{"id":195057,"date":"2024-09-06T13:16:18","date_gmt":"2024-09-06T16:16:18","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/?p=195057"},"modified":"2024-09-09T08:45:33","modified_gmt":"2024-09-09T11:45:33","slug":"dizei-as-pessoas-deprimidas-criai-animo-nao-tenhas-medo-is-354-7a-relacao-entre-o-medo-e-a-fe-na-pastoral-do-medo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/dizei-as-pessoas-deprimidas-criai-animo-nao-tenhas-medo-is-354-7a-relacao-entre-o-medo-e-a-fe-na-pastoral-do-medo\/","title":{"rendered":"\u201cDizei \u00e0s pessoas deprimidas: Criai \u00e2nimo, n\u00e3o tenhas medo\u201d! (Is 35,4-7a) Rela\u00e7\u00e3o entre o medo e a f\u00e9 na Pastoral do medo!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-195059 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/MATERIA.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/MATERIA.jpg 1280w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/MATERIA-450x253.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/MATERIA-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/MATERIA-768x432.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/MATERIA-150x84.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p><strong><em>Frei Jacir de Freitas Faria<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup> [1]<\/sup><\/a><\/strong><\/p>\n<p>O texto sobre o qual vamos refletir \u00e9 Is 35,4-7. Trata-se da profecia de Isaias (731-704 a.E.C.), homem que semeou, no reino de Jud\u00e1, a esperan\u00e7a de que Deus iria intervir para salvar o seu povo do sofrimento imposto pelos governantes. Quest\u00f5es sociais e humanas causavam sofrimento e depress\u00e3o em muitos.<\/p>\n<p>S\u00f3 quem j\u00e1 passou ou acompanhou pessoas com depress\u00e3o sabe como \u00e9 triste viver longos anos sem luz no fim do t\u00fanel. O nosso modo de viver contribui para a depress\u00e3o. Vivemos numa sociedade fragmentada, dividida, que prioriza o fazer e o ter e, por isso, cultua o consumo. O ter est\u00e1 acima do ser. A depress\u00e3o, al\u00e9m de outros fatores, encontra nessa realidade um campo f\u00e9rtil. O medo de n\u00e3o conseguir ter paralisa o ser.<\/p>\n<p>Muitos dir\u00e3o que a f\u00e9 \u00e9 fundamental para superar o medo que toma conta de um deprimido. Ser\u00e1 por que temos medo? Qual \u00e9 a hist\u00f3ria do medo? J\u00e1 pensou nisso? Quais s\u00e3o os seus medos? Como a f\u00e9 se relacionou com o medo na Baixa Idade M\u00e9dia (s\u00e9c. XI -XV)? Nessa \u00e9poca, o ideal de vida era ser santo em meio a tantos pecados cometidos pelos mortais, e a morte que assolava em pandemias.<\/p>\n<p>Isa\u00edas profetizou que Deus iria intervir. Com isso, os cegos, os surdos, os coxos e a terra \u00e1rida voltariam a ver, ouvir, andar e jorrar! Que maravilha! Isso \u00e9 tudo que um deprimido e um povo almejam. De Jesus, quase 800 anos depois de Isa\u00edas, \u00e9 afirmado pelos seus interlocutores: \u201cEle tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar\u201d (Mc 7, 31-37).<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode afirmar que nunca teve medo. Ele \u00e9 parte da constitui\u00e7\u00e3o humana. Nascemos com medo. A crian\u00e7a chora ao sair do \u00fatero da m\u00e3e, pois ela se v\u00ea insegura diante do novo mundo.<\/p>\n<p>Tomando consci\u00eancia dessa realidade de morte, diferentemente dos animais, o ser humano vive num medo eterno. Jean Delumeau, citando Delpierre, diz: \u201cO homem \u00e9 o \u00fanico no mundo a conhecer o medo em um grau t\u00e3o terr\u00edvel e duradouro\u201d&#8230; \u201cSem o medo nenhuma esp\u00e9cie teria sobrevivido\u201d.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> Por outro lado, o medo paralisa as pessoas, impede o crescimento, pode ser usado como arma de dom\u00ednio, controle. Pior ainda quando vem associado ao fator religioso, \u00e0 f\u00e9.<\/p>\n<p>No mundo antigo, o medo estava associado a divindades. Os gregos adoravam <em>Deimos<\/em> e <em>Fobos<\/em>, o primeiro representava o temor, e o segundo, o medo. Essas divindades estavam associadas e interferiam na vida das pessoas. Portanto, era necess\u00e1rio prestar-lhe culto para obter favores. Foi assim entre gregos e romanos.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>A Europa da Idade M\u00e9dia conheceu v\u00e1rias pestes que dizimaram popula\u00e7\u00f5es inteiras, sendo as mais importantes a peste de Justiniano (s\u00e9c. VI), a peste negra (1348-1351) e a peste de Marselha (1720). Essas epidemias, associadas \u00e0s guerras, criaram situa\u00e7\u00f5es de medo da morte e da peste nas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A arte do italiano Buffalmacco, no cemit\u00e9rio de Pisa, no afresco \u201cTriunfo da morte\u201d retratou mortos sendo comidos pelos vermes, anjos bons e maus brigando pelas almas dos defuntos. Na peste negra, os mortos eram tantos que n\u00e3o se podia enumer\u00e1-los, escreveu o poeta Guillaume de Machaut.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> A peste negra provocou mudan\u00e7as no comportamento dos crist\u00e3os em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 morte e ao morto. N\u00e3o havia mais como prestar as devidas homenagens aos falecidos. Os cemit\u00e9rios das igrejas lotaram rapidamente. O medo da peste imperava entre todos.<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, outros tantos medos aterrorizavam as pessoas: medo de lobos, da natureza, do mar, de cemit\u00e9rios, das almas penadas, do Diabo, dos torturadores, do pregador (padre), etc. Frei Tito de Alencar Lima, torturado na \u00e9poca da repress\u00e3o militar no Brasil, exilado na Fran\u00e7a, enforcou-se em uma \u00e1rvore, em 1974, possivelmente por medo do torturador que carregava dentro de sua mente. N\u00e3o conseguiu superar a situa\u00e7\u00e3o. Infelizmente, muitos deprimidos n\u00e3o conseguem superar a dor da depress\u00e3o, pois ela mais forte que a dor f\u00edsica.<\/p>\n<p>O medo de almas penadas faz parte da cultura portuguesa e est\u00e1 associado \u00e0 cren\u00e7a de que as almas que foram para o Purgat\u00f3rio, depois de um determinado tempo, poderiam voltar ao mundo dos vivos para penar, isto \u00e9, buscar solu\u00e7\u00f5es para situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o resolvidas.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> Na tradi\u00e7\u00e3o portuguesa acredita-se que \u201cas almas daqueles que morrerem sem restituir o que devem voltar a este mundo, por favor de Deus, e imploram de algum amigo e parente que restitua a coisa roubada\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>Os medos da Idade M\u00e9dia ganharam for\u00e7a com a Inquisi\u00e7\u00e3o na Igreja (s\u00e9c. XIII-XVIII). Delumeau afirma que:<\/p>\n<p>Uma amea\u00e7a global de morte se viu assim segmentada em medos, seguramente tem\u00edveis, mas &#8220;nomeados&#8221; e explicados, porque refletidos e aclarados pelos homens da Igreja&#8230;\u00a0 O discurso eclesi\u00e1stico reduzido ao essencial foi com efeito este: os lobos, o mar e as estrelas, as pestes, as pen\u00farias e as guerras s\u00e3o menos tem\u00edveis do que o dem\u00f4nio e o pecado, e a morte do corpo menos do que a da alma. Desmascarar Sat\u00e3 e seus agentes e lutar contra o pecado era, al\u00e9m disso, diminuir sobre a terra a dose de infort\u00fanios de que s\u00e3o a verdadeira causa. <a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p>Para Delumeau<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, o crist\u00e3o era levado a ter medo de si mesmo, o que equivaleria a ter medo de Satan\u00e1s, para n\u00e3o se tornar agente dele. Diante de uma ang\u00fastia coletiva, o Ju\u00edzo Final estabeleceria a puni\u00e7\u00e3o para os culpados, os quais impediam a a\u00e7\u00e3o de Cristo no mundo. Para a inquisi\u00e7\u00e3o, os culpados tinham nomes: turcos, judeus, her\u00e9ticos, mulheres feiticeiras etc.<\/p>\n<p>A Igreja influenciava diretamente na cultura, na arte, na sociedade do medo. Os pregadores incutiam medos na sociedade. Esperar uma outra vida, para al\u00e9m do medo, era a tarefa incessante de cada crist\u00e3o. Recorrer \u00e0 prote\u00e7\u00e3o divina por meio de anjos e protetores foi o caminho encontrado na religiosidade popular, criando, na Idade M\u00e9dia, a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora da Boa Morte, bem como a de S\u00e3o Jos\u00e9, o patrono da Boa Morte. A tradi\u00e7\u00e3o diz que se o fiel rezar uma Ave-Maria todos os dias para Nossa Senhora da Boa Morte, tr\u00eas dias antes de sua morte, ela vir\u00e1 para lhe avisar. Com isso, o medo da morte \u00e9 aliviado.<\/p>\n<p>Entre os s\u00e9culos XVI e XVIII, os pregadores da Igreja, membros das ordens religiosas dos capuchinhos, lazaristas, jesu\u00edtas, redentoristas, dominicanos e de tantas outras, usavam os p\u00falpitos das igrejas, os cemit\u00e9rios e os teatros para desenvolver a pastoral do medo. Medo de morrer e ir para o Inferno, medo da morte. Verdadeiras histerias coletivas podiam decorrer dessas acaloradas prega\u00e7\u00f5es sobre a morte. <a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> Delumeau afirma:<\/p>\n<p>Tratou-se, portanto, de uma ang\u00fastia vivida no seu auge e que a pastoral quis comunicar \u00e0s popula\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, inevitavelmente, caiu-se na t\u00e1tica; foram procurados os meios pr\u00f3prios para impressionar; foram utilizados \u2018truques\u2019 capazes de refor\u00e7ar a autoridade dos pregadores e tornar veross\u00edmil essa mistura de culpabiliza\u00e7\u00e3o, de amea\u00e7as e de consola\u00e7\u00f5es que constituiu durante s\u00e9culos o tecido habitual da prega\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> <strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Para incutir o medo da morte, pregadores utilizavam cr\u00e2nios em seus serm\u00f5es. Medo da morte, do julgamento divino e dana\u00e7\u00e3o eterna no Inferno formam uma trilogia perfeita nessa \u00e9poca. Imaginava-se uma cat\u00e1strofe final no dia do advento de Nosso Senhor Jesus Cristo para o julgamento. Haveria fogo vindo do C\u00e9u e todos os males saindo do mar, local em rela\u00e7\u00e3o ao qual havia um medo generalizado, pois nele estavam as pot\u00eancias infernais.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/p>\n<p>O medo da morte entra em descren\u00e7a no s\u00e9culo XVIII, \u00e9poca das luzes, da raz\u00e3o, a qual, sendo despertada, colocaria fim aos monstros do medo e do pavor da morte, como retrata a famosa pintura \u201cO sono da raz\u00e3o\u201d, do espanhol Francisco Goya.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a> Nessa \u00e9poca, o mercado toma conta da sociedade. A humanidade ganho novos rumos at\u00e9 os nossos dias, nos quais predomina o ter em detrimento do ser.<\/p>\n<p>Com tanto avan\u00e7o da medicina, o medo medieval da morte passou, mas muitos pregadores atuais est\u00e3o retomando esse discurso de medo, revigorando a pastoral do medo, com discurso em favor de um modelo medieval de santidade. Tenhamos muito cuidado para n\u00e3o nos deixarmos ser influenciados por eles. Isso tamb\u00e9m pode nos levar \u00e0 depress\u00e3o! \u00c9 tempo de esperan\u00e7ar e n\u00e3o de maus agouros. Quem est\u00e1 deprimido, criai \u00e2nimo! Lute com voc\u00ea e por voc\u00ea! Deus est\u00e1 conosco! Ele tudo pode! Voc\u00ea pode!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"100%\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xi6nMoHr1l4?si=9mdXd3zGqqZRdBmc\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Doutor em Teologia B\u00edblica pela FAJE-BH. Mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas (Exegese) pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico de Roma. Professor de exegese b\u00edblica. Membro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pesquisa B\u00edblica (ABIB). Sacerdote Franciscano. Autor de doze livros e coautor de quatorze. Destaque para: <strong>O medo do inferno e arte de bem morrer<\/strong>: da devo\u00e7\u00e3o ap\u00f3crifa da Dormi\u00e7\u00e3o de Maria \u00e0s irmandades de Nossa Senhora da Boa Morte, Petr\u00f3polis: Vozes, 2019. \u00daltimo livro: <strong>Os murais do Santu\u00e1rio de Santo Ant\u00f4nio, de Divin\u00f3polis (MG) na perspectiva do Tr\u00eas na Trindade e na Crucifix\u00e3o de Jesus. <\/strong>Belo Horizonte<strong>: <\/strong>Prov\u00edncia Santa Cruz, 2024. Caso se interesse por aulas sobre B\u00edblia e ap\u00f3crifos, inscreva-se no nosso canal no YouTube: Frei Jacir B\u00edblia e Ap\u00f3crifos ou <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/c\/FreiJacirdeFreitasFariaB%C3%ADbliaAp%C3%B3crifos\">https:\/\/www.youtube.com\/c\/FreiJacirdeFreitasFariaB%C3%ADbliaAp%C3%B3crifos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> DELUMEAU, Jean. <em>Hist\u00f3ria do Medo no Ocidente 1300 \u2013 1800<\/em>: uma cidade sitiada. 3. reimpress\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 19.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>p. 20-21.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> SCHMITT, Jean-Claude. <em>Un tempo di sangue e di rose<\/em>: pensar la morte nel Medievo Cristiano. Bologna: Dehoniane, 2015. p. 7-10.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> PARAFITA, Alexandre. <em>O Maravilhoso Popular: <\/em>contos \u2013 lendas \u2013 mitos. Lisboa: Pl\u00e1tano Editora, 2000.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> VACONCELLOS, J. L. <em>Tradi\u00e7\u00f5es Populares de Portugal<\/em>, Lisboa: Imprensa Nacional \u2013 Casa da Moeda, 1986.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> DELUMEAU, Hist\u00f3ria do Medo no Ocidente, p. 32.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> <em>Ibidem<\/em>, <strong>\u00a0<\/strong>p. 32-33.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> DELUMEAU, Jean. <em>O pecado e o medo:<\/em> a culpabiliza\u00e7\u00e3o no Ocidente (s\u00e9culos 13-18). Bauru: EDUSC, 2003. v. II, p. 31.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>p. 11-12.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> DELUMEAU, Hist\u00f3ria do Medo no Ocidente<em>,<\/em> p. 41-52.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> BRAET; VERBEKE, A morte na Idade M\u00e9dia, p. 23.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Jacir de Freitas Faria<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":195060,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[40,43],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u201cDizei \u00e0s pessoas deprimidas: Criai \u00e2nimo, n\u00e3o tenhas medo\u201d! 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