{"id":40739,"date":"2012-07-01T10:24:45","date_gmt":"2012-07-01T13:24:45","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=40739"},"modified":"2020-07-09T11:52:24","modified_gmt":"2020-07-09T14:52:24","slug":"entender-para-crer-crer-para-entender-texto-de-frei-ronaldo-fiuza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/entender-para-crer-crer-para-entender-texto-de-frei-ronaldo-fiuza\/","title":{"rendered":"\u201cEntender para crer, Crer para entender\u201d"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/artigo_i.jpg\" alt=\"artigo\" width=\"830\" height=\"530\" \/><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><b>Santo Aur\u00e9lio Agostinho<br \/>\n<\/b><b>Bispo de Hipona (+ 430)<\/b><b>\u00a0<\/b><\/h4>\n<p><strong>Por Frei Ronaldo Fiuza Lima<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> Aos 11 de outubro de 2012, o Papa Bento XVI, agora em\u00e9rito, convocou a Igreja para um ano de reflex\u00e3o sobre a f\u00e9. Naquela data, ele promulgou, no Vaticano, a Carta apost\u00f3lica sob a forma de <i>Motu Proprio,<\/i> intitulada <i>\u201cPorta Fidei\u201d<\/i>. Duas motiva\u00e7\u00f5es\/pretextos originaram a reda\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia: a) Os 50 anos da primeira sess\u00e3o do <i>Conc\u00edlio Vaticano II<\/i>; e b) Os 20 anos do <i>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/i>. Ambas eram celebradas exatamente no dia em que o <i>Ano da F\u00e9 <\/i>foi promulgado.<\/p>\n<p>O documento recorda, ainda, as balizas cronol\u00f3gicas dessa celebra\u00e7\u00e3o da f\u00e9. Ela inicia-se aos 11 de outubro de 2012. Seu t\u00e9rmino est\u00e1 marcado para a <i>Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo<\/i>, no domingo, 24 de novembro de 2013.<\/p>\n<p><b>2.\u00a0<\/b>Sem d\u00favidas, o documento emanado pela S\u00e9 Apost\u00f3lica pode ser lido e interpretado a partir de \u00f3ticas e perspectivas muito diferentes. Algumas das diferentes leituras podem ser constatadas atrav\u00e9s das reflex\u00f5es do <i>Boletim Comunica\u00e7\u00f5es da Prov\u00edncia<\/i> deste ano: professores do <i>Instituto Teol\u00f3gico Franciscano <\/i>prop\u00f5em, a partir de suas especialidades, caminhos para melhor compreender e vivenciar o Ano da F\u00e9.<\/p>\n<p>E sob a \u00f3tica patr\u00edstica, o que pode ser dito sobre o documento <i>Porta Fidei<\/i>?\u00a0 Qual a contribui\u00e7\u00e3o que o pensamento dos Pais da Igreja fornecem para a compreens\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o do Ano da F\u00e9?<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> O documento pontif\u00edcio poderia ser lido, numa perspectiva mais ampla, \u00e0 luz da enc\u00edclica <i>Fides et Ratio<\/i> (F\u00e9 e Raz\u00e3o), promulgada pelo Beato Jo\u00e3o Paulo II, no dia 14 de setembro de 1998.<\/p>\n<p>Antes de qualquer cr\u00edtica, n\u00e3o se trata de explicar um documento pelo outro. N\u00e3o \u00e9 proposta uma reflex\u00e3o sem refer\u00eancias \u00e0 Sagrada Escritura ou \u00e0 Patr\u00edstica. Longe disso!<\/p>\n<p>Ocorre, por\u00e9m, que o documento <i>Porta Fidei <\/i>\u00e9 muito breve: s\u00e3o apenas 17 par\u00e1grafos e 22 notas. A enc\u00edclica <i>Fides et Ratio <\/i>possui um teor mais extenso e melhor aprofundado: s\u00e3o 108 par\u00e1grafos acompanhados por 132 notas explicativas.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que os textos s\u00e3o muito diferentes entre si, seja em seu contexto, em sua forma de abordagem, objetivos, caracter\u00edsticas etc.<\/p>\n<p>Tal constata\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0 exterior, superficial e aparentemente sem import\u00e2ncia \u2013 mostra que a enc\u00edclica <i>Fides et Ratio <\/i>traz muito mais elementos para compreender a perspectiva patr\u00edstica sobre a f\u00e9 do que a mais recente. E mais: o pr\u00f3prio t\u00edtulo apresenta a grande tem\u00e1tica, a maior contribui\u00e7\u00e3o que os Pais da Igreja fornecem para o conhecimento da problem\u00e1tica da f\u00e9.<\/p>\n<p><b><i>Os primeiros s\u00e9culos do cristianismo foram marcados pela cont\u00ednua tens\u00e3o entre f\u00e9 e raz\u00e3o.<\/i><\/b> Deslocar o eixo da reflex\u00e3o apenas para a problem\u00e1tica da f\u00e9 \u00e9 minimizar a contribui\u00e7\u00e3o patr\u00edstica.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> Realmente, os autores dos prim\u00f3rdios crist\u00e3os (tr\u00eas primeiros s\u00e9culos) n\u00e3o se ativeram \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o do que \u00e9 a f\u00e9. Os textos patr\u00edsticos n\u00e3o pretendem indicar defini\u00e7\u00f5es, conceitos, estudos espec\u00edficos sobre a f\u00e9, ou sobre o ato de f\u00e9, relatar as caracter\u00edsticas do ato de crer. Eles se preocuparam em <b>apresentar os conte\u00fados da f\u00e9<\/b>, diante das dificuldades do cristianismo nascente.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> As dificuldades encontradas pelos primeiros autores eram enormes. O ambiente patr\u00edstico \u00e9 marcado por disputas, dificuldades, problemas e persegui\u00e7\u00f5es oriundos de todas as \u00e1reas. Dentre as muitas cr\u00edticas \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3, pode-se elencar:<\/p>\n<p>a) O juda\u00edsmo de ent\u00e3o criticava a nova religi\u00e3o, em particular a cren\u00e7a dos crist\u00e3os no messianismo de Jesus de Nazar\u00e9. Para os crist\u00e3os, Jesus \u00e9 o Messias, fato contestado pelos judeus.<\/p>\n<p>b) Os pag\u00e3os perseguiam e ridicularizavam a f\u00e9 crist\u00e3. Um exemplo bastante claro disso, <i>ponta de iceberg<\/i>, \u00e9 a mais antiga representa\u00e7\u00e3o do Crucificado. No monte Palatino, em Roma, aparece a figura de algu\u00e9m ajoelhado diante de um homem crucificado. A cabe\u00e7a desse homem \u00e9 de um asno. Embaixo uma inscri\u00e7\u00e3o, em grego, zombava dizendo: \u201cAlexandre adora o seu Deus\u201d.<\/p>\n<p>c) Os intelectuais criticavam, entre outras coisas, o fide\u00edsmo ing\u00eanuo, cr\u00e9dulo e fan\u00e1tico dos crist\u00e3os. Exemplo \u00e9 a atividade do fil\u00f3sofo plat\u00f4nico ecl\u00e9tico Celso. Por volta de 178, ele escreve um texto em que, implacavelmente, zomba da f\u00e9 crist\u00e3, seus ritos, usos, personagens, pr\u00e1ticas e costumes. Foram necess\u00e1rios 70 anos para que Or\u00edgenes, em 248, rebatesse tais cr\u00edticas, na sua conhecida obra <i>Contra Celso<\/i>.<\/p>\n<p>d) O povo, a gente comum e os n\u00e3o-batizados criticavam os crist\u00e3os: incesto, orgia, misantropia, canibalismo, infantic\u00eddio eram algumas das cr\u00edticas feitas. O pequeno tratado \u201c<i>Octavius<\/i>\u201d, de Min\u00facio F\u00e9lix, escrito por volta de 190, apresenta a opini\u00e3o daqueles que, n\u00e3o conhecendo o cristianismo, o ridicularizavam.<\/p>\n<p>e) Para o Estado Romano, os crist\u00e3os eram insubordinados, subversivos. Eles n\u00e3o se adequavam \u00e0 m\u00e1xima administrativo-pol\u00edtica romana: <i>Divide et Impera<\/i>. A organiza\u00e7\u00e3o eclesial n\u00e3o se atinha aos limites impostos pelos governantes imperiais. Al\u00e9m disso, os crist\u00e3os eram tamb\u00e9m criticados por outros motivos: impiedade e ate\u00edsmo.<\/p>\n<p>Realmente, os crist\u00e3os n\u00e3o criam nas divindades pag\u00e3s nem no \u201c<i>genius<\/i>\u201d do Imperador. Por n\u00e3o cultuar os deuses, eles eram acusados como motivo de derrotas das legi\u00f5es, cat\u00e1strofes, intemp\u00e9ries, carestias&#8230; Os crist\u00e3os teriam irritado os deuses. Eles se vingavam infligindo desgra\u00e7as aos romanos. Para aplacar a ira dos deuses, os crist\u00e3os eram ent\u00e3o sacrificados no Circo M\u00e1ximo ou no Coliseu.<\/p>\n<p>f) A gnose e os diferentes gnosticismos geravam igualmente muitas afli\u00e7\u00f5es aos crist\u00e3os. Era pr\u00e1tica gn\u00f3stica &#8211; que vivia no seio da comunidade cat\u00f3lica &#8211; disseminar heresias, tamb\u00e9m por meio de evangelhos ap\u00f3crifos, um conhecimento salv\u00edfico a que apenas poucos eleitos poderiam ter acesso.<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> N\u00e3o obstante tais problem\u00e1ticas, agravadas pelo derramamento de sangue <i>(m\u00e1rtires<\/i>) ou pelas torturas (<i>confessore<\/i>s) sofridas pelos crist\u00e3os, houve o embrion\u00e1rio desenvolvimento da teologia.<\/p>\n<p>Remontam ao per\u00edodo patr\u00edstico as primeiras formula\u00e7\u00f5es, ainda incoativas, dos conte\u00fados da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p>Surge na atividade dos pais apost\u00f3licos e, posteriormente na dos apologistas e das gera\u00e7\u00f5es seguintes, o desenvolvimento em primeir\u00edssimo lugar, da cristologia.<\/p>\n<p>Foi miss\u00e3o dos primeiros crist\u00e3os apresentar a f\u00e9 em Jesus Cristo, no combate ao <i>docetismo, arianismo, apolinarismo<\/i>. Tamb\u00e9m os Pais da Igreja buscaram as primeiras formula\u00e7\u00f5es trinit\u00e1rias, na trilha da cristologia.<\/p>\n<p>Eles combatem as heresias trinit\u00e1rias: <i>sabelianismo, modalismo, adocionismo, patripassianismo, subordinacionismo, <\/i>entre outras.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos aspectos cristol\u00f3gico e trinit\u00e1rio, n\u00e3o obstante as muitas dificuldades, observa-se o surgimento das primeiras reflex\u00f5es teol\u00f3gicas: escatologia, eclesiologia, pneumatologia, mariologia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 preocupa\u00e7\u00e3o patr\u00edstica a reflex\u00e3o sobre outros conte\u00fados da f\u00e9 crist\u00e3, tais como a exegese, a espiritualidade, a doutrina moral, os aspectos jur\u00eddicos, lit\u00fargicos, pastorais, catequ\u00e9ticos\u00a0 e de evangeliza\u00e7\u00e3o do cristianismo. Al\u00e9m disso, datam dos primeiros s\u00e9culos as primeiras formula\u00e7\u00f5es da f\u00e9 (<i>credo atanasiano, nicenoconstantinopolitano, calcedonense <\/i>e outros), al\u00e9m do <i>S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos<\/i>.<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> Diante do exposto, resulta clara a dificuldade dos crist\u00e3os em fazer um discurso mais bem elaborado sobre o ato de f\u00e9. <b>Repete-se: o per\u00edodo patr\u00edstico, em particular o preniceno, est\u00e1 voltado \u00e0 explana\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados mesmos da f\u00e9, n\u00e3o acerca do que significa crer.<\/b><\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> Enfim, al\u00e9m do conturbado contexto no qual os Padres da Igreja estavam inseridos, havia tamb\u00e9m discuss\u00f5es de diferentes opini\u00f5es no seio do pr\u00f3prio cristianismo a respeito da f\u00e9 e da raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Os exemplos poderiam ser muitos. Para simplificar, s\u00e3o apresentados apenas dois, que indicam o posicionamento antag\u00f4nico dos primeiros autores:<\/p>\n<p>De um lado, Tertuliano (+ 200-220). Em sua obra \u201c<i>De praescriptione haereticorum<\/i>\u201d 7, pergunta: \u201c<i>Que h\u00e1 de comum entre Atenas e Jerusal\u00e9m, e entre a Academia e a Igreja?<\/i>\u201d Aqui ele se faz eco de outros autores, como por ex., Taciano, o S\u00edrio, disc\u00edpulo de S. Justino M\u00e1rtir, cuja data de morte \u00e9 ignorada. Tais autores defendem uma radical separa\u00e7\u00e3o, n\u00edtida ruptura entre f\u00e9 e raz\u00e3o, entre cristianismo e filosofia.<\/p>\n<p>Contr\u00e1rios ao radicalismo fundamentalista de Taciano e Tertuliano encontram-se \u2013\u00a0 ainda bem! \u2013 numerosos outros autores. Dentre eles pode-se indicar S. Justino M\u00e1rtir (+165), Clemente de Alexandria (+215), Or\u00edgenes, (+ 254), S. Bas\u00edlio Magno (+ 379), Greg\u00f3rio de Nissa (+ 395), S. Agostinho de Hipona (+ 430), entre muitos outros.<\/p>\n<p>Clemente de Alexandria, por outro lado, \u00e9 um exemplo paradigm\u00e1tico de di\u00e1logo e toler\u00e2ncia para com a Filosofia e a Raz\u00e3o. Ele insere-se na perspectiva de S. Justino M\u00e1rtir e de seu mestre em Alexandria, Panteno (+ 200). Clemente de Alexandria, em sua obra <i>O Pedagogo <\/i>(3, 11, 78,1) questiona duramente algu\u00e9m que relutava em estudar a f\u00e9:<i>\u201cComo \u00e9s crente? Como amas a Deus e ao pr\u00f3ximo se n\u00e3o filosofas?\u201d.<\/i><\/p>\n<p>Para Clemente, assim como para os demais autores acima indicados, o amor a Deus, a f\u00e9, o conhecimento passa necessariamente pelo trabalho de amar a sabedoria. A f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 apenas um ato movido pela \u201cefervesc\u00eancia\u201d espiritual. Ela \u00e9 o resultado de um trabalho s\u00e9rio de estudo e de conhecimento da Verdade, que \u00e9 o Logos de Deus encarnado: Jesus, Pedagogo da Humanidade.<\/p>\n<p><b>9. \u00a0<\/b>Concluindo, v\u00ea-se que o pensamento patr\u00edstico aborda uma tem\u00e1tica cara tanto \u00e0 <i>Fides et Ratio<\/i>, como tamb\u00e9m \u00e0 <i>Porta Fidei<\/i>: <b>f\u00e9 e raz\u00e3o s\u00e3o insepar\u00e1veis.<\/b><\/p>\n<p>A partir da indissociabilidade entre f\u00e9 e raz\u00e3o, poderiam decorrer as seguintes conclus\u00f5es:<\/p>\n<p>a) Passar pela \u201c<i>Porta Fidei<\/i>\u201d representa um desafio interpelador para um aprofundamento nos estudos teol\u00f3gicos. \u201cCelebrar a f\u00e9\u201d significa estud\u00e1-la zelosamente e transform\u00e1-la numa pr\u00e1tica de convers\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus.<\/p>\n<p>b) Celebrar o Ano da F\u00e9 significaria, para os Pais da Igreja, um renovado \u00e2nimo de aprofundamento das raz\u00f5es de nossa f\u00e9, estabelecendo um v\u00ednculo cada vez mais firme entre F\u00e9 e Raz\u00e3o.<\/p>\n<p>c) Enfim, dentre as muitas possibilidades de desdobramentos, respondo a quest\u00e3o acima formulada. Parece que h\u00e1 uma valiosa contribui\u00e7\u00e3o dos Pais da Igreja para a viv\u00eancia e celebra\u00e7\u00e3o do Ano da F\u00e9. Talvez, se eles pudessem se dirigir aos crist\u00e3os do s\u00e9c. XXI, na dist\u00e2ncia de 15 s\u00e9culos que nos separam, eles proporiam o aprofundamento da f\u00e9 pelo estudo. De modo particular, pode-se &#8211; sem moralismos! &#8211; perguntar: h\u00e1 quanto tempo lemos e estudamos, pela \u00faltima vez, os documentos do Conc\u00edlio Vaticano II? J\u00e1 lemos e estudamos a vers\u00e3o integral do<i> Novo Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/i>? Se n\u00e3o o tivermos feito, talvez fosse uma boa provoca\u00e7\u00e3o faz\u00ea-lo nesses meses conclusivos do Ano da F\u00e9: ler e estudar &#8211; individualmente ou em grupos, comunidade &#8211; ambos documentos.<\/p>\n<p>d) Enfim, poder-se-ia tomar como lema patr\u00edstico para o Ano da F\u00e9 o c\u00e9lebre axioma de Santo Agostinho, formulado magistralmente no <i>Coment\u00e1rio aos Salmos<\/i>, 118, XVIII, 3 (<i>Cole\u00e7\u00e3o Patr\u00edstica<\/i>, ed. Paulus, vol. 9\/3, p. 457-458): \u201c<i>Intellige ut credas<\/i>\u201d (entende para que creias), complementado por \u201c<i>Crede ut intelligas<\/i>\u201d (cr\u00ea para que entendas).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de Frei Ronaldo Fiuza Lima<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[312],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u201cEntender para crer, Crer para entender\u201d - Vida Crist\u00e3 - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/entender-para-crer-crer-para-entender-texto-de-frei-ronaldo-fiuza\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u201cEntender para crer, Crer para entender\u201d - 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