{"id":180176,"date":"2019-11-13T00:15:08","date_gmt":"2019-11-13T03:15:08","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/?p=180176"},"modified":"2021-08-30T16:04:44","modified_gmt":"2021-08-30T19:04:44","slug":"iii-dia-mundial-dos-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/iii-dia-mundial-dos-pobres\/","title":{"rendered":"III Dia Mundial dos Pobres"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_186595\" style=\"width: 850px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-186595\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-186595 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mensagem_1507.png\" alt=\"\" width=\"840\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mensagem_1507.png 840w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mensagem_1507-450x241.png 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mensagem_1507-768x411.png 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mensagem_1507-150x80.png 150w\" sizes=\"(max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><p id=\"caption-attachment-186595\" class=\"wp-caption-text\"><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Imagem ilustrativa: Canva (<a href=\"http:\/\/www.canva.com\/pt_br\/modelos)\">www.canva.com\/pt_br\/modelos<\/a>)<\/em><\/p><\/div>\n<p align=\"center\"><i><b><span style=\"color: #663300; font-size: large;\">MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O III DIA MUNDIAL DOS POBRES<\/span><\/b><\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #663300;\">XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM<br \/>\n(17 DE NOVEMBRO DE 2019)<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i><span style=\"color: #663300; font-size: large;\">\u00abA esperan\u00e7a dos pobres jamais se frustrar\u00e1\u00bb<\/span><\/i><\/b><\/p>\n<p>1. \u00abA esperan\u00e7a dos pobres jamais se frustrar\u00e1\u00bb (<i>Sal\u00a0<\/i>9, 19). Estas palavras s\u00e3o de incr\u00edvel atualidade. Expressam uma verdade profunda, que a f\u00e9 consegue gravar sobretudo no cora\u00e7\u00e3o dos mais pobres: a esperan\u00e7a perdida devido \u00e0s injusti\u00e7as, aos sofrimentos e \u00e0 precariedade da vida ser\u00e1 restabelecida.<\/p>\n<p>O salmista descreve a condi\u00e7\u00e3o do pobre e a arrog\u00e2ncia de quem o oprime (cf.\u00a0<i>Sal<\/i>\u00a010, 1-10). Invoca o ju\u00edzo de Deus, para que seja restabelecida a justi\u00e7a e vencida a iniquidade (cf.\u00a0<i>Sal<\/i>\u00a010, 14-15). Parece ecoar nas suas palavras uma quest\u00e3o que atravessa o decurso dos s\u00e9culos at\u00e9 aos nossos dias: como \u00e9 que Deus pode tolerar esta desigualdade? Como pode permitir que o pobre seja humilhado, sem intervir em sua ajuda? Por que consente que o opressor tenha vida feliz, enquanto o seu comportamento haveria de ser condenado precisamente devido ao sofrimento do pobre?<\/p>\n<p>No per\u00edodo da reda\u00e7\u00e3o do Salmo, assistia-se a um grande desenvolvimento econ\u00f4mico, que acabou tamb\u00e9m \u2013 como acontece frequentemente \u2013 por gerar fortes desequil\u00edbrios sociais. A desigualdade gerou um grupo consider\u00e1vel de indigentes, cuja condi\u00e7\u00e3o aparecia ainda mais dram\u00e1tica quando comparada com a riqueza alcan\u00e7ada por poucos privilegiados. Observando esta situa\u00e7\u00e3o, o autor sagrado pinta um quadro realista e muito verdadeiro.<\/p>\n<p>Era o tempo em que pessoas arrogantes e sem qualquer sentido de Deus espiavam os pobres para se apoderar at\u00e9 do pouco que tinham, reduzindo-os \u00e0 escravid\u00e3o. A realidade, hoje, n\u00e3o \u00e9 muito diferente! A numerosos grupos de pessoas, a crise econ\u00f4mica n\u00e3o lhes impediu um enriquecimento tanto mais an\u00f4malo quando confrontado com o n\u00famero imenso de pobres que vemos pelas nossas estradas e a quem falta o necess\u00e1rio, acabando por vezes humilhados e explorados. Acodem \u00e0 mente estas palavras do Apocalipse: \u00abPorque dizes: \u201csou rico, enriqueci e nada me falta\u201d, e n\u00e3o te d\u00e1s conta de que \u00e9s um infeliz, um miser\u00e1vel, um pobre, um cego, um nu?\u00bb (3, 17). Passam os s\u00e9culos, mas permanece imut\u00e1vel a condi\u00e7\u00e3o de ricos e pobres, como se a experi\u00eancia da hist\u00f3ria n\u00e3o ensinasse nada. Assim, as palavras do salmo n\u00e3o dizem respeito ao passado, mas ao nosso presente submetido ao ju\u00edzo de Deus.<\/p>\n<p>2. Tamb\u00e9m hoje devemos elencar muitas formas de novas escravid\u00f5es a que est\u00e3o submetidos milh\u00f5es de homens, mulheres, jovens e crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Todos os dias encontramos\u00a0<i>fam\u00edlias\u00a0<\/i>obrigadas a deixar a sua terra \u00e0 procura de formas de subsist\u00eancia noutro lugar;\u00a0<i>\u00f3rf\u00e3os\u00a0<\/i>que perderam os pais ou foram violentamente separados deles para uma explora\u00e7\u00e3o brutal;\u00a0<i>jovens\u00a0<\/i>em busca duma realiza\u00e7\u00e3o profissional, cujo acesso lhes \u00e9 impedido por m\u00edopes pol\u00edticas econ\u00f4micas; <i>v\u00edtimas<\/i>\u00a0de tantas formas de viol\u00eancia, desde a prostitui\u00e7\u00e3o \u00e0 droga, e humilhadas no seu \u00edntimo. Al\u00e9m disso, como esquecer os milh\u00f5es de\u00a0<i>migrantes\u00a0<\/i>v\u00edtimas de tantos interesses ocultos, muitas vezes instrumentalizados para uso pol\u00edtico, a quem se nega a solidariedade e a igualdade? E tantas pessoas\u00a0<i>sem abrigo\u00a0<\/i>e\u00a0<i>marginalizadas\u00a0<\/i>que vagueiam pelas estradas das nossas cidades?<\/p>\n<p>Quantas vezes vemos os pobres nas\u00a0<i>lixeiras\u00a0<\/i>a catar o descarte e o sup\u00e9rfluo, a fim de encontrar algo para se alimentar ou vestir! Tendo-se tornado, eles pr\u00f3prios, parte duma lixeira humana, s\u00e3o tratados como lixo, sem que isto provoque qualquer sentido de culpa em quantos s\u00e3o c\u00famplices deste esc\u00e2ndalo. Aos pobres, frequentemente considerados parasitas da sociedade, n\u00e3o se lhes perdoa sequer a sua pobreza. A condena\u00e7\u00e3o est\u00e1 sempre pronta. N\u00e3o se podem permitir sequer o medo ou o des\u00e2nimo: simplesmente porque pobres, ser\u00e3o tidos por amea\u00e7adores ou incapazes.<\/p>\n<p>Drama dentro do drama, n\u00e3o lhes \u00e9 consentido ver o fim do t\u00fanel da mis\u00e9ria. Chegou-se ao ponto de teorizar e realizar uma\u00a0<i>arquitetura hostil<\/i>\u00a0para desembara\u00e7ar-se da sua presen\u00e7a mesmo nas estradas, os \u00faltimos espa\u00e7os de acolhimento. Vagueiam duma parte para outra da cidade, esperando obter um emprego, uma casa, um afeto\u2026 Qualquer possibilidade que eventualmente lhes seja oferecida, torna-se um vislumbre de luz; e mesmo nos lugares onde deveria haver pelo menos justi\u00e7a, at\u00e9 l\u00e1 muitas vezes se abate sobre eles violentamente a prepot\u00eancia. Constrangidos durante horas infinitas sob um sol abrasador para recolher a fruta da \u00e9poca, s\u00e3o recompensados com um ordenado irris\u00f3rio; n\u00e3o t\u00eam seguran\u00e7a no trabalho, nem condi\u00e7\u00f5es humanas que lhes permitam sentir-se iguais aos outros. Para eles, n\u00e3o existe fundo de desemprego, liquida\u00e7\u00e3o nem sequer a possibilidade de adoecer.<\/p>\n<p>Com vivo realismo, o salmista descreve o comportamento dos ricos que roubam os pobres: \u00abArma ciladas para assaltar o pobre e (\u2026) arrasta-o na sua rede\u00bb (cf.\u00a0<i>Sal<\/i> 10, 9). Para eles, \u00e9 como se se tratasse duma ca\u00e7ada, na qual os pobres s\u00e3o perseguidos, presos e feitos escravos. Numa condi\u00e7\u00e3o assim, fecha-se o cora\u00e7\u00e3o de muitos, e leva a melhor o desejo de desaparecer. Em suma, reconhecemos uma multid\u00e3o de pobres, muitas vezes tratados com ret\u00f3rica e suportados com fastidio. Como que se tornam invis\u00edveis, e a sua voz j\u00e1 n\u00e3o tem for\u00e7a nem consist\u00eancia na sociedade. Homens e mulheres cada vez mais estranhos entre as nossas casas e marginalizados entre os nossos bairros.<\/p>\n<p>3. O contexto descrito pelo salmo tinge-se de tristeza, devido \u00e0 injusti\u00e7a, ao sofrimento e \u00e0 amargura que fere os pobres. Apesar disso, d\u00e1 uma bela defini\u00e7\u00e3o do pobre: \u00e9 aquele que \u00abconfia no Senhor\u00bb (cf. 9, 11), pois tem a certeza de que nunca ser\u00e1 abandonado. Na Escritura, o pobre \u00e9 o homem da confian\u00e7a! E o autor sagrado indica tamb\u00e9m o motivo desta confian\u00e7a: ele \u00abconhece o seu Senhor\u00bb (cf. 9, 11) e, na linguagem b\u00edblica, este \u00abconhecer\u00bb indica uma rela\u00e7\u00e3o pessoal de afeto e de amor.<\/p>\n<p>Encontramo-nos perante uma descri\u00e7\u00e3o verdadeiramente impressionante, que nunca esperar\u00edamos. Assim faz sobressair a grandeza de Deus, quando Se encontra diante dum pobre. A sua for\u00e7a criadora supera toda a expetativa humana e concretiza-se na \u00abrecorda\u00e7\u00e3o\u00bb que Ele tem daquela pessoa concreta (cf. 9, 13). \u00c9 precisamente esta confian\u00e7a no Senhor, esta certeza de n\u00e3o ser abandonado, que convida o pobre \u00e0 esperan\u00e7a. Sabe que Deus n\u00e3o o pode abandonar; por isso, vive sempre na presen\u00e7a daquele Deus que Se recorda dele. A sua ajuda estende-se para al\u00e9m da condi\u00e7\u00e3o atual de sofrimento, a fim de delinear um caminho de liberta\u00e7\u00e3o que transforma o cora\u00e7\u00e3o, porque o sustenta no mais profundo do seu ser.<\/p>\n<p>4. Constitui um refr\u00e3o permanente da Sagrada Escritura a descri\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de Deus em favor dos pobres. \u00c9 Aquele que \u00abescuta\u00bb, \u00abinterv\u00e9m\u00bb, \u00abprotege\u00bb, \u00abdefende\u00bb, \u00abresgata\u00bb, \u00absalva\u00bb\u2026 Em suma, um pobre n\u00e3o poder\u00e1 jamais encontrar Deus indiferente ou silencioso perante a sua ora\u00e7\u00e3o. \u00c9 Aquele que faz justi\u00e7a e n\u00e3o esquece (cf.\u00a0<i>Sal\u00a0<\/i>40, 18; 70, 6); mais, constitui um ref\u00fagio para o pobre e n\u00e3o cessa de vir em sua ajuda (cf.\u00a0<i>Sal\u00a0<\/i>10, 14).<\/p>\n<p>Podem-se construir muitos muros e obstruir as entradas, iludindo-se assim de sentir-se a seguro com as suas riquezas em preju\u00edzo dos que ficam do lado de fora. Mas n\u00e3o ser\u00e1 assim para sempre. O \u00abdia do Senhor\u00bb, descrito pelos profetas (cf.\u00a0<i>Am<\/i>\u00a05, 18;\u00a0<i>Is<\/i>\u00a02 \u2013 5;\u00a0<i>Jl<\/i>\u00a01 \u2013 3), destruir\u00e1 as barreiras criadas entre pa\u00edses e substituir\u00e1 a arrog\u00e2ncia de poucos com a solidariedade de muitos. A condi\u00e7\u00e3o de marginaliza\u00e7\u00e3o, em que vivem acabrunhadas milh\u00f5es de pessoas, n\u00e3o poder\u00e1 durar por muito tempo. O seu clamor aumenta e abra\u00e7a a terra inteira. Como escrevia o Padre Primo Mazzolari: \u00abO pobre \u00e9 um cont\u00ednuo protesto contra as nossas injusti\u00e7as; o pobre \u00e9 um paiol. Se lhe ateias o fogo, o mundo vai pelo ar\u00bb.<\/p>\n<p>5. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel jamais iludir o premente apelo que a Sagrada Escritura confia aos pobres. Para onde quer que se volte o olhar, a Palavra de Deus indica que os pobres s\u00e3o todos aqueles que, n\u00e3o tendo o necess\u00e1rio para viver, dependem dos outros. S\u00e3o o oprimido, o humilde, aquele que est\u00e1 prostrado por terra. Mas, perante esta multid\u00e3o inumer\u00e1vel de indigentes, Jesus n\u00e3o teve medo de Se identificar com cada um deles: \u00abSempre que fizestes isto a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes\u00bb (<i>Mt<\/i>\u00a025, 40). Esquivar-se desta identifica\u00e7\u00e3o equivale a ludibriar o Evangelho e diluir a revela\u00e7\u00e3o. O Deus que Jesus quis revelar \u00e9 este: um Pai generoso, misericordioso, inexaur\u00edvel na sua bondade e gra\u00e7a, que d\u00e1 esperan\u00e7a sobretudo a quantos est\u00e3o desiludidos e privados de futuro.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o assinalar que as Bem-aventuran\u00e7as, com que Jesus inaugurou a prega\u00e7\u00e3o do Reino de Deus, come\u00e7am por esta express\u00e3o: \u00abFelizes v\u00f3s, os pobres\u00bb (<i>Lc<\/i>\u00a06, 20)? O sentido deste an\u00fancio paradoxal \u00e9 precisamente que o Reino de Deus pertence aos pobres, porque est\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o de o receber. Encontramos tantos pobres cada dia! \u00c0s vezes parece que o transcorrer do tempo e as conquistas da civiliza\u00e7\u00e3o, em vez de diminuir o seu n\u00famero, aumentam-no. Passam os s\u00e9culos, e aquela Bem-aventuran\u00e7a evang\u00e9lica apresenta-se cada vez mais paradoxal: os pobres s\u00e3o sempre mais pobres, e hoje s\u00e3o-no ainda mais. Mas, colocando no centro os pobres ao inaugurar o seu Reino, Jesus quer-nos dizer precisamente isto: Ele\u00a0<i>inaugurou<\/i>, mas confiou-nos, a n\u00f3s seus disc\u00edpulos, a tarefa de lhe dar seguimento, com a responsabilidade de dar esperan\u00e7a aos pobres. Sobretudo num per\u00edodo como o nosso, \u00e9 preciso reanimar a esperan\u00e7a e restabelecer a confian\u00e7a. \u00c9 um programa que a comunidade crist\u00e3 n\u00e3o pode subestimar. Disso depende a credibilidade do nosso an\u00fancio e do testemunho dos crist\u00e3os.<\/p>\n<p>6. Ao aproximar-se dos pobres, a Igreja descobre que \u00e9 um povo, espalhado entre muitas na\u00e7\u00f5es, que tem a voca\u00e7\u00e3o de fazer com que ningu\u00e9m se sinta estrangeiro nem exclu\u00eddo, porque a todos envolve num caminho comum de salva\u00e7\u00e3o. A condi\u00e7\u00e3o dos pobres obriga a n\u00e3o se afastar do Corpo do Senhor que sofre neles. Antes, pelo contr\u00e1rio, somos chamados a tocar a sua carne para nos comprometermos em primeira pessoa num servi\u00e7o que \u00e9 aut\u00eantica evangeliza\u00e7\u00e3o. A promo\u00e7\u00e3o, mesmo social, dos pobres n\u00e3o \u00e9 um compromisso extr\u00ednseco ao an\u00fancio do Evangelho; pelo contr\u00e1rio, manifesta o realismo da f\u00e9 crist\u00e3 e a sua validade hist\u00f3rica. O amor que d\u00e1 vida \u00e0 f\u00e9 em Jesus n\u00e3o permite que os seus disc\u00edpulos se fechem num individualismo asfixiador, oculto nas pregas duma intimidade espiritual, sem qualquer influxo na vida social (cf.\u00a0Francisco, Exort. ap.\u00a0<i><a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html#A_doutrina_da_Igreja_sobre_as_quest%C3%B5es_sociais\">Evangelii gaudium<\/a><\/i>, 183).<\/p>\n<p>Recentemente, choramos a perda dum grande ap\u00f3stolo dos pobres, Jean Vanier, o qual, com a sua dedica\u00e7\u00e3o, abriu novos caminhos \u00e0 partilha promotora das pessoas marginalizadas. Jean Vanier recebeu de Deus o dom de dedicar toda a sua vida aos irm\u00e3os com defici\u00eancias profundas, que muitas vezes a sociedade tende a excluir. Foi um \u00absanto da porta ao lado\u00bb da nossa; com o seu entusiasmo, soube reunir \u00e0 sua volta muitos jovens, homens e mulheres, que, com o seu empenho di\u00e1rio, deram amor e devolveram o sorriso a tantas pessoas vulner\u00e1veis e fr\u00e1geis, oferecendo-lhes uma verdadeira \u00abarca\u00bb de salva\u00e7\u00e3o contra a marginaliza\u00e7\u00e3o e a solid\u00e3o. Este seu testemunho mudou a vida de muitas pessoas e ajudou o mundo a olhar com olhos diferentes para as pessoas mais fr\u00e1geis e vulner\u00e1veis. O clamor dos pobres foi ouvido e gerou uma esperan\u00e7a inabal\u00e1vel, criando sinais vis\u00edveis e palp\u00e1veis dum amor concreto, que podemos constatar at\u00e9 ao dia de hoje.<\/p>\n<p>7. \u00abA op\u00e7\u00e3o pelos \u00faltimos, por aqueles que a sociedade descarta e lan\u00e7a fora\u00bb (<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html#Fidelidade_ao_Evangelho,_para_n%C3%A3o_correr_em_v%C3%A3o\"><i>ibid<\/i>.<\/a>, 195), \u00e9 uma escolha priorit\u00e1ria que os disc\u00edpulos de Cristo s\u00e3o chamados a abra\u00e7ar para n\u00e3o trair a credibilidade da Igreja e dar uma esperan\u00e7a concreta a tantos indefesos. \u00c9 neles que a caridade crist\u00e3 encontra a sua prova real, porque quem partilha os seus sofrimentos com o amor de Cristo recebe for\u00e7a e d\u00e1 vigor ao an\u00fancio do Evangelho.<\/p>\n<p>O compromisso dos crist\u00e3os, por ocasi\u00e3o deste\u00a0<i>Dia Mundial\u00a0<\/i>e sobretudo na vida ordin\u00e1ria de cada dia, n\u00e3o consiste apenas em iniciativas de assist\u00eancia que, embora louv\u00e1veis e necess\u00e1rias, devem tender a aumentar em cada um aquela aten\u00e7\u00e3o plena, que \u00e9 devida a toda a pessoa que se encontra em dificuldade. \u00abEsta aten\u00e7\u00e3o amiga \u00e9 o in\u00edcio duma verdadeira preocupa\u00e7\u00e3o\u00bb (<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html#O_lugar_privilegiado_dos_pobres_no_povo_de_Deus\"><i>ibid<\/i>.<\/a>, 199) pelos pobres, buscando o seu verdadeiro bem. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser testemunha da esperan\u00e7a crist\u00e3 no contexto cultural do consumismo e do descarte, sempre propenso a aumentar um bem-estar superficial e ef\u00eamero. Requer-se uma mudan\u00e7a de mentalidade para redescobrir o essencial, para encarnar e tornar incisivo o an\u00fancio do Reino de Deus.<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a comunica-se tamb\u00e9m atrav\u00e9s da consola\u00e7\u00e3o que se implementa acompanhando os pobres, n\u00e3o por alguns dias permeados de entusiasmo, mas com um compromisso que perdura no tempo. Os pobres adquirem verdadeira esperan\u00e7a, n\u00e3o quando nos veem gratificados por lhes termos concedido um pouco do nosso tempo, mas quando reconhecem no nosso sacrif\u00edcio um ato de amor gratuito que n\u00e3o procura recompensa.<\/p>\n<p>8. A tantos volunt\u00e1rios, a quem muitas vezes \u00e9 devido o m\u00e9rito de ter sido os primeiros a intuir a import\u00e2ncia desta aten\u00e7\u00e3o aos pobres, pe\u00e7o para crescerem na sua dedica\u00e7\u00e3o. Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, exorto-vos a procurar, em cada pobre que encontrais, aquilo de que ele tem verdadeiramente necessidade; a n\u00e3o vos deter na primeira necessidade material, mas a descobrir a bondade que se esconde no seu cora\u00e7\u00e3o, tornando-vos atentos \u00e0 sua cultura e modos de se exprimir, para poderdes iniciar um verdadeiro di\u00e1logo fraterno. Coloquemos de parte as divis\u00f5es que prov\u00eam de vis\u00f5es ideol\u00f3gicas ou pol\u00edticas, fixemos o olhar no essencial que n\u00e3o precisa de muitas palavras, mas dum olhar de amor e duma m\u00e3o estendida. Nunca vos esque\u00e7ais que \u00aba pior discrimina\u00e7\u00e3o que sofrem os pobres \u00e9 a falta de cuidado espiritual\u00bb (<i><a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html#O_lugar_privilegiado_dos_pobres_no_povo_de_Deus\">ibid<\/a>.<\/i>, 200).<\/p>\n<p>Antes de tudo, os pobres precisam de Deus, do seu amor tornado vis\u00edvel por pessoas santas que vivem ao lado deles e que, na simplicidade da sua vida, exprimem e fazem emergir a for\u00e7a do amor crist\u00e3o. Deus serve-se de tantos caminhos e de infinitos instrumentos para alcan\u00e7ar o cora\u00e7\u00e3o das pessoas. \u00c9 certo que os pobres tamb\u00e9m se aproximam de n\u00f3s porque estamos a distribuir-lhes o alimento, mas aquilo de que verdadeiramente precisam ultrapassa a sopa quente ou a sandu\u00edche que oferecemos. Os pobres precisam das nossas m\u00e3os para se reerguer, dos nossos cora\u00e7\u00f5es para sentir de novo o calor do afeto, da nossa presen\u00e7a para superar a solid\u00e3o. Precisam simplesmente de amor&#8230;<\/p>\n<p>9. Por vezes, basta pouco para restabelecer a esperan\u00e7a: basta parar, sorrir, escutar. Durante um dia, deixemos de parte as estat\u00edsticas; os pobres n\u00e3o s\u00e3o n\u00fameros, que invocamos para nos vangloriar de obras e projetos. Os pobres s\u00e3o pessoas a quem devemos encontrar: s\u00e3o jovens e idosos sozinhos que se h\u00e3o de convidar a entrar em casa para partilhar a refei\u00e7\u00e3o; homens, mulheres e crian\u00e7as que esperam uma palavra amiga. Os pobres salvam-nos, porque nos permitem encontrar o rosto de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Aos olhos do mundo, \u00e9 irracional pensar que a pobreza e a indig\u00eancia possam ter uma for\u00e7a salv\u00edfica; e, todavia, \u00e9 o que ensina o Ap\u00f3stolo quando diz: \u00abHumanamente falando, n\u00e3o h\u00e1 entre v\u00f3s muitos s\u00e1bios, nem muitos poderosos, nem muitos nobres. Mas o que h\u00e1 de louco no mundo \u00e9 que Deus escolheu para confundir os s\u00e1bios; e o que h\u00e1 de fraco no mundo \u00e9 que Deus escolheu para confundir o que \u00e9 forte. O que o mundo considera vil e desprez\u00edvel \u00e9 que Deus escolheu; escolheu os que nada s\u00e3o, para reduzir a nada aqueles que s\u00e3o alguma coisa. Assim, ningu\u00e9m se pode vangloriar diante de Deus\u00bb (<i>1 Cor<\/i>\u00a01, 26-29). Com os olhos humanos, n\u00e3o se consegue ver esta for\u00e7a salv\u00edfica; mas, com os olhos da f\u00e9, \u00e9 poss\u00edvel v\u00ea-la em a\u00e7\u00e3o e experiment\u00e1-la pessoalmente. No cora\u00e7\u00e3o do Povo de Deus em caminho, palpita esta for\u00e7a salv\u00edfica que n\u00e3o exclui ningu\u00e9m, e a todos envolve numa verdadeira peregrina\u00e7\u00e3o de convers\u00e3o para reconhecer os pobres e am\u00e1-los.<\/p>\n<p>10. O Senhor n\u00e3o abandona a quem O procura e a quantos O invocam; \u00abn\u00e3o esquece o clamor dos pobres\u00bb (<i>Sal\u00a0<\/i>9, 13), porque os seus ouvidos est\u00e3o atentos \u00e0 sua voz. A esperan\u00e7a do pobre desafia as v\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de morte, porque sabe que \u00e9 particularmente amado por Deus e, assim, triunfa sobre o sofrimento e a exclus\u00e3o. A sua condi\u00e7\u00e3o de pobreza n\u00e3o lhe tira a dignidade que recebeu do Criador; vive na certeza de que a mesma ser-lhe-\u00e1 restabelecida plenamente pelo pr\u00f3prio Deus. Ele n\u00e3o fica indiferente \u00e0 sorte dos seus filhos mais fr\u00e1geis; pelo contr\u00e1rio, observa as suas fadigas e sofrimentos, para os tomar na sua m\u00e3o, e d\u00e1-lhes for\u00e7a e coragem (cf.\u00a0<i>Sal\u00a0<\/i>10, 14). A esperan\u00e7a do pobre torna-se forte com a certeza de que \u00e9 acolhido pelo Senhor, n\u2019Ele encontra verdadeira justi\u00e7a, fica revigorado no cora\u00e7\u00e3o para continuar a amar (cf.\u00a0<i>Sal\u00a0<\/i>10, 17).<\/p>\n<p>Aos disc\u00edpulos do Senhor Jesus, a condi\u00e7\u00e3o que se lhes imp\u00f5e para serem evangelizadores coerentes \u00e9 semear sinais palp\u00e1veis de esperan\u00e7a. A todas as comunidades crist\u00e3s e a quantos sentem a exig\u00eancia de levar esperan\u00e7a e conforto aos pobres, pe\u00e7o que se empenhem para que este\u00a0<i>Dia Mundial<\/i>\u00a0possa refor\u00e7ar em muitos a vontade de colaborar concretamente para que ningu\u00e9m se sinta privado da proximidade e da solidariedade. Acompanhem-nos as palavras do profeta que anuncia um futuro diferente: \u00abPara v\u00f3s, que respeitais o meu nome, brilhar\u00e1 o sol de justi\u00e7a, trazendo a cura nos seus raios\u00bb (<i>Ml\u00a0<\/i>3, 20).<\/p>\n<p><i>Vaticano, na Mem\u00f3ria lit\u00fargica de Santo Ant\u00f4nio de Lisboa, 13 de junho de 2019.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Francisco<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Papa Francisco para o III Dia Mundial dos Pobres <\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":186596,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[226],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>III Dia Mundial dos Pobres - Vida Crist\u00e3 - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/iii-dia-mundial-dos-pobres\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"III Dia Mundial dos Pobres - 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