{"id":188253,"date":"2020-10-23T08:39:01","date_gmt":"2020-10-23T11:39:01","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/?p=188253"},"modified":"2020-10-23T08:39:01","modified_gmt":"2020-10-23T11:39:01","slug":"painosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/painosso\/","title":{"rendered":"A ora\u00e7\u00e3o do Pai Nosso"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/art-840.jpg\" alt=\"\" width=\"840\" height=\"450\" \/><\/p>\n<h2><strong>Considera\u00e7\u00f5es de um frade em busca do essencial na vida<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Frei Jos\u00e9 Ariovaldo da Silva, OFM<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> Tenho algumas coisas guardadas aqui no fundo do meu cora\u00e7\u00e3o, que gostaria de partilhar com voc\u00ea neste espa\u00e7o. Falo do que sinto e venho cultivando em minhas medita\u00e7\u00f5es, tanto na calma do sil\u00eancio, quanto no barulho da a\u00e7\u00e3o. Partilho com voc\u00ea uma reflex\u00e3o sobre a ora\u00e7\u00e3o do Pai nosso, cujo texto \u00e9 usado na nossa liturgia cat\u00f3lica e que, por sinal, \u00e9 o mesmo do relato evang\u00e9lico de Mateus 11,6b-13.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Esta ora\u00e7\u00e3o foi ensinada pelo nosso Mestre de vida, o Senhor Jesus e, inclusive, por ele recomenda para ser recitada (rezada) sempre pelos seus disc\u00edpulos e disc\u00edpulas: \u201c\u00c9 assim que voc\u00eas haver\u00e3o de rezar: Pai nosso&#8230;\u201d (6,9). \u201cSenhor, ensina-nos a rezar como Jo\u00e3o [Batista] ensinou a seus disc\u00edpulos\u201d, foi o pedido de um dos disc\u00edpulos de Jesus. E o Mestre respondeu: \u201cQuando voc\u00eas rezarem, digam: Pai&#8230;\u201d (Lucas 11,1-2). Esta recomenda\u00e7\u00e3o de Jesus deve ter alguma raz\u00e3o de ser. Qual seria?<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> No meu entender, o Pai nosso sintetiza toda a mensagem da Boa Nova (Evangelho) de Jesus. Sintetiza o que de fato Jesus mesmo sentia. Por isso, para mim, \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o maravilhosamente rica de conte\u00fado evangelizador e altamente estimulante da nossa f\u00e9. Tanto que, na tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, seu texto sempre foi solenemente entregue aos iniciantes \u00e0 f\u00e9, ou seja, aos catec\u00famenos.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> A ora\u00e7\u00e3o come\u00e7a com esta invoca\u00e7\u00e3o: \u201c<em><strong>Pai nosso que estais nos c\u00e9us<\/strong><\/em>\u201d. Em outras palavras, Jesus ensina a dirigir-se a Deus como Pai. E Pai nosso, isto \u00e9, de todos n\u00f3s! Pai tem a ver com parente. Logo, se Deus \u00e9 Pai, obviamente que, ent\u00e3o, \u00e9 tamb\u00e9m parente: Pai! Sim, Pai!, o parente mais pr\u00f3ximo!!!&#8230; Poder\u00edamos, pois, at\u00e9 dizer: Temos o DNA de Deus, que, inclusive, tem um nome: Amor (1Jo\u00e3o 4,8.16)! Jesus sentiu isso dentro dele, profundamente; e, a partir desta experi\u00eancia de vida, ele resgatou para n\u00f3s a consci\u00eancia de que somos criados \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a Deus (cf. G\u00eanesis 1,27): Somos filhos e filhas de Deus. Jesus, o Filho de Deus, nos resgata exatamente isso! N\u00e3o \u00e9 maravilhoso?! Filho de peixe, peixinho \u00e9. Filhos de Deus, divinos s\u00e3o! Jesus veio nos mostrar a dimens\u00e3o divina do ser humano, que hav\u00edamos esquecido e abafado.<\/p>\n<p>E dizemos a este Pai \u2013 que cuida de todos n\u00f3s! \u2013, dizemos que \u201c<em><strong>est\u00e1 nos c\u00e9us<\/strong><\/em>\u201d. Como assim, nos c\u00e9us? Que espa\u00e7o \u00e9 este? Seu espa\u00e7o \u00e9 o do perfeito amor, da harmonia total, da paz absoluta, da vida plena, poss\u00edvel em todos os espa\u00e7os. C\u00e9us \u00e9 este espa\u00e7o, ou clima, que cabe tamb\u00e9m dentro da gente, entre n\u00f3s, como tamb\u00e9m em toda a terra, em todo o universo. Depende da gente, permiti-lo, abrir-se a ele.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> E ent\u00e3o manifestamos um primeiro desejo nosso, que \u00e9 tamb\u00e9m um pedido: \u201c<em><strong>santificado seja o vosso nome<\/strong><\/em>\u201d. Em outras palavras, expressamos a este Pai o desejo de sinceramente permitirmos que este seu nome (Pai) seja de fato sin\u00f4nimo de santo, ou seja, de puro, simples, desapegado, amoroso, sem complica\u00e7\u00e3o, sem corrup\u00e7\u00e3o, sem falsidade, sem maldade, sem mentira, verdadeiro e alegre como o mundo das crian\u00e7as e muito mais!&#8230; Ora, se este Pai \u00e9 assim, neste nome d\u00e1 pra confiar plenamente, sem medo. N\u2019Ele podemos confiar! Que de fato seja reconhecido e vivido como tal por todos n\u00f3s: \u201csantificado seja o vosso nome\u201d!<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> E vem o seguinte pedido: \u201c<em><strong>venha a n\u00f3s o vosso reino<\/strong><\/em>\u201d. Que reino? O reino deste Pai que \u00e9 pura bondade, \u201co bem, todo o bem, o verdadeiro e sumo bem\u201d (S\u00e3o Francisco). O reino d\u2019Ele \u00e9 isso mesmo, como j\u00e1 disse: todo espa\u00e7o ou clima de puro amor, harmonia, paz, aconchego, luz, solidariedade, verdade, compreens\u00e3o, compaix\u00e3o, sa\u00fade, vida, alegria etc. Reino de Deus \u00e9 este espa\u00e7o totalmente livre, isto \u00e9, completamente limpo de complica\u00e7\u00f5es, corrup\u00e7\u00e3o, opress\u00e3o, mentiras e medos em todas as rela\u00e7\u00f5es! \u00c9 o que, no fundo, pedimos na ora\u00e7\u00e3o do Pai nosso: Que tenhamos a corajosa confian\u00e7a de ativamente permitir que este Reino, este espa\u00e7o ou clima de vida plena, plantado em n\u00f3s, desabroche e cres\u00e7a em n\u00f3s e entre n\u00f3s: \u201cvenha a n\u00f3s o vosso Reino\u201d.<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> E mais outro pedido se acrescenta: \u201c<em><strong>seja feita a vossa vontade<\/strong><\/em>\u201d. Ora, se o Pai e o Reino d\u2019Ele s\u00e3o tudo isso que acabamos de ver, ent\u00e3o a vontade d\u2019Ele pode ser feita, seguida e praticada, com toda confian\u00e7a e sem medo. Amar: \u00e9 a sumidade do seu querer, de sua vontade, pois Deus mesmo \u201c\u00e9 Amor\u201d (cf. 1Jo\u00e3o 4,7-21). Assim, que seja feita esta vontade d\u2019Ele \u2013 e n\u00e3o os \u201cnossos\u201d caprichos ego\u00edstas! \u2013, em todo lugar, tanto na terra como no c\u00e9u, pois, na fr\u00e1gil vontade \u201cnossa\u201d nem sempre d\u00e1 pra confiar! A vontade de Deus, sim, \u00e9 com certeza a mais certa e segura! O pr\u00f3prio Filho de Deus, nosso Mestre Jesus, no-lo garantiu, ele que disse de si: \u201cEu sou o caminho, <em><strong>a verdade<\/strong><\/em> e a vida\u201d (Jo\u00e3o 14,6).<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> E ent\u00e3o vem outro pedido deveras interessante: \u201c<em><strong>o p\u00e3o nosso de cada dia nos dai hoje<\/strong><\/em>\u201d. P\u00e3o tem a ver com o alimento necess\u00e1rio para a nossa sobreviv\u00eancia. De fato, quando esta vontade do Pai de todos n\u00f3s \u00e9 feita e, consequentemente, seu Reino de fato acontece em n\u00f3s e entre n\u00f3s, tamb\u00e9m cada dia ser\u00e1 um \u201choje\u201d farto do alimento necess\u00e1rio para a vida de todos e todas. O p\u00e3o \u00e9 sinal do seu Reino acontecendo. Ent\u00e3o, que assim seja hoje e sempre! \u00c9 o que no fundo manifestamos ao rezar o Pai nosso. E assim sendo, criamos em n\u00f3s um sentimento profundo de gratid\u00e3o, pois reconhecemos que todo alimento sobre nossas mesas \u00e9 sempre d\u00e1diva do Pai que est\u00e1 em n\u00f3s como filhos e filhas seus. Mesmo sendo fruto do trabalho humano, no fundo, \u00e9 sempre d\u00e1diva do Pai que nos agraciou com o trabalho para saborear o p\u00e3o a cada dia.<\/p>\n<p><strong>9.<\/strong> Em seguida vem outro pedido que, a meu ver, tem tudo a ver com o Reino antes invocado para que venha. Que Reino? Reino de reconcilia\u00e7\u00e3o e de paz: \u201c<em><strong>perdoai-nos as nossas ofensas, assim como n\u00f3s perdoamos a quem nos tem ofendido<\/strong><\/em>\u201d. A palavra \u201cperdoar\u201d vem do latim \u201cperdonare\u201d. Esta palavra latina \u00e9 formada pelo prefixo intensivo \u201cper\u201d (completamente) e o verbo \u201cdonare\u201d (dar, doar, entregar). Perdoar (per-doar), portanto, tem a ver com dar, doar, entregar <strong>completamente<\/strong>, o que implica em desapegar-se, desfazer-se <strong>completamente<\/strong>, n\u00e3o guardar, n\u00e3o reter absolutamente nada de uma ofensa perpetrada contra a gente. Deus \u00e9 assim! Ele n\u00e3o ret\u00e9m nada para si de qualquer ofensa. Ali\u00e1s, nem o atinge! Ele simplesmente a entrega, como que a devolve inteiramente a quem de direito, a saber, ao ego do ofensor. Portanto, quando dizemos \u201cperdoai-nos as nossas ofensas, assim como n\u00f3s perdoamos a quem nos tem ofendido\u201d, no fundo fazemos exatamente este pedido, a saber: Que nos permitamos ser desse jeito, como Deus mesmo \u00e9, a saber, n\u00e3o segurando nada para a gente de qualquer ofensa perpetrada. \u201cSenhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irm\u00e3o [ou seja: qualquer ser humano] pecar contra mim? At\u00e9 sete vezes [ou seja: tudo]?\u201d, perguntou Pedro ao Mestre Jesus que, de imediato respondeu: \u201cN\u00e3o te digo at\u00e9 sete vezes, mas at\u00e9 setenta vezes sete [ou seja: absolutamente tudo]\u201d! (Mateus 18,21-22). Este \u00e9 aquele Reino pedido no Pai nosso que aconte\u00e7a em n\u00f3s e entre n\u00f3s! Foi o que se deu com Jesus quando, do alto da cruz, orou: \u201cPai, perdoai-lhes porque n\u00e3o sabem o que fazem\u201d (Lucas 23,34). Ou seja, com esta ora\u00e7\u00e3o Jesus entende e reconhece que, no fundo, n\u00e3o s\u00e3o os homens, que o torturam e matam, \u00e9 o ego deles que, aprisionando-lhes a alma, transformou seus corpos em cru\u00e9is assassinos de um inocente. Jesus, desapegado de tudo, simplesmente entrega a esse ego a ofensa feita. Resultado: Viu-se em paz at\u00e9 com o cruel inimigo e rezou por ele; e, enfim, nas m\u00e3os do Pai entregou o seu esp\u00edrito, expirou (cf. v. 45). Com isso, ali mesmo, muitos o reconheceram de imediato como sendo de fato um homem justo (v. 47), como sendo o pr\u00f3prio Filho de Deus (Mateus 27,54; Marcos 15,39)! Conclus\u00e3o: Reino de Deus, de reconcilia\u00e7\u00e3o e paz em n\u00f3s e entre n\u00f3s, acontece na medida em que, como Deus, \u201c<em><strong>per-doarmos<\/strong><\/em>\u201d toda ofensa cometida contra n\u00f3s e, assim perdoando, nos reconhecemos igualmente como filhos e filhas de Deus, ou seja, parecidos com Deus, divinos. Que seja, ent\u00e3o, assim tamb\u00e9m em n\u00f3s e entre n\u00f3s! \u00c9 o que pedimos na ora\u00e7\u00e3o do Pai nosso.<\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> Enfim, fechamos a ora\u00e7\u00e3o com um \u00faltimo e decisivo pedido, a saber: \u201c<em><strong>e n\u00e3o nos deixeis cair em tenta\u00e7\u00e3o, mas livrai-nos do ma<\/strong><\/em>l\u201d. Cair em tenta\u00e7\u00e3o&#8230; Que tenta\u00e7\u00e3o? A tenta\u00e7\u00e3o de cair no abismo da d\u00favida, isto \u00e9, de duvidar desse Pai e desse seu Reino. O perigo existe: o perigo de um ego vaidoso e orgulhoso, constru\u00eddo por n\u00f3s em nosso corpo \u2013 pessoal e coletivo \u2013, que, com suas \u201cverdades\u201d, pode tomar o comando de \u201cnossas vontades\u201d e nossas mentes e, assim, \u201cabafar\u201d nossa Alma, nossa Ess\u00eancia, o Pai que est\u00e1 em n\u00f3s, o Filho que n\u00f3s somos, o Reino dos C\u00e9us que j\u00e1 est\u00e1 em n\u00f3s. Depende de n\u00f3s, permitir ou n\u00e3o que essa d\u00favida nos domine, depende de nosso estado de consci\u00eancia, de nossa mente alerta, de nosso estado de vigil\u00e2ncia. \u201cVigiai e rezai para n\u00e3o cairdes em tenta\u00e7\u00e3o\u201d, alertou o Mestre aos disc\u00edpulos, num momento dram\u00e1tico e decisivo, altamente tentador, no Gets\u00eamani (Mateus 26,41). Deus n\u00e3o nos quer ca\u00eddos na tenta\u00e7\u00e3o da d\u00favida, jamais. Mas podemos livremente permitir-nos nela cair. Como? Atendendo antes aos ru\u00eddos ego\u00edstas da nossa mente, que nos puxam e aprisionam em suas malhas insanas, do que ao convite da Sabedoria divina de nossa alma que nos chama para a vida em liberdade. \u201c<em><strong>Mas livrai-nos do mal<\/strong><\/em>\u201d, dizemos em seguida. De que mal? Do perigoso mal de duvidar do Pai de todos n\u00f3s e do seu Reino de amor, privilegiando as \u201cnossas verdades\u201d e seus reinos t\u00e3o ilus\u00f3rios e passageiros e, consequentemente, deixando de praticar aquilo que Deus mesmo \u00e9 \u2013 como vimos acima \u2013, o que gera terr\u00edveis consequ\u00eancias, pessoais, comunit\u00e1rias e socioambientais, a saber: m\u00e1goas, ressentimentos, \u00f3dios, rancores, brigas, agress\u00f5es de todo tipo, guerra, sangue derramado, abuso e jogo interesseiro de poder, gan\u00e2ncia, prepot\u00eancia, autoritarismo, corrup\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o, escravid\u00e3o e exclus\u00e3o dos outros (sobretudo dos pobres), preconceitos de todo tipo, desprezo, agress\u00e3o ao meio ambiente, sofrimento, tristeza, medos, l\u00e1grimas, morte, e por a\u00ed vai&#8230; Mas, al\u00e9m disso, h\u00e1 um mal ainda maior, mais perigoso, e que Deus n\u00e3o deseja para ningu\u00e9m, a saber: a perda da esperan\u00e7a, o desespero. Quem se desconecta do Reino dos C\u00e9us e se abandona exclusivamente ao reino das trevas e da morte, corre o s\u00e9rio perigo de num dado momento, quando se sentir totalmente impotente, chegar ao ponto de, enfim, derrotado, desesperado por n\u00e3o mais ter Se encontrado, ent\u00e3o dizer para si: N\u00e3o vale a pena mais viver?&#8230;<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> Indo para a conclus\u00e3o desta reflex\u00e3o, releio com especial satisfa\u00e7\u00e3o o pedido que \u2013 em resson\u00e2ncia \u00e0 ora\u00e7\u00e3o do Pai nosso rezado pela assembleia toda ao iniciar o rito de comunh\u00e3o da liturgia eucar\u00edstica da missa \u2013, o sacerdote faz sozinho e em voz alta em nome de todos: \u201cLivrai-nos de todos os males, \u00f3 Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa miseric\u00f3rdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperan\u00e7a, aguardamos a vinda do Cristo Salvador\u201d. Significativa ora\u00e7\u00e3o, \u00e0 qual a assembleia toda responde: \u201c[Pois] vosso \u00e9 o reino, o poder e a gl\u00f3ria para sempre!\u201d. Significativa resson\u00e2ncia lit\u00fargica ao Pai nosso, rezado precisamente num contexto ritual de busca de comunh\u00e3o plena com o Pai santo, sua vontade e seu reino em todos os seres humanos e na Natureza de onde nos vem o p\u00e3o, comunh\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 ritual mas acima de tudo vital!<\/p>\n<p><strong>12.<\/strong> Entendemos, pois, a raz\u00e3o por que Jesus recomendou recitar sempre a ora\u00e7\u00e3o do Pai nosso que, para o nosso bem, fez quest\u00e3o de nos ensinar. \u201cA \u2018morte\u2019 do ego egoc\u00eantrico e autossuficiente e o surgimento de um eu novo e liberado que vive e age no Esp\u00edrito\u201d (Thomas Merton): \u00c9 isso que a ora\u00e7\u00e3o do Pai nosso, rezada conscientemente, nos presenteia! Pois ela nos leva a conectar e manter conectadas as nossas mentes e o cora\u00e7\u00e3o com o que deveras \u00e9 Essencial para viver bem, com paz, serenidade, equil\u00edbrio, sabedoria e coragem, pessoal e comunitariamente, tamb\u00e9m quando fizerem todo mal contra n\u00f3s. Em outras palavras, rezando assim, como que vamos carregando nossas baterias interiores precisamente a partir da Fonte maior, o Reino dos c\u00e9us que est\u00e1 em n\u00f3s, n\u00e3o nos faltando ent\u00e3o, jamais, o doce p\u00e3o do amor a trazer a paz, a fartura para todas as mesas, a vida em abund\u00e2ncia para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de Frei Jos\u00e9 Ariovaldo da Silva, OFM<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":188255,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A ora\u00e7\u00e3o do Pai Nosso - Vida Crist\u00e3 - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/painosso\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A ora\u00e7\u00e3o do Pai Nosso - 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