{"id":185755,"date":"2011-11-29T15:03:26","date_gmt":"2011-11-29T17:03:26","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/?p=185755"},"modified":"2020-07-09T13:31:15","modified_gmt":"2020-07-09T16:31:15","slug":"teologia-e-sociedade-um-olhar-retrospectivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/teologia-e-sociedade-um-olhar-retrospectivo\/","title":{"rendered":"Teologia e Sociedade: um olhar retrospectivo"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-185756\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/itf_291111.jpg\" alt=\"\" width=\"830\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/itf_291111.jpg 830w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/itf_291111-450x139.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/itf_291111-768x238.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/itf_291111-150x46.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 830px) 100vw, 830px\" \/><\/p>\n<p><strong>Frei El\u00f3i Dion\u00edsio Piva, OFM<\/strong><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Como voc\u00ea percebe, o tema proposto para marcar os 115 anos do Instituto Teol\u00f3gico Franciscano \u2013 <em>Teologia e Sociedade<\/em> \u2013 sugere uma a\u00e7\u00e3o do agente denominado<em> Sociedade<\/em> com o assunto <em>Teologia<\/em>.<\/p>\n<p>Preparando esta colabora\u00e7\u00e3o personalizamos o assunto <em>Teologia<\/em>, traduzindo-o por <em>Te\u00f3logos<\/em> e, mais especificamente, por Frades. S\u00e3o eles que, num primeiro tempo e aos poucos, cunham a marca: <em>Instituto Teol\u00f3gico Franciscano<\/em>. Quanto ao interlocutor <em>Sociedade<\/em>, a equipe o entende prevalentemente como Sociedade petropolitana, ressaltando, por\u00e9m, alguns atores da mesma.<br \/>\nAcompanhamos este di\u00e1logo entre Sociedade petropolitana e Frades do ITF e o representamos em multim\u00eddia. Ressaltamos o que entendemos ser memor\u00e1vel, a partir de um olhar retrospectivo. Voc\u00ea \u00e9 convidado\/a para este entretenimento, que consideramos saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>Abertas assim as cortinas, voc\u00ea talvez pergunte:<br \/>\nQuais s\u00e3o os interesses da Sociedade petropolitana e dos Frades para estabelecerem um di\u00e1logo, para manterem uma intera\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Especificamente, em que ponto ou pontos se d\u00e1 converg\u00eancia\/diverg\u00eancia de interesses entre os franciscanos do ITF e alguns setores da sociedade petropolitana, dentre eles, principalmente os cat\u00f3licos (ou parte deles)?<\/p>\n<p>Antes da conferi\u00e7\u00e3o, ainda nos permitimos propor-te uma observa\u00e7\u00e3o: note que as perguntas est\u00e3o centradas no <em>presente<\/em>: \u201cQuais <em>s\u00e3o<\/em> os interesses&#8230;\u201d; \u201cem que ponto ou pontos <em>se d\u00e1<\/em> converg\u00eancia\/diverg\u00eancia&#8230;\u201d Ent\u00e3o, talvez tamb\u00e9m seja oportuno lembrar que o olhar retrospectivo enunciado no t\u00edtulo, embora \u201cretrospectivo\u201d e \u201cmemorial\u201d, parte do hoje, visita o ontem e imagina o amanh\u00e3. \u00c9 o hoje que visita o ontem, de olho do futuro. Nossos p\u00e9s est\u00e3o no hoje. E, com efeito, \u00e9 tamb\u00e9m <em>o hoje e o amanh\u00e3, o presente e o futuro<\/em> do ITF a aposta desta noite!<br \/>\nDito isto, \u00e9 com base na <em>mem\u00f3ria viva<\/em> e em <em>registros dos franciscanos<\/em> (Cr\u00f4nica), que faremos constata\u00e7\u00f5es e ensaiaremos\u00a0observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para isso e para in\u00edcio de conversa, podemos distinguir dois segmentos cronol\u00f3gicos no itiner\u00e1rio retrospectivo do ITF:<\/p>\n<p><strong>I. Do final\u00a0do s\u00e9culo XIX ao final do s\u00e9culo XX; II. Do final do s\u00e9culo XX aos in\u00edcios do s\u00e9culo XXI. <\/strong><\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Segmento I: Do final do s\u00e9culo XIX ao in\u00edcio do s\u00e9culo XX<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00aa Constata\u00e7\u00e3o: Petr\u00f3polis, a polis de Pedro, o segundo<\/strong><br \/>\nDom Pedro, o Primeiro (1822), adquire a fazenda C\u00f3rrego Seco, e Dom Pedro, o Segundo, a\u00ed instala sua casa de veraneio e sua segunda sede de governo (1843), hoje: o Museu Imperial. Por causa desta sua decis\u00e3o, forma-se a cidade de veraneio e de governo, a polis de Pedro, o segundo, no caminho de fazendas de caf\u00e9 do Vale do Para\u00edba e de Minas Gerais, cidade da Serra da Estrela, de clima saud\u00e1vel e tamb\u00e9m de imigra\u00e7\u00e3o alem\u00e3.<\/p>\n<p>Rep\u00fablica proclamada e Padroado extinto, articula-se a restaura\u00e7\u00e3o das antigas Prov\u00edncias franciscanas (OFM) do Nordeste e do Sudeste, iniciando-se pelo Estado de Santa Catarina.<br \/>\nAtento, o ent\u00e3o intern\u00fancio apost\u00f3lico residente em Petr\u00f3polis, Mons. Jo\u00e3o Batista Guidi, articula a vinda dos Franciscanos para a Cidade imperial, identificando o primeiro e duplo interesse social: atendimento religioso e cultural, a come\u00e7ar pelos imigrantes alem\u00e3es. Ou seja, os frades deveriam ser:<\/p>\n<p>a) assistentes religiosos, atendendo uma car\u00eancia que, por\u00e9m, ultrapassa as fronteiras do segmento da imigra\u00e7\u00e3o alem\u00e3 [1938 e 1945]; e<br \/>\nb) promotores de integra\u00e7\u00e3o social, facilitando a transi\u00e7\u00e3o da l\u00edngua alem\u00e3 para a portuguesa, da sociedade alem\u00e3 \u00e0 brasileira, da express\u00e3o religiosa alem\u00e3 para a brasileira. Mas, como, se os pr\u00f3prios frades s\u00e3o alem\u00e3es?!<\/p>\n<p><strong>2\u00aa Constata\u00e7\u00e3o: A chegada dos frades<\/strong><br \/>\nResultado das proposi\u00e7\u00f5es e dos contatos de Mons. Guidi, aos 16 de janeiro de 1896, chegam frades a Petr\u00f3polis, causando alguma surpresa e admira\u00e7\u00e3o. S\u00e3o eles: Frei Cir\u00edaco Hilcher, guardi\u00e3o, frei Zeno Walbroehl e Frei Mariano Feldmann. E no dia 02 de novembro do mesmo ano, eis que tamb\u00e9m chegam jovens frades, estudantes ainda: seis!<br \/>\nOnde foram alocados? Simbolicamente, nas imedia\u00e7\u00f5es e logo em seguida nas depend\u00eancias da ent\u00e3o <em>igrejinha dos alem\u00e3es<\/em>, inaugurada em 1874 \u2013 hoje, Igreja-par\u00f3quia do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, \u00e0 rua Montecaseros 95.<\/p>\n<p>Ora, a presen\u00e7a de jovens frades pressup\u00f5e e pede forma\u00e7\u00e3o. Nasce, assim, o que, no decorrer dos anos foi sendo identificado como Teologado, Academia Teol\u00f3gica, Centro de Estudo, Faculdade de Teologia, Instituto Teol\u00f3gico Franciscano, hoje com gloriosos 115 anos!<\/p>\n<p><strong>3\u00aa Constata\u00e7\u00e3o: Os primeiros movimentos<\/strong><br \/>\nComo dar conta da miss\u00e3o: atendimento religioso e integra\u00e7\u00e3o social para os imigrantes alem\u00e3es, sendo os pr\u00f3prios frades, alem\u00e3es? Frei Estanislau Schaette, chegado em 1897 e com expressiva e variada atua\u00e7\u00e3o em Petr\u00f3polis, principalmente na \u00e1rea da\u00a0hist\u00f3ria, fornece-nos uma preciosa indica\u00e7\u00e3o: um volume da Cr\u00f4nica da Fraternidade do Sagrado leva por t\u00edtulo: <em>pr\u00e9-hist\u00f3ria de Petr\u00f3polis<\/em>, cujas p\u00e1ginas atestam um levantamento da primitiva situa\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica da regi\u00e3o e um levantamento das sesmarias e de seus respectivos propriet\u00e1rios, da instala\u00e7\u00e3o da cidade, da atua\u00e7\u00e3o de J\u00falio Koeller na organiza\u00e7\u00e3o da mesma etc. Ora, mesmo que este volume possa ser a express\u00e3o de seu autor, o cronista fr. Estanislau, o que isto poderia sinalizar? Uma poss\u00edvel hip\u00f3tese \u00e9 a de uma intencionalidade: conhecer para integrar; aproximar-se para conhecer; conhecer para entender; entender para adequar a miss\u00e3o e \u2013 por que n\u00e3o? \u2013 compreender para amar e\/ou amar para compreender! Pelo conjunto da atividade dos frades,\u00a0tamb\u00e9m dos que se ocupam diretamente de ci\u00eancias teol\u00f3gicas, esta \u00e9 uma hip\u00f3tese que poder\u00edamos reter como bastante veross\u00edmel.<\/p>\n<p>E mais: esta indica\u00e7\u00e3o pode ser imaginada como que acontecendo numa estrada de m\u00e3o dupla. Se aquela m\u00e3o de ida \u00e9 significativa de uma estrat\u00e9gia, a m\u00e3o de retorno \u00e9 significativa de uma acolhida. Com efeito, com apoio e incentivo de Mons. Guidi, em dois anos se faz e se executa os projetos do que hoje \u00e9 a ala junto \u00e0 sacristia da Igreja do Sagrado, parte do atual refeit\u00f3rio e quase toda a ala junto \u00e0 rua Frei Lu\u00eds, e com sobra de dinheiro! Doa\u00e7\u00f5es em grande parte registradas! Doa\u00e7\u00f5es provenientes n\u00e3o s\u00f3 de imigrantes alem\u00e3es, que eram relativamente pobres, mas da parte de eminentes personalidades da sociedade petropolitana! O \u00f3bvio fica ent\u00e3o por conta do apre\u00e7o e da acolhida recebidos!<\/p>\n<p><strong>4\u00aa Constata\u00e7\u00e3o: As primeiras iniciativas dos frades e a marca dos fundamentos<\/strong><br \/>\n<em>Iniciativa 1: Atendimento pastoral<\/em><br \/>\nNo dia 20 de janeiro de 1896, 4 dias ap\u00f3s a chegada, Frei Cir\u00edaco estreia, presidindo uma celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica na Igrejinha do Sagrado. Nascia, ent\u00e3o, a primeira marca da presen\u00e7a franciscana, inspirada na imagem b\u00edblica do pastor e em s\u00e3o Francisco, homem todo cat\u00f3lico e apost\u00f3lico: <em>atendimento pastoral<\/em>. Em seguida, rapidamente, o local f\u00edsico, o Sagrado, ganha express\u00e3o de centro de irradia\u00e7\u00e3o pastoral. Integrado, at\u00e9 1946, \u00e0 Par\u00f3quia S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara, quando esta se tornou sede episcopal e a Igreja do Sagrado, par\u00f3quia, os frades se fazem presentes em quase toda a cidade e nos distritos vizinhos, como tamb\u00e9m em boa parte da Baixada Fluminense, prestando atendimento religioso: administra\u00e7\u00e3o de sacramentos, liturgia, catequese, fundando e<br \/>\nanimando comunidades de f\u00e9. Hoje, embora territorialmente restritos \u00e0s atuais dimens\u00f5es da Par\u00f3quia do Sagrado e \u00e0 Par\u00f3quia Santa Clara, mas integrados no contexto social urbano, os frades continuam com esta marca do pastor.<\/p>\n<p>Como destaques na mem\u00f3ria popular e nesta \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, entre outros, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o trazer presente os nomes de:<\/p>\n<p><em>Frei Luiz Reinke<\/em>. Estimad\u00edssimo, seu falecimento, em 1937, parou a cidade e um busto presencializa sua mem\u00f3ria. Incans\u00e1vel e afetuoso em seu zelo apost\u00f3lico, incentiva a cultura crist\u00e3, leciona Teologia sistem\u00e1tica e Direito can\u00f4nico aos frades, sintetiza em\u00a0sua pessoa o pastor e o doutor; \u00e9 reverenciado n\u00e3o s\u00f3 por cat\u00f3licos.<\/p>\n<p><em>Frei Le\u00e3o Hessling<\/em>. Tr\u00eas dias de luto por ocasi\u00e3o de sua morte, em 1976, mesmo morando ele, na ocasi\u00e3o, em S\u00e3o Paulo! Sin\u00f4nimo de caridade e doa\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo, seu nome, ap\u00f3s 33 anos de atua\u00e7\u00e3o em Petr\u00f3polis, permanece carinhosa e at\u00e9 folcloricamente no imagin\u00e1rio popular. Imortalizado pelo bico de pena do artista Van Dijk, deixou sua marca na promo\u00e7\u00e3o social e religiosa, particularmente no Alto da Serra e nas redondezas.<\/p>\n<p><em>Frei Jo\u00e3o Jos\u00e9 Pedreira de Castro<\/em> (+1962). Natural de Petr\u00f3polis, granjeia estima e considera\u00e7\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o de seus conterr\u00e2neos. \u00c9 mais um exemplo de alian\u00e7a entre o doutor e o pastor, entre o estudo e a partilha e vice-versa. Mesmo n\u00e3o tendo conclu\u00eddo sua forma\u00e7\u00e3o b\u00edblica em raz\u00e3o de problemas de sa\u00fade, notabiliza-se como professor e inicia o movimento b\u00edblico nacional, traduz a<br \/>\nB\u00edblia \u2013 vers\u00e3o da Ave Maria \u2013 e preconiza sua leitura popular. Incentivador de miss\u00f5es populares e inovador, por incluir leigos na prega\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria. Atrav\u00e9s de participa\u00e7\u00e3o popular, de todas as classes sociais, leva a termo a constru\u00e7\u00e3o do Teatro Mariano e do Trono de F\u00e1tima \u2013 hoje monumento de f\u00e9 e turismo \u2013, inaugurado este com presen\u00e7a de autoridades civis e religiosas do Estado do Rio e de Portugal.<br \/>\n<em>Iniciativa 2: Educa\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\nFacilitar a integra\u00e7\u00e3o dos filhos dos imigrantes alem\u00e3es, atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 outra parte da miss\u00e3o (inicial) confiada por Mons. Guidi aos franciscanos. Em 1897 os frades assumem a bandeira da resposta \u00e0 demanda j\u00e1 detectada principalmente entre os imigrantes alem\u00e3es pelo Pe. Teodoro Esch, p\u00e1roco da Par\u00f3quia de S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara. Abrigada, inicialmente, junto ao Convento, a escola \u00e9 transferida, alguns anos depois, em 1907, para o outro lado da atual rua Frei Lu\u00eds, e finalmente, em 1991, para a atual sede \u00e0 rua Santos Dumont. Resultado da parceria entre frades e leigos, est\u00e1 hoje integrada, em condi\u00e7\u00f5es semelhantes, \u00e0 rede escolar Bom Jesus, de Curitiba.<\/p>\n<p>Inicialmente batizada como Escola Gratuita S\u00e3o Jos\u00e9, gerou um filho, que de t\u00e3o famoso, transferiu-lhe o nome: Escola dos Canarinhos, e hoje, em fun\u00e7\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o com o Centro Universit\u00e1rio Bom Jesus, de Curitiba: Bom Jesus-Canarinhos. O coral dos Canarinhos, rebento novo de ensaios anteriores, vem \u00e0 luz do dia no ano de 1942 e, no ano seguinte, por ocasi\u00e3o do Congresso<br \/>\nEucar\u00edstica Nacional realizado em Petr\u00f3polis, tem destacada participa\u00e7\u00e3o. Fazem parte, hoje, de um Instituto pr\u00f3prio, o Instituto dos Meninos Cantores de Petr\u00f3polis, na Escola Bom Jesus-Canarinhos, e d\u00e3o origem, a outros corais dentro da mesma institui\u00e7\u00e3o. Com satisfa\u00e7\u00e3o registra-se sua ben\u00e9fica influ\u00eancia para que Petr\u00f3polis seja uma cidade agraciada com v\u00e1rios corais de qualidade e,\u00a0agora, com educa\u00e7\u00e3o musical nas escolas municipais.<\/p>\n<p>Nesta trajet\u00f3ria, se, por um lado, realce deve dado \u00e0 intera\u00e7\u00e3o do corpo gestor e docente integrado por frades e leigos, n\u00e3o h\u00e1 como renunciar \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o de destacar o criador dos Canarinhos e por longos anos seu maestro-regente, Frei Letro Bienias (+ 1988). Ele lhe imprime o car\u00e1ter religioso e cultural no repert\u00f3rio de suas atua\u00e7\u00f5es. Internacionalmente conhecido e estimado, contribui esta noite com mais um cap\u00edtulo para a hist\u00f3ria viva e atual do ITF e para a sua pr\u00f3pria. Tamb\u00e9m \u00e9 dele, frei Leto, a funda\u00e7\u00e3o do Instituto dos Meninos Cantores.<\/p>\n<p><em>Iniciativa 3: Comunica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da imprensa<\/em><br \/>\nCom a finalidade de confeccionar e imprimir material did\u00e1tico para a Escola Gratuita S\u00e3o Jos\u00e9, em 1899, Frei Cir\u00edaco adquire uma incompleta e abandonada impressora <em>alauzet<\/em>, que, concertada por frei In\u00e1cio Hinte, entra em a\u00e7\u00e3o em 1901, integrando o pequeno conjunto denominado Tipografia da Escola Gratuita S\u00e3o Jos\u00e9. Logo, por\u00e9m, este objetivo inicia sua trajet\u00f3ria de amplia\u00e7\u00e3o, de relativa autonomia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Escola e de atualiza\u00e7\u00e3o, at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Em 1907, d\u00e1-se in\u00edcio \u00e0 publica\u00e7\u00e3o de um peri\u00f3dico de car\u00e1ter cultural e religioso \u2013 <em>Vozes de Petr\u00f3polis<\/em> \u2013, inspirado na revista alem\u00e3 <em>Stimmen aus Maria Lach<\/em>. E a publica\u00e7\u00e3o passa a ser t\u00e3o conhecida que, a partir de 1911, provoca a mudan\u00e7a de nome da Tipografia, para <em>Administra\u00e7\u00e3o das Vozes de Petr\u00f3polis<\/em>, bem como sua transfer\u00eancia dos por\u00f5es do Convento para o outro<br \/>\nlado da atual Rua Frei Lu\u00eds. Finalmente, em 1939, a <em>Administra\u00e7\u00e3o<\/em> passa a se denominar <em>Editora Vozes Ltda<\/em>.<\/p>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a da comunica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica de hoje, tamb\u00e9m a Vozes, a partir das duas faces de seu editorial: a cultural e a religiosa, leva o nome de Petr\u00f3polis, particularmente dos frades ligados ao Instituto, para os mais distantes recantos. Atrav\u00e9s da editora, os\u00a0frades promovem uma campanha pela boa imprensa, estabelecem contato com in\u00fameros autores, editam peri\u00f3dicos, dos quais a <em>Revista Eclesi\u00e1stica Brasileira<\/em> (antiga <em>Cor<\/em>), <em>Grande Sinal<\/em> (antiga <em>Sponsa Christi<\/em>), <em>Servi\u00e7o de Documenta\u00e7\u00e3o<\/em>, al\u00e9m de parcerias com os peri\u00f3dicos <em>Estudos B\u00edblicos, Ribla e Concilium<\/em>, que est\u00e3o em pleno andamento.<\/p>\n<p>Sempre em estreita rela\u00e7\u00e3o com o Instituto, os frades lideram nos anos 60, no mundo, a exce\u00e7\u00e3o feita por Roma, a divulga\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II. Em fun\u00e7\u00e3o da cr\u00f4nica do Conc\u00edlio elaborada pelo ent\u00e3o Frei Boaventura Kloppenburg, perito conciliar, da publica\u00e7\u00e3o dos documentos conciliares, em diversas vers\u00f5es, e de in\u00fameros estudos em forma de artigos e livros, com acerto, a Vozes \u00e9 denominada <em>Editora do Conc\u00edlio<\/em>.<\/p>\n<p>Em decorr\u00eancia de toda a atividade editorial, ganha o acervo da Biblioteca, ao mesmo tempo em que esta lhe serve de suporte.<br \/>\nAlguns nomes se destacam:<\/p>\n<p><em>Frei Pedro Sinzig <\/em>(+1952), tamb\u00e9m ele Diretor, a partir de 1908, muito ativo, animador da Liga da Boa Imprensa e do Centro da Boa Imprensa, a fim de implementar a comunica\u00e7\u00e3o impressa e o cinema e direcion\u00e1-los de acordo com valores crist\u00e3os.<\/p>\n<p>De sua pena, 37 obras de literatura, hist\u00f3ria e arte, e 67 composi\u00e7\u00f5es musicais \u2013 e com a execu\u00e7\u00e3o de uma delas os Canarinhos nos brindam hoje; fundador, em 1941, da <em>Revista de M\u00fasica Sacra<\/em>, \u00fanica em seu g\u00eanero no pa\u00eds \u2013 hoje n\u00e3o mais editada.<\/p>\n<p><em>Frei Tom\u00e1s Borgmeier<\/em> (+ 1975), diretor de 1941 a 1952, h\u00e1 pouco homenageado neste espa\u00e7o pelo <em>XX Simp\u00f3sio de Mirmecologia<\/em> e <em>I Encuentro de Mirmecologistas de las Am\u00e9ricas<\/em>, al\u00e9m de renomado entomologista e fundador da <em>Revista de Entomologia\u00a0<\/em>(extinta), tamb\u00e9m o \u00e9 da <em>Revista Eclesi\u00e1stica Brasileira<\/em> e da <em>Sponsa Christi<\/em>, revista de espiritualidade inicialmente para religiosas<br \/>\ne hoje para todos os interessados, sob o nome de <em>Grande Sinal<\/em>.<\/p>\n<p><em>Frei Ludovico Gomes Mour\u00e3o de Castro<\/em> (+1992), diretor da Editora, formado em Teologia, destacado administrador, clarividente e corajoso editor nos tempos do Conc\u00edlio Vaticano II e da restri\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa no Brasil, destacando a conjuga\u00e7\u00e3o entre o editorial cultural e o religioso.<\/p>\n<p><em>Iniciativa 4: Forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica<\/em><br \/>\n\u00c9 ineg\u00e1vel que toda a atividade, enquanto resposta a um chamado, traz, por um lado, o incans\u00e1vel desejo de conhecer e compreender quem chama e, por outro, a dedica\u00e7\u00e3o em anunciar seu nome. Dito de outra forma, este dinamismo se expressa, por um lado, no <strong>estudo e estudo acad\u00eamico, e por outro, na<\/strong> <strong>evangeliza\u00e7\u00e3o<\/strong>. Estudo e estudo acad\u00eamico, como resposta ao<br \/>\nchamado e apelo para buscar a razoabilidade da f\u00e9; evangeliza\u00e7\u00e3o \u2013 divulga\u00e7\u00e3o expl\u00edcita e atua\u00e7\u00e3o pela caridade \u2013, como resposta ao envio.<\/p>\n<p>E mais: uma vez que foram enviados jovens em est\u00e1gio formativo, j\u00e1 em novembro de 1896 tem in\u00edcio a atividade propriamente teol\u00f3gica, que naqueles tempos, informais, denomina-se <em>Humanidades<\/em>.<\/p>\n<p>O estudo teol\u00f3gico decorrente da pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o e da presen\u00e7a de jovens frades a serem iniciados, ou seja, a busca da razoabilidade da f\u00e9, \u00e9 o segredo da visibilidade do atendimento pastoral, da a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, da promo\u00e7\u00e3o social principalmente atrav\u00e9s da Escola Gratuita S\u00e3o Jos\u00e9, da comunica\u00e7\u00e3o religioso-cultural atrav\u00e9s da Editora Vozes, e da institui\u00e7\u00e3o que, aos poucos, ficaria conhecida como <em>Instituto Teol\u00f3gico Franciscano<\/em>. Durante pouco mais de 100 anos o centro f\u00edsico de ora\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o \u00e9 o Convento do Sagrado. Gera\u00e7\u00f5es se formam e renovam a atua\u00e7\u00e3o franciscana e da Igreja no Sudeste, alcan\u00e7am e ultrapassam as fronteiras do Brasil, difundindo-se suas vozes um pouco por toda parte, atrav\u00e9s de assessorias, da prega\u00e7\u00e3o, da atividade liter\u00e1ria e outras.<\/p>\n<p>\u00c9 uma honra lembrar brevemente alguns expoentes que exemplificam a determina\u00e7\u00e3o pelo estudo acad\u00eamico, como caminho da razoabilidade da f\u00e9 e da a\u00e7\u00e3o:<br \/>\n<em>Frei Mariano Wintzen <\/em>(+ 1943): estudioso, erudito e dedicado professor de Teologia sistem\u00e1tica, bem como de Exegese, Liturgia, Homil\u00e9tica, Teologia pastoral, al\u00e9m de m\u00fasico e reitor. Polivalente, sabe harmonizar estudo e atividade pastoral: a hist\u00f3ria da comunidade de f\u00e9 N.S. Auxiliadora, do Bingen, bem como a de S.J. do Meriti, na Baixada Fluminense e arredores, que o digam!<\/p>\n<p>Amava tudo o que fazia e, por isso, fazia-o bem, com entusiasmo e vice versa. Admirador de Duns Scotus.<\/p>\n<p><em>Frei Aleixo Voelkert<\/em> (+1957), professor de Teologia moral e Direito can\u00f4nico, por 23 anos. L\u00facido, seguro, de profundo sentir humano e caridoso, ligou seu nome \u00e0 assessoria moral; na REB est\u00e1 a marca do estudo de quest\u00f5es de teologia pastoral.<\/p>\n<p><em>Frei Mateus Hoepers<\/em> (+1983), formado em Exegese b\u00edblica, tamb\u00e9m lecionou outras disciplinas teol\u00f3gicas, como Direito can\u00f4nico, Teologia fundamental e moral. Mas \u00e9 na \u00e1rea b\u00edblica e na atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0 Ordem Franciscana Secular que se distingue. \u00c9 dele a tradu\u00e7\u00e3o do NT diretamente do grego. Junto com frei Jo\u00e3o Jos\u00e9 Pedreira de Castro, Frei Sim\u00e3o Voigt (+ 2002) e outros, \u00e9 um dos expoentes do ensino da SE e da difus\u00e3o da Palavra de Deus.<\/p>\n<p><em>Frei Constantino Koser<\/em> (+2000), reconhecido professor de Teologia e de Mariologia (sempre com acento franciscano-escotista), incentivador do estudo e organizador da biblioteca que leva seu nome; Ministro geral da Ordem dos Frades Menores e Padre\u00a0conciliar, de proje\u00e7\u00e3o nacional e internacional.<\/p>\n<p><em>Frei Boaventura Kloppenburg<\/em> (+2009), ardoroso defensor da f\u00e9 cat\u00f3lica, perito do Conc\u00edlio Vaticano II, eminente divulgador do mesmo pela imprensa e pela palavra; participante de S\u00ednodos, de Confer\u00eancias do Celam, ex\u00edmio e reconhecido\u00a0professor de Teologia sistem\u00e1tica, fecundo escritor, de proje\u00e7\u00e3o nacional e internacional.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Segmento II: Do final do s\u00e9culo XX aos in\u00edcios do s\u00e9culo XXI<\/strong><\/p>\n<p><em>Constata\u00e7\u00e3o 1: A marca deste segmento<\/em><br \/>\nA partir das d\u00e9cadas de 50 e 60 do s\u00e9culo passado, foi tomando corpo a necessidade de se buscar uma melhor adequa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o f\u00edsico para as diversas iniciativas abrigadas em torno do Sagrado. As estruturas f\u00edsicas existentes j\u00e1 n\u00e3o comportam adequadamente a atividade acad\u00eamica, a biblioteca, o Convento \u2013 super lotado \u2013, a Editora Vozes, a Par\u00f3quia do Sagrado, a Escola e o Coral e o Instituto dos Canarinhos. Al\u00e9m da pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o social, a renova\u00e7\u00e3o conciliar e o nome j\u00e1 granjeado pelo conjunto da atividade dos frades de Petr\u00f3polis contribui para atrair estudantes de outras entidades religiosas, franciscanas ou n\u00e3o, masculinas e femininas. Al\u00e9m disso, do final da d\u00e9cada de 1960 at\u00e9 meados dos anos 80, ao Curso de Teologia foi somado tamb\u00e9m o de Filosofia. Por isso, cerca de 160 estudantes ocupam os espa\u00e7os f\u00edsicos, que eram os de 1920 e de 1930. Mas, al\u00e9m da equa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, assim como foi o Vaticano II para a Igreja, uma re-significa\u00e7\u00e3o das iniciativas embala os sonhos.<\/p>\n<p><em>Constata\u00e7\u00e3o 2: Desfechos<\/em><br \/>\nComo desfecho desse quadro e dessa perspectiva, a solu\u00e7\u00e3o aos poucos encontrada \u00e9 a seguinte:<\/p>\n<p>a) <em>O Curso de Filosofia<\/em> \u00e9 novamente transferido para Curitiba, especificamente para Rondinha-Campo Largo, a 30 km da capital, num espa\u00e7o novo, amplo e a partir de um conceito mais personalizado, traduzido na forma de se morar em m\u00f3dulos.<\/p>\n<p>b) <em>Para a Escola Gratuita S\u00e3o Jos\u00e9 e o Instituto dos Meninos Cantores \u2013 os Canarinhos<\/em> \u2013, aos poucos, constroi-se nova, ampla e adequada sede \u00e0 Rua Santos Dumont. Posteriormente, como j\u00e1 foi acenado, Escola e Instituo dos Canarinhos s\u00e3o agregados \u00e0 rede educacional Bom Jesus, de Curitiba, sob nova denomina\u00e7\u00e3o: Bom Jesus-Canarinhos. O Instituto dos Canarinhos, mant\u00e9m sua<br \/>\ntradi\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 mais diretamente administrado pelos freis; e a Escola, dos frades tem a orienta\u00e7\u00e3o geral que lhe vem de Curitiba.<\/p>\n<p>c) <em>A Par\u00f3quia do Sagrado<\/em> ganhou fei\u00e7\u00f5es mais definidas de par\u00f3quia e foi redimensionada em sua extens\u00e3o, com a cria\u00e7\u00e3o das par\u00f3quias de Santa Rita, do Castrioto, e de S\u00e3o Judas Tadeu, do Mosela.<\/p>\n<p>d) <em>A Editora Vozes<\/em>, depois de um ensaio em fun\u00e7\u00e3o de uma maior autonomia em rela\u00e7\u00e3o ao Instituto de teologia, voltou ao elo original que a relaciona estreitamente ao Instituto \u2013 s\u00e3o frades professores que a administram \u2013 e, por outra, encontra na nanotecnologia e na inform\u00e1tica uma solu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e espacial para permanecer, como editora e gr\u00e1fica em seu primitivo espa\u00e7o.<br \/>\ne) <em>O Instituto Teol\u00f3gico Franciscano<\/em>, juntamente com o corpo de professores, ap\u00f3s acerto com os C\u00f4negos Premonstratenses e as devidas adapta\u00e7\u00f5es, remodela\u00e7\u00f5es e acr\u00e9scimos de estrutura f\u00edsica no antigo col\u00e9gio S\u00e3o Vicente, passa a nele dispor de sua sede\u00a0pr\u00f3pria, com novas e amplas depend\u00eancias, em particular para a biblioteca. Em fun\u00e7\u00e3o de uma melhor distin\u00e7\u00e3o de atividades e autonomia, foi criada a par\u00f3quia Santa Clara, no territ\u00f3rio do Instituto e confiada aos frades do mesmo, mantendo assim, tamb\u00e9m neste aspecto, a rela\u00e7\u00e3o entre estudo e intera\u00e7\u00e3o eclesial e social.<br \/>\nPertencente \u00e0 Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, com sede em S\u00e3o Paulo, o Instituto abriga a <em>Faculdade de Teologia<\/em>, que, a partir de 2006 \u00e9 reconhecida pelo MEC e afiliada \u00e0 Pontif\u00edcia Universidade Antonianum, de Roma. Por isso, os diplomas expedidos s\u00e3o reconhecidos pelo MEC e pela Comunidade Europeia, em fun\u00e7\u00e3o do Acordo de Bologna. O conceito 4, sobre 5,<br \/>\nemitido pelo MEC \u00e0 Faculdade de Teologia significa: muito bom. Al\u00e9m da Faculdade, o Instituto mant\u00e9m o Curso do <em>Master em Evangeliza\u00e7\u00e3o<\/em>, um curso intensivo de 8 meses; mant\u00e9m o curso <em>lato sensu<\/em> em <em>Espiritualidade, Ecologia e Educa\u00e7\u00e3o<\/em>, nos meses de janeiro; mant\u00e9m cursos de extens\u00e3o, semestrais e noturnos, abordando temas de interesse religioso-cultural. Promove noites culturais, como esta, com tem\u00e1ticas de fundo cultural-religioso. Todos os cursos s\u00e3o abertos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de todos e ministrados pelos professores do Instituto, com a participa\u00e7\u00e3o de professores de outras entidades ou convidados.<\/p>\n<p>O Instituto mant\u00e9m uma filosofia de estudo e ensino aberta ao di\u00e1logo ecum\u00eanico, interreligioso e social. Mant\u00e9m a\u00a0perspectiva de interagir sempre mais com a Confer\u00eancia Franciscana dos Menores do Brasil e com a Fam\u00edlia Franciscana do pa\u00eds; de maneira semelhante, o mesmo vale em rela\u00e7\u00e3o a outras iniciativas de interesse da sociedade e da Igreja, como, p. ex., a possibilidade de um curso <em>lato sensu<\/em> de liturgia e m\u00fasica sacra.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o: algumas observa\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\n<em>a) A Evolu\u00e7\u00e3o<\/em>. O percurso destes 115 anos confirma que o primitivo Centro de estudos, o atual Instituto Teol\u00f3gico Franciscano, evolui. At\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1910, a forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gico-pastoral tem acento caseiro, conta com os recursos humanos poss\u00edveis, conta com o exemplo pr\u00e1tico; a partir desta data constata-se a decis\u00e3o de buscar preparo acad\u00eamico fora do pa\u00eds para os professores \u2013 pol\u00edtica que continua ainda hoje, embora tamb\u00e9m haja possibilidades no Brasil e se fa\u00e7a uso delas. Ademais, no decorrer destes 115 anos, a composi\u00e7\u00e3o humana dos professores e dos estudantes evolui da predomin\u00e2ncia alem\u00e3 para uma quase\u00a0exclusividade de brasileiros; o Instituto evolui de uma escola teol\u00f3gica voltada exclusivamente para a forma\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios quadros, para uma escola teol\u00f3gica voltada tamb\u00e9m para estudantes de outras entidades franciscanas, congrega\u00e7\u00f5es, clero secular e leigos, do Brasil e do exterior; evolui de um centro de estudos onde s\u00f3 estudavam homens, para um centro acolhedor de homens e mulheres, cl\u00e9rigos a leigos; evolui de uma escola teol\u00f3gica particular, para uma faculdade eclesial e p\u00fablica.<\/p>\n<p><em>b) Caminho compartilhado<\/em>. Embora aqui pouco abordado, o pensar teol\u00f3gico acompanha o Conc\u00edlio Plen\u00e1rio Latinoamericano\u00a0(1899), o Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II (1962-65), as Confer\u00eancias latimoamericanas de Medell\u00edn (1968), Puebla (1979), Santo Domingo (1992) e Aparecida (2007); passa por acentos teol\u00f3gico-pastorais diversos, como o da reconquista da sociedade atrav\u00e9s da A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, o do di\u00e1logo inspirado pelo Vaticano II, o da teologia da liberta\u00e7\u00e3o, o do amplo pluralismo religioso e social e o da miss\u00e3o continental de Aparecida. Perpassa estes tempos e acentos, sempre, por\u00e9m, com um norte: uma grade curricular que espelha a op\u00e7\u00e3o de aliar disciplinas teol\u00f3gicas com humanas, esp\u00edrito cient\u00edfico com franciscanismo, fidelidade \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica com constante atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>c) Caminho integrado<\/em>. Propositalmente, n\u00e3o nos limitamos a evocar professores, estudantes, o Instituto Teol\u00f3gico em si mesmo e, o mais importante, a atividade acad\u00eamica propriamente dita. E isto, porque estamos convencidos de que, se assim fizermos, teremos, sim, algum resultado didaticamente bem definido, mas, isolar\u00edamos os estudos e a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o de seu contexto vital. Pois, nenhum professor \u00e9 exclusivamente professor; nenhum estudante \u00e9 somente estudante, embora se possa assinalar diferen\u00e7as. Uma atividade est\u00e1 estreitamente ligada \u00e0 outra. Romper esta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 romper o elo vital entre modo de vida e estudo, entre estudo e evangeliza\u00e7\u00e3o. Se assim fizermos, cremos que retirar\u00edamos do Instituto uma sua caracter\u00edstica pr\u00f3pria, diminuir\u00edamos o alcance de uma express\u00e3o popular, pela qual, de diversos e distantes lugares, muitas pessoas caracterizam os frades, professores e estudantes inclu\u00eddos, assim: \u201cOs frades de Petr\u00f3polis\u201d, \u201cOs franciscanos de Petr\u00f3polis\u201d, ou simplesmente, \u201cPetr\u00f3polis\u201d. Parece que aqui temos a indica\u00e7\u00e3o de um conceito abrangente, de uma linha de pensamento e de a\u00e7\u00e3o comuns, de uma determinada eclesiologia comum, de uma determinada maneira de estar com as pessoas, achegada aos tempos e aos lugares culturais e sua evolu\u00e7\u00e3o, pr\u00f3pria do carisma franciscano. Al\u00e9m disso, os frades moram, por longos tempos, num mesmo conjunto\u00a0f\u00edsico, e estudantes e professores levam, basicamente, o mesmo estilo de vida. Cremos, pois, que esta integra\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o, este esp\u00edrito de fam\u00edlia e de equipe de estudo e trabalho justifica nossa op\u00e7\u00e3o de situar o Instituto em seu contexto vital, o estar como fraternidade no contexto da sociedade humana, na sua pluralidade, e com ela interagir. \u00c9 esta uma op\u00e7\u00e3o interpretativa que\u00a0fazemos em fun\u00e7\u00e3o da atividade acad\u00eamica, social e eclesialmente situada.<\/p>\n<p><em>d) Uma continuidade na mudan\u00e7a<\/em>. Depois de 115 anos, o Instituto tem a grata satisfa\u00e7\u00e3o de constatar que, evoluindo, \u00e9 movido pelo mesmo vigor e pela mesma clarivid\u00eancia iniciais. Partindo do pressuposto de que a f\u00e9 interpela o intelecto, busca atrav\u00e9s de boa qualidade de estudo e de ensino acad\u00eamicos, fazer jus \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o franciscana e eclesial de buscar a paradoxal<br \/>\nrazoabilidade da f\u00e9 e de, assim, contribuir para o bem do ser humano e de toda a cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao ser transferido para esta sede, o Instituto ganha maior autonomia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras iniciativas evangelizadoras dos frades, mas, atrav\u00e9s da reflex\u00e3o acad\u00eamica, continua sendo um privilegiado parceiro na busca de plausibilidade da evangeliza\u00e7\u00e3o seja dos frades, da Igreja e de toda pessoa de boa vontade. A autonomia \u00e9, pois, relativa. Antes, tende a refor\u00e7ar as bases da evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e0 medida que mant\u00e9m e refor\u00e7a o bom n\u00edvel do estudo e, portanto, tende a refor\u00e7ar os la\u00e7os que interligam os frades e, porque n\u00e3o, toda a a\u00e7\u00e3o da Igreja cat\u00f3lica e de pessoas amantes da paz e do progresso humano. A autonomia convida o Instituto a permanecer em sua raiz franciscana, e tamb\u00e9m por isso, a ouvir todo ser humano e toda criatura e a prestar-lhe sua colabora\u00e7\u00e3o em vista do Reino.<\/p>\n<p>Portanto, se, num olhar retrospectivo, o Instituto passa por tantos momentos diferentes e sabe situar-se em todos eles, estar neles e<br \/>\nneles ser fermento de renova\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o h\u00e1 fundada esperan\u00e7a de que poder\u00e1 s\u00ea-lo no presente e no futuro. Por isso, a inspira\u00e7\u00e3o de 115 anos \u00e9 suficientemente forte para reequilibrar eventuais hesita\u00e7\u00f5es e confirmar a for\u00e7a criadora e integradora do Evangelho.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>INSTITUTO TEOL\u00d3GICO FRANCISCANO \u2013 115 ANOS<\/strong><br \/>\n<strong>Teologia e Sociedade: um olhar retrospectivo que confirma sua voca\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de Frei El\u00f3i Dion\u00edsio Piva<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":185757,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[313,289],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Teologia e Sociedade: um olhar retrospectivo - Vida Crist\u00e3 - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/teologia-e-sociedade-um-olhar-retrospectivo\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Teologia e Sociedade: um olhar retrospectivo - 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