{"id":190170,"date":"2021-08-13T08:38:18","date_gmt":"2021-08-13T11:38:18","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/?p=190170"},"modified":"2021-08-13T08:41:14","modified_gmt":"2021-08-13T11:41:14","slug":"assuncao-dormicao-ou-ressurreicao-de-maria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/assuncao-dormicao-ou-ressurreicao-de-maria\/","title":{"rendered":"Assun\u00e7\u00e3o, dormi\u00e7\u00e3o ou ressurrei\u00e7\u00e3o de Maria?"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_190171\" style=\"width: 850px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-190171\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-190171 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/assuncao_hoje.jpg\" alt=\"\" width=\"840\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/assuncao_hoje.jpg 840w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/assuncao_hoje-450x241.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/assuncao_hoje-768x411.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/assuncao_hoje-150x80.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><p id=\"caption-attachment-190171\" class=\"wp-caption-text\"><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A Assun\u00e7\u00e3o da Virgem de Ticiano, 1516 a 1518 (dom\u00ednio p\u00fablico)<\/em><\/p><\/div>\n<h3><strong>Hist\u00f3ria e atualidade dessa devo\u00e7\u00e3o ap\u00f3crifa <\/strong><\/h3>\n<p><em>Frei Jacir de Freitas Faria, OFM<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>O dia 15 de agosto \u00e9 dedicado \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da Assun\u00e7\u00e3o de Maria. Qual o significado dessa devo\u00e7\u00e3o? Por que a Igreja transformou em dogma de f\u00e9 essa tradi\u00e7\u00e3o ap\u00f3crifa? Qual a diferen\u00e7a entre Assun\u00e7\u00e3o e Dormi\u00e7\u00e3o? Que consequ\u00eancias surgem para a nossa f\u00e9, quando afirmamos que Maria n\u00e3o morreu? Maria dorme ou morre? Ressuscita? \u00c9 glorificada? Vence ou n\u00e3o a morte?<\/p>\n<p>Com base nessa tradi\u00e7\u00e3o de f\u00e9 dos primeiros crist\u00e3os, narrada nos evangelhos ap\u00f3crifos marianos assuncionistas, vamos procurar entender o seu sentido e a sua atualidade. Comecemos por definir os termos.<\/p>\n<p>Assun\u00e7\u00e3o significa eleva\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, Maria foi levada para o C\u00e9u por Jesus ressuscitado. J\u00e1 Dormi\u00e7\u00e3o refere-se ao sono de Maria antes de sua ascens\u00e3o, o que equivale dizer que ela n\u00e3o morreu, mas dormiu.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Assun\u00e7\u00e3o, Dormi\u00e7\u00e3o ou Ressurrei\u00e7\u00e3o de Maria?  Hist\u00f3ria e atualidade dessa devo\u00e7\u00e3o ap\u00f3crifa.\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tC9xvxQqLvE?start=98&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>A hist\u00f3ria da devo\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria lit\u00fargica devocional dessa festa mariana ocorreu de forma diferenciada no Oriente e no Ocidente, entre crist\u00e3os ortodoxos e cat\u00f3licos.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> Com o decreto do imperador Maur\u00edcio, entre 592 e 602, o Imp\u00e9rio Romano passou a celebrar no Ocidente a Dormi\u00e7\u00e3o e no Oriente, a Dormi\u00e7\u00e3o e Assun\u00e7\u00e3o, ora do corpo, ora da alma.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> Somente com os papas Adriano I, morto em 795, e Pascoal, morto em 824, a festa da Dormi\u00e7\u00e3o passou a ser chamada de Assun\u00e7\u00e3o de Maria.<\/p>\n<p>Entre os s\u00e9culos XVI-XX, houve uma reviravolta na cren\u00e7a na n\u00e3o morte e assun\u00e7\u00e3o de Maria. Lutero negou o fato, argumentando que isso n\u00e3o est\u00e1 na B\u00edblia. Ap\u00f3s Lutero, v\u00e1rios outros te\u00f3logos retomaram a quest\u00e3o dando outras solu\u00e7\u00f5es para a morte de Maria. Francisco de Sales, morto em 1662, diz, por exemplo, que Maria morreu de amor.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> No s\u00e9culo XVIII, iniciou-se um movimento de te\u00f3logos, bispos e at\u00e9 de reis, solicitando ao Vaticano que estabelecesse o dogma da Assun\u00e7\u00e3o. Esse movimento mariano se estendeu at\u00e9 o s\u00e9culo XX. Maria apareceu em v\u00e1rios lugares do mundo. As devo\u00e7\u00f5es aumentaram, as congrega\u00e7\u00f5es religiosas se intitulavam \u201csob a prote\u00e7\u00e3o de Maria\u201d, bem como os movimentos laicais, no s\u00e9culo XX.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>Em 1854, com a enc\u00edclica <em>Ineffabilis Deus<\/em>, Maria \u00e9 declarada Imaculada Concei\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> Em 1950, como consequ\u00eancia l\u00f3gica do dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, e, atendendo a pedidos e respostas de question\u00e1rio enviado ao episcopado cat\u00f3lico, o papa Pio XII declarou o dogma da Assun\u00e7\u00e3o de Maria em corpo e alma \u00e0 gl\u00f3ria celestial.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p>Na Carta Apost\u00f3lica <em>Munificentissimus Deus <\/em>est\u00e1 dito: \u201cDefinimos ser dogma divinamente revelado: que a Imaculada M\u00e3e de Deus, sempre Virgem Maria, cumprindo o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma \u00e0 gl\u00f3ria celestial\u201d. Mesmo que n\u00e3o esteja dito expressamente no dogma, a Assun\u00e7\u00e3o de Maria \u00e9 o mais ap\u00f3crifo dos dogmas. E ainda h\u00e1 de se considerar que nele est\u00e1 o triunfalismo da Igreja Cat\u00f3lica, que se apoia em Maria para falar de sua gl\u00f3ria, de seu poder centralizado.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> \u00a0<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dormi\u00e7\u00e3o e Assun\u00e7\u00e3o nos evangelhos Ap\u00f3crifos<\/strong><\/p>\n<p>A biografia de Maria nos ap\u00f3crifos abrange todas as etapas de sua vida, do nascimento \u00e0 assun\u00e7\u00e3o. Os ap\u00f3crifos marianos podem ser divididos em dois blocos: os narrativos biogr\u00e1ficos<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> e os assuncionistas.<\/p>\n<p>Os narrativos biogr\u00e1ficos s\u00e3o: Protoevangelho de Tiago (s\u00e9c. II-IV); Evangelho dos Hebreus (s\u00e9c. II); Odes de Salom\u00e3o (s\u00e9c. II); Carta dos Ap\u00f3stolos (s\u00e9c. II); Evangelho de Bartolomeu (s\u00e9c. III); Natividade de Maria, Papiro Bodmer V (s\u00e9c. III); Hist\u00f3ria de Jos\u00e9, o carpinteiro (s\u00e9c. II-V); Livro da Natividade de Maria (s\u00e9c. IV-V); Evangelho de Gamaliel (s\u00e9c. V-VI); Evangelho arm\u00eanio da Inf\u00e2ncia (s\u00e9c. VI); Mulheres no t\u00famulo e Apari\u00e7\u00e3o a Maria (s\u00e9c. V-VII); Evangelho do Pseudo-Mateus (s\u00e9c. VII).<\/p>\n<p>Os assuncionistas s\u00e3o: Livro do Descanso (s\u00e9c. III); Livro de S\u00e3o Jo\u00e3o evangelista, o te\u00f3logo, sobre a passagem da Santa M\u00e3e de Deus (s\u00e9c. IV); Livro de Jo\u00e3o, arcebispo de Tessal\u00f4nica (s\u00e9c. IV); Tr\u00e2nsito de Maria do Pseudo-Melit\u00e3o de Sardes (s\u00e9c. IV); Tr\u00e2nsito de Maria do Pseudo Jos\u00e9 de Arimateia (s\u00e9c. XIII e XIV).<\/p>\n<p>A an\u00e1lise dessa literatura ap\u00f3crifa traz \u00e0 tona fatos desconhecidos da literatura can\u00f4nica sobre Maria. Os livros do primeiro grupo narram poss\u00edveis dados biogr\u00e1ficos da vida de Maria, e os do segundo possibilitaram a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Assun\u00e7\u00e3o de Maria. Na verdade, os ap\u00f3crifos marianos narrativos biogr\u00e1ficos e assuncionistas retratam uma Maria extraordin\u00e1ria, quase um ser divino, superior ao ser humano por causa dos privil\u00e9gios advindos do seu Filho e tamb\u00e9m Deus, Jesus. Os ap\u00f3crifos narram o in\u00edcio e o fim de sua vida de forma miraculosa. A sua vida adulta \u00e9 silenciada.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>Os evangelhos ap\u00f3crifos assuncionistas, de modo espec\u00edfico, narram que tr\u00eas dias antes de morrer, Maria recebeu, de Jesus, o an\u00fancio de sua morte, no monte das Oliveiras. Outra tradi\u00e7\u00e3o diz que foi um anjo que apareceu para ela. Nesse caso, uma palma lhe \u00e9 dada como garantia da palavra de Jesus. Maria se prepara para o dia em que sua alma sairia do corpo. Os ap\u00f3stolos chegam da miss\u00e3o, primeiro Jo\u00e3o, seguido dos outros. Em sua casa, em Jerusal\u00e9m, na presen\u00e7a dos ap\u00f3stolos, ela dormiu, que pode significar morreu. Jesus, nesse momento, tendo vindo ao seu encontro, pede aos ap\u00f3stolos que preparem o corpo e o levem at\u00e9 um lugar indicado por ele, no Vale de Josaf\u00e1. A alma de Maria \u00e9 levada ao C\u00e9u pelo anjo Miguel e Jesus. Durante o cortejo, judeus querem destruir o corpo de Maria. Quando Pedro e os ap\u00f3stolos chegam a um sepulcro, eles depositam o corpo de Maria e se sentam \u00e0 sua porta.<\/p>\n<p>Jesus aparece, novamente, rodeado de anjos, sa\u00fada os ap\u00f3stolos com o desejo de paz. Exalta o fato de Maria ter sido escolhida para que dela Ele pudesse nascer. Por fim, Ele pede aos anjos que levem seu corpo para o c\u00e9u, fato que veio a ser chamado de Assun\u00e7\u00e3o de Maria. Quando o corpo chega ao c\u00e9u, Jesus coloca a alma novamente no seu corpo glorioso e a coroa como Rainha do C\u00e9u, fato celebrado nas coroa\u00e7\u00f5es de Maria no m\u00eas de maio.<\/p>\n<p>O itiner\u00e1rio da narrativa ap\u00f3crifa assuncionista segue o esquema comum: Dormi\u00e7\u00e3o, sua alma \u00e9 levada ao C\u00e9u, translado (tr\u00e2nsito) do corpo ao C\u00e9u, o que evidencia o fato de o fim da vida de Maria ser diferente de todos os seres humanos. Somente um ap\u00f3crifo, o do <em>Pseudo-Melit\u00e3o de Sardes,<\/em> \u00e9 que acrescenta a ressurrei\u00e7\u00e3o de Maria, antes de ir para o Para\u00edso com Jesus. A sua alma \u00e9 colocada novamente no corpo, ainda na terra.<\/p>\n<p>Acrescente-se a isso que Maria tem Dormi\u00e7\u00e3o (morte) parecida com a de Jesus. V\u00e1rios elementos que aparecem na morte Jesus est\u00e3o presentes na dela: tr\u00eas dias, trov\u00f5es, luz resplandecente, persegui\u00e7\u00e3o etc.<\/p>\n<p>Dentre os ap\u00f3crifos marianos assuncionistas, os que mais repercutiram entre os crist\u00e3os n\u00e3o calced\u00f4nios no Oriente bizantino foram o <em>Tr\u00e2nsito do Pseudo-Melit\u00e3o de Sardes<\/em> e o <em>Livro de S\u00e3o Jo\u00e3o, o ap\u00f3stolo<\/em>. No entanto, o livro que se tornou modelo da Dormi\u00e7\u00e3o foi o de S\u00e3o Jo\u00e3o de Tessal\u00f4nica. A inten\u00e7\u00e3o lit\u00fargica do autor o levou a tomar os relatos antigos que mais se aproximavam, segundo ele, das testemunhas oculares da Dormi\u00e7\u00e3o de Maria para reconstituir outro texto, did\u00e1tico e convincente da necessidade de celebrar a Dormi\u00e7\u00e3o de Maria.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/p>\n<p>O <em>Tr\u00e2nsito do Pseudo-Melit\u00e3o de Sardes <\/em>teve, com certeza, influ\u00eancia no Ocidente crist\u00e3o, quando da institucionaliza\u00e7\u00e3o da festa da Assun\u00e7\u00e3o de Santa Maria no s\u00e9c. VIII.<\/p>\n<p><strong>Maria dorme ou morre? Ressuscita? \u00c9 glorificada? Vence ou n\u00e3o a morte?<\/strong><\/p>\n<p>Maria morre ou dorme? Eis uma quest\u00e3o controversa teologicamente. Santo Epif\u00e2nio, bispo de Salamina, morto em 403, levantou a quest\u00e3o da morte de Maria e respondeu:<\/p>\n<p>Nem a morte de Maria nem se ela morreu ou n\u00e3o morreu, nem se ela foi enterrada. Embora eu n\u00e3o o afirme totalmente. Nem digo que tenha ficado imortal nem posso afirmar que tenha morrido. A Escritura guarda sil\u00eancio total por causa da magnitude do prod\u00edgio. Portanto, se ela morreu, n\u00e3o sabemos. E mesmo que tivesse sido sepultada, jamais teve com\u00e9rcio carnal: longe de n\u00f3s essa blasf\u00eamia! Quanto a mim, n\u00e3o ouso falar a respeito disso; guardo isso em minha mente e guardo sil\u00eancio.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n<p>Epif\u00e2nio de Salamina tamb\u00e9m aventa a possibilidade de Maria ter sido assassinada, visto que Lc 2,35 fala que uma espada traspassaria o seu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outras tantas quest\u00f5es decorrem do que teria ocorrido com Maria nos \u00faltimos dias de sua vida terrena. O dormir de Maria seria a morte de fato ou n\u00e3o? A sua alma foi levada ao C\u00e9u, mas o seu corpo foi sepultado como ocorre com todos os mortais, tendo sido preservado da corrup\u00e7\u00e3o? O corpo esperaria a ressurrei\u00e7\u00e3o final de todos os mortos para se unir \u00e0 alma? A sua alma, no entanto, foi para o Para\u00edso para ser glorificada? Por \u00faltimo: alma e corpo foram levados pelos anjos e por Jesus para junto de Deus para a\u00ed ser glorificado, tendo como consequ\u00eancia a sua n\u00e3o morte f\u00edsica?<\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 certa: todas essas quest\u00f5es s\u00e3o poss\u00edveis. Maria foi a primeira humana a ser elevada \u00e0 gl\u00f3ria da ressurrei\u00e7\u00e3o, como ocorreu com Jesus que ressuscitou e ascendeu aos C\u00e9us. A diferen\u00e7a \u00e9 que Maria foi assunta, foi levada, pelo seu Filho aos C\u00e9us.<\/p>\n<p>Nos ap\u00f3crifos assuncionistas, podemos identificar quatro modelos de morte de Maria:<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a><\/p>\n<ol>\n<li><strong>Ela dorme (morre), sua alma \u00e9 acolhida por Cristo e levada para o C\u00e9u<\/strong>. Seu corpo \u00e9 levado para um sepulcro e, depois de tr\u00eas dias, \u00e9 levado ao Para\u00edso. Alma e corpo ser\u00e3o reunificados somente no fim dos tempos. Nesse modelo, encontramos a Dormi\u00e7\u00e3o e Tr\u00e2nsito de Maria. Trata-se da mais antiga tradi\u00e7\u00e3o sobre a morte de Maria.<\/li>\n<li><strong>O seu corpo \u00e9 separado da alma e reunificados ap\u00f3s um tempo determinado<\/strong> de 206 dias, ocorrendo, assim, sua ressurrei\u00e7\u00e3o. Modelo tamb\u00e9m antigo.<\/li>\n<li><strong>Maria n\u00e3o morre, mas \u00e9 arrebatada de corpo e alma para o C\u00e9u<\/strong>, onde \u00e9 acolhida em vida e glorificada como rainha do C\u00e9u. Nesse modelo, pode-se falar tamb\u00e9m de Assun\u00e7\u00e3o de Maria. Modelo que aparece depois do s\u00e9culo VI.<\/li>\n<li><strong>Maria dorme (morre).<\/strong> Durante tr\u00eas dias, seu corpo fica separado da alma, mas s\u00e3o reunificados. Maria volta a ser humana completa e \u00e9 levada para o C\u00e9u por Jesus, ocorrendo, portanto, a sua assun\u00e7\u00e3o. Esse quarto modelo \u00e9 mais claro quanto \u00e0 Assun\u00e7\u00e3o de Maria e \u00e9 tamb\u00e9m mais recente historicamente. Nele se encontra a uni\u00e3o da Dormi\u00e7\u00e3o com a Assun\u00e7\u00e3o. Esse modelo serviu de base para o estabelecimento do dogma da Assun\u00e7\u00e3o de Maria de 1950, o qual deixa em aberto as duas possibilidades: a de que Maria foi acolhida em vida no C\u00e9u e a de sua passagem ou n\u00e3o pela morte f\u00edsica.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A teologia paulina (ITs 4,13-18) ensina que, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, os que j\u00e1 morreram em Jesus, Deus h\u00e1 de lev\u00e1-los para a sua companhia. No momento, da segunda vinda do Senhor, os mortos ressuscitar\u00e3o primeiro, \u201cem seguida, n\u00f3s, os que estivermos l\u00e1. Seremos arrebatados com eles nas nuvens para o encontro com o Senhor, nos ares. E assim, estaremos para sempre com o Senhor\u201d (4,17).<\/p>\n<p>Paulo fala de arrebatamento dos vivos e ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos. No entanto, o desafio teol\u00f3gico e pastoral em rela\u00e7\u00e3o a Maria \u00e9: se ela n\u00e3o morreu (dormiu), a morte n\u00e3o teve incid\u00eancia sobre ela, e se n\u00e3o teve incid\u00eancia sobre ela, como justificar sua ressurrei\u00e7\u00e3o? Como o Filho, sendo divino, morreu e ela n\u00e3o? Maria, ent\u00e3o, teria tido mais privil\u00e9gio diante de Deus que seu pr\u00f3prio Filho? Com a ressurrei\u00e7\u00e3o, a morte \u00e9 vencida, mas se Maria n\u00e3o morreu, mas foi assunta, isto \u00e9, arrebatada de corpo e alma ao C\u00e9u, como Henoc e Elias, com ela, a morte n\u00e3o foi vencida. Por outro lado, n\u00e3o reside nessa quest\u00e3o o fato de ela passar a ser vista como mediadora na hora da morte? O fato de Maria n\u00e3o ter passado pela morte poderia conferir-lhe condi\u00e7\u00f5es de interceder pelos seus irm\u00e3os, tamb\u00e9m humanos, diante de seu Filho divino. Por outro lado, se ela est\u00e1 no C\u00e9u, ela vive a gl\u00f3ria dos ressuscitados, sendo o primeiro ser humano a fazer essa experi\u00eancia, depois de Jesus, o que tamb\u00e9m lhe confere poder de interceder.<\/p>\n<p>E foi o que aconteceu com ela, na Idade M\u00e9dia, tornando-se a advogada dos moribundos. Nessa \u00e9poca, o fiel alimentava o medo de morrer e ir direto para o Inferno. Com essa Pastoral do Medo, a Igreja mantinha o controle sobre vivos e mortos e, \u00e9 claro, da sociedade. Tenebrosa Idade M\u00e9dia! Lament\u00e1vel \u00e9 a volta desse discurso em v\u00e1rias igrejas crist\u00e3s.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As narrativas ap\u00f3crifas assuncionistas tiveram como primeira preocupa\u00e7\u00e3o demonstrar o m\u00e9rito de Maria de poder receber a recompensa por parte de seu Filho e, consequentemente, de Deus, pelo fato de ela ter aceitado ser a m\u00e3e de Deus.<\/p>\n<p>Nasce uma Maria triunfalista que ser\u00e1 utilizada para justificar o seu poder e o da Igreja da Cristandade. Maria passa a ser a Nossa Senhora, a Rainha, a repleta de poder diante do Filho para interceder em favor de seus devotos. Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, do Carmo, da Boa Morte etc. S\u00e3o tantas as devo\u00e7\u00f5es quanto o seu poder. A Maria dos ap\u00f3crifos ganhou vida pr\u00f3pria e fortaleceu-se na hist\u00f3ria a partir da devo\u00e7\u00e3o e da liturgia que se criaram em torno dela. Ela inspirou virgindade, sofrimento, gl\u00f3ria, poder e maternidade. Por vezes, o seu poder passou a ser maior que o de seu Filho.<\/p>\n<p>Para a f\u00e9, acreditar que Maria foi assunta ao c\u00e9u de corpo e alma significa crer que Maria n\u00e3o precisou esperar o fim dos tempos para receber um corpo glorificado. Depois de sua vida terrena ela j\u00e1 est\u00e1 junto de Deus com o corpo transformado, cheio de gra\u00e7a e de luz. Deus antecipou nela o que vai dar a todas as pessoas de bem, no final dos tempos.<\/p>\n<p>Maria, por ter vivido a experi\u00eancia amorosa de ser a m\u00e3e de Jesus, Deus que se fez carne no meio de n\u00f3s, foi agraciada por Jesus como sendo a primeira pessoa, depois dele, a receber a gl\u00f3ria da ressurrei\u00e7\u00e3o. Nisto tudo est\u00e1 o amor maternal e filial de Deus Pai e M\u00e3e de todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Em Maria e com Maria vivemos a esperan\u00e7a de que tamb\u00e9m n\u00f3s chegaremos l\u00e1. Ela foi, mas n\u00e3o partiu, pois continua pr\u00f3xima de n\u00f3s. Ela \u00e9 a nossa origem, \u00e9 nossa m\u00e3e na f\u00e9, a qual queremos voltar sempre. Ela \u00e9 desejo! Ela \u00e9 m\u00e3e! Por isso, a queremos sempre. Caminhar com ela, na f\u00e9, \u00e9 acreditar que tamb\u00e9m seremos assuntos ao c\u00e9u. Antes, por\u00e9m, devemos transformar nossa realidade de sofrimento, ang\u00fastia, dores e explora\u00e7\u00e3o social em situa\u00e7\u00f5es de vida, gl\u00f3ria. A assun\u00e7\u00e3o come\u00e7a aqui.\u00a0 Ave Maria, cheia de gra\u00e7a, rogai por n\u00f3s&#8230; Salve Rainha, m\u00e3e de miseric\u00f3rdia, intercedei por n\u00f3s&#8230;<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Doutor em Teologia B\u00edblica pela FAJE-BH. Mestre em Ci\u00eancias B\u00edblicas (Exegese) pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico de Roma. Professor de exegese b\u00edblica. Membro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pesquisa B\u00edblica (ABIB). Sacerdote Franciscano. Autor de dez livros e coautor de quinze. Canal no You Tube: Frei Jacir B\u00edblia e Ap\u00f3crifos ou <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/c\/FreiJacirdeFreitasFariaB%C3%ADbliaAp%C3%B3crifos\">https:\/\/www.youtube.com\/c\/FreiJacirdeFreitasFariaB%C3%ADbliaAp%C3%B3crifos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Uma an\u00e1lise completa da hist\u00f3ria da devo\u00e7\u00e3o mariana da Dormi\u00e7\u00e3o e Assun\u00e7\u00e3o de Maria na Igreja a partir do seu papel exercido como advogada de vivos e mortos, nos Ju\u00edzos Final e Particular, por causa do medo da morte e do Inferno, com destaque especial para o Brasil, nas Irmandades Negras de Nossa Senhora da Boa Morte, no s\u00e9culo XVIII, est\u00e1 em nosso livro: <strong>O Medo do Inferno e a arte de bem morrer<\/strong>: da devo\u00e7\u00e3o ap\u00f3crifa \u00e0 Dormi\u00e7\u00e3o de Maria \u00e0s irmandades de Nossa Senhora da Boa Morte (Vozes, 2019).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> TEMPORELLI, Clara. <strong>Maria mulher de Deus e dos pobres<\/strong>: releitura dos dogmas marianos, 2. ed., S\u00e3o Paulo: Paulus, 2011. p. 197.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a><em>Ibidem, <\/em>p. 198-201.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>JOHNSON, Elizabeth A. <strong>Nossa verdadeira irm\u00e3<\/strong>: teologia de Maria na comunh\u00e3o dos santos. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2006. p. 160.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a>AIELLO, A. G. <strong>Svillupo del dogma e tradizione a prop\u00f3sito della definizione dell\u2019Assunzione de Maria.<\/strong> Roma: Citt\u00e0 Nuova, 1979<em>. <\/em>p. 440.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> PIO XII, Papa. <strong>Carta Ap\u00f3t\u00f3lica Munificentissimus Deus<\/strong>. Citt\u00e0 del Vaticano, 1950.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> <strong>FARIA<\/strong>, Jacir de Freitas. <strong>Hist\u00f3ria de Maria, m\u00e3e e ap\u00f3stola de seu filho, nos evangelhos ap\u00f3crifos. <\/strong>3.ed. Petr\u00f3polis: Vozes, 2007, p. 180-181.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Optamos por referirmo-nos \u00e0s narrativas ap\u00f3crifas sobre a vida de Maria como textos narrativos biogr\u00e1ficos por entender que n\u00e3o s\u00e3o informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. No entanto, h\u00e1 de se considerar com OTERO, A. de Santos, em sua obra: <strong>Los Evangelios Ap\u00f3crifos<\/strong><em>, <\/em>2. ed. Madrid: BAC, 1991. p. 131-132, que informa\u00e7\u00f5es contidas no <em>Protoevangelho de Tiago<\/em> sobre a vida de Maria foram consideradas hist\u00f3ricas pela Igreja grega, a partir do s\u00e9c. IV, e a Igreja latina, a partir do s\u00e9c. XIII.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> TAVARD, George H. <strong>As m\u00faltiplas faces da Virgem Maria<\/strong><em>.<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1999, p. 46.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> TAVARD, <strong>As m\u00faltiplas faces da Virgem<\/strong>, p. 42.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> <em>Apud<\/em> TAVARD, <strong>As m\u00faltiplas faces da<\/strong> <strong>Virgem<\/strong>, p. 41.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> KLAUCK, Hans-Josef. <strong>Evangelhos ap\u00f3crifos<\/strong><em>. <\/em>S\u00e3o Paulo: Loyola, 2007, p. 232-233.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de Frei Jacir de Freitas Faria<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":190172,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[43],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Assun\u00e7\u00e3o, dormi\u00e7\u00e3o ou ressurrei\u00e7\u00e3o de Maria? 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