{"id":23837,"date":"2007-09-12T11:12:33","date_gmt":"2007-09-12T14:12:33","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=23837"},"modified":"2021-01-21T10:21:13","modified_gmt":"2021-01-21T13:21:13","slug":"crise-ecologica-e-o-cuidado-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/crise-ecologica-e-o-cuidado-da-vida\/","title":{"rendered":"&#8220;Crise ecol\u00f3gica e o cuidado da Vida&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><strong>Frei Sinivaldo Silva Tavares<\/strong><\/p>\n<p>Dizer que vivemos em uma situa\u00e7\u00e3o caracterizada pela \u201ccrise ecol\u00f3gica\u201d talvez tenha se tornado mais um entre tantos lugares comuns que infestam nossa civiliza\u00e7\u00e3o atual. Contudo, quer a consideremos ou n\u00e3o um lugar comum, isso n\u00e3o diminui em nada a complexidade e a gravidade do que se quer significar com essa express\u00e3o. O que se convencionou chamar de \u201ccrise ecol\u00f3gica\u201d corresponde na verdade a uma crise do paradigma civilizacional do Ocidente. Trata-se, neste caso, de uma crise no sistema disciplinado mediante o qual a sociedade atual se orienta e organiza o conjunto de suas rela\u00e7\u00f5es. Em outras palavras, seria uma crise no conjunto de modelos ou de padr\u00f5es a partir dos quais organizamos nossa rela\u00e7\u00e3o com n\u00f3s mesmos, com as demais pessoas e com o conjunto da realidade na qual estamos inseridos.<\/p>\n<p>O que se encontra em crise, na verdade, \u00e9 o paradigma tipicamente ocidental, sintoma de um incorrig\u00edvel antropocentrismo, expresso na peculiar atitude de se colocar sobre as coisas, objetivando-as, e julgando-as distantes e desconectadas do ser humano considerado como sujeito. A vontade desenfreada do ser humano de tudo dominar tem marcado os destinos da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental t\u00e9cnico-cient\u00edfica. A exacerba\u00e7\u00e3o do saber concebido como poder est\u00e1 nos conduzindo, paradoxalmente falando, \u00e0 total sujei\u00e7\u00e3o aos imperativos de uma Terra degradada. A ilus\u00e3o, enfim, de um crescimento desmedido e de um progresso ilimitado voltados para a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida nos est\u00e1 levando a uma degrada\u00e7\u00e3o sem precedentes, percept\u00edvel, sobretudo, na deteriora\u00e7\u00e3o progressiva da qualidade de vida nossa, dos demais seres vivos e do pr\u00f3prio Planeta.<\/p>\n<p>A utopia da cria\u00e7\u00e3o de um novo mundo, onde, pela primeira vez, a fome e as demais necessidades b\u00e1sicas do ser humano seriam de vez debeladas est\u00e1 sucumbindo face \u00e0s contradi\u00e7\u00f5es escandalosas como, por exemplo, a produ\u00e7\u00e3o do subdesenvolvimento de nada menos do que 2\/3 da inteira popula\u00e7\u00e3o mundial. O mito da perfeita utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos da Terra, encarnado pelo ser humano de maneira voluptuosa e obstinada, tem produzido a exaust\u00e3o dos sistemas vitais e a desintegra\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio ambiental. A agravar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o de degrado e exaust\u00e3o \u00e0 qual tem sido submetido o Planeta, s\u00e3o as incid\u00eancias do desastre ecol\u00f3gico em termos de exclus\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o dos pobres da Terra. Em virtude da assim chamada \u201crevolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica\u201d, sobretudo atrav\u00e9s dos processos de informa\u00e7\u00e3o e robotiza\u00e7\u00e3o, o trabalho e a criatividade humanos se tornam cada vez mais dispens\u00e1veis. Prefere-se falar, hoje em dia, em sociedades de plena atividade, para distingui-las das sociedades de pleno emprego. Pois, na verdade, os trabalhadores se encontram exclu\u00eddos at\u00e9 mesmo daquele ex\u00e9rcito de pessoas que antes eram postas na reserva, aguardando a oportunidade de se inserirem no mercado do trabalho explorado. Com a emerg\u00eancia do capitalismo neo-liberal, veio \u00e0 tona uma das maiores contradi\u00e7\u00f5es da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental: o trabalhador sequer tem o direito de se deixar explorar por meio de sua inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Neste sentido, s\u00e3o esclarecedores os dados recentemente publicados pelo Pnud (Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento) em seu \u201cRelat\u00f3rio do Desenvolvimento Humano 2007-2008\u201d, intitulado Combater a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica: Solidariedade Humana num Mundo Dividido. O relat\u00f3rio alerta-nos para uma situa\u00e7\u00e3o paradoxal: as popula\u00e7\u00f5es mais pobres, justamente aquelas que contribuem de maneira desprez\u00edvel ao aquecimento global, ser\u00e3o as maiores v\u00edtimas dos resultados imediatos da mudan\u00e7a no clima. Apenas 13% da popula\u00e7\u00e3o do planeta s\u00e3o respons\u00e1veis por mais da metade da emiss\u00e3o dos gases de efeito estufa. Os EUA e a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia juntos s\u00e3o respons\u00e1veis por 10 Gt das 29 Gt liberados anualmente em todo o planeta. O relat\u00f3rio mostra ainda que se cada pessoa pobre do Planeta levasse o mesmo estilo de vida de alto consumo de energia de um habitante m\u00e9dio dos EUA ou do Canad\u00e1, seriam necess\u00e1rios nove planetas para absorver a polui\u00e7\u00e3o. Com raz\u00e3o, dizia Gandhi: \u201cA Terra possui recursos suficientes para prover \u00e0s necessidades de todos, mas n\u00e3o \u00e0 avidez de alguns\u201d. O aquecimento global, segundo o mesmo relat\u00f3rio, desencadear\u00e1 provavelmente um grande retrocesso no desenvolvimento e o total fracasso em implementar os \u201cObjetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio\u201d (ODM), acordados na ONU em 2000, para a redu\u00e7\u00e3o da pobreza mundial. Tem, de fato, raz\u00e3o o ex-arcebispo da Cidade do Cabo, Desmond Tutu, quando, referindo-se a essa situa\u00e7\u00e3o, fala de um verdadeiro \u201cApartheid da Adapta\u00e7\u00e3o\u201d. Percebemos hoje, mais do que nunca, o car\u00e1ter reducionista e profundamente excludente do paradigma civilizacional moderno. Da\u00ed a urg\u00eancia de se articular o grito da Terra com o grito dos pobres.<\/p>\n<p>A proposta do \u201cparadigma da complexidade\u201d como alternativa vi\u00e1vel ao paradigma da Modernidade vem adquirindo cada vez mais plausibilidade, e encontrando um consenso sempre maior na comunidade cient\u00edfica e cultural. Ele atestaria, em primeiro lugar, a incapacidade da l\u00f3gica linear moderna de corresponder com um m\u00ednimo de responsabilidade \u00e0 complexidade do real. Qual teia de rela\u00e7\u00f5es, o real \u00e9 extremamente complexo. Particularmente densa \u00e9 a complexidade em todos os organismos vivos. Por essa raz\u00e3o, prefere-se falar hoje em dia de sistemas abertos como correspondentes cognitivos da complexidade do real. Eles s\u00e3o caracterizados como tal por testemunharem uma l\u00f3gica dial\u00f3gico-circular.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da l\u00f3gica linear, aquela dial\u00f3gica se caracteriza pela assun\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo em todos os momentos e dire\u00e7\u00f5es em vista de atitudes as mais inclusivas poss\u00edveis. Essa parece ser a l\u00f3gica mais pr\u00f3xima \u00e0quela do universo onde tudo interage com tudo em todos os pontos e em todas as circunst\u00e2ncias. Nesse sentido, fala-se hoje da transdisciplinaridade como m\u00e9todo capaz de superar l\u00f3gica e m\u00e9todo extremamente fragmentados das ci\u00eancias especializadas. Como vem insistindo h\u00e1 tempo Edgard Morin, a transdisciplinaridade \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para libertarmo-nos do beco-sem-sa\u00edda no qual nos encurralou a ultra especializa\u00e7\u00e3o de nossas ci\u00eancias modernas. A ultra-especializa\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica de cada uma e de todas as disciplinas tem produzido um conhecimento espec\u00edfico que consiste em \u201csaber cada vez mais sobre cada vez menos\u201d, produzindo uma situa\u00e7\u00e3o na qual \u201cn\u00e3o sabemos o que sabemos sobre nosso mundo\u201d.<\/p>\n<p>O princ\u00edpio da complexidade se constr\u00f3i fundamentalmente sobre dois pressupostos: 1) a totalidade \u00e9 sempre maior do que a simples soma das partes; 2) o real na sua complexidade sempre se d\u00e1 todo em cada uma de suas dimens\u00f5es. \u00c9 imposs\u00edvel, na verdade, decompor a complexidade do real em partes, ainda que sejam tantas. O real se d\u00e1 cada vez de maneira distinta em cada uma das presumidas partes. \u00c9 por essa mesma raz\u00e3o que a simples soma das partes n\u00e3o recobre a complexidade do real. O real se d\u00e1 numa complexa e densa teia de rela\u00e7\u00f5es de modo que se torna cada vez mais leg\u00edtimo falar, como Fritjof Capra, de uma \u201cTeia da Vida\u201d.<\/p>\n<p>Acolhendo as interpela\u00e7\u00f5es oriundas do impasse criado pela atual situa\u00e7\u00e3o, ponderava, recentemente, Marcelo Gleiser: \u201c\u00c9 pensando nas fronteiras do saber que novas id\u00e9ias surgem\u201d. Neste contexto, vale lembrar ainda o apelo ousado do fil\u00f3sofo Michel Foucault: \u201cDe que valeria a obstina\u00e7\u00e3o do saber se ele assegurasse apenas a aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento e n\u00e3o, de certa maneira, e tanto quanto poss\u00edvel, o descaminho daquele que conhece? Existem momentos na vida onde a quest\u00e3o de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se v\u00ea, \u00e9 indispens\u00e1vel para se continuar a olhar ou a refletir\u201d. Nosso poeta maior, Fernando Pessoa, parece dizer o mesmo, s\u00f3 que com aquela evid\u00eancia peculiar, pr\u00f3pria da poesia: \u201cH\u00e1 um tempo em que \u00e9 preciso abandonar as roupas usadas, que j\u00e1 t\u00eam a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. \u00c9 tempo de travessia: e, se n\u00e3o ousarmos faz\u00ea-la, teremos ficado, para sempre, \u00e0 margem de n\u00f3s mesmos\u201d.<\/p>\n<p>Face \u00e0 realidade nua e crua que acabamos de descrever, n\u00e3o podemos de forma alguma nos furtar \u00e0s seguintes quest\u00f5es: \u00e9 vi\u00e1vel continuarmos nessa mesma dire\u00e7\u00e3o imposta pelo paradigma antropoc\u00eantrico moderno? O que fazer para que essa \u201cl\u00f3gica\u201d da acumula\u00e7\u00e3o e do consumo, de crescimento linear e desmedido, seja desmascarada como a principal respons\u00e1vel pela depreda\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e pela amea\u00e7a de futuro do ser humano e do inteiro Planeta? Continuar legitimando esse paradigma civilizacional seria porventura uma posi\u00e7\u00e3o eticamente respons\u00e1vel?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de Frei Sinivaldo Silva Tavares<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[233],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>&quot;Crise ecol\u00f3gica e o cuidado da Vida&quot; - Vida Crist\u00e3 - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/crise-ecologica-e-o-cuidado-da-vida\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"&quot;Crise ecol\u00f3gica e o cuidado da Vida&quot; - 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