Vocacional - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

A Capela

DEUS ARMOU SUA TENDA ENTRE NÓS!

Essa foi a motivação de nossos confrades e artistas que pensaram a estrutura da capela do Convento São Boaventura. Não há quem não se encante com sua beleza singular e sua infinidade de símbolos a serem meditados.

Nada nesta “tenda” é um puro acaso… os vitrais, os formatos, os mosaicos, enfim, tudo aquilo que os olhos podem ver, as mãos tocarem e os pés pisarem, podem ser levados ao coração e ali perceber traços da ação de Deus no mundo e na espiritualidade franciscana.

Não é simplesmente uma bela obra de arte. Afinal, revela a profundidade de um Carisma e uma Forma de Vida.

Assim, o que o Senhor revelou àqueles homens idealizadores deste projeto, Frei Estevão Ottenbreit em sua homilia, proferida no dia da inauguração da capela em 1985, tentou verbalizar e agora nos propomos a partilhar com você.

Trata-se de reflexões quinzenais sobre cada item da capela e o objetivo, contudo, é ser uma provocação a quem se aproximar deste “templo santo onde Deus fez sua morada”. Não tem a presunção de explicar tudo e muito menos de limitar sua experiência, porque cada um pode perceber aspectos diferentes e interpretá-los, à luz da fé, de forma pessoal.

Por isso, seja sempre bem-vindo à “Tenda do Senhor” e faça a sua experiência de meditar os elementos que nela se apresentam.

A construção

Em outubro de 1982 foi iniciada a construção da capela para 150 pessoas. No dia 30 de dezembro foi concretada a primeira lage: o piso da capela, cobrindo toda a área do subsolo, com mais de 400 metros quadrados. Foi também iniciada a construção de mais três residências para confrades formandos. Posteriormente, por decisão do Capítulo Provincial, foi criada uma terceira, constituída pelo acabamento da capela e ampliação do refeitório e cozinha.

Conscientes da importância da participação de todos os confrades da Província nesta grande obra que é o Convento São Boaventura, os membros do Definitório Provincial programaram também uma festividade de inauguração da segunda etapa das obras de Rondinha. Foi escolhido o dia 12 de março de 1983, pois o Definitório ali se reuniria nos dias seguintes. Desta vez a celebração destinava-se apenas aos confrades. E estes vieram em bom número – aproximadamente 50, além de 70 confrades da casa.

Coube a parte decorativa da capela à empresa Arte Decorativa, do arquiteto Lorenz Johannes Heilmair, que teve o seu projeto aprovado pelo Definitório no dia 23 de maio de 1983.

AUTOR DOS VITRAIS

LORENZ JOHANNES HEILAMAIR, nascido em Munique – Alemanha, emigrou para o Brasil com a família, estabelecendo-se inicialmente em Porto Alegre – RS.

Filho de pai pintor artista e mãe farmacêutica, recebe desde os primeiros anos de sua vida, total incentivo e educação artística do pai Lorenz Heilmair, tanto nas várias técnicas de pintura, como na de vitral, permitindo que o contato com diversos segmentos da arte já fizessem parte do seu cotidiano.

Tem no seu currículo diversas obras de grande magnitude, como os vitrais da Catedral do Rio de Janeiro, Catedral de Joinville/SC, Catedral de Maringá-PR, Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte-SP, além de obras públicas como os vitrais da Caixa Econômica Federal, em Brasília/DF e no Edifício Central do mesmo banco no Rio de Janeiro-RJ.

ARQUITETO

MASAAKI SAITO, nascido em Tókio, Japão em 30/07/1940. Veio para o Brasil com 16 anos de idade, estabelecendo-se desde o início em Curitiba, onde estudou e principalmente trabalhou com o mestre Rene Matiew, mestre da Marma Construtora. E foi aí, na aplicação ao trabalho diário que conquistou a posição de prático em Arquitetura. Sobre Rondinha, ele diz que já colaborou na construção de outras igrejas diz: “É uma ideia diferente. Não é uma igreja para uma cidade, mas foi construída para ser a igreja de uma aldeia…”.

AUTOR DA VIA-SACRA

CONRADO MOSER, nascido em Treze Tílias – SC, 27/10/1944. Desde pequeno manifestou o gosto pela escultura. Herdou as ferramentas do seu avô e já aos 13 anos fazia suas primeiras esculturas. Em 1965 foi morar em Piaberú – PR, onde trabalhou ao lado de um tio seu que também é escultor. Nos anos de 1974 a 1976 esteve na Alemanha e nos anos de 1980 e 1981 esteve na Áustria, onde aperfeiçoou sua arte. Voltando da Áustria estabeleceu-se em Curitiba.