Solidariedade
Solidariedade
Contexto histórico
“Foi assim que o Senhor concedeu a mim, Frei Francisco, começar a fazer penitência: como eu estivesse em pecados, parecia-me sobremaneira amargo ver os leprosos. E o próprio Senhor me conduziu entre eles, e fiz misericórdia com eles. E afastando-me deles, aquilo que me parecia amargo se me converteu em doçura de alma e de corpo; e, depois, demorei só um pouco e sai do mundo” 9 (DO TESTAMENTO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS)
No contexto da Igreja primitiva encontram-se nos Padres da Igreja textos que se referem às situações dos pobres que são verdadeiros tratados teológicos e sociais. Com a ascensão da Idade Média até a Modernidade, as necessidades sociais resultantes de epidemias, catástrofes naturais, guerras, dentre outras, chegou a suscitar carismas e fundação de ordens e congregações religiosas. Apelo que levou por inspiração evangélica milhares de pessoas a doaram suas vidas em favor dos sofredores deste mundo. Com o advento da era industrial, a Igreja é praticamente forçada a pensar na questão dos trabalhadores e se vê diante de problemas que até então não eram motivo de grandes reflexões teológicas. É neste contexto que o Papa Leão XIII lança a encíclica Rerum Novarum, um marco que dá a base para o nascimento da Doutrina Social da Igreja (DSL). Depois a Igreja fortaleceu ainda mais sua missão: vieram os documentos Gaudium et Spes, Evangelii Gaudium, Evangelii Nuntiandi e a Laudato Si’, do Papa Francisco, indicando a necessidade de que haja limites ao enriquecimento e um enfrentamento profundo das situações que geram empobrecimento.
Na história da Ordem Franciscana e, mais especificamente, de nossa Província da Imaculada Conceição, encontram-se facilmente notícias de acolhimento e serviços dispensados aos empobrecidos. Nos grandes conventos dos centros urbanos, o “pão dos pobres de Santo Antônio” ultrapassou gerações e continua ainda hoje a sensibilizar muitas pessoas a fazer doações em favor dos necessitados.
Outro espaço junto aos necessitados foi a presença nos antigos leprosários. Houve frades que doaram toda a vida neste serviço. A portaria dos conventos, juntamente com as pastorais sociais das paróquias, sempre foi lugar de referência onde os pobres recorriam e continuam a recorrer confiantes em receber o apoio necessário.
É importante não deixar de escapar de vista que a Província sempre realizou, com focos específicos, ações de cunho social e que, sobretudo, de 2000 para cá, viu a importância de organizar suas “iniciativas de caridade e misericórdia” num debate com as políticas públicas que dignificam sistematicamente a vida dos empobrecidos.
O Sefras – Ação Social Franciscana, para além de responder às “necessidades institucionais”, é expressão da presença solidária da Província da Imaculada entre os mais pobres e desvalidos.
A partir 2009, com a aprovação da lei 12.101, que regulamenta o trabalho filantrópico no Brasil, a Província, no cumprimento desta vigência, desmembrara da instituição religiosa os trabalhos do Sefras e organiza uma nova personalidade jurídica para dar continuidade à histórica ação social franciscana.
Reunidos em Capítulo (Assembleia) no ano de 2012, os frades aprovaram o redimensionamento do Secretariado da Evangelização (órgão que coordenada os trabalhos de evangelização da Província) compondo-o em cinco frentes: Paróquias e Santuários, Educação, Comunicação, Missões e Solidariedade para com os Empobrecidos e Missões, fazendo com que trabalho social passe a ser reconhecido como uma ação inerente à evangelização.
No ano de 2014 foi aprovada a lei nº 13.019 que entrou em vigor no ano de 2016. É a lei popularmente conhecida como de “Marco Regulatório das Organizações Sociais”. Esta nova regulamentação, de iniciativa popular, tem como objetivo dar maior segurança jurídica às inúmeras organizações da sociedade civil que, sensíveis às demandas sociais, dispõem-se a desenvolver atividades que vão desde o alívio ao sofrimento humano até a promoção da vida com dignidade. O Sefras encontra-se entre as milhares de organizações de todo o Brasil que foram contempladas com esta legislação.
Enfim, a marca das pegadas da presença franciscana é significativa nas possíveis compreensões da palavra “periferia”. Desde as geográficas até as existenciais como: crianças e adolescentes vulneráveis, juventude, pessoas idosas, migrantes e refugiados, população em situação de rua, e pessoas acometidas pela hanseníase. Hoje o Sefras conta com 18 casas, quatro Projetos, em dois Estados da Federação, com capacidade média de 4.000 atendimentos diários.


DESAFIOS Mesmo com os avanços da última década, o Sistema Único da Assistência Social (SUAS), que integra serviços para atender pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade, é incapaz de dar conta da complexidade e da ampliação das expressões de pobreza e desigualdade presentes na sociedade, em especial nos grandes centros urbanos. O grande desafio está nos limites que se colocam na oferta de serviços de todas as políticas públicas, na garantia das possibilidades de uma vida digna. Vida digna que não está apenas em suprir as carências materiais, mas, também, no fortalecimento de vínculos, na construção de relações de pertencimento e na formação de sujeitos críticos e atuantes na sociedade. Também se coloca como desafio o fortalecimento das lutas sociais que buscam o reconhecimento dos direitos à educação, saúde com qualidade, moradia, transporte, alimentação, água, dentre as muitas reivindicações trazidas por movimentos e coletivos organizados na sociedade. Soma-se a isto um contexto social marcado por profundos sinais de “desumanidade”, como a corrupção, a violência, a intolerância, a xenofobia, o individualismo, o consumismo, o preconceito, dentre outros, que exigem posições éticas firmes e corajosas na construção de uma sociedade justa para todos. (fonte: Plano de Evangelização da Província da Imaculada) O SEFRAS O Sefras – Ação Social Franciscana têm 25 anos de história no acolhimento, cuidado e defesa de quem mais precisa. Guiados por princípios franciscanos, está presente em 15 localidades no Brasil, atendendo mais de 4 mil pessoas todos os dias. Movido pela justiça socioambiental, atua diretamente no combate às violações de direitos e pela inserção econômica e social de populações extremamente vulneráveis: pessoas idosas, migrantes e refugiados, crianças e adolescentes, população em situação de rua e pessoas atingidas pela hanseníase. Atuam também na promoção do trabalho decente, em combate ao trabalho análogo à escravidão em grandes metrópoles, na luta contra a fome e pela preservação da Amazônia com a defesa intransigente das pessoas e comunidades que a protegem. Contato: AS CASAS Pessoas em Situação de Rua Pessoas Idosas Migrantes e Refugiados Pessoas Acometidas pela Hanseníase Sede OS PROJETOS VEJA MAIS
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