{"id":193508,"date":"2023-06-21T07:20:05","date_gmt":"2023-06-21T10:20:05","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/?p=193508"},"modified":"2023-06-21T07:23:28","modified_gmt":"2023-06-21T10:23:28","slug":"instrumentum-laboris-para-a-xvi-assembleia-geral-ordinaria-do-sinodo-dos-bispos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/instrumentum-laboris-para-a-xvi-assembleia-geral-ordinaria-do-sinodo-dos-bispos\/","title":{"rendered":"\u201cInstrumentum laboris\u201d  para a XVI Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos"},"content":{"rendered":"<div class=\"titolo\">\n<div class=\"bulltitledate titolo\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"notizia\">\n<div class=\"notizie bullnews\">\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-193509 \" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/sinodo.jpeg\" alt=\"\" width=\"1116\" height=\"628\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/sinodo.jpeg 750w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/sinodo-450x253.jpeg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/sinodo-150x84.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 1116px) 100vw, 1116px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>XVI ASSEMBLEIA GERAL ORDIN\u00c1RIA\u00a0DO S\u00cdNODO DOS BISPOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>PARA UMA IGREJA SINODAL: COMUNH\u00c3O, PARTICIPA\u00c7\u00c3O, MISS\u00c3O<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>INSTRUMENTUM LABORIS\u00a0 <\/b><b>para a Primeira Sess\u00e3o\u00a0<\/b><b>(Outubro de 2023)<\/b><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><b>SUM\u00c1RIO<\/b><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><b>Pref\u00e1cio<\/b><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">O percurso at\u00e9 agora<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Um instrumento de trabalho para a segunda fase do percurso sinodal<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">A estrutura do texto<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><b>A. Para uma Igreja sinodal. Uma experi\u00eancia integral<\/b><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">A 1. Os sinais caracter\u00edsticos de uma Igreja sinodal<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">A 2. Um caminho para a Igreja sinodal: o di\u00e1logo no Esp\u00edrito<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><b>B. Comunh\u00e3o, miss\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o. Tr\u00eas quest\u00f5es priorit\u00e1rias para a Igreja sinodal<\/b><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 1. Uma comunh\u00e3o que irradia. Como podemos ser mais plenamente sinal e instrumento da uni\u00e3o com Deus e da unidade do g\u00eanero humano?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 2. Correspons\u00e1veis na miss\u00e3o. Como partilhar dons e tarefas ao servi\u00e7o do Evangelho?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 3. Participa\u00e7\u00e3o, responsabilidade e autoridade. Que processos, estruturas e institui\u00e7\u00f5es numa Igreja sinodal mission\u00e1ria?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><b>FICHAS DE TRABALHO PARA A ASSEMBLEIA SINODAL<\/b><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><b>Fichas para B 1. Uma comunh\u00e3o que irradia<\/b><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 1.1 Como \u00e9 que o servi\u00e7o da caridade e o empenho na justi\u00e7a e no cuidado da casa comum alimentam a comunh\u00e3o numa Igreja sinodal?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 1.2 Como pode uma Igreja sinodal tornar cred\u00edvel a promessa de que \u00abo amor e a verdade se encontrar\u00e3o\u00bb (Sl 85,11)?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 1.3 Como pode crescer uma rela\u00e7\u00e3o din\u00e2mica de troca de dons entre Igrejas?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 1.4 Como pode uma Igreja sinodal cumprir melhor a sua miss\u00e3o atrav\u00e9s de um compromisso ecum\u00eanico renovado?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 1.5 Como reconhecer e colher a riqueza das culturas e desenvolver o di\u00e1logo com as religi\u00f5es \u00e0 luz do Evangelho?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><b>Fichas para B 2. Correspons\u00e1veis na miss\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 2.1 Como podemos caminhar juntos para uma consci\u00eancia comum do sentido e do conte\u00fado da miss\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 2.2 O que fazer para que uma Igreja sinodal seja tamb\u00e9m uma Igreja mission\u00e1ria \u201ctoda ministerial\u201d?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 2.3 Como pode a Igreja do nosso tempo cumprir melhor a sua miss\u00e3o atrav\u00e9s de um maior reconhecimento e promo\u00e7\u00e3o da dignidade batismal das mulheres?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 2.4 Como valorizar o Minist\u00e9rio ordenado, na sua rela\u00e7\u00e3o com os Minist\u00e9rios batismais, numa perspetiva mission\u00e1ria?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 2.5 Como renovar e promover o Minist\u00e9rio do Bispo numa perspetiva sinodal mission\u00e1ria?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><b>Fichas para B 3. Participa\u00e7\u00e3o, responsabilidade e autoridade<\/b><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 3.1 Como renovar o servi\u00e7o da autoridade e o exerc\u00edcio da responsabilidade numa Igreja sinodal mission\u00e1ria?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 3.2 Como podemos desenvolver pr\u00e1ticas de discernimento e processos de tomada de decis\u00e3o de uma forma autenticamente sinodal, refor\u00e7ando o papel de lideran\u00e7a do Esp\u00edrito?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 3.3. Que estruturas podem ser desenvolvidas para consolidar uma Igreja sinodal mission\u00e1ria?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 3.4 Como configurar inst\u00e2ncias de sinodalidade e colegialidade envolvendo agrupamentos de igrejas locais?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">B 3.5 Como se pode refor\u00e7ar a institui\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo para que seja uma express\u00e3o da colegialidade episcopal numa Igreja totalmente sinodal?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><b>ABREVIATURAS<\/b><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">AA Conc\u00edlio Vaticano II, Decr.\u00a0<i>Apostolicam actuositatem<\/i>\u00a0(18 de novembro de 1965)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">AG Conc\u00edlio Vaticano II, Decr.\u00a0<i>Ad gentes<\/i>\u00a0(7 de dezembro de 1965)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">CA S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, Cart. Enc.\u00a0<i>Centesimus annus<\/i>\u00a0(1\u00b0 de maio de 1991)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">CL S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, Exort. Ap. Post-Sinod.\u00a0<i>Christifideles laici<\/i>\u00a0(30 de dezembro de 1988)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">CV Francisco, Exort. Ap. Post-Sinod.\u00a0<i>Christus vivit<\/i>\u00a0(25 de mar\u00e7o de 2019)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">DP Secreteria Geral do S\u00ednodo,\u00a0<i>Para uma Igreja sinodal. Comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o, miss\u00e3o. Documento Preparat\u00f3rio\u00a0<\/i>(2021)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">DEC Secreteria Geral do S\u00ednodo,\u00a0<i>Para uma Igreja sinodal. Comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o, miss\u00e3o. \u00abAlarga o espa\u00e7o da tua tenda\u00bb (Is 54,2). Documento de Trabalho para a Etapa Continental\u00a0<\/i>(2022)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">DV Conc\u00edlio Vaticano II, Const. Dogm.\u00a0<i>Dei Verbum\u00a0<\/i>(18 de novembro de 1965)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">EC Francisco, Const. Ap.\u00a0<i>Episcopalis communio<\/i>\u00a0(15 de setembro de 2018)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">EG Francisco, Exort. Ap.\u00a0<i>Evangelii gaudium\u00a0<\/i>(24 de novembro de 2013)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">FT Francisco, Cart. Enc.\u00a0<i>Fratelli tutti\u00a0<\/i>(3 de outubro de 2020)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">GS Conc\u00edlio Vaticano II, Const. Past.\u00a0<i>Gaudium et spes\u00a0<\/i>(7 de dezembro de 1965)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">IL\u00a0<i>Instrumentum Laboris<\/i><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">LG Conc\u00edlio Vaticano II, Const. Dogm.\u00a0<i>Lumen gentium\u00a0<\/i>(21 de novembro de 1964)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">PE Francisco, Const. Ap.\u00a0<i>Praedicate Evangelium<\/i>\u00a0(19 de mar\u00e7o de 2022)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">SC Conc\u00edlio Vaticano II, Const.\u00a0<i>Sacrosanctum Concilium\u00a0<\/i>(4 de dezembro de 1963)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">UR Conc\u00edlio Vaticano II, Decr.\u00a0<i>Unitatis redintegratio\u00a0<\/i>(21 de novembro de 1964)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"padding-left: 40px; text-align: center;\"><b>INSTRUMENTUM LABORIS<\/b><\/h3>\n<p><b>Pref\u00e1cio<\/b><\/p>\n<p><i>\u00abO Deus da const\u00e2ncia e da consola\u00e7\u00e3o vos conceda toda a uni\u00e3o nos mesmos sentimentos, uns com os outros, segundo a vontade de Cristo Jesus. Assim, tendo como que um s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e a uma s\u00f3 voz, glorificareis o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo\u00bb (Rm 15,5-6).<\/i><\/p>\n<p><b>O percurso at\u00e9 agora<\/b><\/p>\n<p>1. O Povo de Deus est\u00e1 em movimento desde 10 de outubro de 2021, quando o Papa Francisco convocou toda a Igreja para o S\u00ednodo. Partindo do seu n\u00edvel mais vital e elementar, as igrejas locais em todo o mundo iniciaram a consulta ao Povo de Deus, come\u00e7ando com a pergunta b\u00e1sica formulada no n. 2 do DP: \u00ab<b>como se realiza hoje, a diferentes n\u00edveis (do local ao universal) aquele \u201ccaminhar juntos\u201d que permite \u00e0 Igreja anunciar o Evangelho, em conformidade com a miss\u00e3o que lhe foi confiada; e que passos o Esp\u00edrito nos convida a dar para crescer como Igreja sinodal?<\/b>\u00bb. Os frutos da consulta foram recolhidos a n\u00edvel diocesano e, em seguida, resumidos e enviados aos S\u00ednodos das Igrejas Cat\u00f3licas Orientais e \u00e0s Confer\u00eancias Episcopais. Por sua vez, cada um destes elaborou uma s\u00edntese que foi encaminhada \u00e0 Secretaria Geral do S\u00ednodo.<\/p>\n<p>2. A partir da leitura e an\u00e1lise dos documentos recolhidos, foi elaborado o DEC, a servi\u00e7o de uma etapa que representa um novo passo no processo sinodal em curso. O DEC foi devolvido \u00e0s Igrejas locais em todo o mundo, convidando-as a confrontarem-se com ele e, em seguida, a se reunirem e dialogarem nas sete Assembleias continentais. Durante esse per\u00edodo, o trabalho do S\u00ednodo digital tamb\u00e9m continuou. O objetivo era concentrar-se nas percep\u00e7\u00f5es e tens\u00f5es que ressoavam mais fortemente com a experi\u00eancia da Igreja em cada continente e identificar, a partir da perspectiva de cada continente, as prioridades a serem abordadas na Primeira Sess\u00e3o da Assembleia sinodal de outubro de 2023.<\/p>\n<p>3.\u00a0<b>Este IL foi elaborado com base em todo o material recolhido durante a fase de escuta e, em particular, nos documentos finais das Assembleias continentais.\u00a0<\/b>A sua publica\u00e7\u00e3o encerra a primeira fase do S\u00ednodo, \u00abPor uma Igreja sinodal: comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o, miss\u00e3o\u00bb, e abre a segunda, composta pelas duas sess\u00f5es<sup>[1]<\/sup>\u00a0nas quais ocorrer\u00e1 a XVI Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos (outubro de 2023 e 2024). O seu objetivo ser\u00e1 continuar a animar o processo na vida ordin\u00e1ria da Igreja, identificando em quais linhas o Esp\u00edrito nos convida a caminhar com mais determina\u00e7\u00e3o como Povo de Deus. O fruto que pedimos para a pr\u00f3xima Assembleia \u00e9 que o Esp\u00edrito inspire a Igreja a caminhar junto como o Povo de Deus em fidelidade \u00e0 miss\u00e3o que o Senhor lhe confiou. De fato, o objetivo do processo sinodal \u00abn\u00e3o \u00e9 produzir documentos, mas abrir horizontes de esperan\u00e7a para o cumprimento da miss\u00e3o da Igreja\u00bb (DEC 6).<\/p>\n<p>4.\u00a0<b>O percurso at\u00e9 agora, incluindo especialmente a etapa continental, possibilitou identificar e partilhar as situa\u00e7\u00f5es particulares vividas pela Igreja em diferentes regi\u00f5es do mundo.<\/b>\u00a0Estas incluem a realidade do excesso de guerras que mancham o nosso mundo com sangue, levando a um apelo para um compromisso renovado pela constru\u00e7\u00e3o de uma paz justa; a amea\u00e7a representada pela mudan\u00e7a clim\u00e1tica que implica uma prioridade necess\u00e1ria de cuidar da casa comum; um sistema econ\u00f4mico que produz explora\u00e7\u00e3o, desigualdade e uma cultura do descarte; a press\u00e3o homogeneizadora do colonialismo cultural que esmaga as minorias; experi\u00eancia de sofrer persegui\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao mart\u00edrio e emigra\u00e7\u00e3o que progressivamente esvaziam as comunidades, amea\u00e7ando a sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia; o crescente pluralismo cultural que atualmente marca todo o planeta; a experi\u00eancia de comunidades crist\u00e3s que representam minorias dispersas dentro do pa\u00eds em que vivem; experi\u00eancia de lidar com uma seculariza\u00e7\u00e3o cada vez mais avan\u00e7ada e, por vezes, agressiva, que parece considerar a experi\u00eancia religiosa irrelevante, mas onde permanece a sede pela Boa Nova do Evangelho. Em muitas regi\u00f5es, as igrejas s\u00e3o profundamente afetadas pela crise causada por v\u00e1rias formas de abuso: sexual, de poder e de consci\u00eancia, econ\u00f3micos e institucionais. Estas s\u00e3o feridas abertas, cujas consequ\u00eancias ainda n\u00e3o foram totalmente tratadas. Ao pedido de perd\u00e3o dirigido \u00e0s v\u00edtimas pelos sofrimentos causados, a Igreja deve unir um compromisso crescente de convers\u00e3o e de reforma, a fim de evitar que situa\u00e7\u00f5es semelhantes voltem a acontecer no futuro.<\/p>\n<p>5. \u00c9 nesse contexto, diversificado mas com caracter\u00edsticas globais comuns, que aconteceu o percurso sinodal. \u00c0 Assembleia Sinodal tamb\u00e9m ser\u00e1 pedido ouvir profundamente as situa\u00e7\u00f5es nas quais a Igreja vive e realiza sua miss\u00e3o: o que significa caminhar juntos somente ganha a sua urg\u00eancia mission\u00e1ria quando \u00e9 perguntado num contexto espec\u00edfico, com pessoas e situa\u00e7\u00f5es reais em mente. Est\u00e1 em jogo a capacidade de proclamar o Evangelho caminhando juntamente com os homens e as mulheres de nosso tempo, onde quer que estejam, e praticando a catolicidade que emerge do caminhar junto com as igrejas que vivem em condi\u00e7\u00f5es de sofrimento particular (cf. LG 23).<\/p>\n<p>6. Na Assembleia Sinodal, trazemos os frutos colhidos durante a fase de escuta. Em primeiro lugar,\u00a0<b>experimentamos a alegria expressa no encontro sincero e respeitoso entre irm\u00e3os e irm\u00e3s na f\u00e9: encontrar-se com o outro \u00e9 encontrar o Senhor que est\u00e1 no meio de n\u00f3s!<\/b>\u00a0Assim, pudemos tocar com nossas pr\u00f3prias m\u00e3os a catolicidade da Igreja, que, na variedade de idades, sexos e condi\u00e7\u00f5es sociais, manifesta uma riqueza extraordin\u00e1ria de carismas e voca\u00e7\u00f5es eclesiais, e \u00e9 guardi\u00e3 de um tesouro de diferen\u00e7as de idiomas, culturas, express\u00f5es lit\u00fargicas e tradi\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas. De fato, essa rica diversidade \u00e9 o dom de cada Igreja local para todas as outras (cf. LG 13), e a din\u00e2mica sinodal \u00e9 uma maneira de apreciar e aprimorar essa rica diversidade sem esmag\u00e1-la em uniformidade. Da mesma forma, descobrimos que h\u00e1 quest\u00f5es partilhadas, mesmo que a sinodalidade seja vivenciada e compreendida de v\u00e1rias maneiras em diferentes partes do mundo, com base numa heran\u00e7a comum da Tradi\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica. Parte do desafio da sinodalidade \u00e9 discernir o n\u00edvel em que \u00e9 mais apropriado abordar cada quest\u00e3o. Certas tens\u00f5es s\u00e3o igualmente partilhadas. N\u00e3o nos devemos assustar com elas, nem tentar resolv\u00ea-las a qualquer custo, mas sim nos envolver num discernimento sinodal cont\u00ednuo. Somente dessa forma essas tens\u00f5es se podem tornar fontes de energia e n\u00e3o cair em polariza\u00e7\u00f5es destrutivas.<\/p>\n<p>7. A primeira fase renovou a nossa consci\u00eancia de que a\u00a0<b>nossa identidade e voca\u00e7\u00e3o \u00e9 nos tornarmos uma Igreja cada vez mais sinodal<\/b>: caminhar juntos, ou seja, tornar-se sinodal \u00e9 o caminho para nos tornarmos verdadeiramente disc\u00edpulos e amigos daquele Mestre e Senhor que disse de si mesmo: \u00abEu sou o caminho\u00bb (Jo 14,6). Tamb\u00e9m hoje constitui um desejo profundo:\u00a0<b>tendo experimentado isso como um dom, queremos continuar a faz\u00ea-lo, conscientes de que este caminho se realizar\u00e1 no \u00faltimo dia<\/b>, quando, pela gra\u00e7a de Deus, nos tornaremos parte daquela multid\u00e3o assim descrita no Apocalipse: \u00abVi uma multid\u00e3o imensa, que ningu\u00e9m podia contar, gente de todas as na\u00e7\u00f5es, tribos, povos e l\u00ednguas. Estavam de p\u00e9 diante do trono e do Cordeiro; vestiam t\u00fanicas brancas e traziam palmas na m\u00e3o. Todos proclamavam com voz forte: \u201cA salva\u00e7\u00e3o pertence ao nosso Deus, que est\u00e1 sentado no trono, e ao Cordeiro\u201d\u00bb (Ap 7,9-10). Esse texto nos d\u00e1 a imagem de uma Igreja na qual reina a perfeita comunh\u00e3o entre todas as diferen\u00e7as que a comp\u00f5em, diferen\u00e7as essas que s\u00e3o mantidas e unidas na \u00fanica miss\u00e3o que ainda precisa ser cumprida: participar da liturgia de louvor que, de todas as criaturas, por meio de Cristo, se eleva ao Pai na unidade do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>8. \u00c0 intercess\u00e3o destas irm\u00e3s e destes irm\u00e3os, que j\u00e1 est\u00e3o vivendo a plena comunh\u00e3o dos santos (cf. LG 50), e especialmente \u00e0quela que \u00e9 a primeira em suas fileiras (cf. LG 63), Maria, M\u00e3e da Igreja, confiamos o trabalho da Assembleia e a continua\u00e7\u00e3o de nosso compromisso com uma Igreja sinodal. Pedimos que a Assembleia seja um momento de efus\u00e3o do Esp\u00edrito, mas, mais ainda, que\u00a0<b>a gra\u00e7a nos acompanhe quando chegar o momento de colocar seus frutos em a\u00e7\u00e3o na vida cotidiana das comunidades crist\u00e3s em todo o mundo<\/b>.<\/p>\n<p><b>Um instrumento de trabalho para a segunda fase do processo sinodal<\/b><\/p>\n<p>9. As novidades que marcam o S\u00ednodo 2021-2024 s\u00e3o inevitavelmente refletidas no significado e na din\u00e2mica da Assembleia Sinodal e, portanto, na estrutura do\u00a0<i>Instrumentum Laboris<\/i>\u00a0(IL) que est\u00e1 ao servi\u00e7o da sua realiza\u00e7\u00e3o. Em particular, a longa fase preparat\u00f3ria j\u00e1 levou \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de uma multiplicidade de documentos: DP, s\u00ednteses das Igrejas locais, DEC e Documentos finais das Assembleias continentais. Dessa forma, foi estabelecido um circuito de comunica\u00e7\u00e3o entre as Igrejas locais e entre estas e a Secretaria Geral do S\u00ednodo. O atual IL n\u00e3o anula os documentos anteriores nem absorve toda a sua riqueza, mas est\u00e1 enraizado neles e se refere continuamente a eles: na prepara\u00e7\u00e3o para a Assembleia,\u00a0<b>pede-se aos Membros do S\u00ednodo que tenham em mente os documentos anteriores, em particular o DEC e os Documentos finais das Assembleias dontinentais, bem como o relat\u00f3rio do S\u00ednodo digital, e que os utilizem como ferramentas para seu pr\u00f3prio discernimento.<\/b>\u00a0Em particular, os Documentos finais das Assembleias continentais s\u00e3o particularmente valiosos por manterem a realidade concreta dos diferentes contextos e os desafios colocados por cada um deles: o trabalho comum da Assembleia sinodal n\u00e3o pode prescindir deles. Os muitos recursos reunidos na se\u00e7\u00e3o dedicada do site do S\u00ednodo 2021-2024, www.synod.va, tamb\u00e9m podem ser \u00fateis, em particular a Const. Ap.\u00a0<i>Episcopalis communio<\/i>\u00a0e os dois documentos da Comiss\u00e3o Teol\u00f3gica Internacional,\u00a0<i>Sinodalidade na vida e miss\u00e3o da Igreja<\/i>\u00a0(2018) e\u00a0<i>O sensus fidei na vida da Igreja<\/i>\u00a0(2014).<\/p>\n<p>10. Dada a abund\u00e2ncia de material j\u00e1 dispon\u00edvel, o IL foi concebido como um aux\u00edlio pr\u00e1tico para a condu\u00e7\u00e3o da Assembleia Sinodal em outubro de 2023 e, portanto, para a sua prepara\u00e7\u00e3o. Ainda mais v\u00e1lido para o IL \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o dada ao DEC: \u00abn\u00e3o \u00e9 um documento do Magist\u00e9rio da Igreja, nem o relat\u00f3rio de um inqu\u00e9rito sociol\u00f3gico; n\u00e3o oferece a formula\u00e7\u00e3o de indica\u00e7\u00f5es operativas, de metas e objetivos, nem a completa elabora\u00e7\u00e3o de uma vis\u00e3o teol\u00f3gica\u00bb (n. 8). Isso \u00e9 inevit\u00e1vel, uma vez que o IL faz parte de um processo inacabado. No entanto, o IL d\u00e1 um passo al\u00e9m do DEC, baseando-se nas percep\u00e7\u00f5es da primeira fase e agora no trabalho dos Assembleias continentais,\u00a0<b>articulando algumas das prioridades que surgiram ao ouvir o Povo de Deus<\/b>, mas evita apresent\u00e1-las como afirma\u00e7\u00f5es ou posi\u00e7\u00f5es. Em vez disso,\u00a0<b>ele as expressa como perguntas dirigidas \u00e0 Assembleia sinodal<\/b>. Este \u00f3rg\u00e3o ter\u00e1 a tarefa de discernir os passos concretos que possibilitam o crescimento cont\u00ednuo de uma Igreja sinodal, passos que depois submeter\u00e1 ao Santo Padre. S\u00f3 ent\u00e3o se completar\u00e1 essa din\u00e2mica particular de escuta, na qual \u00abcada um tem algo a aprender. Povo fiel, Col\u00e9gio episcopal, Bispo de Roma: cada um \u00e0 escuta dos outros; e todos \u00e0 escuta do Esp\u00edrito Santo, o \u201cEsp\u00edrito da verdade\u201d (Jo 14, 17), para conhecer aquilo que Ele \u201cdiz \u00e0s Igrejas\u201d (Ap 2, 7)\u00bb<sup>[2]<\/sup>. Assim sendo, o objetivo do IL n\u00e3o \u00e9 ser um primeiro esbo\u00e7o do Documento Final da Assembleia Sinodal, apenas para ser corrigido ou emendado. Em vez disso, delineia uma compreens\u00e3o inicial da dimens\u00e3o sinodal da Igreja, com base na qual um discernimento posterior pode ser feito. Os Membros da Assembleia Sinodal s\u00e3o os principais destinat\u00e1rios do IL, que tamb\u00e9m \u00e9 tornado p\u00fablico n\u00e3o apenas por motivos de transpar\u00eancia, mas como uma contribui\u00e7\u00e3o para a implementa\u00e7\u00e3o de iniciativas eclesiais. Em particular, pode incentivar a participa\u00e7\u00e3o na din\u00e2mica sinodal ao n\u00edvel local e regional, enquanto se aguarda o resultado da Assembleia de outubro. Isso fornecer\u00e1 mais material sobre o qual as Igrejas locais ser\u00e3o chamadas a orar, refletir, agir e dar a sua pr\u00f3pria contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>11. As perguntas que o IL apresenta s\u00e3o uma express\u00e3o da riqueza do processo do qual foram extra\u00eddas: elas trazem a marca dos nomes e rostos particulares daqueles que participaram e testemunham a experi\u00eancia de f\u00e9 do Povo de Deus, revelando assim a realidade de uma experi\u00eancia transcendente. Desse ponto de vista, indicam um horizonte em dire\u00e7\u00e3o ao qual somos convidados a viajar com confian\u00e7a, aprofundando a pr\u00e1tica sinodal da Igreja.\u00a0<b>A primeira fase nos permite compreender a import\u00e2ncia de tomar a igreja local como um ponto de refer\u00eancia privilegiado<sup>[3]<\/sup>, como o lugar teol\u00f3gico onde os Batizados experimentam, em termos pr\u00e1ticos, o caminhar juntos.<\/b>\u00a0Entretanto, isso n\u00e3o nos leva a um fechamento. Nenhuma igreja local pode viver fora dos relacionamentos que a unem a todas as outras, incluindo o relacionamento particular com a Igreja de Roma, \u00e0 qual foi confiado o servi\u00e7o da unidade por meio do minist\u00e9rio de seu Pastor, que convocou toda a Igreja em S\u00ednodo.<\/p>\n<p>12. Esse foco nas igrejas locais exige que se tenha em conta a variedade e diversidade de culturas, idiomas e modos de express\u00e3o. Em particular, as mesmas palavras \u2013 pensemos, por exemplo, em autoridade e lideran\u00e7a \u2013 podem ter resson\u00e2ncias e conota\u00e7\u00f5es muito diferentes em diferentes \u00e1reas lingu\u00edsticas e culturais, especialmente quando, em alguns contextos, um termo est\u00e1 associado a precisas abordagens te\u00f3ricas ou ideol\u00f3gicas. O IL se esfor\u00e7a por evitar a linguagem que fomente a divis\u00e3o, na esperan\u00e7a de promover um melhor entendimento entre os membros da Assembleia sinodal que v\u00eam de diferentes regi\u00f5es ou tradi\u00e7\u00f5es. A vis\u00e3o do Vaticano II \u00e9 o ponto de refer\u00eancia partilhado, a partir da catolicidade do Povo de Deus, em virtude da qual \u00abcada uma das partes traz \u00e0s outras e a toda a Igreja os seus dons particulares, de maneira que o todo e cada uma das partes aumentem pela comunica\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre todos e pela aspira\u00e7\u00e3o comum \u00e0 plenitude na unidade, [&#8230;] sem detrimento do primado da c\u00e1tedra de Pedro, que preside \u00e0 universal assembleia da caridade, protege as leg\u00edtimas diversidades e vigia para que as particularidades ajudem a unidade e de forma alguma a prejudiquem\u00bb (LG 13). Essa catolicidade se realiza na rela\u00e7\u00e3o de m\u00fatua interioridade entre a Igreja universal e as Igrejas locais, nas quais e a partir das quais \u00abexiste a Igreja cat\u00f3lica, una e \u00fanica\u00bb (LG 23). O processo sinodal, que na primeira fase se desenrolou nas Igrejas locais, est\u00e1 agora na sua segunda fase, com a realiza\u00e7\u00e3o das duas sess\u00f5es da XVI Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos.<\/p>\n<p><b>A estrutura do texto<\/b><\/p>\n<p>13. Este IL est\u00e1 dividido em duas se\u00e7\u00f5es, que correspondem \u00e0 articula\u00e7\u00e3o das tarefas das Assembleias continentais (e, portanto, aos conte\u00fados dos relativos Documentos finais): em primeiro lugar, proceder a uma releitura do caminho percorrido durante a primeira fase, a fim de identificar o que a Igreja de cada continente aprendeu com a experi\u00eancia sobre a maneira de viver a dimens\u00e3o sinodal ao servi\u00e7o da miss\u00e3o; em seguida, discernir as resson\u00e2ncias produzidas nas Igrejas locais do continente pela compara\u00e7\u00e3o com o DEC, a fim de identificar as prioridades sobre as quais continuar o discernimento durante a Assembleia Sinodal.<\/p>\n<p>14.\u00a0<b>A Se\u00e7\u00e3o A do IL<\/b>, intitulada \u00abPara uma Igreja sinodal\u00bb, procura reunir os frutos do caminho percorrido at\u00e9 agora. Em primeiro lugar,\u00a0<b>delineia uma s\u00e9rie de caracter\u00edsticas fundamentais ou marcas distintivas de uma Igreja sinodal. Em seguida, articula a consci\u00eancia de que uma Igreja sinodal tamb\u00e9m \u00e9 marcada por uma maneira particular de proceder.<\/b>\u00a0De acordo com o resultado da primeira fase, o di\u00e1logo no Esp\u00edrito \u00e9 essa maneira de proceder. Sobre os frutos desta releitura a Assembleia ser\u00e1 convidada a reagir com o objetivo de os esclarecer e precisar.\u00a0<b>A Se\u00e7\u00e3o B deste IL<\/b>, intitulada \u00abComunh\u00e3o, miss\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o\u00bb<sup>[4]<\/sup>,\u00a0<b>articula, na forma de tr\u00eas perguntas, as prioridades que emergem do trabalho de todos os continentes<\/b>, apresentando-as ao discernimento da Assembleia. A fim de auxiliar o processo de trabalho da Assembleia sinodal, especialmente os trabalhos em grupo (<i>Circuli Minores<\/i>), s\u00e3o propostas cinco folhas de trabalho para cada uma das tr\u00eas prioridades, permitindo que sejam abordadas a partir de diferentes perspectivas.<\/p>\n<p>15. As tr\u00eas prioridades da se\u00e7\u00e3o B, desenvolvidas por meio das respectivas Fichas de trabalho, abrangem t\u00f3picos amplos de grande relev\u00e2ncia. Muitos poderiam ser objeto de todo um S\u00ednodo, e alguns j\u00e1 o foram. Em v\u00e1rios casos, as interven\u00e7\u00f5es do Magist\u00e9rio tamb\u00e9m s\u00e3o numerosas e bem definidas. Durante a Assembleia, elas n\u00e3o podem ser tratadas extensivamente nem, acima de tudo, devem ser consideradas independentemente umas das outras. Em vez disso, elas devem ser abordadas a partir da sua rela\u00e7\u00e3o com o real tema dos trabalhos, ou seja, a Igreja sinodal. Por exemplo, as refer\u00eancias \u00e0 urg\u00eancia de dedicar aten\u00e7\u00e3o adequada \u00e0s fam\u00edlias e aos jovens n\u00e3o t\u00eam o objetivo de estimular um novo tratamento do minist\u00e9rio da fam\u00edlia ou dos jovens. O seu objetivo \u00e9 ajudar a focar como a implementa\u00e7\u00e3o das conclus\u00f5es das Assembleias sinodais de 2015 e 2018 e as orienta\u00e7\u00f5es das Exorta\u00e7\u00f5es Apost\u00f3licas P\u00f3s-sinodais subsequentes,\u00a0<i>Amoris<\/i>\u00a0<i>laetitia<\/i>\u00a0e\u00a0<i>Christus<\/i>\u00a0<i>vivit<\/i>, representa uma oportunidade de caminharmos juntos como uma Igreja capaz de acolher e acompanhar, aceitando as mudan\u00e7as necess\u00e1rias nas regras, estruturas e procedimentos. O mesmo se aplica a muitas outras quest\u00f5es que emergem nas Fichas de trabalho.<\/p>\n<p>16. O compromisso solicitado \u00e0 Assembleia e a seus Membros ser\u00e1 o de\u00a0<b>manter um equil\u00edbrio din\u00e2mico entre manter uma vis\u00e3o geral<\/b>, que caracteriza a se\u00e7\u00e3o A,\u00a0<b>e a identifica\u00e7\u00e3o de medidas pr\u00e1ticas a serem tomadas<\/b>\u00a0de forma concreta e oportuna, que \u00e9 o foco da se\u00e7\u00e3o B deste texto. Disso depender\u00e1 a fecundidade do discernimento da Assembleia sinodal, cuja tarefa ser\u00e1 abrir toda a Igreja para acolher a voz do Esp\u00edrito Santo. Uma inspira\u00e7\u00e3o para esse trabalho pode vir da reflex\u00e3o sobre a articula\u00e7\u00e3o da Const. Past.\u00a0<i>Gaudium et Spes<\/i>, que \u00abconsiste em duas partes\u00bb, diferentes em car\u00e1ter e foco, mas que se tornam \u00abum todo unificado\u00bb (GS, nota de rodap\u00e9 1).<\/p>\n<p><b>A. Para uma Igreja Sinodal<\/b><\/p>\n<p><b>Uma experi\u00eancia integral<\/b><\/p>\n<p>\u00abH\u00e1 diversidade de carismas, mas o Esp\u00edrito \u00e9 o mesmo; h\u00e1 diversidade de servi\u00e7os, mas o Senhor \u00e9 o mesmo; h\u00e1 diversidade de atividades, mas \u00e9 o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um \u00e9 dada a manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito para o bem comum\u00bb (1Cor 12,4-7).<\/p>\n<p>17. Um tra\u00e7o comum que une as descri\u00e7\u00f5es das etapas da primeira fase: \u00e9 a surpresa expressa pelos participantes que se encontraram perante algo inesperado que superou as suas expectativas. Para quem participa,\u00a0<b>o processo sinodal oferece uma oportunidade de encontro na f\u00e9 que faz crescer o v\u00ednculo com o Senhor, a fraternidade entre as pessoas e o amor pela Igreja,\u00a0<\/b>n\u00e3o apenas ao n\u00edvel individual, mas envolvendo e dinamizando toda a comunidade. A experi\u00eancia \u00e9 a de um horizonte de esperan\u00e7a que se abre para a Igreja, um sinal claro da presen\u00e7a e da a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito que a guia atrav\u00e9s da hist\u00f3ria no seu caminho rumo ao Reino (cf. LG 5): \u00ab<b>O protagonista do S\u00ednodo \u00e9 o Esp\u00edrito Santo<\/b>\u00bb<sup>[5]<\/sup>. Desta forma, quanto mais intensamente foi aceite o convite para caminhar juntos, mais o S\u00ednodo se tornou um caminho no qual o Povo de Deus prossegue com entusiasmo, mas sem ingenuidade. De fato, os problemas, as resist\u00eancias, as dificuldades e as tens\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o escondidos ou dissimulados, mas identificados e nomeados gra\u00e7as a um contexto de di\u00e1logo aut\u00eantico que permite falar e ouvir com liberdade e sinceridade. Quest\u00f5es que muitas vezes s\u00e3o colocadas de maneira adversa, ou para as quais a vida da Igreja hoje carece de um lugar de aceita\u00e7\u00e3o e discernimento, podem ser abordadas de maneira evang\u00e9lica dentro do processo sinodal.<\/p>\n<p>18. Um termo t\u00e3o abstrato ou te\u00f3rico como sinodalidade come\u00e7ou assim a encarnar-se numa experi\u00eancia concreta. A partir da escuta do Povo de Deus, surge uma apropria\u00e7\u00e3o e uma compreens\u00e3o progressivas da sinodalidade \u201ca partir de dentro\u201d, que n\u00e3o deriva da enuncia\u00e7\u00e3o de um princ\u00edpio, de uma teoria ou de uma f\u00f3rmula, mas se desenvolve a partir de uma disposi\u00e7\u00e3o para entrar numa din\u00e2mica de palavra construtiva, respeitosa e orante, de escuta e di\u00e1logo. Na raiz desse processo est\u00e1 a aceita\u00e7\u00e3o, tanto pessoal como comunit\u00e1ria, de algo que \u00e9 tanto um dom quanto um desafio: ser uma Igreja de irm\u00e3s e irm\u00e3os em Cristo que se escutam mutuamente e que, ao faz\u00ea-lo, s\u00e3o gradualmente transformados pelo Esp\u00edrito.<\/p>\n<p><b>A 1. Os sinais caracter\u00edsticos de uma Igreja sinodal<\/b><\/p>\n<p>19. Dentro desta compreens\u00e3o integral, surge a consci\u00eancia de certas caracter\u00edsticas ou sinais distintivos de uma Igreja sinodal. Estas s\u00e3o convic\u00e7\u00f5es partilhadas sobre as quais nos devemos debru\u00e7ar e refletir juntos ao empreendermos um caminho que continuar\u00e1 a clarific\u00e1-las e a precis\u00e1-las, a partir do trabalho da Assembleia sinodal.<\/p>\n<p>20. \u00c9 isso que emerge com grande for\u00e7a de todos os continentes: a consci\u00eancia de que\u00a0<b>uma Igreja sinodal se funda no reconhecimento da dignidade comum derivada do Batismo, que torna todos os que o recebem filhos e filhas de Deus, membros da fam\u00edlia de Deus e, portanto, irm\u00e3os e irm\u00e3s em Cristo, habitados pelo \u00fanico Esp\u00edrito e enviados para cumprir uma miss\u00e3o comum.<\/b>\u00a0Na linguagem de Paulo, \u00abtodos n\u00f3s \u2013 judeus e gregos, escravos e homens livres \u2013 fomos batizados num s\u00f3 Esp\u00edrito, para sermos um s\u00f3 corpo e a todos nos foi dado a beber um s\u00f3 Esp\u00edrito\u00bb (1Cor 12,13). Assim, o Batismo cria uma verdadeira corresponsabilidade entre todos os membros da Igreja, que se manifesta na participa\u00e7\u00e3o de todos, com os carismas de cada um, na miss\u00e3o da Igreja e na edifica\u00e7\u00e3o da comunidade eclesial.\u00a0<b>Uma Igreja sinodal n\u00e3o pode ser entendida sen\u00e3o no horizonte da comunh\u00e3o, que \u00e9 sempre tamb\u00e9m uma miss\u00e3o<\/b>\u00a0de proclamar e encarnar o Evangelho em todas as dimens\u00f5es da exist\u00eancia humana. A comunh\u00e3o e a miss\u00e3o se nutrem da participa\u00e7\u00e3o comum na Eucaristia, que faz da Igreja um corpo \u00abajustado e unido\u00bb (Ef 4,16) em Cristo, capaz de caminhar em conjunto rumo ao Reino.<\/p>\n<p>21. Enraizado nessa consci\u00eancia est\u00e1 o desejo de\u00a0<b>uma Igreja que tamb\u00e9m seja cada vez mais sinodal em suas institui\u00e7\u00f5es, estruturas e procedimentos,<\/b>\u00a0de modo a constituir um espa\u00e7o no qual a dignidade batismal comum e a corresponsabilidade pela miss\u00e3o n\u00e3o sejam apenas afirmadas, mas exercidas e praticadas. Nesse espa\u00e7o, o exerc\u00edcio da autoridade na Igreja \u00e9 apreciado como um dom, com o desejo de que seja cada vez mais configurado como \u00abum verdadeiro servi\u00e7o, significativamente chamado \u201cdiaconia\u201d ou minist\u00e9rio na Sagrada Escritura\u00bb (LG 24), seguindo o modelo de Jesus, que se abaixou para lavar os p\u00e9s de seus disc\u00edpulos (cf. Jo 13,1-11).<\/p>\n<p>22.\u00a0<b>\u00abUma Igreja sinodal \u00e9 uma Igreja que escuta\u00bb<\/b>\u00a0<sup>[6]<\/sup>: esta consci\u00eancia \u00e9 fruto da experi\u00eancia do caminho sinodal, que \u00e9 uma escuta do Esp\u00edrito por meio da escuta da Palavra, da escuta dos acontecimentos da hist\u00f3ria e da escuta m\u00fatua como indiv\u00edduos e entre as comunidades eclesiais, desde o n\u00edvel local at\u00e9 os n\u00edveis continental e universal. Para muitos, a grande surpresa foi a experi\u00eancia de serem ouvidos pela comunidade, em alguns casos pela primeira vez, recebendo assim o reconhecimento de seu valor humano \u00fanico, que testemunha o amor do Pai por cada um de seus filhos e filhas. A experi\u00eancia de ouvir e ser ouvido desta forma n\u00e3o serve apenas a uma fun\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, mas tamb\u00e9m tem uma profundidade teol\u00f3gica e eclesial, pois segue o exemplo de como Jesus ouviu as pessoas que encontrou. Este estilo de ouvir precisa marcar e transformar todos os relacionamentos que a comunidade crist\u00e3 estabelece entre seus membros, bem como com outras comunidades religiosas e com a sociedade como um todo, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0queles cuja voz \u00e9 mais frequentemente ignorada.<\/p>\n<p>23. Como Igreja comprometida em ouvir,\u00a0<b>uma Igreja sinodal deseja ser humilde e sabe que deve pedir perd\u00e3o e que tem muito a aprender.<\/b>\u00a0Alguns relat\u00f3rios observaram que o caminho sinodal \u00e9 necessariamente penitencial, reconhecendo que nem sempre vivemos a dimens\u00e3o sinodal constitutiva da comunidade eclesial. O rosto da Igreja hoje traz os sinais de graves crises de confian\u00e7a e de credibilidade. Em muitos contextos, crises relacionadas com abusos sexuais e abusos de poder, dinheiro e consci\u00eancia levaram a Igreja a um exigente exame de consci\u00eancia para que, \u00absob a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, n\u00e3o cesse de se renovar\u00bb (LG 9), num caminho de arrependimento e convers\u00e3o que abre percursos de reconcilia\u00e7\u00e3o, cura e justi\u00e7a.<\/p>\n<p>24.\u00a0<b>Uma Igreja sinodal \u00e9 uma Igreja do encontro e do di\u00e1logo.<\/b>\u00a0No caminho que percorremos, esse aspecto da sinodalidade emerge com for\u00e7a especial em rela\u00e7\u00e3o a outras Igrejas e Comunidades eclesiais, \u00e0s quais estamos unidos pelo v\u00ednculo de um s\u00f3 Batismo. O Esp\u00edrito, que \u00e9 \u00abo princ\u00edpio da unidade da Igreja\u00bb (UR 2), est\u00e1 atuando nessas Igrejas e Comunidades eclesiais e nos convida a trilhar caminhos de conhecimento m\u00fatuo, de partilha e constru\u00e7\u00e3o de uma vida comum. A n\u00edvel local, emerge com for\u00e7a a import\u00e2ncia do que j\u00e1 est\u00e1 sendo feito em conjunto com membros de outras Igrejas e Comunidades eclesiais, especialmente como um testemunho comum em contextos socioculturais que s\u00e3o hostis at\u00e9 o ponto da persegui\u00e7\u00e3o &#8211; este \u00e9 o ecumenismo do mart\u00edrio &#8211; e perante a emerg\u00eancia ecol\u00f3gica. Em todos os lugares, em sintonia com o Magist\u00e9rio do Conc\u00edlio Vaticano II, emerge o profundo desejo de aprofundar o caminho ecum\u00eanico: uma Igreja autenticamente sinodal n\u00e3o pode deixar de envolver todos aqueles que partilham o \u00fanico Batismo.<\/p>\n<p>25.\u00a0<b>Uma Igreja sinodal<\/b>\u00a0\u00e9 chamada a praticar a cultura do encontro e do di\u00e1logo com os fi\u00e9is de outras religi\u00f5es e com as culturas e sociedades nas quais est\u00e1 inserida, mas, acima de tudo, entre as muitas diferen\u00e7as que atravessam a pr\u00f3pria Igreja. Esta Igreja\u00a0<b>n\u00e3o tem medo da variedade que comporta, mas a valoriza sem for\u00e7\u00e1-la \u00e0 uniformidade.<\/b>\u00a0O processo sinodal tem sido uma oportunidade de come\u00e7ar a aprender o que significa viver a unidade na diversidade, um ponto fundamental a ser explorado, confiando que o caminho se tornar\u00e1 mais claro \u00e0 medida que avan\u00e7armos. Portanto,\u00a0<b>uma Igreja sinodal promove a passagem do \u201ceu\u201d para o \u201cn\u00f3s\u201d.<\/b>\u00a0\u00c9 um espa\u00e7o no qual ressoa uma chamada para sermos membros de um corpo que valoriza a diversidade, mas que \u00e9 unificado pelo Esp\u00edrito. \u00c9 o Esp\u00edrito que nos impele a ouvir o Senhor e a responder-lhe como um povo ao servi\u00e7o da miss\u00e3o \u00fanica de proclamar a todas as na\u00e7\u00f5es a salva\u00e7\u00e3o oferecida por Deus em Cristo Jesus. Isso acontece numa grande diversidade de contextos: ningu\u00e9m \u00e9 solicitado a deixar o seu pr\u00f3prio contexto, mas sim a entend\u00ea-lo e a entrar nele mais profundamente. Regressando a esta vis\u00e3o ap\u00f3s a experi\u00eancia da primeira fase, a sinodalidade aparece, antes de tudo, como um dinamismo que anima comunidades locais concretas. Passando para o n\u00edvel mais universal, este impulso abrange todas as dimens\u00f5es e realidades da Igreja, num movimento de catolicidade aut\u00eantica.<\/p>\n<p>26. Vivida numa diversidade de contextos e culturas, a sinodalidade prova ser uma dimens\u00e3o constitutiva da Igreja desde a sua origem, mesmo que ainda esteja em processo de realiza\u00e7\u00e3o. De fato, ela pressiona para ser implementada cada vez mais plenamente, expressando uma chamada radical \u00e0 convers\u00e3o, \u00e0 mudan\u00e7a, \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e \u00e0 a\u00e7\u00e3o que \u00e9 para todos. Neste sentido,\u00a0<b>uma Igreja sinodal \u00e9 aberta, acolhedora e abra\u00e7a a todos.\u00a0<\/b>N\u00e3o h\u00e1 fronteira que este movimento do Esp\u00edrito n\u00e3o sinta dever ultrapassar, para atrair todos ao seu dinamismo. A natureza radical do cristianismo n\u00e3o \u00e9 prerrogativa de algumas voca\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, mas a chamada para construir uma comunidade que viva e d\u00ea testemunho de uma maneira diferente de entender o relacionamento entre as filhas e os filhos de Deus, uma maneira que incarne a verdade do amor, que se baseie no dom e na gratuidade. A chamada radical \u00e9, portanto, para construirmos juntos, sinodalmente, uma Igreja atraente e concreta: uma Igreja em sa\u00edda, na qual todos se sintam bem-vindos.<\/p>\n<p>27. Ao mesmo tempo,\u00a0<b>uma Igreja sinodal confronta, honesta e destemidamente, o chamado para uma compreens\u00e3o mais profunda da rela\u00e7\u00e3o entre o amor e a verdade<\/b>, de acordo com o convite de S\u00e3o Paulo: \u00abtestemunhando a verdade no amor, em tudo cres\u00e7amos para Cristo, que \u00e9 a cabe\u00e7a. \u00c9 por Ele que o corpo inteiro, bem ajustado e unido por meio de toda a esp\u00e9cie de articula\u00e7\u00f5es que o sustentam, realiza o seu crescimento, de acordo com a atividade pr\u00f3pria de cada membro, a fim de se edificar a si pr\u00f3prio no amor\u00bb (Ef 4,15-16). Para incluir autenticamente todos, \u00e9 necess\u00e1rio entrar no mist\u00e9rio de Cristo, permitindo ser formado e transformado pela maneira como ele viveu a rela\u00e7\u00e3o entre amor e verdade.<\/p>\n<p>28.\u00a0<b>Caracter\u00edstica de uma Igreja sinodal \u00e9 a capacidade de administrar as tens\u00f5es sem ser esmagada por elas<\/b>, experimentando-as como um impulso para aprofundar o modo como a comunh\u00e3o, a miss\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o s\u00e3o vividas e compreendidas. A sinodalidade \u00e9 um caminho privilegiado de convers\u00e3o, porque reconstitui a Igreja na unidade: cura suas feridas e reconcilia a sua mem\u00f3ria, acolhe as diferen\u00e7as que comporta e a redime das divis\u00f5es que se inflamam, permitindo-lhe assim encarnar mais plenamente sua voca\u00e7\u00e3o de ser \u00abem Cristo,\u00a0<sup>[..]<\/sup>\u00a0como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da \u00edntima uni\u00e3o com Deus e da unidade de todo o g\u00e9nero humano\u00bb (LG 1). A escuta aut\u00eantica e a capacidade de encontrar maneiras de continuar caminhando juntos para al\u00e9m da fragmenta\u00e7\u00e3o e da polariza\u00e7\u00e3o s\u00e3o indispens\u00e1veis para que a Igreja permane\u00e7a viva e vital e seja um sinal poderoso para as culturas de nosso tempo.<\/p>\n<p>29.\u00a0<b>Tentar caminhar juntos tamb\u00e9m nos coloca em contato com a saud\u00e1vel inquieta\u00e7\u00e3o da incompletude<\/b>, com a consci\u00eancia de que ainda h\u00e1 muitas coisas cujo peso n\u00e3o somos capazes de carregar (cf. Jo 16,12). Isso n\u00e3o \u00e9 um problema a ser resolvido, mas sim um dom a ser cultivado. Estamos diante do inesgot\u00e1vel e santo mist\u00e9rio de Deus e devemos permanecer abertos \u00e0s suas surpresas enquanto caminhamos pela hist\u00f3ria em dire\u00e7\u00e3o ao Reino (cf. LG 8). Isto tamb\u00e9m se aplica \u00e0s quest\u00f5es que o processo sinodal trouxe \u00e0 tona. Como primeiro passo, elas exigem escuta e aten\u00e7\u00e3o, sem pressa de oferecer solu\u00e7\u00f5es imediatas.<\/p>\n<p>30. Carregar o peso destas quest\u00f5es n\u00e3o deve ser o fardo pessoal daqueles que ocupam certos pap\u00e9is, com o risco de serem esmagados por elas, mas uma tarefa para toda a comunidade, cuja vida relacional e sacramental \u00e9 frequentemente a resposta imediata mais eficaz.\u00a0<b>\u00c9 por isso que uma Igreja sinodal se nutre incessantemente na fonte do mist\u00e9rio que celebra na liturgia<\/b>, \u00aba meta para a qual se encaminha a a\u00e7\u00e3o da Igreja e a fonte de onde dimana toda a sua for\u00e7a\u00bb (SC 10), e em particular na Eucaristia.<\/p>\n<p>31. Uma vez que a ansiedade do limite \u00e9 superada, a inevit\u00e1vel incompletude de uma Igreja sinodal e a prontid\u00e3o de seus membros para abra\u00e7ar as suas vulnerabilidades se tornam o espa\u00e7o para a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, que nos convida a reconhecer os sinais de sua presen\u00e7a. \u00c9 por isso que\u00a0<b>uma Igreja sinodal \u00e9 tamb\u00e9m uma Igreja do discernimento<\/b>, na riqueza de significados que esse termo assume dentro das diferentes tradi\u00e7\u00f5es espirituais. A primeira fase permitiu que o Povo de Deus come\u00e7asse a experimentar o discernimento por meio da pr\u00e1tica do di\u00e1logo no Esp\u00edrito. Ao ouvir atentamente a experi\u00eancia vivida por cada um de n\u00f3s, crescemos em respeito m\u00fatuo e come\u00e7amos a discernir os movimentos do Esp\u00edrito de Deus na vida dos outros e na nossa pr\u00f3pria vida. Dessa forma, come\u00e7amos a prestar mais aten\u00e7\u00e3o \u00abao que o Esp\u00edrito diz \u00e0s Igrejas\u00bb (Ap 2,7), no compromisso e na esperan\u00e7a de nos tornarmos uma Igreja cada vez mais capaz de tomar decis\u00f5es prof\u00e9ticas que sejam fruto da orienta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p><b>A 2. Um caminho de proceder para a Igreja sinodal: o di\u00e1logo no Esp\u00edrito<\/b><\/p>\n<p>32. Em todos os continentes, houve o reconhecimento da fecundidade do m\u00e9todo aqui chamado de \u201cdi\u00e1logo no Esp\u00edrito\u201d, adotado durante a primeira fase e referido em alguns documentos como \u201cconversa\u00e7\u00e3o espiritual\u201d ou \u201cm\u00e9todo sinodal\u201d (cf. figura na p\u00e1g. 16).<\/p>\n<p>33. Em seu sentido etimol\u00f3gico, o termo \u201cdi\u00e1logo\u201d n\u00e3o indica uma troca gen\u00e9rica de ideias, mas uma din\u00e2mica na qual a palavra pronunciada e ouvida gera familiaridade, permitindo que os participantes se aproximem uns dos outros. A especifica\u00e7\u00e3o \u201cno Esp\u00edrito\u201d identifica o aut\u00eantico protagonista: o desejo dos que conversam tende a ouvir a Sua voz e, na ora\u00e7\u00e3o, eles se abrem \u00e0 a\u00e7\u00e3o livre d\u2019Aquele que, como o vento, sopra onde quer (cf. Jo 3,8). Gradualmente, o di\u00e1logo entre irm\u00e3os e irm\u00e3s na f\u00e9 abre espa\u00e7o para o consenso, ou seja, para a concord\u00e2ncia conjunta com a voz do Esp\u00edrito. N\u00e3o se trata de um di\u00e1logo no Esp\u00edrito se n\u00e3o houver um passo adiante numa dire\u00e7\u00e3o precisa, muitas vezes inesperada, que aponte para uma a\u00e7\u00e3o concreta.<\/p>\n<p>34. Nas igrejas locais que a praticaram durante a primeira fase,\u00a0<b>o di\u00e1logo no Esp\u00edrito foi \u201cdescoberto\u201d como proporcionando a atmosfera que torna poss\u00edvel o partilhar das experi\u00eancias de vida e o espa\u00e7o para o discernimento numa Igreja sinodal<\/b>. Nos Documentos finais das Assembleias continentais, \u00e9 descrito como um momento pentecostal, como uma oportunidade de experimentar ser Igreja e passar da escuta de nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s em Cristo para a escuta do Esp\u00edrito, que \u00e9 o aut\u00eantico protagonista, e ser enviado em miss\u00e3o por Ele. Ao mesmo tempo, por meio desse m\u00e9todo, a gra\u00e7a da Palavra e da Eucaristia se torna uma realidade sentida, atualizada e transformadora, que atesta e realiza a iniciativa pela qual o Senhor Jesus se faz presente e ativo na Igreja. Cristo nos envia em miss\u00e3o e nos re\u00fane \u00e0 volta de si para dar gra\u00e7as e gl\u00f3ria ao Pai no Esp\u00edrito Santo. Por isso, de todos os continentes vem o pedido de que esse m\u00e9todo possa animar e informar cada vez mais a vida cotidiana das Igrejas.<\/p>\n<p>35. O di\u00e1logo no Esp\u00edrito faz parte de uma longa tradi\u00e7\u00e3o de discernimento eclesial, que produziu uma pluralidade de m\u00e9todos e abordagens. Seu preciso valor mission\u00e1rio deve ser enfatizado. Essa pr\u00e1tica espiritual nos permite passar do \u201ceu\u201d para o \u201cn\u00f3s\u201d: ela n\u00e3o perde de vista ou apaga a dimens\u00e3o pessoal do \u201ceu\u201d, mas a reconhece e a insere na dimens\u00e3o comunit\u00e1ria. Dessa forma, permitir que os participantes falem e ou\u00e7am torna-se uma express\u00e3o de liturgia e ora\u00e7\u00e3o, na qual o Senhor se faz presente e nos atrai para formas cada vez mais aut\u00eanticas de comunh\u00e3o e discernimento.<\/p>\n<p>36. No Novo Testamento, h\u00e1 in\u00fameros exemplos desse modo de conversar.\u00a0<b>Um exemplo paradigm\u00e1tico \u00e9 o relato do encontro do Senhor ressuscitado com os dois disc\u00edpulos de Ema\u00fas<\/b>\u00a0(cf. Lc 24,13-35 e a explica\u00e7\u00e3o dada em CV 237). Como demonstra a sua experi\u00eancia, o di\u00e1logo no Esp\u00edrito constr\u00f3i a comunh\u00e3o e traz dinamismo mission\u00e1rio: os dois, de fato, regressam \u00e0 comunidade que tinham deixado para partilhar a proclama\u00e7\u00e3o pascal de que o Senhor ressuscitou.<\/p>\n<p>37. Na sua realidade concreta,\u00a0<b>o di\u00e1logo no Esp\u00edrito pode ser descrito como uma ora\u00e7\u00e3o partilhada em vista do discernimento comunit\u00e1rio<\/b>, para o qual os participantes se preparam por meio de reflex\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o pessoal. Oferecem uns aos outros o dom de uma palavra meditada, alimentada pela ora\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o uma opini\u00e3o improvisada na hora.\u00a0<b>A din\u00e2mica entre os participantes articula tr\u00eas etapas fundamentais. A primeira \u00e9 dedicada a cada pessoa que toma a palavra<\/b>, partindo de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia relida em ora\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo de prepara\u00e7\u00e3o. Os outros ouvem, sabendo que cada um tem uma contribui\u00e7\u00e3o valiosa a oferecer e se abst\u00eam de debates ou discuss\u00f5es.<\/p>\n<p>38. O sil\u00eancio e a ora\u00e7\u00e3o ajudam a preparar a pr\u00f3xima etapa, na qual cada pessoa \u00e9 convidada a abrir dentro de si um espa\u00e7o para os outros e para o Outro. Mais uma vez, cada pessoa toma a palavra: n\u00e3o para reagir ou se opor ao que ouviu, reafirmando sua pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o, mas para expressar o que, a partir de sua escuta, a tocou mais profundamente e o que a desafiou mais fortemente.\u00a0<b>Os tra\u00e7os interiores que resultam da escuta das irm\u00e3s e dos irm\u00e3os s\u00e3o a linguagem com a qual o Esp\u00edrito Santo faz ressoar sua pr\u00f3pria voz<\/b>: quanto mais cada participante tiver sido nutrido pela medita\u00e7\u00e3o da Palavra e dos Sacramentos, crescendo em familiaridade com o Senhor, mais ele ou ela ser\u00e1 capaz de reconhecer o som de Sua voz (cf. Jo 10,14.27), auxiliado tamb\u00e9m pelo acompanhamento do Magist\u00e9rio e da teologia. Da mesma forma, quanto mais intencional e cuidadosamente os participantes atenderem \u00e0 voz do Esp\u00edrito, mais eles crescer\u00e3o num sentido partilhado e aberto \u00e0 miss\u00e3o.<\/p>\n<p>39. A terceira etapa, novamente numa atmosfera de ora\u00e7\u00e3o e sob a orienta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, \u00e9\u00a0<b>identificar os pontos-chave que surgiram e construir um consenso sobre os frutos do trabalho conjunto<\/b>, que cada pessoa considera fiel ao processo e pelo qual pode, portanto, sentir-se representada. N\u00e3o basta elaborar um relat\u00f3rio enumerando os pontos mais mencionados. Em vez disso, \u00e9 necess\u00e1rio discernimento, que tamb\u00e9m preste aten\u00e7\u00e3o \u00e0s vozes marginais e prof\u00e9ticas e n\u00e3o ignore a import\u00e2ncia dos pontos em que surgem discord\u00e2ncias. O Senhor \u00e9 a pedra angular que permitir\u00e1 que a \u201cconstru\u00e7\u00e3o\u201d permane\u00e7a de p\u00e9 e o Esp\u00edrito, o mestre da harmonia, ajudar\u00e1 a passar da cacofonia para a sinfonia.<\/p>\n<p>40. O percurso leva a uma ora\u00e7\u00e3o de louvor a Deus e gratid\u00e3o pela experi\u00eancia realizada. \u00abQuando vivemos a m\u00edstica de nos aproximar dos outros com a inten\u00e7\u00e3o de procurar o seu bem, ampliamos o nosso interior para receber os mais belos dons do Senhor.\u00a0<b>Cada vez que nos encontramos com um ser humano no amor, nos colocamos na condi\u00e7\u00e3o de descobrir algo de novo sobre Deus<\/b>. Cada vez que os nossos olhos se abrem para reconhecer o outro, ilumina-se mais a nossa f\u00e9 para reconhecer a Deus\u00bb (EG 272). Em s\u00edntese, esta \u00e9 a d\u00e1diva recebida por aqueles que se deixam envolver num di\u00e1logo no Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>41. Em situa\u00e7\u00f5es concretas, nunca \u00e9 poss\u00edvel seguir esse padr\u00e3o \u00e0 risca. Em vez disso, ele deve ser sempre adaptado. \u00c0s vezes \u00e9 necess\u00e1rio dar prioridade para que cada um tome a palavra e ou\u00e7a os outros; noutras circunst\u00e2ncias, para que se evidenciem os v\u00ednculos entre as diferentes perspectivas, em busca do que faz \u201cnossos cora\u00e7\u00f5es arderem\u201d (cf. Lc 24:32); noutras ainda, para que se busque o consenso e se trabalhe em conjunto para identificar a dire\u00e7\u00e3o em que o grupo ou a comunidade se sente chamada a seguir pelo Esp\u00edrito. Mas, al\u00e9m das adapta\u00e7\u00f5es concretas apropriadas, a inten\u00e7\u00e3o e o dinamismo que unem as tr\u00eas etapas s\u00e3o e permanecem caracter\u00edsticos do modo de proceder de uma Igreja sinodal.<\/p>\n<p>42. Tendo em conta a import\u00e2ncia do di\u00e1logo no Esp\u00edrito para animar a experi\u00eancia vivida pela Igreja sinodal,\u00a0<b>a forma\u00e7\u00e3o nesse m\u00e9todo e, em particular, de facilitadores capazes de acompanhar as comunidades na sua pr\u00e1tica, \u00e9 percebida como uma prioridade em todos os n\u00edveis da vida eclesial<\/b>\u00a0e para todos os Batizados, come\u00e7ando pelos Ministros ordenados, num esp\u00edrito de corresponsabilidade e abertura para diferentes voca\u00e7\u00f5es eclesiais. A forma\u00e7\u00e3o para o di\u00e1logo no Esp\u00edrito \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o para ser uma Igreja sinodal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/press.vatican.va\/content\/dam\/salastampa\/image\/PO-1.png\" \/><\/p>\n<p><b>B. Comunh\u00e3o, miss\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><b>Tr\u00eas quest\u00f5es priorit\u00e1rias para a Igreja Sinodal<\/b><\/p>\n<p><i>\u00abComo, num s\u00f3 corpo, temos muitos membros, cada qual com uma fun\u00e7\u00e3o diferente, assim n\u00f3s, embora muitos, somos em Cristo um s\u00f3 corpo e, cada um de n\u00f3s, membros uns dos outros\u00bb (Rm 12,4-5).<\/i><\/p>\n<p>43. Entre os frutos da primeira fase, e em particular das Assembleias continentais, tamb\u00e9m gra\u00e7as ao modo de proceder que acab\u00e1mos de delinear, foram identificadas tr\u00eas prioridades que agora s\u00e3o propostas \u00e0 Assembleia sinodal de outubro de 2023 para discernimento. Trata-se de desafios com os quais toda a Igreja deve se confrontar para dar um passo em frente e crescer no seu pr\u00f3prio ser sinodal a todos os n\u00edveis e a partir de uma pluralidade de perspectivas. Precisam ser abordados do ponto de vista da teologia e do direito can\u00f4nico, bem como do ponto de vista do cuidado pastoral e da espiritualidade. Colocam em causa a maneira como as Dioceses fazem a programa\u00e7\u00e3o, bem como as escolhas di\u00e1rias e o estilo de vida de cada membro do Povo de Deus. S\u00e3o quest\u00f5es autenticamente sinodais porque abord\u00e1-las requer caminhar juntos como um povo, com todos os seus membros. As tr\u00eas prioridades ser\u00e3o ilustradas em conex\u00e3o com as tr\u00eas palavras-chave do S\u00ednodo: comunh\u00e3o, miss\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o. Embora isso seja feito por uma quest\u00e3o de simplicidade e clareza de apresenta\u00e7\u00e3o, corre-se o risco de apresentar as tr\u00eas palavras-chave como tr\u00eas \u201cpilares\u201d independentes uns dos outros. Em vez disso, na vida da Igreja sinodal, comunh\u00e3o, miss\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o s\u00e3o articuladas, nutrindo-se e apoiando-se mutuamente. V\u00e3o sempre pensadas e apresentadas em chave de integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>44. A ordem diferente em que os tr\u00eas termos aparecem, com a miss\u00e3o ocupando o lugar central, tamb\u00e9m est\u00e1 enraizada na consci\u00eancia dos v\u00ednculos que os unem, que se desenvolveu durante a primeira fase. Em particular,\u00a0<b>comunh\u00e3o e miss\u00e3o se entrela\u00e7am e se espelham mutuamente<\/b>, como j\u00e1 ensinava S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II: \u00abA comunh\u00e3o e a miss\u00e3o est\u00e3o profundamente ligadas entre si, compenetram-se e integram-se mutuamente, a ponto de a comunh\u00e3o representar a fonte e, simultaneamente, o fruto da miss\u00e3o: a comunh\u00e3o \u00e9 mission\u00e1ria e a miss\u00e3o \u00e9 para a comunh\u00e3o\u00bb (CL 32, retomado em EP I,4). Somos convidados a superar uma concep\u00e7\u00e3o dualista na qual as rela\u00e7\u00f5es dentro da comunidade eclesial s\u00e3o o dom\u00ednio da comunh\u00e3o, enquanto a miss\u00e3o diz respeito ao movimento\u00a0<i>ad extra<\/i>. A primeira fase, em vez disso, destacou como a comunh\u00e3o \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o para a credibilidade da proclama\u00e7\u00e3o, com base numa vis\u00e3o da XV Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos, sobre\u00a0<i>Os jovens, a f\u00e9 e o discernimento vocacional<\/i>.<sup>[7]<\/sup>\u00a0Ao mesmo tempo, h\u00e1 uma crescente consci\u00eancia de que a orienta\u00e7\u00e3o para a miss\u00e3o \u00e9 o \u00fanico crit\u00e9rio evangelicamente fundado para a organiza\u00e7\u00e3o interna da comunidade crist\u00e3, para a distribui\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is e das tarefas e para a gest\u00e3o de suas institui\u00e7\u00f5es e estruturas.\u00a0<b>\u00c9 numa rela\u00e7\u00e3o dupla com a comunh\u00e3o e a miss\u00e3o que a participa\u00e7\u00e3o pode ser entendida e, por essa raz\u00e3o, ela s\u00f3 pode ser abordada depois das outras duas<\/b>. Por um lado, ela lhes d\u00e1 a express\u00e3o concreta: a aten\u00e7\u00e3o aos procedimentos, regras, estruturas e institui\u00e7\u00f5es permite que a miss\u00e3o seja consolidada ao longo do tempo e liberta a comunh\u00e3o da mera extemporaneidade emocional. Por outro lado, ela recebe um significado, uma orienta\u00e7\u00e3o e um dinamismo que lhe permitem escapar do risco de se transformar num frenesi de reivindica\u00e7\u00f5es de direitos individuais, que inevitavelmente causam fragmenta\u00e7\u00e3o em vez de unidade.<\/p>\n<p>45. Para acompanhar a prepara\u00e7\u00e3o e a estrutura do trabalho da Assembleia, foram preparadas cinco Fichas de trabalho para abordar cada prioridade, que se encontram no final desta se\u00e7\u00e3o. Cada uma delas constitui um ponto de entrada para a prioridade em quest\u00e3o que, dessa forma, pode ser abordada a partir de perspectivas diferentes, mas complementares, relacionadas a diferentes aspectos da vida da Igreja que surgiram por meio do trabalho das Assembleias continentais. Em todos os casos, os tr\u00eas par\u00e1grafos que se seguem, aos quais correspondem os tr\u00eas grupos de Fichas de trabalho, n\u00e3o devem ser lidos como colunas paralelas e n\u00e3o comunicantes. Pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o feixes de luz que iluminam a mesma realidade, ou seja, a vida sinodal da Igreja, a partir de diferentes pontos de vista, entrela\u00e7ando-se e invocando-se continuamente uns aos outros, convidando-nos ao crescimento.<\/p>\n<p><b>B 1. Uma comunh\u00e3o que irradia: Como podemos ser mais plenamente sinal e instrumento da uni\u00e3o com Deus e da unidade do g\u00eanero humano?<\/b><\/p>\n<p>46. A comunh\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um encontro sociol\u00f3gico como membros de um grupo de identidade, mas \u00e9, acima de tudo, um dom do Deus Trinit\u00e1rio e, ao mesmo tempo, uma tarefa, que nunca se esgota, de construir o \u201cn\u00f3s\u201d do Povo de Deus. Como as Assembleias continentais experimentaram, a comunh\u00e3o entrela\u00e7a uma dimens\u00e3o vertical, que\u00a0<i>Lumen gentium<\/i>\u00a0chama de \u00abuni\u00e3o com Deus\u00bb, e uma horizontal, \u00aba unidade de toda a humanidade\u00bb, num forte dinamismo escatol\u00f3gico: a comunh\u00e3o \u00e9 um caminho na qual somos chamados a crescer, \u00abpara que todos cheguemos \u00e0 unidade da f\u00e9 e do conhecimento do Filho de Deus, ao Homem perfeito, \u00e0 medida da estatura da plenitude de Cristo\u00bb (Ef 4,13).<\/p>\n<p>47. Recebemos a antecipa\u00e7\u00e3o deste momento na liturgia, o lugar onde a Igreja no seu caminho terreno experimenta a comunh\u00e3o, a nutre e a edifica. Se a liturgia de fato \u00abcontribui em sumo grau para que os fi\u00e9is exprimam na vida e manifestem aos outros o mist\u00e9rio de Cristo e a aut\u00eantica natureza da verdadeira Igreja\u00bb (SC 2), ent\u00e3o \u00e9 para ela que devemos olhar a fim de entender a vida sinodal da Igreja. Em primeiro lugar,<b>\u00a0\u00e9 atrav\u00e9s da realidade cotidiana da a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica partilhada e, em particular, da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, que a Igreja experimenta a unidade radical, expressa na mesma ora\u00e7\u00e3o<\/b>, mas numa diversidade de l\u00ednguas e ritos: um ponto fundamental na chave sinodal. Deste ponto de vista, a multiplicidade de ritos na \u00fanica Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 uma aut\u00eantica b\u00ean\u00e7\u00e3o, a ser protegida e promovida, como tamb\u00e9m foi experimentado durante as liturgias dos Assembleias Continentais.<\/p>\n<p>48. A Assembleia Sinodal n\u00e3o pode ser entendida como representativa e legislativa, em analogia com um organismo parlamentar, com a sua din\u00e2mica de forma\u00e7\u00e3o de maioria. Em vez disso, somos chamados a entend\u00ea-la por analogia com a assembleia lit\u00fargica. A tradi\u00e7\u00e3o antiga nos diz que um S\u00ednodo \u00e9 \u201ccelebrado\u201d: ele come\u00e7a com a invoca\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, continua com a profiss\u00e3o de f\u00e9 e chega a determina\u00e7\u00f5es partilhadas para garantir ou restabelecer a comunh\u00e3o eclesial. Numa assembleia sinodal, Cristo se torna presente e age, transforma a hist\u00f3ria e os eventos di\u00e1rios e d\u00e1 o Esp\u00edrito para guiar a Igreja a encontrar um consenso sobre como caminhar juntos em dire\u00e7\u00e3o ao Reino e ajudar toda a humanidade a seguir em dire\u00e7\u00e3o a uma unidade maior. Caminhar juntos, ouvindo a Palavra e nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, ou seja, buscando a vontade de Deus e o acordo m\u00fatuo, leva \u00e0 a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as ao Pai por meio do Filho no \u00fanico Esp\u00edrito. Na assembleia sinodal, aqueles que se re\u00fanem em nome de Cristo escutam a sua Palavra, escutam-se uns aos outros, discernem em docilidade ao Esp\u00edrito, proclamam o que ouviram e o reconhecem como luz para o caminho da Igreja.<\/p>\n<p>49. Nessa perspectiva, a vida sinodal n\u00e3o \u00e9 uma estrat\u00e9gia para organizar a Igreja, mas a experi\u00eancia de poder encontrar uma unidade que abra\u00e7a a diversidade sem apag\u00e1-la, porque est\u00e1 fundamentada na uni\u00e3o com Deus, na confiss\u00e3o da mesma f\u00e9. Esse dinamismo possui uma for\u00e7a impulsionadora que busca continuamente ampliar o \u00e2mbito da comunh\u00e3o, mas que deve contar com as contradi\u00e7\u00f5es, os limites e as feridas da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>50. A primeira quest\u00e3o priorit\u00e1ria que emergiu do processo sinodal est\u00e1 enraizada exatamente neste ponto. No concreto da nossa realidade hist\u00f3rica, preservar e promover a comunh\u00e3o exige assumir a incompletude de ser capaz de viver a unidade na diversidade (cf. 1Cor 12). A hist\u00f3ria produz divis\u00f5es, que causam feridas que precisam de ser curadas e exigem que sejam tra\u00e7ados caminhos para a reconcilia\u00e7\u00e3o. Nesse contexto,\u00a0<b>em nome do Evangelho, quais la\u00e7os precisam de ser fortalecidos para superar trincheiras e muros, quais abrigos e prote\u00e7\u00f5es precisam de ser constru\u00eddos, e para proteger a quem? Quais divis\u00f5es s\u00e3o est\u00e9reis? Quando a gradualidade torna poss\u00edvel o caminho para a completa comunh\u00e3o?<\/b>\u00a0Essas parecem ser perguntas te\u00f3ricas, mas est\u00e3o enraizadas na vida cotidiana concreta das comunidades crist\u00e3s consultadas na primeira fase. De fato, elas dizem respeito \u00e0 quest\u00e3o de saber se h\u00e1 limites para a nossa disposi\u00e7\u00e3o de acolher pessoas e grupos, como dialogar com culturas e religi\u00f5es sem comprometer nossa identidade e nossa determina\u00e7\u00e3o de ser a voz daqueles que est\u00e3o \u00e0 margem e reafirmar que ningu\u00e9m deve ser deixado para tr\u00e1s. As cinco Fichas de trabalho referentes a essa prioridade tentam explorar essas quest\u00f5es a partir de cinco perspectivas complementares.<\/p>\n<p><b>B 2. Correspons\u00e1veis na miss\u00e3o: Como partilhar dons e tarefas ao servi\u00e7o do Evangelho?<\/b><\/p>\n<p>51 \u00abA Igreja peregrina \u00e9, por sua natureza, mission\u00e1ria\u00bb (AG 2). A miss\u00e3o constitui o horizonte din\u00e2mico a partir do qual devemos pensar sobre a Igreja sinodal, \u00e0 qual ela confere um impulso em dire\u00e7\u00e3o \u00e0quele \u201c\u00eaxtase\u201d \u00abque consiste em sair de ti mesmo para buscares o bem dos outros, at\u00e9 dar a vida\u00bb (CV 163, cf. tamb\u00e9m FT 88). A miss\u00e3o permite que se reviva a experi\u00eancia de Pentecostes: tendo recebido o Esp\u00edrito Santo, Pedro com os Onze se levanta e toma a palavra para proclamar Jesus morto e ressuscitado aos que est\u00e3o em Jerusal\u00e9m (cf. Atos 2:14-36). A vida sinodal est\u00e1 enraizada no mesmo dinamismo: h\u00e1 muitos testemunhos que descrevem a experi\u00eancia vivida na primeira fase nestes termos, e ainda mais numerosos s\u00e3o aqueles que vinculam sinodalidade e miss\u00e3o de maneira insepar\u00e1vel.<\/p>\n<p>52. Numa Igreja que se define como sinal e instrumento da uni\u00e3o com Deus e da unidade de toda a humanidade (cf. LG 1), o discurso sobre a miss\u00e3o se concentra na transpar\u00eancia do sinal e na efic\u00e1cia do instrumento, sem os quais qualquer proclama\u00e7\u00e3o carece de credibilidade. A miss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a comercializa\u00e7\u00e3o de um produto religioso, mas a constru\u00e7\u00e3o de uma comunidade na qual os relacionamentos s\u00e3o uma manifesta\u00e7\u00e3o do amor de Deus e, portanto, cuja pr\u00f3pria vida se torna uma proclama\u00e7\u00e3o. Nos\u00a0<i>Atos<\/i>\u00a0<i>dos<\/i>\u00a0<i>ap\u00f3stolos<\/i>, o discurso de Pedro \u00e9 imediatamente seguido por um relato da vida da comunidade primitiva, na qual tudo se tornou uma ocasi\u00e3o de comunh\u00e3o (cf. 2:42-47): isto lhe conferia capacidade de atra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>53. Nessa linha,\u00a0<b>a primeira pergunta referente \u00e0 miss\u00e3o questiona o que os membros da comunidade crist\u00e3 est\u00e3o realmente dispostos a ter em comum, partindo da singularidade irredut\u00edvel de cada membro<\/b>, em virtude de seu relacionamento direto com Cristo no Batismo e como morada do Esp\u00edrito. Isso torna preciosa e indispens\u00e1vel a contribui\u00e7\u00e3o de cada Batizado. Um dos motivos do sentimento de admira\u00e7\u00e3o observado durante a primeira fase est\u00e1 relacionado com esta possibilidade de contribui\u00e7\u00e3o: \u00abPosso realmente oferecer algo?\u00bb Ao mesmo tempo, cada pessoa \u00e9 convidada a assumir sua pr\u00f3pria incompletude e, portanto, a consci\u00eancia de que na plenitude da miss\u00e3o todos s\u00e3o necess\u00e1rios. Nesse sentido, a miss\u00e3o tamb\u00e9m tem uma dimens\u00e3o constitutivamente sinodal.<\/p>\n<p>54. Por isso, a segunda prioridade identificada por uma Igreja que se descobre mission\u00e1ria e sinodal diz respeito ao modo como \u00e9 capaz de solicitar a contribui\u00e7\u00e3o de todos, cada um com seus dons e fun\u00e7\u00f5es, valorizando a diversidade dos carismas e integrando a rela\u00e7\u00e3o entre dons hier\u00e1rquicos e carism\u00e1ticos<sup>[8]<\/sup>. A perspectiva da miss\u00e3o coloca os carismas e os minist\u00e9rios no horizonte do que \u00e9 comum, salvaguardando assim a sua fecundidade, que fica comprometida quando estes se tornam prerrogativas que legitimam l\u00f3gicas de exclus\u00e3o.\u00a0<b>Uma Igreja sinodal mission\u00e1ria tem o dever de se perguntar como pode reconhecer e valorizar a contribui\u00e7\u00e3o que cada Batizado pode oferecer \u00e0 miss\u00e3o,\u00a0<\/b>saindo de si mesma e participando junto com outros em algo maior<b>.<\/b>\u00a0\u00abDar um contributo ativo para o bem comum da humanidade\u00bb (CA 34) \u00e9 uma componente inalien\u00e1vel da dignidade da pessoa, tamb\u00e9m dentro da comunidade crist\u00e3. A primeira contribui\u00e7\u00e3o que todos podem dar \u00e9 no sentido de discernir os sinais dos tempos (cf. GS 4), a fim de manter a consci\u00eancia de nossa miss\u00e3o comum em sintonia com o sopro do Esp\u00edrito. Todos os pontos de vista t\u00eam algo a contribuir para esse discernimento, a come\u00e7ar pelo dos pobres e exclu\u00eddos: caminhar junto com eles n\u00e3o significa apenas responder e assumir suas necessidades e sofrimentos, mas tamb\u00e9m aprender com eles. Essa \u00e9 a maneira de reconhecer a sua igual dignidade, escapando das armadilhas do assistencialismo e antecipando, na medida do poss\u00edvel, a l\u00f3gica dos novos c\u00e9us e da nova terra, para os quais estamos caminhando.<\/p>\n<p>55. As Fichas de trabalho vinculadas a essa prioridade tentam concretizar essa quest\u00e3o b\u00e1sica com rela\u00e7\u00e3o a t\u00f3picos como o reconhecimento da variedade de voca\u00e7\u00f5es, carismas e minist\u00e9rios, a promo\u00e7\u00e3o da dignidade batismal das mulheres, o papel do Minist\u00e9rio ordenado e, em particular, o minist\u00e9rio do Bispo dentro da Igreja sinodal mission\u00e1ria.<\/p>\n<p><b>B 3. Participa\u00e7\u00e3o, responsabilidade e autoridade. Que processos, estruturas e institui\u00e7\u00f5es numa Igreja sinodal mission\u00e1ria?<\/b><\/p>\n<p>56. \u00abComunh\u00e3o e miss\u00e3o correm o risco de permanecer termos meio abstratos, se n\u00e3o se cultiva uma pr\u00e1xis eclesial que se exprima em a\u00e7\u00f5es concretas de sinodalidade em cada etapa do caminho e da atividade, promovendo o efetivo envolvimento de todos e cada um\u00bb<sup>[9]<\/sup>. Essas palavras do Santo Padre nos ajudam a colocar a participa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos outros dois temas. A participa\u00e7\u00e3o acrescenta uma densidade antropol\u00f3gica ao car\u00e1ter concreto da dimens\u00e3o processual: ela expressa a preocupa\u00e7\u00e3o com o florescimento dos seres humanos, ou seja, a humaniza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es no centro do projeto de comunh\u00e3o e do compromisso com a miss\u00e3o. Ela salvaguarda a singularidade do rosto de cada um, buscando uma passagem para o \u201cn\u00f3s\u201d que n\u00e3o absorva o \u201ceu\u201d no anonimato de uma coletividade indistinta. Ela evita cair na abstra\u00e7\u00e3o dos direitos ou reduzir as pessoas a meros instrumentos para o desempenho da organiza\u00e7\u00e3o. A participa\u00e7\u00e3o \u00e9 essencialmente uma express\u00e3o de criatividade, uma forma de nutrir as rela\u00e7\u00f5es de hospitalidade, acolhimento e capacita\u00e7\u00e3o que est\u00e3o no centro da miss\u00e3o e da comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>57. A partir da vis\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o integral apresentada acima, surge a terceira prioridade tamb\u00e9m abordada nas reuni\u00f5es da etapa continental<b>: a quest\u00e3o da autoridade, seu significado e o estilo de seu exerc\u00edcio numa Igreja sinodal.<\/b>\u00a0<b>Em particular, ela surge como uma forma de poder derivada de modelos mundanos ou est\u00e1 enraizada no servi\u00e7o?<\/b>\u00a0\u00abN\u00e3o ser\u00e1 assim entre v\u00f3s\u00bb (Mt 20,26; cf. Mc 10,43), diz o Senhor, que depois de lavar os p\u00e9s dos disc\u00edpulos os admoesta: \u00abDei-vos o exemplo, para que, assim como Eu vos fiz, v\u00f3s fa\u00e7ais tamb\u00e9m\u00bb (Jo 13,15). Na sua origem, o termo \u201cautoridade\u201d indica a capacidade de permitir que os outros cres\u00e7am e, portanto, \u00e9 um servi\u00e7o \u00e0 singularidade de cada pessoa, apoiando a criatividade em vez de ser uma forma de controle que a bloqueia, e um servi\u00e7o \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da liberdade pessoal e n\u00e3o uma amarra que a restringe. Ligada a essa pergunta est\u00e1 uma segunda, carregada da preocupa\u00e7\u00e3o com a concretiza\u00e7\u00e3o e a continuidade ao longo do tempo:\u00a0<b>como podemos imbuir as nossas estruturas e institui\u00e7\u00f5es com o dinamismo da Igreja sinodal mission\u00e1ria?<\/b><\/p>\n<p>58. Desta aten\u00e7\u00e3o deriva uma inst\u00e2ncia adicional, igualmente concreta, que visa justamente sustentar a din\u00e2mica da participa\u00e7\u00e3o ao longo do tempo. O tema da forma\u00e7\u00e3o aparece em todos os documentos da primeira fase. Como as Assembleias continentais e, antes delas, os relat\u00f3rios das igrejas locais enfatizaram repetidamente,\u00a0<b>as institui\u00e7\u00f5es e estruturas por si s\u00f3 n\u00e3o s\u00e3o suficientes para tornar a Igreja sinodal: s\u00e3o necess\u00e1rias uma cultura e uma espiritualidade sinodais, animadas por um desejo de convers\u00e3o e sustentadas por uma forma\u00e7\u00e3o adequada.<\/b>\u00a0A necessidade de forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o do conte\u00fado, mas tem um \u00e2mbito integral, afetando todas as capacidades e disposi\u00e7\u00f5es da pessoa, inclusive a orienta\u00e7\u00e3o para a miss\u00e3o, a capacidade de se relacionar e construir comunidades, a disponibilidade para a escuta espiritual e a familiaridade com o discernimento pessoal e comunit\u00e1rio, a paci\u00eancia, a perseveran\u00e7a e a \u201cparresia\u201d.<\/p>\n<p>59. A forma\u00e7\u00e3o \u00e9 o meio indispens\u00e1vel para tornar o modo sinodal de proceder um modelo pastoral para a vida e a a\u00e7\u00e3o da Igreja.\u00a0<b>Precisamos de forma\u00e7\u00e3o integral, inicial e permanente, para todos os membros do Povo de Deus.<\/b>\u00a0Nenhum Batizado se pode sentir alheio a esse compromisso e, portanto, \u00e9 necess\u00e1rio estruturar propostas adequadas de forma\u00e7\u00e3o no caminho sinodal dirigidas a todos os Fi\u00e9is. Em particular, portanto, quanto mais algu\u00e9m \u00e9 chamado a servir a Igreja, mais deve sentir a urg\u00eancia da forma\u00e7\u00e3o: Bispos, Presb\u00edteros, Di\u00e1conos, Consagradas e Consagrados e todos aqueles que exercem um minist\u00e9rio precisam de forma\u00e7\u00e3o para renovar os modos de exercer a autoridade e os processos de tomada de decis\u00e3o em chave sinodal e para aprender a acompanhar o discernimento comunit\u00e1rio e a conversa\u00e7\u00e3o no Esp\u00edrito. Os candidatos ao Minist\u00e9rio ordenado precisam de ser treinados num estilo e mentalidade sinodais. A promo\u00e7\u00e3o de uma cultura de sinodalidade implica a renova\u00e7\u00e3o do atual curr\u00edculo dos semin\u00e1rios e a forma\u00e7\u00e3o de formadores e professores de teologia, de modo que haja uma orienta\u00e7\u00e3o mais clara e decisiva para a forma\u00e7\u00e3o numa vida de comunh\u00e3o, miss\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o. A forma\u00e7\u00e3o para uma espiritualidade sinodal est\u00e1 no centro da renova\u00e7\u00e3o da Igreja.<\/p>\n<p>60. Numerosos contributos destacam a necessidade de um esfor\u00e7o semelhante para\u00a0<b>renovar a linguagem usada pela Igreja<\/b>: na liturgia, na prega\u00e7\u00e3o, na catequese, na arte sacra, bem como em todas as formas de comunica\u00e7\u00e3o dirigidas tanto aos Fi\u00e9is quanto ao p\u00fablico em geral, inclusive pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o novos e antigos. Sem rebaixar ou desvalorizar a profundidade do mist\u00e9rio que a Igreja proclama ou a riqueza de sua tradi\u00e7\u00e3o, a renova\u00e7\u00e3o da linguagem deve, em vez disso, ter como objetivo tornar essas riquezas acess\u00edveis e atraentes para os homens e mulheres do nosso tempo, em vez de ser um obst\u00e1culo que os mant\u00e9m \u00e0 dist\u00e2ncia. A inspira\u00e7\u00e3o do frescor da linguagem do Evangelho, a capacidade de incultura\u00e7\u00e3o que a hist\u00f3ria da Igreja demonstra e as experi\u00eancias promissoras j\u00e1 em andamento, tamb\u00e9m no ambiente digital, nos convidam a prosseguir com confian\u00e7a e resolu\u00e7\u00e3o numa tarefa de import\u00e2ncia crucial para a efic\u00e1cia da proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho, que \u00e9 o objetivo ao qual aspira uma Igreja sinodal mission\u00e1ria.<\/p>\n<p><i>Roma, 29 de maio de 2023<\/i><\/p>\n<p><i>Mem\u00f3ria da Sant\u00edssima Virgem, Maria, M\u00e3e da Igreja<\/i><\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>XVI ASSEMBLEIA GERAL ORDIN\u00c1RIA<\/p>\n<p>DO S\u00cdNODO DOS BISPOS<\/p>\n<p><i>PARA UMA IGREJA SINODAL:<br \/>\nCOMUNH\u00c3O, PARTICIPA\u00c7\u00c3O, MISS\u00c3O<\/i><\/p>\n<p>FICHAS DE TRABALHO<br \/>\nPARA A ASSEMBLEIA SINODAL<\/p>\n<p>(Primeira Sess\u00e3o &#8211; Outubro 2023)<\/p>\n<p>FICHAS DE TRABALHO<br \/>\nPARA A ASSEMBLEIA SINODAL<\/p>\n<p><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Se todo o IL \u00abfoi concebido como um aux\u00edlio pr\u00e1tico para a condu\u00e7\u00e3o da Assembleia sinodal em outubro de 2023 e, portanto, para a sua prepara\u00e7\u00e3o\u00bb (n. 10), isto \u00e9 particularmente verdadeiro para as Fichas de trabalho aqui apresentadas. Elas foram preparadas para facilitar o discernimento sobre as tr\u00eas \u00abprioridades que emergem do trabalho de todos os continentes\u00bb (n. 14), com o objetivo de identificar os passos concretos a que nos sentimos chamados pelo Esp\u00edrito Santo para crescer como Igreja sinodal. A apresenta\u00e7\u00e3o das Fichas, a explica\u00e7\u00e3o da sua estrutura e as indica\u00e7\u00f5es sobre o modo de as utilizar requerem, portanto, antes de mais nada, situ\u00e1-las na din\u00e2mica dos trabalhos da Assembleia.<\/p>\n<p><i>A din\u00e2mica da Assembleia<\/i><\/p>\n<p>A Assembleia tratar\u00e1 as quest\u00f5es colocadas pelo IL alternando convoca\u00e7\u00f5es plen\u00e1rias (<i>Congregationes Generales<\/i>) e trabalhos de grupo (sess\u00f5es dos\u00a0<i>Circuli Minores<\/i>), como previsto no art. 14 de EC.<\/p>\n<p>Em particular, a Assembleia proceder\u00e1 \u00e0 abordagem dos diferentes temas, pela ordem em que o IL os prop\u00f5e. Come\u00e7ar\u00e1 por trabalhar na Se\u00e7\u00e3o A, \u00abPor uma Igreja sinodal. Uma experi\u00eancia integral\u00bb (nn. 17-42), com o objetivo de aprofundar as caracter\u00edsticas fundamentais de uma Igreja sinodal, a partir da experi\u00eancia de caminhada conjunta vivida pelo Povo de Deus nestes dois anos e recolhida nos documentos produzidos na primeira fase gra\u00e7as ao discernimento dos Pastores. A Assembleia \u00e9 convidada a mover-se numa perspectiva integral, considerando a experi\u00eancia do Povo de Deus como um todo e com a sua complexidade.<\/p>\n<p>A Assembleia passar\u00e1 ent\u00e3o a abordar as tr\u00eas quest\u00f5es priorit\u00e1rios que emergiram da fase de consulta e que s\u00e3o apresentados na Se\u00e7\u00e3o B do IL (nn. 43-60). A cada uma delas \u00e9 dedicada uma das tr\u00eas partes em que se articula a Se\u00e7\u00e3o, \u00abem conex\u00e3o com as tr\u00eas palavras-chave do S\u00ednodo: comunh\u00e3o, miss\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o\u00bb (n. 43), com uma invers\u00e3o da ordem de aparecimento dos tr\u00eas termos que \u00e9 explicada no n. 44. Esta articula\u00e7\u00e3o corresponde \u00e0 das Fichas de Trabalho, tamb\u00e9m elas divididas em tr\u00eas partes, cada uma das quais retoma o t\u00edtulo da parte correspondente da Se\u00e7\u00e3o B, evidenciando assim o elo que as une:<\/p>\n<p>&#8211; \u00abB 1. Uma comunh\u00e3o que irradia. Como podemos ser mais plenamente sinal e instrumento da uni\u00e3o com Deus e da unidade do g\u00eanero humano?\u00bb (nn. 46-50);<\/p>\n<p>&#8211; \u00abB 2. Correspons\u00e1veis na miss\u00e3o. Como partilhar dons e tarefas ao servi\u00e7o do Evangelho?\u00bb (nn. 51-55);<\/p>\n<p>&#8211; \u00abB 3. Participa\u00e7\u00e3o, responsabilidade e autoridade. Que processos, estruturas e institui\u00e7\u00f5es numa Igreja sinodal mission\u00e1ria?\u00bb (nn. 56-60).<\/p>\n<p>Em particular, cinco Fichas de trabalho correspondem a cada uma das tr\u00eas prioridades: cada uma \u00abconstitui um ponto de entrada para a prioridade em quest\u00e3o que, dessa forma, pode ser abordada a partir de perspectivas diferentes, mas complementares, relacionadas a diferentes aspectos da vida da Igreja que surgiram por meio do trabalho das Assembleias continentais\u00bb (n. 45).<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhos em etapas sucessivas n\u00e3o elimina o dinamismo que une as duas Se\u00e7\u00f5es: a experi\u00eancia do Povo de Deus, abordada na perspectiva integral da Sec\u00e7\u00e3o A, continua a representar o horizonte no qual se situa o tratamento das diversas quest\u00f5es colocadas na Sec\u00e7\u00e3o B, que se enra\u00edzam nessa experi\u00eancia. O esfor\u00e7o exigido \u00e0 Assembleia ser\u00e1 precisamente o de \u00abmanter um equil\u00edbrio din\u00e2mico entre manter uma vis\u00e3o geral [&#8230;] e a identifica\u00e7\u00e3o de medidas pr\u00e1ticas a serem tomadas\u00bb (n. 16): estes \u00faltimos d\u00e3o concretude e profundidade aos primeiros, e recebem em troca uma vis\u00e3o prospectiva e uma coes\u00e3o contra o risco de dispers\u00e3o nos pormenores.<\/p>\n<p>Por fim, o \u00faltimo segmento dos trabalhos da Assembleia ser\u00e1 dedicado \u00e0 recolha dos frutos, ou seja, concretamente \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o dos caminhos pelos quais continuar a caminhar juntos, prosseguindo a releitura da experi\u00eancia do Povo de Deus e promovendo os necess\u00e1rios aprofundamentos, sobretudo teol\u00f3gicos e can\u00f4nicos, em vista da segunda sess\u00e3o da Assembleia Sinodal de outubro de 2024.<\/p>\n<p>Ao longo de todo o percurso, a Assembleia proceder\u00e1 segundo o m\u00e9todo do di\u00e1logo no Esp\u00edrito (cf. nn. 32-42), devidamente adaptado. Assim, manter\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o com o modo de proceder que caracterizou todo o processo sinodal (cf. figura na p\u00e1g. 26), mas, sobretudo, experimentando-o diretamente, poder\u00e1 focalizar melhor o modo como pode tornar-se parte da vida ordin\u00e1ria da Igreja e um modo de proceder partilhado para discernir a vontade de Deus.<\/p>\n<p><i>Como utilizar as Fichas de trabalho<\/i><\/p>\n<p>As Fichas de trabalho foram concebidas como uma ferramenta de trabalho para abordar as tr\u00eas quest\u00f5es priorit\u00e1rias definidas na Se\u00e7\u00e3o B durante a Assembleia de Outubro de 2023. N\u00e3o s\u00e3o, portanto, cap\u00edtulos de um livro para serem lidos sucessivamente, nem pequenos ensaios sobre um tema. S\u00e3o &#8220;para serem trabalhados&#8221; e n\u00e3o &#8220;para serem lidos&#8221;, no sentido em que oferecem um esbo\u00e7o para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o pessoal em prepara\u00e7\u00e3o para o interc\u00e2mbio em grupo e em plen\u00e1rio. Do mesmo modo, podem ser utilizados para encontros tem\u00e1ticos aprofundados, em estilo sinodal, a todos os n\u00edveis da vida da Igreja. N\u00e3o se destinam a ser tratados em sucess\u00e3o: cada um deve ser mantido junto com a parte da Se\u00e7\u00e3o B do IL a que corresponde, mas pode ser tratado independentemente de todos os outros.<\/p>\n<p>As Fichas de trabalho t\u00eam todas a mesma estrutura: come\u00e7am com uma r\u00e1pida contextualiza\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o expressa pelo t\u00edtulo a partir do que surgiu na primeira fase. De seguida, formulam uma quest\u00e3o para discernimento. Por fim, oferecem algumas pistas, que articulam diversas perspectivas (teol\u00f3gica, pastoral, can\u00f4nica, etc.), dimens\u00f5es e n\u00edveis (par\u00f3quia, diocese, etc.), mas sobretudo restituem a concretude dos rostos dos membros do Povo de Deus, dos seus carismas e minist\u00e9rios, das quest\u00f5es que exprimiram durante a fase de escuta. A riqueza dos est\u00edmulos propostos em cada Ficha responde a uma necessidade de fidelidade \u00e0 riqueza e variedade do que foi recolhido na consulta, sem fazer dela um question\u00e1rio em que \u00e9 necess\u00e1rio formular uma resposta a cada pergunta. Alguns est\u00edmulos ser\u00e3o particularmente estimulantes em certas regi\u00f5es do mundo, outros em regi\u00f5es diferentes. Cada um \u00e9 convidado a privilegiar aquele ou aqueles sobre os quais sente que a experi\u00eancia da \u201csua\u201d Igreja tem maior riqueza para partilhar com os outros: ser\u00e1 o seu contributo para o trabalho comum.<\/p>\n<p>Cada ficha centra-se no tema indicado pelo t\u00edtulo, tendo em conta o quadro de refer\u00eancia representado pelo IL, cujos conte\u00fados n\u00e3o s\u00e3o repetidos nem citados explicitamente. No entanto, representam a base do trabalho, juntamente com todos os documentos relativos \u00e0 fase de consulta: \u00abna prepara\u00e7\u00e3o para a Assembleia, pede-se aos Membros do S\u00ednodo que tenham em mente os documentos anteriores, em particular o DEC e os Documentos finais das Assembleias continentais, bem como o relat\u00f3rio do S\u00ednodo digital, e que os utilizem como ferramentas para seu pr\u00f3prio discernimento\u00bb (n. 9). N\u00e3o se trata, portanto, de come\u00e7ar do zero, mas de continuar um caminho j\u00e1 iniciado. \u00c9 por esta raz\u00e3o, e tamb\u00e9m por evidentes raz\u00f5es de espa\u00e7o, que as Fichas n\u00e3o oferecem um tratamento sistem\u00e1tico dos diversos temas, nem aprofundam tudo: o fato de o processo sinodal ter destacado alguns pontos como priorit\u00e1rios n\u00e3o significa que outros temas sejam menos importantes. Com base na consulta ao Povo de Deus, as quest\u00f5es propostas nas Fichas representam portas de entrada para abordar concretamente a quest\u00e3o fundamental que impulsiona e orienta todo o processo: \u00abcomo se realiza hoje, a diferentes n\u00edveis (do local ao universal) aquele \u201ccaminhar juntos\u201d que permite \u00e0 Igreja anunciar o Evangelho, em conformidade com a miss\u00e3o que lhe foi confiada; e que passos o Esp\u00edrito nos convida a dar para crescer como Igreja sinodal?\u00bb (DP 2).<\/p>\n<p>H\u00e1 pontos de contato evidentes, e at\u00e9 sobreposi\u00e7\u00f5es, entre as Fichas, mesmo em partes diferentes. No entanto, isto n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o, uma vez que a edi\u00e7\u00e3o teve em conta o fato de as Cartas terem sido concebidas para serem utilizadas independentemente umas das outras. Al\u00e9m disso, este fato real\u00e7a a rica rede de interliga\u00e7\u00f5es entre os temas abordados.<\/p>\n<p>Algumas das quest\u00f5es que emergiram da consulta ao Povo de Deus dizem respeito a assuntos sobre os quais j\u00e1 existe um desenvolvimento magisterial e teol\u00f3gico a referir: para dar apenas dois exemplos, basta pensar na aceita\u00e7\u00e3o dos divorciados recasados, um assunto tratado na Exorta\u00e7\u00e3o Ap. P\u00f3s-sinodal\u00a0<i>Amoris<\/i>\u00a0<i>laetitia<\/i>, ou a incultura\u00e7\u00e3o da liturgia, objeto da Instru\u00e7\u00e3o\u00a0<i>Varietates<\/i>\u00a0<i>legitimae<\/i>\u00a0(1994) da Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O fato de continuarem a surgir quest\u00f5es sobre pontos deste g\u00eanero n\u00e3o pode ser descartado apressadamente, mas deve ser objeto de discernimento, e a Assembleia sinodal \u00e9 um f\u00f3rum privilegiado para o fazer. Em particular, h\u00e1 que investigar os obst\u00e1culos, reais ou aparentes, que impediram os passos indicados e o que \u00e9 necess\u00e1rio fazer para os eliminar. Por exemplo, se o bloqueio resulta de uma falta geral de informa\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 necess\u00e1rio um melhor esfor\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o. Se, por outro lado, se deve \u00e0 dificuldade de captar as implica\u00e7\u00f5es dos documentos para situa\u00e7\u00f5es concretas ou de se reconhecer no que eles prop\u00f5em, um caminho sinodal de apropria\u00e7\u00e3o efetiva dos conte\u00fados por parte do Povo de Deus poderia ser a resposta adequada. Outro caso seria quando o reaparecimento de uma quest\u00e3o \u00e9 sinal de uma mudan\u00e7a de realidade ou da necessidade de um \u201ctransbordamento\u201d da Gra\u00e7a, que exige voltar a interrogar o Dep\u00f3sito da f\u00e9 e a Tradi\u00e7\u00e3o viva da Igreja.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 dif\u00edcil que os trabalhos da primeira sess\u00e3o da XVI Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos cheguem \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de orienta\u00e7\u00f5es conclusivas sobre muitos desses temas: por isso, o Santo Padre decidiu que a Assembleia sinodal se realizar\u00e1 em duas sess\u00f5es. O objetivo da primeira sess\u00e3o ser\u00e1 sobretudo delinear caminhos de aprofundamento a realizar em estilo sinodal, indicando os temas a envolver e as modalidades de colher os benef\u00edcios, de modo a permitir que o discernimento se complete na segunda sess\u00e3o, em outubro de 2024, elaborando as propostas concretas para crescer como Igreja sinodal a apresentar ao Santo Padre.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/press.vatican.va\/content\/dam\/salastampa\/image\/ES-2.png\" \/><\/p>\n<p><b>B 1. Uma comunh\u00e3o que irradia<\/b><\/p>\n<p><i>Como podemos plenamente sinal e instrumento<br \/>\nde uni\u00e3o com Deus e da unidade do g\u00e9nero humano?<\/i><\/p>\n<p><b>B 1.1 Como \u00e8 que o servi\u00e7o da caridade e o empenho na justi\u00e7a e no cuidado da casa comum alimentam a comunh\u00e3o numa Igreja sinodal?<\/b><\/p>\n<p>V\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es s\u00e3o indicadas pelas Assembleias continentais para crescer como Igreja sinodal mission\u00e1ria:<\/p>\n<p>a) Numa Igreja sinodal, os pobres, no sentido original de pessoas que vivem na pobreza e na exclus\u00e3o social, ocupam um lugar central. S\u00e3o destinat\u00e1rios de cuidados, mas sobretudo s\u00e3o portadores de uma Boa Nova que toda a comunidade deve escutar: deles a Igreja tem, antes de mais nada, algo a aprender (cf. Lc 6,20; EG 198). Uma Igreja sinodal reconhece e valoriza o seu protagonismo.<\/p>\n<p>b) O cuidado da casa comum requer uma a\u00e7\u00e3o compartilhada: a solu\u00e7\u00e3o de muitos problemas, como as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, exige o empenho de toda a fam\u00edlia humana. O cuidado da casa comum \u00e9 j\u00e1 um lugar de intensas experi\u00eancias de encontro e colabora\u00e7\u00e3o com membros de outras Igrejas e Comunidades eclesiais, com crentes de outras religi\u00f5es e com homens e mulheres de boa vontade. Este empenho exige a capacidade de agir coerentemente a v\u00e1rios n\u00edveis: catequese e anima\u00e7\u00e3o pastoral, promo\u00e7\u00e3o de estilos de vida, gest\u00e3o dos bens da Igreja (patrimoniais e financeiros).<\/p>\n<p>c) Os movimentos migrat\u00f3rios s\u00e3o um sinal do nosso tempo e \u00abos migrantes s\u00e3o um \u201cparadigma\u201d capaz de iluminar o nosso tempo\u00bb<sup>[10]<\/sup>. A sua presen\u00e7a constitui um apelo a caminhar juntos, sobretudo quando se trata de fi\u00e9is cat\u00f3licos. Convida a criar la\u00e7os com as Igrejas dos pa\u00edses de origem e representa uma oportunidade para experimentar a variedade da Igreja, por exemplo, atrav\u00e9s da di\u00e1spora das Igrejas Cat\u00f3licas Orientais.<\/p>\n<p>d) Uma Igreja sinodal pode desempenhar um papel de testemunho prof\u00e9tico num mundo fragmentado e polarizado, especialmente quando os seus membros se comprometem a caminhar juntos com outros cidad\u00e3os para a constru\u00e7\u00e3o do bem comum. Em lugares marcados por profundos conflitos, isto requer a capacidade de ser agentes de reconcilia\u00e7\u00e3o e artes\u00e3os da paz.<\/p>\n<p>e) \u00abCada crist\u00e3o e cada comunidade s\u00e3o chamados a ser instrumentos de Deus ao servi\u00e7o da liberta\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o dos pobres\u00bb (EG 187). Isto implica tamb\u00e9m a disponibilidade para tomar posi\u00e7\u00e3o a seu favor no debate p\u00fablico, para dar voz \u00e0s suas causas, para denunciar situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a e discrimina\u00e7\u00e3o, sem cumplicidade com os seus respons\u00e1veis.<\/p>\n<p><b>Pergunta para discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>Caminhar juntos significa n\u00e3o deixar ningu\u00e9m para tr\u00e1s e ser capaz de acompanhar os que t\u00eam mais dificuldades. Como podemos crescer na nossa capacidade de promover o protagonismo dos \u00faltimos na Igreja e na sociedade?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) As obras de justi\u00e7a e de miseric\u00f3rdia s\u00e3o uma forma de participa\u00e7\u00e3o na miss\u00e3o de Cristo. Cada Batizado \u00e9, portanto, chamado a empenhar-se neste dom\u00ednio. Como \u00e9 que esta consci\u00eancia pode ser despertada, cultivada e refor\u00e7ada nas comunidades crist\u00e3s?<\/p>\n<p>2) As desigualdades que marcam o mundo contempor\u00e2neo atravessam tamb\u00e9m o corpo da Igreja, separando, por exemplo, as Igrejas dos pa\u00edses ricos e pobres, ou as comunidades das zonas mais ricas e mais pobres de um mesmo pa\u00eds. Que instrumentos s\u00e3o necess\u00e1rios para podermos caminhar juntos entre as Igrejas para al\u00e9m destas desigualdades, experimentando uma aut\u00eantica circula\u00e7\u00e3o de dons?<\/p>\n<p>3) Ao longo do caminho sinodal, que esfor\u00e7os foram feitos para dar espa\u00e7o \u00e0 voz dos mais pobres e integrar a sua contribui\u00e7\u00e3o? Que experi\u00eancia as nossas Igrejas adquiriram no apoio ao protagonismo dos pobres? O que \u00e9 que precisamos de fazer para os envolver cada vez mais na nossa caminhada conjunta, deixando que a sua voz questione a nossa maneira de fazer as coisas quando esta n\u00e3o \u00e9 suficientemente inclusiva?<\/p>\n<p>4) O acolhimento dos migrantes torna-se uma oportunidade para caminhar juntamente com pessoas de outra cultura, especialmente quando partilhamos a mesma f\u00e9? Que espa\u00e7o t\u00eam as comunidades migrantes na pastoral ordin\u00e1ria? Como \u00e9 que a di\u00e1spora das Igrejas Cat\u00f3licas Orientais \u00e9 valorizada como uma oportunidade para experimentar a unidade na diversidade? Que v\u00ednculos se criam entre as Igrejas dos pa\u00edses de partida e as dos pa\u00edses de chegada?<\/p>\n<p>5) A comunidade crist\u00e3 sabe caminhar juntamente com toda a sociedade na constru\u00e7\u00e3o do bem comum ou apresenta-se como um sujeito interessado em defender seus pr\u00f3prios interesses partid\u00e1rios? Consegue testemunhar a possibilidade de conc\u00f3rdia para al\u00e9m das polariza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas? Que instrumentos se d\u00e1 para se capacitar para estas tarefas? Trabalhar para o bem comum exige a forma\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as e coliga\u00e7\u00f5es: que crit\u00e9rios de discernimento nos damos a este respeito? Como \u00e9 que a comunidade acompanha os seus membros empenhados na pol\u00edtica?<\/p>\n<p>6) Que experi\u00eancias de caminhar juntos para o cuidado da casa comum tivemos com pessoas, grupos e movimentos que n\u00e3o fazem parte da Igreja Cat\u00f3lica? O que \u00e9 que aprendemos? Em que ponto estamos a construir a coer\u00eancia entre os diferentes n\u00edveis em que o cuidado da casa comum nos obriga a agir?<\/p>\n<p>7) O encontro com os pobres e marginalizados e a possibilidade de caminhar juntamente com eles come\u00e7a muitas vezes com a disponibilidade para escutar a sua vida. Faz sentido pensar em reconhecer um minist\u00e9rio espec\u00edfico de escuta e acompanhamento para aqueles que assumem este servi\u00e7o? Como \u00e9 que uma Igreja sinodal os pode formar e apoiar? Como pensar em reconhecer eclesialmente formas de empenhamento na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa e no cuidado da casa comum que s\u00e3o vividas como resposta a uma voca\u00e7\u00e3o aut\u00eantica e como uma escolha tamb\u00e9m profissional?<\/p>\n<p><b>B 1.2 Como pode uma Igreja sinodal tornar cred\u00edvel a promessa de que \u00abo amor e a verdade se encontrar\u00e3o\u00bb (Sl 85,11)?<\/b><\/p>\n<p>A tentativa de compreender o que significa concretamente o acolhimento e o acompanhamento para a comunidade crist\u00e3 foi um n\u00facleo central das diferentes etapas da primeira fase.<\/p>\n<p>O DEC escolheu a imagem b\u00edblica da tenda que se alarga (cf. Is 54,2) para exprimir o apelo a ser uma comunidade bem enraizada e, portanto, capaz de se abrir. As Assembleias continentais, com base nas suas diferentes sensibilidades, propuseram outras imagens para articular a dimens\u00e3o do acolhimento que faz parte da miss\u00e3o da Igreja: a \u00c1sia ofereceu a imagem da pessoa que descal\u00e7a os sapatos para atravessar a soleira da porta, como sinal de humildade para estar preparada para encontrar o outro e Deus; a Oce\u00e2nia prop\u00f4s a imagem do barco; a \u00c1frica insistiu na imagem da Igreja como fam\u00edlia de Deus, capaz de oferecer perten\u00e7a e acolhimento a todos os seus membros, em toda a sua variedade.<\/p>\n<p>Por detr\u00e1s desta diversidade de imagens, podemos encontrar uma unidade de objetivos: por toda a parte, a Igreja procura renovar a sua miss\u00e3o de ser uma comunidade acolhedora e hospitaleira, de encontrar Cristo naqueles que acolhe e de ser sinal da sua presen\u00e7a e an\u00fancio cred\u00edvel da verdade do Evangelho na vida de todos. Trata-se da profunda necessidade de imitar o Mestre e Senhor tamb\u00e9m na capacidade de viver um aparente paradoxo: \u00abproclamar com coragem o pr\u00f3prio ensinamento aut\u00eantico e ao mesmo tempo oferecer um testemunho de inclus\u00e3o e acolhimento radicais\u00bb (DEC 30).<\/p>\n<p>Sobre este ponto, o caminho sinodal foi uma oportunidade para um confronto profundo, com humildade e sinceridade. A surpresa \u00e9 descobrir que o modo de proceder sinodal permite que as quest\u00f5es que surgem deste confronto sejam colocadas na perspetiva da miss\u00e3o, sem ficarem paralisadas, alimentando a esperan\u00e7a de que o S\u00ednodo seja um catalisador para esta renova\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o e impulsione a repara\u00e7\u00e3o do tecido relacional da Igreja.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o de ser capaz de uma aceita\u00e7\u00e3o aut\u00eantica exprime-se numa pluralidade de dire\u00e7\u00f5es, muito diferentes umas das outras e n\u00e3o coplanares:<\/p>\n<p>a) os Documentos finais das Assembleias continentais mencionam frequentemente aqueles que n\u00e3o se sentem aceites na Igreja, como os divorciados e recasados, as pessoas em casamentos pol\u00edgamos ou as pessoas LGBTQ+;<\/p>\n<p>b) constatam igualmente que as formas de discrimina\u00e7\u00e3o racial, tribal, \u00e9tnica, de classe ou de casta, tamb\u00e9m presentes no Povo de Deus, levam alguns a sentirem-se menos importantes ou menos bem-vindos no seio da comunidade;<\/p>\n<p>c) existem provas generalizadas de que uma s\u00e9rie de barreiras, desde as de ordem pr\u00e1tica at\u00e9 aos preconceitos culturais, geram formas de exclus\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia e t\u00eam de ser ultrapassadas;<\/p>\n<p>d) h\u00e1 tamb\u00e9m a preocupa\u00e7\u00e3o de que os pobres, a quem a Boa Nova se dirige em primeiro lugar, estejam muitas vezes \u00e0 margem das comunidades crist\u00e3s (por exemplo, migrantes e refugiados, crian\u00e7as de rua, sem-teto, v\u00edtimas de tr\u00e1fico humano, etc.);<\/p>\n<p>e) por \u00faltimo, os documentos das Assembleias continentais assinalam que \u00e9 necess\u00e1rio manter a liga\u00e7\u00e3o entre a convers\u00e3o sinodal e o cuidado das v\u00edtimas e das pessoas marginalizadas no seio da Igreja; em particular, colocam grande \u00eanfase na necessidade de aprender a exercer a justi\u00e7a como forma de acolher aqueles que foram feridos por membros da Igreja, especialmente as v\u00edtimas e os sobreviventes de todas as formas de abuso;<\/p>\n<p>f) a escuta das vozes mais frequentemente negligenciadas \u00e9 indicada como o caminho para crescer no amor e na justi\u00e7a que o Evangelho testemunha.<\/p>\n<p><b>Pergunta para o discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>Que passos pode dar uma Igreja sinodal para imitar cada vez mais o seu Mestre e Senhor, que caminha com todos com amor incondicional e proclama a plenitude da verdade do Evangelho?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) Qual \u00e9 a atitude com que encaramos o mundo? Reconhecemos o que h\u00e1 de bom nele e, ao mesmo tempo, comprometemo-nos a denunciar profeticamente tudo o que viola a dignidade das pessoas, das comunidades humanas e da cria\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>2) Como podemos fazer soar uma voz prof\u00e9tica ao descobrir as causas do mal, sem fragmentar ainda mais as nossas comunidades? Como \u00e9 que nos podemos tornar uma Igreja que n\u00e3o esconde os conflitos e n\u00e3o tem medo de salvaguardar espa\u00e7os para a discord\u00e2ncia?<\/p>\n<p>3) Como podemos restaurar a proximidade e as rela\u00e7\u00f5es de cuidado como o n\u00facleo da miss\u00e3o da Igreja, caminhando com as pessoas em vez de falar sobre elas ou para elas?<\/p>\n<p>4) De acordo com a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica P\u00f3s-Sinodal\u00a0<i>Christus vivit<\/i>, como podemos caminhar juntos com os jovens? Como \u00e9 que uma \u201cop\u00e7\u00e3o preferencial pelos jovens\u201d pode estar no centro das nossas estrat\u00e9gias pastorais em chave sinodal?<\/p>\n<p>5) Como podemos continuar a tomar medidas concretas para oferecer justi\u00e7a \u00e0s v\u00edtimas e sobreviventes dos abusos sexuais, espirituais, econ\u00f3micos, de poder e de consci\u00eancia perpetrados por pessoas que estavam a desempenhar um minist\u00e9rio ou uma miss\u00e3o na Igreja?<\/p>\n<p>6) Como podemos criar espa\u00e7os em que aqueles que se sentem magoados pela Igreja e n\u00e3o bem-vindos pela comunidade possam sentir-se reconhecidos, acolhidos, n\u00e3o julgados e livres para fazer perguntas? \u00c0 luz da Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica P\u00f3s-Sinodal\u00a0<i>Amoris laetitia<\/i>, que passos concretos s\u00e3o necess\u00e1rios para chegar \u00e0s pessoas que se sentem exclu\u00eddas da Igreja por causa da sua afetividade e sexualidade (por exemplo, divorciados recasados, pessoas em casamentos pol\u00edgamos, pessoas LGBTQ+, etc.)?<\/p>\n<p>7) Como podemos ser mais abertos e acolhedores em rela\u00e7\u00e3o aos migrantes e refugiados, \u00e0s minorias \u00e9tnicas e culturais, \u00e0s comunidades ind\u00edgenas que h\u00e1 muito fazem parte da Igreja, mas que muitas vezes est\u00e3o \u00e0 margem? Como podemos testemunhar que a sua presen\u00e7a \u00e9 um dom?<\/p>\n<p>8) Que barreiras f\u00edsicas e culturais temos de eliminar para que as pessoas com defici\u00eancia possam sentir-se membros de pleno direito da comunidade?<\/p>\n<p>9) Como se pode valorizar a contribui\u00e7\u00e3o dos idosos para a vida da comunidade crist\u00e3 e da sociedade?<\/p>\n<p><b>B 1.3 Como pode crescer uma rela\u00e7\u00e3o din\u00e2mica de troca de dons entre Igrejas?<\/b><\/p>\n<p>A comunh\u00e3o a que a Igreja \u00e9 chamada \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o din\u00e2mica de troca de dons, dando testemunho de uma unidade transcendente na diversidade. Um dos dons mais significativos do caminho sinodal at\u00e9 agora \u00e9 a redescoberta da riqueza da diversidade e da profundidade da nossa interconex\u00e3o. Essa diversidade e interconex\u00e3o n\u00e3o amea\u00e7am, mas fornecem o contexto para uma rece\u00e7\u00e3o mais profunda da nossa unidade de cria\u00e7\u00e3o, voca\u00e7\u00e3o e destino.<\/p>\n<p>O processo sinodal foi vivido de forma apaixonada e viva a n\u00edvel local da Igreja, sobretudo nas ocasi\u00f5es de di\u00e1logo no Esp\u00edrito. O DEC procurou evidenciar as diversas formas desta vitalidade, sublinhando ao mesmo tempo a extraordin\u00e1ria converg\u00eancia de quest\u00f5es e temas que surgiram nos v\u00e1rios contextos. Assim, durante as Assembleias continentais, alguns aspetos da vida da Igreja em contextos muito diferentes foram descobertos como um dom precioso. Ao mesmo tempo, aprofundou-se a rela\u00e7\u00e3o com a diversidade que marca as v\u00e1rias regi\u00f5es: diferen\u00e7as entre Igrejas no mesmo continente, bem como diferen\u00e7as na express\u00e3o da catolicidade devido \u00e0 presen\u00e7a de comunidades cat\u00f3licas latinas e orientais no mesmo territ\u00f3rio, muitas vezes como resultado de ondas de migra\u00e7\u00e3o e da forma\u00e7\u00e3o de comunidades em di\u00e1spora. Na verdade, como observou uma Assembleia continental, experimentamo-nos muito concretamente como \u201ccomunidades de comunidades\u201d, notando os dons que assim recebemos e as tens\u00f5es que podem surgir.<\/p>\n<p>Estes encontros conduziram a observa\u00e7\u00f5es compartilhadas e mesmo a pedidos expl\u00edcitos:<\/p>\n<p>a) deseja-se que as diferentes tradi\u00e7\u00f5es de regi\u00f5es e Igrejas espec\u00edficas possam ser ouvidas e participar no di\u00e1logo eclesial e teol\u00f3gico frequentemente dominado por vozes latinas\/ocidentais. A dignidade dos Batizados \u00e9 reconhecida como um ponto-chave em muitos contextos; do mesmo modo, para muitos membros das Igrejas Cat\u00f3licas Orientais, em particular, o Mist\u00e9rio pascal celebrado nos Sacramentos da Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 continua a ser o foco da reflex\u00e3o sobre a identidade dos crist\u00e3os e da Igreja sinodal;<\/p>\n<p>b) As Igrejas Cat\u00f3licas Orientais t\u00eam uma longa e distinta experi\u00eancia de sinodalidade, partilhada com as Igrejas Ortodoxas, uma tradi\u00e7\u00e3o \u00e0 qual desejam que se preste aten\u00e7\u00e3o nos debates e no discernimento deste processo sinodal;<\/p>\n<p>c) do mesmo modo, h\u00e1 realidades espec\u00edficas e particulares que os crist\u00e3os orientais na di\u00e1spora enfrentam em novos contextos, juntamente com os seus irm\u00e3os e irm\u00e3s ortodoxos. \u00c9 desej\u00e1vel que as Igrejas Cat\u00f3licas Orientais na di\u00e1spora possam preservar a sua identidade e ser reconhecidas como mais do que simples comunidades \u00e9tnicas, ou seja, como Igrejas\u00a0<i>sui iuris\u00a0<\/i>com ricas tradi\u00e7\u00f5es espirituais, teol\u00f3gicas e lit\u00fargicas que contribuem para a miss\u00e3o da Igreja hoje, num contexto global.<\/p>\n<p><b>Pergunta para o discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>Como \u00e9 que cada Igreja local, sujeito da miss\u00e3o no contexto em que vive, pode valorizar, promover e integrar o interc\u00e2mbio de dons com as outras Igrejas locais, no horizonte da \u00fanica Igreja Cat\u00f3lica? Como \u00e9 que as Igrejas locais podem ajudar a promover a catolicidade da Igreja numa rela\u00e7\u00e3o harmoniosa entre unidade e diversidade, preservando a especificidade de cada uma?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) Como tomar consci\u00eancia de que a Igreja una e cat\u00f3lica \u00e9 j\u00e1, e desde o in\u00edcio, portadora de uma diversidade rica e multiforme?<\/p>\n<p>2) Com que gestos poderiam as diversas Igrejas locais acolher-se mutuamente para beneficiar de um interc\u00e2mbio de dons eclesiais e manifestar a comunh\u00e3o eclesial na liturgia, na espiritualidade, na pastoral e na reflex\u00e3o teol\u00f3gica? Em particular, como ativar um interc\u00e2mbio entre as experi\u00eancias e as vis\u00f5es de sinodalidade entre as Igrejas Cat\u00f3licas Orientais e a Igreja Latina?<\/p>\n<p>3) Como poderia a Igreja latina desenvolver uma maior abertura \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es espirituais, teol\u00f3gicas e lit\u00fargicas das Igrejas Cat\u00f3licas Orientais?<\/p>\n<p>4) Como podem as Igrejas Cat\u00f3licas Orientais na di\u00e1spora preservar a sua identidade e ser reconhecidas como mais do que simples comunidades \u00e9tnicas?<\/p>\n<p>5) Algumas Igrejas vivem em situa\u00e7\u00f5es muito prec\u00e1rias. Como podem as outras Igrejas assumir o seu sofrimento e prover \u00e0s suas necessidades, pondo em pr\u00e1tica os ensinamentos do Ap\u00f3stolo Paulo, que pedia \u00e0s comunidades da Gr\u00e9cia que apoiassem generosamente a de Jerusal\u00e9m: \u00aba vossa abund\u00e2ncia supre as necessidades deles, para que tamb\u00e9m a abund\u00e2ncia deles supra as vossas necessidades. E assim haver\u00e1 igualdade\u00bb (2Cor 8, 14)? Que papel podem desempenhar, neste contexto, as institui\u00e7\u00f5es mundiais e as da Santa S\u00e9 dedicadas ao servi\u00e7o da caridade?<\/p>\n<p>6) Como podem os contributos e as experi\u00eancias das Igrejas locais ser tidos em conta e valorizados na elabora\u00e7\u00e3o do Magist\u00e9rio e das normas eclesi\u00e1sticas a n\u00edvel universal?<\/p>\n<p>7) Num mundo cada vez mais globalizado e interligado, como desenvolver o tecido de rela\u00e7\u00f5es entre Igrejas locais da mesma regi\u00e3o e tamb\u00e9m de continentes diferentes? Como \u00e9 que a crescente mobilidade humana e, por conseguinte, a presen\u00e7a de comunidades migrantes se podem tornar uma oportunidade para construir v\u00ednculos entre Igrejas e trocar dons? Como lidar de forma construtiva com as tens\u00f5es e os mal-entendidos que podem surgir entre fi\u00e9is de diferentes culturas e tradi\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>8) Como podem as institui\u00e7\u00f5es globais da Igreja, a come\u00e7ar pelas que est\u00e3o sob a al\u00e7ada da Santa S\u00e9 e dos Dicast\u00e9rios da C\u00faria Romana, favorecer a circula\u00e7\u00e3o dos dons entre as Igrejas?<\/p>\n<p>9) Como tornar ativo e fecundo o interc\u00e2mbio de experi\u00eancias e dons n\u00e3o s\u00f3 entre as diversas Igrejas locais, mas tamb\u00e9m entre as diversas voca\u00e7\u00f5es, carismas e espiritualidades no seio do Povo de Deus: institutos de vida consagrada e sociedades de vida apost\u00f3lica, associa\u00e7\u00f5es e movimentos laicais, novas comunidades? Como \u00e9 poss\u00edvel assegurar a participa\u00e7\u00e3o das comunidades de vida contemplativa nessa circula\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><b>B 1.4 Como pode uma Igreja sinodal cumprir melhor a sua miss\u00e3o atrav\u00e9s de um compromisso ecum\u00eanico renovado?<\/b><\/p>\n<p>\u00abO caminho da sinodalidade, que a Igreja cat\u00f3lica percorre, \u00e9 e deve ser ecum\u00eanico, assim como o caminho ecum\u00eanico \u00e9 sinodal\u00bb<sup>[11]<\/sup>\u00a0. A sinodalidade \u00e9 um desafio comum que diz respeito a todos os crentes em Cristo, tal como o ecumenismo \u00e9, antes de mais, um caminho comum (<i>syn-odos<\/i>) percorrido em conjunto com outros Crist\u00e3os. Sinodalidade e ecumenismo s\u00e3o dois caminhos a percorrer em conjunto, com um objetivo comum: um melhor testemunho crist\u00e3o. Este pode assumir a forma de uma conviv\u00eancia num \u201cecumenismo da vida\u201d a diferentes n\u00edveis, incluindo os casamentos interconfessionais, e tamb\u00e9m do ato supremo de dar testemunho da f\u00e9 em Cristo no ecumenismo do mart\u00edrio.<\/p>\n<p>O compromisso de construir uma Igreja sinodal tem v\u00e1rias implica\u00e7\u00f5es ecum\u00eanicas:<\/p>\n<p>a) no \u00fanico Batismo todos os crist\u00e3os participam no\u00a0<i>sensus fidei\u00a0<\/i>ou sentido sobrenatural da f\u00e9 (cf. LG 12), raz\u00e3o pela qual numa Igreja sinodal todos devem ser escutados com aten\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>b) o caminho ecum\u00eanico \u00e9 um interc\u00e2mbio de dons, e um dos dons que os cat\u00f3licos podem receber de outros crist\u00e3os \u00e9 precisamente a sua experi\u00eancia sinodal (cf. EG 246). A redescoberta da sinodalidade como dimens\u00e3o constitutiva da Igreja \u00e9 um fruto do di\u00e1logo ecum\u00e9nico, sobretudo com os Ortodoxos;<\/p>\n<p>c) o movimento ecum\u00eanico \u00e9 um laborat\u00f3rio de sinodalidade e, em particular, a metodologia de di\u00e1logo e de constru\u00e7\u00e3o de consensos experimentada a v\u00e1rios n\u00edveis no seu seio pode ser uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>d) A sinodalidade faz parte da \u201creforma cont\u00ednua\u201d da Igreja, sabendo que \u00e9 sobretudo atrav\u00e9s da sua reforma interna, na qual a sinodalidade desempenha um papel essencial, que a Igreja Cat\u00f3lica se aproxima dos outros Crist\u00e3os (cf. UR 4.6);<\/p>\n<p>e) existe uma rela\u00e7\u00e3o rec\u00edproca entre a ordem sinodal da Igreja Cat\u00f3lica e a credibilidade do seu empenho ecum\u00eanico;<\/p>\n<p>f) Uma certa sinodalidade entre as Igrejas \u00e9 experimentada sempre que Crist\u00e3os de diferentes tradi\u00e7\u00f5es se re\u00fanem em nome de Jesus Cristo para a ora\u00e7\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o e o testemunho comuns, bem como para consultas regulares e participa\u00e7\u00e3o nos respetivos processos sinodais.<\/p>\n<p>Todos os Documentos finais das Assembleias continentais sublinham a estreita rela\u00e7\u00e3o entre sinodalidade e ecumenismo, e alguns dedicam-lhe cap\u00edtulos inteiros. Com efeito, tanto a sinodalidade como o ecumenismo t\u00eam a sua raiz na dignidade batismal de todo o Povo de Deus; convidam a um renovado compromisso com base na vis\u00e3o de uma Igreja sinodal mission\u00e1ria; s\u00e3o processos de escuta e de di\u00e1logo e exortam a crescer numa comunh\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 uniformidade, mas unidade na leg\u00edtima diversidade; salientam a necessidade de um esp\u00edrito de corresponsabilidade, uma vez que as nossas decis\u00f5es e a\u00e7\u00f5es a diferentes n\u00edveis afetam todos os membros do Corpo de Cristo; s\u00e3o processos espirituais de arrependimento, perd\u00e3o e reconcilia\u00e7\u00e3o num di\u00e1logo de convers\u00e3o que pode levar a uma cura da mem\u00f3ria.<\/p>\n<p><b>Pergunta para o discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>Como podem a experi\u00eancia e os frutos do caminho ecum\u00eanico favorecer a constru\u00e7\u00e3o de uma Igreja Cat\u00f3lica mais sinodal; como pode a sinodalidade ajudar a Igreja Cat\u00f3lica a responder melhor \u00e0 ora\u00e7\u00e3o de Jesus: \u00abque todos sejam um s\u00f3&#8230; para que o mundo acredite\u00bb (Jo 17, 21)?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) Este S\u00ednodo \u00e9 uma oportunidade para aprender com outras Igrejas e Comunidades Eclesiais e para \u00abrecolher o que o Esp\u00edrito semeou neles como um dom tamb\u00e9m para n\u00f3s\u00bb (EG 246). O que podem os cat\u00f3licos (re)aprender da experi\u00eancia sinodal de outros crist\u00e3os e do movimento ecum\u00eanico?<\/p>\n<p>2) Como se pode promover a participa\u00e7\u00e3o ativa de todo o Povo de Deus no movimento ecum\u00eanico? Em particular, qual pode ser o contributo da vida consagrada, dos casais e fam\u00edlias interconfessionais, dos jovens, dos movimentos eclesiais e das comunidades ecum\u00eanicas?<\/p>\n<p>3) Em que dom\u00ednios \u00e9 necess\u00e1ria uma cura de mem\u00f3ria no que diz respeito \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com outras Igrejas e Comunidades eclesiais? Como \u00e9 que podemos construir juntos uma \u201cnova mem\u00f3ria\u201d?<\/p>\n<p>4) Como melhorar a nossa caminhada em conjunto com os crist\u00e3os de todas as tradi\u00e7\u00f5es? Como \u00e9 que uma comemora\u00e7\u00e3o comum do 1.700\u00ba anivers\u00e1rio do Conc\u00edlio de Niceia (325-2025) poderia constituir uma oportunidade neste sentido?<\/p>\n<p>5) \u00abO minist\u00e9rio episcopal da unidade est\u00e1 profundamente unido \u00e0 sinodalidade\u00bb<sup>[12]<\/sup>. Como \u00e9 que o Bispo, enquanto \u00abprinc\u00edpio vis\u00edvel e fundamento da unidade\u00bb (LG 23), \u00e9 chamado a promover o ecumenismo de forma sinodal na sua Igreja local?<\/p>\n<p>6) Como \u00e9 que o processo sinodal em curso pode contribuir para \u00abencontrar uma forma de exerc\u00edcio do primado que, sem renunciar de modo algum ao que \u00e9 essencial da sua miss\u00e3o, se abra a uma situa\u00e7\u00e3o nova\u00bb<sup>[13]<\/sup>?<\/p>\n<p>7) Como podem as Igrejas Cat\u00f3licas Orientais ajudar, apoiar e estimular a Igreja Latina no seu compromisso sinodal e ecum\u00eanico comum? Como pode a Igreja Latina apoiar e promover a identidade dos fi\u00e9is cat\u00f3licos orientais na di\u00e1spora?<\/p>\n<p>8) Como pode o lema ecum\u00eanico do Papa Francisco \u00ab<i>Caminhar &#8211; Rezar &#8211; Trabalhar juntos<\/i>\u00bb<sup>[14]<\/sup>\u00a0inspirar um compromisso renovado com a unidade dos crist\u00e3os de uma forma sinodal?<\/p>\n<p><b>B 1.5 Como reconhecer e colher a riqueza das culturas e desenvolver o di\u00e1logo com as religi\u00f5es \u00e0 luz do Evangelho?<\/b><\/p>\n<p>Escutar as pessoas exige saber escutar as culturas em que elas est\u00e3o inseridas, sabendo que cada cultura est\u00e1 em constante evolu\u00e7\u00e3o. Uma Igreja sinodal precisa de aprender a articular melhor o Evangelho com as culturas e os contextos locais, atrav\u00e9s do discernimento, partindo da confian\u00e7a de que o Esp\u00edrito lhe d\u00e1 uma tal amplitude que pode acolher qualquer cultura, sem exclus\u00e3o. Prova disso \u00e9 o fato de as Igrejas locais se caracterizarem j\u00e1 por uma grande diversidade, o que \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o: nelas coexistem diferentes nacionalidades e etnias, crentes de tradi\u00e7\u00f5es orientais e ocidentais. No entanto, esta riqueza nem sempre \u00e9 f\u00e1cil de viver e pode tornar-se uma fonte de divis\u00f5es e conflitos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o nosso tempo \u00e9 marcado pela difus\u00e3o avassaladora de uma nova cultura, a dos ambientes digitais e dos novos media. Como demonstra a iniciativa do S\u00ednodo digital, a Igreja j\u00e1 est\u00e1 presente a\u00ed, sobretudo atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o de muitos Crist\u00e3os, muitos deles jovens. Falta ainda uma consci\u00eancia plena das potencialidades que este ambiente oferece \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o e uma reflex\u00e3o sobre os desafios que coloca, sobretudo em termos antropol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Dos documentos das Assembleias continentais emergem v\u00e1rias tens\u00f5es, n\u00e3o para serem esmagadas, mas para serem valorizadas como fontes de dinamismo:<\/p>\n<p>a) na rela\u00e7\u00e3o entre o Evangelho e as culturas locais, com experi\u00eancias e posi\u00e7\u00f5es diferentes. Alguns consideram a ado\u00e7\u00e3o de tradi\u00e7\u00f5es das Igrejas de outras regi\u00f5es como uma forma de colonialismo. Outros acreditam que o Esp\u00edrito age em cada cultura, tornando-a capaz de exprimir as verdades da f\u00e9 crist\u00e3. Outros ainda acreditam que os crist\u00e3os n\u00e3o podem adotar ou adaptar pr\u00e1ticas culturais pr\u00e9-crist\u00e3s;<\/p>\n<p>b) na rela\u00e7\u00e3o entre o Cristianismo e as outras religi\u00f5es. A par de experi\u00eancias frutuosas de di\u00e1logo e de compromisso com crentes de outras religi\u00f5es, surgem tamb\u00e9m lutas e limita\u00e7\u00f5es, sinais de desconfian\u00e7a, conflitos religiosos e at\u00e9 persegui\u00e7\u00f5es, diretas ou indiretas. A Igreja quer construir pontes para a promo\u00e7\u00e3o da paz, da reconcilia\u00e7\u00e3o, da justi\u00e7a e da liberdade, mas h\u00e1 tamb\u00e9m situa\u00e7\u00f5es que exigem de n\u00f3s uma grande paci\u00eancia e esperan\u00e7a de que as coisas possam mudar;<\/p>\n<p>c) na rela\u00e7\u00e3o entre a Igreja, por um lado, e a cultura ocidental e as formas de coloniza\u00e7\u00e3o cultural, por outro. Existem no mundo for\u00e7as que se op\u00f5em \u00e0 miss\u00e3o da Igreja, a partir de ideologias filos\u00f3ficas, econ\u00f4micas e pol\u00edticas baseadas em pressupostos que se op\u00f5em \u00e0 f\u00e9. Nem todos percebem estas tens\u00f5es da mesma forma, por exemplo no que diz respeito ao fen\u00f4meno da seculariza\u00e7\u00e3o, que alguns veem como uma amea\u00e7a e outros como uma oportunidade. Por vezes, esta tens\u00e3o \u00e9 interpretada de forma redutora como um confronto entre aqueles que desejam a mudan\u00e7a e aqueles que a temem;<\/p>\n<p>d) na rela\u00e7\u00e3o entre as comunidades ind\u00edgenas e os modelos ocidentais de a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria. Muitos mission\u00e1rios cat\u00f3licos deram provas de grande dedica\u00e7\u00e3o e generosidade na partilha da f\u00e9, mas em alguns casos a sua a\u00e7\u00e3o impediu que as culturas locais oferecessem o seu contributo original para a edifica\u00e7\u00e3o da Igreja;<\/p>\n<p>e) na rela\u00e7\u00e3o entre a comunidade crist\u00e3 e os jovens, muitos dos quais se sentem exclu\u00eddos pela linguagem adotada nos meios eclesiais, que \u00e9 incompreens\u00edvel para eles.<\/p>\n<p>Estas tens\u00f5es devem ser abordadas em primeiro lugar atrav\u00e9s do discernimento a n\u00edvel local, uma vez que n\u00e3o existem receitas preconcebidas. As Assembleias continentais sublinharam as disposi\u00e7\u00f5es pessoais e comunit\u00e1rias que podem ser \u00fateis: uma atitude de humildade e de respeito, a capacidade de escutar e de promover um aut\u00eantico di\u00e1logo no Esp\u00edrito, a disponibilidade para a mudan\u00e7a, para abra\u00e7ar a din\u00e2mica pascal da morte e da ressurrei\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m no que diz respeito \u00e0s formas concretas que a vida da Igreja assume, a forma\u00e7\u00e3o para o discernimento cultural, para o confronto das sensibilidades e da espiritualidade, e para o acompanhamento de pessoas de culturas diferentes.<\/p>\n<p><b>Pergunta para discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>Como tornar o an\u00fancio do Evangelho comunic\u00e1vel e percet\u00edvel nos diferentes contextos e culturas, de modo a favorecer o encontro com Cristo dos homens e mulheres do nosso tempo? Que la\u00e7os podemos estabelecer com os crentes de outras religi\u00f5es, desenvolvendo uma cultura do encontro e do di\u00e1logo?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) Com que instrumentos as Igrejas locais leem e discernem as culturas em que est\u00e3o inseridas? Como podem, \u00e0 luz do Evangelho, respeitar e valorizar as culturas dos diferentes contextos locais? Que oportunidades podem criar para reler, de forma construtiva, os ensinamentos da Igreja \u00e0 luz das culturas locais?<\/p>\n<p>2) Que espa\u00e7os est\u00e3o dispon\u00edveis para que as culturas minorit\u00e1rias e migrantes encontrem express\u00e3o nas igrejas locais?<\/p>\n<p>3) V\u00e1rias dioceses, confer\u00eancias episcopais, assembleias continentais manifestaram o desejo de poder rearticular a vida comunit\u00e1ria e sobretudo a liturgia de acordo com as culturas locais, num processo de incultura\u00e7\u00e3o permanente. Que din\u00e2mica sinodal podemos p\u00f4r em pr\u00e1tica para responder a este desejo?<\/p>\n<p>4) Como promover a forma\u00e7\u00e3o para o discernimento cultural? Como promover, educar e reconhecer os carismas e as voca\u00e7\u00f5es dos \u201ctradutores\u201d, ou seja, daqueles que ajudam a construir pontes entre as religi\u00f5es, as culturas e os povos?<\/p>\n<p>5) A que gestos de reconcilia\u00e7\u00e3o e de paz com as outras religi\u00f5es nos sentimos chamados? Como enfrentar de forma construtiva os preconceitos, as tens\u00f5es e os conflitos? Como dar testemunho do Evangelho em pa\u00edses onde a Igreja \u00e9 minorit\u00e1ria, sem enfraquecer o testemunho de f\u00e9, mas tamb\u00e9m sem expor levianamente os crist\u00e3os a amea\u00e7as e persegui\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>6) Como tratar de forma franca, prof\u00e9tica e construtiva as rela\u00e7\u00f5es entre a cultura ocidental e as outras culturas, tamb\u00e9m no seio da Igreja, evitando formas de colonialismo?<\/p>\n<p>7) Para alguns, a sociedade secularizada \u00e9 uma amea\u00e7a a que se deve opor, para outros, um fato a aceitar, para outros ainda, uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o e uma oportunidade. Como \u00e9 que as Igrejas podem permanecer em di\u00e1logo com o mundo sem se tornarem mundanas?<\/p>\n<p>8) Como criar oportunidades de discernimento nos ambientes digitais? Que formas de colabora\u00e7\u00e3o e que estruturas precisamos criar ao servi\u00e7o da evangeliza\u00e7\u00e3o num ambiente que n\u00e3o tem em conta a dimens\u00e3o territorial?<\/p>\n<p>B 2. Correspons\u00e1veis na miss\u00e3o<\/p>\n<p><i>Como podemos partilhar dons e tarefas ao servi\u00e7o do Evangelho?<\/i><\/p>\n<p><b>B 2.1 Como podemos caminhar juntos para uma consci\u00eancia comum do sentido e do conte\u00fado da miss\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 miss\u00e3o da Igreja anunciar o Evangelho e tornar Cristo presente, atrav\u00e9s do dom do Esp\u00edrito. Esta tarefa pertence a todos os batizados (cf. EG 120): a sinodalidade \u00e9 constitutivamente mission\u00e1ria e a pr\u00f3pria miss\u00e3o \u00e9 a\u00e7\u00e3o sinodal. Somos continuamente convidados a crescer na nossa resposta a este apelo, renovando em chave sinodal o modo como a Igreja realiza a sua miss\u00e3o. Nas reflex\u00f5es das Assembleias Continentais, esta miss\u00e3o articula uma multiplicidade de dimens\u00f5es, a serem harmonizadas e n\u00e3o opostas entre si, na perspetiva integral promovida pela\u00a0<i>Evangelii nuntiandi\u00a0<\/i>e retomada pela\u00a0<i>Evangelii gaudium<\/i>. Por exemplo:<\/p>\n<p>a) um apelo sincero \u00e0 renova\u00e7\u00e3o da vida lit\u00fargica da Igreja local como lugar de an\u00fancio atrav\u00e9s da Palavra e dos Sacramentos, com \u00eanfase na qualidade da prega\u00e7\u00e3o e na linguagem da liturgia. Esta \u00faltima requer um equil\u00edbrio adequado entre a unidade da Igreja, expressa tamb\u00e9m na unidade do rito, e as leg\u00edtimas variedades, que uma correta incultura\u00e7\u00e3o tem em devida conta<sup>[15]<\/sup>;<\/p>\n<p>b) \u00e9 sublinhado o desejo de uma Igreja pobre e pr\u00f3xima dos que sofrem, capaz de evangelizar atrav\u00e9s do exerc\u00edcio da proximidade e da caridade, seguindo os passos do Senhor, e o testemunho de um empenho que vai at\u00e9 ao mart\u00edrio: \u00e9 a voca\u00e7\u00e3o \u201csamaritana\u201d da Igreja. S\u00e3o recordadas as situa\u00e7\u00f5es em que a Igreja causa feridas e aquelas em que as sofre: sem cuidar das pessoas envolvidas, estas situa\u00e7\u00f5es tornam-se pedras de trope\u00e7o para testemunhar o amor de Deus e a verdade do Evangelho;<\/p>\n<p>c) uma chave de oposi\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica aos novos e destrutivos colonialismos \u00e9 a abertura de lugares de servi\u00e7o gratuito, inspirados na imita\u00e7\u00e3o de Cristo, que n\u00e3o veio para ser servido, mas para servir (cf. Mc 10,45). S\u00e3o lugares onde as necessidades humanas b\u00e1sicas podem ser satisfeitas, onde as pessoas se sentem acolhidas e n\u00e3o julgadas, livres para fazer perguntas sobre as raz\u00f5es da nossa esperan\u00e7a (cf. 1Pd 3,15), livres para partir e regressar. Para uma Igreja sinodal, a miss\u00e3o \u00e9 sempre construir com os outros e n\u00e3o simplesmente para os outros;<\/p>\n<p>d) tamb\u00e9m no ambiente digital, que a Igreja est\u00e1 a descobrir como uma oportunidade de evangeliza\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de redes de rela\u00e7\u00f5es permite aos seus frequentadores, especialmente aos jovens, experimentar novas formas de caminhar juntos. A iniciativa do S\u00ednodo digital chama a aten\u00e7\u00e3o da Igreja para a realidade da pessoa humana como um ser que se comunica, mesmo nos circuitos medi\u00e1ticos que configuram o nosso mundo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>O desejo de crescer no compromisso da miss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 impedido pela consci\u00eancia dos limites das comunidades crist\u00e3s e pelo reconhecimento dos seus fracassos; pelo contr\u00e1rio, o movimento de sair de si mesmo pelo impulso da f\u00e9, da esperan\u00e7a e da caridade \u00e9 um modo de enfrentar essa incompletude. A par da afirma\u00e7\u00e3o deste desejo, as Assembleias continentais d\u00e3o tamb\u00e9m voz \u00e0 falta de clareza e de uma compreens\u00e3o partilhada do sentido, do alcance e do conte\u00fado da miss\u00e3o da Igreja, ou dos crit\u00e9rios para articular os impulsos de a\u00e7\u00e3o em diferentes dire\u00e7\u00f5es. Da\u00ed a exig\u00eancia de mais forma\u00e7\u00e3o e de espa\u00e7os de confronto e de di\u00e1logo, em chave sinodal, entre as diferentes perspetivas, espiritualidades e sensibilidades que constituem a riqueza da Igreja.<\/p>\n<p><b>Pergunta para discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>At\u00e9 que ponto a Igreja est\u00e1 hoje preparada e equipada para a miss\u00e3o de anunciar o Evangelho com convic\u00e7\u00e3o, liberdade de esp\u00edrito e efic\u00e1cia? Como \u00e9 que a perspetiva de uma Igreja sinodal transforma a compreens\u00e3o da miss\u00e3o e permite articular as suas diferentes dimens\u00f5es? Como \u00e9 que a experi\u00eancia de realizar a miss\u00e3o em conjunto enriquece a compreens\u00e3o da sinodalidade?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) A vida lit\u00fargica da comunidade \u00e9 a fonte da miss\u00e3o. Como sustentar a sua renova\u00e7\u00e3o numa perspetiva sinodal de valoriza\u00e7\u00e3o dos minist\u00e9rios, carismas e voca\u00e7\u00f5es e de oferta de espa\u00e7os de acolhimento e de rela\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>2) Como podem a prega\u00e7\u00e3o, a catequese e a pastoral promover uma consci\u00eancia partilhada do sentido e do conte\u00fado da miss\u00e3o? E do fato de que ela constitui um apelo concreto e eficaz para cada Batizado?<\/p>\n<p>3) As s\u00ednteses das Confer\u00eancias Episcopais e das Assembleias continentais apelam fortemente a uma \u201cop\u00e7\u00e3o preferencial\u201d pelos jovens e pelas fam\u00edlias, que os reconhe\u00e7a como sujeitos e n\u00e3o como objetos de cuidado pastoral. Como poderia tomar forma esta renova\u00e7\u00e3o sinodal mission\u00e1ria da Igreja, tamb\u00e9m atrav\u00e9s da implementa\u00e7\u00e3o das conclus\u00f5es dos S\u00ednodos 2014-2015 e 2018 ?<\/p>\n<p>4) Para uma grande parte do Povo de Deus, a miss\u00e3o realiza-se \u00abtratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus\u00bb (LG 31; cf. tamb\u00e9m AA 2). Como sensibilizar para o fato de que a profiss\u00e3o, o compromisso social e pol\u00edtico, o voluntariado s\u00e3o \u00e1reas em que se exerce a miss\u00e3o? Como acompanhar e apoiar aqueles que desempenham esta miss\u00e3o em ambientes particularmente hostis e dif\u00edceis?<\/p>\n<p>5) A Doutrina Social da Igreja \u00e9 muitas vezes considerada como um patrim\u00f4nio de especialistas e te\u00f3logos e desligada da vida quotidiana das comunidades. Como se pode favorecer a sua reapropria\u00e7\u00e3o pelo Povo de Deus, como recurso para a miss\u00e3o?<\/p>\n<p>6) O ambiente digital molda atualmente a vida da sociedade. Como \u00e9 que a Igreja pode realizar a sua miss\u00e3o mais eficazmente neste ambiente? Como reconfigurar o an\u00fancio, o acompanhamento e o cuidado neste ambiente? Como reconhecer adequadamente o empenhamento mission\u00e1rio neste ambiente e os percursos de forma\u00e7\u00e3o adequados para aqueles que o realizam? Como favorecer o protagonismo dos jovens, correspons\u00e1veis pela miss\u00e3o da Igreja neste espa\u00e7o?<\/p>\n<p>7) Em muitos dom\u00ednios, a realiza\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o exige que colaboremos com uma pluralidade de pessoas e organiza\u00e7\u00f5es de diferentes inspira\u00e7\u00f5es: Fi\u00e9is de outras Igrejas e Comunidades eclesiais, crentes de outras religi\u00f5es, mulheres e homens de boa vontade. O que \u00e9 que aprendemos ao \u201ccaminhar juntos\u201d com eles e como \u00e9 que nos podemos equipar para o fazer melhor?<\/p>\n<p><b>B 2.2 O que fazer para que uma Igreja sinodal seja tamb\u00e9m uma Igreja mission\u00e1ria &#8220;toda ministerial&#8221;?<\/b><\/p>\n<p>Todas as Assembleias continentais se referem aos minist\u00e9rios na Igreja, muitas vezes em termos muito articulados. O processo sinodal restabelece uma vis\u00e3o positiva dos minist\u00e9rios, que l\u00ea o Minist\u00e9rio ordenado dentro da ministerialidade eclesial mais ampla, sem oposi\u00e7\u00f5es. Surge tamb\u00e9m uma certa urg\u00eancia em discernir os carismas emergentes e as formas adequadas de exerc\u00edcio dos Minist\u00e9rios batismais (institu\u00eddos, extraordin\u00e1rios e de fato) no seio do Povo de Deus, participante da fun\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica, sacerdotal e real de Cristo. Esta Ficha de trabalho centra-se nestes \u00faltimos, enquanto noutras encontra espa\u00e7o a quest\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com o Minist\u00e9rio ordenado e as tarefas dos Bispos numa Igreja sinodal. Em particular:<\/p>\n<p>a) H\u00e1 um claro apelo a superar uma vis\u00e3o que reserva somente aos Ministros ordenados (Bispos, Presb\u00edteros, Di\u00e1conos) todas as fun\u00e7\u00f5es ativas na Igreja, reduzindo a participa\u00e7\u00e3o dos Batizados a uma colabora\u00e7\u00e3o subordinada. Sem diminuir o apre\u00e7o pelo dom do Sacramento da Ordem, os minist\u00e9rios s\u00e3o entendidos a partir de uma conce\u00e7\u00e3o ministerial de toda a Igreja. Surge uma serena rece\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II, com o reconhecimento da dignidade batismal como fundamento da participa\u00e7\u00e3o de todos na vida da Igreja. A dignidade batismal \u00e9 prontamente ligada ao Sacerd\u00f3cio comum como raiz dos Minist\u00e9rios batismais, e \u00e9 reafirmada a rela\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria entre o Sacerd\u00f3cio comum e o Sacerd\u00f3cio ministerial, que \u00abordenam-se mutuamente um ao outro, pois um e outro participam, a seu modo, do \u00fanico sacerd\u00f3cio de Cristo\u00bb (LG 10);<\/p>\n<p>b) Sublinha-se que o lugar mais prop\u00edcio para tornar efetiva a participa\u00e7\u00e3o de todos no Sacerd\u00f3cio de Cristo, capaz de valorizar o Minist\u00e9rio ordenado na sua particularidade e, ao mesmo tempo, promover os Minist\u00e9rios batismais na sua variedade, \u00e9 a Igreja local, chamada a discernir quais os carismas e minist\u00e9rios que s\u00e3o \u00fateis para o bem de todos num determinado contexto social, cultural e eclesial. \u00c9 necess\u00e1rio dar um novo impulso \u00e0 participa\u00e7\u00e3o especial dos Leigos na evangeliza\u00e7\u00e3o nos v\u00e1rios \u00e2mbitos da vida social, cultural, econ\u00f3mica e pol\u00edtica, bem como valorizar o contributo dos Consagradas e Consagrados, com os seus diferentes carismas, na vida da Igreja local;<\/p>\n<p>c) a experi\u00eancia de caminhar juntos na Igreja local permite imaginar novos minist\u00e9rios ao servi\u00e7o de uma Igreja sinodal. Muitas vezes, referindo-se ao texto, \u00e0 vis\u00e3o e \u00e0 linguagem da LG 10-12, as Assembleias continentais pedem um maior reconhecimento dos Minist\u00e9rios batismais e a possibilidade de os realizar no registo da subsidiariedade entre os diferentes n\u00edveis da Igreja. Nesta linha, muitas destas quest\u00f5es poderiam ser respondidas atrav\u00e9s de um trabalho sinodal mais aprofundado nas Igrejas locais, onde, com base no princ\u00edpio da participa\u00e7\u00e3o diferenciada na\u00a0<i>tria munera\u00a0<\/i>de Cristo, \u00e9 mais f\u00e1cil manter clara a complementaridade entre o Sacerd\u00f3cio comum e o Sacerd\u00f3cio ministerial, identificando com discernimento os minist\u00e9rios batismais necess\u00e1rios \u00e0 comunidade.<\/p>\n<p>d) Uma Igreja \u201ctoda ministerial\u201d n\u00e3o \u00e9 necessariamente uma Igreja \u201ctoda de Minist\u00e9rios institu\u00eddos\u201d. H\u00e1 legitimamente muitos minist\u00e9rios que brotam da voca\u00e7\u00e3o batismal: minist\u00e9rios espont\u00e2neos, alguns minist\u00e9rios reconhecidos que n\u00e3o s\u00e3o institu\u00eddos, e outros que, atrav\u00e9s da institui\u00e7\u00e3o, recebem forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, miss\u00e3o e estabilidade. Crescer como Igreja sinodal implica o compromisso de discernir juntos quais os minist\u00e9rios que devem ser criados ou promovidos \u00e0 luz dos sinais dos tempos, como resposta ao servi\u00e7o do mundo.<\/p>\n<p><b>Pergunta para discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>Como poderemos avan\u00e7ar na Igreja para uma corresponsabilidade real e efetiva, em chave mission\u00e1ria, para uma realiza\u00e7\u00e3o mais plena das voca\u00e7\u00f5es, carismas e minist\u00e9rios de todos os Batizados? Como podemos assegurar que uma Igreja mais sinodal seja tamb\u00e9m uma \u201cIgreja toda ministerial\u201d?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) Como viver a celebra\u00e7\u00e3o do Batismo, da Confirma\u00e7\u00e3o e da Eucaristia de modo a que sejam ocasi\u00f5es para testemunhar e promover a participa\u00e7\u00e3o e a corresponsabilidade de todos como participantes ativos na vida e na miss\u00e3o da Igreja? Que caminhos formativos devem ser postos em a\u00e7\u00e3o para fomentar na Igreja uma compreens\u00e3o da ministerialidade que n\u00e3o se reduza ao minist\u00e9rio ordenado?<\/p>\n<p>2) Como discernir numa Igreja local os Minist\u00e9rios batismais, estabelecidos ou n\u00e3o, necess\u00e1rios para a miss\u00e3o? Que espa\u00e7os est\u00e3o dispon\u00edveis para a experimenta\u00e7\u00e3o a n\u00edvel local? Que valor atribuir a esses Minist\u00e9rios? Em que condi\u00e7\u00f5es podem ser assumidos por toda a Igreja?<\/p>\n<p>3) O que \u00e9 que podemos aprender com outras Igrejas e Comunidades eclesiais relativamente \u00e0 ministerialidade e aos minist\u00e9rios?<\/p>\n<p>4) A corresponsabilidade manifesta-se e realiza-se, antes de mais, na participa\u00e7\u00e3o de todos na miss\u00e3o: como valorizar o contributo espec\u00edfico dos v\u00e1rios carismas e voca\u00e7\u00f5es (desde os ligados \u00e0s capacidades e compet\u00eancias, incluindo profissionais, dos indiv\u00edduos, at\u00e9 aos que inspiram os institutos de vida consagrada e as sociedades de vida apost\u00f3lica, os movimentos, as associa\u00e7\u00f5es, etc.) ao servi\u00e7o da harmonia do empenho comunit\u00e1rio e da vida eclesial, sobretudo nas Igrejas locais?<\/p>\n<p>5) Como criar espa\u00e7os e momentos de efetiva participa\u00e7\u00e3o em corresponsabilidade na miss\u00e3o dos Fi\u00e9is que, por raz\u00f5es diversas, est\u00e3o \u00e0 margem da vida comunit\u00e1ria, mas que, segundo a l\u00f3gica do Evangelho, podem dar um contributo insubstitu\u00edvel (idosos e doentes, pessoas com defici\u00eancia, pobres, pessoas sem forma\u00e7\u00e3o cultural, etc.)?<\/p>\n<p>6) Muitas pessoas experimentam o empenhamento na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa e no cuidado da casa comum como resposta a uma voca\u00e7\u00e3o aut\u00eantica e como op\u00e7\u00e3o de vida, mesmo em detrimento de alternativas profissionais mais remuneradoras. Como pensar em formas de reconhecimento deste compromisso, de modo a tornar claro que n\u00e3o se trata de uma op\u00e7\u00e3o pessoal, mas de uma a\u00e7\u00e3o que torna tang\u00edvel a preocupa\u00e7\u00e3o da Igreja?<\/p>\n<p><b>B 2.3 Como pode a Igreja do nosso tempo cumprir melhor a sua miss\u00e3o atrav\u00e9s de um maior reconhecimento e promo\u00e7\u00e3o da dignidade batismal das mulheres?<\/b><\/p>\n<p>No Batismo, o crist\u00e3o entra num novo v\u00ednculo com Cristo e, n&#8217;Ele e por Ele, com todos os Batizados, com todo o g\u00eaero humano e com toda a cria\u00e7\u00e3o. Filhas e filhos do \u00fanico Pai, ungidos pelo mesmo Esp\u00edrito, em virtude de partilharem o mesmo v\u00ednculo com Cristo, os Batizados s\u00e3o dados uns aos outros como membros de um \u00fanico corpo, no qual gozam de igual dignidade (cf. Gal 3, 26-28). A fase de escuta reafirmou a consci\u00eancia desta realidade, indicando que ela deve encontrar uma realiza\u00e7\u00e3o cada vez mais concreta na vida da Igreja tamb\u00e9m atrav\u00e9s de rela\u00e7\u00f5es de mutualidade, reciprocidade e complementaridade entre homens e mulheres:<\/p>\n<p>a) de modo essencialmente un\u00e2nime, mesmo se as perspetivas de cada continente s\u00e3o diferentes, todas as Assembleias continentais pedem que se preste aten\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia, \u00e0 condi\u00e7\u00e3o e ao papel das mulheres. Celebram a f\u00e9, a participa\u00e7\u00e3o e o testemunho de tantas mulheres em todo o mundo, leigas e consagradas, como evangelizadoras e, muitas vezes, primeiras formadoras na f\u00e9, notando especialmente a sua contribui\u00e7\u00e3o para a \u201cmargem prof\u00e9tica\u201d, em lugares remotos e contextos sociais problem\u00e1ticos;<\/p>\n<p>b) al\u00e9m disso, as Assembleias continentais apelam a uma reflex\u00e3o mais profunda sobre a realidade dos fracassos relacionais, que s\u00e3o tamb\u00e9m fracassos estruturais que afetam a vida das mulheres na Igreja, convidando a um processo de convers\u00e3o cont\u00ednua para tentar tornar-se mais plenamente aquilo que j\u00e1 somos no Batismo. As prioridades para a Assembleia sinodal incluem abordar as alegrias e tens\u00f5es, bem como as oportunidades de convers\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o na forma como vivemos as rela\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres na Igreja, tamb\u00e9m na concretude das rela\u00e7\u00f5es entre Ministros ordenados, Consagradas e Consagrados, Leigas e Leigos;<\/p>\n<p>c) durante a primeira fase do S\u00ednodo, as quest\u00f5es da participa\u00e7\u00e3o das mulheres, o seu reconhecimento, a rela\u00e7\u00e3o de apoio m\u00fatuo entre homens e mulheres e a presen\u00e7a de mulheres em posi\u00e7\u00f5es de responsabilidade e de governo emergiram como elementos cruciais na procura de como viver a miss\u00e3o da Igreja de uma forma mais sinodal. As mulheres que participaram na primeira fase expressaram claramente um desejo: que a sociedade e a Igreja sejam um lugar de crescimento, de participa\u00e7\u00e3o ativa e de perten\u00e7a saud\u00e1vel para todas as mulheres. Pedem \u00e0 Igreja que esteja ao seu lado para acompanhar e promover a realiza\u00e7\u00e3o deste desejo. Numa Igreja que quer ser verdadeiramente sinodal, estas quest\u00f5es devem ser abordadas em conjunto, e devem ser constru\u00eddas em conjunto respostas concretas para um maior reconhecimento da dignidade batismal das mulheres e para a luta contra todas as formas de discrimina\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o de que s\u00e3o v\u00edtimas na comunidade eclesial e na sociedade;<\/p>\n<p>d) finalmente, as Assembleias continentais sublinham a pluralidade de experi\u00eancias, pontos de vista e perspetivas das mulheres e pedem que esta diversidade seja reconhecida nos trabalhos da Assembleia Sinodal, evitando tratar as mulheres como um grupo homog\u00e9neo ou como um tema de discuss\u00e3o abstrato ou ideol\u00f3gico.<\/p>\n<p><b>Pergunta para o discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>Que medidas concretas pode a Igreja tomar para renovar e reformar os seus procedimentos, disposi\u00e7\u00f5es institucionais e estruturas, de modo a permitir um maior reconhecimento e participa\u00e7\u00e3o das mulheres, incluindo no governo e a todos os est\u00e1gios dos processos decis\u00f3rios, incluindo a tomada de decis\u00f5es, em um esp\u00edrito de comunh\u00e3o e com vistas \u00e0 miss\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) As mulheres desempenham um papel importante na transmiss\u00e3o da f\u00e9, nas fam\u00edlias, nas par\u00f3quias, na vida consagrada, nas associa\u00e7\u00f5es e movimentos, nas institui\u00e7\u00f5es laicais, como professoras e catequistas. Como reconhecer, apoiar, acompanhar o seu contributo j\u00e1 consider\u00e1vel? Como valoriz\u00e1-lo para aprender a ser uma Igreja cada vez mais sinodal?<\/p>\n<p>2) Os carismas das mulheres j\u00e1 est\u00e3o presentes e atuam na Igreja de hoje. O que \u00e9 que podemos fazer para os discernir e apoiar e para aprender o que o Esp\u00edrito nos quer ensinar atrav\u00e9s deles?<\/p>\n<p>3) Todas as Assembleias continentais apelam a que se aborde a quest\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o das mulheres na governan\u00e7a, na tomada de decis\u00f5es, na miss\u00e3o e nos minist\u00e9rios a todos os n\u00edveis da Igreja, com o apoio de estruturas apropriadas para que isto n\u00e3o permane\u00e7a apenas uma aspira\u00e7\u00e3o geral.<\/p>\n<p>a) Como \u00e9 que as mulheres podem ser inclu\u00eddas em cada uma destas \u00e1reas em maior n\u00famero e de novas formas?<\/p>\n<p>b) Como \u00e9 que, na vida consagrada, as mulheres podem estar mais bem representadas nos processos de governan\u00e7a e de tomada de decis\u00f5es, mais bem protegidas dos abusos e tamb\u00e9m mais justamente remuneradas pelo seu trabalho?<\/p>\n<p>c) Como podem as mulheres contribuir para a governan\u00e7a, ajudando a promover uma maior responsabilidade e transpar\u00eancia e a refor\u00e7ar a confian\u00e7a na Igreja?<\/p>\n<p>d) Como aprofundar a reflex\u00e3o sobre a contribui\u00e7\u00e3o das mulheres na reflex\u00e3o teol\u00f3gica e no acompanhamento das comunidades? Como dar espa\u00e7o e reconhecimento a esta contribui\u00e7\u00e3o nos processos formais de discernimento a todos os n\u00edveis da Igreja?<\/p>\n<p>e) Que novos minist\u00e9rios poderiam ser criados para proporcionar meios e oportunidades para a participa\u00e7\u00e3o efetiva das mulheres nos \u00f3rg\u00e3os de discernimento e de decis\u00e3o? Como aumentar a corresponsabilidade nos processos de tomada de decis\u00e3o em lugares remotos e em contextos sociais problem\u00e1ticos, onde as mulheres s\u00e3o frequentemente os principais agentes da pastoral e da evangeliza\u00e7\u00e3o? Os contributos recebidos durante a primeira fase referem que as tens\u00f5es com os Ministros Ordenados surgem na aus\u00eancia de din\u00e2micas de corresponsabilidade e de processos de tomada de decis\u00e3o partilhados.<\/p>\n<p>4) A maior parte das Assembleias continentais e as s\u00ednteses de numerosas Confer\u00eancias Episcopais pedem que se volte a considerar a quest\u00e3o do acesso das mulheres ao Diaconado. Como se pode encarar esta quest\u00e3o?<\/p>\n<p>5) Como \u00e9 que os homens e as mulheres podem cooperar melhor no desempenho do minist\u00e9rio pastoral e no exerc\u00edcio de responsabilidades conexas?<\/p>\n<p><b>B 2.4 Como valorizar o Minist\u00e9rio ordenado, na sua rela\u00e7\u00e3o com os Minist\u00e9rios batismais, numa perspetiva mission\u00e1ria?<\/b><\/p>\n<p>Os Documentos finais das Assembleias continentais exprimem um forte desejo de que se aborde a reflex\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o entre os Minist\u00e9rios ordenados e os Minist\u00e9rios batismais, sublinhando a dificuldade de o fazer na vida ordin\u00e1ria das comunidades. O processo sinodal oferece uma oportunidade preciosa para, \u00e0 luz do ensinamento do Conc\u00edlio Vaticano II, se debru\u00e7ar sobre a correla\u00e7\u00e3o entre a riqueza das voca\u00e7\u00f5es, dos carismas e dos minist\u00e9rios radicados no Batismo, por um lado, e o Minist\u00e9rio ordenado, por outro, visto como um dom e uma tarefa inalien\u00e1vel ao servi\u00e7o do Povo de Deus. Em particular:<\/p>\n<p>a) na perspetiva tra\u00e7ada pelo Conc\u00edlio Vaticano II, \u00e9 reafirmada a necess\u00e1ria rela\u00e7\u00e3o entre o Sacerd\u00f3cio comum e o Sacerd\u00f3cio ministerial. Entre ambos n\u00e3o h\u00e1 oposi\u00e7\u00e3o ou concorr\u00eancia, nem espa\u00e7o para reivindica\u00e7\u00f5es: o que se exige \u00e9 que se reconhe\u00e7a a sua complementaridade;<\/p>\n<p>b) as Assembleias Continentais expressam um claro apre\u00e7o pelo dom do Sacerd\u00f3cio ministerial e, ao mesmo tempo, um profundo desejo de sua renova\u00e7\u00e3o numa perspetiva sinodal. Assinalam a dificuldade de envolver uma parte dos Presb\u00edteros no processo sinodal e constatam a preocupa\u00e7\u00e3o generalizada por um exerc\u00edcio do Minist\u00e9rio ordenado n\u00e3o adaptado aos desafios do nosso tempo, distante da vida e das necessidades do povo, muitas vezes confinado apenas \u00e0 esfera lit\u00fargico-sacramental. Manifestam tamb\u00e9m a sua preocupa\u00e7\u00e3o pela solid\u00e3o em que vivem muitos Presb\u00edteros e sublinham a sua necessidade de cuidados, amizade e apoio;<\/p>\n<p>c) o Conc\u00edlio Vaticano II ensina que \u00abo minist\u00e9rio eclesi\u00e1stico, institu\u00eddo por Deus, \u00e9 exercido em ordens diversas por aqueles que desde a antiguidade s\u00e3o chamados Bispos, presb\u00edteros e di\u00e1conos\u00bb (LG 28). Das Assembleias continentais emerge o pedido de que o Minist\u00e9rio ordenado, na diferen\u00e7a de tarefas, seja para todos um testemunho vivo de comunh\u00e3o e de servi\u00e7o na l\u00f3gica da gratuidade evang\u00e9lica. Expressam tamb\u00e9m o desejo de que os Bispos, Presb\u00edteros e Di\u00e1conos exer\u00e7am o seu minist\u00e9rio num estilo sinodal, reconhe\u00e7am e valorizem os dons e carismas presentes na comunidade, favore\u00e7am e acompanhem os processos de assun\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria da miss\u00e3o, garantam decis\u00f5es em sintonia com o Evangelho e na escuta do Esp\u00edrito Santo. \u00c9 tamb\u00e9m necess\u00e1ria uma renova\u00e7\u00e3o dos programas dos semin\u00e1rios, para que sejam mais sinodais e estejam mais em contato com todo o Povo de Deus;<\/p>\n<p>d) em rela\u00e7\u00e3o a esta conce\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio ordenado ao servi\u00e7o da vida batismal, sublinha-se que o clericalismo \u00e9 uma for\u00e7a que isola, separa e enfraquece uma Igreja s\u00e3 e integralmente ministerial, e indica-se a forma\u00e7\u00e3o como caminho privilegiado para o superar eficazmente. Sublinha-se tamb\u00e9m que o clericalismo n\u00e3o \u00e9 uma prerrogativa apenas dos Ministros ordenados, mas atua de formas diferentes em todas as componentes do Povo de Deus;<\/p>\n<p>e) em muitas regi\u00f5es, a confian\u00e7a nos Ministros ordenados, nos titulares de cargos eclesi\u00e1sticos, nas institui\u00e7\u00f5es eclesiais e na Igreja no seu conjunto \u00e9 minada pelas consequ\u00eancias do \u00abesc\u00e2ndalo dos abusos cometidos por membros do clero ou de pessoas que desempenham um cargo eclesial: em primeiro lugar e sobretudo os abusos sobre menores e pessoas vulner\u00e1veis, mas tamb\u00e9m os de outro g\u00e9nero (espirituais, sexuais, econ\u00f3micos, de autoridade, de consci\u00eancia). Trata-se de uma ferida aberta, que continua a infligir dor \u00e0s v\u00edtimas e aos sobreviventes, \u00e0s suas fam\u00edlias e comunidades\u00bb (DEC 20).<\/p>\n<p><b>Pergunta para discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>Como promover na Igreja uma mentalidade e formas concretas de corresponsabilidade em que a rela\u00e7\u00e3o entre os Minist\u00e9rios batismais e o Minist\u00e9rio ordenado seja fecunda? Se a Igreja \u00e9 toda ministerial, como compreender os dons espec\u00edficos dos Ministros ordenados no seio do \u00fanico Povo de Deus numa perspetiva mission\u00e1ria?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) Que rela\u00e7\u00e3o tem o Minist\u00e9rio dos Presb\u00edteros, consagrados \u00abpara pregar o Evangelho, apascentar os fi\u00e9is e celebrar o culta divino\u00bb (LG 28), com os Minist\u00e9rios batismais? Que rela\u00e7\u00e3o tem este tr\u00edplice of\u00edcio dos Ministros ordenados com a Igreja enquanto Povo prof\u00e9tico, sacerdotal e real?<\/p>\n<p>2) Na Igreja local, os Presb\u00edteros \u00abconstituem com o seu Bispo um presbit\u00e9rio\u00bb (LG 28). Como pode crescer esta unidade entre o Bispo e o seu Presbit\u00e9rio para um servi\u00e7o mais eficaz ao Povo de Deus confiado aos seus cuidado do Bispo?<\/p>\n<p>3) A Igreja \u00e9 enriquecida pelo minist\u00e9rio de tantos Presb\u00edteros que pertencem aos institutos de vida consagrada e \u00e0s sociedades de vida apost\u00f3lica. Como \u00e9 que o seu minist\u00e9rio, caraterizado pelo carisma do Instituto a que pertencem, pode promover uma Igreja mais sinodal?<\/p>\n<p>4) Como compreender o minist\u00e9rio do Di\u00e1cono permanente numa Igreja sinodal mission\u00e1ria?<\/p>\n<p>5) Quais podem ser as diretrizes para uma reforma dos\u00a0<i>curr\u00edculos\u00a0<\/i>de<i>\u00a0<\/i>forma\u00e7\u00e3o nos semin\u00e1rios e nas escolas de teologia, em sintonia com a figura sinodal da Igreja? Como \u00e9 que a forma\u00e7\u00e3o dos Presb\u00edteros os pode colocar em rela\u00e7\u00e3o mais estreita com os processos pastorais e com a vida da por\u00e7\u00e3o do Povo de Deus que s\u00e3o chamados a servir?<\/p>\n<p>6) Que caminhos de forma\u00e7\u00e3o devem ser postos em a\u00e7\u00e3o para favorecer na Igreja uma compreens\u00e3o da ministerialidade que n\u00e3o se reduza ao Minist\u00e9rio ordenado, mas que ao mesmo tempo o valorize?<\/p>\n<p>7) Como podemos discernir juntos as formas em que o clericalismo de Ministros ordenados e Leigos, impede a plena express\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o dos Minist\u00e9rios ordenados na Igreja, bem como de outros membros do Povo de Deus? Como podemos encontrar formas de o ultrapassar em conjunto?<\/p>\n<p>8) \u00c9 poss\u00edvel que, particularmente em lugares onde o n\u00famero de Ministros ordenados \u00e9 muito baixo, os leigos possam assumir o papel de l\u00edderes comunit\u00e1rios? Que implica\u00e7\u00f5es \u00e9 que isto tem na compreens\u00e3o do Minist\u00e9rio ordenado?<\/p>\n<p>9) \u00c9 poss\u00edvel, como prop\u00f5em alguns continentes, abrir uma reflex\u00e3o sobre a possibilidade de rever, pelo menos nalgumas \u00e1reas, a disciplina sobre o acesso ao Presbiterado dos homens casados?<\/p>\n<p>10) Como \u00e9 que uma conce\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio ordenado e uma forma\u00e7\u00e3o dos candidatos mais enraizada na vis\u00e3o da Igreja sinodal mission\u00e1ria podem contribuir para os esfor\u00e7os de preven\u00e7\u00e3o da recorr\u00eancia de abusos sexuais e outras ordens?<\/p>\n<p><b>B 2.5 Como renovar e promover o Minist\u00e9rio do Bispo numa perspetiva sinodal mission\u00e1ria?<\/b><\/p>\n<p>O minist\u00e9rio do Bispo est\u00e1 enraizado na Escritura e desenvolvido na Tradi\u00e7\u00e3o em fidelidade \u00e0 vontade de Cristo. Fiel a esta tradi\u00e7\u00e3o, o Conc\u00edlio Vaticano II prop\u00f4s uma doutrina muito rica sobre os bispos, &#8220;sucessores dos Ap\u00f3stolos, que, com o sucessor de Pedro, vig\u00e1rio de Cristo e cabe\u00e7a vis\u00edvel de toda a Igreja, governam a casa de Deus vivo&#8221; (LG 18). O cap\u00edtulo da Lumen Gentium sobre a constitui\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica da Igreja afirma a sacramentalidade do episcopado e, a partir da\u00ed, desenvolve o tema da colegialidade (LG 22-23) e do minist\u00e9rio episcopal como exerc\u00edcio dos tr\u00eas of\u00edcios (tria munera, LG 24-27). O S\u00ednodo dos Bispos foi ent\u00e3o institu\u00eddo como um \u00f3rg\u00e3o que permite aos bispos participarem com o Bispo de Roma na solicitude por toda a Igreja. O convite a viver com maior intensidade a dimens\u00e3o sinodal exige um renovado aprofundamento do minist\u00e9rio episcopal, para o inserir mais solidamente num quadro sinodal. Em particular:<\/p>\n<p>a) o Col\u00e9gio Episcopal, sujeito, juntamente com o Romano Pont\u00edfice que \u00e9 a sua cabe\u00e7a e nunca sem ele, \u00abdo supremo e pleno poder sobre toda a Igreja\u00bb (LG 22), participa no processo sinodal quer quando cada Bispo inicia, orienta e conclui a consulta do Povo de Deus que lhe foi confiada, como tamb\u00e9m quando os Bispos reunidos exercem juntos o carisma do discernimento, nos S\u00ednodos ou Conselhos de Hierarcas das Igrejas Orientais Cat\u00f3licas e nas Confer\u00eancias Episcopais, nas Assembleias Continentais e, de forma peculiar, na Assembleia sinodal;<\/p>\n<p>b) aos Bispos, sucessores dos Ap\u00f3stolos, que receberam \u00abo encargo da comunidade, presidindo em lugar de Deus ao rebanho de que s\u00e3o pastores\u00bb (LG 20), o processo sinodal pede-lhes que vivam uma confian\u00e7a radical na a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito nas suas comunidades, sem considerar a participa\u00e7\u00e3o de todos como uma amea\u00e7a ao seu minist\u00e9rio de lideran\u00e7a. Pelo contr\u00e1rio, exorta-os a serem um princ\u00edpio de unidade na sua Igreja, chamando todos (Presb\u00edteros e Di\u00e1conos, Consagradas e Consagrados, Fi\u00e9is leigas e leigos) a caminharem juntos como Povo de Deus e a promoverem um estilo sinodal de Igreja;<\/p>\n<p>c) a consulta ao Povo de Deus p\u00f4s em evid\u00eancia que o fato de se tornar uma Igreja mais sinodal implica tamb\u00e9m um maior envolvimento de todos no discernimento, o que exige que se repensem os processos de decis\u00e3o. Consequentemente, h\u00e1 uma exig\u00eancia de estruturas de governo adequadas, inspiradas por uma maior transpar\u00eancia e responsabilidade, o que tamb\u00e9m afeta o modo como o minist\u00e9rio do Bispo \u00e9 exercido. Isto tamb\u00e9m d\u00e1 origem a resist\u00eancias, receios ou sentimentos de desorienta\u00e7\u00e3o. Em particular, enquanto alguns apelam a um maior envolvimento de todos os fi\u00e9is e, portanto, a um exerc\u00edcio \u201cmenos exclusivo\u201d do papel dos bispos, outros expressam d\u00favidas e temem o risco de uma deriva inspirada nos mecanismos da democracia pol\u00edtica;<\/p>\n<p>d) igualmente forte \u00e9 a consci\u00eancia de que toda a autoridade na Igreja procede de Cristo e \u00e9 guiada pelo Esp\u00edrito Santo. A diversidade dos carismas sem autoridade torna-se anarquia, assim como o rigor da autoridade sem a riqueza dos carismas, dos minist\u00e9rios e das voca\u00e7\u00f5es se torna ditadura. A Igreja \u00e9 ao mesmo tempo sinodal e hier\u00e1rquica; por isso o exerc\u00edcio sinodal da autoridade episcopal \u00e9 conotado como acompanhamento e salvaguarda da unidade. O caminho para realizar a recompreens\u00e3o do minist\u00e9rio episcopal \u00e9 a pr\u00e1tica da sinodalidade, que comp\u00f5e na unidade as diferen\u00e7as de dons, carismas, minist\u00e9rios e voca\u00e7\u00f5es que o Esp\u00edrito suscita na Igreja;<\/p>\n<p>e) Prosseguir com a renova\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio episcopal numa Igreja mais plenamente sinodal requer mudan\u00e7as culturais e estruturais, muita confian\u00e7a rec\u00edproca e, sobretudo, confian\u00e7a na orienta\u00e7\u00e3o do Senhor. Por isso, muitos esperam que a din\u00e2mica do di\u00e1logo no Esp\u00edrito possa entrar na vida quotidiana da Igreja e animar as reuni\u00f5es, os conselhos, os \u00f3rg\u00e3os de decis\u00e3o, favorecendo a constru\u00e7\u00e3o de um sentido de confian\u00e7a rec\u00edproca e a forma\u00e7\u00e3o de um consenso efetivo;<\/p>\n<p>f) o minist\u00e9rio do Bispo inclui tamb\u00e9m a perten\u00e7a ao Col\u00e9gio episcopal e, consequentemente, o exerc\u00edcio da corresponsabilidade pela Igreja universal. Este exerc\u00edcio insere-se tamb\u00e9m na perspetiva da Igreja sinodal, \u00abno esp\u00edrito de uma \u201cs\u00e3 descentraliza\u00e7\u00e3o\u201d \u00bb, para \u00abdeixar \u00e0 compet\u00eancia dos Pastores a faculdade de resolver, no exerc\u00edcio da \u201csua pr\u00f3pria tarefa de mestres\u201d e de pastores, as quest\u00f5es que conhecem bem e que n\u00e3o tocam a unidade da doutrina, da disciplina e da comunh\u00e3o da Igreja, atuando sempre com aquela corresponsabilidade que \u00e9 fruto e express\u00e3o daquele espec\u00edfico<i>\u00a0mysterium communionis\u00a0<\/i>que \u00e9 a Igreja\u00bb (PE II,2; cf. EG 16; DV 7) .<\/p>\n<p><b>Pergunta para o discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>Como entender a voca\u00e7\u00e3o e a miss\u00e3o do Bispo numa perspetiva mission\u00e1ria sinodal? Que renova\u00e7\u00e3o de vis\u00e3o e formas de exerc\u00edcio concreto do minist\u00e9rio episcopal s\u00e3o necess\u00e1rias numa Igreja sinodal caraterizada pela corresponsabilidade?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) \u00abos Bispos representam de forma eminente e consp\u00edcua o pr\u00f3prio Cristo, mestre, pastor e pont\u00edfice\u00bb (LG 21). Que rela\u00e7\u00e3o tem este minist\u00e9rio com o dos Presb\u00edteros, \u00abpara pregar o Evangelho, apascentar os fi\u00e9is e celebrar o culta divino\u00bb (LG 28)? Que rela\u00e7\u00e3o tem este tr\u00edplice of\u00edcio dos Ministros ordenados com a Igreja enquanto Povo prof\u00e9tico, sacerdotal e real?<\/p>\n<p>2) Como \u00e9 que o exerc\u00edcio do minist\u00e9rio episcopal solicita a consulta, a colabora\u00e7\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o nos processos de decis\u00e3o do Povo de Deus?<\/p>\n<p>3) Com que crit\u00e9rios pode um Bispo avaliar-se e ser avaliado no desempenho do seu servi\u00e7o num estilo sinodal?<\/p>\n<p>4) Em que casos pode um Bispo sentir-se obrigado a tomar uma decis\u00e3o diferente dos conselhos ponderados oferecidos pelos \u00f3rg\u00e3os consultivos? Qual seria o fundamento dessa obriga\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>5) Qual \u00e9 a natureza da rela\u00e7\u00e3o entre o \u00absentir sobrenatural da f\u00e9\u00bb (LG 12) e o servi\u00e7o magisterial do Bispo? Como se pode compreender e articular melhor a rela\u00e7\u00e3o entre a Igreja sinodal e o minist\u00e9rio do Bispo? Os Bispos devem discernir juntos ou separados dos outros membros do Povo de Deus? Ambas as op\u00e7\u00f5es (em conjunto e separadamente) t\u00eam lugar numa Igreja sinodal?<\/p>\n<p>6) Como garantir o cuidado e o equil\u00edbrio dos tr\u00eas of\u00edcios (santificar, ensinar, governar) na vida e no minist\u00e9rio do Bispo? Em que medida os atuais modelos de vida e minist\u00e9rio episcopal permitem ao Bispo ser uma pessoa de ora\u00e7\u00e3o, um mestre da f\u00e9 e um administrador s\u00e1bio e eficaz, e manter as tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es em tens\u00e3o criativa e mission\u00e1ria? Como rever o perfil do Bispo e o processo de discernimento para identificar os candidatos ao Episcopado numa perspetiva sinodal?<\/p>\n<p>7) Como deve evoluir o papel do Bispo de Roma e o exerc\u00edcio do primado numa Igreja sinodal?<\/p>\n<p>B 3. Participa\u00e7\u00e3o, responsabilidade e autoridade<\/p>\n<p><i>Que processos, estruturas e institui\u00e7\u00f5es numa Igreja sinodal mission\u00e1ria?<\/i><\/p>\n<p><b>B 3.1 Como renovar o servi\u00e7o da autoridade e o exerc\u00edcio da responsabilidade numa Igreja sinodal mission\u00e1ria?<\/b><\/p>\n<p>Uma Igreja constitutivamente sinodal \u00e9 chamada a articular o direito de todos a participar na vida e na miss\u00e3o da Igreja, em virtude do Batismo, com o servi\u00e7o da autoridade e o exerc\u00edcio da responsabilidade que, sob diversas formas, \u00e9 confiado a alguns. O caminho sinodal \u00e9 uma oportunidade para discernir quais s\u00e3o os caminhos adequados no nosso tempo para realizar esta articula\u00e7\u00e3o. A primeira fase permitiu recolher algumas ideias a este respeito:<\/p>\n<p>a) as fun\u00e7\u00f5es de autoridade, de responsabilidade e de governo &#8211; por vezes sinteticamente designadas pelo termo ingl\u00eas\u00a0<i>leadership\u00a0<\/i>&#8211; assumem formas muito diversas na Igreja. A autoridade na vida consagrada, nos movimentos e associa\u00e7\u00f5es, nas institui\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 Igreja (como universidades, funda\u00e7\u00f5es, escolas, etc.) \u00e9 diferente da que deriva do Sacramento da Ordem, assim como a autoridade espiritual ligada a um carisma \u00e9 diferente da ligada ao servi\u00e7o ministerial. As diferen\u00e7as entre estas formas devem ser salvaguardadas, sem esquecer que todas elas t\u00eam em comum o fato de serem um servi\u00e7o na Igreja;<\/p>\n<p>b) em particular, todos partilham o apelo a conformar-se com o exemplo do Mestre, que disse de si mesmo: \u00abEu estou no meio de v\u00f3s como o que serve\u00bb (Lc 22,27). \u00abPara os disc\u00edpulos de Jesus, ontem, hoje e sempre, a \u00fanica autoridade \u00e9 a autoridade do servi\u00e7o\u00bb<sup>[16]<\/sup>\u00a0. Estas s\u00e3o as coordenadas fundamentais para crescer no exerc\u00edcio da autoridade e da responsabilidade, em todas as suas formas e a todos os n\u00edveis da vida da Igreja. \u00c9 a perspetiva daquela convers\u00e3o mission\u00e1ria \u00abdestinada a renovar a Igreja segundo a imagem da pr\u00f3pria miss\u00e3o de amor de Cristo\u00bb (EP I, 2);<\/p>\n<p>c) nesta linha, os documentos da primeira fase exprimem algumas carater\u00edsticas do exerc\u00edcio da autoridade e da responsabilidade numa Igreja sinodal mission\u00e1ria: atitude de servi\u00e7o e n\u00e3o de poder ou controle, transpar\u00eancia, encorajamento e promo\u00e7\u00e3o das pessoas, compet\u00eancia e capacidade de vis\u00e3o, discernimento, inclus\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o e delega\u00e7\u00e3o. Acima de tudo, \u00e9 sublinhada a atitude e a vontade de ouvir. \u00c9 por isso que se sublinha a necessidade de forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica nestas compet\u00eancias para aqueles que ocupam posi\u00e7\u00f5es de responsabilidade e autoridade, bem como a ativa\u00e7\u00e3o de processos de sele\u00e7\u00e3o mais participativos, especialmente para os Bispos;<\/p>\n<p>d) A perspetiva da transpar\u00eancia e da presta\u00e7\u00e3o de contas \u00e9 fundamental para um exerc\u00edcio autenticamente evang\u00e9lico da autoridade e da responsabilidade. No entanto, tamb\u00e9m suscita receios e resist\u00eancias. \u00c9 por isso que \u00e9 importante confrontar seriamente, com uma atitude de discernimento, as mais recentes descobertas das ci\u00eancias da gest\u00e3o e da lideran\u00e7a. Al\u00e9m disso, o di\u00e1logo no Esp\u00edrito \u00e9 indicado como uma forma de gerir processos de tomada de decis\u00e3o e de constru\u00e7\u00e3o de consensos capazes de gerar confian\u00e7a e de favorecer um exerc\u00edcio de autoridade adequado a uma Igreja sinodal;<\/p>\n<p>e) As Assembleias continentais assinalam tamb\u00e9m fen\u00f4menos de apropria\u00e7\u00e3o do poder e dos processos de decis\u00e3o por parte de alguns em posi\u00e7\u00f5es de autoridade e responsabilidade. A estes fen\u00f4menos ligam a cultura do clericalismo e as diversas formas de abuso (sexual, econ\u00f4mico, espiritual e de poder), que corroem a credibilidade da Igreja e comprometem a efic\u00e1cia da sua miss\u00e3o, sobretudo nas culturas onde o respeito pela autoridade \u00e9 um valor importante.<\/p>\n<p><b>Pergunta para discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>Como podem a autoridade e a responsabilidade ser entendidas e exercidas ao servi\u00e7o da participa\u00e7\u00e3o de todo o Povo de Deus? Que renova\u00e7\u00e3o da compreens\u00e3o e das formas de exerc\u00edcio da autoridade, da responsabilidade e do governo \u00e9 necess\u00e1ria para crescer como Igreja sinodal mission\u00e1ria?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) O ensinamento do Conc\u00edlio Vaticano II sobre a participa\u00e7\u00e3o de todos na vida e na miss\u00e3o da Igreja est\u00e1 efetivamente incorporado na consci\u00eancia e na pr\u00e1tica das Igrejas locais, particularmente pelos pastores e por aqueles que exercem fun\u00e7\u00f5es de responsabilidade? O que \u00e9 que pode favorecer uma consci\u00eancia e uma aprecia\u00e7\u00e3o mais profundas deste fato no cumprimento da miss\u00e3o da Igreja?<\/p>\n<p>2) Na Igreja existem fun\u00e7\u00f5es de autoridade e de responsabilidade n\u00e3o ligadas ao Sacramento da Ordem, que s\u00e3o exercidas ao servi\u00e7o da comunh\u00e3o e da miss\u00e3o nos institutos de vida consagrada e nas sociedades de vida apost\u00f3lica, nas associa\u00e7\u00f5es e agrega\u00e7\u00f5es laicais, nos movimentos eclesiais e nas novas comunidades, etc. Como promover um exerc\u00edcio destas formas de autoridade pr\u00f3prias de uma Igreja sinodal e como viver, nelas, a rela\u00e7\u00e3o com a autoridade ministerial dos Pastores?<\/p>\n<p>3) Que elementos devem fazer parte da forma\u00e7\u00e3o em autoridade de todos os l\u00edderes da igreja? Como incentivar a forma\u00e7\u00e3o no m\u00e9todo do di\u00e1logo no Esp\u00edrito e a sua aplica\u00e7\u00e3o aut\u00eantica e incisiva?<\/p>\n<p>4) Quais podem ser as linhas de reforma dos semin\u00e1rios e das casas de forma\u00e7\u00e3o, para que possam estimular os candidatos ao Minist\u00e9rio ordenado a crescer num estilo de exerc\u00edcio da autoridade pr\u00f3prio de uma Igreja sinodal? Como repensar, a n\u00edvel nacional, a\u00a0<i>Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis\u00a0<\/i>e os seus documentos de aplica\u00e7\u00e3o? Como devem ser reorientados\u00a0<i>os curr\u00edculos\u00a0<\/i>das escolas de teologia?<\/p>\n<p>5) Que formas de clericalismo persistem na comunidade crist\u00e3? Existe ainda uma perce\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncia entre os Fi\u00e9is leigos e os Pastores: o que pode ajudar a super\u00e1-la? Que formas de exerc\u00edcio da autoridade e da responsabilidade devem ser superadas, por n\u00e3o serem adequadas a uma Igreja constitutivamente sinodal?<\/p>\n<p>6) Em que medida a escassez de Presb\u00edteros em algumas regi\u00f5es constitui um est\u00edmulo para questionar a rela\u00e7\u00e3o entre o Minist\u00e9rio ordenado, o governo e a assun\u00e7\u00e3o de responsabilidades na comunidade crist\u00e3?<\/p>\n<p>7) O que \u00e9 que podemos aprender sobre o exerc\u00edcio da autoridade e da responsabilidade com outras Igrejas e Comunidades eclesiais?<\/p>\n<p>8) Em todas as \u00e9pocas, o exerc\u00edcio da autoridade e da responsabilidade na Igreja \u00e9 influenciado pelos modelos de gest\u00e3o e pelo imagin\u00e1rio de poder que prevalece na sociedade. Como tomar consci\u00eancia disso e exercer um discernimento evang\u00e9lico sobre as pr\u00e1ticas dominantes de exerc\u00edcio da autoridade, na Igreja e na sociedade?<\/p>\n<p><b>B 3.2 Como podemos desenvolver pr\u00e1ticas de discernimento e processos de tomada de decis\u00e3o de uma forma autenticamente sinodal, refor\u00e7ando o papel de lideran\u00e7a do Esp\u00edrito?<\/b><\/p>\n<p>Como Igreja sinodal, somos chamados a discernir juntos os passos a dar para realizar a miss\u00e3o de evangeliza\u00e7\u00e3o, sublinhando o direito de todos a participar na vida e na miss\u00e3o da Igreja e exortando ao contributo insubstitu\u00edvel de cada Batizado. Na base de todo o discernimento est\u00e1 o desejo de fazer a vontade do Senhor e o crescimento na familiaridade com Ele atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o, da medita\u00e7\u00e3o da Palavra e da vida sacramental, que nos permite escolher como Ele escolheria. Sobre o lugar do discernimento numa Igreja sinodal mission\u00e1ria:<\/p>\n<p>a) das Assembleias continentais emerge com for\u00e7a o desejo de processos de decis\u00e3o mais partilhados, capazes de integrar o contributo de todo o Povo de Deus, mas tamb\u00e9m a compet\u00eancia de alguns, e de envolver aqueles que, por v\u00e1rias raz\u00f5es, permanecem \u00e0 margem da vida comunit\u00e1ria, como as mulheres, os jovens, as minorias, os pobres e os exclu\u00eddos. A este desejo junta-se a insatisfa\u00e7\u00e3o com formas de exerc\u00edcio da autoridade em que as decis\u00f5es s\u00e3o tomadas sem consulta;<\/p>\n<p>b) as Assembleias continentais d\u00e3o voz aos receios de alguns que veem em concorr\u00eancia as dimens\u00f5es sinodal e hier\u00e1rquica, ambas constitutivas da Igreja. No entanto, tamb\u00e9m est\u00e3o a surgir sinais do contr\u00e1rio. Um primeiro exemplo \u00e9 a experi\u00eancia de que, quando a autoridade toma decis\u00f5es no \u00e2mbito de processos sinodais, a comunidade \u00e9 mais facilmente capaz de reconhecer a sua legitimidade e de as aceitar. Um segundo exemplo \u00e9 a consci\u00eancia crescente de que a falta de interc\u00e2mbio com a comunidade enfraquece o papel da autoridade, remetendo-a por vezes para um exerc\u00edcio de afirma\u00e7\u00e3o de poder. Um terceiro exemplo \u00e9 a atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidades eclesiais a Fi\u00e9is leigos, que as exercem de forma construtiva e n\u00e3o opositiva, em regi\u00f5es onde o n\u00famero de Ministros ordenados \u00e9 muito reduzido;<\/p>\n<p>c) a ado\u00e7\u00e3o generalizada do m\u00e9todo do di\u00e1logo no Esp\u00edrito durante a fase de consulta permitiu que muitos experimentassem alguns dos elementos de um processo de discernimento comunit\u00e1rio e de constru\u00e7\u00e3o participativa de consensos, sem esconder conflitos ou criar polariza\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p>d) aqueles que desempenham tarefas de governo e de responsabilidade s\u00e3o chamados a suscitar, facilitar e acompanhar processos de discernimento comunit\u00e1rio que incluam a escuta do Povo de Deus. Em particular, cabe \u00e0 autoridade episcopal um servi\u00e7o fundamental de anima\u00e7\u00e3o e valida\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter sinodal destes processos e de confirma\u00e7\u00e3o da fidelidade das conclus\u00f5es ao que emergiu no processo. Em particular, cabe aos Pastores verificar a conson\u00e2ncia entre as aspira\u00e7\u00f5es das suas comunidades e o \u00abdep\u00f3sito sagrado da palavra de Deus, confiado \u00e0 Igreja\u00bb (DV 10), conson\u00e2ncia que permite que essas aspira\u00e7\u00f5es sejam consideradas como express\u00e3o genu\u00edna do sentido de f\u00e9 do Povo de Deus;<\/p>\n<p>e) A perspetiva do discernimento comunit\u00e1rio interpela a Igreja a todos os n\u00edveis e em todas as suas articula\u00e7\u00f5es e formas organizativas. Para al\u00e9m das estruturas paroquiais e diocesanas, diz respeito tamb\u00e9m aos processos de decis\u00e3o de associa\u00e7\u00f5es, movimentos e agrega\u00e7\u00f5es de leigos, onde atravessa mecanismos institucionais que habitualmente implicam o recurso a instrumentos como o voto. P\u00f5e em causa a forma como os \u00f3rg\u00e3os de decis\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 Igreja (escolas, universidades, funda\u00e7\u00f5es, hospitais, centros de acolhimento e de a\u00e7\u00e3o social, etc.) identificam e formulam orienta\u00e7\u00f5es de funcionamento. Por fim, interpela os institutos de vida consagrada e as sociedades de vida apost\u00f3lica em aspetos que se cruzam com as peculiaridades dos seus carismas e do seu direito pr\u00f3prio (cf. DEC 81);<\/p>\n<p>f) a ado\u00e7\u00e3o de processos de decis\u00e3o que utilizem de forma est\u00e1vel o discernimento comunit\u00e1rio requer uma convers\u00e3o pessoal, comunit\u00e1ria, cultural e institucional, bem como um investimento formativo.<\/p>\n<p><b>Pergunta para discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>Como pensar em processos de decis\u00e3o mais participativos, que deem espa\u00e7o \u00e0 escuta e ao discernimento comunit\u00e1rio, apoiados pela autoridade como servi\u00e7o de unidade?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) Que espa\u00e7o ocupa a escuta da Palavra de Deus nos nossos processos de decis\u00e3o? Como \u00e9 que podemos dar espa\u00e7o ao protagonismo do Esp\u00edrito Santo de forma concreta e n\u00e3o apenas em palavras?<\/p>\n<p>2) Como \u00e9 que o di\u00e1logo no Esp\u00edrito, que abre o dinamismo do discernimento comunit\u00e1rio, pode contribuir para a renova\u00e7\u00e3o dos processos de decis\u00e3o na Igreja? Como \u00e9 que pode ser &#8220;institucionalizado&#8221; e tornar-se uma pr\u00e1tica corrente? Que mudan\u00e7as s\u00e3o necess\u00e1rias no direito can\u00f3nico?<\/p>\n<p>3) Como promover o minist\u00e9rio do facilitador dos processos de discernimento comunit\u00e1rio, assegurando que aqueles que o realizam recebam uma forma\u00e7\u00e3o e um acompanhamento adequados? Como formar Ministros Ordenados para acompanhar os processos de discernimento comunit\u00e1rio?<\/p>\n<p>4) Como promover a participa\u00e7\u00e3o das mulheres, dos jovens, das minorias e das vozes marginais nos processos de discernimento e de tomada de decis\u00f5es?<\/p>\n<p>5) Como \u00e9 que uma articula\u00e7\u00e3o mais clara entre a totalidade do processo de tomada de decis\u00e3o e o momento espec\u00edfico da tomada de decis\u00e3o nos pode ajudar a identificar melhor qual \u00e9 a responsabilidade dos diferentes atores em cada fase? Como \u00e9 que entendemos a rela\u00e7\u00e3o entre a tomada de decis\u00e3o e o discernimento em comum?<\/p>\n<p>6) Como \u00e9 que os consagrados e as consagradas podem e devem participar nos processos de decis\u00e3o das Igrejas locais? O que podemos aprender da sua experi\u00eancia e das suas diferentes espiritualidades no que respeita ao discernimento e aos processos de decis\u00e3o? O que \u00e9 que podemos aprender com as associa\u00e7\u00f5es, movimentos e agrega\u00e7\u00f5es de leigos?<\/p>\n<p>7) Como lidar de forma construtiva com os casos em que a autoridade sente que n\u00e3o pode confirmar as conclus\u00f5es alcan\u00e7adas por um processo de discernimento comunit\u00e1rio e toma uma decis\u00e3o numa dire\u00e7\u00e3o diferente? Que tipo de restitui\u00e7\u00e3o deve essa autoridade oferecer \u00e0queles que participaram no processo?<\/p>\n<p>8) O que \u00e9 que podemos aprender da sociedade e da cultura em termos de gest\u00e3o dos processos participativos? Que modelos, por outro lado, podem revelar-se um obst\u00e1culo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma Igreja mais sinodal?<\/p>\n<p>9) Que contributo podemos receber da experi\u00eancia de outras Igrejas e Comunidades eclesiais? E da experi\u00eancia de outras religi\u00f5es? Que est\u00edmulos das culturas ind\u00edgenas, minorit\u00e1rias e oprimidas nos podem ajudar a repensar os nossos processos de decis\u00e3o? Que conhecimentos nos trazem as experi\u00eancias que t\u00eam lugar no ambiente digital?<\/p>\n<p><b>B 3.3. Que estruturas podem ser desenvolvidas para consolidar uma Igreja sinodal mission\u00e1ria?<\/b><\/p>\n<p>As Assembleias continentais exprimem vivamente o desejo de que o modo de proceder sinodal, experimentado no atual caminho, penetre na vida quotidiana da Igreja a todos os n\u00edveis, renovando as estruturas existentes &#8211; a come\u00e7ar pelos Conselhos pastorais diocesanos e paroquiais, os Conselhos para os assuntos econ\u00f4micos, os S\u00ednodos diocesanos ou eparquiais &#8211; ou instituindo novas estruturas. Sem diminuir a import\u00e2ncia da renova\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es no seio do Povo de Deus, a interven\u00e7\u00e3o nas estruturas \u00e9 indispens\u00e1vel para consolidar as mudan\u00e7as no tempo. Em particular:<\/p>\n<p>a) para que n\u00e3o fique no papel ou seja confiada apenas \u00e0 boa vontade dos indiv\u00edduos, a corresponsabilidade na miss\u00e3o que deriva do Batismo deve concretizar-se em formas estruturadas. Por isso, s\u00e3o necess\u00e1rios quadros institucionais adequados e espa\u00e7os nos quais se possa praticar regularmente o discernimento comunit\u00e1rio. N\u00e3o se trata de uma exig\u00eancia de redistribui\u00e7\u00e3o do poder, mas da necessidade de um exerc\u00edcio efetivo da corresponsabilidade que deriva do Batismo. Este confere direitos e deveres a cada pessoa, que devem poder ser exercidos de acordo com os carismas e minist\u00e9rios de cada um;<\/p>\n<p>b) isto requer que as estruturas e as institui\u00e7\u00f5es funcionem com procedimentos adequados: transparentes, orientados para a miss\u00e3o, abertos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o, capazes de dar espa\u00e7o \u00e0s mulheres, aos jovens, \u00e0s minorias e aos pobres e marginalizados. Isto vale para as inst\u00e2ncias participativas j\u00e1 mencionadas, cujo papel deve ser reafirmado e consolidado, mas tamb\u00e9m: para os \u00f3rg\u00e3os de decis\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es, dos movimentos e das novas comunidades; para os \u00f3rg\u00e3os de governo dos institutos de vida consagrada e das sociedades de vida apost\u00f3lica (de modo adequado ao carisma particular de cada um deles); para as m\u00faltiplas e variadas institui\u00e7\u00f5es, muitas vezes tamb\u00e9m sujeitas ao direito civil, atrav\u00e9s das quais se realiza a a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria e o servi\u00e7o da comunidade crist\u00e3: escolas, hospitais, universidades, meios de comunica\u00e7\u00e3o social, centros de acolhimento e de a\u00e7\u00e3o social, centros culturais, funda\u00e7\u00f5es, etc;<\/p>\n<p>c) a exig\u00eancia de uma reforma das estruturas e institui\u00e7\u00f5es e dos mecanismos de funcionamento no sentido da transpar\u00eancia \u00e9 particularmente forte nos contextos mais marcados pela crise dos abusos (sexuais, econ\u00f3micos, espirituais, psicol\u00f3gicos, institucionais, de consci\u00eancia, de poder, de jurisdi\u00e7\u00e3o). Uma parte do problema reside frequentemente no tratamento inadequado dos casos de abuso, o que p\u00f5e em causa os mecanismos e procedimentos de funcionamento das estruturas e institui\u00e7\u00f5es, bem como a mentalidade das pessoas que nelas trabalham. A perspetiva de transpar\u00eancia e de corresponsabilidade tamb\u00e9m suscita receios e resist\u00eancias; \u00e9 por isso que \u00e9 necess\u00e1rio aprofundar o di\u00e1logo, criando oportunidades de partilha e de confronto a todos os n\u00edveis;<\/p>\n<p>d) o m\u00e9todo do di\u00e1logo no Esp\u00edrito revela-se particularmente precioso para restabelecer a confian\u00e7a nos contextos em que, por v\u00e1rias raz\u00f5es, se desenvolveu um clima de desconfian\u00e7a entre as diversas componentes do Povo de Deus. Um caminho de convers\u00e3o e de reforma, \u00e0 escuta da voz do Esp\u00edrito, requer estruturas e institui\u00e7\u00f5es capazes de o acompanhar e apoiar. As Assembleias continentais exprimem com for\u00e7a a convic\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o bastam apenas as estruturas, mas \u00e9 necess\u00e1ria tamb\u00e9m uma mudan\u00e7a de mentalidade; da\u00ed a necessidade de um investimento na forma\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>e) al\u00e9m disso, parece oportuno intervir tamb\u00e9m no direito can\u00f3nico, reequilibrando a rela\u00e7\u00e3o entre o princ\u00edpio da autoridade, fortemente afirmado na legisla\u00e7\u00e3o atual, e o princ\u00edpio da participa\u00e7\u00e3o; refor\u00e7ando a orienta\u00e7\u00e3o sinodal dos institutos j\u00e1 existentes; criando novos institutos, onde isso parecer necess\u00e1rio para as necessidades da vida da comunidade; supervisionando a aplica\u00e7\u00e3o efetiva da legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Pergunta para discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>Uma Igreja sinodal precisa de viver a corresponsabilidade e a transpar\u00eancia: como \u00e9 que esta consci\u00eancia pode servir de base \u00e0 reforma das institui\u00e7\u00f5es, das estruturas e dos procedimentos, de modo a consolidar a mudan\u00e7a ao longo do tempo?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) Como mudar as estruturas can\u00f4nicas e os procedimentos pastorais para favorecer a corresponsabilidade e a transpar\u00eancia? As estruturas atuais s\u00e3o suficientes para garantir a participa\u00e7\u00e3o ou s\u00e3o necess\u00e1rias novas estruturas?<\/p>\n<p>2) Como pode o direito can\u00f4nico contribuir para a renova\u00e7\u00e3o das estruturas e das institui\u00e7\u00f5es? Que mudan\u00e7as parecem necess\u00e1rias ou oportunas?<\/p>\n<p>3) Quais s\u00e3o os obst\u00e1culos (mentais, teol\u00f3gicos, pr\u00e1ticos, organizacionais, financeiros, culturais) que impedem a transforma\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de participa\u00e7\u00e3o atualmente previstos no direito can\u00f4nico em \u00f3rg\u00e3os de discernimento comunit\u00e1rio eficaz? Que reformas s\u00e3o necess\u00e1rias para que possam apoiar a miss\u00e3o de forma efetiva, criativa e vibrante? Como torn\u00e1-los mais abertos \u00e0 presen\u00e7a e \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o das mulheres, dos jovens, dos pobres, dos migrantes, dos membros das minorias e daqueles que, por v\u00e1rias raz\u00f5es, se encontram \u00e0 margem da vida comunit\u00e1ria?<\/p>\n<p>4) Como \u00e9 que a perspetiva da Igreja sinodal interpela as estruturas e os procedimentos da vida consagrada e as diferentes formas de agrega\u00e7\u00e3o laical? E o funcionamento das institui\u00e7\u00f5es eclesiais?<\/p>\n<p>5) Em que aspetos da vida das institui\u00e7\u00f5es \u00e9 necess\u00e1ria uma maior transpar\u00eancia (relat\u00f3rios econ\u00f4micos e financeiros, sele\u00e7\u00e3o de candidatos a cargos de responsabilidade, nomea\u00e7\u00f5es, etc.)? Com que instrumentos \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar este objetivo?<\/p>\n<p>6) A perspetiva de transpar\u00eancia e de abertura aos processos conjuntos de consulta e de discernimento suscita igualmente receios. Como \u00e9 que eles se manifestam? O que receiam as pessoas que manifestam esses receios? Como \u00e9 que esses receios podem ser abordados e ultrapassados?<\/p>\n<p>7) Em que medida \u00e9 poss\u00edvel distinguir entre os membros de uma institui\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o? As responsabilidades pelo tratamento dos casos de abuso s\u00e3o individuais ou sist\u00e9micas? Como \u00e9 que a perspetiva sinodal pode contribuir para criar uma cultura de preven\u00e7\u00e3o de abusos de todos os tipos?<\/p>\n<p>8) O que podemos aprender com a forma como as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e o direito p\u00fablico e civil procuram responder \u00e0s necessidades de transpar\u00eancia e de responsabilidade da sociedade (separa\u00e7\u00e3o de poderes, \u00f3rg\u00e3os de controle independentes, obriga\u00e7\u00f5es de publicidade de certos procedimentos, limites \u00e0 dura\u00e7\u00e3o dos mandatos, etc.)?<\/p>\n<p>9) O que podemos aprender da experi\u00eancia de outras Igrejas e Comunidades eclesiais sobre o funcionamento das estruturas e institui\u00e7\u00f5es num estilo sinodal?<\/p>\n<p><b>B 3.4 Como configurar inst\u00e2ncias de sinodalidade e colegialidade envolvendo agrupamentos de igrejas locais?<\/b><\/p>\n<p>A primeira fase do processo sinodal p\u00f4s em evid\u00eancia o papel das inst\u00e2ncias de sinodalidade e colegialidade que re\u00fanem as v\u00e1rias Igrejas locais: as Estruturas Hier\u00e1rquicas Orientais e, na Igreja Latina, as Confer\u00eancias Episcopais (cf. EP I,7). Os Documentos elaborados nas v\u00e1rias etapas sublinham como a consulta do Povo de Deus nas Igrejas locais e as sucessivas etapas de discernimento foram uma verdadeira experi\u00eancia de escuta do Esp\u00edrito atrav\u00e9s da escuta rec\u00edproca. Da riqueza desta experi\u00eancia \u00e9 poss\u00edvel tirar ensinamentos para a constru\u00e7\u00e3o de uma Igreja cada vez mais sinodal:<\/p>\n<p>a) o processo sinodal pode tornar-se \u00abum dinamismo de comunh\u00e3o que inspira todas as decis\u00f5es eclesiais\u00bb<sup>[17]<\/sup>\u00a0, porque envolve verdadeiramente todos os sujeitos &#8211; o Povo de Deus, o Col\u00e9gio episcopal, o Bispo de Roma -, cada um segundo a sua fun\u00e7\u00e3o. O desenrolar ordenado das etapas dissipou o receio de que a consulta ao Povo de Deus conduzisse a um enfraquecimento do minist\u00e9rio dos Pastores. Pelo contr\u00e1rio, a consulta era poss\u00edvel porque era iniciada por cada Bispo, como \u00abprinc\u00edpio e fundamento vis\u00edvel da unidade\u00bb (LG 23) na sua Igreja. Posteriormente, nas Estruturas Hier\u00e1rquicas Orientais e nas Confer\u00eancias Episcopais, os Pastores realizaram um ato de discernimento colegial sobre os contributos provenientes das Igrejas locais. Assim, o processo sinodal propiciou um verdadeiro exerc\u00edcio da colegialidade episcopal numa Igreja plenamente sinodal;<\/p>\n<p>b) a quest\u00e3o do exerc\u00edcio da sinodalidade e da colegialidade nas inst\u00e2ncias que envolvem grupos de Igrejas locais unidas por tradi\u00e7\u00f5es espirituais, lit\u00fargicas e disciplinares, por contiguidade geogr\u00e1fica e proximidade cultural, a come\u00e7ar pelas Confer\u00eancias Episcopais, necessita de uma renovada reflex\u00e3o teol\u00f3gica e can\u00f3nica: nelas \u00aba\u00a0<i>communio Episcoporum\u00a0<\/i>exprime-se<i>\u00a0<\/i>ao servi\u00e7o da\u00a0<i>communio Ecclesiarum\u00a0<\/i>fundada na\u00a0<i>communio Fidelium<\/i>\u00bb (EP I, 7).<\/p>\n<p>c) uma raz\u00e3o para enfrentar esta tarefa surge na\u00a0<i>Evangelii gaudium:\u00a0<\/i>\u00abN\u00e3o conv\u00e9m que o Papa substitua os episcopados locais no discernimento de todas as problem\u00e1ticas que sobressaem nos seus territ\u00f3rios. Neste sentido, sinto a necessidade de proceder a uma salutar \u201cdescentraliza\u00e7\u00e3o\u201d\u00bb (n. 16). Por ocasi\u00e3o do 50.\u00ba anivers\u00e1rio da institui\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo dos Bispos, o Santo Padre recordou que a sinodalidade se exerce n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel das Igrejas locais e a n\u00edvel da Igreja universal, mas tamb\u00e9m a n\u00edvel dos agrupamentos de Igrejas, como as Prov\u00edncias e as Regi\u00f5es eclesi\u00e1sticas, os Conselhos particulares e sobretudo as Confer\u00eancias Episcopais: \u00abdevemos refletir para se realizarem ainda mais, atrav\u00e9s destes organismos, as inst\u00e2ncias interm\u00e9dias da colegialidade, talvez integrando e atualizando alguns aspetos do ordenamento eclesi\u00e1stico antigo\u00bb<sup>[18]<\/sup>.<\/p>\n<p><b>Pergunta para discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>\u00c0 luz da experi\u00eancia sinodal at\u00e9 agora realizada, como pode a sinodalidade encontrar uma melhor express\u00e3o nas e atrav\u00e9s das institui\u00e7\u00f5es que envolvem grupos de Igrejas locais, como os S\u00ednodos dos Bispos e os Conselhos de Hierarcas das Igrejas Cat\u00f3licas Orientais, as Confer\u00eancias Episcopais e as Assembleias continentais, de modo a que sejam concebidos \u00abcomo sujeitos de atribui\u00e7\u00f5es concretas, incluindo alguma aut\u00eantica autoridade doutrinal\u00bb (EG 32) numa perspetiva mission\u00e1ria?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) A din\u00e2mica sinodal da escuta do Esp\u00edrito atrav\u00e9s da escuta m\u00fatua oferece-se como a forma mais pratic\u00e1vel de traduzir a colegialidade episcopal em a\u00e7\u00e3o numa Igreja plenamente sinodal. Partindo da experi\u00eancia do processo sinodal:<\/p>\n<p>a) como \u00e9 que a escuta do Povo de Deus se pode tornar a forma habitual de tomada de decis\u00f5es na Igreja a todos os n\u00edveis da sua vida?<\/p>\n<p>b) Como realizar a escuta do Povo de Deus nas Igrejas locais? Em particular, como valorizar os organismos de participa\u00e7\u00e3o, para que sejam \u201clugares\u201d efetivos de escuta e de discernimento eclesial?<\/p>\n<p>c) Como repensar os processos de decis\u00e3o a n\u00edvel dos \u00f3rg\u00e3os episcopais das Igrejas Cat\u00f3licas Orientais e das Confer\u00eancias Episcopais a partir da escuta do Povo de Deus nas Igrejas locais?<\/p>\n<p>d) Como integrar a inst\u00e2ncia continental no direito can\u00f4nico?<\/p>\n<p>2) Sendo a consulta nas Igrejas locais a escuta efetiva do Povo de Deus, o discernimento dos Pastores assume o car\u00e1ter de um ato colegial que confirma com autoridade o que o Esp\u00edrito falou \u00e0 Igreja atrav\u00e9s do sentido de f\u00e9 do Povo de Deus:<\/p>\n<p>a) Que grau de autoridade doutrinal pode ser atribu\u00eddo ao discernimento das Confer\u00eancias Episcopais? Como \u00e9 que as Igrejas Cat\u00f3licas Orientais regulam os seus corpos episcopais?<\/p>\n<p>b) Que grau de autoridade doutrinal pode ser atribu\u00eddo ao discernimento de uma Assembleia continental? Ou dos organismos que re\u00fanem as Confer\u00eancias Episcopais \u00e0 escala continental ou internacional?<\/p>\n<p>c) Que papel desempenha o Bispo de Roma nestes processos de agrupamento de Igrejas? Como \u00e9 que pode ser exercido?<\/p>\n<p>3) Que elementos da antiga ordem eclesi\u00e1stica devem ser integrados e atualizados para que as Estruturas Hier\u00e1rquicas Orientais, as Confer\u00eancias Episcopais e as Assembleias continentais sejam efetivamente inst\u00e2ncias interm\u00e9dias de sinodalidade e colegialidade?<\/p>\n<p>4) O Conc\u00edlio Vaticano II afirma que a Igreja inteira e todas as suas partes beneficiam da comunica\u00e7\u00e3o m\u00fatua dos respetivos dons (cf. LG 13):<\/p>\n<p>a) Que valor podem ter para as outras Igrejas as delibera\u00e7\u00f5es de um Conc\u00edlio plen\u00e1rio, de um Conc\u00edlio particular, de um S\u00ednodo diocesano?<\/p>\n<p>b) Que ensinamentos podemos retirar da rica experi\u00eancia sinodal das Igrejas Cat\u00f3licas Orientais?<\/p>\n<p>c) Em que medida a converg\u00eancia de v\u00e1rios agrupamentos de Igrejas locais (Conc\u00edlios particulares, Confer\u00eancias Episcopais, etc.) sobre uma mesma quest\u00e3o compromete o Bispo de Roma a assumi-la para a Igreja universal?<\/p>\n<p>d) Em que modo deve ser exercitado o servi\u00e7o da unidade confiado ao Bispo de Roma quando as inst\u00e2ncias locais tiverem de assumir orienta\u00e7\u00f5es entre ela diferentes? Que espa\u00e7o existe para a diversidade de orienta\u00e7\u00f5es entre as diversas regi\u00f5es?<\/p>\n<p>5) O que podemos aprender com a experi\u00eancia de outras Igrejas e Comunidades eclesiais no que diz respeito aos agrupamentos de Igrejas locais para exercer a colegialidade e a sinodalidade?<\/p>\n<p><b>B 3.5 Como se pode refor\u00e7ar a institui\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo para que seja uma express\u00e3o da colegialidade episcopal numa Igreja totalmente sinodal?<\/b><\/p>\n<p>Com o Motu Proprio\u00a0<i>Apostolica sollicitudo\u00a0<\/i>(15 de setembro de 1965), S\u00e3o Paulo VI instituiu o S\u00ednodo como \u00abconc\u00edlio permanente dos Bispos para a Igreja universal\u00bb. Assim, aceitou o pedido da assembleia conciliar de assegurar a participa\u00e7\u00e3o dos Bispos na solicitude por toda a Igreja, tendo o cuidado de especificar que \u00abeste S\u00ednodo, como qualquer institui\u00e7\u00e3o humana, pode ser aperfei\u00e7oado com o passar do tempo\u00bb. Com a Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica\u00a0<i>Episcopalis communio\u00a0<\/i>(15 de setembro de 2018), o Papa Francisco concretizou este esperado \u201caperfei\u00e7oamento\u201d, transformando o S\u00ednodo de um acontecimento circunscrito a uma assembleia de Bispos num processo de escuta articulado em etapas (cf. art. 4), no qual toda a Igreja e todos na Igreja &#8211; Povo de Deus, Col\u00e9gio episcopal, Bispo de Roma &#8211; s\u00e3o verdadeiramente participantes.<\/p>\n<p>a) O S\u00ednodo 2021-2024 est\u00e1 a demonstrar claramente que o processo sinodal \u00e9 o contexto mais adequado para o exerc\u00edcio integrado do primado, da colegialidade e da sinodalidade como elementos inalien\u00e1veis de uma Igreja em que cada sujeito desempenha a sua fun\u00e7\u00e3o peculiar da melhor forma poss\u00edvel e em sinergia com os outros;<\/p>\n<p>b) compete ao Bispo de Roma convocar a Igreja em S\u00ednodo, convocando uma Assembleia para a Igreja universal, bem como iniciar, acompanhar e concluir o respetivo processo sinodal. Esta prerrogativa pertence-lhe como \u00abperp\u00e9tuo e vis\u00edvel fundamento da unidade, n\u00e3o s\u00f3 dos Bispos mas tamb\u00e9m da multid\u00e3o dos Fi\u00e9is\u00bb (LG 23);<\/p>\n<p>c) uma vez que \u00abcada um dos Bispos \u00e9 princ\u00edpio e fundamento vis\u00edvel da unidade nas suas respetivas igrejas [&#8230;] das quais e pelas quais existe a Igreja cat\u00f3lica, una e \u00fanica\u00bb (LG 23), compete a cada Bispo diocesano iniciar, acompanhar e concluir a consulta do Povo de Deus na sua Igreja. \u00c0 luz da solicitude que os Bispos t\u00eam pela Igreja universal (cf. LG 23), compete-lhes tamb\u00e9m cooperar nos organismos supradiocesanos onde se exerce a sinodalidade e a colegialidade, desempenhando a fun\u00e7\u00e3o de discernimento eclesial pr\u00f3pria do minist\u00e9rio episcopal;<\/p>\n<p>d) embora estes organismos n\u00e3o re\u00fanam todo o Col\u00e9gio episcopal, o discernimento realizado pelos Pastores atrav\u00e9s deles assume um car\u00e1ter colegial, devido \u00e0 pr\u00f3pria finalidade do ato. De fato, as Assembleias dos Bispos, no \u00e2mbito do processo sinodal, t\u00eam a tarefa de escrutinar os resultados das consultas nas Igrejas locais, nas quais se manifesta o sentido da f\u00e9 do Povo de Deus. Como poderia um ato n\u00e3o colegial discernir o que o Esp\u00edrito diz \u00e0 Igreja atrav\u00e9s da consulta do Povo de Deus que \u00abn\u00e3o pode enganar-se na f\u00e9\u00bb (LG 12)?<\/p>\n<p>e) A experi\u00eancia sinodal at\u00e9 agora realizada mostrou tamb\u00e9m como \u00e9 poss\u00edvel desenvolver um efetivo exerc\u00edcio de colegialidade numa Igreja sinodal: embora o discernimento seja um ato que compete em primeiro lugar \u00ab\u00e0queles que presidem na Igreja\u00bb (LG 12), ganhou em profundidade e ades\u00e3o aos temas a examinar gra\u00e7as ao contributo dos outros membros do Povo de Deus que participaram nas Assembleias continentais.<\/p>\n<p><b>Pergunta para discernimento<\/b><\/p>\n<p><b>\u00c0 luz da rela\u00e7\u00e3o din\u00e2mica e circular entre a sinodalidade da Igreja, a colegialidade episcopal e o primado petrino, como aperfei\u00e7oar a institui\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo para que se torne um espa\u00e7o certo e garantido para o exerc\u00edcio da sinodalidade, assegurando a plena participa\u00e7\u00e3o de todos &#8211; Povo de Deus, Col\u00e9gio episcopal e Bispo de Roma &#8211; no respeito das suas fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas? Como avaliar a experi\u00eancia de extens\u00e3o participativa a um grupo de \u201cn\u00e3o-bispos\u201d na primeira sess\u00e3o da XVI Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos (outubro de 2023)?<\/b><\/p>\n<p><b>Sugest\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o preparat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>1) O processo sinodal introduz na Igreja \u00abum dinamismo de comunh\u00e3o que inspira todas as decis\u00f5es eclesiais\u00bb<sup>[19]<\/sup>:<\/p>\n<p>a) Como \u00e9 que este dinamismo se pode tornar o modo de proceder habitual a todos os n\u00edveis da vida da Igreja?<\/p>\n<p>b) Qual \u00e9 o papel do princ\u00edpio de autoridade?<\/p>\n<p>c) Como \u00e9 que muda a compreens\u00e3o da autoridade na Igreja a diferentes n\u00edveis, incluindo a do Bispo de Roma?<\/p>\n<p>2) A primeira fase do caminho sinodal concretiza o movimento do particular para o universal, com a consulta do Povo de Deus nas Igrejas locais e os subsequentes atos de discernimento nas Estruturas Hier\u00e1rquicas Orientais e nas Confer\u00eancias Episcopais, primeiro, e nas Assembleias continentais, depois:<\/p>\n<p>a) como garantir que a consulta capte verdadeiramente a manifesta\u00e7\u00e3o do sentido da f\u00e9 do Povo de Deus que vive numa determinada Igreja?<\/p>\n<p>b) Como se pode refor\u00e7ar a \u00abfecunda liga\u00e7\u00e3o entre o\u00a0<i>sensus<\/i>\u00a0<i>fidei<\/i>\u00a0do Povo de Deus e a fun\u00e7\u00e3o magisterial dos Pastores\u00bb (DP 14) nas Estruturas Hier\u00e1rquicas Orientais, nas Confer\u00eancias Episcopais e nas Assembleias continentais?<\/p>\n<p>c) At\u00e9 que ponto \u00e9 desej\u00e1vel uma presen\u00e7a de membros qualificados do Povo de Deus tamb\u00e9m nas Assembleias das Confer\u00eancias Episcopais, bem como nas Assembleias continentais?<\/p>\n<p>d) Que fun\u00e7\u00e3o podem desempenhar os organismos eclesiais permanentes constitu\u00eddos por mais do que bispos, como a Confer\u00eancia Eclesial recentemente criada para a Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica?<\/p>\n<p>3) A segunda fase do caminho sinodal exprime, na Assembleia dos Bispos convocada para Roma, a universalidade da Igreja que escuta o que o Esp\u00edrito disse ao Povo de Deus:<\/p>\n<p>a) Como \u00e9 que esta assembleia episcopal se insere no processo sinodal?<\/p>\n<p>b) Como \u00e9 que se consegue a continuidade com a primeira fase do processo sinodal? A presen\u00e7a de testemunhas qualificadas \u00e9 suficiente para a garantir?<\/p>\n<p>c) Se as Assembleias das Confer\u00eancias Episcopais e as Assembleias continentais s\u00e3o atos de discernimento, como se caracteriza este novo ato de discernimento e que valor tem?<\/p>\n<p>4) A terceira fase envolve o movimento de retorno dos resultados da Assembleia sinodal \u00e0s Igrejas locais e a sua implementa\u00e7\u00e3o: o que pode ajudar a realizar plenamente a \u00abinterioridade m\u00fatua\u00bb entre as dimens\u00f5es universal e local da \u00fanica Igreja?<\/p>\n<p>______________________<\/p>\n<p><sup>[1]<\/sup>\u00a0Doravante, por uma quest\u00e3o de brevidade e salvo indica\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, as express\u00f5es \u201cAssembleia\u201d e \u201cAssembleia Sinodal\u201d referem-se \u00e0 sess\u00e3o de outubro de 2023, ao servi\u00e7o da qual este IL \u00e9 colocado.<\/p>\n<p><sup>[2]<\/sup>\u00a0FRANCISCO,\u00a0<i>Discurso para a comemora\u00e7\u00e3o do cinquenten\u00e1rio da institui\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo dos Bispos<\/i>, 17 de outubro de 2015 (cf. DP 15).<\/p>\n<p><sup>[3]<\/sup>\u00a0A express\u00e3o \u00abIgreja local\u00bb aqui indica o que o C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico chama de \u00abIgreja particular\u00bb.<\/p>\n<p><sup>[4]<\/sup>\u00a0A se\u00e7\u00e3o B oferecer\u00e1 as raz\u00f5es para a invers\u00e3o da ordem com rela\u00e7\u00e3o ao subt\u00edtulo do S\u00ednodo: cf.\u00a0<i>infra<\/i>\u00a0n. 44<\/p>\n<p><sup>[5]<\/sup>\u00a0FRANCISCO,\u00a0<i>Momento de reflex\u00e3o para o in\u00edcio do percurso sinodal<\/i>, 9 de outubro de 2021.<\/p>\n<p><sup>[6]<\/sup>\u00a0Francisco,\u00a0<i>Discurso por ocasi\u00e3o da comemora\u00e7\u00e3o do 50.\u00ba anivers\u00e1rio da institui\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo dos Bispos<\/i>, 17 de outubro de 2015.<\/p>\n<p><sup>[7]<\/sup>\u00a0Por exemplo, o par\u00e1grafo n. 128 do Documento Final afirma: \u00abPortanto, n\u00e3o \u00e9 suficiente ter estruturas, se n\u00e3o forem desenvolvidos relacionamentos aut\u00eanticos dentro delas; na verdade, \u00e9 a qualidade desses relacionamentos que evangeliza\u00bb.<\/p>\n<p><sup>[8]<\/sup>\u00a0Cf. Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, Carta<i>\u00a0Iuvenescit<\/i>\u00a0<i>Ecclesia<\/i>, 15 de maio de 2016, 13-18.<\/p>\n<p><sup>[9]<\/sup>\u00a0Francisco,\u00a0<i>Momento de reflex\u00e3o para o in\u00edcio do processo sinodal<\/i>, 9 de outubro de 2021.<\/p>\n<p><sup>[10]<\/sup>\u00a0XV Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos,\u00a0<i>Os jovens, a f\u00e9 e o discernimento vocacional. Documento Final<\/i>, 27 de outubro de 2018, 25.<\/p>\n<p><sup>[11]<\/sup>\u00a0Francisco,\u00a0<i>Discurso a Sua Santidade Mar Awa III Catholicos-Patriarca da Igreja Ass\u00edria do Oriente<\/i>, 19 de novembro de 2022.<\/p>\n<p><sup>[12]<\/sup>\u00a0Conselho Pontif\u00edcio para a Promo\u00e7\u00e3o da Unidade dos Crist\u00e3os,\u00a0<i>O Bispo e a Unidade dos Crist\u00e3os: Vademecum Ecum\u00eanico<\/i>, 5 de junho de 2020, 4.<\/p>\n<p><sup>[13]<\/sup>\u00a0S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, Enc Lett.\u00a0<i>Ut unum sint<\/i>, 25 de maio de 1995, 95; texto citado em EG 32 e EC 10.<\/p>\n<p><sup>[14]<\/sup>\u00a0Francisco,\u00a0<i>Discurso \u00e0 Ora\u00e7\u00e3o Ecum\u00eanica,\u00a0<\/i>Centro Ecum\u00eanico do CMI (Genebra), 21 de junho de 2018.<\/p>\n<p><sup>[15]<\/sup>\u00a0Cf. Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Instru\u00e7\u00e3o\u00a0<i>Varietates legitimae<\/i>, 25 de janeiro de 1994.<\/p>\n<p><sup>[16]<\/sup>\u00a0Francisco,\u00a0<i>Discurso por ocasi\u00e3o da comemora\u00e7\u00e3o do 50.\u00ba anivers\u00e1rio da institui\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo dos Bispos<\/i>, 17 de outubro de 2015.<\/p>\n<p><sup>[17]<\/sup><i>\u00a0Ibid<\/i>.<\/p>\n<p><sup>[18]<\/sup><i>\u00a0Ibid<\/i>.<\/p>\n<p><sup>[19]<\/sup><i>\u00a0Ibid<\/i>.<\/p>\n<p>[01015-PO.01] [Texto original: Italiano-Ingl\u00eas]<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":193509,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[378],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u201cInstrumentum laboris\u201d para a XVI Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos - 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