{"id":23841,"date":"2007-10-18T11:46:31","date_gmt":"2007-10-18T13:46:31","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=23841"},"modified":"2020-07-28T13:40:24","modified_gmt":"2020-07-28T16:40:24","slug":"a-utopia-de-um-mundo-onde-caibam-todos-os-mundos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/a-utopia-de-um-mundo-onde-caibam-todos-os-mundos\/","title":{"rendered":"A Utopia de um mundo onde caibam todos os mundos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_187097\" style=\"width: 850px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-187097\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-187097 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2007\/10\/artigo_2807_9.png\" alt=\"\" width=\"840\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2007\/10\/artigo_2807_9.png 840w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2007\/10\/artigo_2807_9-450x241.png 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2007\/10\/artigo_2807_9-768x411.png 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2007\/10\/artigo_2807_9-150x80.png 150w\" sizes=\"(max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><p id=\"caption-attachment-187097\" class=\"wp-caption-text\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <em>\u00a0 Imagem ilustrativa (fonte: Canva)<\/em><\/p><\/div>\n<p><strong>Frei Sinivaldo S. Tavares, OFM<\/strong><\/p>\n<p>Vivemos, para todos os efeitos, em um mundo globalizado. E o que se convencionou chamar de \u201cGlobaliza\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9, no fundo, uma constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica do neo-liberalismo a servi\u00e7o do mercado que se caracteriza por uma tr\u00edplice pretens\u00e3o: onipot\u00eancia, onipresen\u00e7a e onisci\u00eancia. Talvez a melhor caracteriza\u00e7\u00e3o que temos da Globaliza\u00e7\u00e3o seja aquela feita com invej\u00e1vel rigor e plasticidade por E. Morin. Segundo ele, estamos navegando rumo a uma era planet\u00e1ria movida por duas h\u00e9lices. As h\u00e9lices n\u00e3o remontam propriamente \u00e0 imagem do avi\u00e3o, mas aos modelos helicoidais do nosso DNA.<\/p>\n<p>A primeira se encontra sob a hegemonia do poder-domina\u00e7\u00e3o e \u00e9 impulsionada por quatro motores: a ci\u00eancia sujeita \u00e0 t\u00e9cnica que, por sua vez, \u00e9 submetida \u00e0 ind\u00fastria, que, por sua vez, \u00e9 subordinada \u00e0 l\u00f3gica do lucro. Deste modo, segundo Morin, a nave espacial Terra \u00e9 colocada em movimento por esses quatro motores interconectados. A segunda distingue-se pela luta pelos direitos da pessoa humana, pelo direito dos povos \u00e0 soberania, aos ideais de liberdade, igualdade, fraternidade, democracia. N\u00e3o resta d\u00favida que a Globaliza\u00e7\u00e3o em seu estado atual traz em seu pr\u00f3prio bojo uma gama enorme de transforma\u00e7\u00f5es de tal sorte que se torna cada vez mais leg\u00edtimo afirmar que o \u201cnosso tempo\u201d se caracteriza por uma \u201cgrande transforma\u00e7\u00e3o\u201d, cujos sintomas s\u00e3o percept\u00edveis em fen\u00f4menos como: a inova\u00e7\u00e3o constante, a crise da sociedade salarial, a <em>financeiriza\u00e7\u00e3o<\/em> do mundo, a sociedade do risco, do controle e do bio-poder, o fim do social numa sociedade dita \u201cp\u00f3s-social\u201d.<\/p>\n<p>Todavia, o principal resultado da Globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal e do Imperialismo \u00e9, sem d\u00favida, a pobreza estrutural na qual vive nada menos que 2\/3 da inteira popula\u00e7\u00e3o do Planeta. Precisamente aqui, se revela o car\u00e1ter estruturalmente excludente da Globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal. E essa situa\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o se agrava ainda mais quando se tem presente que estamos falando da exclus\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 de pessoas e de setores da popula\u00e7\u00e3o, mas de povos e continentes inteiros. Na sua raiz mais profunda, portanto, a globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica provoca assimetria em todas as esferas: economia, pol\u00edtica, cultura e tamb\u00e9m religi\u00e3o.<br \/>\nTemos testemunhado recentemente o despertar de um verdadeiro imperialismo autorit\u00e1rio com discurso e pr\u00e1tica fundamentalistas. Usam-se cada vez mais express\u00f5es eufemistas como: \u201cimp\u00e9rio da paz\u201d, \u201cimp\u00e9rio da liberdade\u201d, \u201cimp\u00e9rio da democracia\u201d, \u201cimp\u00e9rio da civiliza\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cciviliza\u00e7\u00e3o do Bem contra o reino do mal\u201d, \u201cguerra infinita\u201d. Nesse sentido, o \u201cnovo imperialismo\u201d encarna a s\u00edntese de todos os fundamentalismos: pol\u00edtico, econ\u00f4mico, cultural e religioso. Embora os fi\u00e9is guardi\u00e3es desse imperialismo sejam os Estados Unidos da Am\u00e9rica com seu potente ex\u00e9rcito \u2013 e isso ficou claro ap\u00f3s as invas\u00f5es do Afeganist\u00e3o e do Iraque \u2013 seus reais detentores s\u00e3o os representantes do capitalismo global. E estes, por sua vez, s\u00e3o apoiados e sustentados pelos mais poderosos organismos internacionais como o Banco Mundial, o FMI, Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio, etc&#8230;<\/p>\n<p>O recurso a alguns dados poder\u00e1 ilustrar melhor essa situa\u00e7\u00e3o estrutural de exclus\u00e3o. Em 1960, para cada pessoa considerada rica no mundo havia 30 pobres; hoje, essa situa\u00e7\u00e3o se radicalizou de maneira brusca, pois, para cada rico, existem hoje 80 pobres no mundo. Dos 6.200 bilh\u00f5es de habitantes, cerca de 2.852 bilh\u00f5es de pessoas vivem na pobreza, dentre os quais, 1.200 se encontram na pobreza extrema. Os que vivem, portanto, na pobreza corresponderiam aproximadamente a 46% da popula\u00e7\u00e3o do Planeta.<\/p>\n<p>S\u00f3 para se ter uma id\u00e9ia da gravidade do problema: segundo a FAO, a cada dia, morrem 35.000 crian\u00e7as de fome, isto \u00e9, 10 vezes o n\u00famero de pessoas mortas na destrui\u00e7\u00e3o do World Trade Center. Na Am\u00e9rica Latina, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 alarmante: 44,4% da inteira popula\u00e7\u00e3o vivem na pobreza e 19,4% na extrema indig\u00eancia, perfazendo um total de 63,8% de exclu\u00eddos. O recurso a estes \u00edndices e cifras parece altamente esclarecedor na medida em que nos coloca diante do quadro real e estrutural da Globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal, pois, na verdade, dos aproximadamente 6 bilh\u00f5es de habitantes do inteiro Planeta, apenas 1,5 bilh\u00e3o de pessoas gozam de todos os benesses produzidos pelos sofisticados meios t\u00e9cnico-cient\u00edficos enquanto que 4,5 bilh\u00f5es se encontram numa situa\u00e7\u00e3o de total exclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Tais constata\u00e7\u00f5es levam-nos a refletir seriamente sobre os conflitos provocados pela atual din\u00e2mica da sociedade contempor\u00e2nea. O primeiro deles seria entre a reprodu\u00e7\u00e3o da humanidade e os destinos do Planeta. Encontramo-nos, para todos os efeitos, encurralados dentro de um beco-sem-sa\u00edda: de um lado, nossas sociedades t\u00eam cada vez mais necessidade da Terra e de seus recursos; de outro, o Planeta suporta cada vez menos nosso crescimento. N\u00e3o menos grave \u00e9 o conflito entre a reprodu\u00e7\u00e3o do capitalismo e da humanidade. A reprodu\u00e7\u00e3o do capitalismo est\u00e1 cada vez menos relacionada com a reprodu\u00e7\u00e3o da humanidade, pelo fato do capitalismo se autonomizar cada vez mais da sociedade na qual se encontra inserido.<\/p>\n<p>E, por \u00faltimo, a Terra e as pessoas humanas que nela habitam est\u00e3o \u00e0 merc\u00ea de uma economia que se imp\u00f5e como a fatalidade do \u201cnosso tempo\u201d. Trata-se de um acirrado conflito entre a reprodu\u00e7\u00e3o do capitalismo, inclu\u00edda naturalmente parte da humanidade ligada a suas atividades e a seus produtos, e a reprodu\u00e7\u00e3o da Terra com o conjunto de suas criaturas. Numa palavra, as prioridades do capitalismo neo-liberal s\u00e3o radicalmente distintas daquelas orientadas pela \u00e9tica e pelos valores humanos.<\/p>\n<p>Consciente desta alarmante situa\u00e7\u00e3o, pergunta-se E. Morin: \u201cSeremos capazes de ir rumo a uma sociedade-mundo portadora do nascimento da pr\u00f3pria humanidade? Eis a quest\u00e3o. A humanidade est\u00e1 em forma\u00e7\u00e3o. H\u00e1 possibilidade de recha\u00e7ar a barb\u00e1rie e realmente civilizar os humanos? Ser\u00e1 poss\u00edvel salvar a humanidade, realizando-a? Nada est\u00e1 definido, nem o pior\u201d. Talvez seja esse, de fato, o grande desafio que nos \u00e9 lan\u00e7ado em meio \u00e0 conjuntura atual: a humanidade n\u00e3o est\u00e1 conseguindo mais gerar a humanidade. Nesse caso, a segunda h\u00e9lice da qual falava Morin precisa ser refor\u00e7ada pela intelig\u00eancia e consci\u00eancia humanas para que a nave espacial Terra n\u00e3o se torne um Titanic.<\/p>\n<p>Toda a reflex\u00e3o que fizemos at\u00e9 agora desembocar\u00e1 espontaneamente na elei\u00e7\u00e3o de uma perspectiva a partir da qual compreender esta complexa realidade e se posicionar coerentemente face \u00e0 mesma. Como criaturas limitadas que somos devemos renunciar a toda e qualquer pretens\u00e3o de totalidade. Enquanto tais, n\u00f3s poderemos, na melhor das hip\u00f3teses, ensaiar, quem sabe, achegas distintas \u00e0 realidade no seu complexo. Tais achegas, contudo, ser\u00e3o sempre parciais e fragmentadas. Nada al\u00e9m de simples clareiras que se abrem a partir de distintas perspectivas parciais. Esse \u00e9 nosso limite, mas \u00e9 tamb\u00e9m nossa chance, possibilidade privilegiada de compreens\u00e3o da realidade e do conseq\u00fcente engajamento respons\u00e1vel em seu complexo tecido.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, uma espec\u00edfica parcialidade inerente \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3 fica por conta da consci\u00eancia da imprescindibilidade de se manter a fidelidade \u00e0 parcialidade evang\u00e9lica testemunhada por Jesus de Nazar\u00e9. Como crist\u00e3os somos desafiados a manter aquela sadia solidariedade para com Jesus na sua parcialidade de pregador enviado a anunciar a Boa-nova aos pobres e aos exclu\u00eddos. A assun\u00e7\u00e3o dessa parcialidade evang\u00e9lica permitir\u00e1 a n\u00f3s crist\u00e3os ver determinadas coisas que s\u00f3 se v\u00eam a partir da condi\u00e7\u00e3o na qual eles se encontram. E o que \u00e9 ainda mais importante: levar-nos-\u00e1 a uma corre\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria maneira de pensar e de conceber as grandes quest\u00f5es que assolam a grande maioria de nossas popula\u00e7\u00f5es condenando-as \u00e0 tr\u00e1gica condi\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas indefesas e inocentes.<\/p>\n<p>Talvez hoje, mais do que nunca, os pobres t\u00eam sido colocados \u00e0 margem de nossas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, pol\u00edticas, sociais e culturais a ponto de serem completamente exclu\u00eddos de toda e qualquer conviv\u00eancia humana e social. Talvez a maior exclus\u00e3o seja a de sequer prestar ouvidos aos clamores dos pobres por mais vida. At\u00e9 mesmo seu clamor tem sido hoje silenciado mediante o recurso a tantos expedientes escusos e sofisticados. Chega-se a provar hoje em n\u00e3o poucos ambientes uma resist\u00eancia ferrenha a sequer mencionar a exist\u00eancia dos pobres. Eles se encontram, de fato, completamente exclu\u00eddos at\u00e9 de nossas agendas nesse princ\u00edpio de s\u00e9culo. Enquanto crist\u00e3os, inseridos na realidade do continente latino-americano neste limiar de s\u00e9culo XXI, jamais poderemos ignorar aquela preciosidade que aflorou no cora\u00e7\u00e3o mesmo de nossas comunidades que \u00e9 \u201ca op\u00e7\u00e3o pelos pobres contra a sua pobreza\u201d como a caracterizou magistralmente o Documento de Puebla, aprofundando assim os sulcos abertos pela Confer\u00eancia de Medell\u00edn.<\/p>\n<p>Diante da gravidade desta situa\u00e7\u00e3o, qual a posi\u00e7\u00e3o do Cristianismo que se caracteriza como uma religi\u00e3o com pretens\u00f5es de universalidade? Tendo presente que as maiores contradi\u00e7\u00f5es e assimetrias se d\u00e3o no Terceiro Mundo, onde se encontra 70% dos crist\u00e3os, o que ter\u00edamos n\u00f3s crist\u00e3os a dizer diante do car\u00e1ter eminentemente escandaloso desta situa\u00e7\u00e3o? Qual seria nossa contribui\u00e7\u00e3o espec\u00edfica no processo de supera\u00e7\u00e3o desta exclus\u00e3o estrutural? Estamos dispostos a fomentar uma globaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o dos interesses do mercado e do capital transnacional, mas da solidariedade e da esperan\u00e7a, da justi\u00e7a e da paz, dos direitos humanos, sociais e ecol\u00f3gicos? Seria ut\u00f3pico, de nossa parte, engajar-se na constru\u00e7\u00e3o de um mundo onde caibam todos os mundos?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de Frei Sinivaldo S. 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