{"id":195128,"date":"2024-09-23T11:13:34","date_gmt":"2024-09-23T14:13:34","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/?p=195128"},"modified":"2024-09-23T11:14:15","modified_gmt":"2024-09-23T14:14:15","slug":"as-criancas-na-perspectiva-do-poder-do-ser","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/as-criancas-na-perspectiva-do-poder-do-ser\/","title":{"rendered":"As crian\u00e7as na perspectiva do poder do ser!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-195131 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Sem-Titulo-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Sem-Titulo-1.jpg 1280w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Sem-Titulo-1-450x253.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Sem-Titulo-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Sem-Titulo-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Sem-Titulo-1-150x84.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O que Jesus tem a nos dizer? <\/strong><strong>(Mc 9,30-37)<\/strong><\/p>\n<p>O texto sobre o qual vamos refletir \u00e9 Mc 9,3037. Trata-se da passagem de Jesus, na qual Ele, diante da quest\u00e3o posta pelos disc\u00edpulos sobre quem \u00e9 o maior, toma uma crian\u00e7a nos bra\u00e7os, se posiciona no meio deles, e diz que quem acolhe uma crian\u00e7a, O acolhe e o Pai. Na cena seguinte, Mc 10,13-16, as m\u00e3es levam crian\u00e7as para que Jesus as tocassem, mas os ap\u00f3stolos procuram afast\u00e1-las de Jesus. Diante dessas cenas inusitadas, surgem as perguntas: Por que Jesus acolhe crian\u00e7as? Por que Jesus ressalta o ser menor das crian\u00e7as para falar do maior? Qual a rela\u00e7\u00e3o delas com o Reino de Deus? Por que os disc\u00edpulos n\u00e3o aceitaram a presen\u00e7a de crian\u00e7as em torno a Jesus? Por que Jesus coloca uma crian\u00e7a no centro? Qual \u00e9 o poder das crian\u00e7as? Seria a crian\u00e7a uma interlocutora de Deus?<\/p>\n<p>Nessas duas cenas do evangelho de Marcos encontramos os disc\u00edpulos, Jesus e as crian\u00e7as. Em Mc 10, temos o gesto daqueles, mais prov\u00e1vel, as m\u00e3es, pois um homem n\u00e3o se envolvia com crian\u00e7as, que levam suas crian\u00e7as a Jesus, o que mostra que elas acreditavam que Jesus era um homem de Deus, profeta ou rabino.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> Essa atitude t\u00e3o simples e profunda suscitou rea\u00e7\u00f5es antag\u00f4nicas. As crian\u00e7as s\u00e3o expulsas pelos disc\u00edpulos e acolhidas por Jesus. J\u00e1 os disc\u00edpulos, em Mc 9, est\u00e3o preocupados com o status de ser disc\u00edpulo de Jesus. Um ap\u00f3stolo querendo ter a gl\u00f3ria, o poder de ser superior ao outro. Nos dois epis\u00f3dios, poder e crian\u00e7as est\u00e3o em jogo.<\/p>\n<p>Para entender esses comportamentos, faz-se necess\u00e1rio compreender a situa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a no tempo de Jesus e a rela\u00e7\u00e3o dela com o minist\u00e9rio realizado por Jesus.<\/p>\n<p>Para os judeus e demais povos da \u00e9poca de Jesus, as crian\u00e7as eram tidas como pessoas privadas de direito e de considera\u00e7\u00e3o. Eram s\u00edmbolo de pequenez e de pobreza. N\u00e3o sendo consideradas como modelo de virtude, elas n\u00e3o tinham voz nas reuni\u00f5es. Deviam somente escutar e aprender.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> O fato de Jesus as colocar no centro significa inclus\u00e3o. Jesus diz que o maior \u00e9 o que est\u00e1 inclu\u00eddo na vida, com direitos iguais.<\/p>\n<p>N\u00e3o vale a pena pelas disputas de poder. Tiago, bispo de Jerusal\u00e9m, tamb\u00e9m conhecido como Irm\u00e3o do Senhor, duas d\u00e9cadas depois da morte de Jesus, admoesta aos crist\u00e3os de origem judaica sobre as disputas de poder. Ele escreve: \u201cDe onde v\u00eam as brigas entre v\u00f3s? N\u00e3o v\u00eam, justamente, das paix\u00f5es que est\u00e3o em conflito dentro de v\u00f3s? Cobi\u00e7ais, mas n\u00e3o conseguis ter. Matais e cultivais inveja, mas n\u00e3o conseguis \u00eaxito. Brigais e fazeis guerra, mas n\u00e3o conseguis possuir\u201d (Tg 4,1-2).<\/p>\n<p>Os rabinos n\u00e3o demonstravam interesse pelas crian\u00e7as. Conta-se que, certa vez, o Rabino Dosa B. Arquinos disse: &#8220;O sono matinal, o vinho do meio-dia, o tagarelar com crian\u00e7as e o deter-se nos lugares de encontro do povinho fazem morrer o homem&#8221; (Ab.3,10).<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> No mundo antigo, parece ser normal a pr\u00e1tica de abandonar rec\u00e9m-nascidos nos lix\u00f5es das cidades. Essas eram resgatadas e criadas como escravos.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Reflex\u00e3o b\u00edblica: Domingo \u2013 25\u00ba Domingo do Tempo Comum\u2013 22\/09\/24\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mcfessdi2ac?start=3&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>As compara\u00e7\u00f5es entre crian\u00e7as e Reino dos C\u00e9us nos Evangelhos s\u00e3o diferentes. O Evangelho ap\u00f3crifo de Tom\u00e9, no cap\u00edtulo 22, considera as crian\u00e7as de peito aos que entram no Reino. Os disc\u00edpulos ent\u00e3o perguntam a Jesus: \u201cSe n\u00f3s formos crian\u00e7as, entraremos no reino?\u201d E Jesus lhes responde: \u201cQuando de duas coisas fizerdes uma s\u00f3, quando tornardes o interno igual ao externo, a parte superior igual \u00e0 inferior; quando fizerdes do macho e da f\u00eamea um s\u00f3 ser, de tal modo que o macho n\u00e3o seja macho e a f\u00eamea n\u00e3o seja f\u00eamea, quando fizerdes olhos em lugar de um olho, m\u00e3o em lugar de m\u00e3o, p\u00e9 em lugar de p\u00e9, imagem em lugar de imagem, ent\u00e3o entrareis no reino\u201d.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> Tom\u00e9 prop\u00f5e que a entrada no reino depende da volta ao estado origin\u00e1rio, antes do pecado de Ad\u00e3o e Eva. Nessa mesma linha de pensamento, estavam os rabinos, os quais consideravam o ser humano como um s\u00f3. Deus teria feito o ser humano uma s\u00f3 criatura e depois a serrou ao meio. Por isso homem e mulher s\u00e3o iguais nas partes traseiras e diferentes nas dianteiras. O reino de Deus para Tom\u00e9 \u00e9, portanto, um estado pr\u00e9-sexual, assexuado. A crian\u00e7a \u00e9 o s\u00edmbolo perfeito para dizer o crist\u00e3o ideal que quer entrar no reino.<\/p>\n<p>Merece destaque tamb\u00e9m o fato de termos mais de uma meia d\u00fazia de evangelhos sobre a inf\u00e2ncia de Jesus, os quais d\u00e3o ao menino Jesus uma inf\u00e2ncia que ele n\u00e3o teve nos can\u00f4nicos.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>J\u00e1 os evangelhos sin\u00f3ticos (Mc 9, 36-39; 10,13-16; Mt 18,1-4, 19,13-15) consideram as crian\u00e7as como s\u00edmbolo da humildade e, por isso, desses (os humildes) \u00e9 o Reino dos C\u00e9us ou de Deus. A comunidade de Jo\u00e3o (9, 1-10), por outro lado, pensa nas crian\u00e7as como s\u00edmbolo da f\u00e9, dos batizados.<\/p>\n<p>No encontro com as crian\u00e7as, em Marcos, Jesus somente as toca. Em Mateus, ele as aben\u00e7oa. Na religi\u00e3o judaica, aos pais competia a b\u00ean\u00e7\u00e3o familiar aos filhos, aos sacerdotes a b\u00ean\u00e7\u00e3o religiosa ao povo no culto (1QS 2,1; 6,5; test Rub. 6,10), e aos rabinos, a b\u00ean\u00e7\u00e3o para os disc\u00edpulos. No juda\u00edsmo rab\u00ednico, para receber uma b\u00ean\u00e7\u00e3o as crian\u00e7as dirigiam-se aos seus pais dizendo: &#8220;Reza para mim&#8221; ou &#8220;D\u00e1-me a tua b\u00ean\u00e7\u00e3o&#8221;.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p>Das crian\u00e7as s\u00e3o o reino de Deus ou dos C\u00e9us! Reino exprime o poder real de Deus. C\u00e9us, por sua vez, define o lugar da habita\u00e7\u00e3o de Deus. Assim, Reino dos C\u00e9us n\u00e3o \u00e9 um reino no sentido exterior e espacial, mas uma realeza, uma soberania que vem do alto por vontade de Deus.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>Contr\u00e1rio ao comportamento dos seus coet\u00e2neos, Jesus acolhe as crian\u00e7as. &#8220;Na atitude de Jesus se percebe uma submiss\u00e3o volunt\u00e1ria e imediata \u00e0s crian\u00e7as. Nisso podemos perceber um aspecto caracter\u00edstico da sua atividade. Tendo como pano de fundo a insignific\u00e2ncia da crian\u00e7a, essa atitude de Jesus \u00e9 entendida atrav\u00e9s da oferta de gra\u00e7a \u00e0queles que nada t\u00eam, como uma cr\u00edtica aos preconceitos do mundo dos adultos. A crian\u00e7a \u00e9 considerada, de fato, como interlocutora de Deus\u201d.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o querendo absolutizar a inoc\u00eancia das crian\u00e7as, Jesus chama a aten\u00e7\u00e3o para a mod\u00e9stia, a ingenuidade, a pequenez, a receptividade e a simplicidade das crian\u00e7as. Caracter\u00edsticas essas que possibilitam o acesso ao Reino de Deus. As crian\u00e7as s\u00e3o para Jesus os prot\u00f3tipos ideais do Reino. Elas representam o ser maior, pois s\u00e3o dotadas da sabedoria divina, na inoc\u00eancia e na pureza.<\/p>\n<p>Na Idade M\u00e9dia, as crian\u00e7as eram vistas como pessoas fr\u00e1geis, infantis, mas eram tratadas como adultas. Alguns idiomas, como o franc\u00eas, conservaram essa mentalidade, quando grafam crian\u00e7a como \u2018enfant\u2019, um infantil. J\u00e1 o portugu\u00eas usa crian\u00e7a, que vem de Deus Criador.\u00a0 As crian\u00e7as tinham que trabalhar e se vestir como eles. Eram um adulto em miniatura, um ser imperfeito. A arte medieval cunhou as crian\u00e7as de hom\u00fanculo, isto \u00e9, pequeno adulto. Era pensamento tamb\u00e9m de que Jesus nascera adulto.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>Alguns pensavam que as crian\u00e7as n\u00e3o tinham salva\u00e7\u00e3o, caso morressem. As pinturas medievais do menino Jesus com um rosto de adulto, hom\u00fanculo, foi uma tentativa de mostrar que Jesus, o Salvador, era homem perfeito, santo e n\u00e3o crian\u00e7a como as demais. Seria para valorizar e pedir a salva\u00e7\u00e3o para as crian\u00e7as a partir do adulto beb\u00ea Jesus.<\/p>\n<p>O fato de as crian\u00e7as serem colocadas, no mundo antigo, nos lix\u00f5es das cidades, embora n\u00e3o tenhamos registro de tal atitude entre os judeus, nos mostra que essas eram consideradas um ser sem valor, um ningu\u00e9m. Imagine a rea\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos ao presenciarem Jesus dizer que dessas era o Reino. As crian\u00e7as s\u00f3 se tornariam gente com a ajuda dos adultos. S\u00f3 esses podiam resgat\u00e1-las, transformar-se em um salvador para elas. Assim \u00e9 o reino. Exige a\u00e7\u00e3o em defesa dos pobres. Um adulto, no seu esquema mental poss\u00edvel, se sentiria ofendido ao ser comparado com uma crian\u00e7a. \u00c9 como se Jesus dissesse hoje aos radicais mu\u00e7ulmanos do Afeganist\u00e3o: \u201cO reino de Deus \u00e9 como uma mulher\u201d.<\/p>\n<p>Em nossos dias, diante da triste realidade da n\u00e3o dignidade das crian\u00e7as, Jesus resgata o seu valor. Ele nos convida a fazer op\u00e7\u00e3o pelas crian\u00e7as, e n\u00e3o guerras que matam milh\u00f5es de crian\u00e7as, aleijam tantas outras, expulsam-nas de suas terras e as traumatizam. Os meninos continuam tendo mais acesso ao ensino que as meninas. O mundo das drogas arrebanha milhares de crian\u00e7as e adolescentes para esse caminho da morte. O trabalho escravo dos menores \u00e9 uma realidade em muitos pa\u00edses pobres. UNICEF e Pastoral da Crian\u00e7a no Brasil s\u00e3o exemplos a serem seguidos na defesa das crian\u00e7as. Ainda continua o desafio de construir programas governamentais de ajuda \u00e0s crian\u00e7as. A crian\u00e7a depende de n\u00f3s, os adultos. Ela \u00e9 indefesa. Sem n\u00f3s, ela morrer\u00e1. Acolhamos com dignidade nossas crian\u00e7as. Elas s\u00e3o nossas interlocutoras diante de Deus. O poder delas \u00e9 o do ser, o nosso, infelizmente, o do fazer para ter.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Frei Jacir de Freitas Faria<\/em> <a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>Doutor em Teologia B\u00edblica pela FAJE (BH). Mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas (Exegese) pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico de Roma. Professor de Exegese B\u00edblica. \u00c9 membro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pesquisa B\u00edblica (ABIB). Sacerdote Franciscano. Autor de doze livros e coautor de quinze. Canal no Youtube: Frei Jacir B\u00edblia e Ap\u00f3crifos. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCwbSE97jnR6jQwHRigX1KlQ\">https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCwbSE97jnR6jQwHRigX1KlQ<\/a><\/p>\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n<p>BONNARD, P., <strong>Evangelio segun San Mateo<\/strong>, Madrid, 1976.<\/p>\n<p>CROSSAN, J. D., <strong>O Jesus hist\u00f3rico<\/strong>: a vida de um campon\u00eas judeu do mediterr\u00e2neo, Imago: Rio de Janeiro, 1994. <em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>GNILKA, J., <strong>Il vangelo di Matteo<\/strong>, II, Brescia, 1991.<\/p>\n<p>FARIA, Jacir de Freitas. <strong>Inf\u00e2ncia ap\u00f3crifa do Menino Jesus<\/strong>: hist\u00f3rias de ternura e de travessuras. Petr\u00f3polis: Vozes, 2010.<\/p>\n<p>KITTEL, G., <strong>Grande lessico del Nuovo Testamento<\/strong>, vol. V, Brescia 1965-1988.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[2]<\/a> GNILKA, <strong>Il vangelo di Matteo<\/strong>, II, Brescia 1991, p.239.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[3]<\/a> BONNARD, <strong>Evangelio segun San Mateo<\/strong>, Madrid 1976, p.426. N\u00e3o obstante esse comportamento de recha\u00e7o das crian\u00e7as da vida social, os judeus, por outro lado, as consideravam como um dos principais sinais da b\u00ean\u00e7\u00e3o divina e, por isso, lhes reservavam muitos cuidados (Ez 16,4; Lc 2,27; Gn 17,12; Ex 13,1-15; 2Mac 44,7; Nm 15,39; Lc 2,42).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[4]<\/a> Texto citado por KITTEL, Grande Lessico <em>del Nuovo Testamento<\/em>, vol. V, col. 645, Brescia, 1965-1988.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> CROSSAN, J. D., <strong>O Jesus hist\u00f3rico<\/strong><em>, <\/em>Imago: Rio de Janeiro, 1994, p.306.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Cf. tamb\u00e9m <strong>Evangelho de \u00a0Tom\u00e9<\/strong> 37, 1-2; 4; 11; 16; 23; 49, 75; 76.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> FARIA, Jacir de Freitas. <strong>Inf\u00e2ncia ap\u00f3crifa do Menino Jesus<\/strong>: hist\u00f3rias de ternura e de travessuras. Petr\u00f3polis: Vozes, 2010.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> GNILKA, <strong>Il vangelo di Matteo<\/strong>, II, 238.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> KITTEL, <em>Grande Lessico del Nuovo Testamento<\/em>, II, Col. 182.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> GNILKA,<em> Il vangelo di Matteo<\/em>, II, 240-241.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Disponivel em: <a href=\"https:\/\/arteref.com\/educacao\/por-que-os-bebes-nas-pinturas-medievais-parecem-homens-velhos-e-feios\/\">https:\/\/arteref.com\/educacao\/por-que-os-bebes-nas-pinturas-medievais-parecem-homens-velhos-e-feios\/<\/a> Acesso em: 14 mai 2024.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Jacir de Freitas Faria<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":195131,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[43],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>As crian\u00e7as na perspectiva do poder do ser! 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