Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Meditação diária

fevereiro/2026

  • A fachada da autoconfiança

    Uma maneira de esconder a falta de autoconfiança de muitas pessoas pode ser percebida nas redes sociais, como Facebook e Instagram, nas quais se sentem pressionadas a se apresentarem da melhor maneira possível. Quando visitamos essas páginas temos a impressão de que estamos olhando para uma pessoa cuja vida é perfeita; nela, cada detalhe se encaixa perfeitamente; é sempre bem-sucedida e sempre está bem. No entanto, quando alguém sente a necessidade de se apresentar dessa forma, muitas vezes sofre de falta de autoconfiança.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • A coragem de assumir fragilidades

    Algumas pessoas que externamente aparentam ter muita autoconfiança são internamente inseguras. Elas precisam se apresentar dessa forma, precisam demonstrar tanta autossegurança porque não têm um si-mesmo forte. Quando alguém dá ênfase excessiva à sua autoconfiança e autossegurança, ninguém acredita nele. As pessoas percebem essa desmedida insistência. Uma autoconfiança verdadeira não é assim; tal autoconfiança tem somente aquele que também consegue assumir suas fraquezas. Alguém que esconde suas sombras gasta muita energia para manter a sua fachada. E, em algum momento, essa energia lhe fará falta para a vida.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • Culpa, perdão e aceitação de si mesmo

    Outra causa da falta de autoconfiança está nos sentimentos de culpa. Não conseguimos aceitar a nós mesmos porque nem sempre agimos como queremos, porque ficamos aquém dos nossos próprios padrões e temos dificuldade de admitir a culpa. Mesmo assim, ela pesa sobre nós. Aqui está em jogo o importante conceito cristão do perdão para poder aceitar a si mesmo. Paul Tillich chama o perdão de “aceitação do inaceitável”. Uma pessoa que se tornou culpada de algo não consegue aceitar a si mesma. Mas quando sabe que Deus a aceita com a sua culpa, ela também pode dizer sim a si mesma. Ela não precisa mais se desculpar o tempo todo pelo simples fato de existir.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • O caminho da autoaceitação

    Adquirir autoconfiança não é somente uma tarefa psicológica, mas também um exercício espiritual. Quando me conscientizo de que sou totalmente aceito por Deus, isso fortalece minha autoconfiança, que se expressa em autoaceitação: eu me aceito do jeito que sou. Quando alguém me diz que não consegue aceitar a si mesmo, eu sempre pergunto: “Por quê?” Muitos respondem: “Porque não gosto da minha aparência, porque sou gordo demais, porque sou sensível demais, porque sou muito inseguro”. As pessoas têm imagens específicas de si mesmas às quais querem corresponder, mas essas imagens não correspondem à realidade. Por isso é importante se despedir dessas imagens para poder aceitar a si mesmo. As imagens ilusórias que temos de nós mesmos nos impedem a autoaceitação.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • Descobrir a verdade em si mesmo

    A psicologia transpessoal afirma que o nosso si-mesmo verdadeiro não é aquilo que apresentamos ao mundo. Nas nossas profundezas existe o si-mesmo espiritual; ele é o núcleo pessoal mais íntimo criado por Deus, a imagem original e intocada que Deus tem de cada um de nós. Autoconfiança não significa necessariamente que eu me apresente ao mundo como seguro de si. Trata-se, em primeiro lugar, de entrar em contato com esse núcleo mais íntimo e me conscientizar do fato de que eu sou único e singular, independentemente daquilo que os outros possam pensar de mim. Isso me dá liberdade interior.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • As raízes da autoconfiança humana

    A autoconfiança humana possui raízes verticais e horizontais, a partir das quais ela pode crescer e se desenvolver. A raiz vertical é aquilo que o Padre Anselm chama de “o verdadeiro si-mesmo” e aquilo que eu considero ser o núcleo da dignidade humana intocável em cada um de nós: a singularidade que Deus atribuiu a cada um de nós. A raiz horizontal é a confiança primordial que o pai e/ ou a mãe transmitem ao filho para que uma confiança primordial possa crescer em relação a si mesmo e aos outros. Essa confiança primordial precisa das duas facetas descritas pelo Padre Anselm: de um lado, a convicção de que “Eu sou acolhido, amado e sustentado de forma confiável”; de outro, necessita da experiência: “Eu sou apoiado para que eu possa ousar algo”.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • As consequências da falta de autoconfiança

    A falta de confiança se manifesta de muitas formas na vida. Alguém não confia em si mesmo para fazer uma prova; ele teme não passar. Outro não tem coragem de se candidatar para determinado emprego ou tem medo de não dar conta do trabalho, de não conseguir fazer tudo que o chefe espera dele. Tal falta de autoconfiança impede muitas pessoas de desdobrarem o potencial de talentos que Deus lhes deu. Elas não confiam em si mesmas, e assim sua vida se torna cada vez mais restrita e menor. Jamais devemos nos contentar em constatar que não confiamos em nós mesmos. As circunstâncias que geraram essa falta de confiança não podem ser mudadas, mas o que fazemos com isso depende de nós. Podemos aprender a dar passos e saltos menores. Quando conseguirmos fazer o pouco, ousaremos tentar um salto maior. Podemos treinar dizer algo num grupo, mesmo que sejam apenas poucas palavras. No entanto, quanto mais nos escondermos por trás da falta de autoconfiança, mais essa falta se solidificará.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • Autoconfiança e liberdade interior

    Uma boa maneira de adquirir uma autoconfiança saudável sem a necessidade de se autopromover constantemente consiste na meditação desta frase de Jesus, vista acima: “Eu sou eu mesmo”. Para o Evangelho de Lucas, o mistério da ressurreição consiste no fato de que Jesus se tornou totalmente Ele mesmo. Nós já temos parte na ressurreição dele; podemos repetir com o Ressurrecto: “Eu sou eu mesmo”. Isso fará cada um de nós levantar do túmulo do medo de não se bastar; isso me erguerá e dará uma profunda liberdade interior. Não preciso me pressionar nem provar o meu valor; eu simplesmente sou. Essa certeza do “Eu sou eu mesmo” contém uma noção do mistério que me define e caracteriza, e também da minha singularidade que recebi de Deus. Quando recito esta frase, também passo a não me comparar com os outros. Não preciso ser melhor, não preciso falar melhor, não preciso ser mais seguro de mim mesmo. Basta ser simplesmente eu mesmo.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • O realismo da confiança

    Confiança significa ver a pessoa de forma realista, significa reconhecer suas intenções egoístas, sua propensão à mentira, mas também seu anseio de entrar num relacionamento saudável, seu anseio de ser uma pessoa boa. E quando, a despeito de ter conhecimento dos abismos da alma humana, confio no anseio pelo bem, posso despertar o bem no outro.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • O autoconhecimento como base da confiança

    A confiança nas pessoas só é possível porque, acredito, passei a me conhecer melhor. Descobri que não sou perfeito, que também tenho aspectos que gosto de criticar nos outros: girar em torno do sucesso pessoal, buscar reconhecimento e poder. Quando conheço as minhas próprias áreas ameaçadas consigo fortalecer nas pessoas que, devido à sua posição, sempre são ameaçadas, aquela vontade de confiar nos valores que elas têm dentro de si. E um desses valores é a confiança.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • O ego fechado e a perda da humanidade

    Uma pessoa “curvada em si mesma” — ou seja, uma pessoa obsessivamente fixada em seu próprio si-mesmo, em seus próprios interesses, necessidades, percepções e julgamentos — não consegue desenvolver solidariedade e, portanto, tampouco sua própria humanidade. Ela não consegue confiar e, assim, perde todos os relacionamentos de confiança que preenchem a nossa vida terrena com sentido e felicidade.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • A autoconfiança e seus limites

    Um ponto muito importante para mim neste contexto é que autoconfiança não significa santimônia. A pessoa que extrai sua autoconfiança de um amor-próprio egocêntrico não é capaz de manter relacionamentos. Sua autoconfiança não servirá como fundamento para a confiança em outras pessoas, mas se tornará um obstáculo. Uma autoconfiança que ultrapassa os limites para a santimônia impede e destrói toda confiança verdadeira em Deus. Pois aquele que basta a si mesmo acaba se deificando e “constrói sobre areia”, para usar uma imagem bíblica. Se o fundamento da sua santimônia não foi abalado já na sua juventude por fracassos infelizes e erros culposos, as doenças e as dificuldades da idade farão isso. Em algum momento, o prazo de validade da deificação própria vence.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • O medo do compromisso

    Há aqueles que têm medo de perder a sua liberdade caso se comprometam com outra pessoa. No entanto, muitas vezes, eles entendem liberdade somente como a possibilidade de fazer o que querem. Um relacionamento baseado em confiança sempre exige que um assuma responsabilidade pelo outro, a disposição de se envolver e de renunciar às próprias necessidades. O medo do compromisso é, no fundo, um medo de limites. Mas, sem passarmos pelo caminho estreito jamais alcançaremos a vastidão. Sempre permaneceremos presos diante da passagem estreita e nunca vivenciaremos a vastidão que se abre do outro lado dessa passagem.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • Os dois polos da amizade: autoconfiança e empatia

    A disposição de nos envolvermos com o outro é sempre um risco, mas o que está em jogo não é tudo ou nada. Quando nos envolvemos com outra pessoa passamos a perceber em nós se há aumento de confiança e se esse homem ou essa mulher é confiável. Quando, no início de uma amizade, já surgem muitos problemas, podemos ceder à nossa desconfiança e nos retirarmos. Também devemos confiar em nosso instinto e permitir a nós mesmos que essa amizade possa chegar ao fim. Só conseguiremos nos entregar aos nossos relacionamentos se fizermos isso.

    GRÜN, Anselm; SCHNEIDER, Nikolaus. Confiança: Sinta sua força vital!. Editora Vozes, (2022)

  • O infarto da alma

    A sociedade do desempenho e a sociedade ativa geram um cansaço e esgotamento excessivos. Esses estados psíquicos são característicos de um mundo que se tornou pobre em negatividade e que é dominado por um excesso de positividade. Não são reações imunológicas que pressuporiam uma negatividade do outro imunológico. Ao contrário, são causadas por um excesso de positividade. O excesso da elevação do desempenho leva a um infarto da alma.

    HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Editora Vozes, 2015

  • O cansaço que isola

    O cansaço da sociedade do desempenho é um cansaço solitário, que atua individualizando e isolando. É um cansaço que Handke, em seu Versuch über die Müdigkeit (Ensaio sobre o cansaço) chama de “cansaço dividido em dois”: “ambos afastaram-se inexoravelmente distantes um do outro, cada um em seu cansaço extremado, não nosso, mas o meu aqui e o teu lá”. Esse cansaço dividido em dois atinge a pessoa “com incapacidade de ver e mudez”.

    HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Editora Vozes, 2015

  • A inspiração do cansaço fundamental

    O “cansaço fundamental” é tudo menos um estado de esgotamento no qual estaríamos incapacitados de fazer alguma coisa. É apresentado antes como uma capacidade especial. Ele inspira. Faz surgir o espírito.

    HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Editora Vozes, 2015

  • O cansaço translúcido e a serenidade

    O ‘cansado’ habilita o homem para uma serenidade e abandono especial, para um não fazer sereno. Não é um estado onde todos os sentidos estariam extenuados. Desperta, ao contrário, uma visibilidade específica. Assim, Handke fala de um “cansaço translúcido”. Permite o acesso a uma atenção totalmente distinta, acesso àquelas formas longas e lentas que escapam à hiperatenção curta e rápida.

    HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Editora Vozes, 2015

  • Cansaço como salvação e admiração

    Toda e qualquer forma é lenta. Toda e qualquer forma é rodeio. Faz desaparecer a economia da eficiência e da aceleração. Handke erige o cansaço profundo inclusive numa forma de salvação, sim, numa forma de rejuvenescimento. Traz de volta ao mundo a admiração: “O Odisseu cansado ganhou o amor da Nausícaa. O cansaço torna-te tão jovem como jamais estivestes. […] Nele, no repouso do cansaço, tudo se torna admirável”.

    HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Editora Vozes, 2015

  • O Sagrado Uso do Inútil

    O cansaço de esgotamento não é um cansaço da potência positiva. Ele nos incapacita de fazer qualquer coisa. O cansaço que inspira é um cansaço da potência negativa, a saber, do não-para. Também o Sabah, que originalmente significa parar, é um dia do não-para, um dia que está livre de todo para-isso, para falar com Heidegger, de toda e qualquer cura. Trata-se de um tempo intermédio. Depois de terminar sua criação, Deus chamou ao sétimo dia de sagrado. Sagrado, portanto, não é o dia do para-isso, mas o dia do não-para, um dia no qual seria possível o uso do inútil. É o dia do cansaço.

    HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Editora Vozes, 2015

  • O cansaço-nós: a nuvem que une

    O cansaço de Handke não é um cansaço do eu, não é o cansaço do eu esgotado. Ele o chama, antes, “cansaço-nós”. Aqui, eu não estou cansado de ti, mas, como diz Handke, “cansado para ti”: “Assim, em minha recordação, sentávamos sempre lá fora ao sol da tarde, e fruíamos falando ou calando o cansaço comum […]. Uma nuvem de cansaço, um cansaço etéreo nos unia então”.

    HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Editora Vozes, 2015

  • Entre o cuidado de si e o fechamento ao outro

    Esquecer de si mesmo não se refere à autonegação total, tampouco significa que você não deve atender às suas necessidades, caso contrário você se esgotará rapidamente. Mas se você, em tudo que você faz, só pensa primeira e ultimamente em você mesmo, você permanece sozinho e cada vez mais se torna o único ponto de referência em seu universo. Assim você perde um número incrível de chances de encontros maravilhosos e de uma vida bem-sucedida.

    GRÜN, Anselm. Caderno de espiritualidade: Descubra o sagrado em você. Editora Vozes, 2021

  • O paradoxo de esquecer-se

    Quando nos esquecemos e paramos de pensar em nós mesmos, nos libertamos verdadeiramente e vivemos totalmente no presente. Quando pensamos apenas em nós mesmos, giramos em torno de nós mesmos. Mas estamos sempre insatisfeitos. Pois é tedioso girar em torno apenas de si mesmos. Eu só consigo me dedicar a uma pessoa quando eu esqueço de mim mesmo naquele momento.

    GRÜN, Anselm. Caderno de espiritualidade: Descubra o sagrado em você. Editora Vozes, 2021

  • Espiritualidade vivida no cotidiano

    Na forma como lidamos com as coisas terrenas se manifesta também a forma como lidamos com Deus. Eu não posso dizer: “Eu oro e medito” e, ao mesmo tempo, negligenciar o meu dia a dia. Minha espiritualidade se evidencia justamente na minha forma de viver meu dia a dia: se sou confiável, cuidadoso e atencioso com as coisas, com meu trabalho, com meus bens.

    GRÜN, Anselm. Caderno de espiritualidade: Descubra o sagrado em você. Editora Vozes, 2021

  • Curar-se para curar o mundo

    Nossa missão consiste em curar a nós mesmos, mas também em passar adiante essa cura. Quando alguém conversa conosco e diz: “Essa conversa me fez bem, agora vejo com mais clareza”, isso faz bem também a nós mesmos. Em momentos assim, vivenciamos felicidade. Por termos permanecido fiéis à nossa missão, nós sentimos felicidade. Não somos capazes de ressuscitar os mortos no sentido literal da palavra. Mas nossa missão consiste em servir à vida. Em ressuscitar a vida onde ela está estarrecida, para que ela possa florescer. Nós mesmos nos sentimos revigorados quando tudo floresce ao nosso redor. Nossa missão é semelhante à do jardineiro, que leva as flores ao florescimento.

    GRÜN, Anselm. Caderno de espiritualidade: Descubra o sagrado em você. Editora Vozes, 2021

  • Ser espectador

    Hoje em dia, muitos preferem ficar sentados em seu ninho acusando o mundo de não lhes oferecer a oportunidade de realizar os seus sonhos. A nossa geração é uma geração de espectadores. Os espectadores sempre sabem melhor como os jogadores deveriam jogar no campo ou como os atores deveriam se apresentar no palco. Mas eles não sobem ao palco nem entram em campo pessoalmente para arriscar a sua própria cabeça. Eles só observam, mas não participam do grande jogo da vida.

    GRÜN, Anselm. Caderno de espiritualidade: Descubra o sagrado em você. Editora Vozes, 2021

  • Transformar para dar sentido à vida

    Hoje em dia, milhares de coisas são colocadas dentro do nosso espírito. Mas elas permanecem ali, sem serem transformadas. Elas não dão sentido à nossa vida. Somente aquilo que nós recebemos e transformamos alimenta a nossa vida. E aquilo que nos nutre nos encoraja também a nutrir os outros.

    GRÜN, Anselm. Caderno de espiritualidade: Descubra o sagrado em você. Editora Vozes, 2021

  • Levanta-te e vai

    Quando procuro uma resposta na Bíblia para essa necessidade de se garantir, lembro-me primeiramente de Maria e José. Na história da infância de Jesus, contada pelo evangelista Lucas, um tema recorrente é não ficar ruminando, mas simplesmente se levantar e iniciar a caminhada. “Levanta-te e vai!”, diz o anjo a José no sonho e também a Maria quando lhe anuncia o nascimento de Jesus. Há muita força nessas duas palavras. Levantar-se sempre envolve também assumir a responsabilidade pela minha vida.

    GRÜN, Anselm. Caderno de espiritualidade: Descubra o sagrado em você. Editora Vozes, 2021