{"id":185911,"date":"2013-07-12T10:38:06","date_gmt":"2013-07-12T13:38:06","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/?p=185911"},"modified":"2020-07-28T13:55:42","modified_gmt":"2020-07-28T16:55:42","slug":"mensagem-de-sao-francisco-de-assis-aos-jovens-de-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/mensagem-de-sao-francisco-de-assis-aos-jovens-de-hoje\/","title":{"rendered":"Mensagem de S\u00e3o Francisco de Assis aos jovens de hoje"},"content":{"rendered":"<p><strong>Leonardo Boff (*)<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-185912\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/sf_120713.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"816\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/sf_120713.jpg 500w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/sf_120713-276x450.jpg 276w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/sf_120713-150x245.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/>Queridos jovens, meus irm\u00e3os e minhas irm\u00e3s.<\/p>\n<p>Como voc\u00eas, tamb\u00e9m fui jovem. Era filho de um rico comerciante de tecidos: Pedro Bernardone. Com ele, fui \u00e0s famosas feiras do sul da Fran\u00e7a e da Holanda. Aprendi franc\u00eas e conheci um pouco o mundo, especialmente a m\u00fasica dos jograis e cantigas de amor da Provence.<\/p>\n<p><strong>Minha festiva juventude<\/strong><\/p>\n<p>Meu pai, muito rico, me proporcionou todas as facilidades. Eu liderava um grupo de jovens bo\u00eamios que adoravam passar muitas horas \u00e0 noite nos becos das ruas, cantando poemas de amor cort\u00eas e ouvindo menestr\u00e9is que narravam hist\u00f3rias de cavalaria. Faz\u00edamos festins e muita algazarra. Assim se passaram v\u00e1rios e alegres anos.<\/p>\n<p>Depois de algum tempo, comecei a sentir um grande vazio dentro de mim. Tudo aquilo era bom, mas n\u00e3o me preenchia. Para superar a crise, tentei ser cavaleiro e fazer fa\u00e7anhas em batalhas contra os mouros. Mas no meio do caminho desisti. Entrei num mosteiro para orar e fazer penit\u00eancia. Mas logo percebi que esse n\u00e3o era o meu caminho.<\/p>\n<p><strong>O chamado para reconstruir a Igreja em ru\u00ednas<\/strong><\/p>\n<p>Lentamente, por\u00e9m, come\u00e7ou a crescer dentro de mim um estranho amor pelos pobres e profunda compaix\u00e3o pelos hansenianos que viviam isolados, fora da cidade. Lembrava-me de Jesus que foi\u00a0 tamb\u00e9m pobre e muito que sofreu na cruz.<\/p>\n<p>Certo dia, quando entrei numa igrejinha, de nome S\u00e3o Dami\u00e3o, fiquei \u00a0longamente contemplando o rosto chagado do Cristo Crucificado. De repente, me pareceu ouvir uma voz vindo dele: \u201cFrancisco, v\u00e1 e repara a minha igreja que est\u00e1 em ruinas\u201d!<\/p>\n<p>Aquelas palavras calaram fundo no meu cora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o conseguia esquec\u00ea-las. Comecei, com minhas pr\u00f3prias m\u00e3os, a reconstruir uma pequenina e velha igreja em ru\u00ednas, chamada de Porci\u00fancula. Depois, pensando melhor, me dei conta de que aquela voz se referia \u00e0 Igreja feita de homens e de mulheres, de prelados, abades, padres, n\u00e3o excluindo o pr\u00f3prio Papa. Ela estava em ru\u00edna moral. Grassavam muitas imoralidades, fome de poder, acumula\u00e7\u00e3o de riquezas, constru\u00e7\u00f5es de pal\u00e1cios de cardeais, de papas e suntuosas igrejas. Tudo aquilo que Jesus seguramente n\u00e3o queria de seus seguidores.<\/p>\n<p><strong>A descoberta do evangelho e dos pobres<\/strong><\/p>\n<p>Achei por bem beber da fonte genu\u00edna da reconstru\u00e7\u00e3o da Igreja: os evangelhos e o seguimento de Jesus pobre. Ningu\u00e9m me inspirou ou mandou; mas foi Deus mesmo que me conduziu ao meio dos hansenianos. E tive imensa compaix\u00e3o deles. Aquilo que antes achava amargo, agora, pelo amor compassivo, se me tornava doce. Comecei a pregar pelos burgos as palavras de Cristo, em l\u00edngua popular que todos entendiam. Via nos olhos das pessoas que era isso que esperavam e queriam ouvir.<\/p>\n<p><strong>Todos os seres da cria\u00e7\u00e3o s\u00e3o irm\u00e3os e irm\u00e3s<\/strong><\/p>\n<p>Nas minhas andan\u00e7as me fascinava a beleza das flores, o canto dos passarinhos, o ru\u00eddo das \u00e1guas dos riachos. Tirava do caminho poeirento a minhoca para n\u00e3o ser pisada. Entendi que todos t\u00ednhamos nascidos do cora\u00e7\u00e3o do Pai de bondade. Por isso \u00e9ramos irm\u00e3os e irm\u00e3s: o irm\u00e3o fogo, a irm\u00e3 \u00e1gua, o irm\u00e3o e Senhor Sol e a irm\u00e3 e a M\u00e3e Terra e at\u00e9 o irm\u00e3o lobo de Gubbio.<\/p>\n<p>Muitos antigos companheiros de festas e divers\u00f5es se juntaram\u00a0 a mim. Uma bela e querida amiga, Clara de Assis, fugiu de casa e quis compartilhar a nossa vida simples. Come\u00e7amos um movimento de pobres. Nada lev\u00e1vamos conosco. Apenas o ardor do cora\u00e7\u00e3o e a alegria do esp\u00edrito. Trabalh\u00e1vamos nos campos ou ped\u00edamos esmolas. Quer\u00edamos seguir os passos de Cristo humilde, pobre e amigo dos pobres. E o Papa Inoc\u00eancio III, mesmo cheio de hesita\u00e7\u00f5es, aprovou a nossa op\u00e7\u00e3o em 1209 permitindo-nos de pregar por todas as partes o evangelho de Jesus.<\/p>\n<p>Depois de alguns anos, j\u00e1 \u00e9ramos uma multid\u00e3o a ponto de eu n\u00e3o saber mais como abrigar e animar tanta gente. O resto da hist\u00f3ria voc\u00eas conhecem. N\u00e3o preciso repeti-la.\u00a0 Mais tarde, com o apoio do Papa daquele tempo, criou-se a Ordem dos Frades\u00a0 Menores, com diversos ramos, que persiste at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>Vejam, queridos jovens, irm\u00e3os e irm\u00e3s meus queridos. Tive uma experi\u00eancia que certamente voc\u00eas, como jovens, tamb\u00e9m tiveram ou est\u00e3o tendo: de roda de amigos, de festas e de folias. Portanto, temos algo em comum.<\/p>\n<p>Mas aproveito agora, que estou em outra idade e que estamos juntos para dizer-lhes algumas coisas, que considero de suma import\u00e2ncia para os tempos atuais.<\/p>\n<p>A M\u00e3e Terra est\u00e1 doente e com febre<\/p>\n<p>A primeira \u00e9: como nunca antes, estamos num momento cr\u00edtico da hist\u00f3ria da Terra e da Humanidade. O clamor da natureza se faz ouvir de forma cada vez mais forte. Nossa querida M\u00e3e e irm\u00e3 Terra est\u00e1 doente e com febre, pois, j\u00e1 h\u00e1 muito tempo, a estamos superexplorando. Tiramos dela mais do que ela anualmente pode repor. O ar est\u00e1 contaminado, as \u00e1guas polu\u00eddas, os solos envenenados e nossos alimentos cada vez mais quimicalizados. O aquecimento da Terra n\u00e3o para de aumentar. Milhares de esp\u00e9cies de seres vivos, nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, est\u00e3o desparecendo por ano: uma verdadeira devasta\u00e7\u00e3o, ocasionada pela forma agressiva com a qual nos relacionamos com a natureza, com os seres vivos e a com pr\u00f3pria a Terra.<\/p>\n<p>Devemos, urgentemente, fazer uma alian\u00e7a global de cuidar da Terra e uns e dos outros, caso n\u00e3o quisermos conhecer grandes dizima\u00e7\u00f5es que afetar\u00e3o toda a comunidade de vida. Corremos, portanto, grande risco.\u00a0 Mas se assumirmos uma responsabilidade solid\u00e1ria e um comportamento de cuidado com tudo o que existe e vive, e assumirmos uma sobriedade compartida, poderemos escapar desta trag\u00e9dia. E vamos escapar.<\/p>\n<p><strong>Resgatar a raz\u00e3o cordial e sens\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p>Uma segunda coisa. Preciso dizer-lhes como um irm\u00e3o mais velho e experimentado. Temos que mudar a nossa mente e o nosso cora\u00e7\u00e3o. Mudar a mente para olhar a realidade com outros olhos. Os olhos das ci\u00eancias hoje nos comprovam que a Terra \u00e9 viva e n\u00e3o apenas algo morto e sem prop\u00f3sito, uma esp\u00e9cie de ba\u00fa de recursos ilimitados que podemos usar como queremos. Eles s\u00e3o limitados, como a energia f\u00f3ssil do carv\u00e3o e do petr\u00f3leo, a fertilidade dos solos\u00a0 e as sementes. Ela \u00e9 m\u00e3e generosa. Precisa ser cuidada, amada e respeitada como o fazemos com nossas m\u00e3es.<\/p>\n<p>Os astronautas, l\u00e1 da Lua ou de suas naves espaciais, nos testemunharam: Terra e Humanidade s\u00e3o insepar\u00e1veis;\u00a0 formam uma \u00fanica entidade, indivis\u00edvel \u00a0e complexa. Por isso n\u00f3s, seres humanos, somos aquela por\u00e7\u00e3o da Terra que sente, que pensa, que ama e que venera. Somos Terra e tirados da Terra como nos dizem as primeiras p\u00e1ginas da B\u00edblia. Mas recebemos uma miss\u00e3o \u00fanica, como se l\u00ea no segundo cap\u00edtulo do G\u00eanesis: somos colocados no Jardim do \u00c9den, quer dizer, na M\u00e3e Terra, para cuidar e guardar todas as bondades naturais. Somos os guardi\u00e3es da heran\u00e7a que Deus e o universo nos confiaram e que queremos repassar para nossos filhos e netos, conservada e enriquecida.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da mente devemos tamb\u00e9m mudar\u00a0 o nosso cora\u00e7\u00e3o. O cora\u00e7\u00e3o \u00e9 o lugar do sentimento profundo, do afeto caloroso e do amor sincero. O cora\u00e7\u00e3o \u00e9 o nicho de onde crescem todos os valores e se expressa o mundo das excel\u00eancias. Junto com a raz\u00e3o intelectual que voc\u00eas tanto exercitam na escola, no trabalho e na condu\u00e7\u00e3o da vida, existe a intelig\u00eancia cordial e sens\u00edvel. Ela foi, por muito tempo, colocada sob suspeita, com o pretexto de que ela nos tiraria a objetividade do olhar. Puro engano. Hoje entendemos que precisamos resgatar, urgentemente, a raz\u00e3o cordial e sens\u00edvel para enriquecer a raz\u00e3o intelectual. S\u00f3 com a raz\u00e3o intelectual sem a raz\u00e3o cordial n\u00e3o vamos sentir o grito dos pobres, da Terra, das florestas e das \u00e1guas. Sem a raz\u00e3o cordial n\u00e3o nos movemos para ir ao encontro dos que gritam e sofrem para socorr\u00ea-los, oferecer-lhes um ombro e salv\u00e1-los. Da raz\u00e3o cordial nasce a \u00e9tica, aquele conjunto de valores que orientam nossa vida.<\/p>\n<p>Por isso, meus queridos jovens, voc\u00eas que naturalmente s\u00e3o sens\u00edveis para os grandes sonhos e para o voo na dire\u00e7\u00e3o das alturas, cultivem um cora\u00e7\u00e3o que sente, que se comove e que leva \u00e0 a\u00e7\u00e3o salvadora. Essa raz\u00e3o cordial e sens\u00edvel \u00e9 mais ancestral que a intelig\u00eancia intelectual. \u00c9 ela que nos faz guardar as boas ou m\u00e1s experi\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Aprender a habitar de forma diferente a Terra<\/strong><\/p>\n<p>Uma terceira coisa gostaria de dizer-lhes confiadamente: importa inaugurarmos uma forma nova de habitar o planeta Terra. Assim como estamos, n\u00e3o podemos continuar. At\u00e9 agora habit\u00e1vamos dominando com o punho fechado e submetendo tudo. A tecnoci\u00eancia servia de grande instrumento de interven\u00e7\u00e3o na natureza. Em quatrocentos anos afetamos as bases naturais que sustentam a nossa vida.\u00a0 Alimentamos um projeto de ilimitado progresso. E de fato trouxemos not\u00e1veis progressos e comodidades para grande maioria da humanidade. Mas hoje estamos conscientes de que a Terra, pequena e limitada, n\u00e3o aquenta um projeto ilimitado. Encostamos nos seus limites. Porque continuamos a for\u00e7ar estes limites, a Terra responde com tuf\u00f5es, enchentes, secas, terremotos e tsunamis. Esse modelo agressivo de habitar o mundo cumpriu sua miss\u00e3o hist\u00f3rica. A continuar assim, pode nos causar grandes preju\u00edzos e eventualmente amea\u00e7ar a esp\u00e9cie humana. Temos que mudar se quisermos sobreviver.<\/p>\n<p>Somos obrigados a ensaiar um novo modo de habitar e de nos relacionar com a natureza e com a Terra. No lugar do punho fechado devemos ter a m\u00e3o aberta para o cuidado essencial, para o entrela\u00e7amento dos dedos numa alian\u00e7a de valores e princ\u00edpios que poder\u00e3o sustentar um novo ensaio civilizat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Precisamos produzir, sim, para atender as necessidades humanas. Mas temos que aprender a produzir respeitando os limites da natureza e da Terra, tirando delas o necess\u00e1rio e o decente para a vida de todos, com justi\u00e7a e equidade. Ser\u00e1 uma sociedade de sustenta\u00e7\u00e3o de toda a vida. O centro ser\u00e1 ocupado pela vida da natureza, pela vida humana e pela vida da Terra.\u00a0 A economia e a pol\u00edtica estar\u00e3o a servi\u00e7o mais da vida do que do mercado. E o nosso consumo ser\u00e1 marcado pela solidariedade universal e pela sobriedade compartida.<\/p>\n<p><strong>A mudan\u00e7a come\u00e7a por voc\u00eas.<\/strong><\/p>\n<p>Caros jovens: sejam voc\u00eas mesmos a mudan\u00e7a que queremos para os outros. Comecem voc\u00eas mesmos a viver o novo, respeitando cada um dos seres da natureza, cada planta, cada animal, cada paisagem porque eles possuem um valor intr\u00ednseco e em si mesmo, independente do uso racional que fizermos deles. S\u00e3o nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s. Com eles fundaremos uma conviv\u00eancia de respeito, de reciprocidade e de m\u00fatua ajuda para que todos possam continuar vivos neste planeta, tamb\u00e9m os mais vulner\u00e1veis para os quais devotaremos mais cuidado e amor.<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s jovens: resistam \u00e0 cultura da acumula\u00e7\u00e3o e do consumo. Pensem nos outros irm\u00e3os e irm\u00e3s que s\u00e3o\u00a0 milh\u00f5es e milh\u00f5es que vivem e dormem com fome e com sede e passando por grandes padecimentos. Nunca, em nenhum dia, deixem de pensar e se preocupar com os pobres e com seu destino dram\u00e1tico, principalmente, das crian\u00e7as inocentes.<\/p>\n<p>Tenham um consumo solid\u00e1rio. Realizem \u00a0os tr\u00eas famosos erres): reduzir, reutilizar e reciclar tudo o que consumirem. E eu acrescentaria ainda um outro erre (r)): rearborizar. Plantem \u00e1rvores, recuperem zonas desflorestadas. As \u00e1rvores sequestram os gases poluentes, nos d\u00e3o sombra, flores e frutos. Fa\u00e7am a experi\u00eancia de que com menos poder\u00e3o ser mais e que a felicidade reside n\u00e3o no enriquecimento e numa rentosa profiss\u00e3o, mas\u00a0 no compartir e no tratar sempre humanamente a todos os humanos, nossos semelhantes.<\/p>\n<p><strong>Mantenham dentro de voc\u00eas a chama sagrada\u00a0 sempre viva<\/strong><\/p>\n<p>Por fim, caros jovens, irm\u00e3os e irm\u00e3s meus queridos: nada disso tudo que refletimos ter\u00e1 efic\u00e1cia se n\u00e3o misturarmos Deus em todos os nossos empreendimentos. Ele n\u00e3o est\u00e1 em parte nenhuma, porque est\u00e1 em todas as partes. Mas est\u00e1 principalmente no cora\u00e7\u00e3o de voc\u00eas. Dentro de cada um de voc\u00eas queima uma brasa viva e arde uma chama sagrada: \u00e9 a presen\u00e7a misteriosa e amorosa de Deus. Ele emerge de\u00a0 forma sens\u00edvel no fen\u00f4meno do entusiasmo, t\u00e3o forte na idade de voc\u00eas. Entusiasmo significa ter um Deus dentro: \u00e9 o Deus interior, o Deus companheiro e amigo, o Deus de amor incondicional.<\/p>\n<p>A nossa cultura materialista e consumista cobriu de cinzas esta brasa e amea\u00e7a apagar a chama sagrada. Afastem essa cinza atrav\u00e9s da abertura do cora\u00e7\u00e3o a esse Deus; reservem cada dia um momento para pensar nele, conversar com ele, queixar-se e chorar diante dele e dirigir-lhe uma s\u00faplica. \u00c0s vezes n\u00e3o digam nada. Coloquem-se apenas silenciosos diante dele.\u00a0 Ele poder\u00e1 lhes falar e lhes suscitar bons sentimentos e luminosas intui\u00e7\u00f5es. Nunca abandonem Deus, porque Ele nunca os abandona e abandonar\u00e1. Vivam como quem se sente na palma de sua m\u00e3o. E ent\u00e3o estar\u00e3o protegidos porque Ele \u00e9 o Bom Pastor que vos conduzir\u00e1 por verdes pastagens para que nada lhes falte. Ele \u00e9 Pai e M\u00e3e de infinita ternura.<\/p>\n<p><strong>Deus \u00e9 o \u201csoberano amante da vida\u201d e o nosso grande aliado<\/strong><\/p>\n<p>Desde que o Filho de Deus por Jesus assumiu a nossa humanidade, ele assumiu tamb\u00e9m uma parte da Terra e dos elementos do universo. Portanto, estes j\u00e1 foram divinizados e eternizados. Nunca mais ser\u00e3o amea\u00e7ados. Mas n\u00f3s podemos. Consolam-nos\u00a0 as palavras da revela\u00e7\u00e3o dos dizem que Ele, Deus, \u00e9 \u201co soberano amante da vida\u201d(Sab 11,24). Ele sempre ama tudo o que um dia criou. N\u00e3o esquece nenhuma criatura que nasceu de seu cora\u00e7\u00e3o. Por isso, confiemos todos que Ele vai proteger a nossa querida M\u00e3e Terra e garantir o futuro da vida que \u00e9 o future de voc\u00eas todos.<\/p>\n<p>N\u00e3o desperdicem o tempo porque ele \u00e9 urgente. Desta vez, n\u00e3o podemos chegar atrasados nem cometer erros, pois corremos o risco de n\u00e3o termos volta nem formas de corre\u00e7\u00e3o dos erros cometidos. Mas n\u00e3o percam\u00a0 o entusiasmo nem esmore\u00e7a\u00a0 a\u00a0 alegria do cora\u00e7\u00e3o.\u00a0 A vida sempre triunfa porque Deus \u00e9 vivo e nos enviou Jesus que disse ter vindo para trazer vida e vida em abund\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Era o que queria, \u00a0do fundo de meu cora\u00e7\u00e3o, lhes falar.<\/p>\n<p>Por fim, fa\u00e7o-lhes um pedido muito especial: rezem, apoiem, colaborem com o Papa que leva o meu nome, Francisco. Ele vai restaurar a Igreja de hoje como eu tentei restaurar a Igreja do meu tempo. Sem a ajuda de voc\u00eas, se sentir\u00e1 fraco e ter\u00e1 grandes dificuldades. Mas com o entusiasmo e o apoio de voc\u00eas, nos seus\u00a0 grupos e movimentos, ele vai cumprir a miss\u00e3o que Jesus lhe confiou: conferir um rosto confi\u00e1vel \u00e0 nossa Igreja e confirmar a todos na f\u00e9 e na esperan\u00e7a. Com voc\u00eas ele ser\u00e1 forte e ir\u00e1 conseguir.<\/p>\n<p>Agora,\u00a0 antes de nos despedirmos, lhes darei a b\u00ean\u00e7\u00e3o que um dia dei ao meu \u00edntimo amigo Fei Le\u00e3o, a ovelhinha de Deus:<\/p>\n<p>Que Deus vos aben\u00e7oe e vos guarde<\/p>\n<p>Que Ele mostre sua face e se compade\u00e7a de v\u00f3s.<\/p>\n<p>Que volva o seu rosto para v\u00f3s e vos d\u00ea a paz.<\/p>\n<p>Que Deus vos aben\u00e7oe.<\/p>\n<p>Paz e Bem<\/p>\n<p>Francisco<\/p>\n<p>o Poverello e Fratello de Assis.<\/p>\n<p><em>(*) Este texto faz parte do novo livro do te\u00f3logo Leonardo Boff, \u201cFrancisco de Assis, Francisco de Roma, uma nova primavera na Igreja?\u201d, que ser\u00e1 lan\u00e7ado no dia 16.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de Leonardo Boff<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":185913,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[59],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - 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