{"id":195937,"date":"2025-05-12T11:16:37","date_gmt":"2025-05-12T14:16:37","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/?p=195937"},"modified":"2025-05-12T11:21:24","modified_gmt":"2025-05-12T14:21:24","slug":"sao-francisco-de-assis-amou-todas-as-criaturas-de-deus-vivendo-assim-uma-fraternidade-universal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/sao-francisco-de-assis-amou-todas-as-criaturas-de-deus-vivendo-assim-uma-fraternidade-universal\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Francisco de Assis amou todas as criaturas de Deus, vivendo assim uma fraternidade universal!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-195938 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/materia-1.png\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/materia-1.png 1280w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/materia-1-450x253.png 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/materia-1-1024x576.png 1024w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/materia-1-768x432.png 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/materia-1-150x84.png 150w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p><em>Alt\u00edssimo, onipotente, bom Senhor, teus s\u00e3o o louvor, a gl\u00f3ria, a honra e toda a b\u00ean\u00e7\u00e3o.S\u00f3 a ti, Alt\u00edssimo, s\u00e3o devidos; e homem algum \u00e9 digno de te mencionar.<\/em><\/p>\n<p>Com p\u00e9s descal\u00e7os e batas remendadas, S\u00e3o Francisco de Assis (1182-1226) perambulava pela cidadezinha italiana de Assis, a 184 quil\u00f4metros de Roma, e arredores. Enquanto a sociedade da \u00e9poca enfatizava a inclina\u00e7\u00e3o humana ao pecado, o religioso preferia louvar as belezas da Cria\u00e7\u00e3o. Reverenciava as virtudes do homem e a perfei\u00e7\u00e3o da natureza. Observava em \u00eaxtase o v\u00f4o dos p\u00e1ssaros. Dormia sob as estrelas. Inalava a brisa perfumada dos campos. O planeta era sua casa sagrada.<\/p>\n<p>Mas isso foi depois que o jovem festeiro, batizado como Giovanni di Pietro Bernardone \u2013 o Francesco foi acrescido pelo pai, um rico comerciante, em homenagem \u00e0 Fran\u00e7a \u2013 rompeu com a rede de confortos que o amparava. Entre outros motivos, porque em tr\u00eas ocasi\u00f5es ouviu do Cristo na cruz: \u201cVai, Francisco, e repara minha Igreja, que est\u00e1 em ru\u00ednas\u201d.<\/p>\n<p>O pedido foi literalmente atendido. A igrejinha de S\u00e3o Dami\u00e3o, perto de Assis, recebeu os devidos cuidados. No entanto, o epis\u00f3dio representou um chamado mais profundo. Era o Senhor convocando-o a reanimar a f\u00e9 dos fi\u00e9is com seu entusiasmo e simplicidade.<\/p>\n<p>O auge dessa transforma\u00e7\u00e3o culminou com a entrega definitiva aos des\u00edgnios de Deus. Na cena memor\u00e1vel do filme \u201cIrm\u00e3o Sol, Irm\u00e3 Lua\u201d (1972, de Franco Zeffirelli), que narra a biografia do santo, o belo rapaz se despe em pra\u00e7a p\u00fablica e, renascido, atravessa o portal da cidade, rumo \u00e0 miss\u00e3o de semear o Evangelho junto dos miser\u00e1veis e da natureza. Logo outros adeptos se uniram a ele e, com a b\u00ean\u00e7\u00e3o do Papa Inoc\u00eancio III (1161-1216), formou-se a ordem religiosa Franciscana ou Ordem dos Frades Menores (OFM), alicer\u00e7ada no amor a uma fraternidade universal!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O C\u00e2ntico do Irm\u00e3o Sol<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Alt\u00edssimo, onipotente, bom Senhor,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>teus s\u00e3o o louvor, a gl\u00f3ria, a honra<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>e toda a b\u00ean\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>S\u00f3 a ti, Alt\u00edssimo, s\u00e3o devidos;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>e homem algum \u00e9 digno<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>de te mencionar.<\/em><\/p>\n<p>Esta \u00e9 a introdu\u00e7\u00e3o do C\u00e2ntico das Criaturas. Nela, S\u00e3o Francisco deixa claro que o \u00fanico motivo deste c\u00e2ntico \u00e9 o Alt\u00edssimo. Pode-se dizer que neste trecho est\u00e1 a dedicat\u00f3ria de todo seu louvor, de forma simples louva a grandeza de Deus com grande humildade.<\/p>\n<p>Ao compor este c\u00e2ntico, Francisco d\u00e1 um grande passo para o desenvolvimento de toda a m\u00edstica posterior \u00e0 sua morte, pois, mostra que Deus \u00e9 Todo-Poderoso, mas que ao mesmo tempo \u00e9 muito pr\u00f3ximo do ser humano pela pessoa de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Francisco se coloca entre aqueles que fizeram a experi\u00eancia m\u00edstica de Deus e isto n\u00e3o faz dele um homem diferente, mas com esta experi\u00eancia nos deixa a li\u00e7\u00e3o de que tamb\u00e9m somos capazes de fazer esta experi\u00eancia com Deus. Francisco em sua rela\u00e7\u00e3o com a natureza chega ao conhecimento de Deus, pois, a Cria\u00e7\u00e3o \u00e9 o espelho do Criador e o C\u00e2ntico das Criaturas \u00e9 a prova de que ele experienciou Deus na Cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Louvado sejas, meu Senhor,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>com todas as tuas criaturas,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>especialmente o senhor Irm\u00e3o Sol,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>que clareia o dia<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>e com sua luz nos alumia.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>E ele \u00e9 belo e radiante<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>com grande esplendor:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>de ti Alt\u00edssimo, \u00e9 a imagem.<\/em><\/p>\n<p>Francisco, devido \u00e0 enfermidade nos olhos, n\u00e3o mais enxergava. Sua alma tamb\u00e9m estava em escurid\u00e3o, pois, al\u00e9m das dores corporais sofria pelas grandes d\u00favidas e come\u00e7ava a n\u00e3o mais enxergar esperan\u00e7a. No entanto, em sua infinita confian\u00e7a no Criador, canta a forma mais sublime de express\u00e3o de Deus na linguagem humana o \u201cSol\u201d. Toda criatura na face da terra depende do sol para sua sobreviv\u00eancia. Francisco ao usar a figura do sol quer nos mostrar que n\u00e3o podemos sobreviver sem Deus, que \u00e9 luz e nos ilumina no caminho de nossa exist\u00eancia. Ao usar a figura do sol, Francisco se liberta da dor e da limita\u00e7\u00e3o visual, pois para ele o sol tem beleza \u00fanica. Retoma uma tradi\u00e7\u00e3o dos primeiros crist\u00e3os: colocar na imagem do sol toda a beleza da Cria\u00e7\u00e3o. Portanto, o sol \u00e9 a imagem da indescrit\u00edvel beleza de Deus.<\/p>\n<p>Na maioria das culturas o sol tem um papel primordial, pois ele representa a vida, sem a luz e o calor do sol nada pode sobreviver. Cristo \u00e9 o novo sol que brilha na escurid\u00e3o do pecado e da morte, e Francisco em meio a esta escurid\u00e3o encontra na imagem do Sol, o Cristo que ele tanto amou e louvou.<\/p>\n<p>A mensagem que S\u00e3o Francisco quer nos transmitir, \u00e9 que tenhamos sempre Deus como nosso sol, como aquele que nos fortalece e nos d\u00e1 vida, nos conduz por caminhos bons. Sem Deus nada ser\u00edamos, assim como sem o sol n\u00e3o conseguimos viver. Francisco tem o sol como \u201cirm\u00e3o\u201d, pois apesar de sua beleza radiante tem como condi\u00e7\u00e3o ser criatura do \u00fanico e verdadeiro sol de nossas vidas: Deus. O sol representa dentro do C\u00e2ntico das Criaturas a const\u00e2ncia, a presen\u00e7a de Deus em nossa vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Louvado sejas, meu Senhor, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Pela Irm\u00e3 Lua e as Estrelas,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Que no c\u00e9u formaste claras<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>E preciosas e belas.<\/em><\/p>\n<p>E para, ent\u00e3o, dar continuidade \u00e0 luminosidade de Deus em sua vida, Francisco continua seu louvor ao Criador pela Lua. Tudo o que reflete no firmamento da noite, qualquer luz, ele chamou para dentro de sua exist\u00eancia m\u00edstica. Sabia que a lua e os astros eram reflexos da beleza divina.<\/p>\n<p>A lua n\u00e3o \u00e9 um astro fixo, ela varia em v\u00e1rios momentos do ano, assim como as estrelas. A lua dentro do C\u00e2ntico das Criaturas representa a grande varia\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia humana. Nascemos, crescemos e morremos: eis o ciclo da vida. A lua tamb\u00e9m tem o seu ciclo. Mas assim como a lua tem o ciclo e representa v\u00e1rias etapas no plano dos astros, ela n\u00e3o deixa de refletir a beleza de seu Criador. A exist\u00eancia do ser humano tamb\u00e9m \u00e9 assim, por mais que atinja seus altos e baixos, por mais que tenhamos consci\u00eancia de nossa finitude, o sopro do Criador continua presente em nossas vidas.<\/p>\n<p>Francisco encara a exist\u00eancia humana em sua realidade, colocando-a em seu extremo, assumindo todas as suas vicissitudes, mas sem deixar de louvar o Criador. Assim, tamb\u00e9m podemos encarar a lua com olhar fixo, diferente do sol. Ao pensarmos nisso, percebemos que Francisco relaciona a realidade com a pr\u00f3pria lua, que nas v\u00e1rias fases de sua exist\u00eancia, n\u00e3o deixa de refletir a imagem do Criador.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Louvado sejas, meu Senhor, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>pelo Irm\u00e3o Vento, <\/em><em>pelo ar, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>ou nublado <\/em><em>ou sereno, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>e todo o tempo, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>pelo qual \u00e0s tuas criaturas d\u00e1s sustento<\/em><\/p>\n<p>Sem o ar n\u00e3o poder\u00edamos respirar e, assim, ir\u00edamos morrer. Sem o vento tudo seria im\u00f3vel. Sem as nuvens n\u00e3o ter\u00edamos a chuva, que atrav\u00e9s de sua for\u00e7a regulam a terra e, de forma misteriosa, faz produzir nosso sustento.<\/p>\n<p>O homem depende tanto da natureza e dos elementos que ela cont\u00e9m, quanto de todas as formas de express\u00e3o sobre ela, que incluem grande suavidade e beleza. A natureza e seus elementos t\u00eam este poder incr\u00edvel de suscitar no homem t\u00e3o grande admira\u00e7\u00e3o e apre\u00e7o, seja aos olhos da carne, seja aos olhos da f\u00e9.<\/p>\n<p>Francisco sempre nos lembra de nossa finitude e de nossa rela\u00e7\u00e3o com a Cria\u00e7\u00e3o. N\u00e3o somos autossuficientes, dependemos da Cria\u00e7\u00e3o, pois somos parte dela. O homem s\u00f3 vai conseguir entender o verdadeiro sentido de sua exist\u00eancia quando tomar consci\u00eancia de perten\u00e7a \u00e0 Cria\u00e7\u00e3o e de todo o meio ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Louvado sejas, meu Senhor <\/em><em>pela Irm\u00e3 \u00c1gua, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>que \u00e9 mui \u00fatil e humilde<\/em><em>e preciosa e casta.<\/em><\/p>\n<p>Francisco tem na \u00e1gua a imagem da mais perfeita louva\u00e7\u00e3o a Deus, pois ela \u00e9 pura, humilde, preciosa e casta. A \u00e1gua em sua forma mais simples de louvar a Deus demonstra real valor na grande utilidade que tem. Nenhum ser vivente pode sobreviver sem \u00e1gua, que louva a Deus na sua rela\u00e7\u00e3o de intimidade com a natureza.<\/p>\n<p>A \u00e1gua, assim como Deus, est\u00e1 presente em todos os lugares, na composi\u00e7\u00e3o do ser humano, na natureza, no espa\u00e7o. Ela louva a Deus nas outras criaturas. Francisco a contempla como casta, pois assim como a castidade faz com que direcionemos todas as nossas for\u00e7as a Deus, a \u00e1gua, em todos os lugares onde est\u00e1 e em todas as suas formas, est\u00e1 sempre louvando a Deus, atrav\u00e9s de si mesma e das criaturas.<\/p>\n<p>\u00c1gua \u00e9 vida e atrav\u00e9s dela n\u00f3s iniciamos uma nova vida. A \u00e1gua do batismo nos lava e nos introduz no mist\u00e9rio de Cristo. A \u00e1gua est\u00e1 presente em todas as etapas da vida do ser humano. Atrav\u00e9s da \u00e1gua conseguimos ativar todos os sentidos do corpo. A \u00e1gua \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1ria que sua exist\u00eancia \u00e9 simplesmente absoluta e misteriosa.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s crist\u00e3os a \u00e1gua representa a simplicidade de Deus. Francisco nos ensina a termos um total cuidado para com a \u00e1gua. Diante deste ensinamento podemos nos perguntar: \u201cCuidamos da irm\u00e3 \u00e1gua como ela deve ser cuidada?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Louvado sejas, meu Senhor, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>pelo Irm\u00e3o Fogo <\/em><em>pelo qual iluminas a noite.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>E ele \u00e9 belo e jovial<\/em><em>e vigoroso e forte.<\/em><\/p>\n<p>Francisco louva o \u201cirm\u00e3o fogo\u201d tamb\u00e9m como algo indispens\u00e1vel para a vida humana. O fogo junto com o ar, a \u00e1gua e a terra formam os quatro elementos indispens\u00e1veis na vida do homem. Francisco quis louvar a Deus por tudo isso, pelas criaturas finitas, para que atrav\u00e9s delas se revelasse a infinitude do Alt\u00edssimo. V\u00ea no fogo uma constante ascens\u00e3o. Um dos s\u00edmbolos da Igreja \u00e9 o fogo, que representa o Esp\u00edrito Santo, que deve, como o fogo, sempre queimar dentro de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Francisco tinha plena consci\u00eancia da utilidade e da grandeza do fogo, pois sua devo\u00e7\u00e3o para com ele partia do reconhecimento deste como s\u00edmbolo de Deus. Por\u00e9m, se limitou a louvar a Deus atrav\u00e9s de sua beleza, sua luz e seu brilho.<\/p>\n<p>Temos na hist\u00f3ria da humanidade uma etapa conhecida como a \u201cera do fogo\u201d onde o homem toma consci\u00eancia do uso do fogo. Infelizmente nem todos os homens sabem usar o fogo, atacando a natureza e a si pr\u00f3prio. O fogo possui um car\u00e1ter dual\u00edstico, pois pode representar o bem e o mal; um exemplo: \u201co fogo ardente da paix\u00e3o e o fogo destruidor da gan\u00e2ncia e do \u00f3dio\u201d. O fogo foi assim colocado como s\u00edmbolo de sentimentos humanos, devido a sua grande import\u00e2ncia na exist\u00eancia e no desenvolvimento da humanidade.<\/p>\n<p>Francisco v\u00ea no fogo a presen\u00e7a de Deus, que ao mesmo tempo em que pode ser suave ao aquecer adequadamente um ambiente, pode ser forte e destruidor. Deus n\u00e3o se define pelas qualidades de suas criaturas, mas reflete a sua imagem nelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Louvado sejas, meu Senhor,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>por nossa Irm\u00e3 a M\u00e3e Terra,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>que nos sustenta e governa,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>e produz frutos diversos<\/em><em>e coloridas flores e ervas.<\/em><\/p>\n<p>Francisco considera a terra como m\u00e3e e irm\u00e3. M\u00e3e no sentido daquela que nos acolhe, a casa da humanidade e irm\u00e3, no sentido de obra da Cria\u00e7\u00e3o. Ao exaltar louvores a Deus pela irm\u00e3 terra, nos lembra que somos feitos do p\u00f3 da terra, do p\u00f3 viemos e para o p\u00f3 voltaremos, n\u00e3o em uma caminhada sem sentido, mas caminhando rumo ao Reino de Deus. Nosso corpo volta para a sua origem, a terra, e nossa alma volta para a sua origem, o Criador. Deus opera maravilhas em nossa vida, utilizando a terra como meio de a\u00e7\u00e3o. Deus nos concedeu a terra para nela trabalharmos e tirarmos o nosso sustento, que vem de um harmonioso encontro entre a nossa boa vontade em trabalhar e a generosidade da terra em nos conceder os seus frutos.<\/p>\n<p>Francisco em seu c\u00e2ntico demonstra o grande amor que tem pela terra, Casa Comum da humanidade. Nos ensina que devemos cuidar da harmonia desta casa, pois fazemos parte dela. Toda a terra com tudo que ela possui \u00e9 cria\u00e7\u00e3o Divina, feita por livre e espont\u00e2nea vontade de Deus, fruto de seu eterno amor por n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Louvado sejas, meu Senhor,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>pelos que perdoam por teu amor,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>e suportam enfermidades<\/em><em>e tribula\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Bem-aventurados os que as<\/em><em>sustentam em paz,<\/em><em>que por ti, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Alt\u00edssimo, ser\u00e3o coroados.<\/em><\/p>\n<p>Este trecho do C\u00e2ntico surgiu por raz\u00e3o de um conflito na cidade de Assis, entre o bispo e o prefeito. Francisco, ao ficar sabendo do fato, comp\u00f5e este verso e manda que seus frades o cantem em pra\u00e7a p\u00fablica, promovendo a reconcilia\u00e7\u00e3o entre o prefeito e o bispo da cidade de Assis.<\/p>\n<p>Mas Francisco agora chega ao auge da Cria\u00e7\u00e3o, o \u201cHOMEM\u201d. S\u00f3 o homem \u00e9 capaz de gerar dentro de si o sentimento de perd\u00e3o. Os animais n\u00e3o t\u00eam esta consci\u00eancia. O homem foi colocado pelo Alt\u00edssimo no topo de toda e qualquer beleza criada, para que fosse dentro da obra da Cria\u00e7\u00e3o, ponto de converg\u00eancia, o seu harmonizador.<\/p>\n<p>Francisco foi o \u201cArauto da Paz\u201d, pregou a paz n\u00e3o com palavras soltas ao vento, mas pregou com o testemunho. A sua vida inteira foi um protesto de paz entre os homens, um protesto para que os homens pudessem olhar para dentro de si mesmo, pudessem contemplar a beleza que possu\u00edam em si mesmo. Ele tinha autoconhecimento, por isso pregava a paz e o perd\u00e3o. S\u00f3 pode falar de paz e perd\u00e3o quem conhece a si e vive dentro de si estes sentimentos.<\/p>\n<p>A paz \u00e9 resultado de um processo familiar, se houver paz dentro de nossas casas, haver\u00e1 paz em toda a sociedade. Francisco nos ensina que devemos ser pessoas de paz e ensina mais ainda a seus frades, na Regra de 1223, que as primeiras palavras de um frade ao entrar em uma casa sejam estas: \u201cPaz a esta casa!\u201d.<\/p>\n<p>A paz \u00e9 quest\u00e3o de igualdade entre todos. Se queremos viver em paz conosco, com os irm\u00e3os e com a Cria\u00e7\u00e3o devemos ent\u00e3o come\u00e7ar a agir com igualdade. Francisco se faz igual a todos como criatura e menor de todos como irm\u00e3o. Deus com sua Cria\u00e7\u00e3o nos d\u00e1 uma grande li\u00e7\u00e3o de paz, \u201cpois Ele faz chover sobre justos e injustos\u201d. Se come\u00e7armos a tomada de consci\u00eancia pela igualdade, come\u00e7aremos a caminhar rumo \u00e0 sociedade que tanto sonhamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Louvado sejas, meu Senhor,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>por nossa Irm\u00e3 a Morte corporal,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>da qual homem algum pode escapar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ai dos que morrerem em pecado mortal!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Felizes os que ela achar<\/em><em>conformes \u00e0 tua sant\u00edssima vontade,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>porque a morte segunda n\u00e3o<\/em><em>lhes far\u00e1 mal!<\/em><\/p>\n<p>Francisco integra em seu texto este trecho provavelmente no ano de 1226, quando sua passagem \u00e0 vida eterna estava pr\u00f3xima. Francisco nos lembra mais uma vez de nossa finitude enquanto criaturas. Quando Francisco comp\u00f4s este trecho ele j\u00e1 visualizava suas ang\u00fastias. As dores no seu corpo eram muitas e n\u00e3o s\u00f3 Francisco era atormentado, mas tamb\u00e9m os primeiros companheiros.<\/p>\n<p>Francisco era cantor por natureza, sempre desejou ardentemente cantar. Naquela tarde quando ele contempla a irm\u00e3 morte, pede ent\u00e3o a seus frades que cantem com louvor e devo\u00e7\u00e3o o C\u00e2ntico das Criaturas, que j\u00e1 teria se tornado o canto oficial dos Frades Menores.<\/p>\n<p>Francisco encara a morte n\u00e3o como fim \u00faltimo do homem, mas encara a morte como caminho para Deus. N\u00e3o podemos chegar a Deus se n\u00e3o morrermos. Por isso, Francisco a chama de irm\u00e3 morte, pois ela como irm\u00e3 nos leva \u00e0 presen\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p>A morte \u00e9 o grande enigma da humanidade, ningu\u00e9m sabe explicar ao certo o que seria este fen\u00f4meno \u201cmorte\u201d. A vis\u00e3o crist\u00e3 nos apresenta Cristo morto, por\u00e9m, Ressuscitado. O pr\u00f3prio filho de Deus passa pelo mist\u00e9rio da morte, mas ressuscita de forma gloriosa para nos dizer que a morte foi vencida com sua pr\u00f3pria morte e ressurrei\u00e7\u00e3o. A morte para o crist\u00e3o \u00e9 o fim de uma exist\u00eancia meramente material, mas uma continua\u00e7\u00e3o de uma exist\u00eancia na eternidade junto a Deus. E Francisco vive esta certeza no seu itiner\u00e1rio existencial, e nos d\u00e1 grande li\u00e7\u00e3o ao encarar a morte com naturalidade.<\/p>\n<p>Francisco tamb\u00e9m nos alerta sobre a quest\u00e3o do pecado e quando ele diz \u201cai de quem morrer em pecado mortal\u201d, nos diz que devemos todos estar preparados para a passagem para junto do Pai. O pecado na vida do ser humano n\u00e3o deve ser entendido como algo moral ou que esteja ligado ao comportamento social. O pecado \u00e9 agir contra a dignidade do homem e, assim sendo, n\u00e3o cumprir com o projeto Divino \u00e9 estar fora da Gra\u00e7a de Deus. O amor de Deus deve nos unir como irm\u00e3os, este \u00e9 o grande mist\u00e9rio da vida de Francisco. O pecado existe quando nos fechamos em um ego\u00edsmo, chegando ao ponto de dividir o nosso pr\u00f3prio \u201ceu\u201d.<\/p>\n<p>Francisco n\u00e3o age de forma moralista, condenando a todos, mas nos alerta sobre nossa humanidade que sempre est\u00e1 propensa ao pecado. Ele nos alerta que a gra\u00e7a de Deus est\u00e1 sempre presente em nossas vidas e que n\u00e3o podemos deixar que se acabe por raz\u00e3o de nossos pecados. Em nossa exist\u00eancia est\u00e1 presente o pecado, mas muito maior \u00e9 a gra\u00e7a e a miseric\u00f3rdia de Deus. Francisco viveu e cantou esta realidade com a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Louvai e bendizei a meu Senhor,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>E dai-lhe gra\u00e7as e servi-o com grande humildade.<\/em><\/p>\n<p>Francisco ao compor o C\u00e2ntico das Criaturas n\u00e3o pensa em um solista, mas convida todos a cantarem louvores ao Alt\u00edssimo. Este convite feito de forma espont\u00e2nea e muito tranquila n\u00e3o nos obriga a louvar a Deus, pois somos livres. No entanto, ao tomarmos consci\u00eancia de que nosso fim \u00e9 louvar o Criador em tudo o que fazemos, a nossa exist\u00eancia toma novo sentido e novo sabor.<\/p>\n<p>Francisco tem plena consci\u00eancia da limita\u00e7\u00e3o humana, mas ele n\u00e3o se preocupa com isso, pelo contr\u00e1rio, usa da humanidade para louvar a Deus. Usa todos os elementos que tem a seu favor para louvar e bendizer a Deus. O que faz do C\u00e2ntico das Criaturas uma obra de arte t\u00e3o bela e uma experi\u00eancia m\u00edstica t\u00e3o forte \u00e9 a grande humildade que se encontra em todos os seus versos. Em nenhum momento Francisco se vangloria de sua forma de escrever e de seu modo de louvar a Deus, mas se coloca sempre humilde, como a menor de todas as criaturas que se coloca em perene louvor diante de Deus.<\/p>\n<p>Francisco nos ensina que devemos louvar sempre a Deus, porque desde o in\u00edcio de nossa exist\u00eancia ele j\u00e1 nos amava com gratuidade total. Podemos nos perguntar: o que \u00e9 a criatura diante de tanto amor? Como diz o salmo 8, \u201co que \u00e9 o homem para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?\u201d. Assim como Deus constituiu toda a Cria\u00e7\u00e3o por amor, ela continua a ser amada por Ele e por isso devemos louv\u00e1-lo. O pensamento racional nos mostra que somos seres que caminham em busca de respostas. Francisco contraria este pensamento e nos responde que somos seres que caminham para o amor de Deus. Tomar consci\u00eancia deste amor de Deus para conosco faz com que o louvemos com mais intensidade e foi isto que aconteceu com Francisco de Assis. Tomou consci\u00eancia de sua exist\u00eancia, de sua rela\u00e7\u00e3o com os irm\u00e3os e com a Cria\u00e7\u00e3o e, principalmente, tomou consci\u00eancia do amor de Deus, e isto fez surgir dentro de seu peito inflamado sempre mais amor pelo \u201camor que n\u00e3o \u00e9 amado\u201d, e o C\u00e2ntico das Criaturas, \u00e9 a mais bela e humilde express\u00e3o franciscana de amor.<\/p>\n<p>Francisco nos deixa uma li\u00e7\u00e3o de vida: para chegarmos a amar como Jesus amou, devemos ser mais humildes, servir e louvar a Deus nos irm\u00e3os a todo instante.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Francisco, no C\u00e2ntico das Criaturas, demonstra que possui uma sensibilidade existencial imensa, dentro da espiritualidade humano-crist\u00e3. Francisco, ao escrever este C\u00e2ntico, tem o intuito de nos mostrar qu\u00e3o fr\u00e1gil \u00e9 o ser humano e qu\u00e3o espl\u00eandido \u00e9 Deus. Ele n\u00e3o faz comparativos entre animais racionais e irracionais, ele engloba todo o cosmo, e este como cria\u00e7\u00e3o divina, como fraternidade universal.<\/p>\n<p>O amor de Deus \u00e9 expresso em todas as realidades e esta \u00e9 a mensagem que Francisco nos transmitiu. A experi\u00eancia m\u00edstica de Francisco se foca em seguir o Cristo pobre, humilde e crucificado que, ao se encarnar, coloca toda a Cria\u00e7\u00e3o em p\u00e9 de igualdade e louvor diante de Deus. Dizia Francisco \u201cem Deus somos, nos movemos e existimos\u201d, ou seja, nossa realidade existencial s\u00f3 tem sentido em Deus.<\/p>\n<p>O C\u00e2ntico das Criaturas \u00e9 o convite universal que Francisco faz. Convite este que nos convoca a louvarmos a Deus por toda a eternidade, n\u00e3o louvores criados por nossa intelig\u00eancia e capacidade, mas louvores que se d\u00e3o com o nosso pr\u00f3prio modo de ser. \u201cDiante de Deus somos aquilo que somos\u201d.<\/p>\n<p>A realidade divina na Cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 escravocrata, mas de gratuidade cordial. Louvamos a Deus em gratuidade de esp\u00edrito. Portanto, no C\u00e2ntico das Criaturas, que procede da experi\u00eancia m\u00edstica de Francisco de Assis, est\u00e1 sintetizado de forma simples e objetiva, o sentido de toda exist\u00eancia criacional, louvar a Deus.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Frades da Fraternidade Nossa Senhora da Penha<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jubileu dos 800 anos do C\u00e2ntico das Criaturas<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":195939,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[407],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>S\u00e3o Francisco de Assis amou todas as criaturas de Deus, vivendo assim uma fraternidade universal! - Vida Crist\u00e3 - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/sao-francisco-de-assis-amou-todas-as-criaturas-de-deus-vivendo-assim-uma-fraternidade-universal\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"S\u00e3o Francisco de Assis amou todas as criaturas de Deus, vivendo assim uma fraternidade universal! 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