Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Liturgia diária

julho/2019

  • 2ª feira da 13º semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Gênesis 18,16-33

    De junto ao carvalho de Mambré, 16 os homens levantaram-se e partiram na direção de Sodoma. Abraão acompanhava-os para encaminhá-los. 17 E o Senhor disse consigo:
    “Acaso poderei ocultar a Abraão o que vou fazer? 18 Pois Abraão virá a ser uma nação grande e forte, e nele serão abençoadas todas as nações da terra. 19 De fato, eu o escolhi, para que ensine seus filhos e sua família a guardarem os caminhos do Senhor, praticando a justiça e o direito, a fim de que o Senhor cumpra em favor de Abraão tudo o que lhe prometeu”. 20 Então, o Senhor disse: “O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu e agravou-se muito o seu pecado. 21 Vou descer para verificar se as suas obras correspondem ou não ao clamor que chegou até mim”. 22 Partindo dali, os homens dirigiram-se a Sodoma, enquanto Abraão ficou na presença do Senhor. 23 Então, aproximando-se, disse Abraão: “Vais realmente exterminar o justo com o ímpio? 24 Se houvesse cinquenta justos na cidade, acaso irias exterminá-los? Não pouparias o lugar por causa dos cinquenta justos que ali vivem? 25 Longe de ti agir assim, fazendo morrer o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Longe de ti! O juiz de toda a terra não faria justiça?” 26 O Senhor respondeu: “Se eu encontrasse em Sodoma cinquenta justos, pouparia, por causa deles, a cidade inteira”. 27 Abraão prosseguiu, dizendo: “Estou sendo atrevido em falar a meu Senhor, eu que sou pó e cinza. 28 Se dos cinquenta justos faltassem cinco, destruirias, por causa dos cinco, a cidade inteira?” O Senhor respondeu: “Não destruiria se achasse ali quarenta e cinco justos”. 29 Insistiu ainda Abraão e disse: “E se houvesse quarenta?” Ele respondeu: “Por causa dos quarenta, não o faria”. 30 Abraão tornou a insistir: “Não se irrite o meu Senhor se ainda falo. E se houvesse apenas trinta justos?” Ele respondeu: “Também não o faria se encontrasse trinta”.
    31 Tornou Abraão a insistir: “Já que me atrevi a falar a meu Senhor, e se houver vinte justos?” Ele respondeu: “Não a iria destruir por causa dos vinte”. 32 Abraão disse: “Que o meu Senhor não se irrite se eu falar só mais uma vez: e se houvesse apenas dez?” Ele respondeu: “Por causa dos dez, não a destruiria”. 33 Tendo acabado de falar, o Senhor retirou-se, e Abraão voltou para a sua tenda.

    Palavra do Senhor.

    Sl 102(103)

    O Senhor é indulgente, é favorável.

    Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / e todo o meu ser, seu santo nome! / Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / não te esqueças de nenhum de seus favores! – R.

    Pois ele te perdoa toda culpa / e cura toda a tua enfermidade; / da sepultura ele salva a tua vida / e te cerca de carinho e compaixão. – R.

    O Senhor é indulgente, é favorável, / é paciente, é bondoso e compassivo. / Não fica sempre repetindo as suas queixas / nem guarda eternamente o seu rancor. – R.

    Não nos trata como exigem nossas faltas / nem nos pune em proporção às nossas culpas. / Quanto os céus por sobre a terra se elevam, / tanto é grande o seu amor aos que o temem. – R.

    Mateus 8,18-22

    Naquele tempo, 18 vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19 Então um mestre da lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”. 20 Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. 21 Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. 22 Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.

    Palavra da Salvação.

    “Segue-me!”.

    Jesus dirige um convite inquietante a cada um de nós. Mensagem atual que rompe as barreiras do tempo, seu seguimento é uma constante conversão e abertura aos novos caminhos, que o próprio Espírito suscita em seus fiéis. Faz-se necessário olhar à volta, trilhar novos rumos, abandonar velhas estruturas, sair da zona de conforto e ir ao encontro da outra margem do lago. Ser fiel a Deus é acompanhar o Mestre por onde ele for e abandonar-se à condução do Bom pastor. “Segue-me e deixa que os mortos sepultem seus mortos”, este é o convite feito a nós. “Segue-me” e deixa todas as coisas que te preocupam para trás. Belo ato de fé é confiar-se inteiramente nas mãos providentes do Senhor e deixar que se faça em nossa vida a vontade desejada por Ele.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 3ª feira da 13º semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Gênesis 19,15-29

    Naqueles dias, 15 os anjos insistiram com Ló, dizendo: “Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas e sai, para não morreres também por causa das iniquidades da cidade”. 16 Como ele hesitasse, os homens tomaram-no pela mão, a ele, à mulher e às duas filhas – pois o Senhor tivera compaixão dele –, fizeram-nos sair e deixaram nos fora da cidade. 17 Uma vez fora, disseram: “Trata de salvar a tua vida. Não olhes para trás nem te detenhas em parte alguma desta região. Mas foge para a montanha, se não quiseres morrer”. 18 Ló respondeu: “Não, meu Senhor, eu te peço! 19 O teu servo encontrou teu favor e foi grande a tua bondade, salvando-me a vida. Mas receio não poder salvar-me na montanha, antes que a calamidade me atinja e eu morra. 20 Eis aí perto uma cidade onde poderei refugiar-me; é pequena, mas aí salvarei a minha vida”. E ele lhe disse: “Pois bem, concedo-te também este favor: não destruirei a cidade de que falas. 22 Refugia-te lá depressa, pois nada posso fazer enquanto não tiveres entrado na cidade”. Por isso foi dado àquela cidade o nome de Segor. 23 O sol estava nascendo quando Ló entrou em Segor. 24 O Senhor fez então chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. 25 Destruiu as cidades e toda a região, todos os habitantes das cidades e até a vegetação do solo. 26 Ora, a mulher de Ló olhou para trás e tornou-se uma estátua de sal. 27 Abraão levantou-se bem cedo e foi até o lugar onde antes tinha estado com o Senhor. 28 Olhando para Sodoma e Gomorra e para toda a região, viu levantar-se da terra uma densa fumaça, como a fumaça de uma fornalha. 29 Mas, ao destruir as cidades da região, Deus lembrou-se de Abraão e salvou Ló da catástrofe que arrasou as cidades onde Ló havia morado.

    Palavra do Senhor.

    Sl 25(26)

    Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.

    Provai-me, ó Senhor, e examinai-me, / sondai meu coração e o meu íntimo! / Pois tenho sempre vosso amor ante meus olhos; / vossa verdade escolhi por meu caminho. – R.
    Não junteis a minha alma à dos malvados, / nem minha vida à dos homens sanguinários; / eles têm as suas mãos cheias de crime; / sua direita está repleta de suborno. – R.
    Eu, porém, vou caminhando na inocência; / libertai-me, ó Senhor, tende piedade! / Está firme o meu pé na estrada certa; / ao Senhor eu bendirei nas assembleias. – R.

    Mateus 8,23-27

    Naquele tempo, 23 Jesus entrou na barca e seus discípulos o acompanharam. 24 E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia. 25 Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26 Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27 Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

    Palavra da Salvação.

    “Levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria”.

    Situações difíceis fazem parte de nossa vida humana e são fundamentais para o crescimento pessoal de cada indivíduo. Muitas vezes nos assemelhamos aos discípulos,
    sendo afogados pelas ondas turbulentas dos mares da nossa vida. O desespero e o medo nos invadem, causando uma cegueira discreta para percebermos a presença de
    Jesus na nossa agitação. “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo”, este se faz nosso grito de socorro a Cristo. Mesmo sabendo que o Senhor se faz presente em nossas vidas e nunca abandona seus filhos ao ermo, não permitimos essa verdade tomar conta de nosso ser, tornamo-nos fracos na fé e na confiança em Deus. Tenhamos os olhos fixos no amor de Jesus e nenhuma situação será por demais áspera, que não poderá ser enfrentada com coragem, calma e paz.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 4ª feira da 13º semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Festa de São Tomé, Apóstolo

    Efésios 2,19-22

    Irmãos, 19 já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20 Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21 É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo santo no Senhor. 22 E vós também sois integrados nessa construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito.

    Palavra do Senhor.

    Sl 116(117)

    Ide por todo o mundo, a todos pregai o evangelho.

    Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, / povos todos, festejai-o! – R.
    Pois comprovado é seu amor para conosco, / para sempre ele é fiel! – R.

    João 20,24-29

    24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse- lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27 Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28 Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29 Jesus lhe disse: “Acreditaste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

    Palavra da Salvação.

    “Meu Senhor e meu Deus!”.

    Conversão não é um processo fácil. Exige: tempo, entrega, dedicação e constante contato com o Senhor. Tomé, santo muito injustiçado, é chamado por muitos de descrente e cabeça dura. Bem verdade é que a fé de Tomé se faz reflexo de todo o crente, dedicado em seu processo de conversão. Com muito cuidado e como que engatinhando, paulatinamente vai se abrindo o coração, aos mistérios grandiosos e profundos da vida de Cristo. Tomé não se satisfaz com o mero testemunho de seus irmãos, deseja acima de tudo ter um encontro pessoal com o Cristo glorioso. Na vida cristã, é preciso um encontro íntimo com Jesus Ressuscitado, tocar em suas chagas e senti-las na própria pele, além de corresponder dizendo:” Meu Senhor e Meu Deus”, como fez São Tomé.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 5ª feira da 13º semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Gênesis 22,1-19

    Naqueles dias, 1 Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2 E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”. 3 Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4 No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5 Disse, então, aos seus servos: “Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós”. 6 Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7 Isaac disse a Abraão: “Meu pai”. “Que queres, meu filho?”, respondeu ele. E o menino disse: “Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?” 8 Abraão respondeu: “Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram caminhando juntos. 9 Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10 Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 12 E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13 Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14 Abraão passou a chamar aquele lugar: “O Senhor providenciará”. Donde até hoje se diz: “O monte onde o Senhor providenciará”. 15 O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu 16 e lhe disse: “Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor –, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17 eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18 Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”. 19 Abraão tornou para junto dos seus servos, e, juntos, puseram-se a caminho de Bersabeia, onde Abraão passou a morar.

    Palavra do Senhor.

    Sl 114(115)

    Andarei na presença de Deus, / junto a ele na terra dos vivos.

    Eu amo o Senhor, porque ouve / o grito da minha oração. / Inclinou para mim seu ouvido / no dia em que eu o invoquei. – R.
    Prendiam-me as cordas da morte, † apertavam-me os laços do abismo; / invadiam-me angústia e tristeza, / eu então invoquei o Senhor: / “Salvai, ó Senhor, minha vida!” – R.
    O Senhor é justiça e bondade, / nosso Deus é amor-compaixão. / É o Senhor quem defende os humildes: / eu estava oprimido, e salvou-me. – R.
    Libertou minha vida da morte, † enxugou de meus olhos o pranto / e livrou os meus pés do tropeço. / Andarei na presença de Deus, / junto a ele na terra dos vivos. – R.

    Mateus 9,1-8

    Naquele tempo, 1 entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2 Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” 3 Então alguns mestres da lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4 Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? 6Pois bem, para que saibais que o Filho do homem tem, na terra, poder para perdoar pecados” – disse, então, ao paralítico –, “levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7O paralítico então se levantou e foi para a sua casa. 8 Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

    Palavra da Salvação.

    “A multidão glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens”.

    Jesus é sempre perseguido pelos doutores e mestres da lei. Por mais que pratique o bem, lá estão eles prontos para condená-lo, por cada ato que realiza. Homens que
    podem ser muito inteligentes e entendidos da Sagrada Escritura, mas de corações duros para tamanha salvação que Jesus oferece diante de seus olhos. Deus misericordioso que é, Cristo não desiste de tentar se aproximar de cabeças tão duras e por mais difícil que possa parecer, continua a semear a terra entre os espinhos de seus perseguidores. “Levanta-te”, esta é a boa mensagem cortante aos nossos corações, muitas vezes paralisado na descrença e insensibilidade ao amor de Deus. Misericórdia é o segundo nome de Jesus, Ele não desiste de nós por maiores que possam parecer nossas faltas, nos perdoa e nos dá a força necessária para voltarmos para casa com plena saúde e graça.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 6ª feira da 13º semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Gênesis 23,1-4.19; 24,1-8.62-67

    1 Sara viveu cento e vinte e sete anos 2 e morreu em Cariat Arbe, que é Hebron, em Canaã. Abraão veio fazer luto por Sara e chorá-la. 3 Depois, levantou-se de junto da morta e falou aos hititas: 4 “Sou um estrangeiro e hóspede no vosso meio. Cedei-me como propriedade entre vós um lugar de sepultura, onde possa sepultar minha esposa que morreu”.

    19 Assim, Abraão sepultou Sara, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, em frente de Mambré, que é Hebron, na terra de Canaã.

    24,1 Abraão já era velho, de idade avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo. 2 Abraão disse ao servo mais antigo da sua casa, administrador de todos os seus bens: “Põe a mão debaixo da minha coxa 3 e jura-me pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não escolherás para meu filho uma mulher entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu moro; 4 mas tu irás à minha terra natal, buscar entre os meus parentes uma mulher para o meu filho Isaac”. 5 E o servo respondeu: “E se a mulher não quiser vir comigo para esta terra, deverei levar teu filho para a terra de onde saíste?” 6 Abraão respondeu: “Guarda-te de levar meu filho de volta para lá. 7 O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa do meu pai e da minha terra natal e que me falou e jurou, dizendo: ‘À tua descendência darei esta terra’, ele mesmo enviará seu anjo diante de ti e trarás de lá uma mulher para meu filho. 8 Porém, se a mulher não quiser vir contigo, ficarás livre deste juramento; mas de maneira alguma levarás meu filho de volta para lá”. 62 Isaac tinha voltado da região do poço de Laai-Rói e morava na terra do Negueb. 63 Ao cair da tarde, Isaac saiu para o campo a passear. Levantando os olhos, viu camelos que chegavam. 64 Rebeca também, erguendo os olhos, viu Isaac. Desceu do camelo 65 e perguntou ao servo: “Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro?” O servo respondeu: “É o meu senhor”. Ela puxou o véu e cobriu o rosto. 66 Então o servo contou a Isaac tudo o que tinha feito. 67 Ele introduziu Rebeca na tenda de Sara, sua mãe, e recebeu-a por esposa. Isaac amou-a, consolando-se assim da morte da mãe.

    Palavra do Senhor.

    Sl 105(106)

    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.

    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, / porque eterna é a sua misericórdia! / Quem contará os grandes feitos do Senhor? / Quem cantará todo o louvor que ele merece? –
    R.
    Felizes os que guardam seus preceitos / e praticam a justiça em todo o tempo! / Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos / pelo amor que demonstrais ao vosso povo! – R.
    Visitai-me com a vossa salvação, / para que eu veja o bem-estar do vosso povo, / e exulte na alegria dos eleitos, / e me glorie com os que são vossa herança. – R.

    Mateus 9,9-13

    Naquele tempo, 9 Jesus viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10 Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11 Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12 Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13 Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

    Palavra da Salvação.

     

    “Aqueles que têm saúde não precisam de médico. Quero misericórdia e não sacrifício”.

    Atitude escandalosa para os fariseus era a de se juntar aos pecadores e cobradores de impostos, pois uma vez se juntando a eles, a pureza daquele que guarda a lei de Deus seria corrompida. Unir-se a “impuros”, em refeição, era transformar-se a si mesmo em “impuro”. No entanto, Jesus não se importa muito com essa lógica farisaica de seu tempo. Cristo nos apresenta outra lógica, a de condenação sim do pecado, mas não a do pecador. Em sua essência, o ser humano é reflexo do amor de Deus e por maiores que possam ser seus erros, não pode arrancar de si o afeto que o Pai sente por cada um, única e especialmente. Irmãos e irmãs, sigamos o ousado exemplo do Filho de Deus, comendo e bebendo junto aos pecadores, excluídos e marginalizados. É preciso mais do que nunca romper muros que nos separam e cessar ataques imorais e mesquinhos que não nos levam a lugar nenhum. Sejamos portadores da Paz e construtores de alianças.

    Reflexão feita pelos noviços

  • Sábado da 13ª Semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Gênesis 27,1-5.15-29

    1 Quando Isaac ficou velho, seus olhos enfraqueceram e já não podia ver. Chamou, então, o filho mais velho, Esaú, e lhe disse: “Meu filho!” Este respondeu: “Aqui estou!” 2 Disse-lhe o pai: “Como vês, já estou velho e não sei qual será o dia da minha morte. 3 Toma as tuas armas, as flechas e o arco, e sai para o campo. Se apanhares alguma caça, prepara-me um assado saboroso, 4 como sabes que eu gosto, e traze-o para que o coma e assim te dar a bênção antes de morrer”. 5 Rebeca escutava o que Isaac dizia a seu filho Esaú. Esaú saiu para o campo à procura de caça para o pai.

    15 Rebeca tomou, então, as melhores roupas que o filho mais velho tinha em casa e vestiu com elas o filho mais novo, Jacó. 16 Cobriu-lhe as mãos e a parte lisa do pescoço com peles de cabrito. 17 Pôs nas mãos do filho Jacó o assado e o pão que havia preparado. 18 Este levou-os ao pai, dizendo: “Meu pai!” “Estou ouvindo”, respondeu Isaac. “Quem és tu, meu filho?” 19 E disse Jacó a seu pai: “Eu sou Esaú, teu filho primogênito; fiz como me ordenaste. Levanta-te, senta-te e come da minha caça, para me abençoares”. 20 Isaac replicou-lhe: “Como conseguiste achar assim depressa, meu filho?” Ele respondeu: “É o Senhor teu Deus que fez que isso acontecesse”. 21 Isaac disse a Jacó: “Vem cá, meu filho, para que eu te apalpe e veja se és ou não meu filho Esaú”. 22 Jacó achegou-se a seu pai, Isaac, que o apalpou e disse: “A voz é a voz de Jacó, mas as mãos são as mãos de Esaú”. 23 E não o reconheceu, pois suas mãos estavam peludas como as do seu filho Esaú. Então, decidiu abençoá-lo. 24 Perguntou-lhe ainda: “Tu és, de fato, meu filho Esaú?” Ele respondeu: “Sou”. 25 Isaac continuou: “Meu filho, serve-me da tua caça para eu comer e te abençoar”. Jacó serviu-o e ele comeu; trouxe-lhe depois vinho e ele bebeu. 26 Disse-lhe então seu pai, Isaac: “Aproxima-te, meu filho, e beija-me”. 27 Jacó aproximou-se e o beijou. Quando Isaac sentiu o cheiro das suas roupas, abençoou-o, dizendo: “Este é o cheiro do meu filho: é como o aroma de um campo fértil que o Senhor abençoou! 28 Que Deus te conceda o orvalho do céu e a fertilidade da terra, a abundância de trigo e de vinho. 29 Que os povos te sirvam e se prostrem as nações em tua presença. Sê o senhor de teus irmãos, e diante de ti se inclinem os filhos de tua mãe. Maldito seja quem te amaldiçoar, e quem te abençoar seja bendito!”

    Palavra do Senhor.

    Sl 134(135)

    Louvai o Senhor, porque é bom!

    Louvai o Senhor, bendizei-o; / louvai o Senhor, servos seus, / que celebrais o louvor em seu templo / e habitais junto aos átrios de Deus! – R.
    Louvai o Senhor, porque é bom; / cantai ao seu nome suave! / Escolheu para si a Jacó, / preferiu Israel por herança. – R.
    Eu bem sei que o Senhor é tão grande, / que é maior do que todos os deuses. / Ele faz tudo quanto lhe agrada, † nas alturas dos céus e na terra, / no oceano e nos fundos
    abismos. – R.

    Mateus 9,14-17

    Naquele tempo, 14 os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15 Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão. 16 Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. 17 Também não se coloca vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se coloca em odres novos, e assim os dois se conservam”.

    Palavra da Salvação.

    “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles?”.

    Todo mundo alguma vez na vida já fez alguma boa ação pensando que iria ganhar de Deus uma recompensa por isso. É um jeito normal de pensar e de agir. Quem faz coisas
    boas recebe coisas boas em troca. E era assim que pensavam os discípulos de João. Mas essa lógica é limitada, porque o homem é um ser limitado, e incapaz de por si só merecer recompensas de Deus, porque Ele é infinitamente maior. Jesus nos fala de um novo jeito de pensar e compreender Deus. Deus não precisa que nós sejamos bons para nos dar algo de bom, mas é precisamente porque Ele é bom que ele o faz, e o faz de forma perfeitamente gratuita. A lógica que Jesus apresenta é a lógica da graça. Deus nos quer bem porque Ele é Bom e nos ama.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 14º domingo do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • 2ª Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Isaías 66,10-14

    10 Alegrai-vos com Jerusalém e exultai com ela todos vós que a amais; tomai parte em seu júbilo, todos vós que choráveis por ela, 11 para poderdes sugar e saciar-vos ao seio de sua consolação e aleitar-vos e deliciar-vos aos úberes de sua glória. 12 Isto diz o Senhor: “Eis que farei correr para ela a paz como um rio e a glória das nações como torrente transbordante. Sereis amamentados, carregados ao colo e acariciados sobre os joelhos. 13 Como uma mãe que acaricia o filho, assim eu vos consolarei, e sereis consolados em Jerusalém. 14 Tudo isso haveis de ver e o vosso coração exultará, e o vosso vigor se renovará como a relva do campo. A mão do Senhor se manifestará em favor de seus servos”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 65(66)

    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / cantai salmos a seu nome glorioso, / dai a Deus a mais sublime louvação! / Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras! – R.
    Toda a terra vos adore com respeito / e proclame o louvor de vosso nome!” / Vinde ver todas as obras do Senhor: / seus prodígios estupendos entre os homens! – R.
    O mar ele mudou em terra firme, / e passaram pelo rio a pé enxuto. / Exultemos de alegria no Senhor! / Ele domina para sempre com poder! – R.
    Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: / vou contar-vos todo bem que ele me fez! / Bendito seja o Senhor Deus, que me escutou, † não rejeitou minha oração e meu
    clamor / nem afastou longe de mim o seu amor! – R.

     

    Gálatas 6,14-18

    Irmãos, 14 quanto a mim, que eu me glorie somente da cruz do Senhor nosso, Jesus Cristo. Por ele, o mundo está crucificado para mim, como eu estou crucificado para o
    mundo. 15 Pois nem a circuncisão nem a incircuncisão têm valor; o que conta é a criação nova. 16 E para todos os que seguirem esta norma, como para o Israel de Deus, paz e misericórdia. 17 Doravante, que ninguém me moleste, pois eu trago em meu corpo as marcas de Jesus. 18 Irmãos, a graça do Senhor nosso, Jesus Cristo, esteja convosco.
    Amém!

    Palavra do Senhor.

    Lucas 10,1-12.17-20 (ou forma breve: 1-9)

    Naquele tempo, 1 o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2 E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3 Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7 Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9 curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O reino de Deus está próximo de vós’. 10 Mas, quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: 11‘Até a poeira de vossa cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o reino de Deus está próximo!’ 12 Eu vos digo que, naquele dia, Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade”. 17 Os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”. 18 Jesus respondeu: “Eu vi satanás cair do céu como um relâmpago. 19 Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. 20 Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”.

    Palavra da Salvação.

    “A vossa paz repousará sobre ele”.

    Neste trecho do Evangelho, Jesus nos fala quais são as exigências e deveres de seus discípulos. Em sua missão, o discípulo deve se confiar inteiramente aos cuidados de Deus, Ele mesmo vai dar-lhe tudo o que for necessário para o seu cumprimento. Cabe ao discípulo apenas permanecer fiel à missão, servir ao povo de Deus, transmitindo paz pela sua palavra e testemunho de vida; curando feridas e ser ele mesmo anúncio e sinal de reconciliação entre os homens e Deus. O discípulo pode e deve se alegrar neste serviço, porque Deus é cada vez mais verdadeiramente o seu Pai, o quanto mais sua vida vai se assemelhando à vida de Jesus o filho de Deus.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 2ª feira da 14ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Gênesis 28,10-22

    Naqueles dias, 10 Jacó saiu de Bersabeia e dirigiu-se a Harã. 11 Chegando a certo lugar, quis passar ali a noite, pois o sol já se havia posto. Tomou uma das pedras do lugar, fez dela travesseiro e ali mesmo adormeceu. 12 E viu em sonho uma escada apoiada no chão, com a outra ponta tocando o céu e os anjos de Deus subindo e descendo por ela. 13 No alto da escada estava o Senhor, que lhe dizia: “Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaac; darei a ti e à tua descendência a terra em que dormes. 14 A tua descendência será como o pó da terra, e te expandirás para o ocidente e o oriente, para o norte e para o sul. Em ti e em tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra. 15 Estou contigo e te guardarei aonde quer que vás, e te reconduzirei a esta terra. Nunca te abandonarei, até cumprir o que te prometi”. 16 Ao despertar, Jacó disse: “Sem dúvida, o Senhor está neste lugar e eu não sabia”. 17 Cheio de pavor, disse: “Como é terrível este lugar! Isto aqui só pode ser a casa de Deus e a porta do céu”. 18 Jacó levantou-se bem cedo, tomou a pedra de que tinha feito travesseiro e colocou-a de pé para servir de coluna sagrada, derramando óleo sobre ela. 19 E deu ao lugar o nome de Betel. Antes, porém, a cidade chamava-se Luza. 20 Jacó fez um voto, dizendo: “Se Deus estiver comigo e me proteger nesta viagem, dando-me pão para comer e roupa para vestir, 21 e se eu voltar são e salvo para a casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus. 22 E esta pedra que ergui como coluna sagrada será uma ‘morada de Deus’”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 90 (91)

    Vós sois meu Deus, no qual confio inteiramente.

    Quem habita ao abrigo do Altíssimo / e vive à sombra do Senhor onipotente / diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, / sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”. – R.
    Do caçador e do seu laço ele te livra. / Ele te salva da palavra que destrói. / Com suas asas haverá de proteger-te, / com seu escudo e suas armas, defender-te. – R.
    “Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo / e protegê-lo, pois meu nome ele conhece. / Ao invocar-me, hei de ouvi-lo e atendê-lo, / e a seu lado eu estarei em suas dores”. – R.

    Mateus 9,18-26

    18 Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele e disse: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela, e
    ela viverá”. 19 Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos. 20 Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia há doze anos veio por trás dele e tocou a barra do
    seu manto. 21 Ela pensava consigo: “Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada”. 22 Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: “Coragem, filha! A tua fé te salvou”. E
    a mulher ficou curada a partir daquele instante. 23 Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada 24 e disse: “Retirai-vos, porque a
    menina não morreu, mas está dormindo”. E começaram a caçoar dele. 25 Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão e ela se levantou. 26 Essa
    notícia espalhou-se por toda aquela região.

    Palavra da Salvação.

    “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá”.

    Na dor e na tristeza, Jesus se oferece a nós como arrimo e consolo. Ele pede nada em troca, apenas quer que tenhamos fé, que confiemos, e entreguemos todos os nossos
    problemas e dificuldades, mesmo os casos perdidos, em suas mãos. Mas, para termos essa fé e confiança, é preciso primeiro conhecer Jesus. Ele se deixa conhecer pela Palavra de Deus, o Evangelho que ele viveu e que ilumina a nossa vida. É preciso encontrar tempo e espaço para escutá-lo, deixando assim que Ele entre em nossa vida. Somente conhecendo a pessoa de Jesus podemos verdadeiramente confiar Nele. Deus quer nos salvar mais do que nós mesmos queremos. Não é Deus que nos priva de sua graça, mas nós que não recorremos a Ele como convém e não nos abrimos a sua graça. Não conseguimos confiar em sua misericórdia para Ele poder agir.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 3ª feira da 14ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de Santa Madre Paulina

    Gênesis 32,23-33

    Naqueles dias, 23 Jacó levantou-se ainda de noite, tomou suas duas mulheres, as duas escravas e os onze filhos e passou o vau do Jaboc. 24 Depois de tê-los ajudado a passar a torrente, e atravessar tudo o que lhe pertencia, 25 Jacó ficou só. E eis que um homem se pôs a lutar com ele até o raiar da aurora. 26 Vendo que não podia vencê-lo, este tocou-lhe o nervo da coxa e logo o tendão da coxa de Jacó se deslocou, enquanto lutava com ele. 27 O homem disse a Jacó: “Larga-me, pois já surge a aurora”. Mas Jacó respondeu: “Não te largarei se não me abençoares”. 28 O homem perguntou-lhe: “Qual é o teu nome?” Respondeu: “Jacó”. 29 Ele lhe disse: “De modo algum te chamarás Jacó, mas Israel; porque lutaste com Deus e com os homens e venceste”. 30 Perguntou-lhe Jacó: “Dize-me, por favor, o teu nome”. Ele respondeu: “Por que perguntas o meu nome?” E ali mesmo o abençoou. 31 Jacó deu a esse lugar o nome de Fanuel, dizendo: “Vi Deus face a face e foi poupada a minha vida”. 32 Surgiu o sol quando ele atravessava Fanuel; e ia mancando por causa da coxa. 33 Por isso os filhos de Israel não comem até hoje o nervo da articulação da coxa, pois Jacó foi ferido nesse nervo.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 16(17)

    Verei, justificado, vossa face, ó Senhor!

    Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, / escutai-me e atendei o meu clamor! / Inclinai o vosso ouvido à minha prece, / pois não existe falsidade nos meus lábios! – R.

    De vossa face é que me venha o julgamento, / pois vossos olhos sabem ver o que é justo. / Provai meu coração durante a noite, † visitai-o, examinai-o pelo fogo, / mas em mim não achareis iniquidade. – R.

    Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, / inclinai o vosso ouvido e escutai-me! / Mostrai-me vosso amor maravilhoso, † vós que salvais e libertais do inimigo / quem procura a proteção junto de vós. – R.

    Protegei-me qual dos olhos a pupila / e guardai-me à proteção de vossas asas. / Mas eu verei, justificado, a vossa face / e, ao despertar, me saciará vossa presença. – R.

    Mateus 9,32-38

    Naquele tempo, 32 apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33 Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”. 34 Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”. 35 Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36 Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”

    Palavra da Salvação.

    “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”.

    Jesus tem do Pai a missão de anunciar a Boa Nova do Reino de Deus, Ele o faz não somente com palavras, mas acompanhado de obras. A Boa Nova é que o Pai salva, através de seu Filho Jesus, em sua infinita misericórdia.
    Por suas ações Jesus revela esta misericórdia. Deus mesmo, por seu amor, é quem serve a humanidade através das palavras e obras de Jesus, que culmina em seu maior serviço: a sua entrega na Cruz. E isso escandaliza os fariseus que nada querem saber de amor. Todos os cristãos são chamados a abrir-se ao amor de Deus e imitar a Jesus, doando a si mesmo por amor ao próximo, nisto consiste a alegria de Jesus.

    A colheita é grande porque infinita é a graça de Deus que quer ser derramada sobre a humanidade. Mas poucos são os operários que acolhem esta graça de viver por amor a Deus e aos irmãos como o fez Jesus.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 4ª feira da 14ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Gênesis 41,55-57; 42,5-7.17-24

    Naqueles dias, 55 todo o Egito começou a sentir fome, e o povo clamou ao faraó, pedindo alimento. E ele respondeu-lhe: “Dirigi-vos a José e fazei o que ele vos disser”. 56 Quando a fome se estendeu a todo o país, José abriu os celeiros e vendeu trigo aos egípcios, porque a fome também os oprimia. 57 De todas as nações vinham ao Egito comprar alimento, pois a fome era dura em toda a terra. 42,5 Os filhos de Israel entraram na terra do Egito com outros que também iam comprar trigo, pois havia fome em Canaã. 6 José era governador na terra do Egito e, conforme a sua vontade, se vendia trigo à população. Chegando os irmãos de José, prostraram-se diante dele com o rosto em terra. 7 Ao ver seus irmãos, José os reconheceu. 17 E mandou metê-los na prisão durante três dias. 18 E, no terceiro dia, disse-lhes: “Fazei o que já vos disse e vivereis, pois eu temo a Deus. 19 Se sois sinceros, fique um dos irmãos preso aqui no cárcere, e vós outros ide levar para vossas casas o trigo que comprastes. 20 Mas trazei-me o vosso irmão mais novo, para que eu possa provar a verdade de vossas palavras e não morrerdes”. Eles fizeram como José lhes tinha dito. 21 E diziam uns aos outros: “Sofremos justamente estas coisas, porque pecamos contra o nosso irmão; vimos a sua angústia, quando nos pedia compaixão, e não o atendemos. É por isso que nos veio esta tribulação”. 22 Rúben disse-lhes: “Não vos adverti, dizendo: ‘Não pequeis contra o menino’? E vós não me escutastes. E agora nos pedem conta do seu sangue”. 23 Ora, eles não sabiam que José os entendia, pois lhes falava por meio de intérprete. 24 Então, José afastou-se deles e chorou.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 32(33)

    Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos!

    Dai graças ao Senhor ao som da harpa, / na lira de dez cordas celebrai-o! / Cantai para o Senhor um canto novo, / com arte sustentai a louvação! – R.

    O Senhor desfaz os planos das nações / e os projetos que os povos se propõem. / Mas os desígnios do Senhor são para sempre, † e os pensamentos que ele traz no coração, / de geração em geração, vão perdurar. – R.

    Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem / e que confiam, esperando em seu amor, / para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria. – R.

    Mateus 10,1-7

    Naquele tempo, 1 Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. 2 Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4 Simão, o zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. 5 Jesus enviou esses doze com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6 Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7 Em vosso caminho, anunciai: ‘O reino dos céus está próximo’”.

    Palavra da Salvação.

    “Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel!”.

    O Reino dos Céus está próximo. Para a construção deste Reino, Jesus convoca os doze apóstolos que recebem Dele a graça de expulsar espíritos impuros e de curar.
    A Igreja através dos seus bispos, os sucessores dos apóstolos, continua esta missão nos dias de hoje. Eles têm o dever de expulsar todo o espírito de ódio e divisão, de ganância e egoísmo, de indiferença e morte. E de curar, como for possível, as várias feridas da humanidade, sejam elas de corpo ou do espírito.
    Todos os batizados, como membros do corpo místico de Cristo, que é a Igreja; devem ouvir os apelos de Deus e de seus pastores, os bispos. E cada um a seu jeito, seja na vida matrimonial, na vida presbiteral ou consagrada, tem lugar a ocupar na construção deste Reino que é e que vem. Este Reino é o próprio Cristo que quer viver conosco, e que quer viver por nós e nos fazer provar de sua alegria e paz.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 5ª feira da 14ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de São Bento de Núrsia

    Gênesis 44,18-21.23-29; 45,1-5

    Naqueles dias, 18 Judá aproximou-se de José e, cheio de ânimo, disse: “Perdão, meu senhor, permite ao teu servo falar com toda franqueza, sem que se acenda a tua cólera contra mim. Afinal, tu és como um faraó! 19 Foi meu senhor quem perguntou a seus servos: ‘Ainda tendes pai ou algum outro irmão?’ 20 E nós respondemos ao meu senhor: ‘Temos um pai já velho e um menino nascido em sua velhice, cujo irmão morreu; é o único filho de sua mãe que resta, e seu pai o ama com muita ternura’. 21 E tu disseste a teus servos: ‘Trazei-o a mim, para que eu possa vê-lo. 23 Se não vier convosco o vosso irmão mais novo, não vereis mais a minha face’. 24 Quando, pois, voltamos para junto de teu servo, nosso pai, contamos tudo o que o meu senhor tinha dito. 25 Mais tarde, disse-nos nosso pai: ‘Voltai e comprai para nós algum trigo’. 26 E nós lhe respondemos: ‘Não podemos ir, a não ser que o nosso irmão mais novo vá conosco. De outra maneira, sem ele, não nos podemos apresentar àquele homem’. 27 E o teu servo, nosso pai, respondeu: ‘Bem sabeis que minha mulher me deu apenas dois filhos. 28 Um deles saiu de casa e eu disse: Um animal feroz o devorou! E até agora não apareceu. 29 Se me levardes também este e lhe acontecer alguma desgraça no caminho, fareis descer de desgosto meus cabelos brancos à morada dos mortos’”.

    45,1 Então José não pôde mais conter-se diante de todos os que o rodeavam e gritou: “Mandai sair toda a gente!” E, assim, não ficou mais ninguém com ele quando se deu a conhecer aos irmãos. 2 José rompeu num choro tão forte, que os egípcios ouviram e toda a casa do faraó. 3 E José disse a seus irmãos: “Eu sou José! Meu pai ainda vive?” Mas os irmãos não podiam responder-lhe nada, pois foram tomados de um enorme terror. 4 Ele, porém, cheio de clemência, lhes disse: “Aproximai-vos de mim”. Tendo-se eles aproximado, disse: “Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. 5 Entretanto, não vos aflijais nem vos atormenteis por me terdes vendido a este país. Porque foi para a vossa salvação que Deus me mandou adiante de vós, para o Egito”.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 104(105)

    Lembrai as maravilhas do Senhor!

    Mandou vir, então, a fome sobre a terra / e os privou de todo pão que os sustentava; / um homem enviara à sua frente, / José, que foi vendido como escravo. – R.

    Apertaram os seus pés entre grilhões / e amarraram seu pescoço com correntes, / até que se cumprisse o que previra, / e a palavra do Senhor lhe deu razão. – R.

    Ordenou, então, o rei que o libertassem, / o soberano das nações mandou soltá-lo; / fez dele o senhor de sua casa / e de todos os seus bens o despenseiro. – R.

    Mateus 10,7-15

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Em vosso caminho, anunciai: ‘O reino dos céus está próximo’. 8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! 9 Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro nos vossos cintos; 10 nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento. 11 Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida. 12 Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13 Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. 14 Se alguém não vos receber nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade e sacudi a poeira dos vossos pés. 15 Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade no dia do juízo”.

    Palavra da Salvação.

    “De graça recebestes, de graça deveis dar!”.

    No Evangelho de hoje vemos o modo como Jesus envia seus discípulos ao mundo, e que a mensagem fundamental do seu anúncio deve ser que o “Reino dos Céus está próximo”.
    O Reino dos Céus não é apenas um lugar para onde irão os cristãos um dia, mas também o modo como os cristãos devem viver aqui e agora. Por isso, Ele orienta os discípulos a vivê-lo dando de graça aquilo que de graça receberam de Deus, ou seja, colocando a serviço todos os seus dons em favor do próximo, não se apegando a dinheiro ou aos bens pessoais a fim de poder servir apenas o único Deus e levando e anunciando a paz dos seus filhos àqueles que se abrirem a recebê-la.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 6ª feira da 14ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Gênesis 46,1-7.28-30

    Naqueles dias, 1 Israel partiu com tudo o que tinha. Ao chegar a Bersabeia, ofereceu sacrifícios ao Deus de seu pai, Isaac. 2 Deus falou a Israel em visão noturna, dizendo-lhe: “Jacó! Jacó!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 3 E Deus lhe falou: “Eu sou Deus, o Deus de teu pai: não tenhas medo de descer ao Egito, pois lá farei de ti uma grande nação. 4 Eu mesmo descerei contigo ao Egito e te reconduzirei de lá quando voltares; e é José que te fechará os olhos”. 5 Jacó levantou-se e deixou Bersabeia, e seus filhos o puseram, com as crianças e as mulheres, sobre os carros que o faraó enviara para os transportar. 6 Levaram, também, tudo o que possuíam na terra de Canaã; e foram para o Egito Jacó com toda a sua família, 7 com seus filhos e netos, suas filhas e toda a sua descendência. 28 Jacó enviou Judá na frente para avisar José e fazê-lo vir ao seu encontro em Gessen. E chegaram à terra de Gessen. 29 José mandou atrelar seu carro e subiu a Gessen ao encontro do pai. Logo que o viu, lançou-se ao seu pescoço e, abraçado a ele, chorou longamente. 30 Israel disse a José: “Agora morrerei contente, porque vi a tua face e te deixo com vida”.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 36(37)

    A salvação vem de Deus!

    Confia no Senhor e faze o bem, / e sobre a terra habitarás em segurança. / Coloca no Senhor tua alegria, / e ele dará o que pedir teu coração. – R.

    O Senhor cuida da vida dos honestos / e sua herança permanece eternamente. / Não serão envergonhados nos maus dias, / mas nos tempos de penúria, saciados. – R.

    Afasta-te do mal e faze o bem, / e terás tua morada para sempre. / Porque o Senhor Deus ama a justiça / e jamais ele abandona os seus amigos. / Os malfeitores hão de ser exterminados / e a descendência dos malvados destruída. – R.

    A salvação dos piedosos vem de Deus; / ele os protege nos momentos de aflição. / O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, † defende-os e protege-os contra os ímpios, / e os guarda porque nele confiaram. – R.

    Mateus 10,16-23

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16“Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17 Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18 Vós sereis levados diante de governadores e reis por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19 Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados de como falar ou do que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20 Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21 O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais e os matarão. 22 Vós sereis odiados por todos por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 23 Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel antes que venha o Filho do homem”.

    Palavra da Salvação.

    “Não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai”.

    O anúncio que Jesus faz do Reino dos Céus não é novo, não é uma nova ideia apresentada ao povo judeu, mas Jesus quer ampliar a ótica da interpretação da Lei que o povo de Israel recebeu e pratica desde Moisés. Isso para lhes provocar a uma vivência mais profunda e espiritual, sem alterar “uma vírgula sequer”.
    Jesus ensina a vivência pela graça do Espírito que plenifica o cumprimento da Lei e faz acontecer o Reino dos Céus. Como diz São Paulo na primeira leitura “não que sejamos capazes por nós mesmos”, mas que essa “capacidade vem de Deus” através do Espírito de vida comunicado por Jesus que é o óculos da lei para aquele que, querendo ser grande no Reino dos Céus e não agora, a pratica e a ensina fielmente.

    Reflexão feita pelos noviços

  • Sábado da 14ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Gênesis 49,29-32; 50,15-26

    Naqueles dias, Jacó transmitiu as suas ordens a seus filhos, dizendo: 29“Eu vou juntar-me ao meu povo; sepultai-me com meus pais na gruta de Macpela, que está no campo de Efron, o hitita, 30 defronte de Mambré, no país de Canaã. É a gruta que Abraão comprou a Efron, o hitita, junto com o campo, como propriedade funerária. 31 Lá foram sepultados Abraão e Sara, sua mulher, ali se sepultaram também Isaac e sua mulher, Rebeca; e foi lá que sepultei Lia”. 32 Quando Jacó acabou de dar suas instruções aos filhos, recolheu os pés sobre a cama e morreu; e foi reunido aos seus.

    50,15 Ao verem que seu pai tinha morrido, os irmãos de José disseram entre si: “Não aconteça que José se lembre da injúria que padeceu e nos faça pagar todo o mal que lhe fizemos”. 16 E mandaram dizer-lhe: “Teu pai, antes de morrer, ordenou-nos 17 que te disséssemos estas palavras: ‘Peço-te que esqueças o crime de teus irmãos e o pecado e a maldade que usaram contra ti’. Nós pedimos, pois, que perdoes o crime dos servos do Deus de teu pai”. Ouvindo isso, José pôs-se a chorar. 18 Vieram seus irmãos e prostraram-se diante dele, dizendo: “Somos teus servos”. 19 Ele respondeu: “Não tenhais medo. Sou eu, porventura, Deus? 20 Vós pensastes fazer mal contra mim. Deus, porém, converteu-o em bem, para dar vida a um povo numeroso, como vedes presentemente. 21 Não temais, eu vos sustentarei e a vossos filhos”. E assim os consolou, falando-lhes com doçura e mansidão. 22 E José ficou morando no Egito, com toda a família de seu pai, e viveu cento e dez anos. 23José viu os filhos de Efraim até a terceira geração e os filhos de Maquir, filho de Manassés, que José também recebeu sobre seus joelhos. 24 José disse aos seus irmãos: “Eu vou morrer. Deus vos visitará e vos fará subir deste país para a terra que ele jurou dar a Abraão, Isaac e Jacó”. 25 Depois de tê-los feito jurar e de ter dito: “Quando Deus vos visitar, levai daqui os meus ossos convosco”, 26 José morreu, completando cento e dez anos de vida.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 104(105)

    Humildes, procurai o Senhor Deus / e o vosso coração reviverá.

    Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, / anunciai entre as nações seus grandes feitos! / Cantai, entoai salmos para ele, / publicai todas as suas maravilhas! – R.

    Gloriai-vos em seu nome que é santo, / exulte o coração que busca a Deus! / Procurai o Senhor Deus e seu poder, / buscai constantemente a sua face! – R.

    Descendentes de Abraão, seu servidor, / e filhos de Jacó, seu escolhido, / ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, / vigoram suas leis em toda a terra. – R.

    Mateus 10,24-33

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24 “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. 25 Para o discípulo, basta ser como o seu mestre; e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares! 26 Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado e nada há de escondido que não seja conhecido. 27  que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28 Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! 29 Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30 Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. 31 Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. 32 Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33 Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.

    Palavra da Salvação.

    “Não tenhais medo daqueles que matam o corpo”.

    Jesus, que está enviando os discípulos à missão, lhes adverte que todo tipo de mal espera por eles neste caminho, mas eles nada devem temer, pois até mesmo o Senhor irá passar pelas mesmas perseguições. A diferença é que os discípulos devem levar o anúncio da verdade às claras, porque a verdade não pode ser escondida, nem vendida a qualquer preço. Por isso, Ele diz para não temer aqueles que podem matar o corpo porque a verdade não cessa com o corpo, ela é o caminho para a vida eterna.
    Aquele que caminha na verdade e a anuncia aos povos é amigo da verdade e Jesus, que é a própria Verdade, estará com ele diante do Pai que está nos céus. O Povo de Deus não assume uma missão fácil. A todo instante é chamado a romper as barreiras do mundo e testemunhar o Reino dos Céus, mas nossa força e auxílio está no nome do Senhor que diz: “Coragem! Eu venci o mundo!”.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 15º domingo do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • 2ª Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Deuteronômio 30,10-14

    Moisés falou ao povo, dizendo: 10“Ouve a voz do Senhor teu Deus e observa todos os seus mandamentos e preceitos, que estão escritos nesta lei. Converte-te para o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma. 11 Na verdade, este mandamento que hoje te dou não é difícil demais nem está fora do teu alcance. 12 Não está no céu, para que possas dizer: ‘Quem subirá ao céu por nós para apanhá-lo? Quem no-lo ensinará para que o possamos cumprir?’ 13 Nem está do outro lado do mar, para que possas alegar: ‘Quem atravessará o mar por nós para apanhá-lo? Quem no-lo ensinará para que o possamos cumprir?’ 14 Ao contrário, esta palavra está bem ao teu alcance, está em tua boca e em teu coração, para que a possas cumprir”.

    Palavra do Senhor.

    Sl: 68 (69)

    Humildes, buscai a Deus e alegrai-vos: / o vosso coração reviverá!

    Por isso elevo para vós minha oração / neste tempo favorável, Senhor Deus! / Respondei-me pelo vosso imenso amor, / pela vossa salvação que nunca falha! / Senhor, ouvi-me, pois suave é vossa graça, / ponde os olhos sobre mim com grande amor! – R.

    Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! / Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! / Cantando, eu louvarei o vosso nome / e, agradecido, exultarei de alegria! – R.

    Humildes, vede isto e alegrai-vos: † o vosso coração reviverá / se procurardes o Senhor continuamente! / Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres / e não despreza o clamor de seus cativos. – R.

    Sim, Deus virá e salvará Jerusalém, / reconstruindo as cidades de Judá. / A descendência de seus servos há de herdá-las, † e os que amam o santo nome do Senhor / dentro delas fixarão sua morada! – R.

    Colossenses 1,15-20

    15 Cristo é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, 16 pois, por causa dele, foram criadas todas as coisas no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17 Ele existe antes de todas as coisas, e todas têm nele a sua consistência. 18 Ele é a cabeça do corpo, isto é, da Igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos; de sorte que em tudo ele tem a primazia, 19 porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude 20 e por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz.

    Palavra do Senhor.

     

    Lucas 10,25-37

    Naquele tempo, 25 um mestre da lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” 26 Jesus lhe disse: “O que está escrito na lei? Como lês?” 27 Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!” 28 Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. 29 Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” 30 Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o quase morto. 31 Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. 32 O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. 33 Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34 Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35 No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’”. E Jesus perguntou: 36“Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37 Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

    Palavra da Salvação.

    “Quem é o meu próximo?”.

    O Mestre da Lei indaga Jesus querendo pô-lo em dificuldade, mas Jesus o faz responder a própria pergunta. Todos sabem que os Mestres da Lei são peritos nas Escrituras e, por isso, quando Jesus pergunta “o que está escrito?” sabe que a resposta será correta, porém, o que Ele quer saber é “como lês?”, como interpreta o que está escrito na Lei? O Reino dos Céus que Jesus anuncia não vem para abolir a Lei, mas para revelar o espírito que ela traz em si indo, além da inteligência, para o coração e para a alma. Só assim podemos compreender o amor de Deus presente na Lei citada pelo Mestre da Lei que, embora tenha o domínio do conhecimento intelectual dela, não consegue entender o seu espírito.
    O espírito da Lei é o amor de Deus pela humanidade e aquele que ama verdadeiramente a Deus segue a Lei em espírito e em verdade. Ama porque se sente amado por Deus e, por amar a Deus, ama tudo aquilo que Ele criou. Assim entendemos porque o samaritano se torna o próximo do homem que para ele era um desconhecido: porque amando a Deus com todo o seu ser, reconhece a Sua misericórdia para conosco e, assim como Deus o faz, ele também ama e tem misericórdia de todos os filhos de Deus.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 2ª feira da 15ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de São Boaventura, bispo e doutor da Igreja

    Êxodo 1,8-14.22

    Naqueles dias, 8 surgiu um novo rei no Egito, que não tinha conhecido José, 9 e disse ao seu povo: “Olhai como o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. 10 Vamos agir com prudência em relação a ele, para impedir que continue crescendo e, em caso de guerra, se una aos nossos inimigos, combata contra nós e acabe por sair do país”. 11 Estabeleceram inspetores de obras, para que o oprimissem com trabalhos penosos; e foi assim que ele construiu para o faraó as cidades-entrepostos Pitom e Ramsés. 12 Mas, quanto mais o oprimiam, tanto mais se multiplicava e crescia. 13 Obcecados pelo medo dos filhos de Israel, os egípcios impuseram-lhes uma dura escravidão. 14 E tornaram-lhes a vida amarga pelo pesado trabalho da preparação do barro e dos tijolos, com toda espécie de trabalhos dos campos e outros serviços que os levavam a fazer à força. 22 O faraó deu esta ordem a todo o seu povo: “Lançai ao rio Nilo todos os meninos hebreus recém-nascidos, mas poupai a vida das meninas”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 123(124)

    Nosso auxílio está no nome do Senhor.

    Se o Senhor não estivesse ao nosso lado, / que o diga Israel neste momento; / se o Senhor não estivesse ao nosso lado / quando os homens investiram contra nós, / com certeza nos teriam devorado / no furor de sua ira contra nós. – R.

    Então as águas nos teriam submergido, / a correnteza nos teria arrastado / e, então, por sobre nós teriam passado / essas águas sempre mais impetuosas. / Bendito seja o Senhor, que não deixou / cairmos como presa de seus dentes! – R.

    Nossa alma como um pássaro escapou / do laço que lhe armara o caçador; / o laço arrebentou-se de repente, / e assim nós conseguimos libertar-nos. / O nosso auxílio está no nome do Senhor, / do Senhor que fez o céu e fez a terra! – R.

    Mateus 10,34-11,1

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 34 “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. 35 De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. 36 E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim. 38 Quem não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim. 39 Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. 40 Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41 Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. 42 Quem der ainda que seja apenas um copo de água fresca a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo, não perderá a sua recompensa”. 11,1 Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.

    Palavra da Salvação.

    “Não vim trazer a paz, mas sim a espada”

    As palavras do Evangelho de hoje parecem ser duras, mas por detrás desta dureza, Jesus quer fazer uma provocação muito forte e pragmática sobre o amor. Quando Jesus diz “Não vim trazer a paz, mas a espada”, ele não quer dizer que veio trazer guerra, mas que a sua mensagem não veio trazer nenhuma comodidade. Sua mensagem é de desprendimento das coisas deste mundo em vista do Reino dos Céus.

    Jesus pede desprendimento até mesmo da própria família e, embora isso pareça duro, ele quer significar o próprio amor d’Ele para conosco, porque o Seu amor supera os vínculos que temos com nossos pais e todo aquele que aceita segui-lo, desprendendo-se das coisas do mundo, vai poder amar ainda mais verdadeiramente seu pai, sua mãe e a Deus porque terá conhecido o verdadeiro amor que é o próprio Deus.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 3ª feira da 15ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Festa de Nossa Senhora do Carmo

    Zacarias 2,14-17

    14 “Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15 Muitas nações se aproximarão do Senhor naquele dia e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16 O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17 Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”.

    Palavra do Senhor.

    Sl: Lc 1

    O Poderoso fez por mim maravilhas, / e santo é o seu nome.

    A minha alma engrandece ao Senhor, / e se alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador. – R.

    Pois ele viu a pequenez de sua serva, / desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. / O Poderoso fez por mim maravilhas, / e santo é o seu nome! – R.

    Seu amor, de geração em geração, / chega a todos os que o respeitam. / Demonstrou o poder de seu braço, / dispersou os orgulhosos. – R.

    Derrubou os poderosos de seus tronos / e os humildes exaltou. / De bens saciou os famintos / e despediu, sem nada, os ricos. – R.

    Acolheu Israel, seu servidor, / fiel ao seu amor, / como havia prometido aos nossos pais, / em favor de Abraão e de seus filhos para sempre. – R.

    Mateus 12,46-50

    Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

    Palavra da Salvação.

    “E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos’”.

    Na liturgia de hoje nos é apresentada uma emblemática cena em que Jesus nos propõe a forma de discipulado querida por Ele. Dentre a multidão daqueles que ouviam o Mestre, alguém o chama e lhe diz que alguns de seus familiares desejavam falar com Ele e Jesus aproveita para mostrar que todo aquele que ouve os seus ensinamentos e os põem em prática, fazendo assim a vontade do Pai, esse lhe é familiar e próximo.
    Busquemos com todas as nossas forças realizar em nossas vidas a vontade de Deus, no serviço às nossas comunidades de fé, na doação aos mais necessitados, no esforço por construirmos um mundo melhor e tornemo-nos, assim, mais próximos de Jesus.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 4ª feira da 15ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória do Bem-aventurado Inácio de Azevedo e companheiros mártires

    Êxodo 3,1-6.9-12

    Naqueles dias, 1 Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Levou, um dia, o rebanho deserto adentro e chegou ao monte de Deus, o Horeb. 2  Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés notou que a sarça estava em chamas, mas não se consumia, e disse consigo: 3“Vou aproximar-me desta visão extraordinária, para ver por que a sarça não se consome”. 4 O Senhor viu que Moisés se aproximava para observar e chamou-o do meio da sarça, dizendo: “Moisés! Moisés!” Ele respondeu: “Aqui estou”. 5 E Deus disse: “Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa”. 6 E acrescentou: “Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”. Moisés cobriu o rosto, pois temia olhar para Deus. 9“E agora o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e vi a opressão que os egípcios fazem pesar sobre eles. 10 Mas vai, eu te envio ao faraó, para que faças sair do Egito o meu povo, os filhos de Israel”. 11 E Moisés disse a Deus: “Quem sou eu para ir ao faraó e fazer sair os filhos de Israel do Egito?” 12 Deus lhe disse: “Eu estarei contigo; e este será o sinal de que fui eu que te enviei: quando tiveres tirado do Egito o povo, vós servireis a Deus sobre esta montanha”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 102(103)

    O Senhor é indulgente, é favorável.

    Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / e todo o meu ser, seu santo nome! / Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / não te esqueças de nenhum de seus favores! – R.

    Pois ele te perdoa toda culpa / e cura toda a tua enfermidade; / da sepultura ele salva a tua vida / e te cerca de carinho e compaixão. – R.

    O Senhor realiza obras de justiça / e garante o direito aos oprimidos; / revelou os seus caminhos a Moisés, / e aos filhos de Israel, seus grandes feitos. – R.

    Mateus 11,25-27

    25 Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27 Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

    Palavra da Salvação.

    “Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos”.

    À primeira vista pode parecer que a afirmação feita por Jesus (“Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos”) ignora a possibilidade de que estes possam participar da comunhão com Deus, o que seria contra a verdade do Amor de Deus, que faz chover sobre os justos e sobre os injustos. O que é mais próprio do Amor de Deus é que o conhecimento e a participação do Reino dos Céus não podem ser alcançados pela sabedoria e pela ciência sem que estejam acompanhadas de uma verdadeira entrega do coração e da alma. Por isso, aquilo que Deus quer revelar aos homens pode ser entendido até mesmo pelos mais pequeninos, porque Deus não pressupõe um grande conhecimento daqueles a quem Ele se revela, mas uma grande resposta de amor ao Seu Amor. Todos nós temos a capacidade, dada por Deus, de retribuir o Seu amor, sejamos nós sábios ou não, desde que tenhamos um coração simplesmente e humildemente pequenino.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 5ª feira da 15ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Êxodo 3,13-20

    Naqueles dias, ouvindo a voz do Senhor do meio da sarça, 13 Moisés disse a Deus: “Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas, se eles perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’, o que lhes devo responder?” 14 Deus disse a Moisés: “Eu sou aquele que sou”. E acrescentou: “Assim responderás aos filhos de Israel: ‘Eu sou enviou-me a vós’”. 15 E Deus disse ainda a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, enviou-me a vós’. Esse é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração. 16 Vai, reúne os anciãos de Israel e dize-lhes: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, apareceu-me, dizendo: Eu vos visitei e vi tudo o que vos sucede no Egito. 17 E decidi tirar-vos da opressão do Egito e conduzir-vos à terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos eveus e dos jebuseus, a uma terra onde corre leite e mel’. 18 Eles te escutarão e tu, com os anciãos de Israel, irás ao rei do Egito e lhe direis: ‘O Senhor, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. E agora temos que ir, a três dias de marcha no deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor nosso Deus’. 19 Eu sei, no entanto, que o rei do Egito não vos deixará partir se não for obrigado por mão forte. 20 Por isso, estenderei minha mão e castigarei o Egito com toda sorte de prodígios que vou realizar no meio deles. Depois disso, o rei do Egito vos deixará partir”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 104(105)

    O Senhor se lembra sempre da aliança.

    Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, / anunciai entre as nações seus grandes feitos! / Lembrai as maravilhas que ele fez, / seus prodígios e as palavras de seus lábios! – R.

    Ele sempre se recorda da aliança, / promulgada a incontáveis gerações; / da aliança que ele fez com Abraão / e do seu santo juramento a Isaac. – R.

    Deus deu um grande crescimento a seu povo / e o fez mais forte que os próprios opressores. / Ele mudou seus corações para odiá-lo, / e trataram com má-fé seus servidores. – R.

    Então mandou Moisés, seu mensageiro, / e igualmente Aarão, seu escolhido; / por meio deles realizou muitos prodígios / e, na terra do Egito, maravilhas. – R.

    Mateus 11,28-30

    Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

    Palavra da Salvação.

    “Sou manso e humilde de coração”.

    Neste trecho do Evangelho, somos convidados a assemelhar de modo mais perfeito o nosso duro coração de pedra ao sensível coração de carne de Cristo. Ele é o modelo de todo ser criado, porque veio do Pai nos ensinar a rezar, a amar e a sermos humildes e mansos tal como Ele é. O Filho do Homem, reflexo da Trindade no meio da humanidade, nos traduz por palavras e obras, o anúncio de sua experiência de amor divino, com o Pai e o Espírito.
    “Aprendei de mim”, diz Jesus aos seus discípulos. Permitamo-nos sermos moldados nas mãos do Filho de Deus, pois só Ele é capaz de nos ensinar a amar o Pai, tão intensamente como Ele. Cristo nos traz alívio de nossos fardos pesados, de nossos próprios erros e fadigas, nos concede força para a luta diária e disposição para anunciar seu Reino de amor, entre os nossos irmãos e irmãs.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 6ª feira da 15ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Êxodo 11,10-12,14

    Naqueles dias, 10 Moisés e Aarão realizaram muitos prodígios diante do faraó; mas o Senhor endureceu o coração do faraó, e ele não deixou que os filhos de Israel saíssem da sua terra. 12,1 O Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito: 2“Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano. 3 Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel, dizendo: No décimo dia deste mês, cada um tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa. 4 Se a família não for bastante numerosa para comer um cordeiro, convidará também o vizinho mais próximo, de acordo com o número de pessoas. Deveis calcular o número de comensais conforme o tamanho do cordeiro. 5 O cordeiro será sem defeito, macho, de um ano. Podereis escolher tanto um cordeiro como um cabrito: 6 e devereis guardá-lo preso até o dia catorze deste mês. Então toda a comunidade de Israel reunida o imolará ao cair da tarde. 7 Tomareis um pouco do seu sangue e untareis os marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerdes. 8 Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. 9 Não comereis dele nada cru ou cozido em água, mas assado ao fogo, inteiro, com cabeça, pernas e vísceras. 10 Não deixareis nada para o dia seguinte: o que sobrar, devereis queimá-lo ao fogo. 11 Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. E comereis às pressas, pois é a Páscoa, isto é, a passagem do Senhor! 12 E naquela noite passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor. 13 O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora quando eu ferir a terra do Egito. 14 Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar por todas as gerações”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 115 (116B)

    Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor.

    Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? / Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

    É sentida por demais pelo Senhor / a morte de seus santos, seus amigos. / Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, † vosso servo que nasceu de vossa serva; / mas me quebrastes os grilhões da escravidão! – R.

    Por isso oferto um sacrifício de louvor, / invocando o nome santo do Senhor. / Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. – R.

    Mateus 12,1-8

    1 Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. 2 Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido fazer em dia de sábado!” 3 Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros sentiram fome? 4 Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda, que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? 5 Ou nunca lestes na lei que, em dia de sábado, no templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma? 6 Ora, eu vos digo, aqui está quem é maior do que o templo. 7 Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8 De fato, o Filho do homem é senhor do sábado”.

    Palavra da Salvação.

    “O Filho do Homem é senhor do sábado”.

    A Lei de Deus é perfeita, mas os homens que a interpretam e a observam não o são. E, por vezes, instrumentalizam a Lei de Deus ao seu favor, para serem exaltados acima dos demais, para se sentir seguros de si mesmos por cumprir um preceito de forma até mesmo vazia e se esquecerem de qual é o centro da Lei. O centro da Lei é Deus, e Deus é Pai, infinitamente rico em misericórdia. Quando a Lei é colocada acima da misericórdia, do amor ao próximo, ela também é colocada acima de Deus. Jesus e seus discípulos viviam daquilo que a providência de Deus lhes dava como sustento. Deus trabalha até nos sábados porque ele é a fonte e origem de toda a vida. Deus é um Pai misericordioso, o autor e origem da Vida. A sua lei, portanto, serve ao amor e à vida. Encontramos o pleno cumprimento da Lei em Jesus que é amor e vida.

    Reflexão feita pelos noviços

  • Sábado da 15ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Êxodo 12,37-42

    Naqueles dias, 37 os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot. Eram cerca de seiscentos mil homens a pé, sem contar as crianças. 38 Além disso, uma multidão numerosa subiu com eles, assim como rebanhos consideráveis de ovelhas e bois. 39 Com a massa trazida do Egito fizeram pães ázimos, já que a massa não pudera fermentar, pois foram expulsos do Egito e não tinham podido esperar nem preparar provisões para si. 40 A permanência dos filhos de Israel no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. 41 No mesmo dia em que se concluíam os quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito. 42 Aquela foi uma noite de vigília para o Senhor, quando os fez sair da terra do Egito: essa noite em honra do Senhor deve ser observada por todos os filhos de Israel em todas as suas gerações.

    Palavra do Senhor.

    Sl 135(136)

    Eterna é a sua misericórdia.

    Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: / porque eterno é seu amor! / De nós, seu povo humilhado, recordou-se: / porque eterno é seu amor! / De nossos inimigos libertou-nos: / porque eterno é seu amor! – R.

    Ele feriu os primogênitos do Egito / porque eterno é seu amor! / E tirou do meio deles Israel: / porque eterno é seu amor! / Com mão forte e com braço estendido: / porque eterno é seu amor! – R.

    Ele cortou o mar Vermelho em duas partes: / porque eterno é o seu amor! / Fez passar no meio dele Israel: / porque eterno é o seu amor! / E afogou o faraó com suas tropas: / porque eterno é seu amor! – R.

     

    Mateus 12,14-21

    Naquele tempo, 14 os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. 15 Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. 16 E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, 17 para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 18“Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual coloco a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. 19 Ele não discutirá nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. 20Não quebrará o caniço rachado nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. 21 Em seu nome as nações depositarão a sua esperança”.

    Palavra da Salvação.

    “E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, para se cumprir o que foi dito”.

    As palavras que ouvimos hoje de Jesus apresentam a confiança que tinha na missão confiada pelo Pai e no significado do seu destino de padecer nas mãos dos homens por quem se entregaria. Ouvimos sobre o fechamento dos fariseus e sua trama que determinava a morte do Filho de Deus. Evoca-nos a postura da obediência à sua mensagem que levará a termo o Plano de Salvação traçado por Deus.

    Jesus operava o bem às multidões, mas pediu que, movidos pela gratidão ou pelo interesse de mantê-lo por mais tempo junto de si, espalhassem aquilo que haviam descoberto em sua experiência com ele aos outros, como que para facilitar ao Filho de Deus seu anúncio e missão. Cada pessoa precisaria dar seu voto de confiança, aderir à Boa Nova e, assim, participar deste profundo mistério. Confiemo-nos ao Senhor, ele é justo e bom e nos levará à salvação!

    Reflexão feita pelos noviços

  • 16º domingo do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • 2ª Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Gênesis 18,1-10

    Naqueles dias, 1 o Senhor apareceu a Abraão junto ao carvalho de Mambré quando ele estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. 2 Levantando os olhos, Abraão viu três homens de pé, perto dele. Assim que os viu, correu ao seu encontro e prostrou-se por terra. 3 E disse: “Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem sem parar junto a mim, teu servo. 4 Mandarei trazer um pouco de água para vos lavar os pés, e descansareis debaixo da árvore. 5 Farei servir um pouco de pão para refazerdes vossas forças, antes de continuar a viagem. Pois foi para isso mesmo que vos aproximastes do vosso servo”. Eles responderam: “Faze como disseste”. 6 Abraão entrou logo na tenda, onde estava Sara, e lhe disse: “Toma depressa três medidas da mais fina farinha, amassa alguns pães e assa-os”. 7 Depois, Abraão correu até o rebanho, pegou um bezerro dos mais tenros e melhores e deu-o a um criado, para que o preparasse sem demora. 8 A seguir, foi buscar coalhada, leite e o bezerro assado e pôs tudo diante deles. Abraão, porém, permaneceu de pé, junto deles, debaixo da árvore, enquanto comiam. 9 E eles lhe perguntaram: “Onde está Sara, tua mulher?” “Está na tenda”, respondeu ele. 10 E um deles disse: “Voltarei, sem falta, no ano que vem, por este tempo, e Sara, tua mulher, já terá um filho”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 14 (15)

    Senhor, quem morará em vossa casa?

    É aquele que caminha sem pecado / e pratica a justiça fielmente; / que pensa a verdade no seu íntimo / e não solta em calúnias sua língua. – R.

    Que em nada prejudica o seu irmão / nem cobre de insultos seu vizinho; / que não dá valor algum ao homem ímpio, / mas honra os que respeitam o Senhor. – R.

    Não empresta o seu dinheiro com usura † nem se deixa subornar contra o inocente. / Jamais vacilará quem vive assim! – R.

    Colossenses 1,24-28

    Irmãos, 24 alegro-me de tudo o que já sofri por vós e procuro completar na minha própria carne o que falta das tribulações de Cristo, em solidariedade com o seu corpo, isto é, a Igreja. 25 A ela eu sirvo, exercendo o cargo que Deus me confiou de vos transmitir a palavra de Deus em sua plenitude: 26 o mistério escondido por séculos e gerações, mas agora revelado aos seus santos. 27 A estes Deus quis manifestar como é rico e glorioso entre as nações este mistério: a presença de Cristo em vós, a esperança da glória. 28 Nós o anunciamos, admoestando a todos e ensinando a todos, com toda sabedoria, para a todos tornar perfeitos em sua união com Cristo.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 10,38-42

    Naquele tempo, 38 Jesus entrou num povoado e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39 Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor e escutava a sua palavra. 40 Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41 O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42 Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada”.

    Palavra da Salvação.

    “Marta recebeu-o em sua casa. Maria escolheu a melhor parte”.

    Neste 16º domingo do Tempo Comum, a Liturgia nos apresenta o exemplo de Marta e Maria, duas irmãs que são imagens daqueles que se decidem por seguir Jesus.
    Marta acolhe o Senhor em sua casa, demonstra interesse pelas palavras de Jesus, mas é incapaz de deixar de lado as suas preocupações e interesses pessoais, não reconhecendo o essencial, que é a escuta das palavras do Senhor e a intimidade nutrida com Ele. Já Maria escolhe a melhor parte, se esquece de si mesma e se coloca aos pés de Jesus.
    Busquemos a melhor parte, deixemos de lado as preocupações que perturbam as nossas mentes e nos dediquemos com atenção à oração e à escuta da Palavra de Deus, pois é essa intimidade nutrida com o Senhor que irá nos preparar para o verdadeiro serviço aos irmãos.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 2ª feira da 16ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Festa de Santa Maria Madalena

    Cântico 3,1-4 (ou 2 Cor 5,14-17)

    Eis o que diz a noiva: 1“Em meu leito, durante a noite, busquei o amor de minha vida: procurei-o e não o encontrei. 2 Vou levantar-me e percorrer a cidade, procurando, pelas ruas e praças, o amor de minha vida: procurei-o e não o encontrei. 3 Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade. ‘Vistes porventura o amor de minha vida?’ 4 E logo que passei por eles, encontrei o amor de minha vida”.

    Palavra do Senhor.

     

     

    Sl 62 (63)

    A minha alma tem sede de vós, Senhor!

    Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! / Desde a aurora, ansioso vos busco! / A minha alma tem sede de vós, † minha carne também vos deseja, / como terra sedenta e sem água! – R.

    Venho, assim, contemplar-vos no templo / para ver vossa glória e poder. / Vosso amor vale mais do que a vida, / e por isso meus lábios vos louvam. – R.

    Quero, pois, vos louvar pela vida / e elevar para vós minhas mãos! / A minha alma será saciada, / como em grande banquete de festa; / cantará a alegria em meus lábios / ao cantar para vós meu louvor! – R.

    Para mim fostes sempre um socorro; / de vossas asas à sombra eu exulto! / Minha alma se agarra em vós; / com poder vossa mão me sustenta. – R.

    João 20,1-2.11-18

    1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2 Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 11 Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12 Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13 Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14 Tendo dito isso, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15 Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”. 16 Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou em hebraico: “Rabunni” (que quer dizer mestre). 17 Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18 Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!” e contou o que Jesus lhe tinha dito.

    Palavra da Salvação.

    “Mulher, por que choras? A quem procuras?”.

    Celebramos hoje a festa de Santa Maria Madalena e, com ela e como ela, queremos escutar e responder as palavras do Mestre.
    Em meio aos sofrimentos e tormentos do nosso dia a dia, somos tentados a nos esquecermos das palavras do Senhor e, assim, desanimamos e nos deixamos oprimir pelo medo, pelas perseguições, pelas incompreensões, ficando presos ao nosso choro e às nossas lamentações. Mas o Senhor nos chama pelo nome, nos lembra de que Ele nos conhece e ama e que não nos deixará sozinhos.
    No dia de hoje nos dediquemos com especial atenção a descobrir onde e como o Senhor nos fala, concentrando a nossa atenção na voz do Senhor e não nas nossas fraquezas.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 3ª feira da 16ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Êxodo 14,21-15,1

    Naqueles dias, 21 Moisés estendeu a mão sobre o mar e, durante toda a noite, o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito forte; e as águas se dividiram. 22 Então, os filhos de Israel entraram pelo meio do mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam como que uma muralha à direita e à esquerda. 23 Os egípcios puseram-se a persegui-los, e todos os cavalos do faraó, carros e cavaleiros os seguiram mar adentro. 24 Ora, de madrugada, o Senhor lançou um olhar, desde a coluna de fogo e da nuvem, sobre as tropas egípcias e as pôs em pânico. 25 Bloqueou as rodas dos seus carros, de modo que só a muito custo podiam avançar. Disseram, então, os egípcios: “Fujamos de Israel! Pois o Senhor combate a favor deles, contra nós”. 26 O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem contra os egípcios, seus carros e cavaleiros”. 27 Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar voltou ao seu leito normal, enquanto os egípcios, em fuga, corriam ao encontro das águas, e o Senhor os mergulhou no meio das ondas. 28 As águas voltaram e cobriram carros, cavaleiros e todo o exército do faraó que tinha entrado no mar em perseguição de Israel. Não escapou um só. 29 Os filhos de Israel, ao contrário, tinham passado a pé enxuto pelo meio do mar, cujas águas lhes formavam uma muralha à direita e à esquerda. 30 Naquele dia, o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar 31e a mão poderosa do Senhor agir contra eles. O povo temeu o Senhor e teve fé no Senhor e em Moisés, seu servo. 15,1 Então, Moisés e os filhos de Israel cantaram ao Senhor este cântico:

    Palavra do Senhor.

    Sl Ex 15

    Ao Senhor quero cantar, / pois fez brilhar a sua glória!

    Ao soprar a vossa ira, amontoaram-se as águas, † levantaram-se as ondas e formaram uma muralha, / e imóveis se fizeram, em meio ao mar, as grandes vagas. / O inimigo tinha dito: “Hei de segui-los e alcançá-los! † Repartirei os seus despojos e minha alma saciarei; / arrancarei da minha espada e minha mão os matará!” – R.

    Mas soprou o vosso vento, e o mar os recobriu; † afundaram como chumbo entre as águas agitadas. / Estendestes vossa mão, e a terra os devorou. – R.

    Vós, Senhor, o levareis e o plantareis em vosso monte, † no lugar que preparastes para a vossa habitação, / no santuário construído pelas vossas próprias mãos. – R.

    Mateus 12,46-50

    Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

    Palavra da Salvação.

    “E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos’”.

    No Evangelho de hoje o Senhor nos provoca a uma escuta atenta de suas palavras, pois são elas que nos tornam íntimos e familiares de sua pessoa e é a partir dessa intimidade que teremos a sabedoria e a força para cumprirmos a vontade do Pai.
    Jesus não despreza a sua família, mas demonstra que além dos laços sanguíneos existe um laço espiritual que nos liga a todo ser humano, que rompe as diferenças religiosas, raciais e étnicas e que nos torna todos irmãos.
    Busquemos ouvir com atenção a palavra de Jesus, pois é ela que nos fará perceber a graça da filiação divina e assim cumpriremos a vontade do Pai, nos reconhecendo todos como irmãos.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 4ª feira da 16ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Êxodo 16,1-5.9-15

    1 Toda a comunidade dos filhos de Israel partiu de Elim e chegou ao deserto de Sin, entre Elim e o Sinai, no dia quinze do segundo mês da saída do Egito. 2 A comunidade dos filhos de Israel pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão, no deserto, dizendo: 3 “Quem dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor no Egito, quando nos sentávamos junto às panelas de carne e comíamos pão com fartura! Por que nos trouxestes a este deserto para matar de fome a toda esta gente?” 4 O Senhor disse a Moisés: “Eu farei chover para vós o pão do céu. O povo sairá diariamente e só recolherá a porção de cada dia a fim de que eu o ponha à prova, para ver se anda ou não na minha lei. 5 No sexto dia, quando prepararem o que tiverem trazido, terão o dobro do que recolhem diariamente”.

    9 E Moisés disse a Aarão: “Dize a toda a comunidade dos filhos de Israel: ‘Apresentai-vos diante do Senhor, pois ele ouviu a vossa murmuração’”. 10 Enquanto Aarão falava a toda a comunidade dos filhos de Israel, voltando os olhos para o deserto, eles viram aparecer na nuvem a glória do Senhor. 11 O Senhor falou, então, a Moisés, dizendo: 12“Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Dize-lhes, pois: ‘Ao anoitecer, comereis carne e, pela manhã, vos fartareis de pão. Assim sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus’”. 13 Com efeito, à tarde, veio um bando de codornizes e cobriu o acampamento; e, pela manhã, formou-se uma camada de orvalho ao redor do acampamento. 14 Quando se evaporou o orvalho que caíra, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, em forma de grãos, fina como a geada sobre a terra. 15 Vendo aquilo, os filhos de Israel disseram entre si: “Que é isto?” Porque não sabiam o que era. Moisés respondeu-lhes: “Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 77 (78)

    O Senhor deu o pão do céu como alimento.

    E tentaram o Senhor nos corações, / exigindo alimento à sua gula. / Falavam contra Deus e assim diziam: / “Pode o Senhor servir a mesa no deserto?” – R.

    Ordenou, então, às nuvens lá dos céus, / e as comportas das alturas fez abrir; / fez chover-lhes o maná e alimentou-os, / e lhes deu para comer o pão do céu. – R.

    O homem se nutriu do pão dos anjos, / e mandou-lhes alimento em abundância; / fez soprar o vento leste pelos céus / e fez vir, por seu poder, o vento sul. – R.

    Fez chover carne para eles como pó, / choveram aves como areia do oceano; / elas caíram sobre os seus acampamentos / e pousaram ao redor de suas tendas. – R.

    Mateus 13,1-9

    1 Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2 Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3 E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4 Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5 Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6 Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7 Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8 Outras sementes, porém, caíram em terra boa e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9 Quem tem ouvidos ouça!”

    Palavra da Salvação.

    “Produziram à base de cem frutos por semente”.

    Fiquemos atentos como a multidão que estava às margens do mar da Galileia. Coloquemo-nos em pé e ouçamos as palavras de vida que o Senhor quer semear em nossos corações.
    As nossas vidas são o terreno onde o Senhor deseja semear. É dele a iniciativa de lançar as sementes e a nós cabe a decisão e o esforço por nos tornarmos um bom terreno para fazê-las germinar. Deixemos de lado os nossos egoísmos, invejas, raivas e tudo aquilo que nos impede de termos um coração amoroso. Um coração que ama é um coração habitado por Deus e um coração habitado por Deus é um bom terreno.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 5ª feira da 16ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Festa de São Tiago Maior, apóstolo

    2 Coríntios 4,7-15

    Irmãos, 7 trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que esse poder extraordinário vem de Deus e não de nós. 8 Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; 9 perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; 10 por toda parte e sempre, levamos em nós mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossos corpos. 11 De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal. 12 Assim, a morte age em nós, enquanto a vida age em vós. 13 Mas, sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: “Eu creio e, por isso, falei”, nós também cremos e, por isso, falamos, 14 certos de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco. 15 E tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas faça crescer a ação de graças para a glória de Deus.

    Palavra do Senhor.

     

    Sl 125(126)

    Os que lançam as sementes entre lágrimas / ceifarão com alegria.

    Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, / parecíamos sonhar; / encheu-se de sorriso nossa boca, / nossos lábios, de canções. – R.

    Entre os gentios se dizia: “Maravilhas / fez com eles o Senhor!” / Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, / exultemos de alegria! – R.

    Mudai a nossa sorte, ó Senhor, / como torrentes no deserto. / Os que lançam as sementes entre lágrimas / ceifarão com alegria. – R.

    Chorando de tristeza, sairão, / espalhando suas sementes; / cantando de alegria, voltarão, / carregando os seus feixes! – R.

    Mateus 20,20-28

    Naquele tempo, 20 a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21 Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22 Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23 Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. 24 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25 Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26 Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande torne-se vosso servidor; 27 quem quiser ser o primeiro seja vosso servo. 28 Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

    Palavra da Salvação.

    “Vós bebereis do meu cálice”.

    Hoje, dia em que celebramos a festa de São Tiago, Apóstolo, temos a oportunidade de ouvir a passagem do Evangelho que nos apresenta a visão de Jesus sobre os nossos desejos de superioridade.
    Por vezes, o serviço que prestamos às nossas comunidades de fé, aos necessitados, ao nosso próximo, enfim os gestos de caridade que fazemos, não são verdadeiramente provocados pelo seguimento de Jesus, mas são simplesmente um desejo de nos mostrarmos superiores e de sermos considerados bondosos.
    Renunciemos às aparências. Sigamos o exemplo do Mestre e bebamos do cálice que Ele bebeu. Sejamos capazes de nos doar de forma gratuita. Deixemos que nossa vida seja consumida pelo bem do próximo.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 6ª feira da 16ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria Santíssima

    Eclesiástico 44,1.10-15

    1 Vamos fazer o elogio dos homens famosos, nossos antepassados através das gerações. 10 Estes são homens de misericórdia; seus gestos de bondade não serão esquecidos. 11 Eles permanecem com seus descendentes; seus próprios netos são a sua melhor herança. 12 A descendência deles mantém-se fiel às alianças 13 e, graças a eles, também os seus filhos. Sua descendência permanece para sempre, e sua glória jamais se apagará. 14 Seus corpos serão sepultados na paz, e seu nome dura através das gerações. 15 Os povos proclamarão a sua sabedoria, e a assembleia vai celebrar o seu louvor.

    Palavra do Senhor.

     

    Sl 131 (132)

    O Senhor vai dar-lhe o trono / de seu pai, o rei Davi.

    O Senhor fez a Davi um juramento, / uma promessa que jamais renegará: / “Um herdeiro que é fruto do teu ventre / colocarei sobre o trono em teu lugar!” – R.

    Pois o Senhor quis para si Jerusalém / e a desejou para que fosse sua morada: / “Eis o lugar do meu repouso para sempre, / eu fico aqui: este é o lugar que preferi!” – R.

    “De Davi farei brotar um forte herdeiro, / acenderei ao meu ungido uma lâmpada. / Cobrirei de confusão seus inimigos, / mas sobre ele brilhará minha coroa!” – R.

    Mateus 13,16-17

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16 “Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17 Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram, desejaram ouvir o que ouvis e não ouviram”.

    Palavra da Salvação.

    “Muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram”.

    Celebramos hoje a memória de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria. Ligada a esta memória, hoje também celebramos o Dia dos Avós (afinal, eles são avós de Jesus). O pequeno trecho do Evangelho que hoje nos é dirigido faz alusão a todos aqueles que viveram antes do evento da Encarnação do Filho de Deus e não tiveram a oportunidade de contemplar o rosto revelado de Deus através da face, palavras e ações de Jesus. Todos aqueles que viveram antes, mas que alimentaram profundamente o desejo de maior intimidade, conhecimento e conversão junto a Deus.
    Estas palavras de Jesus reafirmam aquilo que é uma verdade de fé: a História de Salvação segue seu curso e as novas gerações têm a oportunidade de aprender com o testemunho da presença de Deus na história através de tantos homens e mulheres que buscaram a vida de santidade e, com a graça de Deus, a viveram e testemunharam. Creiamos na experiência de fé daqueles que nos precederam. Aprendamos com aquilo que eles têm a nos ensinar, para não repetirmos os erros do passado. Deus nos permite esta rica fonte de amadurecimento e nos convoca a cumprirmos este mesmo papel, de transmissores da fé, àqueles que nos precederão.

    Reflexão feita pelos noviços

  • Sábado da 16ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Êxodo 24,3-8

    Naqueles dias, 3 Moisés veio e transmitiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os decretos. O povo respondeu em coro: “Faremos tudo o que o Senhor nos disse”. 4 Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. Levantando-se na manhã seguinte, ergueu ao pé da montanha um altar e doze marcos de pedra pelas doze tribos de Israel. 5 Em seguida, mandou alguns jovens israelitas oferecer holocaustos e imolar novilhos como sacrifícios pacíficos ao Senhor. 6 Moisés tomou metade do sangue e o pôs em vasilhas, e derramou a outra metade sobre o altar. 7 Tomou depois o livro da aliança e o leu em voz alta ao povo, que respondeu: “Faremos tudo o que o Senhor disse e lhe obedeceremos”. 8 Moisés, então, com o sangue separado, aspergiu o povo, dizendo: “Este é o sangue da aliança, que o Senhor fez convosco, segundo todas estas palavras”.

    Palavra do Senhor.

     

    Sl 49 (50)

    Imola a Deus um sacrifício de louvor.

    Falou o Senhor Deus, chamou a terra, † do sol nascente ao sol poente a convocou. / De Sião, beleza plena, Deus refulge. – R.

    “Reuni à minha frente os meus eleitos, / que selaram a aliança em sacrifícios!” / Testemunha o próprio céu seu julgamento, / porque Deus mesmo é juiz e vai julgar. – R.

    “Imola a Deus um sacrifício de louvor / e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo. / Invoca-me no dia da angústia, / e então te livrarei e hás de louvar-me”. – R.

    Mateus 13,24-30

    Naquele tempo, 24 Jesus contou outra parábola à multidão: “O reino dos céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25 Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. 26 Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27 Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28 O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29 O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30 Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro’”.

    Palavra da Salvação.

    “Deixai crescer um e outro até a colheita!”.

    A parábola que Jesus hoje nos conta nos relembra a sagrada paciência de Deus, sustentada por sua infinita misericórdia. Todos nascemos com a tendência e possibilidade de realizar o mal. Sabemos e sentimos que há uma verdadeira força que nos leva a realizar o mal que não desejamos e, por vezes, a incrível dificuldade de perseverarmos no bem que nos propomos a fazer.
    A vida cristã se sustenta na busca pelo equilíbrio desta tendência (a concupiscência) e o esforço para a abertura ao Evangelho e ao Espírito de Deus. Nem sempre conseguimos, mas Deus é paciente e aguarda misericordiosamente nosso retorno a cada vez que nos distanciamos dele. “Deixai crescer um e outro até a colheita!” Ainda não é tempo do Juízo, até o fim, os filhos de Deus terão tempo e oportunidade de acolher o Amor e escolher viver nele. Que o Espírito nos inspire a tomarmos nossa decisão de forma acertada!

    Reflexão feita pelos noviços

  • 17º domingo do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • 2ª Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Gênesis 18,20-32

    Naqueles dias, 20 o Senhor disse a Abraão: “O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu, e agravou-se muito o seu pecado. 21 Vou descer para verificar se as suas obras correspondem ou não ao clamor que chegou até mim”. 22 Partindo dali, os homens dirigiram-se a Sodoma, enquanto Abraão ficou na presença do Senhor. 23 Então, aproximando-se, disse Abraão: “Vais realmente exterminar o justo com o ímpio? 24 Se houvesse cinquenta justos na cidade, acaso irias exterminá-los? Não pouparias o lugar por causa dos cinquenta justos que ali vivem? 25 Longe de ti agir assim, fazendo morrer o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Longe de ti! O juiz de toda a terra não faria justiça?” 26 O Senhor respondeu: “Se eu encontrasse em Sodoma cinquenta justos, pouparia por causa deles a cidade inteira”. 27 Abraão prosseguiu, dizendo: “Estou sendo atrevido em falar a meu Senhor, eu que sou pó e cinza. 28 Se dos cinquenta justos faltassem cinco, destruirias, por causa dos cinco, a cidade inteira?” O Senhor respondeu: “Não destruiria se achasse ali quarenta e cinco justos”. 29 Insistiu ainda Abraão e disse: “E se houvesse quarenta?” Ele respondeu: “Por causa dos quarenta, não o faria”. 30 Abraão tornou a insistir: “Não se irrite o meu Senhor se ainda falo. E se houvesse apenas trinta justos?” Ele respondeu: “Também não o faria se encontrasse trinta”. 31 Tornou Abraão a insistir: “Já que me atrevi a falar a meu Senhor, e se houver vinte justos?” Ele respondeu: “Não a iria destruir por causa dos vinte”. 32 Abraão disse: “Que o meu Senhor não se irrite se eu falar só mais uma vez: e se houvesse apenas dez?” Ele respondeu: “Por causa dos dez, não a destruiria”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 137 (138)

    Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!

    Ó Senhor, de coração eu vos dou graças / porque ouvistes as palavras dos meus lábios! / Perante os vossos anjos vou cantar-vos / e ante o vosso templo vou prostrar-me. – R.

    Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, / porque fizestes muito mais que prometestes; / naquele dia em que gritei, vós me escutastes / e aumentastes o vigor da minha alma. – R.

    Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres / e de longe reconhece os orgulhosos. / Se no meio da desgraça eu caminhar, / vós me fazeis tornar à vida novamente; / quando os meus perseguidores me atacarem / e com ira investirem contra mim, / estendereis o vosso braço em meu auxílio / e havereis de me salvar com vossa destra. – R.

    Completai em mim a obra começada; / ó Senhor, vossa bondade é para sempre! / Eu vos peço: não deixeis inacabada / esta obra que fizeram vossas mãos! – R.

    Colossenses 2,12-14

    Irmãos, 12 com Cristo fostes sepultados no batismo; com ele também fostes ressuscitados por meio da fé no poder de Deus, que ressuscitou a Cristo dentre os mortos. 13 Ora, vós estáveis mortos por causa dos vossos pecados, e vossos corpos não tinham recebido a circuncisão, até que Deus vos trouxe para a vida, junto com Cristo, e a todos nós perdoou os pecados. 14 Existia contra nós uma conta a ser paga, mas ele a cancelou, apesar das obrigações legais, e a eliminou, pregando-a na cruz.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 11,1-13

    1 Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”. 2 Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. 3 Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos 4e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação’”. 5 E Jesus acrescentou: “Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7 e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’, 8 eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9 Portanto, eu vos digo, pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10 Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá. 11 Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12 Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

    Palavra da Salvação.

    “Pedi e recebereis”.

    O modo como Jesus elevava suas orações ao Pai devia ser impressionante para seus discípulos. A confiança e alegria com que se dedicava aos seus momentos de intimidade com o Senhor lhes provocou a pedirem para que Ele os ensinasse como rezar do seu modo – como terem a mesma experiência orante de Jesus.
    Jesus ensina-nos a rezar! Ensina-nos a sentir como uma necessidade real e essencial que a vontade do Pai seja cumprida em nossa vida. Ensina-nos a acolher o seu Reino e desejar que a nossa sociedade seja mais parecida com os céus. Ensina-nos a perdoar àqueles que nos ofendem e a resistir ao mal. Jesus nos diz: pedi e recebereis. Uma contundente e simples afirmação que nos conclama a confiarmos nele e no Pai. Se acreditamos na verdade de seus ensinamentos, que tenhamos a sabedoria de desejar e pedir aquilo que de fato importa e está contido na Oração do Senhor que ele nos ensinou.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 2ª feira da 17ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de Santa Marta

    1 João 4,7-16

    7 Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8 Quem não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9 Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. 11 Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13 A prova de que permanecemos com ele e ele conosco é que ele nos deu o seu Espírito. 14 E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como salvador do mundo. 15 Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele e ele com Deus. 16 E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor permanece com Deus, e Deus permanece com ele.

    Palavra do Senhor.

    Sl 33 (34)

    Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!

    Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. / Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem! – R.

    Comigo engrandecei ao Senhor Deus, / exaltemos todos juntos o seu nome! / Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu / e de todos os temores me livrou. – R.

    Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! / Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia. – R.

    O anjo do Senhor vem acampar / ao redor dos que o temem e os salva. / Provai e vede quão suave é o Senhor! / Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! – R.

    Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, / porque nada faltará aos que o temem. / Os ricos empobrecem, passam fome, / mas aos que buscam o Senhor não falta nada. – R.

    João 11,19-27

    Naquele tempo, 19 muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20 Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21 Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22 Mas, mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. 23 Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24 Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25 Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26 E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês isto?” 27 Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.

    Palavra da Salvação.

    “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas”.

    Na memória de Santa Marta, a liturgia nos apresenta o conhecido momento em que Jesus visita a casa dos três irmãos – Maria, Marta e Lázaro – e as duas irmãs se dedicam a acolhê-lo da maneira como sabem fazê-lo: uma se coloca aos seus pés para escutá-lo e a outra aos afazeres domésticos para que Jesus se sentissem à vontade em sua casa.
    As palavras de Jesus soam como uma reprimenda à dedicação de Marta aos seus afazeres, sua agitação e preocupação com outras coisas enquanto ele estava presente em sua casa, mas não se trata exatamente disso. Jesus está estabelecendo uma prioridade e não rejeitando os atos de Marta. As duas irmãs são a representação da postura que somos convidados a assumir diante de Jesus Cristo: escuta e serviço. Servir ao outro, atendê-lo em suas necessidades, agir em solidariedade será sempre um valor irrenunciável à fé cristã. Entretanto, não se deve esquecer nunca que este modo de proceder deve nascer da escuta atenta à vontade de Deus. Sem ela, não passamos de uma entidade filantrópica como tantas outras no mundo. Aos pés de Jesus nasce o sentido último do nosso servir: o amor ao próximo que nasce da resposta ao amor oferecido por Deus.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 3ª feira da 17ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Êxodo 33,7-11; 34,5-9.28

    Naqueles dias, 7 Moisés levantou a tenda e armou-a longe, fora do acampamento, e deu-lhe o nome de tenda da reunião. Assim, todo aquele que quisesse consultar o Senhor saía para a tenda da reunião, que estava fora do acampamento. 8 Quando Moisés se dirigia para lá, o povo se levantava e ficava de pé à entrada da própria tenda, seguindo Moisés com os olhos até ele entrar. 9 Logo que Moisés entrava na tenda, a coluna de nuvem baixava e ficava parada à entrada, enquanto o Senhor falava com Moisés. 10Ao ver a coluna de nuvem parada à entrada da tenda, todo o povo se levantava e cada um se prostrava à entrada da própria tenda. 11 O Senhor falava com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo. Depois, Moisés voltava para o acampamento, mas o seu jovem ajudante, Josué, filho de Nun, não se afastava do interior da tenda.

    34,5 Moisés permaneceu diante de Deus invocando o nome do Senhor. 6 O Senhor passou diante de Moisés, proclamando: “O Senhor, o Senhor, Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel, 7 que conserva a misericórdia por mil gerações e perdoa culpas, rebeldias e pecados, mas não deixa nada impune, pois castiga a culpa dos pais nos filhos e netos até a terceira e quarta geração!” 8 Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”. 28 Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.

    Palavra do Senhor.

    Sl 102 (103)

    O Senhor é indulgente, é favorável.

    O Senhor realiza obras de justiça / e garante o direito aos oprimidos; / revelou os seus caminhos a Moisés, / e aos filhos de Israel, seus grandes feitos. – R.

    O Senhor é indulgente, é favorável, / é paciente, é bondoso e compassivo. / Não fica sempre repetindo as suas queixas / nem guarda eternamente o seu rancor. – R.

    Não nos trata como exigem nossas faltas / nem nos pune em proporção às nossas culpas. / Quanto os céus por sobre a terra se elevam, / tanto é grande o seu amor aos que o temem. – R.

    Quanto dista o nascente do poente, / tanto afasta para longe nossos crimes. / Como um pai se compadece de seus filhos, / o Senhor tem compaixão dos que o temem. – R.

    Mateus 13,36-43

    Naquele tempo, 36 Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37 Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem. 38 O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao reino. O joio são os que pertencem ao maligno. 39 O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. 40 Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41 o Filho do homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42 e depois os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. 43 Então os justos brilharão como o sol no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos ouça”.

    Palavra da Salvação.

     

    “Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos”.

    O trecho do Evangelho que nos é dirigido hoje apresenta a explicação da parábola contada neste último sábado, dia 27. A parábola do joio e do trigo, um semeado pelo Maligno e o outro semeado por Deus, que crescem juntos e, no tempo certo, são cortados e separados para que um seja queimado e o outro estocado.
    A parábola alude à virtude de Deus que deixa, pacientemente, os homens e mulheres a trilharem suas vidas com a possibilidade de fazer crescer o bem, mas também com a liberdade de optarem pelo mal. Deus não interfere na liberdade e nem se precipita em decidir o nosso destino prematuramente. Pelo contrário, até o fim Ele anseia pela conversão de seus filhos e filhas. Até o fim Ele ajudará a separar nossa tendência ao mal para que não prejudique os bons frutos que possamos oferecer. Ajudemos ao Senhor nesta separação, permitamos que o trigo do amor floresça no campo de nossa vida e relações que estabelecemos com os outros. Não nos entreguemos ao temor do final dos tempos, mas a alegre esperança de que teremos muitos bons frutos a oferecer a Deus, com a ajuda de sua graça.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 4ª feira da 17ª semana do Tempo Comum

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus

    Êxodo 34,29-35

    29 Quando Moisés desceu da montanha do Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas da aliança, não sabia que a pele do seu rosto resplandecia por ter falado com o Senhor. 30 Aarão e os filhos de Israel, vendo o rosto de Moisés resplandecente, tiveram medo de se aproximar. 31 Então Moisés os chamou, e tanto Aarão como os chefes da comunidade foram para junto dele. E, depois que lhes falou, 32 todos os filhos de Israel também se aproximaram dele, e Moisés transmitiu-lhes todas as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai. 33 Quando Moisés acabou de lhes falar, cobriu o rosto com um véu. 34 Todas as vezes que Moisés se apresentava ao Senhor para falar com ele, retirava o véu, até a hora de sair; depois saía e dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado. 35 E eles viam a pele do rosto de Moisés resplandecer; mas ele voltava a cobrir o rosto com o véu, até o momento em que entrava para falar com o Senhor.

    Palavra do Senhor.

    Sl 98 (99)

    Santo é o Senhor nosso Deus!

    Exaltai o Senhor nosso Deus † e prostrai-vos perante seus pés, / pois é santo o Senhor nosso Deus! – R.

    Eis Moisés e Aarão entre os seus sacerdotes. † E também Samuel invocava seu nome, / e ele mesmo, o Senhor, os ouvia. – R.

    Da coluna de nuvem falava com eles. † E guardavam a lei e os preceitos divinos / que o Senhor nosso Deus tinha dado. – R.

    Exaltai o Senhor nosso Deus † e prostrai-vos perante seu monte, / pois é santo o Senhor nosso Deus! – R.

    Mateus 13,44-46

    Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44 “O reino dos céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45 O reino dos céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46 Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.

    Palavra da Salvação.

    “Ele vende todos os bens e compra aquele campo”.

    Quanta alegria sente aquele que encontra uma quantia em dinheiro nos bolsos de roupas que já não usa há algum tempo ou que estava escondida em alguma parte da casa! Com que pressa retornaria a sua casa se se lembrasse de onde ele estava guardado. Ainda mais se estivesse precisando de tal valor! É exatamente evocando este sentimento que Jesus nos apresenta o Reino de Deus, cujo valor supera qualquer riqueza imaginável por nós.

    O Reino de Deus é um precioso tesouro que deveria nos provocar a abandonar tudo aquilo que nos afasta dele porque queremos conquistá-lo. É um tesouro que provoca nossos profundos anseios de significado à nossa existência que só podem sem encontrados em Deus. Estamos dispostos a conquistá-lo? Sentimos esta gana por possui-lo? Deus nos cative a esta lutar por esta aquisição!

    Reflexão feita pelos noviços.