{"id":185977,"date":"2020-06-24T08:12:52","date_gmt":"2020-06-24T11:12:52","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/?p=185977"},"modified":"2020-07-23T11:13:30","modified_gmt":"2020-07-23T14:13:30","slug":"tempo-de-pandemia-tempo-de-reflexao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/tempo-de-pandemia-tempo-de-reflexao\/","title":{"rendered":"Tempo de pandemia, tempo de reflex\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_185978\" style=\"width: 850px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-185978\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-185978 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/artigo_almir_2406.jpg\" alt=\"\" width=\"840\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/artigo_almir_2406.jpg 840w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/artigo_almir_2406-450x241.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/artigo_almir_2406-768x411.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/artigo_almir_2406-150x80.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><p id=\"caption-attachment-185978\" class=\"wp-caption-text\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <em>Imagem ilustrativa: (Fonte: Acervo Prov\u00edncia da Imaculada)<\/em><\/p><\/div>\n<p><strong>Frei Almir\u00a0 Ribeiro\u00a0 Guimar\u00e3es<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em><strong>\u00a0<\/strong>N\u00e3o posso clamar \u201cmeu\u00a0 Senhor e meu\u00a0 Deus\u201d sem ver a ferida que alcan\u00e7a o cora\u00e7\u00e3o. &#8220;Se credere \u00a0(crer)\u00a0 provier de cor dare \u00a0(dar o cora\u00e7\u00e3o)&#8221;, ent\u00e3o eu preciso\u00a0 confessar\u00a0 que meu cora\u00e7\u00e3o e minha f\u00e9\u00a0 s\u00f3 podem pertencer ao Deus capaz de mostrar as suas\u00a0 feridas.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em><strong>Tom\u00e1s Hal\u00edk,\u00a0Toque as feridas, p.13<\/strong><\/em><\/p>\n<p>No momento em que me dispunha a refletir sobre a\u00a0 vida, nesse tempo de confinamento, \u00a0n\u00e3o\u00a0 sa\u00eda de minha\u00a0 cabe\u00e7a\u00a0 o famoso\u00a0 poema de Drummond:\u00a0 \u201cE agora, Jos\u00e9?\u201d.\u00a0 Meio perdido no tempo e no espa\u00e7o, com portas que iam se fechando, o pobre\u00a0 homem\u00a0 estava diante dessa pergunta\u00a0 que a vida lhe fazia: \u201c<em>E agora, Jos\u00e9?<\/em>\u201d<\/p>\n<p>A mesma pergunta\u00a0 \u00e9 dirigida a cada um de n\u00f3s:\u00a0 \u201cE agora,\u00a0 Jos\u00e9?&#8221; Nosso confinamento social ainda n\u00e3o acabou. Andamos vivendo com recursos\u00a0 eletr\u00f4nicos,\u00a0 on-line, <em>\u00a0lives<\/em>, confer\u00eancias e reuni\u00f5es virtuais e a\u00a0 vida segue seu curso de maneira prec\u00e1ria. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a\u00a0 diz que fomos feitos para o abra\u00e7o e precisamente o abra\u00e7o nos \u00e9 negado. O autor portugu\u00eas\u00a0 afirma que,\u00a0 segundo\u00a0 entendidos, necessitamos de doze abra\u00e7os por dia! Depois da pandemia vamos descontar. Colocaremos em dia nossa cota de abra\u00e7os. O presencial faz falta. Ver de perto, tocar a pele, sentir o\u00a0 perfume dos que nos\u00a0 querem bem. Faz falta dizer um<em> bom dia<\/em> ao motorista de \u00f4nibus e um <em>at\u00e9 logo<\/em> \u00e0\u00a0 dona\u00a0 Lina\u00a0 que\u00a0 limpa o\u00a0 escrit\u00f3rio\u00a0 onde trabalhamos.<\/p>\n<p>Nesses meses todos, sempre\u00a0 em casa,\u00a0 foram \u00a0pouqu\u00edssimas sa\u00eddas sempre com\u00a0 m\u00e1scara,\u00a0 gel e todos os cuidados. N\u00e3o\u00a0 temos vontade de\u00a0 ligar\u00a0 televis\u00e3o. As imagens e as falas nos fazem mal:\u00a0 \u00f3bitos, interna\u00e7\u00f5es, testes, covas comunit\u00e1rias, gente morrendo sem poder dizer adeus, curvas ascendentes de infectados&#8230; e o caos no meio dos senhores da pol\u00edtica que deveriam cuidar da vida do ser\u00a0 humano\u00a0 que \u00e9 a maior riqueza\u00a0 de uma na\u00e7\u00e3o. Ah! os governantes!!! Foram pegos de surpresa. Nos seus desejos loucos de subir na vida n\u00e3o esperavam por esta.<\/p>\n<p>Certamente, a quest\u00e3o da economia no tempo da pandemia \u00e9 importante. N\u00e3o \u00e9 meu intento aqui entrar na quest\u00e3o. N\u00e3o me sinto competente.\u00a0 Afirmo que d\u00f3i muito ver esses milh\u00f5es de desempregados, de camel\u00f4s, de seres humanos que morrem do v\u00edrus, de fome ou se matam. O ser humano \u00e9 que conta. Quem sabe o \u201cmercado\u201d possa abrir os olhos&#8230; Todo esse terr\u00edvel v\u00edrus e as mortes em todo o planeta (espero que os astronautas n\u00e3o tenham levado o v\u00edrus\u00a0 para a lua) j\u00e1\u00a0 fez grande estrago na terra.<\/p>\n<p>A vida vai fazendo seu curso. Abrindo a janela pela manh\u00e3 eram belas as quaresmeiras que baloi\u00e7avam que se movimentavam como num bal\u00e9. Depois as \u00e1rvores perderam o arroxeado. Vieram os manac\u00e1s da serra com flores de muitas cores. Espero agora as azaleias de agosto e depois os agapantos de novembro. A\u00a0 vida continua.\u00a0 As \u00e1guas correm, os p\u00e1ssaros\u00a0 \u201cnamoram\u201d na hora certa e fazem seus ninhos. N\u00f3s paralisamos. O min\u00fasculo v\u00edrus nos paralisou. Os avi\u00f5es deixaram de voar. Os cinemas fecharam as portas. As pessoas deixaram de estar\u00a0 juntas. Aguardando o novo tempo \u00a0e olhando o mundo\u00a0 \u00e0 dist\u00e2ncia, \u00a0pela janela. Quando\u00a0 vai\u00a0 passar?<\/p>\n<p>Fizemos algumas experi\u00eancias\u00a0 fortes nesse tempo todo. A primeira delas, penso eu, \u00a0foi a do<em> medo<\/em>. N\u00e3o estamos apenas perdendo dinheiro, postos e sei l\u00e1 o que.\u00a0 Temos medo de morrer e de ver morrer nossos entes\u00a0 queridos e que levaram consigo sonhos\u00a0 que juntos sonhamos.\u00a0 Distanciamento f\u00edsico, mas calor no cora\u00e7\u00e3o mas com medo de abra\u00e7ar. Medo\u00a0 porque este inimigo \u00e9 especial.\u00a0 N\u00e3o se assusta\u00a0 com carro blindado\u00a0\u00a0 nem com alarmes e sensores. N\u00e3o podemos estanc\u00e1-lo.\u00a0 Ele \u00e9 sutil e invis\u00edvel.\u00a0 Um medo\u00a0 forte.\u00a0 Medo de morrer.\u00a0 Antes da hora?\u00a0 Na hora certa?\u00a0 N\u00e3o sei.<\/p>\n<p>Junto com o medo\u00a0 vivemos um per\u00edodo de <em>inseguran\u00e7a<\/em>.\u00a0 Os grandes da terra tamb\u00e9m mostram-se\u00a0 inseguros\u00a0 (ou inconscientes).\u00a0 Estamos andando na corda bamba.\u00a0 M\u00e1scaras,\u00a0 gel, lavar as m\u00e3os&#8230; nem sempre s\u00e3o seguros.\u00a0\u00a0 Inseguran\u00e7a quanto ao amanh\u00e3 da profiss\u00e3o e\u00a0 d\u00favidas se poderemos nos reciclar nesse mundo novo\u00a0 cujos contornos desconhecemos.\u00a0 Teremos que voltar para as primeiras\u00a0 letras.\u00a0 Aprender numa outra cartilha. Espero que seja um mundo mais humano e n\u00e3o frio marcado pelo ego\u00edsmo e terr\u00edvel indiferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Talvez, como nunca,\u00a0 neste momento a humanidade faz uma experi\u00eancia de\u00a0 <em>pobreza<\/em>,\u00a0 de consci\u00eancia dos seus limites.\u00a0 Os grandes foram derrubados de seus tronos. \u00a0N\u00e3o\u00a0 s\u00e3o atingidos apenas os habitantes das favelas.\u00a0 O v\u00edrus\u00a0 n\u00e3o faz sele\u00e7\u00e3o.\u00a0 S\u00e3o\u00a0 tamb\u00e9m infectados deputados e senadores,\u00a0 artistas e intelectuais, primeiros ministros e presidentes. O dinheiro\u00a0 e o prest\u00edgio contam pouco.\u00a0 N\u00e3o\u00a0 somos donos de\u00a0 nossa vida.\u00a0 N\u00e3o somos autossuficentes.\u00a0 Dependemos.\u00a0 Dependemos dos familiares,\u00a0 do pessoal m\u00e9dico-hospitalar que cuide de n\u00f3s. N\u00e3o podemos ter o nariz arrebitado.\u00a0 Dependemos dos pesquisadores: que encontrem uma vacina.\u00a0 Dependemos do\u00a0 Estado\u00a0 que nos d\u00ea um aux\u00edlio emergencial.\u00a0 Dependemos.\u00a0 N\u00e3o somos deuses.\u00a0 Temos que reconhecer e agradecer\u00a0 os que colocam gestos e a\u00e7\u00f5es que n\u00e3o somos mais capazes de conseguir sozinhos.\u00a0 Eles nutrem nossa sobreviv\u00eancia.\u00a0 Aprendemos a dizer \u201cmuito\u201d\u00a0 obrigado.<\/p>\n<p>Nesse\u00a0 per\u00edodo, como nunca,\u00a0 precisamos aprender a<em> arte de conviver<\/em>.\u00a0 Espa\u00e7os domiciliares\u00a0 ex\u00edguos,\u00a0 muita gente em casa, gente que se estima e gente que se tolera,\u00a0 solidariedade nos servi\u00e7os dom\u00e9sticos ou n\u00e3o, agress\u00f5es verbais e f\u00edsicas&#8230; Para onde fugir? Talvez, digo bem, talvez\u00a0 pais e filhos est\u00e3o tendo ocasi\u00e3o de conversar, examinar comportamentos, simplificar a vida, moderar os desejos,\u00a0 desculpar a intoler\u00e2ncias.\u00a0 Digo bem,\u00a0 talvez.\u00a0 No ex\u00edguo espa\u00e7o de muitas casas h\u00e1 irrita\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 que conseguimos aprender a conviver?<\/p>\n<p>Este tempo foi e \u00e9 momento em que\u00a0 precisamos <em>renunciar.<\/em>\u00a0 Palavra\u00a0 delicada. Aceitar que n\u00e3o\u00a0 aconte\u00e7am e se concretizem projetos\u00a0 a\u00a0 m\u00e9dio e curto. Palavras\u00a0 correntes:\u00a0 adiado, protelado, cancelado, revisado,\u00a0 em estudo.\u00a0 Fomos aprendendo\u00a0 a diminuir desejos e projetos. O dinheiro que pens\u00e1vamos ter, foi minguando com despesas\u00a0 novas\u00a0 ou com\u00a0 o fechamento\u00a0 de tantas coisas. Quem sabe vamos\u00a0 conseguir viver com menos\u00a0 e\u00a0 viver melhor.\u00a0 Quem\u00a0 ganha perde e que perde ganha. Novamente a quest\u00e3o da pobreza:\u00a0 viver feliz com\u00a0 menos.<\/p>\n<p>Diria que\u00a0 querendo ou n\u00e3o \u00a0vamos nos exercitando\u00a0 na <em>obedi\u00eancia<\/em>.\u00a0 Fomos obrigados a seguir as orienta\u00e7\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1\u00a0 escapat\u00f3ria: nada de aglomera\u00e7\u00f5es,\u00a0 dist\u00e2ncia,\u00a0 m\u00e1scaras,\u00a0 gel.\u00a0 Quem\u00a0 n\u00e3o obedece est\u00e1\u00a0 sujeito a multas.\u00a0 Tudo\u00a0 tem com finalidade de permitir a continuidade de nossa vida e da vida dos outros.\u00a0 O importante \u00e9\u00a0 a vida.\u00a0 Sempre de novo um apelo a que sejamos menos ego\u00edstas e n\u00e3o pensemos apenas em nosso\u00a0 quintal.\u00a0 Se n\u00e3o aprendemos\u00a0 por bem, a vida, por sua vez, \u00a0\u00a0tem suas li\u00e7\u00f5es duras.<\/p>\n<p>Um\u00a0 dos espet\u00e1culos mais belos que podemos presenciar nesse confinamento <em>foi o da dedica\u00e7\u00e3o e do hero\u00edsmo de\u00a0 todos os que trabalham\u00a0 em hospitais<\/em>,\u00a0 mormente estabelecimentos p\u00fablicos,\u00a0 com a\u00a0 sua habitual precariedade de recursos (e ainda com aproveitadores indecentes superfaturando as encomendas).\u00a0 Aprendi a ter imenso respeito pelo Ministro da sa\u00fade que enfrentou\u00a0 os primeiros\u00a0 meses.\u00a0 M\u00e9dicos, faxineiros, pessoas que preparavam os mortos para serem sepultados, \u00a0enfermeiros\u00a0 vigiando a respira\u00e7\u00e3o,\u00a0 a vida\u00a0 que poderia se extinguir.\u00a0 E a dor de dizer:\u00a0 \u201cMais um morreu\u201d. Essa gente deu e d\u00e1 um\u00a0 exemplo de\u00a0 dom de si, de esquecimento de seus interesses, plant\u00f5es dobrados, sem poderem cuidar de suas fam\u00edlias.\u00a0 Ousaria dizer que\u00a0\u00a0 Deus pediu\u00a0 suas m\u00e3os para estar junto dos que sofrem\u00a0 ou porque\u00a0 Deus vive no doente de forma especial.\u00a0 N\u00e3o seriam as chagas de Jesus a clamar nessa gente\u00a0 toda?\u00a0 A grande virtude desses agentes de sa\u00fade\u00a0 foi a<em> solidariedade corajosa.<\/em> S\u00e3o seres humanos verdadeiramente\u00a0 \u201chumanos\u201d\u00a0 que choram\u00a0 de alegria ao se despedirem de uma senhorinha de oitenta anos que ficou curada. Somos\u00a0 todos iguais.<\/p>\n<p>Fizemos ou continuamos a fazer <em>um prolongado tempo de recolhimento, um grande retiro.<\/em> Penso aqui, de\u00a0 modo particular, nos\u00a0 crist\u00e3os. Incluo todos os homens de boa vontade sem r\u00f3tulos e etiquetas. Estamos todos no mesmo\u00a0 barco, o barco da vida.\u00a0 Meses em casa. Com o sil\u00eancio no exterior e nas profundezas de nosso interior tivemos ocasi\u00e3o de pensar, refletir,\u00a0 fazer o filme da vida. Quantas alegrias ao longo da vida. As recorda\u00e7\u00f5es do tempo percorrido empurravam a porta de nossa intimidade. De quando em vez surgia a\u00a0 figura\u00a0 da madrinha, depois os bolos que a m\u00e3e fazia, os m\u00e9dicos que nos olharam. E, compreende-se, tamb\u00e9m,\u00a0 avizinhavam-se de n\u00f3s as pequenas e grandes loucuras cometidas: o servir-se do outro, esse descuido de amar at\u00e9 o fim, as feridas que dever\u00edamos ter curado e que n\u00e3o permitimos que fossem cicatrizadas. Quantas lembran\u00e7as. Havia dias em que pegamos os salmos de louvor: \u201cBendirei o\u00a0 Senhor em todo o tempo&#8230;\u201d. Outras vezes: \u201cDas profundezas eu\u00a0 clamo a v\u00f3s, Senhor&#8230;\u201d. Tempo de\u00a0 fazer as pazes conosco mesmo e de colocar-se como uma crian\u00e7a diante dos olhos do\u00a0 Amor. Bendito tempo de tal recolhimento que nos levou ao fundo de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>Nesse tempo de recolhimento, de leitura, de viagem ao fundo do cora\u00e7\u00e3o, de dores e dissabores quem sabe <em>nasce o desejo de viver uma exist\u00eancia\u00a0 mais simples com manifesta\u00e7\u00f5es de f\u00e9 mais verdadeiras<\/em>. Dif\u00edcil exprimir o que seria isso. Uma vida de verdadeira f\u00e9 e n\u00e3o uma exist\u00eancia pontilhada\u00a0 de gestos religiosos sem densa consist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">\u2666 Quem sabe tomar consci\u00eancia que j\u00e1 somos criaturas novas, que a nossa carne morreu com a carne de Jesus e ressuscitou com Vida dele na nossa vida&#8230; nossa vida na vida dele. Sem muito espalhafato. Sem muitos gritos fren\u00e9ticos. Nossa vida est\u00e1 escondida com a carne gloriosa de Jesus no seio do fogar\u00e9u da\u00a0 Trindade. Consci\u00eancia plena de somos em Cristo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">\u2666 Importante a missa, os sacramentos desde que vividos. Escuta da Palavra com um cora\u00e7\u00e3o desatravancado, o corpo dado e o sangue derramado do Senhor continua em nossa vida quando damos o corpo para o surgimento do mundo de irm\u00e3os. Nossas missas&#8230; ah nossas missas&#8230; algumas frias, r\u00edgidas, ritual\u00edsticas, sem alma, secas. Celebradas ou assistidas para cumprir uma obriga\u00e7\u00e3o. Entramos na igreja e sa\u00edmos sem ter atinado com o Mist\u00e9rio. Outras um encontro qualquer. Quanto mais barulho melhor. Celebra\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas verdadeiras\u00a0 podem nutrir nossa f\u00e9: fazer a mem\u00f3ria, partilhar, anunciar e antecipar. A Eucaristia \u00e9 o centro de nossa vida.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">\u2666 Sempre se insistiu. Pouco se fez. Compreendo que se fa\u00e7am celebra\u00e7\u00f5es em grandes espa\u00e7os, muita gente. A vida fica vi\u00e7osa quando fazemos experi\u00eancias de f\u00e9 em grupos \u00e0 dimens\u00e3o humana, quando a Palavra penetra em n\u00f3s e perto de n\u00f3s a acolhemos com outros na nudez de nossa verdade. Comunidades sem pieguice. Gente de contempla\u00e7\u00e3o que sai pelas estradas\u00a0 do mundo a\u00a0 irradiar a alegria de sua f\u00e9. Gente que tem algo de significativo a dizer ao mundo. Que gosta da vida. Que irradiam esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">\u2666 Quem sabe depois da pandemia os crist\u00e3os ser\u00e3o pessoas\u00a0 mais despojadas, menos ritual\u00edsticas e mais\u00a0 ternas, exigentes no que toca o\u00a0 Evangelho, mas menos intransigentes mais misericordiosos diante da fragilidade, gente que de f\u00e1cil acesso, pessoas que\u00a0 refletem uma bondade que vem de Deus que neles fez sua casa.<\/p>\n<p>Houve guerras violentas na face da terra, muito sangue derramado, muita dor. Conhecemos o terror dos campos de concentra\u00e7\u00e3o, o exterm\u00ednio dos judeus, os cataclismos e as devasta\u00e7\u00f5es. Tantas epidemias ao longo dos s\u00e9culos. Mortes e mortes. E agora esse terror que tira a possibilidade do ser\u00a0 humano respirar. Muitas e fervorosas preces e pedidos foram e est\u00e3o sendo dirigidos ao Senhor. Os c\u00e9us silenciam. O\u00a0 homem dos salmos, quantas\u00a0 vezes,\u00a0 reclama do sil\u00eancio de Deus. Mist\u00e9rio do sil\u00eancio de Deus.<\/p>\n<p>Um dia o Verbo de Deus se fez homem, carne, viveu e morreu. No alto da cruz l\u00e1 estava Deus morrendo as mortes de todos. Tamb\u00e9m nesse tempo da pandemia. F\u00e9 e sempre de novo f\u00e9. Dietrich\u00a0 Bonhoeffer, ele que sofreu os horrores dos campos de concentra\u00e7\u00e3o, diz: \u201cDeus n\u00e3o nos salva da cruz, mas na cruz\u201d. Deus parece indiferente ao nosso sofrer.\u00a0 Talvez ele\u00a0 possa dizer\u00a0 que est\u00e1 ali, no madeiro, com o peito aberto sofrendo nossos sofrimentos.\u00a0 \u201cDeus n\u00e3o nos salva\u00a0 da\u00a0 cruz, mas na cruz\u201d.\u00a0 Uma for\u00e7a vem dele. Retomando\u00a0 Hal\u00edk: \u201c&#8230;preciso confessar que meu cora\u00e7\u00e3o e minha f\u00e9, s\u00f3 podem pertencer a um Deus que mostra suas feridas\u201d.<\/p>\n<p>O que vai acontecer depois&#8230; quando fizermos o rescaldo, precisaremos de seres bons e l\u00facidos,\u00a0 inteligentes e humildes, nova ra\u00e7a de seres humanos e de seguidores apaixonados pelo Evangelho. Quem viver, ver\u00e1. O novo vai irromper. Tem que acontecer\u00a0 depois da tempestade!<\/p>\n<p>Permitam-me terminar estas reflex\u00f5es com Drummond:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Com a chave na m\u00e3o\u00a0<\/em><br \/>\n<em>quer abrir a porta\u00a0<\/em><br \/>\n<em>n\u00e3o existe porta;<\/em><br \/>\n<em>quer morrer no mar,\u00a0<\/em><br \/>\n<em>mas o mar secou,\u00a0<\/em><br \/>\n<em>quer ir para Minas,\u00a0 Minas n\u00e3o h\u00e1 mais.<\/em><br \/>\n<em>Jos\u00e9, e agora?<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>FREI ALMIR GUIMAR\u00c3ES, OFM<\/strong>, estudou<em> catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, per\u00edodo em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na \u00e1rea da Pastoral Familiar. Atualmente reside no Convento do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus de Petr\u00f3polis (RJ).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de Frei Almir Guimar\u00e3es<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":185979,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[30,278],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Tempo de pandemia, tempo de reflex\u00e3o - Vida Crist\u00e3 - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/tempo-de-pandemia-tempo-de-reflexao\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Tempo de pandemia, tempo de reflex\u00e3o - 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