Frei Paulo: “A missão desta casa é proporcionar um encontro transformador com o Senhor”

08/02/2022

Rio de Janeiro (RJ) – O Ministro Provincial Frei Paulo Roberto Pereira presidiu, nesta terça-feira (8/2), às 10 horas, a Celebração Eucarística que apresentou a nova Fraternidade do Convento Santo Antônio do Largo da Carioca, definida no Congresso Capitular da Província da Imaculada Conceição, em dezembro passado.

Segundo Frei Paulo, a palavra convento significa exatamente convenção, reunião, convergência. “A nossa missão, a partir desta casa, é gerar comunhão, gerar confraternização. A partir da Fraternidade nós queremos estender a possibilidade de fazermo-nos irmãos uns dos outros. Esta é a nossa tarefa, esta é a nossa missão”, explicou o Ministro Provincial.

Para compor a nova Fraternidade chegaram cinco frades. “Todos os que moram aqui há bastante tempo também formam a nova fraternidade, com um novo vigor, uma nova disposição. Nós vivemos recentemente o Capítulo Provincial e uma das dádivas do Capítulo é a renovação da missão. É um vigor renovado. E, aqui, o Convento Snto Antônio foi agraciado com esta possibilidade de revigoramento a partir da indicação dos novos irmãos que formam esta fraternidade”, ressaltou Frei Paulo.

Frei Gustavo Medella, o Vigário Provincial, fez a apresentação da nova Fraternidade, composta por ele, que é o Vigário Provincial; Frei Walter Ferreira Junior, agora o novo guardião e reitor do Santuário; Frei José Pereira; Frei Róger Brunorio; Frei Cláudio César B. de Siqueira; Frei Luiz Colossi, Frei Neylor José Tonin; Frei Paulijacson P. de Moura; Frei Sérgio de Souza; Frei José Ulisses de Moraes; Frei Anselmo Fracasso; Frei Arcangelo Raimundo Buzzi; Frei Geraldo Hagedorn e Frei Guido Scottini e Frei Paulijacson de Moura.

Na sua reflexão, a partir do Evangelho, Frei Paulo destacou o sentido da nossa religião, lembrando que ela não se restringe a preceitos simplesmente, “ainda que eles existam e sejam importantes e necessários para nos oferecer balizas e referências”. “Jesus deixa muito nítido: A verdadeira religião é o bem de todos, o cuidado de todos, sobretudo o cuidado com os mais frágeis, os pais da velhice, como aqui foi dito. Então, vocês se desobrigam de cuidar de seus pais e se valem da lei: ‘Ah, isto aqui não posso oferecer porque isto aqui é do Senhor’. Na verdade é a instrumentalização da religião, que, ao invés de nos aproximar de Deus, Dele nos afasta”, realçou.

Para o Ministro Provincial, o caminho de realização religiosa e espiritual é aquele que dá qualidade ao nosso viver e ao nosso conviver. “Infeliz aquele crente que vive a sua religião simplesmente obedecendo a preceitos. O caminho da realização é viver os preceitos, sim, mas suplantá-los especialmente onde houver a necessidade do nosso grande do nosso irmão e da nossa irmã. Nós, franciscanos; nós, irmãos menores, temos a ousadia de no nosso dia a dia procurar viver os preceitos da nossa religião, mas muito mais viver a religião naquilo que ela tem de essencial, que é o respeito de um pelo outro, o cuidado de um pelo outro, o carinho de um pelo outro, cultivado no nosso dia a dia porque senão cairá sobre nós a palavra dura de Jesus: hipócritas, esvaziai a Palavra de Deus em proveito próprio!”, observou.

“A vida franciscana – e aqui essa fraternidade – se dispõe a cultivar esse preceito fundamental chamado de sine proprio, sem nada de próprio. Exatamente aquilo que Jesus supõe. Nós não vivemos o Evangelho, não buscamos o Evangelho para proveito próprio, mas pela nossa vida, pela nossa escolha, esvaziamo-nos de tudo, inclusive e sobretudo, da nossa própria vontade”, destacou Frei Paulo.

Sobre a bonita oração de Salomão, na primeira leitura, o Ministro Provincial lembrou que o rei Davi, pai de Salomão, quis dar uma casa em gratidão ao Senhor por todo bem que nele havia operado. “E aqui existe sempre uma contradição e o próprio Deus diz a Davi: como é que você quer me dar uma casa? A minha casa é tudo aquilo que se enxerga, o firmamento, os mares, as montanhas. E todas as coisas que se enxergam são obras minhas. E você ainda quer me dar uma casa? E Salomão insiste neste ideia: um lugar para nos encontrarmos com a beleza e a grandeza do Senhor. E nesta oração que ouvimos, presenciamos esse desejo humano. Não é uma casa para conter a Deus, mas é uma casa para proporcionar o espaço ideal de encontro com o Senhor. Encontro do desejo mais profundo de nossa alma: estar na presença de Deus”, explicou Frei Paulo.

“E esse Convento, construído há 400 anos, também tem essa ousadia. Não de reter Deus em paredes, mas de proporcionar a todos os que moram e a todos que aqui vêm aqui, a chance bonita, vigorosa, criativa e sempre nova de estar na presença do Senhor, de encontrarmo-nos com o Senhor. E esse encontro transforma a nossa vida, esse encontro abre-nos horizontes novos, possibilidades criativas. E a história longeva desse convento já provou isso. Por aqui passaram pessoas, irmãos franciscanos, pessoas do povo, que fizeram a experiência da santidade. Muitas pessoas e nós poderíamos aqui tecer um rosário de experiências santificantes vividas aqui neste lugar, tanto da família franciscana como de tantas pessoas santas que nestes bancos já rezaram, que aqui já serviram. E a santidade revelada na intimidade com o Senhor, e sobretudo a santidade revelada na solidariedade com os outros, porque a vida cristã inspirada em Santo Antônio tem a intimidade com o Menino Deus, tem a intimidade com a Palavra e tem sobretudo, com destaque, o cuidado com os pobres. Caminho de santificação: Aproximamo-nos do Senhor, cultivamos a intimidade com Ele, e a partir desse encontro transformador, vamos ao encontro solidário com os que sofrem”, ensinou o Ministro Provincial.

Dirigindo-se a Frei Walter, o novo guardião desta Fraternidade, apontou a missão desta casa: proporcionar um encontro transformador com o Senhor, mas não apenas uma experiência intimista, mas um encontro com Deus que nos leva a promover tantos outros encontros: encontros com os que sofrem, encontros com os que que têm fome, de pão e de justiça, que têm fome de moradias e de acolhimento, que têm fome e sede de cura. Estamos vivendo um período onde a doença grassa entre nós. E aqui não é a doença apenas da Covid, que é trágica, mas é a doença da indiferença, a doença do medo, a doença do desrespeito, a doença do afastamento de um e outro. É preciso que a gente busque a solidariedade e, juntos, nos unamos para ser sinal de cura. Esta é a tarefa dos freis franciscanos desta casa e esta é, certamente, a tarefa de todos nós que aqui, volta e meia, estamos para beber da Palavra de Deus e para encontrarmo-nos com o Senhor”, concluiu.

Frei Walter falou de sua alegria por fazer parte da nova Fraternidade do Convento e disse que espera fazer esse serviço em fraternidade. Cada frade ganhou um vaso de flores como sinal de acolhimento da comunidade.

Frei Paulo terminou a celebração com a Bênção de Santo Antônio e dos pãezinhos.

 

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