheço toda a minha iniquidade, / o meu pecado está sempre à minha frente. /
    Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, / pratiquei o que é mau aos vossos olhos! – R.

    Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. /
    Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R.

    Dai-me de novo a alegria de ser salvo / e confirmai-me com espírito generoso! /
    Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, / e minha boca anunciará vosso louvor! – R.

    2 Coríntios 5,20-6,2

    Irmãos, 20somos embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. 21Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus. 6,1Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, 2pois ele diz: “No momento favorável eu te ouvi, e no dia da salvação eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 6,1-6.16-18

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

    Palavra da salvação.

    “E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”

    Hoje, Jesus fala-nos sobre como devemos exercer as obras de misericórdia e justiça sem fazer disso um palco de espetáculos e visualizações nas redes sociais. O convite proposto a nós, cristãos, é fazermos nossas obras ocultamente, o único “telespectador” deverá ser Deus e ninguém mais.

    “E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. Cf. Mt 6, 18.

    Vivemos em um mundo que, infelizmente, normalizamos a “ridicularização e exposição ao próximo”, em que vale tudo pela audiência e fama. Precisamos ter a consciência de que os pobres e marginalizados não devem ser jamais usados como “trampolim” ou material explorado como meio de conseguir admiradores. A caridade deverá ser feita com amor, generosidade e desinteresse. Sem esperar nenhuma recompensa mundana por isto, apenas as dos céus.

    Reflexão dos Noviços

  • 5ª-feira depois das Cinzas

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Deuteronômio 30,15-20

    Moisés falou ao povo, dizendo: 15“Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça. 16Se obedeceres aos preceitos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, amando ao Senhor teu Deus, seguindo seus caminhos e guardando seus mandamentos, suas leis e seus decretos, viverás e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que vais entrar para possuí-la. 17Se, porém, o teu coração se desviar e não quiseres escutar, e se, deixando-te levar pelo erro, adorares deuses estranhos e os servires, 18eu vos anuncio hoje que certamente perecereis. Não vivereis muito tempo na terra onde ides entrar, depois de atravessar o Jordão, para ocupá-la. 19Tomo hoje o céu e a terra como testemunhas contra vós de que vos propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus descendentes, 20amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz e apegando-te a ele – pois ele é a tua vida e prolonga os teus dias, a fim de que habites na terra que o Senhor jurou dar a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 1
    É feliz quem a Deus se confia!

    Feliz é todo aquele que não anda / conforme os conselhos dos perversos; /
    que não entra no caminho dos malvados / nem junto aos zombadores vai sentar-se, /
    mas encontra seu prazer na lei de Deus / e a medita, dia e noite, sem cessar. – R.

    Eis que ele é semelhante a uma árvore / que à beira da torrente está plantada; /
    ela sempre dá seus frutos a seu tempo, † e jamais as suas folhas vão murchar. /
    Eis que tudo o que ele faz vai prosperar. – R.

    Mas bem outra é a sorte dos perversos. † Ao contrário, são iguais à palha seca /
    espalhada e dispersada pelo vento. / Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, /
    mas a estrada dos malvados leva à morte. – R.

    Lucas 9,22-25

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 22“O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro se se perde e se destrói a si mesmo?”

    Palavra da salvação.

    “De que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro se se perde e se destrói a si mesmo?”

    No Sagrado Evangelho de hoje, lemos o prenúncio de Jesus acerca do Sacrifício da Paixão, relatando aos presentes que Ele iria sofrer muito e ser desprezado. E lança um convite desafiador a todos os que Nele creem: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me”. Cf. Lc 9, 23. Assim, com estas provocações, iniciamos este tempo quaresmal. O convite de renunciar os próprios desejos, caprichos e egos para seguirmos despojadamente o “Homem das Dores”. Observe que Cristo não oferece estradas com caminho de flores, mas a via cruz dolorosa que renderá frutos e salvação.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sexta-feira depois das Cinzas

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 58,1-9

    Assim fala o Senhor Deus: 1“Grita forte, sem cessar, levanta a voz como trombeta e denuncia os crimes do meu povo e os pecados da casa de Jacó. 2Buscam-me cada dia e desejam conhecer meus propósitos, como gente que pratica a justiça e não abandonou a lei de Deus. Exigem de mim julgamentos justos e querem estar na proximidade de Deus: 3‘Por que não te regozijaste quando jejuávamos e o ignoraste quando nos humilhávamos?’ É porque, no dia do vosso jejum, tratais de negócios e oprimis os vossos empregados. 4É porque, ao mesmo tempo que jejuais, fazeis litígios e brigas e agressões impiedosas. Não façais jejum com esse espírito, se quereis que vosso pedido seja ouvido no céu. 5Acaso é esse jejum que aprecio, o dia em que uma pessoa se mortifica? Trata-se talvez de curvar a cabeça como junco e de deitar-se em saco e sobre cinza? Acaso chamas a isso jejum, dia grato ao Senhor? 6Acaso o jejum que prefiro não é outro: quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição? 7Não é repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos? Quando encontrares um nu, cobre-o e não desprezes a tua carne. 8Então brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. 9Então invocarás o Senhor, e ele te atenderá, pedirás socorro e ele dirá: ‘Eis-me aqui’”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 50(51)
    Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!

    Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! /
    Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.

    Eu reconheço toda a minha iniquidade, / o meu pecado está sempre à minha frente. /
    Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei / e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! – R.

    Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. /
    Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

    Mateus 9,14-15

    Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”.

    Palavra da salvação.

    Dias virão em que o esposo lhes será tirado, e então jejuarão”. Cf. Mt  9, 15.

    O Evangelista São Mateus apresenta-nos um banquete messiânico escatológico. Jesus admoesta que, enquanto o noivo (Jesus) estiver presente, não é momento de jejuar, mas momento de festejar a presença do noivo. O noivo está diante dos convidados e exige que todos se alimentem sem esboçar luto. Após a Ascensão, será necessário o jejum e oração para o segundo advento do Redentor da humanidade. “O noivo está com eles”. Cf. Mc 2, 19.

    Reflexão dos Noviços

  • Sábado depois das Cinzas

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 58,9-14

    Assim fala o Senhor: 9“Se destruíres teus instrumentos de opressão e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia. 11O Senhor te conduzirá sempre e saciará tua sede na aridez da vida, e renovará o vigor do teu corpo; serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas que jamais secarão. 12Teu povo reconstruirá as ruínas antigas; tu levantarás os fundamentos das gerações passadas: serás chamado reconstrutor de ruínas, restaurador de caminhos, nas terras a povoar. 13Se não puseres o pé fora de casa no sábado nem tratares de negócios em meu dia santo, se considerares o sábado teu dia favorito, o dia glorioso, consagrado ao Senhor, se o honrares, pondo de lado atividades, negócios e conversações, 14então te deleitarás no Senhor; eu te farei transportar sobre as alturas da terra e desfrutar a herança de Jacó, teu pai”. Falou a boca do Senhor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 85(86)
    Ensinai-me os vossos caminhos / e na vossa verdade andarei.

    Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, / escutai, pois sou pobre e infeliz! /
    Protegei-me, que sou vosso amigo, † e salvai vosso servo, meu Deus, / que espera e confia em vós! – R.

    Piedade de mim, ó Senhor, / porque clamo por vós todo o dia! /
    Animai e alegrai vosso servo, / pois a vós eu elevo a minha alma. – R.

    Ó Senhor, vós sois bom e clemente, / sois perdão para quem vos invoca. /
    Escutai, ó Senhor, minha prece, / o lamento da minha oração! – R.

    Lucas 5,27-32

    Naquele tempo, 27Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”. 28Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu. 29Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” 31Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. 32Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”.

    Palavra da salvação.

    “Deixou tudo, levantou-se e o seguiu ”

    A Quaresma é um período propício para aprofundarmos nossa fé e refletirmos sobre nossa caminhada espiritual. Nesse tempo, encontramos exemplos inspiradores, como o de Levi, que respondeu com prontidão ao chamado de Cristo. Ele deixou de lado antigos hábitos e esquemas de vida, entregando-se totalmente ao seguimento de Jesus. Sua alegria ao celebrar a nova vida em Cristo foi compartilhada com toda a sua comunidade, demonstrando a transformação que a fé pode promover. Ele aproveitou aquela oportunidade para tomar uma decisão que mudaria sua vida para sempre. Sua resposta ao chamado do Senhor foi corajosa e decisiva. Assim como Levi, nossa reação ao convite de Jesus deve ser ousada e firme. Ele, que era cobrador de impostos, passou a ser um anunciador da Boa Nova do Reino de Deus, mostrando que a conversão verdadeira implica coragem e disposição para seguir o Senhor de coração livre.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 1º Domingo da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gênesis 2,7-9; 3,1-7b

    7O Senhor Deus formou o homem do pó da terra, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida e o homem tornou-se um ser vivente. 8Depois, o Senhor Deus plantou um jardim em Éden, ao oriente, e ali pôs o homem que havia formado. 9E o Senhor Deus fez brotar da terra toda sorte de árvores de aspecto atraente e de fruto saboroso ao paladar, a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal. 3,1A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha feito. Ela disse à mulher: “É verdade que Deus vos disse: ‘Não comereis de nenhuma das árvores do jardim’?” 2E a mulher respondeu à serpente: “Do fruto das árvores do jardim nós podemos comer. 3Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus nos disse: ‘Não comais dele nem sequer o toqueis, do contrário morrereis’”. 4A serpente disse à mulher: “Não, vós não morrereis. 5Mas Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal”. 6A mulher viu que seria bom comer da árvore, pois era atraente para os olhos e desejável para se alcançar conhecimento. E colheu um fruto, comeu e deu também ao marido, que estava com ela, e ele comeu. 7Então, os olhos dos dois se abriram; e, vendo que estavam nus, teceram tangas para si com folhas de figueira.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 50(51)
    Piedade, ó Senhor, tende piedade, / pois pecamos contra vós.

    Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! /
    Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.

    Eu reconheço toda a minha iniquidade, / o meu pecado está sempre à minha frente. /
    Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, / e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! – R.

    Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. /
    Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R.

    Dai-me de novo a alegria de ser salvo / e confirmai-me com espírito generoso! /
    Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, / e minha boca anunciará vosso louvor! – R.

    Romanos 5,12-19 ou 12.17-19

    [Irmãos, 12consideremos o seguinte: o pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte. E a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram.] 13Na realidade, antes de ser dada a Lei, já havia pecado no mundo. Mas o pecado não pode ser imputado quando não há lei. 14No entanto, a morte reinou, desde Adão até Moisés, mesmo sobre os que não pecaram como Adão – o qual era a figura provisória daquele que devia vir. 15Mas isso não quer dizer que o dom da graça de Deus seja comparável à falta de Adão! A transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos. 16Também, o dom é muito mais eficaz do que o pecado de um só. Pois a partir de um só pecado o julgamento resultou em condenação, mas o dom da graça frutifica em justificação a partir de inúmeras faltas. [17Por um só homem, pela falta de um só homem, a morte começou a reinar. Muito mais reinarão na vida, pela mediação de um só, Jesus Cristo, os que recebem o dom gratuito e superabundante da justiça. 18Como a falta de um só acarretou condenação para todos os homens, assim o ato de justiça de um só trouxe, para todos os homens, a justificação que dá a vida. 19Com efeito, como, pela desobediência de um só homem, a humanidade toda foi estabelecida numa situação de pecado, assim também, pela obediência de um só, toda a humanidade passará para uma situação de justiça.]

    Palavra do Senhor.

    Mateus 4,1-11

    Naquele tempo, 1o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, depois disso, teve fome. 3Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!” 4Mas Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’”. 5Então o diabo levou Jesus à cidade santa, colocou-o sobre a parte mais alta do templo 6e lhe disse: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: ‘Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”. 7Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus!’” 8Novamente, o diabo levou Jesus para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória 9e lhe disse: “Eu te darei tudo isso se te ajoelhares diante de mim, para me adorar”. 10Jesus lhe disse: “Vai-te embora, satanás, porque está escrito: ‘Adorarás ao Senhor teu Deus e somente a ele prestarás culto’”. 11Então o diabo o deixou. E os anjos se aproximaram e serviram a Jesus.

    Palavra da salvação.

    “O Espírito conduziu Jesus ao deserto”

    Todos os dias, recorremos ao Senhor com o pedido: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. Mantendo Cristo presente em nossas vidas, através da oração, somos vencedores sobre qualquer tentação e sobre as forças do mal. No entanto, é fundamental manter uma vigilância constante para não sermos surpreendidos pelas armadilhas e sutilezas que podem frustrar nosso crescimento espiritual. Estamos envolvidos em uma luta espiritual permanente, contra o mal e a favor do bem. Por isso, esse combate exige esforço contínuo e perseverança, especialmente inspirados pela oração, penitência e caridade. Contudo, devemos sempre pedir ao Senhor: “Senhor, livra-nos do mal”, confiando na sua graça para fortalecer nossa resistência e avançar no caminho do bem.

  • 2ª-feira da 1ª Semana da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Levítico 19,1-2.11-18

    1O Senhor falou a Moisés, dizendo: 2“Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel e dize-lhes: Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo. 11Não furteis, não digais mentiras nem vos enganeis uns aos outros. 12Não jureis falso por meu nome, profanando o nome do Senhor teu Deus. Eu sou o Senhor. 13Não explores o teu próximo nem pratiques extorsão contra ele. Não retenhas contigo a diária do assalariado até o dia seguinte. 14Não amaldiçoes o surdo nem ponhas tropeço diante do cego, mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor. 15Não cometas injustiças no exercício da justiça; não favoreças o pobre nem prestigies o poderoso. Julga teu próximo conforme a justiça. 16Não sejas um maldizente entre o teu povo. Não conspires, caluniando-o, contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor. 17Não tenhas no coração ódio contra teu irmão. Repreende o teu próximo, para não te tornares culpado de pecado por causa dele. 18Não procures vingança nem guardes rancor aos teus compatriotas. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 18(19)
    Ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida!

    A lei do Senhor Deus é perfeita, / conforto para a alma! /
    O testemunho do Senhor é fiel, / sabedoria dos humildes. – R.

    Os preceitos do Senhor são precisos, / alegria ao coração. /
    O mandamento do Senhor é brilhante, / para os olhos é uma luz. – R.

    É puro o temor do Senhor, / imutável para sempre. /
    Os julgamentos do Senhor são corretos / e justos igualmente. – R.

    Que vos agrade o cantar dos meus lábios / e a voz da minha alma; /
    que ela chegue até vós, ó Senhor, / meu rochedo e redentor! – R.

    Mateus 25,31-46

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 31“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. 37Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? 38Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar?’ 40Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo que, todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ 41Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. 44E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome ou com sede, como estrangeiro ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ 45Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ 46Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”.

    Palavra da salvação.

    “Vinde benditos de meu Pai!”

    O caminho da Quaresma nos leva à estação da caridade. Como São Tiago já nos alertava: “A fé sem obras é morta” (Tg 2, 17). Assim, no Juízo Final, seremos julgados pelo bem que realizamos ou pelas oportunidades que deixamos de aproveitar para ajudar o próximo. A prática da solidariedade e da compaixão pelos pobres nos aproxima de Jesus. Quanto mais solidários somos, mais descobrimos na pobreza a maior riqueza: Jesus, manso e humilde de coração.

    Reflexão dos Noviços

  • 3ª-feira da 1ª Semana da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 55,10-11

    Isto diz o Senhor: 10“Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra e fazê-la germinar e dar semente para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi ao enviá-la”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 33(34)
    O Senhor liberta os justos de todas as angústias.

    Comigo engrandecei ao Senhor Deus, / exaltemos todos juntos o seu nome! /
    Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu / e de todos os temores me livrou. – R.

    Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! /
    Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia. – R.

    O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, / e seu ouvido está atento ao seu chamado; /
    mas ele volta a sua face contra os maus, / para da terra apagar sua lembrança. – R.

    Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta / e de todas as angústias os liberta. /
    Do coração atribulado ele está perto / e conforta os de espírito abatido. – R.

    Mateus 6,7-15

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.

    Palavra da salvação.

    “Vosso Pai sabe o que vos é necessário ”

    Durante a Quaresma, a Igreja nos convida a aprofundar nossa vida de oração, lembrando que não se trata apenas de rezar um momento específico, mas de transformar toda a nossa vida em oração. A oração nos fortalece e nos dá coragem para viver melhor a cada dia. Por isso, Jesus nos ensina a rezar, elevando sempre o coração ao Pai do céu. O “Pai-Nosso”, que é o modelo de toda oração, nos lembra que somos irmãos e filhos do mesmo Pai celestial. Com essa confiança, dirigimos a Ele nossos pedidos, sabendo que somos amados e acolhidos por Deus.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 1ª Semana da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jonas 3,1-10

    1A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas pela segunda vez: 2“Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive e anuncia-lhe a mensagem que eu te vou confiar”. 3Jonas pôs-se a caminho de Nínive, conforme a ordem do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande; eram necessários três dias para ser atravessada. 4Jonas entrou na cidade, percorrendo o caminho de um dia; pregava ao povo, dizendo: “Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída”. 5Os ninivitas acreditaram em Deus; aceitaram fazer jejum e vestiram sacos, desde o superior ao inferior. 6A pregação chegara aos ouvidos do rei de Nínive; ele levantou-se do trono e pôs de lado o manto real, vestiu-se de saco e sentou-se em cima de cinza. 7Em seguida, fez proclamar em Nínive, como decreto do rei e dos príncipes: “Homens e animais bovinos e ovinos não provarão nada! Não comerão e não beberão água. 8Homens e animais se cobrirão de sacos, e os homens rezarão a Deus com força; cada um deve afastar-se do mau caminho e de suas práticas perversas. 9Deus talvez volte atrás, para perdoar-nos e aplacar sua ira, e assim não venhamos a perecer”. 10Vendo Deus as suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-se e suspendeu o mal que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 50(51)
    Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!

    Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! /
    Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.

    Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. /
    Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R.

    Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. /
    Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

    Lucas 11,29-32

    Naquele tempo, 29quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. 30Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. 32No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”.

    Palavra da salvação.

    “Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração.”

    A caminhada cristã durante o tempo da Quaresma é um convite constante à conversão e à abertura para a ação de Deus em nossas vidas. Assim como Jonas se esforçou para levar o povo à mudança de coração, devemos também nos empenhar na nossa própria transformação. A resistência e a indiferença à ação de Deus podem comprometer nossa verdadeira felicidade. Portanto, inspiremo-nos em Jonas e comprometamo-nos com fidelidade ao Senhor, demonstrando um forte testemunho de amor e entrega.

    Reflexão dos Noviços

  • 5ª-feira da 1ª Semana da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ester 4,17

    Naqueles dias, 17na rainha Ester, temendo o perigo de morte que se aproximava, buscou refúgio no Senhor. 17pProstrou-se por terra desde a manhã até o anoitecer, juntamente com suas servas, e disse: 17q“Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, tu és bendito. Vem em meu socorro, pois estou só e não tenho outro defensor fora de ti, Senhor, 17rpois eu mesma me expus ao perigo. 17aaSenhor, eu ouvi, dos livros de meus antepassados, que tu libertas, Senhor, até o fim, todos os que te são caros. 17bbAgora, pois, ajuda-me, a mim que estou sozinha e não tenho mais ninguém senão a ti, Senhor meu Deus. 17ggVem, pois, em auxílio de minha orfandade. Põe em meus lábios um discurso atraente, quando eu estiver diante do leão, e muda o seu coração para que odeie aquele que nos ataca, para que este pereça com todos os seus cúmplices. 17hhE livra-nos da mão de nossos inimigos. Transforma nosso luto em alegria e nossas dores em bem-estar”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 137(138)
    Naquele dia em que gritei, / vós me escutastes, ó Senhor!

    Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, / porque ouvistes as palavras dos meus lábios! /
    Perante os vossos anjos vou cantar-vos / e ante o vosso templo vou prostrar-me. – R.

    Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, / porque fizestes muito mais que prometestes; /
    naquele dia em que gritei, vós me escutastes / e aumentastes o vigor da minha alma. – R.

    Estendereis o vosso braço em meu auxílio / e havereis de me salvar com vossa destra. /
    Completai em mim a obra começada; / ó Senhor, vossa bondade é para sempre! /
    Eu vos peço: não deixeis inacabada / esta obra que fizeram vossas mãos! – R.

    Mateus 7,7-12

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta! 8Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e a quem bate, a porta será aberta. 9Quem de vós dá ao filho uma pedra quando ele pede um pão? 10Ou lhe dá uma cobra quando ele pede um peixe? 11Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem! 12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas”.

    Palavra da salvação.

     “Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles”

    A versão cristã da Regra de Ouro ensina que, com a orientação, graça e força de Deus, podemos aplicar em nossas ações diárias o princípio de tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. Essa orientação segue o exemplo e os ensinamentos de Jesus, incentivando uma atitude positiva de empatia e compaixão. Trata-se de colocar-se no lugar do outro, especialmente em momentos difíceis, e ser uma presença que alivia o sofrimento alheio. Praticar esse comportamento reflete a leveza e a beleza de agir de acordo com os valores cristãos, promovendo o bem-estar e a dignidade de todos.

    Reflexão dos Noviços

  • 6ª-feira da 1ª Semana da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 18,21-28

    Assim fala o Senhor: 21“Se o ímpio se arrepender de todos os pecados cometidos, e guardar todas as minhas leis, e praticar o direito e a justiça, viverá com certeza e não morrerá. 22Nenhum dos pecados que cometeu será lembrado contra ele. Viverá por causa da justiça que praticou. 23Será que eu tenho prazer na morte do ímpio? – oráculo do Senhor Deus. Não desejo, antes, que mude de conduta e viva? 24Mas, se o justo se desviar de sua justiça e praticar o mal, imitando todas as práticas detestáveis feitas pelo ímpio, poderá fazer isso e viver? Da justiça que ele praticou, nada mais será lembrado. Por causa da infidelidade e do pecado que cometeu, por causa disso morrerá. 25Mas vós andais dizendo: ‘A conduta do Senhor não é correta’. Ouvi, vós da casa de Israel: é a minha conduta que não é correta ou, antes, é a vossa conduta que não é correta? 26Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre. 27Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. 28Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 129(130)
    Se levardes em conta nossas faltas, / quem haverá de subsistir?

    Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, / escutai a minha voz! /
    Vossos ouvidos estejam bem atentos / ao clamor da minha prece! – R.

    Se levardes em conta nossas faltas, / quem haverá de subsistir? /
    Mas em vós se encontra o perdão, / eu vos temo e em vós espero. – R.

    No Senhor ponho a minha esperança, / espero em sua palavra. /
    A minha alma espera no Senhor / mais que o vigia pela aurora. – R.

    Espere Israel pelo Senhor / mais que o vigia pela aurora! /
    Pois no Senhor se encontra toda graça / e copiosa redenção. /
    Ele vem libertar a Israel / de toda a sua culpa. – R.

    Mateus 5,20-26

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo, todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de tolo será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo, dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

    Palavra da salvação.

    “Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão”.

    O Senhor exorta-nos à conversão, assim nossa relação com o Senhor deve ser sempre marcada pela transparência e sinceridade. Por isso, esse princípio também deve guiar nossos relacionamentos com as pessoas, priorizando sempre a reconciliação. Um relacionamento equilibrado e horizontal com as pessoas é essencial para que a verticalidade da nossa adoração ao Senhor seja real e sincera. Isso implica em superar desentendimentos e conflitos, para que, ao oferecer nossas ações e esforços, nossa atitude de perdão e harmonia prevaleça, agradando ao Senhor. É necessário ir além do comum e agir de forma radical quando o bem estiver em jogo, demonstrando compromisso e amor autêntico em nossas atitudes.

    Reflexão dos Noviços

  • Sábado da 1ª Semana da Quaresma

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Deuteronômio 26,16-19

    Moisés dirigiu a palavra ao povo de Israel e lhe disse: 16“Hoje, o Senhor teu Deus te manda cumprir esses preceitos e decretos. Guarda-os e observa-os com todo o teu coração e com toda a tua alma. 17Tu escolheste hoje o Senhor para ser o teu Deus, para seguires os seus caminhos e guardares seus preceitos, mandamentos e decretos, e para obedeceres à sua voz. 18E o Senhor te escolheu, hoje, para que sejas para ele um povo particular, como te prometeu, a fim de observares todos os seus mandamentos. 19Assim ele te fará ilustre entre todas as nações que criou e te tornará superior em honra e glória, a fim de que sejas o povo santo do Senhor teu Deus, como ele disse”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119)
    Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!

    Feliz o homem sem pecado em seu caminho, / que na lei do Senhor Deus vai progredindo! /
    Feliz o homem que observa seus preceitos / e de todo o coração procura a Deus! – R.

    Os vossos mandamentos vós nos destes / para serem fielmente observados. /
    Oxalá seja bem firme a minha vida / em cumprir vossa vontade e vossa lei! – R.

    Quero louvar-vos com sincero coração, / pois aprendi as vossas justas decisões. /
    Quero guardar vossa vontade e vossa lei; / Senhor, não me deixeis desamparado! – R.

    Mateus 5,43-48

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo, amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45Assim vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

    Palavra da salvação.

    “Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem”.

    Amar os inimigos é uma tarefa desafiadora, mas, se desejamos seguir o exemplo de Jesus, precisamos eliminar qualquer sentimento de rancor, ódio ou desejo de vingança. Assim, seremos capazes de enxergar neles nossos irmãos e amar como Deus nos ama, ou seja, de forma desinteressada, sem esperar nada em troca. Essa postura de amor radical exige coragem e disciplina, mas os frutos dessa prática são imensuráveis: a paz interior, fortalecimento do espírito e a possibilidade de experimentar a verdadeira liberdade que vem de perdoar e amar infinitamente.

    Reflexão dos Noviços