Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Seminário Frei Galvão celebra seu Padroeiro

25/10/2020

Lucas Santos

 Guaratinguetá (SP) – O Seminário Frei Galvão, em Guaratinguetá, onde estão os jovens postulantes que fazem um ano de preparação para o Noviciado na Província Franciscana da Imaculada Conceição, celebrou o seu Padroeiro, com a Missa Solene, às 9h30 deste domingo (25/10), presidida pelo Ministro Provincial, Frei César Külkamp, tendo como concelebrantes o guardião e Definidor Frei João Francisco da Silva e Frei Walter Hugo de Almeida. O povo pôde participar da celebração guardando o distanciamento exigido pelas normas sanitárias.

Atualmente, esta Casa de Formação da Província é também um Centro de Acolhimento dos Devotos de Frei Galvão. O Seminário é um dos pontos de peregrinação de romeiros de todo o país que visitam Aparecida. Além do Seminário, os romeiros visitam a casa onde morou Frei Galvão e o seu Santuário, no Jardim do Vale.

Frei Cesar lembrou que o santo brasileiro é simplesmente conhecido como Frei Galvão, natural de Guaratinguetá, onde nasceu no dia 13 de maio de 1739. Segundo o Ministro Provincial, como primeiro santo brasileiro, podemos perguntar a ele também o que significa para cada um de nós, hoje, ser brasileiro? “O que significa amar o nosso país, nos dias de hoje, no meio desta situação que estamos vivendo? Que sonhos temos o direito de sonhar enquanto brasileiros e brasileiras?”, enfatizou.

“Nós estamos no meio de processos de eleição nos nossos municípios, então, formalmente, muitas boas intenções são manifestadas para nosso país e para nossas cidades. Mas, olhando para Frei Galvão, nós perguntamos: será que é demais sonharmos com um país onde todo mundo tenha a sua fome saciada, tenha comida na mesa, tenha um teto para se abrigar, um trabalho para garantir as suas condições de vida digna. Seria demais sonharmos com um país onde as pessoas sejam respeitadas, onde as pessoas se amem, onde não haja espaço para a violência, para a dor, para o ódio, para injustiça, para toda a destruição do nosso meio ambiente?”, questionou o frade.

Frei César pediu: Não deixemos que ninguém tire de nós estes sonhos que Deus mesmo plantou nos nossos corações. E reforçou: Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, fiel filho do Brasil, fiel filho de Guaratinguetá, ajudai-nos hoje e sempre a sonharmos com um país e uma cidade melhores.

O Ministro Provincial destacou a vocação franciscana de Frei Galvão, que abraçou definitivamente aos 22 anos de idade, dois anos depois do regresso da Bahia, onde estava no seminário jesuíta. “Ele, então, procura os franciscanos, aqui próximo, em Taubaté, no Convento Santa Clara, e, através deles, ingressa no Noviciado da Ordem dos Frades Menores, tornando-se Frei Antônio de Sant’Ana Galvão”, contou.

Segundo Frei César, essa espiritualidade franciscana ainda não era muito conhecida no tempo de Frei Galvão, mas, através dele, hoje vive-se e respira a espiritualidade franciscana no contato principalmente com o Seminário, que tem Frei Galvão como Padroeiro, com os postulantes e com os frades que ali vivem. O Ministro Provincial lembrou que a Família Franciscana é grande em Guaratinguetá, com as Irmãs Clarissas, com as Irmãs Concepcionistas, a Ordem Franciscana Secular, as Irmãs Franciscanas Seráficas e “todos aqueles que aqui frequentam e também têm esse sentimento franciscano no seu coração”.

Para Frei César, uma comunidade que segue os exemplos de São Francisco de Assis, como Frei Galvão, que buscou com muita intensidade. “E a vida franciscana se fundamenta nos valores da caridade, da humildade, do amor aos pobres, da simplicidade, da pobreza, do despojamento e no respeito para com cada pessoa e com a criação. Todos bens da parte de Deus”, explicou o celebrante.

“Esta sintonia entre São Francisco e Frei Galvão é tanta que o Evangelho proclamado na solenidade de hoje é o mesmo do dia da solenidade de São Francisco de Assis. ‘Eu te louvo, ó Pai Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos’. É o que Cristo nos fala nesta passagem de Mateus, e São Francisco e Frei Galvão abraçaram Cristo de coração pleno. Tiveram a coragem de serem simples, de serem pequenos e por isso se tornaram tão grandes, inspirações tão fortes para cada um de nós”, ressaltou, destacando um trecho da primeira leitura: ‘Na medida em que fores grandes, deverás praticar a humildade, e assim, encontrarás graça diante do Senhor”, segundo o livro do Eclesiástico. Ele também destacou São Paulo na segunda leitura: “Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte. Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, para que ninguém possa gloriar-se diante dele, escrevia São Paulo à comunidade dos Coríntios e hoje a cada um de nós”, acrescentou.

Segundo o celebrante, se precisássemos definir em uma frase o que distingue um franciscano ou uma franciscana, poderíamos afirmar sem medo: é alguém apaixonado por Nosso Senhor Jesus Cristo. “São Francisco busca todas essas virtudes vividas tão intensamente por Frei Galvão, não em outro lugar, senão na pessoa, senão no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. E por isso ele viveu essa paixão tão intensamente que chegou até a pedir e a receber essa graça de ter no próprio corpo as cinco chagas que Cristo recebeu na cruz. Queria experimentar as dores e os sentimentos de quem amou o mundo de uma forma tão intensa. De quem foi capaz de se entregar por toda a humanidade. Nas mãos e nos pés transpassados pelos cravos e no seu lado atingido pela lança”, assinalou Frei César.

Para o Ministro Provincial, Santo Antônio de Sant’Ana Galvão viveu apaixonadamente pelo Cristo e entregou a ele sua vida sem reservas. “Que ele nos inspire a todos nós a sermos também apaixonados por este Deus que amou tanto a humanidade, amou tanto o mundo que se fez um de nós. E que continua junto de nós, que vive no meio de nós, através de seu espírito, através dos sinais tão claros, como a Eucaristia, a sua Palavra, na comunidade aqui reunida e na pessoa do irmão que partilha esta caminhada de vida conosco. Santo Antônio Galvão, que por Jesus tinha paixão, ajudai-nos hoje e sempre a carregar Cristo no nosso coração”, pediu.

Frei César destacou a devoção mariana de Frei Galvão. “Ele que é filho desse Vale Paraíba. Seu nascimento aconteceu alguns anos depois em que a pequena imagem negra de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada aqui neste rio Paraíba”, situou. Ainda segundo o Ministro Provincial, Frei Galvão perdeu sua mãe, Isabel Leite de Barros, quando era ainda jovem, aos 16 anos. “Certamente, a falta precoce de sua mãe materna o fez apegar-se ainda mais à Mãe do Céu. Ele tinha um carinho imenso pela Imaculada Conceição de Maria, tanto que, com 27 anos de idade, ele assina com o próprio sangue um documento no qual se consagra filho e escravo perpétuo de Nossa Senhora”, lembrou.

Segundo ele, as pílulas de Frei Galvão, tão buscadas aqui nesta casa e lá no Mosteiro da Luz, em São Paulo e em tantos lugares, trazem uma oração escrita a Nossa Senhora da Conceição: “Depois parto, ó Virgem, permanecestes inviolável, ó mãe de Deus, intercedei por nós”. “No Mosteiro da Luz, ele fundou também um recolhimento, onde hoje estão as Irmãs Concepcionistas, uma Ordem com inspiração franciscana, fundada por Santa Beatriz da Silva, em honra justamente da Imaculada Conceição. Santo Antônio Galvão, fiel devoto da virgem Mãe, ajudai-nos também hoje e sempre a honrar a nossa Mãe, Maria Santíssima!”, pediu.

Frei César destacou também a vida fraternal de Frei Galvão. “É um santo irmão. Ele, que é conterrâneo de cada um de vocês, em Guaratinguetá, ele é nosso irmão franciscano, apaixonado por Jesus, devoto fervoroso de Maria”, disse.

Frei César falou da importância do tema da fraternidade que, neste ano, na festa de São Francisco de Assis, o Papa foi a Assis, e sobre a sua sepultura assinou a sua mais nova encíclica, de inspiração bem franciscana: “Fratelli tutti” (Todos Irmãos), dedicada à fraternidade e à amizade social. “Frei Galvão foi um incansável em levar o socorro a quem mais precisava. Se eram doentes, pobres, pessoas angustiadas, famílias em conflitos, lá ia ele, caminhando distâncias para chegar e levar amparo e socorro para quem precisava, observou, destacando que não perdia a oportunidade de oferecer o bem mais precioso: a Palavra de Deus.

“Por todas as suas ações, de homem humildade e cheio de amor pelas pessoas, de sacerdote zeloso, ele foi chamado pelo Papa Bento XVI, na sua canonização, de ‘Apóstolo da Paz e da Caridade”. Depositemos hoje nossas preces nas mãos desse santo amigo, conterrâneo, irmão, confiante de que ele vai levá-las e depositá-las com tudo que temos no nosso coração no coração de Deus. Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, Frei Galvão, santo brasileiro, mariano e nosso irmão, rogai por nós!”, completou.

A festa ficou completa com o lançamento do mais novo livro de Frei Walter Hugo de Almeida, sobre Santa Clara. Ele propiciou, com as devidas normas de segurança sanitária, uma sessão de autógrafos no pátio do Seminário.


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